Internacional

A China prepara um plano de retaliação antes do prazo dos EUA para a taxa portuária

A China está tomando medidas preventivas contra os planos dos EUA de aumentar taxas portuárias para cargas ligadas à China.

O premier chinês Li Qiang assinou um decreto do Conselho de Estado no fim de semana, que estabelece que a China tomará as contramedidas necessárias contra países ou regiões que imponham ou apoiem proibições discriminatórias, restrições ou medidas semelhantes direcionadas a operadores chineses, embarcações ou tripulações envolvidas no transporte marítimo internacional e serviços relacionados.

O Representante Comercial dos EUA (USTR) deve impor as taxas portuárias a partir de 14 de outubro, embora as regras finais ainda não tenham sido publicadas. A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) está trabalhando em um sistema de arrecadação.

A falta de clareza da legislação que está por vir levou alguns a argumentar que, como outras táticas de negociação adotadas pela equipe de comércio de Donald Trump neste ano, o prazo de 14 de outubro pode ser estendido ou até mesmo cancelado.

“Nem todos estão convencidos de que as taxas de atracação portuária do USTR em 14 de outubro para navios e operadores chineses irão se concretizar, já que a questão pode fazer parte das negociações em andamento entre EUA e China”, comentou Judah Levine, chefe de pesquisa da Freightos, plataforma de reservas de contêineres, em nota a clientes no início deste mês.

FONTE: Splash 247
IMAGEM: Reprodução/Splash 247

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Internacional

A “grande fratura”: o colapso matemático da China

O autoritarismo não resolve crises: amplifica erros

A China enfrenta hoje quatro impossibilidades matemáticas interconectadas: uma crise demográfica em que a força de trabalho encolhe enquanto o número de aposentados explode; uma dinâmica de dívida em que cada vez mais empréstimos produzem retornos decrescentes; restrições de inovação apesar de gastos massivos em pesquisa e desenvolvimento; e uma dependência crítica de recursos em meio a uma moeda enfraquecida.

A dependência externa agrava o dilema: a China importa cerca de 75% do petróleo que consome, 70% da soja, 80% do cobre e 95% do lítio. São insumos estratégicos para energia, alimentação, infraestrutura e tecnologia verde. Cada fração de crescimento exige mais recursos, mas, para comprá-los, a China precisa de dólares, e para obter dólares precisa exportar — exatamente o modelo que se deteriora com menos mão de obra barata e falta de inovação.

Estes não são desafios políticos que uma nova liderança poderia resolver. São realidades aritméticas que se reforçam mutuamente e que o regime de Xi Jinping não tem como enfrentar de forma ordenada.

Crescimento populacional em queda

As projeções da ONU (World Population Prospects 2024) são implacáveis: a taxa de fertilidade chinesa está ao redor de 1,0 – 1,1, aproximadamente metade da necessária para manter a população estável. O total de aposentados cresce 20 milhões por ano, enquanto a força de trabalho encolhe 10 milhões. Nesse compasso, até 2050 haverá aproximadamente 450 milhões de pessoas acima de 65 anos para uma população ocupada no mercado de trabalho drasticamente reduzida, em torno de 700 milhões – criando uma relação de dependência que nenhum sistema previdenciário foi projetado para sustentar. A China não será o primeiro a conseguir.

Alguns analistas argumentam que o país poderia compensar isso com uma transição para o consumo interno, aproveitando seus 1,4 bilhão de consumidores e a ascensão da classe média. Mas essa é uma esperança aritmeticamente impossível. Populações envelhecidas tendem a poupar, não gastar. Jovens sem emprego não consomem.

O desemprego juvenil está acima de 20% segundo dados oficiais, e estimativas independentes sugerem mais de 30%. E não se trata de uma geração “preguiçosa”: a causa é estrutural – desaceleração econômica, colapso do setor imobiliário, falta de empregos qualificados.

O fenômeno “tang ping” (ou “deitar-se”) que viralizou entre os jovens chineses, simboliza o desânimo de uma geração que cresceu com prosperidade e não aceita sacrificar-se sem perspectiva de futuro. Significa literalmente recusar-se a competir na corrida social. Jovens desiludidos com a falta de perspectivas, optam por viver com o mínimo, rejeitando as pressões de carreira e consumo. Mais que preguiça, é um retrato de desalento geracional diante de uma equação sem futuro.

O dilema da economia chinesa

A matemática da dívida reforça o impasse. Segundo o BIS, a dívida do setor não-financeiro já chega a 295% do PIB (dados de 2023). Quando se incluem as operações do chamado shadow banking e os veículos extra balanço – empresas criadas por governos locais (os Local Government Financing Vehicles, ou LGFVs) para captar recursos fora do orçamento oficial -, a alavancagem estimada se aproxima de 350% do PIB.

O crescimento nominal da economia tem ficado na faixa de 4-5% nos últimos anos, enquanto o custo médio da dívida gira em torno de 4% ao ano. O resultado é que cada vez mais dívida é necessária para gerar o mesmo crescimento: hoje, US$ 3 trilhões em nova dívida para produzir apenas US$ 1 trilhão em PIB. Essa dinâmica de retornos decrescentes expõe o país a um círculo vicioso: quanto mais se endivida, menos eficiente esse endividamento se torna.

Inovação: investimento sem retorno

No campo da inovação, a realidade não é diferente. Apesar de gastar mais de US$ 500 bilhões anuais em P&D, a China não consegue produzir semicondutores de ponta, motores a jato comerciais competitivos, vacinas mRNA equivalentes às ocidentais ou softwares empresariais globais. Mesmo os chips de 7 nanômetros produzidos pela SMIC (Semiconductor Manufacturing International Corporation, a principal fabricante de semicondutores da China) estão duas gerações atrás dos líderes globais.

“7 nanômetros” é a medida de miniaturização dos transistores: quanto menor a escala, maior a capacidade computacional e menor o consumo de energia. Na prática, porém, essa produção chinesa depende de equipamentos ocidentais, ocorre em baixa escala e a custos elevados.

A inovação verdadeira requer informação aberta, tolerância ao fracasso, proteção da propriedade intelectual e liberdade para desafiar autoridades. É justamente o que o sistema autoritário chinês não permite. O resultado é que a defasagem criativa aumenta a cada ano, não diminui.

O método chinês para contenção de crise

Zero-COVID foi o raio-X definitivo do sistema. Confrontado com a impossibilidade de conter a variante Ômicron, Xi Jinping dobrou a aposta em vez de adaptar a estratégia.

Cidades com mais de 25 milhões de habitantes foram trancadas por causa de casos isolados. A economia foi paralisada por um vírus já domesticado por vacinas no resto do mundo. Então, em dezembro de 2022, veio a reversão total, da noite para o dia, sem preparação nem transição. Hospitais colapsaram, milhões foram infectados ao mesmo tempo, e incontáveis mortes ficaram sem registro. O padrão é claro: negação, repetição do erro, pânico e reversão caótica. Se não conseguiu adaptar-se a um vírus, como se adaptará a uma crise demográfica e de dívida?

Há quem diga que regimes autoritários têm a vantagem da ação decisiva: reestruturar dívidas de forma imediata, realocar milhões de pessoas, suprimir dissidências. Mas cada solução desse tipo cria novos problemas. Forçar deslocamentos em massa gera ressentimentos que duram gerações. Fechar setores inteiros destrói a confiança dos empresários. Reestruturar dívidas sem estado de direito implode o mercado de capitais. O autoritarismo não resolve crises: amplifica erros.

Defensores do modelo chinês também recorrem ao exemplo do Japão, que conseguiu atravessar três décadas de declínio demográfico sem colapso, sustentado por democracia, aliança com os Estados Unidos, tecnologia de ponta e instituições sólidas. Mas a comparação não se sustenta. O Japão tinha válvulas de escape: cidadãos podiam votar, protestar, emigrar. A democracia amorteceu a estagnação. A China não tem essas válvulas. Quando o crescimento estagnar, o Partido Comunista perderá sua única fonte de legitimidade: o pacto tácito “nós entregamos crescimento, vocês ficam quietos”. Sistemas autoritários não conseguem administrar declínio pacificamente porque não podem admitir fracasso. Como ocorreu com Gorbachev, qualquer tentativa de Xi de corrigir o rumo arriscaria abrir a rachadura que implode o regime. 

Mesmo que a aritmética interna já seja insustentável, fatores externos podem acelerar o desfecho. Entre eles, a pressão americana, com sanções, alianças e restrições financeiras cada vez mais duras. Não é coincidência que esse cerco tenha se intensificado justamente quando as fragilidades estruturais da China ficaram mais evidentes. Trump, com seu estilo errático, inaugurou tarifas e sanções que embaralharam os planos de Pequim. O establishment americano – inteligência, diplomacia e defesa – parece consciente de que este é o momento ideal para acelerar a pressão e testar os limites do modelo chinês. E Taiwan pode ser, para a China, o que o Afeganistão foi para a União Soviética: um atalho para o desgaste definitivo, acelerando o colapso em vez de preveni-lo.

Na minha avaliação, o cenário mais provável é o de uma crise sistêmica entre 2027 e 2035, com 60% de chance. Essa não é uma probabilidade estatística exata, mas uma estimativa baseada no encadeamento das tendências. Atribuo ainda 25% a uma estagnação japonesa com características chinesas, sustentada por repressão total, mas improvável politicamente e 15% a um conflito externo como distração (Taiwan ou o Mar do Sul), expediente historicamente associado a colapsos acelerados.

Nenhuma análise séria estaria completa sem reconhecer as incertezas. As dinâmicas podem levar 20 anos em vez de 5 ou 10. Avanços tecnológicos disruptivos, como inteligência artificial ou fusão nuclear, poderiam alterar completamente a equação.

A resiliência cultural chinesa, subestimada no Ocidente, pode prolongar a trajetória. E não se pode descartar a possibilidade de a China encontrar um modelo alternativo e imprevisível que escape às nossas categorias. Mas, apesar das incertezas, a conclusão é clara. A China enfrenta impossibilidades matemáticas que se reforçam mutuamente.

Zero-COVID já mostrou a sequência típica: negação, repetição do erro, pânico e reversão caótica. Quando a crise demográfica e da dívida se tornar inegável, veremos o mesmo ciclo, mas em escala maior.

Para o Brasil, isso representa tanto risco quanto oportunidade. Em commodities, a China continuará comprando, mas com menos poder de barganha. Na indústria, parte da manufatura que sai da China pode vir para cá. No tabuleiro geopolítico, será necessário escolher o lado vencedor.

Para investidores, a recomendação é reduzir exposição à China e ampliar posições em países como Estados Unidos, Índia e Vietnã.

A aritmética não tem ideologia. Não se curva à autoridade. E, no fim, sempre vence.

Fonte: InfoMoney
Imagens: Reprodução/InfoMoney e Freepik

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Internacional

Ponte mais alta do mundo é inaugurada na China e encurta viagem de horas para minutos

Nova obra em Guizhou desafia recordes de engenharia

A China inaugurou neste domingo (28) a ponte mais alta do mundo. Localizada a 625 metros acima do rio Beipan, a Ponte do Grande Cânion Huajiang, na província de Guizhou, levou três anos para ser concluída e promete transformar a logística da região.

Viagem que levava horas agora dura minutos

O novo projeto reduz drasticamente o tempo de deslocamento em um desfiladeiro que antes exigia duas horas de viagem, agora percorrível em apenas dois minutos. A infraestrutura representa um avanço significativo para o transporte e a conectividade local.

Região de Guizhou se consolida como polo de pontes altas

Curiosamente, a antiga ponte mais alta do mundo, com 565 metros de altura, está a apenas 100 quilômetros da nova construção. Esse dado evidencia o rápido desenvolvimento da província, que abriga quase metade das 100 pontes mais altas do planeta.

Dimensões impressionantes da Ponte do Grande Cânion Huajiang

Com 1.420 metros de comprimento, a ponte é quase dez vezes mais alta que a famosa Ponte Golden Gate, em São Francisco, nos Estados Unidos, reforçando a grandiosidade da obra e a capacidade técnica envolvida na sua construção.

FONTE: InfoMoney
IMAGEM: REPRODUÇÃO / InfoMoney

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Internacional

Trump anuncia tarifa de 100% sobre importações de produtos farmacêuticos

Medicamentos de marca ou patenteados serão taxados com nova alíquota a partir de 1º de outubro, a menos que empresa esteja construindo fábrica nos EUA

Os Estados Unidos imporão uma tarifa de 100% sobre as importações de produtos farmacêuticos de marca ou patenteados a partir de 1º de outubro, a menos que uma empresa farmacêutica esteja construindo uma fábrica nos EUA, disse o presidente Donald Trump nesta quinta-feira (25).

“Não haverá, portanto, nenhuma tarifa sobre esses produtos farmacêuticos se a construção já tiver começado”, disse Trump no Truth Social.

A Pharmaceutical Research and Manufacturers of America se opôs às novas tarifas sobre medicamentos, afirmando no início deste ano que 53% dos US$ 85,6 bilhões em ingredientes usados ​​em medicamentos consumidos nos Estados Unidos eram fabricados no próprio país, com o restante vindo da Europa e de outros aliados.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional

Revista diz que China restringiu conteúdo religioso na internet

A revista Bitter Winter, que acompanha violações de direitos na China, publicou em seu site na última quinta-feira (18) a tradução de uma nova regulamentação do governo chinês que restringe a atuação do clero religioso na internet. O documento, com 18 artigos, foi divulgado oficialmente em 15 de setembro pela Administração Nacional de Assuntos Religiosos chinesa.

Segundo a tradução da revista, o texto estabelece que líderes religiosos só podem pregar ou ensinar pela internet em plataformas oficiais, controladas por instituições registradas e licenciadas pelo governo. O uso de redes sociais, transmissões ao vivo ou grupos de mensagens para evangelização fica proibido.

O regulamento também proíbe a evangelização de menores, a realização de rituais religiosos online, a arrecadação de fundos pela internet e o uso de inteligência artificial para criar ou divulgar conteúdo religioso. A norma ainda veta vínculos de religiosos com grupos estrangeiros e exige apoio explícito ao Partido Comunista e à “sinicização” das religiões, ou seja, o alinhamento com a ideologia estatal.

Religiosos que descumprirem as regras podem ter credenciais suspensas, contas online encerradas e até serem investigados criminalmente. Já as plataformas que não obedecerem podem sofrer sanções do governo.

A revista Bitter Winter reforça que sua tradução busca dar clareza sobre a medida e evitar interpretações equivocadas. O Pleno.Newsreproduz abaixo, na íntegra, os 18 artigos traduzidos pela publicação:

Artigo 1: Estes regulamentos são estabelecidos de acordo com os Regulamentos sobre Assuntos Religiosos, as Medidas para a Administração do Clero Religioso, as Medidas para a Administração dos Serviços de Informação da Internet, as Medidas para a Administração dos Serviços de Informação Religiosa da Internet e outras leis e regulamentos, para regular a conduta online do clero religioso e manter a ordem no campo religioso da Internet.

Artigo 2: O clero religioso que participa de atividades online deve amar a pátria, apoiar a liderança do Partido Comunista Chinês, defender o sistema socialista, cumprir as leis e regulamentos nacionais e cumprir as disposições pertinentes sobre a gestão de assuntos religiosos. Deve observar a moralidade social, manter a ordem pública e os bons costumes, dar o exemplo no cumprimento da “Convenção de Autodisciplina sobre o Uso Civilizado da Internet”, seguir as regras e regulamentos religiosos e aceitar a supervisão governamental e a supervisão social.

Artigo 3: O clero religioso deve defender os valores socialistas fundamentais, seguir o princípio de independência e autogestão das religiões do nosso país, aderir à sinicização das religiões do nosso país, orientar ativamente as religiões para que se adaptem à sociedade socialista e promover a harmonia religiosa, social e étnica ao usar a Internet.

Artigo 4: O clero religioso que se envolve em atividades online fora de sua capacidade oficial deve seguir as leis, regulamentações e regras nacionais relevantes sobre gestão de assuntos religiosos; ao registrar e usar contas online públicas para compartilhar informações e mensagens instantâneas como clero religioso, eles são obrigados a enviar seus certificados de clero aos provedores de serviços de internet para verificação.

Artigo 5: O clero religioso só pode pregar ou fornecer educação religiosa e treinamento online por meio de sites, aplicativos, fóruns e plataformas semelhantes que sejam legalmente estabelecidos por grupos religiosos, escolas religiosas, templos, mosteiros e igrejas e que tenham obtido uma “Licença de Serviços de Informações Religiosas na Internet”.

Artigo 6: O clero religioso deve desenvolver bons hábitos online, resistir intencionalmente à cultura online negativa e não deve se autopromover ou usar tópicos e conteúdos religiosos para atrair atenção e tráfego.

Fonte: PLENO NEWS 

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Internacional

Argentina projeta exportação de 2 milhões de toneladas de milho em setembro, aponta line-up

O line-up argentino de milho, que detalha a programação de embarques do grão, projeta a exportação de 2,045 milhões de toneladas em setembro, de acordo com levantamento realizado por Safras & Mercado.

Volume já embarcado e expectativa para o mês
Do total previsto para o mês, 1,2 milhão de toneladas já foram embarcadas, enquanto 844,978 mil toneladas permanecem projetadas para futuras exportações.

Projeção acumulada para 2025/26
No período de março de 2025 a fevereiro de 2026, o line-up registra um acumulado preliminar de 21,261 milhões de toneladas de milho programadas para exportação, refletindo a robusta presença da Argentina no mercado internacional de grãos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional

Relação comercial Brasil–Estados Unidos interessa aos dois lados, diz secretária

Em audiência pública no Senado Federal, secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, enfatizou a importância de solução negociada com EUA

A secretária de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), participou nesta quarta-feira (24/9) de Audiência Pública da Secretaria de Comissões Coordenação de Comissões Especiais, Temporárias e Parlamentares de Inquérito (CTEUA), no Senado Federal.

Os parlamentares e autoridades se reuniram para discutir os impactos da investigação aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil ao amparo da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana.

A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, apresentou um panorama da relação bilateral e destacou que, de janeiro a agosto, o Brasil exportou US$ 26,6 bilhões para os Estados Unidos, um aumento de 1,66% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as importações somaram US$ 30 bilhões, um aumento de 11,44%. Ressaltou ainda a diversificação da pauta exportadora, composta principalmente por manufaturados, mas também por produtos agrícolas e da indústria extrativa.

“O Brasil não é um problema comercial para os Estados Unidos. O Brasil é um país que tem superávit comercial com o mundo e um déficit com os Estados Unidos, ao passo que os EUA são um país que têm um déficit com o mundo e superávit com o Brasil. Na nossa visão, essa não é a métrica que deve pautar a avaliação do relacionamento bilateral, mas, se é tão importante para os EUA neste momento, o Brasil de fato não é um problema. Apesar do déficit comercial, essa é uma relação que interessa os dois lados, gera empregos e contribui para o dinamismo da atividade econômica nos dois países.”, afirmou Prazeres.

 A secretária destacou, ainda, o empenho do vice-presidente da República e Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, nas tratativas com o lado americano com vistas a encontrar uma solução negociada mutuamente benéfica para ambos os países.

De acordo com a secretária, cerca de 10 mil empresas brasileiras vendem para o mercado americano. “É esse universo que nos preocupa quando pensamos nas medidas aplicadas pelos Estados Unidos. Estamos falando de milhares de empresas e empregos que dependem dessa relação comercial”, destacou.

Sobre a investigação em curso no âmbito da Seção 301, aberta em julho pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), a secretária reafirmou a posição brasileira: “O Brasil seguirá firme na defesa de seus interesses na busca de uma solução negociada em temas comerciais com os EUA”, garantiu a secretária Tatiana Prazeres.

 relatora da comissão, senadora Tereza Cristina, reforçou a importância da participação de diversos públicos de interesse. “A realização dessa audiência pública permite que a comissão exerça seu papel institucional de reunir informações das diversas partes envolvidas para construir um quadro claro dos interesses, motivações e forças atuantes em ambos os lados e de buscar canais de interlocução com atores-chave nos dois países”.

Para o presidente da CTEUA, Nelsinho Trad, este é um ambiente de debate estratégias junto a ministros, empresários e especialistas para garantir que nossas exportações e nossa competitividade não sejam comprometidas. “O foco é proteger empregos, renda e setores produtivos, buscando sempre soluções por meio do diálogo e da cooperação”, concluiu.

Confira aqui a apresentação da secretária da Secex, Tatiana Prazeres.

Assista a audiência no Senado Federal.

Fonte: MDIC

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Economia, Internacional, Mercado Internacional

Desdolarização à vista? Moeda chinesa já é realidade em negociações com empresas brasileiras

“Não vamos mais usar o dólar em nossos negócios com a China”, diz Caito Maia, CEO da Chilli Beans

Já reparou que o dólar não é mais a única moeda que manda no comércio global?

Incentivada pelo Governo brasileiro, a desdolarização já é realidade em algumas empresas brasileiras. Um exemplo é a Chilli Beans, que passou a pagar fornecedores diretamente em renminbi (yuan).

O movimento ganhou força em 2025 com a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, que escalou com novas tarifas impostas pelos EUA a produtos chineses e brasileiros. 

Nesse cenário, empresas como a Chilli Beans enxergaram a oportunidade de cortar custos, reduzir a volatilidade cambial e fortalecer suas relações diretas com o mercado asiático.

Segundo o fundador e CEO Caito Maia (foto), a mudança não é pontual: o plano é abandonar de vez o dólar como intermediário e realizar todas as operações diretamente com a China. E ele não está sozinho.

A China já investiu mais de US$2,2 bilhões no Brasil só em 2025. O Brasil firmou acordos para negociar em real e yuan sem depender do dólar.

O BRICS avança na criação de um sistema alternativo de pagamentos para reduzir a influência do dólar no comércio global.

Tudo isso aponta para uma realidade clara: entender e negociar com a China não é mais uma opção, é uma vantagem competitiva.

Brasil, yuan e BRICS: por que empresas brasileiras estão negociando em yuan?

Nos últimos dois anos, o uso do yuan (renminbi, RMB) nas transações entre Brasil e China saiu do campo das intenções para ganhar tração prática: acordos entre bancos centrais, linhas de swap, avanços em infraestrutura de pagamentos e iniciativas privadas vêm reduzindo o papel exclusivo do dólar nas cadeias de comércio bilaterais. 

O movimento faz parte de uma tendência global de desdolarização associada ao fortalecimento político e econômico do bloco BRICS, e que traz oportunidades e riscos diretos para empresas brasileiras que exportam e importam com a China.

Em maio deste ano, o Banco Central do Brasil anunciou a assinatura de um swap cambial com o Banco Popular da China, com teto de R$157 bilhões: uma ferramenta que facilita liquidez em moeda local e reduz a necessidade de intermediação em dólares. 

É um sinal institucional claro de que as autoridades estão abrindo espaço para pagamentos diretos fora do dólar.

Paralelamente, dados de provedores internacionais de pagamentos mostram que, embora o RMB ainda seja uma fatia pequena do mercado global de pagamentos, sua presença tem subido nos últimos anos, com a China ampliando canais como o CIPS (sistema alternativo ao SWIFT), incentivando bancos estrangeiros a se conectar e promovendo liquidações em RMB. 

Ao mesmo tempo, estatísticas oficiais chinesas e relatórios de instituições financeiras apontam crescimento expressivo do uso do yuan em trade finance e em operações regionais.

Vantagens para empresas brasileiras de negociar em yuan

As motivações são variadas e combinam fatores econômicos, estratégicos e geopolíticos:

  • Redução de custos e menor exposição cambial: operar diretamente em RMB pode reduzir taxas de conversão e spread bancário quando o principal parceiro comercial é a China (menos etapas de conversão via dólar). Além disso, elimina o risco de flutuação do dólar entre emissão e liquidação.
     
  • Segurança e autonomia: acordos de swap e integração com CIPS/clearing banks diminuem a dependência de infraestruturas dominadas por países terceiros e reduzem riscos associados a sanções ou bloqueios em sistemas internacionais.
     
  • Pressão política e estratégica: a participação ativa no BRICS e as iniciativas de internacionalização do RMB fazem parte de uma agenda maior, a fim de diversificar parceiros e instrumentos financeiros para aumentar a autonomia estratégica do Brasil nas relações internacionais.
     
  • Menor custo de transação: se fornecedor e comprador aceitam RMB, elimina conversões intermediárias via dólar, com potencial ganho de 1–3% em custos financeiros segundo estimativas de mercado e bancos chineses.
     
  • Competitividade comercial: compradores chineses às vezes oferecem descontos para pagamentos em RMB, porque reduzem o custo e o risco deles.
     
  • Acesso a novos instrumentos financeiros: com linhas de swap e bancos autorizados a operar em RMB, empresas – inclusive PMEs via fintechs – encontram alternativas de financiamento e recebíveis em moeda chinesa.

Em comparação com o dólar, que é uma moeda consolidada e mais usada em todo o mundo, o yuan ainda pode ficar para trás. 

Mas com as eventuais sanções e medidas financeiras vindas dos EUA, somados aos custos de conversão para países não dolarizados, o yuan se mostra uma opção interessante.

Reais impactos da aliança Brasil-China para empresas brasileiras

Há 15 anos a China é o maior parceiro comercial do Brasil, seguido pelos EUA.

No agro, por exemplo, 70% das 100 milhões de toneladas de soja importadas pela China em 2024 vieram do Brasil.

No 1º semestre de 2025, a venda de terras raras para a China triplicou: aproximadamente US$6,7 milhões em minerais que serão utilizados na indústria tecnológica, como smartphones e aviões. E a tendência é aumentar.

Os impactos do estreitamento da relação comercial entre os dois países:

  • Redução do custo operacional em cadeias ligadas à China: fabricantes, agronegócio e exportadores de commodities podem ganhar margem se ampliarem liquidações em RMB.
     
  • Maior dependência econômica: liquidações e financiamento em RMB aproximam empresas e bancos brasileiros da infraestrutura e política monetária chinesa, o que pode aumentar a exposição a decisões de Pequim (ex.: controles de capital).
     
  • Transformação de práticas de financiamento: desenvolvimento de linhas de crédito, factoring e seguros em RMB pode criar novas janelas de capital para PMEs, mas exigirá adaptação operacional (treinamento, sistemas de pagamento, gestão de risco).
     
  • Pressões políticas e de imagem: empresas que estreitarem laços financeiros com a China podem enfrentar escrutínio adicional em mercados e governos alinhados com os EUA; decisões comerciais poderão ganhar conotação geopolítica.

Possíveis riscos e desafios:

  • Volatilidade e controles de capital chineses: o RMB não é totalmente livre-flutuante como o dólar; políticas domésticas chinesas podem afetar disponibilidade e convertibilidade.
     
  • Infraestrutura e padronização: integração a sistemas como CIPS exige parcerias bancárias e novas rotinas de compliance e KYC; nem todos os bancos brasileiros ou plataformas fintech estão preparados.
     
  • Menor profundidade de mercado: hedges e derivativos em RMB ainda são menos líquidos que em dólar, elevando o custo de proteção contra risco cambial em operações maiores.

O que empresas brasileiras devem considerar

A maior internacionalização do yuan e a acomodação institucional entre os dois países aumentam as opções para empresas brasileiras reduzirem custos e diversificarem riscos em suas negociações com a China. 

Ao mesmo tempo, a transição traz desafios, que vão desde infraestrutura financeira até riscos geopolíticos e operacionais. 

Para exportadores e importadores, a estratégia mais realista hoje é híbrida: aproveitar instrumentos em RMB quando houver vantagem comprovada.

De forma prática, essa é a recomendação de especialistas para quem deseja se preparar para negociar com a China:

  • Mapear contrapartes: priorizar clientes/fornecedores chineses dispostos a negociar em RMB e negociar cláusulas claras de conversão e hedge.
     
  • Avaliar parceiros financeiros: trabalhar com bancos que tenham canais diretos em RMB ou com fintechs que ofereçam conta e liquidação em yuan.
     
  • Hedge e planejamento: mesmo operando em RMB, avaliar instrumentos de proteção (quando disponíveis) e cenários sobre volatilidade e controles cambiais.
     
  • Compliance e governança: reforçar controles de compliance, entender regras de exportação/importação e exigências de clearing (CIPS vs SWIFT).

E por que isso importa?

A China já se consolidou como o principal parceiro comercial do Brasil, responsável por grande parte das exportações do país.

Com as novas políticas econômicas, o Brasil está abrindo cada vez mais mercados, investimentos e oportunidades aos produtos chineses no país. 

Essa relação entre os dois países promete gerar bons frutos, e para garantir competitividade e relevância no mercado, é preciso se adaptar.

A StartSe percebeu esses sinais e criou a Imersão China: uma imersão de 5 dias nos principais ecossistemas chineses da atualidade.

Os principais sócios da StartSe e mais um grupo seleto de 30 empresários e executivos visitarão empresas de tecnologia, conversarão com especialistas em varejo, carros autônomos, IA e robótica e negócios.

Entenderão como a China une governo, mercado e academia para alcançar modelos inéditos de inovação, como alcançam escala e velocidade através dos 5 princípios chineses de negócio: pragmatismo, foco em resultado, adaptação, colaboração e visão de longo prazo.

Ou como os chineses já incorporaram o chamado Ambiente de Teste em Larga Escala: onde eles testam soluções rapidamente, ajustando-as em tempo real.

E, ainda, a Cultura do Fazer Acontecer: com experimentação contínua, aceitação do erro como aprendizado e execução rápida são práticas comuns.

Esses são apenas alguns dos aprendizados valiosos proporcionados por essa imersão. Além do networking estratégico e das oportunidades de negócios com investidores e empresas chinesas.

Fonte: StartSe

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Internacional

Reino Unido quer acordo “forte” com Mercosul, diz ministro britânico

Sir Chris Bryant afirmou que “amaria” ver tratado de livre comércio com bloco sul-americano e que, caso Brasil sinalize apoio, negociações podem caminhar com agilidade

Reino Unido quer avançar “rapidamente” em um acordo de livre comércio com o Mercosul e pede que o Brasil, considerado pelos britânicos a “parte central” do bloco, confirme se esse interesse é mútuo.

Em entrevista à CNN, o ministro de Comércio do Reino Unido, Sir Chris Bryant, afirmou que “amaria” ver um acordo “forte” com o Mercosul. E que, caso o Brasil sinalize apoio, as negociações podem caminhar com agilidade.

“Eu amaria ver um forte acordo de livre comércio entre Mercosul e Reino Unido. Há uma parte de mim pensando: vamos lá, Brasil, você é o maior player nisso. Você realmente quer que isso aconteça? Se sim, nos diga agora, e vamos progredir rapidamente”, disse o ministro.

Bryant afirmou que alguns trâmites burocráticos e etapas naturais da negociação poderiam ser aceleradas, já que parte do processo é semelhante ao tratado comercial do Mercosul com a União Europeia, recentemente concluído.

“Não quero que isso demore 25 anos”, brincou, em referência à longa negociação entre os sul-americanos e europeus.

Autoridades brasileiras estimam que o acordo Mercosul-UE será finalmente assinado em dezembro.

O ministro também lembrou o recém-assinado tratado de livre comércio entre Mercosul e Efta – grupo formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein – como um precedente que pode facilitar as negociações.

Na avaliação de Bryant, um acordo com o bloco teria peso estratégico, dada a liderança do Brasil na América Latina e nos Brics, além da relevância britânica no mundo ocidental.

“Se pudermos firmar um acordo, isso será positivo para o mundo. O presidente Lula e o Brasil são absolutamente centrais para garantir que isso aconteça”, argumentou.

Segundo ele, não estão descartados tratados bilaterais com o Brasil caso um entendimento mais amplo com o Mercosul não avance, mas a prioridade é um acordo abrangente.

Tarifaço de Trump

Sir Chris Bryant também comentou o “tarifaço” imposto por Donald Trump aos parceiros comerciais dos Estados Unidos desde que o presidente americano voltou à Casa Branca.

Nesse ponto, Brasil e Reino Unido estão em posições opostas: os brasileiros foram sobretaxados em 50% – a maior alíquota entre todos os países –, enquanto os britânicos foram tarifados em 10%.

Londres e Washington fecharam um acordo que reduz as tarifas sobre produtos automotivos e aeroespaciais do Reino Unido.

Apesar disso, o ministro afirmou à CNN que, no cenário ideal, as tarifas deveriam ser zeradas e que alguns pontos do acordo com os Estados Unidos ainda podem ser revistos.

Bryant destacou que as tarifas impostas por Trump não estão entre os principais motivos para estreitar laços comerciais com o Brasil.

“Existem muitos argumentos sobre se deveríamos fazer um acordo com o Mercosul.  E essa (tarifas de Trump) não é a razão principal. Para mim, o principal motivo é que não fazemos comércio suficiente. Seria bom para as nossas duas economias se fizéssemos mais comercio”, disse.

Agro acompanha de perto

Em 2024, o fluxo de comércio entre Brasil e Reino Unido somou aproximadamente US$ 6,2 bilhões. Entre os principais produtos exportados pelo Brasil estão ouro, soja e café. Do lado das importações, destacam-se medicamentos, obras de ferro ou aço e bebidas alcoólicas.

Naturalmente, um dos principais interessados no acordo seria o agronegócio brasileiro, já que o Reino Unido é um grande importador de alimentos em razão de suas condições climáticas.

Adidos agrícolas frequentemente apontam novas oportunidades de mercado no país.

Hoje, devido a barreiras tarifárias e não tarifárias, alguns produtos brasileiros praticamente não conseguem competir no mercado britânico, onde a disputa muitas vezes acontece com países europeus – como Espanha e Portugal – que enfrentam poucas ou nenhuma restrição comercial.

O ministro ainda acrescentou que o Reino Unido gostaria de trabalhar com o Brasil para reformar e fortalecer a OMC (Organização Mundial do Comércio).

‘“Não sou um protecionista, sou apaixonado pelo livre comércio”, disse o ministro.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional

China está no Brasil para auditoria sobre gripe aviária; União Europeia reabriu comércio nesta terça-feira

Uma comitiva do governo chinês está no Brasil nesta semana para fazer uma auditoria com o objetivo de comprovar que o Brasil está livre da gripe aviária, disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, ao g1.

“Depois de finalizada a auditoria, eles emitirão um parecer”, afirmou Rua, acrescentando que esse documento já pode conter uma decisão da China.

Os chineses são os maiores importadores de carne de frango do Brasil. Eles interromperam o comércio em 16 de maio, após o país detectar o seu 1º e único caso de gripe aviária em uma granja comercial, em Montenegro (RS).

O foco foi encerrado no mesmo mês e o Brasil já se declarou livre da doença.

UE retomou comércio

Nesta terça-feira (23), a União Europeia, que é a sétima maior importadora de frango do Brasil, retomou as suas compras de forma gradual.

O cronograma ficou assim:

a partir de 23 de setembro: todo o território brasileiro, com exceção do Rio Grande do Sul, fica liberado para exportar. A autorização, contudo, é voltada para os frangos produzidos a partir de 18 de setembro;

2 de outubro: Rio Grande do Sul é liberado, com exceção da área ao redor da granja atingida em Montenegro (RS);

16 de outubro: liberação das exportações de áreas ao redor da granja.

No início de setembro, a UE já tinha reconhecido o Brasil como livre da gripe aviária.

“Com a oficialização da reabertura, a expectativa do setor é que as exportações se restabeleçam nos patamares anteriormente praticados, com possibilidade de incrementos devido à demanda reprimida durante este período de suspensão”, disse a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em nota.

Entre janeiro e maio, as exportações de carne de frango para o bloco europeu alcançaram 125,3 mil toneladas, volume então 20,8% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Em receita, foram cerca de US$ 386,3 milhões, saldo 38% maior em relação ao obtido no ano anterior.

Com a mudança, a China passa a ser o único grande mercado do produto que mantém restrições ao frango de todo o país.

O Brasil se declarou livre da doença no dia 18 de junho, após ficar 28 dias sem registrar novos casos em granjas.

O prazo começou a ser contado em 22 de maio, depois do fim da desinfecção da granja de Montenegro (RS). Lá, cerca de uma semana antes, foi detectado o primeiro e único foco da doença em aves comerciais no Brasil.

Além da União Europeia, outros 16 países já tinham retirado as restrições de exportação à carne de frango do Brasil. Entre eles, está o Japão, terceiro maior comprador do Brasil, e o Iraque, 9º maior comprador.

Fonte: G1

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