Internacional

EUA realizam primeiro transporte aéreo de microrreator nuclear e reforçam estratégia energética militar

Pela primeira vez, os Estados Unidos realizaram o transporte aéreo de um microrreator nuclear de 5 megawatts (MW) a bordo de uma aeronave militar. A operação ocorreu em 15 de fevereiro, ligando a Califórnia a Utah, e marca um avanço na estratégia de garantir energia para bases militares em áreas remotas.

Com cerca de seis toneladas, o equipamento foi levado sem combustível nuclear, reduzindo riscos durante o deslocamento. Ainda assim, o gesto tem peso político e estratégico: sinaliza que a energia nuclear compacta pode integrar operações logísticas em cenários sensíveis.

Operação aérea liga Califórnia a Utah

O transporte foi realizado em um avião de carga militar C-17, que levou o microrreator Ward e seus componentes até a Base da Força Aérea Hill, em Utah. A iniciativa envolveu o Departamento de Energia e o Departamento de Defesa, em parceria com a empresa californiana Valar Atomics.

Mais do que gerar eletricidade no destino, o objetivo foi demonstrar a capacidade de mobilizar rapidamente uma infraestrutura considerada crítica. A ação reforça o potencial de deslocamento ágil desse tipo de tecnologia para regiões estratégicas.

Autoridades classificam ação como marco

O secretário de Energia, Chris Wright, e o subsecretário de Defesa para Aquisições e Sustentação, Michael Duffey, acompanharam a operação.

Duffey afirmou que a iniciativa representa um passo relevante para levar energia nuclear a locais isolados, fortalecendo a prontidão militar. A movimentação também amplia o poder de dissuasão dos EUA, ao oferecer alternativas energéticas em cenários de disputa geopolítica.

Segundo o jornal vietnamita Công Luận, o transporte teve caráter demonstrativo e não envolveu uso imediato do reator, reforçando o foco em capacidade operacional e resposta rápida.

Administração Trump impulsiona pequenos reatores

A aposta em reatores nucleares de pequena escala ganhou força durante o governo de Donald Trump. Em maio do ano passado, o presidente assinou quatro ordens executivas para ampliar a produção de energia nuclear no país, citando demandas ligadas à segurança nacional e à competição em inteligência artificial.

Em dezembro, o Departamento de Energia também anunciou duas subvenções para acelerar o desenvolvimento de pequenos reatores modulares (SMRs).

Defesa quer reduzir dependência de diesel

Um dos principais argumentos a favor dos microrreatores é a substituição de geradores a diesel em áreas remotas. Atualmente, o abastecimento frequente de combustível representa custo elevado e vulnerabilidade logística.

Por outro lado, críticos apontam que a eletricidade gerada por microrreatores nucleares pode ter custo superior ao de grandes usinas nucleares e até de fontes renováveis, como energia solar e eólica. O debate envolve não apenas orçamento, mas também estratégia militar e autonomia energética.

Potência de 5 MW e meta comercial até 2028

O CEO da Valar Atomics, Isaiah Taylor, informou que o reator transportado tem tamanho semelhante ao de uma minivan e capacidade de até 5 MW — suficiente para abastecer cerca de 5 mil residências.

A previsão é iniciar operações em julho com 100 quilowatts, avançar para 250 quilowatts ainda neste ano e ampliar gradualmente até a potência máxima. A empresa estima iniciar vendas de eletricidade em caráter experimental em 2027 e alcançar operação comercial em 2028.

O Departamento de Energia indicou que o combustível deverá sair da Área de Segurança Nacional de Nevada para instalações em San Rafael. Também estão em curso negociações com estados, incluindo Utah, para definir estratégias de reciclagem ou armazenamento definitivo do material nuclear.

Ao colocar um microrreator no ar, Washington sinaliza uma nova etapa na integração entre energia nuclear, logística militar e presença estratégica global, reforçando sua capacidade de atuação em regiões isoladas e de alto interesse geopolítico.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Internacional

Maquila de serviços no Paraguai deve ultrapassar 50 mil empregos formais

O setor de maquila de serviços no Paraguai mantém trajetória de crescimento e projeta superar a marca de 50 mil empregos formais nos próximos meses. A expansão consolida o segmento como um dos principais motores de geração de trabalho qualificado e de atração de investimentos estrangeiros no país.

Crescimento impulsiona economia e exportações

Dados recentes divulgados por representantes do setor indicam que a maquila de serviços tem ampliado sua relevância dentro da economia paraguaia. O modelo abrange atividades como tecnologia da informação, suporte técnico, marketing digital e outros serviços especializados voltados principalmente ao mercado internacional.

Com isso, o Paraguai fortalece sua base exportadora de serviços, reduzindo a dependência de setores tradicionais e ampliando a oferta de soluções com maior valor agregado.

Geração de empregos qualificados

Além do impacto econômico, a expansão do regime de maquila favorece a inserção de profissionais em áreas estratégicas. O avanço do setor abre espaço para capacitação profissional, desenvolvimento de novas competências e acesso a oportunidades em segmentos mais tecnológicos e competitivos.

A expectativa de ultrapassar 50 mil postos formais reforça o papel do segmento como alternativa relevante para o mercado de trabalho paraguaio.

Fatores de competitividade

Empresas que operam sob o regime de maquila de serviços apontam como diferenciais os custos operacionais competitivos, o ambiente regulatório favorável e a disponibilidade de mão de obra qualificada em áreas-chave.

Esses elementos fortalecem o posicionamento do Paraguai como destino estratégico para a instalação de operações voltadas a serviços globais, ampliando sua competitividade no cenário regional.

FONTE: ABC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CCBP

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Internacional

Mercados emergentes sustentam resultados de gigantes de consumo diante da fraqueza dos EUA

A desaceleração do consumo nos Estados Unidos tem pressionado os resultados das maiores multinacionais de bens de consumo do mundo. Em contrapartida, o desempenho de mercados emergentes, especialmente América Latina, com destaque para Brasil e México, além de Ásia, puxada por China e Índia, tem ajudado a equilibrar receitas e lucros das companhias globais.

O cenário reflete a perda de poder de compra da classe média americana, que passou a buscar mais promoções e preços baixos, segundo balanços financeiros do quarto trimestre e teleconferências com analistas acompanhadas nas últimas semanas.

Crescimento impulsionado por volumes na Ásia e preços na América Latina

Apesar do avanço nas duas regiões, a dinâmica é diferente. Na Ásia, o crescimento tem sido sustentado principalmente pelo aumento de volumes. Já em Brasil e México, o desempenho positivo decorre, em grande parte, de reajustes de preços e mudanças no mix de produtos promovidas por grandes marcas globais.

Executivos de empresas como Procter & Gamble, PepsiCo, Colgate-Palmolive e Unilever relataram a analistas um ambiente de consumo fraco ou em desaceleração nos Estados Unidos, enquanto destacaram a resiliência dos mercados fora do país.

Procter & Gamble reforça foco em Brasil e México

A Procter & Gamble (P&G), terceira maior empresa global de bens de consumo em vendas trimestrais, apontou que o segundo semestre de 2025 foi marcado por mercados mais fracos, concorrência intensa e um ambiente geopolítico instável.

Segundo o diretor financeiro, Andre Schulten, o principal ponto positivo foi a força das operações fora dos EUA. Na América Latina, a companhia registrou crescimento de 8% no quarto trimestre, enquanto a Europa avançou 3%, a China 3% e a região que inclui Ásia, Oriente Médio e África cresceu 2%.

A empresa, dona de marcas como Pampers, Gillette, Oral-B e Downy, destacou que inovações em produtos no Brasil e no México ainda estão em fase inicial nos EUA. A expectativa é de melhora gradual no mercado americano à medida que essas estratégias avancem.

Como parte da reavaliação estratégica, a P&G reorganizou suas operações na América Latina e ajustou o modelo de negócios na Argentina, priorizando Brasil e México. Segundo o CEO Shailesh Jejurikar, essa abordagem mais focada no consumidor levou a um crescimento de 9% no Brasil, acima da média do mercado.

Coca-Cola e Colgate veem América Latina como pilar de crescimento

A Coca-Cola informou que, no quarto trimestre, a América Latina registrou alta de 10% nas vendas e 4% em volume, impulsionadas por aumento de preços e mix de produtos. Na América do Norte, o crescimento foi mais moderado, com vendas em alta de 5% e volume de apenas 1%.

Na Ásia, incluindo China e Índia, a empresa observou queda de 3% no indicador de preço/mix, contrastando com o avanço visto nos países latino-americanos.

A Colgate-Palmolive, por sua vez, também sentiu os efeitos da desaceleração americana. Na América do Norte, as vendas líquidas recuaram 1,5%, com queda de volume de 2,3%. Já na América Latina, a empresa registrou aumento de 12,8% nas vendas e crescimento de 2,3% em volume, tornando a região a segunda mais dinâmica da companhia, atrás apenas de África/Eurásia.

Brasil e México apresentaram crescimento de um dígito alto, com bom desempenho nas categorias de higiene bucal, cuidados pessoais e limpeza doméstica, embora a empresa não divulgue dados por país.

Consumo brasileiro mostra sinais de desaceleração

Apesar de condições relativamente melhores, dados do varejo indicam desaceleração da demanda no Brasil desde o segundo semestre de 2025. O aumento do endividamento das famílias, pressionado por juros elevados, tem afetado volumes em supermercados e atacarejos.

De acordo com a NielsenIQ, o faturamento desses canais cresceu 8,1% em 2025, enquanto o volume avançou apenas 1,9%. Executivos do setor avaliam que o mercado brasileiro é mais aberto à inovação e menos competitivo do que o americano, o que permite respostas mais rápidas a mudanças estratégicas.

Unilever e PepsiCo revisam estratégias de preços

A Unilever alertou para riscos associados à instabilidade política no Brasil e em outros mercados da região. O CEO Fernando Fernandez afirmou que a empresa precisou recuar em reajustes de preços no segmento de cuidados com a casa, especialmente no Brasil, devido à volatilidade cambial e à complexidade tributária.

A PepsiCo anunciou que pretende reduzir preços em até 15% nos Estados Unidos, apostando em ganhos de produtividade para compensar margens menores. A empresa, que controla marcas como Pepsi, Quaker, Doritos e Toddy, afirmou que o consumidor americano de renda média e baixa está mais pressionado, enquanto outros mercados apresentam cenário mais favorável.

Segundo o CEO Ramon Laguarta, a companhia vê tendências positivas no México, na China e no Oriente Médio, enquanto o Brasil segue em trajetória estável. Em 2025, a PepsiCo faturou US$ 1,7 bilhão no Brasil, alta de 1%.

Inovação e premiumização como resposta à crise

Diante das dificuldades nos EUA, as empresas estão reforçando estratégias de inovação, premiumização e controle de porções. A Colgate destacou um pipeline robusto de lançamentos para 2026, enquanto a PepsiCo aposta em embalagens menores e produtos com fibra e proteína, alinhados às novas demandas do consumidor.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Colgate-Palmolive

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Internacional

Acordo Mercosul-UE avança no Congresso e entra na pauta de comissão da Câmara

O acordo Mercosul-União Europeia deu o primeiro passo no Congresso Nacional e pode ser analisado nesta terça-feira (10) por uma comissão da Câmara dos Deputados. O tratado está na pauta do colegiado responsável por representar o Brasil no Parlamento do Mercosul (Parlasul).

A expectativa entre parlamentares é de uma votação sem grandes debates, abrindo caminho para que o texto avance às próximas etapas de tramitação. A apreciação em plenário, no entanto, deve ocorrer apenas após o Carnaval.

Relatório defende aprovação do tratado

O parecer em análise foi elaborado pelo deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), presidente da comissão, e recomenda que o Congresso aprove o acordo firmado entre os dois blocos econômicos. O posicionamento foi apresentado pelo parlamentar durante reunião com líderes partidários da Câmara, realizada na segunda-feira (9).

Segundo Chinaglia, os deputados não poderão alterar o conteúdo do tratado, já negociado entre o Mercosul e a União Europeia, cabendo ao Legislativo apenas aprovar ou rejeitar o texto. A votação pode ser adiada caso algum parlamentar apresente pedido de vista, o que ampliaria o prazo de análise.

Apoio político e do agronegócio

Nos bastidores do Congresso, a avaliação é de que a aprovação do acordo é provável. O tratado reúne apoio de parlamentares de diferentes correntes políticas e conta com respaldo expressivo do agronegócio, setor que vê no acordo uma oportunidade de ampliação de mercados.

Em entrevista, Arlindo Chinaglia afirmou que o tratado tende a impulsionar a economia brasileira ao ampliar as trocas comerciais e reduzir tarifas. Segundo ele, o acordo elimina 95% das tarifas sobre produtos importados pela União Europeia, o que pode resultar em mais investimentos e geração de empregos no país.

“O acordo garante acesso preferencial a um mercado de 450 milhões de consumidores e a um PIB superior a US$ 22 trilhões, o que significa mais exportações, mais investimentos e mais postos de trabalho no Brasil”, afirmou o deputado.

Tramitação e próximos passos

Após mais de 26 anos de negociações, o acordo Mercosul-UE foi oficialmente assinado em 17 de janeiro, durante cerimônia realizada em Assunção, no Paraguai. O tratado cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e reforça as relações comerciais entre a América do Sul e a Europa.

Para entrar em vigor, o documento precisa ser ratificado pelos parlamentos de todos os países do Mercosul. No Brasil, a tramitação começa pela Câmara dos Deputados e, posteriormente, segue para o Senado Federal.

Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) estima que o acordo pode elevar o PIB brasileiro em 0,46% até 2040.

Principais pontos do acordo Mercosul-UE

Eliminação de tarifas alfandegárias

  • Redução gradual de tarifas sobre a maior parte de bens e serviços
  • Mercosul: tarifa zero para 91% dos produtos europeus em até 15 anos
  • União Europeia: eliminação de tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul

Impacto imediato para a indústria

  • Tarifa zero para produtos industriais como máquinas e equipamentos

Acesso ampliado ao mercado europeu

  • Preferência para empresas do Mercosul
  • Mais previsibilidade e redução de barreiras técnicas

Compromissos ambientais obrigatórios

  • Produtos beneficiados não podem estar ligados a desmatamento ilegal
  • Possibilidade de suspensão do acordo em caso de descumprimento do Acordo de Paris

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Internacional

Boom dos semicondutores pode levar vendas globais de chips a US$ 1 trilhão em 2026

O mercado global de semicondutores vive um dos seus momentos mais aquecidos da história e pode atingir um marco inédito nos próximos anos. As vendas de chips, microprocessadores e semicondutores têm potencial para alcançar US$ 1 trilhão em 2026, impulsionadas principalmente pela expansão da inteligência artificial e da computação de alto desempenho.

Crescimento acelerado do mercado de chips

De acordo com estimativas da Associação da Indústria de Semicondutores (SIA), entidade que representa a maior parte das empresas do setor nos Estados Unidos, o desempenho recente do mercado reforça essa tendência de alta.

Em 2025, as vendas globais de chips somaram US$ 791,7 bilhões (cerca de R$ 4,14 trilhões), registrando um crescimento expressivo de 25,6% em comparação com 2024. A projeção é de que esse ritmo se mantenha ou até se intensifique ao longo de 2026.

Chips de computação avançada lideram o avanço

Os chips de computação avançada foram o segmento com maior expansão no último ano. Fabricados por gigantes da tecnologia como Nvidia, AMD e Intel, esses semicondutores registraram alta de 39,9% nas vendas em 2025, movimentando aproximadamente US$ 301,9 bilhões (R$ 1,57 trilhão).

A forte demanda está diretamente relacionada ao crescimento de aplicações em inteligência artificial, data centers e processamento de alto desempenho.

Memórias também ganham destaque com a IA

Na sequência, o mercado de chips de memória apresentou o segundo maior crescimento do setor. Os preços desses componentes vêm subindo de forma significativa, impulsionados pela escassez de oferta e pelo aumento dos investimentos em projetos de IA.

As vendas de semicondutores de memória avançaram 34,8%, alcançando US$ 223,1 bilhões (R$ 1,16 trilhão), consolidando o segmento como um dos pilares da atual expansão da indústria.

Perspectivas para 2026

Com a combinação de inovação tecnológica, aumento da demanda por IA, digitalização acelerada e investimentos em infraestrutura computacional, a expectativa do setor é que o mercado global de semicondutores continue em trajetória ascendente, aproximando-se do patamar histórico de US$ 1 trilhão em vendas anuais já em 2026.

Fonte: Metrópoles

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO METRÓPOLES / Allisonsales/picture alliance via Getty Images

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Internacional

Convite de Trump ao Brasil para bloco de minerais críticos expõe disputa global com a China

O convite feito pelos Estados Unidos ao Brasil para integrar um novo bloco comercial de minerais críticos revela mais do que uma iniciativa econômica. A proposta faz parte de uma estratégia geopolítica do governo de Donald Trump para reduzir a dependência americana da China em insumos essenciais para a indústria tecnológica e para a transição energética global.

A avaliação é do analista de Economia da CNN, Gabriel Monteiro, em comentário no CNN Novo Dia. Segundo ele, o movimento representa uma resposta direta à hegemonia chinesa nesse setor estratégico.

Estratégia americana e contrapeso à China

O convite foi direcionado a 54 países e tem como objetivo estruturar um grupo capaz de funcionar como contrapeso à China no mercado internacional de minerais. A ideia é estabelecer regras mínimas de produção, além de discutir preços de referência para esses materiais.

De acordo com Monteiro, trata-se de uma iniciativa que pode ser interpretada como claramente “anti-China”, ao tentar reduzir a influência de Pequim sobre cadeias produtivas consideradas vitais para o futuro da economia global.

Importância dos minerais críticos para a economia global

Recursos como lítio, manganês e cobre são indispensáveis para setores em rápida expansão, como mobilidade urbana, carros elétricos e fabricação de equipamentos eletrônicos. Atualmente, a China domina grande parte da produção mundial desses minerais, com destaque para as terras raras, o que acende alertas entre países ocidentais e seus aliados.

Impactos e dilemas para o Brasil

Para o Brasil, a adesão ao bloco traz desafios relevantes. “Se a iniciativa americana der certo, isso pode colocar o Brasil contra a parede”, avalia Monteiro. O analista lembra que o país se beneficia de uma posição de relativa neutralidade, mantendo relações comerciais estratégicas tanto com a China quanto com os Estados Unidos.

Estados Unidos, Japão e países europeus acusam a China de usar subsídios estatais para reduzir artificialmente os preços desses minerais, inviabilizando projetos privados em outras regiões. Prática semelhante é alvo de investigações no Brasil no caso do aço chinês, que estaria prejudicando a indústria siderúrgica nacional.

Oportunidades econômicas e riscos geopolíticos

Por outro lado, um cenário de maior competição internacional pode abrir oportunidades para o Brasil. O país possui reservas relevantes de minerais críticos, mas ainda depende de investimentos externos para ampliar a exploração e o processamento desses recursos.

O principal desafio, no entanto, será equilibrar os potenciais ganhos econômicos com os riscos geopolíticos de uma eventual escolha de lado na disputa entre as grandes potências globais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Rádio Pampa

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Internacional

China critica plano dos EUA para criar bloco comercial de minerais críticos

A China manifestou oposição à proposta dos Estados Unidos de formar um bloco comercial preferencial com países aliados voltado ao fornecimento de minerais críticos. A posição foi divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Ministério das Relações Exteriores da China, que criticou a adoção de regras definidas por grupos restritos de países.

Segundo o governo chinês, iniciativas desse tipo podem prejudicar a ordem econômica e comercial internacional, ao impor normas que não representam os interesses globais. A pasta reforçou que a economia mundial deve ser regida por princípios amplos e não por acordos exclusivos.

China defende comércio internacional aberto e inclusivo

Durante coletiva de imprensa regular, o porta-voz do ministério, Lin Jian, afirmou que a manutenção de um ambiente comercial internacional aberto, inclusivo e universalmente benéfico atende aos interesses comuns de todas as nações.

A declaração sinaliza a preocupação de Pequim com movimentos que possam fragmentar cadeias globais de suprimentos, especialmente em áreas estratégicas como a de minerais críticos, essenciais para tecnologias avançadas, transição energética e indústria de defesa.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: David Gray/Reuters

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Internacional

Maasvlakte 2: megaprojeto criou 2.000 hectares de porto no Mar do Norte em Rotterdam

O Maasvlakte 2, em Rotterdam, é um dos maiores projetos de engenharia portuária da Europa. A iniciativa não ampliou uma área existente, mas criou 2.000 hectares de novo território portuário dentro do Mar do Norte, sobre sedimentos marinhos instáveis. A obra reposicionou fisicamente o porto em direção ao mar aberto e redefiniu a escala da infraestrutura logística europeia.

Obra criou território onde antes havia apenas mar

Diferentemente de expansões convencionais, o projeto resultou na criação de uma área equivalente a um grande distrito urbano, construída sem qualquer base de solo natural. Todo o terreno foi formado a partir de areia dragada, confinada por sistemas avançados de defesa costeira, capazes de garantir estabilidade, profundidade operacional e proteção permanente contra condições marítimas severas.

240 milhões de m³ de areia dragada do Mar do Norte

O volume de material movimentado é um dos principais indicadores da dimensão da obra. Foram dragados cerca de 240 milhões de metros cúbicos de areia, extraídos do próprio Mar do Norte e bombeados para dentro do perímetro do novo porto.

Esse processo exigiu rigor técnico elevado. A areia passou por controle de granulometria, deposição em camadas sucessivas, compactação hidráulica e monitoramento contínuo de recalques. Qualquer falha poderia comprometer grandes extensões do aterro.

Sistema de defesa costeira soma 11 quilômetros

Criar terra foi apenas parte do desafio. Para manter a nova área estável, a Maasvlakte 2 recebeu um contorno marítimo de aproximadamente 11 km, projetado para resistir a tempestades intensas, ondas de alta energia e à elevação do nível do mar ao longo de décadas.

O sistema combina dois tipos de proteção:

  • Defesa costeira “soft”, com praias artificiais e dunas, ao longo de cerca de 7,3 km
  • Defesa “hard”, composta por estruturas rígidas, em aproximadamente 3,5 km

Essa solução híbrida permite dissipar a energia das ondas de forma gradual, reduzindo o impacto direto sobre as estruturas rígidas.

Paredão marítimo consumiu 7 milhões de toneladas de rocha

A seção rígida da defesa costeira concentra alguns dos números mais expressivos do projeto. Para proteger apenas 3,5 km de costa, foram utilizadas cerca de 7 milhões de toneladas de rocha, além de 20 mil blocos de concreto projetados especificamente para dissipar a força das ondas.

Cada bloco, com várias toneladas, foi instalado com precisão milimétrica. O sistema inclui ainda cerca de 150 mil toneladas de argila, formando uma barreira multicamadas contra erosão e infiltrações.

Dragagem profunda prepara o porto para navios gigantes

A Maasvlakte 2 foi concebida para atender não apenas às demandas atuais, mas às futuras. Os acessos marítimos e bacias portuárias foram dragados até cerca de 20 metros abaixo do nível de referência holandês (NAP), profundidade suficiente para receber os maiores porta-contêineres do mundo sem restrições operacionais.

A dragagem envolveu escavações subaquáticas contínuas, controle rigoroso de taludes e gestão de sedimentos em ambiente marítimo aberto.

Quilômetros de cais e grande volume de concreto

Após a formação do aterro, o projeto avançou para a fase estrutural. Foram construídos cerca de 3,5 km de paredes de cais, consumindo aproximadamente 300 mil metros cúbicos de concreto.

Essas estruturas foram projetadas para suportar cargas extremas de guindastes, esforços de atracação e recalques diferenciais do solo ao longo do tempo, sem perda de desempenho estrutural.

Projeto incorporou o recalque como parte da solução

Ao contrário de obras convencionais, a Maasvlakte 2 partiu do princípio de que o solo iria se movimentar. O recalque do aterro foi previsto, calculado e incorporado ao dimensionamento das estruturas e ao cronograma do projeto.

Uma ampla rede de instrumentação geotécnica monitora continuamente o comportamento do solo, permitindo ajustes operacionais e estruturais ao longo da vida útil do porto.

Infraestrutura que redesenhou o mapa logístico europeu

Ao final, a Maasvlakte 2 representa um tipo extremo de engenharia pesada, em que o principal produto não é um edifício ou uma ponte, mas o próprio território. Um espaço que não existia foi criado, protegido por milhões de toneladas de rocha e sustentado por areia dragada, pronto para operar como uma das maiores plataformas logísticas do mundo.

Mais do que construir estruturas, o projeto literalmente inventou espaço, consolidando Rotterdam como um dos principais hubs portuários globais.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Internacional

Alemanha prende suspeitos por exportação ilegal de mercadorias à Rússia

As autoridades da Alemanha prenderam cinco pessoas acusadas de integrar um esquema de exportação ilegal de mercadorias para a Rússia, em descumprimento às sanções impostas pela União Europeia após a invasão da Ucrânia. A ação foi anunciada nesta segunda-feira (2) por procuradores federais alemães.

Prisões ocorreram no norte do país

De acordo com o Ministério Público Federal, as detenções foram realizadas por agentes alfandegários na cidade portuária de Lübeck, às margens do Mar Báltico, e no distrito vizinho de Lauenburg, ambos no norte da Alemanha.

Os suspeitos, identificados como cidadãos alemães, ucranianos e russos, foram presos com base em mandados expedidos pelo juiz de instrução do Tribunal Federal de Justiça.

Operação incluiu buscas em grandes cidades

Além das prisões, as autoridades realizaram buscas simultâneas em diversos pontos do país, incluindo Frankfurt am Main, principal centro financeiro alemão, e Nuremberg, no estado da Baviera.

Outras cinco pessoas também são investigadas por envolvimento no esquema, mas seguem foragidas, segundo os procuradores.

Empresa em Lübeck seria o centro do esquema

Um dos principais investigados, identificado como Nikita S., cidadão germano-russo, é apontado como o responsável por controlar uma empresa comercial sediada em Lübeck, considerada o núcleo da operação.

Segundo o Ministério Público, o grupo utilizava empresas de fachada, destinatários fictícios dentro e fora da União Europeia e uma entidade russa para mascarar o envio das mercadorias.

Remessas teriam abastecido setor de defesa russo

As investigações indicam que agências estatais russas teriam orientado as operações de compra. Ao menos 24 empresas russas do setor de defesa, listadas em bolsa, são suspeitas de atuar como destinatárias finais das mercadorias.

As autoridades estimam que cerca de 16 mil remessas tenham sido organizadas desde fevereiro de 2022, com valor total de, no mínimo, 30 milhões de euros, o equivalente a aproximadamente 187 milhões de reais.

Bens são bloqueados durante investigação

Como parte do processo, a Justiça alemã determinou o congelamento de bens em montante equivalente ao valor das transações investigadas.

Procurada, a embaixada da Rússia em Berlim não se manifestou até o momento.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Christian Wiediger/Unsplash

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Internacional

Couro brasileiro marca presença na Itália na feira Lineapelle 2026

O couro brasileiro estará em destaque na Itália durante a 107ª edição da Lineapelle, considerada a principal feira internacional da indústria do couro. O evento acontece entre os dias 11 e 13 de fevereiro, em Milão, e contará com a participação de cinco curtumes do Brasil, todos com estandes individuais.

A presença nacional é viabilizada pelo projeto Brazilian Leather, uma iniciativa conjunta do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e da ApexBrasil, voltada à promoção das exportações brasileiras de couro em mercados estratégicos.

Empresas brasileiras apresentam tendências para o Verão 2027

Os curtumes Couro e Arte, Courovale, Curtume Bolzano, Fuga Couros e Nova Kaeru representam o Brasil na feira. As empresas levam a Milão desenvolvimentos exclusivos para as coleções de moda do Verão 2027, alinhados às diretrizes do comitê de tendências da Lineapelle.

Nesta edição, os expositores foram convidados a priorizar materiais naturais, autenticidade e uma forte experiência sensorial, características que ampliam o potencial criativo do couro e reforçam o posicionamento do produto brasileiro no mercado internacional.

Lineapelle reúne compradores globais e dita tendências

Reconhecida como lançadora de tendências e referência mundial para negócios, a Lineapelle costuma atrair um público altamente qualificado. Em fevereiro de 2025, o evento recebeu quase 25 mil visitantes, sendo 18,8 mil compradores, número que deve se repetir na edição de 2026.

A Itália ocupa papel estratégico no setor coureiro global, atuando como polo de pesquisa, inovação e design, além de ser a maior exportadora mundial de couros.

Itália amplia compras de couro brasileiro com maior valor agregado

No ranking de importadores de couro do Brasil, a Itália ocupa a terceira posição, atrás apenas de China e Hong Kong e dos Estados Unidos. Cerca de 45% do couro exportado ao mercado italiano é classificado como acabado ou semiacabado, produtos com maior valor agregado.

Para fortalecer ainda mais essa relação comercial, o Brazilian Leather promoverá ações de comunicação e marketing durante a Lineapelle, além de divulgar o Fórum CICB de Sustentabilidade, que será realizado em 4 de março, em Novo Hamburgo (RS), durante a Fimec.

Projeto fortalece imagem internacional do couro nacional

O Brazilian Leather atua na consolidação do couro brasileiro nos principais mercados globais, incentivando a participação em feiras internacionais, promovendo missões empresariais e aproximando fornecedores nacionais de compradores estrangeiros.

Já o CICB, fundado em 1957, representa a indústria coureira brasileira e tem a sustentabilidade como eixo central de atuação, com projetos voltados à tecnologia, qualificação profissional, rastreabilidade, promoção comercial e fortalecimento da imagem do setor.

FONTE: Brazilian Leather
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brazilian Leather

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