Internacional, Investimento

JBS planeja investir US$ 135 milhões para construir fábrica de linguiça nos EUA

Unidade será em Perry, Iowa; anúncio ocorre às véspera do início das negociações de ações da empresa na bolsa de Nova York

A JBS, maior empresa de proteínas animais do mundo, anunciou nesta quinta-feira que planeja investir US$ 135 milhões para construir uma fábrica de produção de linguiças (e não salsichas, como foi informado inicialmente pela empresa) em Perry, município com pouco menos de 8 mil habitantes no Estado americano de Iowa. A companhia estima que criará 250 empregos na fase de construção e que a unidade vai gerar 500 novas vagas diretas de emprego. As obras desta que será a primeira fábrica de linguiça da companhia deverão começar no fim deste ano, e o início das operações está previsto para o segundo trimestre de 2026.

Segundo a JBS, a nova planta deverá produzir quase 60 mil toneladas de linguiça por ano, a partir do processamento de cerca de 500 mil suínos. “Esse investimento ressalta nosso compromisso com a América rural e nossa confiança na força do mercado dos Estados Unidos”, afirma Wesley Batista Filho, CEO da JBS USA, em nota. A empresa brasileira fatura mais de R$ 400 bilhões por ano, e a maior parte dessa receita já é gerada nos EUA com carnes (bovina, suína e de frango) e alimentos processados.

Não por coincidência, o anúncio foi feito às vésperas do início das negociações das ações da JBS na bolsa de Nova York, movimento que já tem aval da SEC, a agência reguladora do mercado de capitais dos EUA, e que deverá ocorrer no dia 12 de junho. A dupla listagem de papéis da companhia em Nova York e na B3, no Brasil, foi aprovada em assembleia de acionistas da gigante na sexta-feira da semana passada. 

Além da criação de novas vagas de trabalho, com a nova fábrica a JBS USA informou que vai estender seus programas “Hometown Strong” e “Better Futures” para Perry. “Por meio do ‘Hometown Strong’, a empresa está investindo mais de US$100 milhões em comunidades rurais nos EUA e no Canadá, apoiando projetos como novos centros comunitários, moradias populares, melhorias em escolas, instalações esportivas, creches e parques”, informou a empresa. Já o “Better Futures”, por sua vez oferece mensalidade gratuita em faculdades comunitárias para colaboradores da JBS USA e seus filhos.

Investimentos no porto de Itajaí

Poucas horas depois de comunicar sua intenção de investir em Perry, a JBS informou que sua divisão JBS Terminais já investiu R$ 130 milhões desde o início de sua concessão no porto de Itajaí, em Santa Catarina, em outubro do ano passado. Segundo a empresa, novos aportes de R$ 90 milhões estão programados, em tecnologia e infraestrutura. Entre outras melhorias, dois novos guindastes móveis serão instalados.

“Essa operação é, para nós, motivo de muita satisfação e de muita responsabilidade. Sabemos o quão importante esse porto é para o país”, afirmou o empresário Wesley Batista, um dos controladores da JBS, durante evento no porto que contou com a presença do presidente Lula.

Fonte: NP Agro

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Investimento, Negócios, Portos

Com R$ 7 bi em investimentos, GNA inaugura segunda termelétrica no Porto do Açu

A Gás Natural Açu (GNA), joint venture formada entre Siemens Energy Spic Brasil ebp, colocou em operação sua segunda usina de geração de energia no Porto do Açu, no norte fluminense. O projeto recebeu R$ 7 bilhões em investimentos e é a maior termelétrica em operação no Brasil.

Chamada de GNA II, a nova usina tem capacidade instalada de 1.673 megawatts (MW) e recebeu sinal verde da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para começar a operar. Com capacidade para atender cerca de 8 milhões de residências, ela coloca a Gás Natural Açu na posição de operadora do maior complexo de usinas a gás natural da América Latina.

A planta se soma à GNA I, de 1.338 MW de potência e em funcionamento desde 2021, ampliando ainda mais o papel estratégico da empresa na geração de energia termelétrica. Ao Valor, o CEO da empresa, Emmanuel Delfosse, explica que o objetivo foi criar um hub de gás no Porto de Açu. Juntas, as usinas representam 17% da capacidade de geração termelétrica do país e são importantes para o sistema principalmente em épocas de seca, quando as hidrelétricas produzem menos energia.

As plantas estão conectadas ao terminal de regaseificação de GNL de uso privado com capacidade de 21 milhões de metros cúbicos por dia, o que permite importar gás de navios e transformá-lo novamente em estado gasoso para uso.

“As usinas funcionam como um seguro para o sistema elétrico. Elas entram em ação quando é mais necessário”, diz.
As térmicas consomem 12 milhões de metros cúbicos por dia. Em equivalências energéticas, isso é igual ao consumo de todo o Estado de São Paulo. “Com a inflexibilidade de GNA II, nossa ociosidade é muito menor”, diz Delfosse. O terminal pode ainda atrair indústrias para a região do porto para consumir o gás.

O empreendimento é operado a gás natural e foi contratado por meio de leilões de energia. A planta funciona com uma configuração de ciclo combinado, ou seja, mais eficiência e menor emissão. Contudo, ela opera com 40% de inflexibilidade, ou seja,o sistema é obrigado por contrato a usar a usina em pelo menos 40% do tempo no período seco, ou seja, entre julho e novembro.

O executivo frisa que a usina opera a um preço competitivo, com custo variável unitário (CVU) de R$ 400 por megawatt-hora. Por outro lado, a usina não funciona, como é conhecido no jargão do setor, com “rampa rápida”, ou seja, a planta precisa ser ligada alguns dias antes para ser preparada para o sistema.

A GNA II faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, voltado a obras de infraestrutura. Já o investimento total no complexo foi de R$ 12 bilhões. “Foi um desafio técnico e de logística em meio à pandemia. Fazer negócios no Brasil é uma complexidade. O primeiro destaque é a magnitude desta aventura industrial com investimento de R$ 12 bilhões”, diz Delfosse.

O projeto pode crescer ainda mais: o potencial de expansão é de mais 3,4 GW, o que mais que duplicaria a capacidade atual. A empresa já tem autorização ambiental para dobrar de tamanho, mas uma eventual expansão dependerá da demanda nos próximos leilões.

Os acionistas tiveram papel relevante. Além dos aportes, a Siemens Energy entrou com o fornecimento de três turbinas a gás e uma turbina a vapor. A bp foi responsável pelo gás. Já a estatal chinesa Spic entrou em um contexto em Pequim fazia pesados aportes no Brasil no setor elétrico. A Prumo Logística, responsável pela infraestrutura do Porto do Açu, também é sócia da usina GNA I.

Fonte: Valor Econômico

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Internacional, Investimento

Missão ao Oriente Médio da ApexBrasil e Consórcio Nordeste apresenta projetos para autoridades e fundos de investimento da Arábia Saudita

Delegação esteve no Catar e segue para os Emirados Unidos em busca de novos investimentos estrangeiros para os estados nordestinos

A  Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com o Consórcio Nordeste estão em uma missão internacional aos países do Oriente Médio apresentando oportunidades de investimento na região. Depois de passar por Doha, capital do Catar, representantes de oito dos nove estados nordestinos e de instituições financeiras do Brasil se reuniram com cerca de 40 autoridades sauditas, porta-vozes do governo, fundos de investimento e empresas locais.

Representando a ApexBrasil, a diretora de Negócios, Ana Paula Repezza, destacou a convergência entre os interesses sauditas com as oportunidades apresentadas.

“Segurança alimentar, segurança energética, logística e inovação são exemplos de áreas prioritárias tanto para a Arábia Saudita quanto para as iniciativas de promoção de investimentos apoiadas pela ApexBrasil e aqui apresentadas.” Ana Paula Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil

No primeiro dia, governadores, vice-governadores e secretários de estado participaram de mais um dia de “Northeast Day”, momento da missão no qual cada estado presente detalha dois projetos específicos eleitos como oportunidades estratégicas de investimentos, em termos bem abrasileirados é “a hora de vender seu peixe”.  O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves, falou sobre o programa de eficiência energética e o porto Indústria Verde. “Ambos os projetos foram concebidos com o propósito de modernizar a infraestrutura logística e energética do Nordeste brasileiro, por meio de soluções sustentáveis e tecnologicamente novadoras”.

Ele defendeu não apenas projetos estratégicos de investimentos, mas sobretudo oportunidades de parcerias que respeitem e dialoguem com as prioridades de longo prado da Arábia Saudita e da região Nordeste. 

“Essas iniciativas oferecem excelentes oportunidades de cooperação com a Arabia Saudita contribuindo diretamente com os pilares do programa Visão Saudita 2030, que visa o acesso confiável à energia limpa e renovável, o fortalecimento das cadeias globais do comércio, inclusive de abastecimento alimentar, e o desenvolvimento de infraestrutura de baixo carbono, essenciais para o processo de descarbonização da economia saudita, garantindo assim uma parceria duradoura que promove estabilidade e prosperidade entre a Arábia Saudita e a região Nordeste.” Walter Alves, vice-governador do Rio Grande do Norte

Em seguida, foram realizadas reuniões bilaterais nas quais nordestinos e sauditas debateram sobre pontos de convergência e trocaram informações mais aprofundadas sobre possíveis negócios.

Busca de parcerias com Fundo Saudita para o Desenvolvimento (SFD)

Na manhã seguinte, os representantes participaram de uma reunião com representantes do Fundo Saudita para o Desenvolvimento (SFD), uma importante instituição do governo da Arábia Saudita que apoia projetos de impacto em países em desenvolvimento. O SFD atua com empréstimos concessionais e subsídios estratégicos, promovendo crescimento econômico, inclusão social e melhorias na qualidade de vida em diversas regiões do mundo.

Para o vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, o encontro abre portas para buscar parcerias com o SFD. 

“Concluímos aqui na Arábia Saudita, uma reunião muito importante com o SFD com os estados apresentando projetos importantes sociais e de infraestrutura para que possam ser analisados e a gente possa esta parceria com este fundo que tem feito trabalhos em diversos países, incluindo o Brasil.” Lucas Ribeiro, vice-governador da Paraíba

Sobre a missão

Após a agenda no Catar, a delegação seguiu para a Arábia Saudita, onde se reuniu com mais de 40 representantes de entidades locais interessados em conhecer as potencialidades do Nordeste e explorar oportunidades de cooperação. A missão também conta com a participação de representantes de instituições parceiras do Sistema Financeiro Nacional, como o Banco do Brasil, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o Banco do Nordeste, reforçando o caráter multissetorial da iniciativa

Fonte: ApexBrasil

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Investimento, Portos

Investimentos da JBS consolidam retomada do Porto de Itajaí

Em sete meses, terminal movimentou mais de 143 mil TEUs e atende quase 2.000 clientes. Investimentos chegarão a quase R$ 250 milhões

Desde que assumiu a operação do Porto de Itajaí (SC), em outubro de 2024, a JBS Terminais já investiu R$ 130 milhões no terminal, que atende atualmente cerca de 1.700 clientes.

Os investimentos consolidam a empresa como um dos principais complexos logísticos do Sul do país, com projeção de crescimento e novos aportes de R$ 90 milhões em tecnologia e infraestrutura. Desde o início da concessão, o empreendimento movimentou uma média mensal de 20 mil TEUs (Twenty Feet Equivalent Unit, medida de referência no setor), totalizando 143.230 TEUs.

“Conseguimos, em um curto espaço de tempo, retomar o protagonismo de Itajaí como um terminal eficiente e competitivo. Estamos no processo de ramp up dos volumes e temos como prioridade entregar serviços de excelência aos nossos clientes.” Aristides Russi Junior, presidente da JBS Terminais

Em uma área de 180 mil metros quadrados, o terminal da JBS conta com 1.030 metros de cais, quatro berços de atracação e uma profundidade de 14 metros, permitindo a operação de grandes embarcações.

São 1.750 tomadas para contêineres refrigerados (reefers) e oito gates reversíveis. Os investimentos devem aproximar a operação com a capacidade atual de movimentação de até 558 mil TEUs/ano.

O terminal conta com sete linhas de navegação e oito escalas semanais. A partir de junho de 2025, a operação contará com novas rotas internacionais, como a GS1, que conectará a América do Sul ao Golfo do México. A rota otimizará a exportação de produtos como madeira, carne congelada, cerâmica e maquinários, e a importação de plásticos, borrachas e produtos químicos. A chegada da linha Mercosul Line CMA CGM em junho também reforça a conectividade do terminal.

Segundo Wesley Batista, acionista e membro do Conselho de Administração da JBS, o governo federal tem aberto o mercado global para a exportação brasileira, o que torna ainda mais relevante os investimentos em portos. “O Brasil precisa de portos modernos para escoar toda a produção.”

“Para se ter uma ideia, meta do frango e da carne suína exportada pelo Brasil saem do Porto de Itajaí. Por isso é uma honra para nós estarmos aqui”, complementa.

A JBS Terminais e gera cerca de R$ 7 milhões em ISS para o município. A empresa conta com 334 colaboradores diretos e 350 Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs).

A distribuição de cargas de outubro de 2024 a abril de 2025 incluiu 33% em importações dry e reefer, 24% em exportações dry, 17% em exportações reefer e 26% em cabotagem, transbordo e outras categorias.

O investimento de R$ 90 milhões será feito para modernizar as operações do terminal com a aquisição de dois guindastes móveis MHC modelo Konecranes Gottwald ESP.9. Os equipamentos têm capacidade para 125 toneladas e alcance de 20 rows. Além disso, a empresa está testando caminhões elétricos do tipo Terminal Tractor (TT), visando a eletrificação da frota para maior eficiência, segurança e redução de emissões.

A JBS Terminais também iniciou o processo de adensamento do complexo, assumindo a gestão unificada do porto público de Itajaí. Essa iniciativa visa a gerar ganhos operacionais, eliminando gargalos, reduzindo o impacto urbano e agilizando o trânsito de cargas na região.

“Nossa experiência global, forjada em décadas de exportação para mais de 180 países com produtos JBS, e o conhecimento adquirido com operações logísticas de grande escala em empresas como a BrasKarne, são diferenciais que aplicamos diariamente em Itajaí. Soma-se a essa expertise a operação logística da Eldorado Celulose, pertencente ao grupo J&F, controlador da JBS. Esse know-how nos permite oferecer um terminal não apenas eficiente, mas estratégico para o fluxo do comércio exterior brasileiro.”Aristides Russi Junior, presidente da JBS Terminais

A atuação da JBS Terminais em Itajaí reflete a forte e consolidada presença da JBS em Santa Catarina. A JBS movimenta 2,47% do PIB catarinense, com impacto de produção de R$ 24,3 bilhões no Estado.

Presente em 22 cidades, emprega diretamente mais de 25 mil colaboradores, além de 2.700 famílias de produtores integrados.

Além do terminal portuário, a companhia opera 25 fábricas, um centro de inovação em biotecnologia, quatro granjas, uma operação JBS Transportadora, três centros de distribuição e cinco incubatórios.

Fonte: Metrópoles

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Internacional, Investimento, Negócios

Viagem de Jorginho Mello à Ásia pode ter anúncio de investimento chinês em SC

Governo catarinense vai ao Japão e à China buscar melhor interlocução em defesa do agro, falar sobre atração de investimentos e intercâmbio tecnológico para produção de maçã

Após o êxito da viagem do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, aos Estados Unidos há poucos dias – de 12 a 16 de maio -, o secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos do estado, Paulo Bornhausen, avança na agenda da próxima missão internacional do governo, que será de 13 a 22 de junho para a Ásia, ao Japão e à China. As prioridades serão contatos para favorecer o agronegócio e atração de investimentos. Um ponto alto da missão deverá ser a oficialização de um relevante investimento de empresa chinesa em Santa Catarina.

– Vamos fazer contatos visando apoio à agroindústria catarinense que é grande vendedora para o Japão e para a China. Precisamos cuidar disso de perto, porque outros estados e países disputam esse mercado, onde Santa Catarina tem grande tradição. A presença do governador do estado e de empresários é importante. Além disso, o governador Jorginho Mello tem projetos de infraestrutura muito ambiciosos para rodovias e ferrovias. Precisamos apresentar esses projetos com profundidade para atrair investidores e parceiros – explica Bornhausen.

Nessa viagem à China, o governador deve aproveitar para consolidar um investimento chinês que está em fase avançada de negociações com o suporte da Invest SC, a agência de investimentos do estado.

– Pode ser que nessa missão seja possível anunciar a instalação de mais uma filial de indústria chinesa no Estado. Estamos em fase avançada de negociações com três ou quatro empresas. Em meados do ano passado, a TP-Link, grande fabricante chinesa de produtos para redes domésticas de computadores, anunciou unidade em Joinville. Ela já contratou 800 pessoas e planeja dobrar de tamanho por causa das novas tarifas dos Estados Unidos – afirmou o presidente da Invest SC, Renato Lacerda, sem revelar quais são essas empresas chinesas estudam projetos no estado.  

Nessa viagem, o governo catarinense vai tentar conseguir uma interlocução com a China e o Japão para que deem maior atenção ao agro catarinense, em especial às proteínas, para que liberem as importações mais rápido quando ocorrem suspensões de compras em função de algum problema sanitário. O desejo de SC é que logo após a solução do problema sanitário, as compras sejam retomadas rapidamente. Em função do caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul em 16 deste mês, que já foi erradicado, as vendas de SC a esses dois mercados e a outros, estão temporariamente suspendas.

Uma das razões da viagem à Ásia agora, apenas um mês após a missão aos EUA, é para levar essa pauta do agro. Outra é atender a um convite feito ao governador Jorginho Mello pelo embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi, para ampliar a cooperação entre SC e a província japonesa de Aomori, de onde vieram as mudas e a cultura da maçã na Serra Catarinense. A intenção e ampliar a troca de informações técnicas sobre a cultura da maçã.

Para o secretário de Articulação Internacional, é importante Santa Catarina fazer mais conexões internacionais, apresentar sua economia e suas oportunidades de investimentos nessa fase de guerra de tarifas internacionais em que o Brasil é um dos países mais bem posicionados para a atração de capital.

Na missão aos EUA, o governo de SC apresentaram a economia do estado e setores para investidores globais em Nova York. Em Washington, o governo falou sobre projetos em andamento no Banco Mundial, apresentou novos projetos e também pediu apoio à embaixadora do Brasil nos EUA, Maria Luiza Viotti, para trabalhar pela retomada rápida das exportações de proteína de franto à Ásia, depois do caso no Rio Grande do Sul.

Fonte: NSC Total

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Investimento, Portos

JBS Terminais investe R$ 130 milhões na retomada do Porto de Itajaí

Desde que assumiu a operação do Porto de Itajaí (SC), em outubro de 2024, a JBS Terminais já investiu R$ 130 milhões no terminal, que atende atualmente mais de 1,7 mil clientes. Os investimentos consolidam a empresa como um dos principais complexos logísticos do Sul do país, com projeção de crescimento e novos aportes de R$ 90 milhões em tecnologia e infraestrutura. Desde o início da concessão, o empreendimento movimentou uma média mensal de 20 mil TEUs (Twenty Feet Equivalent Unit, medida de referência no setor), totalizando 143.230 TEUs.

“Essa operação é, para nós, motivo de muita satisfação e de muita responsabilidade. Sabemos o quão importante esse porto é para o país”, afirmou o empresário Wesley Batista, durante cerimônia de retomada das operações do Porto de Itajaí, realizada nessa quinta-feira (29). O empresário ressaltou que 50% do frango e da carne suína exportados no Brasil são escoadas por portos da região.

Presente ao evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância dos investimentos público e privado para a geração de emprego e renda. “Esse ano é o ano da colheita. Estamos aqui colhendo o desenvolvimento de Itajaí e de Navegantes. Colhendo o desenvolvimento de Santa Catarina”, afirmou.

Localizado em uma área de 180 mil metros quadrados, o terminal da JBS conta com 1.030 metros de cais, quatro berços de atracação e uma profundidade de 14 metros, permitindo a operação de grandes embarcações. São 1.750 tomadas para contêineres refrigerados (reefers) e oito gates reversíveis. Os investimentos devem aproximar a operação com a capacidade atual de movimentação de até 558 mil TEUs/ano.

“Conseguimos, em um curto espaço de tempo, retomar o protagonismo de Itajaí como um terminal eficiente e competitivo. Estamos no processo de ramp up dos volumes e temos como prioridade entregar serviços de excelência aos nossos clientes”, afirma Aristides Russi Junior, presidente da JBS Terminais.

Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres no Porto de Itajaí. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Movimentação de contêineres no Porto de Itajaí | Set 2024 – Mar 2025 | TEUs

Hoje, o terminal conta com sete linhas de navegação e oito escalas semanais. A partir de junho de 2025, a operação contará com novas rotas internacionais, como a GS1, que conectará a América do Sul ao Golfo do México. A rota vai otimizar a exportação de produtos como madeira, carne congelada, cerâmica e maquinários, e a importação de plásticos, borrachas e produtos químicos. A chegada da linha Mercosul Line CMA CGM em junho também reforça a conectividade do terminal.

A JBS Terminais atende mais de 1.700 clientes e gera cerca de R$ 7 milhões em ISS para o município. A empresa conta com 334 colaboradores diretos e 350 Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs). A distribuição de cargas de outubro de 2024 a abril de 2025 incluiu 33% em importações dry e reefer, 24% em exportações dry, 17% em exportações reefer e 26% em cabotagem, transbordo e outras categorias.

O investimento de R$ 90 milhões será realizado para modernizar as operações do terminal com a aquisição de dois guindastes móveis MHC modelo Konecranes Gottwald ESP.9. Os equipamentos têm capacidade para 125 toneladas e alcance de 20 rows. Além disso, a empresa está testando caminhões elétricos do tipo Terminal Tractor (TT), visando a eletrificação da frota para maior eficiência, segurança e redução de emissões.

A JBS Terminais também iniciou o processo de adensamento do complexo, assumindo a gestão unificada do porto público de Itajaí. Essa iniciativa visa gerar ganhos operacionais, eliminando gargalos, reduzindo o impacto urbano e agilizando o trânsito de cargas na região.

“Nossa experiência global, forjada em décadas de exportação para mais de 180 países com produtos JBS, e o conhecimento adquirido com operações logísticas de grande escala em empresas como a BrasKarne, são diferenciais que aplicamos diariamente em Itajaí. Soma-se a essa expertise a operação logística da Eldorado Celulose, pertencente ao grupo J&F, controlador da JBS. Esse know-how nos permite oferecer um terminal não apenas eficiente, mas estratégico para o fluxo do comércio exterior brasileiro”, explicou o executivo.

A atuação da JBS Terminais em Itajaí reflete a forte e consolidada presença da JBS em Santa Catarina, um estado estratégico para a Companhia. A JBS movimenta 2,47% do PIB catarinense, com um impacto de produção de R$ 24,3 bilhões no Estado. Com presença em 22 cidades, a companhia emprega diretamente mais de 25 mil colaboradores, além de 2.700 famílias de produtores integrados. Além do terminal portuário, a Companhia opera 25 fábricas, 1 centro de inovação em biotecnologia, 4 granjas, 1 operação JBS Transportadora, 3 centros de distribuição e 5 incubatórios.

NÚMEROS DA OPERAÇÃO — JBS TERMINAIS (MAIO/2025)
Início das operações: setembro de 2024
Área total: 180.000 m²
Capacidade anual: até 558.000 TEUs
Movimentado até abril/25: 143.230 TEUs
Tomadas reefers: 1.750
Gates reversíveis: 8
Clientes atendidos: 1.700
Linhas de navegação: 7
Escalas semanais: 8
Colaboradores diretos: 334
Trabalhadores avulsos: 350
ISS gerado: R$ 7 milhões
Investimento inicial: R$ 130 milhões
Investimentos anunciados: R$ 25 milhões + US$ 12 milhões em guindastes

Fonte: Datamar News

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Investimento, Tecnologia

Brasil está entre os últimos do G20 em investimento no setor espacial, alerta CNI

Orçamento brasileiro fica atrás de nações com menor PIB, território e população como Austrália, África do Sul, Argentina e Arábia Saudita

O Brasil tem o segundo menor investimento no setor espacial do G20, mostra um levantamento inédito da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Estratégico para soberania, desenvolvimento e exploração de novas tecnologias, o setor espacial brasileiro recebeu US$ 47 milhões em recursos públicos em 2023, o equivalente a 0,002% do PIB do Brasil. O montante posiciona o país à frente apenas do México – entre os países e blocos que compõem as 20 maiores economias do mundo – e é cerca de 30 vezes menor do que a média do grupo.

O levantamento da CNI revela todo o ranking, que tem como líder os Estados Unidos. Em 2023, os norte-americanos tiveram um PIB de US$ 27,7 trilhões e investiram US$ 73,2 bilhões no setor, o equivalente a 0,264% do PIB. Em segundo lugar, a Rússia investiu 0,169% do PIB de US$ 2,02 trilhões. A França foi a terceira nação que mais investiu no setor espacial: 0,114% do PIB de US$ 3,05 trilhões.

Usados em áreas estratégicas como comunicação, observação da terra, geolocalização, previsão do tempo, defesa, exploração espacial e voo tripulado, os satélites são ferramentas cada vez mais essenciais em nosso dia a dia. Apenas em 2023, a indústria espacial movimentou cerca de US$ 400 bilhões em todo o globo. Desse total, 71% do faturamento vem da indústria de satélites. Segundo estimativas do Morgan Stanley, o setor deve criar receitas de mais de US$ 1 trilhão até 2040.

O Brasil investe menos no setor espacial do que nações do G20 com menores níveis de PIB, de população e de território, como Austrália, África do Sul, Argentina, Arábia Saudita e Turquia. Como comparação, a África do Sul teve, em 2023, o PIB de US$ 380,7 bilhões (5,7 vezes menor que o brasileiro). Mesmo assim, o orçamento espacial sul-africano foi de US$ 128 milhões (2,7 vezes maior que o brasileiro).

Os governos têm papel essencial na expansão do setor espacial, sendo responsáveis pela maior parte do financiamento global. Segundo dados da Euroconsult, em 2023, o aporte governamental mundial em programas espaciais foi de US$ 117 bilhões. Dois países (Estados Unidos e China) foram responsáveis por 74,7% desse montante. O Brasil representa apenas 0,04% do orçamento mundial. No mesmo ano, segundo a Space Capital, o investimento privado foi de US$ 18,4 bilhões.

“O grande problema de o país investir pouco em engenharia aeroespacial nacionalmente é que, quando você tem a necessidade de comprar serviços desenvolvidos por satélites estrangeiros, você está financiando o desenvolvimento espacial de outras nações e, ao mesmo, deixando de aproveitar e desenvolver a indústria nacional do setor”, destaca o superintendente de Política Industrial da CNI, Fabrício Silveira.

Alta dependência de satélites estrangeiros

O estudo da CNI traz recortes que demonstram a alta dependência mundial do serviço de navegação conhecido como GPS, usado diariamente em serviços de transporte por aplicativo, de entregas e de geolocalização, desenvolvido e mantido pelos Estados Unidos.

Segundo dados da London Economics, uma suspensão no acesso ao sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS da sigla em inglês) por cinco dias traria perdas econômicas da ordem de R$ 32 bilhões. Outro estudo e O’Connor et. al estima perdas econômicas, apenas nos Estados Unidos, de R$ 153,3 bilhões por uma interrupção de 30 dias no sinal do GPS, podendo chegar a R$ 230 bilhões em períodos críticos para a agricultura – de R$ 5,1 bilhões a R$ 7,7 bilhões por dia.

Atualmente, o Brasil opera apenas 24 satélites, entre mais de 13 mil satélites em órbita, e por isso é dependente da infraestrutura estrangeira. Um levantamento do Programa Espacial Brasileiro (PEB) mostra que apenas o Poder Executivo demanda, anualmente, R$ 860 milhões em serviços espaciais. O histórico de baixo investimento no setor impede a redução da dependência por satélites estrangeiros. Entre 2013 e 2023, o orçamento destinado à Agência Espacial Brasileira (AEB) caiu 68%.

De acordo com o Competitividade Brasil 2023-2024, elaborado pela CNI, o Brasil ocupa a 12ª posição no ranking no fator de infraestrutura digital e urbana, em relação a 18 países, que leva em consideração, entre os principais requisitos, satélites em órbita. Os Estados Unidos lideram o ranking enquanto Peru, Índia e Colômbia aparecem atrás do Brasil.

Uma eventual perda de acesso ao GPS causaria interrupções nos serviços de telecomunicações, transporte, no sistema financeiro, na agricultura de precisão, entre outras atividades militares, governamentais e comerciais, provocando um verdadeiro “apagão nacional”.

Atentos a esses possíveis riscos, países como Índia e Japão desenvolveram sistemas de posicionamento próprios. Outros, como Turquia e Emirados Árabes Unidos, estão criando seus próprios sistemas de geolocalização.

Investir no setor espacial significa depender menos dos satélites estrangeiros. Em 2019, por exemplo, o Brasil poderia ter identificado com mais rapidez o derramamento de petróleo na costa do Nordeste e do Sudeste e, consequentemente, atuado com mais rapidez para conter as manchas. Naquela ocasião, o governo brasileiro dependeu de apoio internacional para investigar o caso, o que acabou afetando por mais tempo o meio-ambiente e as atividades pesqueira e turística da região.

“É importante reduzir a dependência do Brasil por infraestrutura espacial estrangeira. Para isso, é fundamental aumentar o investimento no setor. A experiência internacional mostra que o investimento governamental reduz o risco dos projetos e mobiliza o capital privado ao gerar demanda no setor. Instrumentos como as missões espaciais, os editais de financiamento e subvenção e as encomendas tecnológicas podem ser usados para aumentar o engajamento no setor”, sugere Silveira.

Novos investimentos e previsão de recuperação do setor nos próximos 10 anos

O Brasil tem oportunidades no setor aeroespacial. Segundo a Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB), o país poderia mudar o cenário de poucos investimentos em um horizonte de 10 anos. “A indústria espacial brasileira pode ser protagonista global, assim como a respeitada indústria aeronáutica. Atualmente dependemos de satélites estrangeiros para atender a necessidades básicas da sociedade brasileira. Temos que mitigar essa vulnerabilidade que ameaça nossa soberania”, avalia o presidente da AIAB, Julio Shidara.

Projetos recentes demonstram que o país tem capacidade de desenvolver o setor espacial. Em 2022, foi lançado o Amazonia-1, o primeiro satélite 100% brasileiro. O satélite foi o primeiro completamente projetado, integrado, testado e operado pelo país.

Em abril de 2023, o primeiro satélite privado de alto desempenho desenvolvido pela indústria brasileira foi lançado. O VCUB1 foi desenvolvido pela Visiona em uma rede de parceiros que inclui o Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados e será usado para observação da Terra e coleta de dados. Essa parceria continua com o desenvolvimento do SatVHR, um satélite brasileiro de pequeno porte e alta resolução que poderá ser usado para monitorar florestas, rios e mares, ajudar no planejamento de cidades e auxiliar no processo de digitalização da agricultura.

Outro importante projeto em desenvolvimento é o Constelação Catarina. Serão construídos 12 nanossatélites para realizar o sensoriamento remoto do território e atmosfera. O projeto é uma parceria entre o Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Entre 2022 e 2023, a Finep lançou três editais para incentivar a inovação no setor aeroespacial. Os investimentos somam R$ 991 milhões em recursos para subvenção e investimento privado. Os recursos serão destinados para desenvolvimento de plataformas demonstradoras de novas tecnologias aeronáuticas; desenvolvimento de satélite de pequeno porte de observação da Terra de alta resolução; e desenvolvimento e lançamento de veículos de pequeno porte para lançamento de nano e/ou microssatélites.

No início de 2024, foi firmado um Acordo de Parceria entre o SENAI-CIMATEC, o Governo Federal e o Governo da Bahia para a criação do Parque Tecnológico Aeroespacial da Bahia. O parque vai integrar atividades de ensino, pesquisas avançadas e inovação no campo aeroespacial.

Nova Indústria Brasil (NIB) – R$ 113 bilhões para a indústria de defesa

O setor aeroespacial também é contemplado na Nova Indústria Brasil (NIB) – política industrial orientada por missões proposta pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI). A missão 6 da NIB visa aumentar a autonomia e a soberania do país no setor aeroespacial.

Ao todo, serão aportados cerca de R$113 bilhões na missão, que busca ampliar o domínio brasileiro em áreas como radares, satélites e foguetes. Os investimentos públicos incluem o PAC Defesa, com mais de R$ 31 bilhões, para projetos como o caça Gripen, o avião cargueiro KC-390, viaturas blindadas, fragatas e submarinos.

A prioridade será para ações voltadas ao desenvolvimento de energia nuclear, sistemas de comunicação e monitoramento climático, tecnologia de propulsão, além de veículos autônomos e controlados de forma remota.  

A missão tem a meta de alcançar, até 2026, até 55% de domínio das tecnologias críticas para a defesa, e até 2033, cerca de 75% de domínio. Para se ter uma ideia, atualmente a indústria de defesa brasileira possui 42,7% de domínio dessas tecnologias críticas para o setor.  

O tema também está presente no Mapa Estratégico da Indústria da CNI (2023 – 2032) e no Plano de Retomada da Indústria, que recomendou, entre outras prioridades, o investimento em tecnologias e inovações de uso dual, que têm aplicação tanto no meio civil como militar, o que fortalece a indústria de defesa e segurança nacional.

Fonte: FIESC

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Investimento, Portos

Projeto prevê conexão entre Porto Sul, na Bahia, e Chancay, no Peru

No dia 21 de maio de 2025, o ministro dos Transportes do Brasil, Renan Filho, realizou uma reunião estratégica com representantes da National Railway Administration (NRA), autoridade ferroviária da China.

O principal objetivo foi fortalecer a cooperação bilateral no setor ferroviário, visando impulsionar projetos de infraestrutura que poderão transformar a logística do país e da América do Sul.

Este encontro reforça a crescente importância do relacionamento entre Brasil e China, especialmente em setores estratégicos como transportes, onde a expertise chinesa e o capital internacional são vistos como fundamentais para viabilizar grandes empreendimentos.

Projetos estruturantes

A pauta central da reunião girou em torno de dois projetos ferroviários que estão em andamento no Brasil:

  • Ferrovia de integração Centro-Oeste (Fico): Com 383 km, esta ferrovia ligará Mara Rosa (GO) a Água Boa (MT), interligando o agronegócio do Centro-Oeste à malha ferroviária nacional, facilitando o escoamento para portos no Sudeste e Nordeste. A obra está sendo executada pela Vale como contrapartida pela renovação antecipada da concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas.
  • Ferrovia de integração Oeste-Leste (Fiol): Com cerca de 1.527 km previstos, divididos em três trechos, esta ferrovia conecta a região oeste da Bahia ao Tocantins. O trecho Ilhéus-Caetité está em fase final de construção, operado pela Bahia Mineração (Bamin). Os trechos seguintes ainda estão em desenvolvimento.

Ambas as ferrovias são fundamentais para ampliar a capacidade logística do Brasil, conectando regiões produtoras ao sistema portuário nacional, reduzindo custos de transporte e aumentando a competitividade das exportações brasileiras.

Corredor bioceânico

A iniciativa maior que envolve os projetos ferroviários é a criação de um corredor bioceânico que ligará o Porto Sul, na Bahia, ao porto de Chancay, no Peru. Essa rota será um marco na integração logística da América do Sul, possibilitando uma conexão direta entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

Esse corredor reduzirá distâncias e custos para o escoamento de commodities brasileiras, especialmente para os mercados asiáticos, com destaque para a China, que tem grande interesse comercial na região.

Papel estratégico dos portos

  • Porto Sul (Bahia): Considerado o ponto de partida no Brasil, o Porto Sul será integrado às ferrovias Fiol e Fico, fortalecendo o fluxo de exportação pelo litoral baiano e conectando o interior do país às rotas internacionais.
  • Porto de Chancay (Peru): Em construção com participação chinesa, o porto será a porta de entrada para o comércio com a Ásia, especialmente o mercado chinês, e ponto de ligação do corredor bioceânico no lado do Pacífico.

A complementaridade desses portos é essencial para garantir a fluidez e a competitividade da nova rota logística.

Interesses e participação da China

A National Railway Administration demonstrou interesse em participar dos processos licitatórios para a concessão das ferrovias brasileiras, analisando estudos técnicos apresentados pelo governo. A China vê nessa parceria uma oportunidade para expandir sua presença em projetos logísticos estratégicos, levando capital, tecnologia e know-how.

O governo brasileiro busca com essa interlocução atrair investimentos estrangeiros e expertise técnica, acelerando a execução das obras e modernizando a infraestrutura nacional.

Desafios e próximos passos

Embora o projeto seja promissor, ainda existem desafios a serem superados:

  • Definição do traçado final do corredor bioceânico, que poderá envolver outros países como Bolívia e Paraguai.
  • Captação de recursos e estruturação dos leilões para concessão das ferrovias.
  • Harmonização técnica e regulatória entre os países envolvidos.

O Ministério dos Transportes já anunciou que novas rodadas de negociação estão previstas para aprofundar os estudos e definir formatos de parceria, fortalecendo a cooperação com a China.

Fonte: Tribuna de Minas

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Industria, Investimento, Notícias

Conselho aprova novos projetos industriais para ZPEs do Piauí e Mato Grosso do Sul

Investimentos somam R$ 258,6 milhões, têm viés de sustentabilidade e de inovação e devem gerar mais de 400 empregos. Conselho também aprovou a lista de serviços voltados à exportação que podem se beneficiar do regime das ZPE

O Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE) aprovou, nesta quinta-feira (29), dois novos projetos industriais sustentáveis para as ZPEs de Parnaíba (PI) e Bataguassu (MS), totalizando R$ 258,6 milhões em investimentos e receita anual estimada em R$ 1,6 bilhão, além da geração de 414 postos de trabalho nas fases de implementação e operação.

No Piauí, a MBF vai investir R$ 221,5 milhões em uma unidade de produção de fertilizantes de alto desempenho a partir de bioinsumos. O projeto, instalado na ZPE Parnaíba, prevê 321 empregos e uma receita anual estimada em R$ 1,3 bilhão. Embora voltado majoritariamente à exportação, parte da produção atenderá o mercado interno, beneficiando também o agronegócio brasileiro.

Já a Biotub Tubetes Biodegradáveis vai se instalar na futura ZPE de Bataguassu e produzir recipientes biodegradáveis e compostáveis para o plantio de mudas, uma iniciativa inovadora para o setor agroindustrial que vai mobilizar R$ 37,1 milhões em investimentos, gerar 93 postos de trabalho e resultar em R$ 301,4 milhões em receitas com exportações. Com essa tecnologia, o plantio é otimizado, aumentando a produtividade e reduzindo impactos no meio ambiente.

Nos últimos 12 meses, o CZPE aprovou 13 novos projetos industriais em seis ZPEs, que somam R$ 52,9 bilhões em investimentos, R$ 27 bilhões em novas exportações anuais e a criação de mais de 5 mil empregos.

Serviços

Na 40ª reunião ordinária, o CZPE também aprovou uma lista de 70 serviços que poderão se qualificar para operar no regime das ZPEs, regulamentando a lei que ampliou os incentivos do regime para além do setor de bens. A definição dos serviços é resultado de consulta pública realizada em 2024.

Para a definição das atividades, o CZPE levou em consideração serviços que possuem potencial exportador relevante; alto valor agregado da atividade com base em critérios de no uso de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&DI); e o alinhamento às missões da Nova Indústria Brasil (NIB).

Entre as atividades autorizadas estão a exportação de serviços de pesquisa e desenvolvimento em várias áreas, como biotecnologia, química e ciências; serviços de projetos e de gerenciamento de engenharia; e de serviços relacionados à tecnologia da informação, como desenvolvimento de softwares e processamento de dados.

Empresas de serviços interessadas deverão apresentar ao CZPE projetos de operação e planos de negócios voltados ao mercado externo, alinhados às normas do regime e às políticas de desenvolvimento produtivo do país.

Fotos: Júlio César Silva/MDIC
Fonte: Governo Federal – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Investimento, Portos

Governo Federal anuncia R$ 844 milhões em investimentos para modernização do Porto de Itajaí (SC)

Obras visam ampliar a capacidade logística, aumentar a competitividade e fortalecer a economia do Sul do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em Itajaí (SC) nesta quinta-feira (29), para anunciar um pacote de investimentos que promete transformar o Porto de Itajaí em um dos mais modernos do país. Serão destinados R$ 844 milhões para obras de infraestrutura, tecnologia e segurança, com foco na ampliação da capacidade operacional e na retomada do crescimento econômico da região.

Desde janeiro de 2025, o Porto de Itajaí voltou à gestão federal, e, com esse novo ciclo, o Governo Federal quer impulsionar a competitividade logística no estado de Santa Catarina. A cerimônia de anúncio contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, além de outras autoridades e lideranças locais.

Investimentos estratégicos para o desenvolvimento logístico

O conjunto de obras inclui ações estruturantes como a dragagem do canal do Rio Itajaí-Açu, melhorias nos molhes, expansão da área de manobras, instalação de sistemas inteligentes e a construção de um píer exclusivo para navios de cruzeiro. A expectativa é que essas intervenções aumentem significativamente a capacidade de movimentação de cargas, gerem empregos e atraiam novos investimentos para o porto e para a região.

Confira os principais projetos previstos:

  • Dragagem do canal do Rio Itajaí-Açu (16 metros de profundidade) – R$ 90 milhões
  • Retirada do casco do navio Pallas – R$ 23 milhões
  • Readequação do molhe de Navegantes – R$ 64 milhões
  • Obras na bacia de evolução – R$ 68 milhões
  • Adensamento da área do RAC – R$ 45 milhões
  • Modernização da rede elétrica e da iluminação – R$ 20 milhões
  • Contenção da margem do canal – R$ 67 milhões
  • Instalação de novo scanner de raio-X – R$ 12 milhões
  • Construção de píer para navios de cruzeiro – R$ 300 milhões
  • Sistema de tráfego marítimo (VTMIS) – R$ 65 milhões
  • Implantação do SmartPorto (IA e segurança) – R$ 30 milhões
  • Monitoramento rodoviário e agendamento de cargas – R$ 30 milhões
  • Modernização dos gates com integração à Receita Federal – R$ 30 milhões

Histórico de compromissos com Itajaí

A visita de Lula a Itajaí marca mais um capítulo no histórico de investimentos federais no porto. Durante seus mandatos anteriores, o presidente já havia apoiado a reestruturação dos molhes em 2006 e a recuperação das operações portuárias após as enchentes de 2008. Desde a retomada da gestão federal, o Porto de Itajaí já arrecadou mais de R$ 64,4 milhões, incluindo R$ 1,3 milhão em ISS.

Esses investimentos fazem parte de uma estratégia mais ampla de modernização da infraestrutura portuária brasileira, com foco na eficiência, na sustentabilidade e na geração de oportunidades para os trabalhadores e empreendedores locais.

Imagem: DIVULGAÇÃO/IMPOR
FONTE: agenciagov.ebc.com.br

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