Portos

Porto de Chancay caminha para se tornar o hub logístico mais automatizado do Pacífico Sul

A um ano do início das operações, o Porto de Chancay, no Peru, avança para se consolidar como o enclave logístico mais automatizado do Pacífico Sul, segundo James Cusco, CTO da Huawei Empresas. O terminal já opera com infraestrutura 5G, sistemas de inteligência artificial e soluções de automação capazes de movimentar veículos autônomos, gruas controladas à distância e gêmeos digitais que reproduzem as operações em tempo real.

Veículos autônomos otimizam eficiência

Entre os principais avanços, Cusco destaca três frentes tecnológicas que estão transformando o megacomplexo portuário. A primeira envolve os AGVs (veículos autônomos), que circulam sem motorista e tomam decisões instantâneas com base em sensores Lidar e modelos preditivos conectados à rede 5G. O nível de automação supera o de outros portos peruanos, onde ainda predominam máquinas semiautônomas ou dependentes de operadores.

Gêmeo digital melhora previsões e evita gargalos

O segundo eixo é o gêmeo digital do porto — uma réplica virtual que integra dados de sensores, câmeras, 5G e algoritmos de IA. Essa tecnologia permite simular cenários, prever congestionamentos e otimizar rotas com precisão muito superior aos processos tradicionais, reduzindo riscos e antecipando falhas operacionais.

Gruas remotas e Smart Gates aceleram a operação

A terceira inovação está no controle remoto de gruas, que possibilita a um único operador comandar várias máquinas diretamente de uma central, o que acelera as manobras e aumenta a segurança. A infraestrutura também conta com Smart Gates, portões inteligentes que usam IA para leitura automática de placas e códigos, agilizando o fluxo de caminhões e contêineres.

Expansão inclui mais automação e uso de drones

Nas próximas fases, o Porto de Chancay deve incorporar novas gruas automatizadas, ampliar a frota de veículos autônomos e expandir o pátio de contêineres, que será incorporado ao gêmeo digital. O terminal também se prepara para testar drones em rotinas de vigilância e segurança, aproveitando a infraestrutura já instalada.

A expansão prevê ainda novas estações 5G, torres adicionais e mais pontos de fibra óptica — elementos essenciais para aumentar o número de navios atendidos simultaneamente e fortalecer o desempenho do sistema operacional do porto.

Arquitetura 5G-ready e 6G-ready

Atualmente, o terminal utiliza radares e drones para monitoramento marítimo, enquanto os veículos autônomos produzem modelos 3D via Lidar que alimentam o gêmeo digital. Toda a estrutura tecnológica foi projetada para ser 5G-ready e 6G-ready, permitindo futuras migrações para bandas mais avançadas sem substituição de equipamentos, apenas com atualização do core da rede.

Chancay mira liderança regional em automação

Com esse conjunto de tecnologias, o Porto de Chancay se posiciona para figurar entre os terminais mais avançados da América Latina e como referência global em automação portuária, IA e conectividade de última geração. Segundo Cusco, o megacomplexo está no caminho para se tornar um dos portos mais modernos do mundo.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Transporte

Maior rota ferroviária do Brasil impulsiona logística nacional

A maior rota ferroviária do Brasil já está em operação e promete redefinir a logística nacional. A Brado, em parceria com as concessionárias Rumo e VLI, colocou em funcionamento um corredor multimodal que liga Sumaré (SP) a Davinópolis (MA) pela Ferrovia Norte-Sul, cobrindo 2.732 km. O trajeto foi estruturado para atender ao transporte de bens de consumo, produtos industrializados e cargas essenciais que abastecem algumas das regiões mais estratégicas do país, fortalecendo o mercado interno.

Expansão da malha e desempenho operacional

Com a nova rota, a Brado amplia sua presença em operações domésticas de longa distância, replicando o modelo utilizado entre São Paulo e Mato Grosso. No sentido Sudeste–Maranhão, seguem itens como produtos de higiene e limpeza, materiais de construção, defensivos agrícolas, fertilizantes, nutrição animal, alimentos, bebidas e papel. No retorno, predominam bens industriais.

Após testes iniciados em julho, o fluxo somou oito viagens com 100% de pontualidade, movimentando 504 contêineres e mais de 10,9 mil toneladas de mercadorias — desempenho considerado estratégico pelas empresas envolvidas.

Interoperabilidade entre malhas ferroviárias

Um dos pilares do projeto é a interoperabilidade ferroviária, que integra operações de diferentes concessões. Dos 2.732 km de extensão, 2.098 km pertencem à Rumo, enquanto 634 km são administrados pela VLI. Para a Rumo, conectar malhas distintas amplia a competitividade das cadeias produtivas e aproxima regiões industriais dos principais mercados consumidores. Já a VLI destaca que participar do fluxo ferroviário mais extenso do país fortalece a diversificação de cargas e demonstra a capacidade de inovação dentro do atual modelo regulatório.

Eficiência energética e redução de emissões

A rota também se destaca pelo impacto ambiental reduzido. De acordo com a Brado, o modal ferroviário emite até 85% menos CO₂ que o transporte rodoviário. Só em 2024, as operações da empresa evitaram a liberação de mais de 320 mil toneladas de CO₂ — o equivalente ao volume emitido anualmente por cerca de 69 mil automóveis.

Efeitos econômicos e aumento da competitividade

Ao integrar a eficiência da ferrovia na longa distância com o transporte rodoviário nos trechos finais, a Brado amplia sua capilaridade logística e melhora o abastecimento de estados como Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará. O potencial de mercado é estimado em até 64 mil contêineres por ano, impulsionando indústrias locais e o acesso a produtos essenciais.

Solução diante da escassez de motoristas

O novo corredor logístico também atenua a pressão sobre o setor rodoviário em meio à falta de motoristas. Dados da Senatran mostram que o Brasil perdeu cerca de 1,2 milhão de condutores de caminhões entre 2015 e 2025, queda de 22%. Ao assumir os percursos longos, a ferrovia permite que caminhoneiros se concentrem em rotas regionais, consideradas mais produtivas e menos desgastantes.

Modernização da infraestrutura logística nacional

Para Luciano Johnsson, CEO da Brado, a iniciativa representa um avanço estratégico. Segundo ele, a rota “conecta regiões, reduz emissões e comprova o potencial da ferrovia de transportar muito mais do que commodities”. Com essa operação, a empresa reforça seu papel na modernização logística do Brasil e recoloca a ferrovia no centro das discussões sobre competitividade, sustentabilidade e integração nacional.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Inovação, Portos

Caravanas da Inovação Portuária chegam a Santos em dezembro de 2025

Inovação portuária em destaque
Santos sediará, em 9 de dezembro de 2025, a 6ª edição das Caravanas da Inovação Portuária, iniciativa que reúne especialistas, lideranças públicas e privadas, startups e profissionais do setor. O encontro será realizado no Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e tem como foco inovação, sustentabilidade e transformação digital no ambiente portuário.

Encerramento do ciclo nacional 2025
Marcando o fim do calendário anual do projeto, a etapa de Santos fecha um ano dedicado ao diálogo e à colaboração entre os principais agentes da infraestrutura portuária brasileira. A escolha da cidade se deve ao papel estratégico do Porto de Santos como polo de modernização, eficiência operacional e integração tecnológica no país.
Em 2025, as Caravanas passaram por capitais como Recife, Salvador, São Luís, Fortaleza e Rio de Janeiro, consolidando um movimento de alcance nacional em prol da inovação no setor.

Temas estratégicos em debate
Voltadas ao fortalecimento da cultura de inovação em portos públicos e privados, as Caravanas promovem um ambiente de troca de experiências, apresentação de boas práticas e discussão de soluções tecnológicas que ampliam a competitividade, a sustentabilidade e a governança portuária.

Nesta edição, os participantes poderão acompanhar debates sobre assuntos-chave, como:

  • Políticas nacionais de incentivo à pesquisa e desenvolvimento (P&D&I)
  • Modelos de governança em ecossistemas abertos de inovação
  • Caminhos para a transformação digital e para a gestão portuária inteligente
  • Tendências para o futuro da navegação marítima
  • Compras públicas de soluções tecnológicas inovadoras

Espaço para startups e novas soluções
A programação contará ainda com uma rodada de pitches em que startups apresentarão propostas de tecnologia portuária, logística inteligente e ferramentas voltadas à eficiência operacional, aproximando empresas inovadoras das demandas reais do setor.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

📍 Local: Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos
📅 Data: Terça-feira, 09 de dezembro de 2025
🕒 Horário: 08h30 às 18h30

08:00 – 09:00 | Credenciamento e café de boas-vindas
09:00 – 09:20 | Abertura oficial
09:25 – 09:50 | Apresentação Institucional 1 – “Iniciativas e ações em inovação do Porto de Santos”
09:55 – 10:45 | Painel 1 – “Políticas nacionais de fomento a P&D&I: que modelos e práticas podem inspirar o setor portuário?”
10:50 – 11:15 | Apresentação Institucional 2 – “Plano de Inovação e Transformação Digital – Secretaria Nacional de Portos”
11:20 – 12:10 | Painel 2 – “A governança em ecossistemas abertos de inovação”
12:15 – 14:00 | Intervalo para almoço
14:05 – 14:30 | Apresentação Institucional 3 – “Governança da Inovação Portuária e Transformação Digital no TIPLAM”
14:35 – 15:25 | Painel 3 – “Futuro da Navegação Marítima”
15:30 – 15:55 | Apresentação Institucional 4 – “Ganhadores do ABTRA Porto Hack 2025”
16:00 – 16:25 | Pitches de Startups
16:30 – 16:55 | Apresentação Institucional 5 – “Autoridade Portuária de Santos”
17:00 – 17:50 | Painel 4 – “Compras públicas de soluções tecnológicas inovadoras: oportunidades e possibilidades para o setor portuário”
18:00 – 19:00 | Encerramento oficial

Inscrições e informações

O evento é gratuito, com vagas limitadas.

🎟️ Inscreva-se:
👉 https://www.sympla.com.br/evento/caravanas-da-inovacao-portuaria-6-edicao-santos/3192005

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Portos

Porto de Vitória retomará operações ferroviárias em 2026

O Porto de Vitória voltará a receber cargas por ferrovia a partir de 2026, marcando a retomada de uma operação interrompida há muitos anos por falta de investimentos. A Vports, concessionária responsável pelo complexo desde o final de 2022, confirmou que o terminal voltará a operar com trens graças a um contrato de 17 anos firmado com a Multilift Logística. O acordo prevê a construção de uma moega ferroviária destinada ao descarregamento de ferro-gusa, com entrega prevista para o primeiro semestre de 2026. Depois disso, as operações serão realizadas em parceria com a VLI, administradora da Ferrovia Centro-Atlântica, responsável pelo transporte de cargas do Brasil Central.

Parceria estratégica para ampliar eficiência logística
Segundo Rafael Fattorelli, diretor-presidente da Multilift, o contrato representa um avanço significativo para a logística capixaba. Ele destaca que a integração entre porto e ferrovia deve elevar a produtividade e abrir novas oportunidades de desenvolvimento e diversificação no Espírito Santo.

O CEO da VLI, Fábio Marchiori, reforça que o investimento consolida o potencial logístico do estado e amplia a conexão entre o litoral e o interior do país. Para ele, o transporte ferroviário é uma alternativa mais eficiente, segura e sustentável, trazendo ganhos para toda a cadeia logística.

Investimentos superiores a R$ 100 milhões no Cais de Capuaba
Mais de R$ 100 milhões serão aplicados pela Vports e parceiros na reativação do Cais de Capuaba, em Vila Velha. O pacote inclui a recuperação da pera ferroviária, expansão da capacidade estática para granéis sólidos, melhorias estruturais e investimentos em automação.

De acordo com Gustavo Serrão, diretor-presidente da Vports, as obras são estratégicas para atrair novas cargas e abrir rotas inéditas, como uma possível ligação ferroviária entre o Espírito Santo e o Centro-Oeste, incluindo Goiás e o Triângulo Mineiro. Ele ressalta ainda que a preparação para o retorno das operações, somada à capacidade de receber navios de até 83 mil toneladas, amplia o potencial do porto para movimentar granéis como grãos e fertilizantes.

FONTE: A Gazeta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carlos Alberto Silva

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Portos

Porto de Itajaí acelera preparação para receber navios de grande porte e avança na criação da Docas de Santa Catarina

O Porto de Itajaí segue avançando em duas agendas estratégicas que vão transformar sua capacidade operacional e fortalecer o papel de Santa Catarina no comércio exterior brasileiro: a preparação para receber navios de grande porte e o avanço institucional na criação da Docas de Santa Catarina, nova autoridade portuária federal.

Nesta terça-feira, em reunião realizada hoje em Brasília, o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, esteve com o Diretor-Presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA), Antonio Gobbo, reforçando a cooperação técnica entre as autoridades portuárias e o alinhamento com o Governo Federal.

Preparação para navios maiores

A CODEBA administra portos como Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus — todos aptos a receber navios de grande porte. O diálogo com a autoridade portuária baiana fortalece o processo de adaptação do Porto de Itajaí para ampliar calado, modernizar infraestrutura e garantir mais capacidade de atracação.

A chegada de embarcações maiores representa aumento da oferta de serviços, da movimentação de cargas e da competitividade regional. Mais cargas significam mais renda, mais trabalho e mais oportunidades para os trabalhadores portuários e para toda a cadeia logística de Itajaí e Santa Catarina.

Avanços na Docas de Santa Catarina

A criação da Docas de Santa Catarina avança sob coordenação do Governo Federal, seguindo o modelo de governança de portos públicos administrados pela CODEBA. A nova empresa será responsável por organizar, modernizar e fortalecer os portos catarinenses, garantindo estabilidade, planejamento e capacidade de investimento.

A Docas de Santa Catarina é uma diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representa um marco de governança para o setor portuário, alinhado às necessidades da economia catarinense.

Compromisso com o futuro do Porto de Itajaí

O superintendente João Paulo reforça a importância da integração com o Governo Federal e com a CODEBA nesse processo:
“O alinhamento com o Governo Federal e a expertise técnica da CODEBA fortalecem a preparação do Porto de Itajaí para receber navios maiores e consolidam a criação da Docas de Santa Catarina. Estamos construindo um novo ciclo de desenvolvimento para o Porto e para a economia catarinense.”

Com essas ações, Itajaí avança para se consolidar como um dos portos públicos mais modernos do país, ampliando sua competitividade e garantindo mais emprego, renda e progresso para Santa Catarina.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

Secretário Nacional de Portos debate transformações no mundo do trabalho em congresso da magistratura

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, participou entre 27 e 29 de novembro do IV Congresso Nacional e II Internacional da Magistratura do Trabalho, realizado em Foz do Iguaçu (PR). O evento, promovido pela Associação Brasileira dos Magistrados do Trabalho (ABMT) em parceria com a Academia Brasileira de Formação e Pesquisa (ABFP), reuniu especialistas para discutir transformações no mundo do trabalho e os desafios jurídicos e institucionais do setor.

Debate sobre o marco regulatório portuário
Além de integrar as discussões gerais, Ávila presidiu o painel “Trabalho Portuário: desafios e perspectivas”, que debateu aspectos trabalhistas relacionados à revisão do marco regulatório do setor portuário, atualmente analisado na Câmara dos Deputados por meio do PL 733. O encontro contou com a participação de Jacqueline Wendpap (Ceportos), Arthur Gersioni (Eldorado), José Adilson (FNE) e Sérgio Aquino (Fenop), que trouxeram contribuições sobre as mudanças esperadas para o setor.

Para o secretário, o Congresso funcionou como um espaço privilegiado de diálogo e construção coletiva. Ele destacou que o ambiente favoreceu a troca de experiências e permitiu apresentar a visão da Secretaria Nacional de Portos sobre temas estratégicos para o setor.

Reconhecimento ao trabalho institucional
Ávila ressaltou que o Ministério e a Secretaria receberam amplo reconhecimento pelos avanços na condução do debate trabalhista do novo marco regulatório. Segundo ele, o diálogo entre empresários e trabalhadores, que resultou em acordo sobre o capítulo trabalhista do PL, reforça o papel da pasta como agente de harmonização e pacificação dentro do setor portuário.

Temas estratégicos para portos e logística
O Congresso também promoveu discussões alinhadas à agenda de logística e infraestrutura do país, incluindo temas como sustentabilidade e transição energética, impactos das tecnologias emergentes nas relações trabalhistas, modernização da regulação para portos públicos, a atuação das autoridades portuárias e o avanço do ESG no setor portuário. Esses assuntos são considerados centrais para melhorar a competitividade, a eficiência e o desenvolvimento econômico regional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Logística

E-commerce impulsiona boom de galpões logísticos no Brasil

O forte desempenho da Black Friday, no dia 28 de novembro, ajudou a explicar a explosão na ocupação de galpões logísticos por grandes empresas de e-commerce no terceiro trimestre. Juntas, as duas maiores plataformas responderam por 90% dos 656 mil m² alugados no período, segundo a consultoria imobiliária Binswanger.

O Mercado Livre, líder entre os varejistas online, contratou 415 mil m² em sete empreendimentos. Já a Shopee ampliou sua operação com 138 mil m² distribuídos em oito unidades.

Expansão inédita das gigantes digitais

Com a nova rodada de contratos, o Mercado Livre alcançou 3,39 milhões de m² de área logística no Brasil. Em 2020, eram apenas 236 mil m². O volume ultrapassou 1 milhão em 2021 e, entre 2023 e 2025, a expansão foi de 2,5 vezes.

A Shopee segue trajetória semelhante. A empresa já ocupa 1,23 milhão de m², ante somente 63 mil m² em 2021 – um crescimento quatro vezes maior entre 2023 e 2025. Em apenas cinco anos de atuação no país, a plataforma já supera operadoras tradicionais como Via Varejo (985 mil m²), Magazine Luiza (722 mil m²) e Amazon (709 mil m²).

“Essa expansão deve continuar avançando em um ritmo muito acelerado”, afirma Simone Santos, sócia-diretora da Binswanger Brasil. Para ela, ainda há muitas regiões do país a serem exploradas por essas empresas.

Shopee e Mercado Livre disputam galpões estratégicos

De acordo com a consultoria JLL, a Shopee assinou o maior contrato do trimestre ao dobrar sua área no complexo GLP Bandeirantes, em Franco da Rocha (SP), chegando a 157 mil m².
Fontes do setor afirmam que a plataforma chinesa entrou em uma nova fase, priorizando instalações de grande porte, após anos focada em estruturas menores voltadas ao last mile.

O Mercado Livre também mantém protagonismo ao assegurar ativos próximos à capital paulista, em um raio de 30 a 50 quilômetros, área considerada estratégica e difícil de replicar. “É uma disputa por território”, explica Santos.

Escassez de galpões limita novos concorrentes

A dificuldade de encontrar espaços bem localizados tem limitado a entrada de novos players no e-commerce, dizem executivos do setor. O Mercado Livre, por exemplo, já pré-locou áreas que só ficarão prontas em 2027 e 2028.

Segundo a Colliers, a taxa de vacância nos galpões logísticos caiu para 7% no fim de setembro. Com poucos imóveis disponíveis, cresce o número de contratos fechados ainda na fase de obras: dos 1,4 milhão de m² alugados até setembro, 404 mil m² estavam em estruturas em construção.
A Binswanger estima que 25% dos 1,9 milhão de m² previstos para entrega em 2025 já estejam pré-locados.

Preços sobem com a corrida por infraestrutura

A escassez de espaços aumentou o poder de negociação dos desenvolvedores. “A velocidade de expansão dessas empresas joga contra elas mesmas”, disse um executivo.
O preço médio do aluguel subiu de R$ 26,37 para R$ 27,78/m² em um ano.

Para reduzir custos e oferecer frete grátis, as varejistas buscam galpões cada vez mais próximos dos grandes centros consumidores. Mas os imóveis de maior qualidade seguem restritos e disputados, mantendo os proprietários em vantagem nas tratativas.
Mesmo assim, incentivos como carência de até seis meses e descontos nos primeiros anos têm sido oferecidos para garantir contratos com Mercado Livre e Shopee.

Infraestrutura logística mais sofisticada

Desenvolvedores afirmam que a exigência técnica das gigantes do e-commerce impulsionou a modernização do setor. Além dos chamados galpões “triple A”, com pé-direito de 12 metros e piso para 6 toneladas, a demanda agora inclui soluções ainda mais avançadas, como pátios otimizados para agilizar a movimentação de veículos.

Ter uma dessas gigantes como inquilina também valoriza o imóvel na hora de vender. Investidores tendem a pagar um “prêmio” por galpões ocupados por empresas vistas como pagadoras confiáveis e altamente integradas em tecnologia.

Empresas seguem expandindo

O Mercado Livre não comentou.
A Shopee informou que já possui 15 centros de distribuição, mais de 200 hubs logísticos e 3 mil agências para coleta e devolução. Segundo a empresa, sua capacidade de processamento de pacotes mais que dobrou em comparação com novembro de 2024.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Silvia Costanti/Valor

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Logística

Investimento bilionário impulsiona novo complexo logístico em Santa Catarina

O setor portuário de Santa Catarina mantém ritmo acelerado e reforça o papel do estado como um dos principais hubs logísticos do Brasil. No primeiro semestre deste ano, os portos catarinenses movimentaram mais de 32,2 milhões de toneladas de cargas — alta de 5,23% em comparação ao mesmo período de 2024. O desempenho supera amplamente o crescimento nacional, que ficou em apenas 1,02%, e coloca Santa Catarina na dianteira entre os estados do Sul, conforme dados da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, com base na Antaq.

No segmento de contêineres, o avanço foi ainda mais expressivo: 12,4%, somando 1,34 milhão de TEUs, equivalente a 19,2% da movimentação nacional. A Portonave, em Navegantes, responde por parcela significativa desse resultado, ao atingir 4,8 milhões de toneladas no semestre e seguir como o terceiro maior terminal de contêineres do país, atrás apenas de Santos e Paranaguá. A empresa confirmou um plano de R$ 1 bilhão em investimentos até 2026, com foco na expansão da capacidade operacional e na adaptação para receber navios de até 400 metros, reforçando o litoral catarinense como um dos corredores logísticos mais estratégicos da América do Sul.

Novo complexo logístico marca fase de transformação em Navegantes

O crescimento dos portos impulsiona diretamente o mercado de galpões industriais e parques logísticos, que vive um dos períodos mais aquecidos da história em Santa Catarina. A taxa de vacância está próxima de 3%, enquanto o valor do metro quadrado acumulou valorização superior a 300% na última década, segundo consultorias especializadas.

Entre os projetos que simbolizam essa nova etapa está o Ciway 470, um complexo logístico de padrão internacional em construção em Navegantes. Desenvolvido pela Ciway, do Grupo Saes, o empreendimento Triple A reúne certificação ambiental LEED e tecnologia IoT para gestão operacional. Com mais de 200 mil m² de área construída em um terreno de 250 mil m², o Ciway 470 é hoje a maior estrutura logística do Sul do Brasil. São 94 módulos flexíveis, variando de 1,8 mil a 6 mil m², destinados a operações de comércio exterior, e-commerce e transporte de cargas. O complexo está posicionado entre os portos de Navegantes e Itajaí, com acesso direto às BRs 101 e 470.

Estrutura sustentável e ambiente corporativo completo

O projeto prioriza práticas de logística verde, como reaproveitamento de água da chuva, iluminação em LED, ventilação natural e sistemas inteligentes de eficiência energética. A infraestrutura corporativa inclui centro administrativo, área gastronômica, lounge de convivência, quadra poliesportiva, ambulatório e um HUB corporativo de 5 mil m², com restaurantes, salas comerciais, heliponto e auditório.

Para Lucas Saes, diretor administrativo do Grupo Saes, o momento exige uma nova postura do setor:
“O avanço do setor portuário catarinense tem reorganizado toda a cadeia logística. Os novos complexos precisam oferecer infraestrutura integrada, reduzir custos e atender padrões ambientais internacionais.”

Ambiente tributário competitivo atrai novos investimentos

Além da localização estratégica e da infraestrutura avançada, Santa Catarina se destaca pelo ambiente tributário favorável. O estado opera com alíquotas reduzidas de ICMS, enquanto municípios como Navegantes praticam ISS de 2%, uma das menores taxas do país. Esses fatores têm atraído indústrias, operadores logísticos e centros de distribuição para o litoral norte.

“Quando falamos de infraestrutura logística, eficiência também está ligada à qualidade de vida das pessoas que fazem tudo acontecer”, completa Saes.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Grupo Saes/Divulgação/ND Mais

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Transporte

FIESC apresenta Agenda 2026 para a infraestrutura de transporte em Santa Catarina

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) irá apresentar, no dia 2 de dezembro, a Agenda Estratégica para a Infraestrutura de Transporte e Logística Catarinense 2026. O encontro está marcado para as 14h, na sede da entidade em Florianópolis, com transmissão ao vivo pelo canal da FIESC no YouTube.

Panorama completo da logística catarinense
O documento reúne uma análise detalhada das principais necessidades do estado nos modais rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário. A agenda destaca prioridades para melhorar a mobilidade, ampliar a competitividade e fortalecer a logística regional, temas considerados essenciais para o desenvolvimento econômico catarinense.

O que a Agenda 2026 propõe
A publicação traz um diagnóstico atualizado das condições de infraestrutura em Santa Catarina, aponta gargalos estratégicos e propõe ações para modernizar o transporte em todas as regiões. A iniciativa busca orientar políticas públicas e incentivar investimentos que atendam às demandas crescentes da indústria e da sociedade.

Para participar do evento presencialmente, faça a sua inscrição. 

Confira a programação: 
14h – Abertura e Apresentação Agenda Infraestrutura 2026 
Gilberto Seleme – Presidente da FIESC
Egídio Antônio Martorano – Presidente da Câmara de Transporte e Logística

14h30 – Avaliação de Obras Propostas para Repactuação da BR-101/SC -Trecho Norte: Análise da Adequação às Necessidades de Ampliação
Lucas Hernandes Trindade – Engenheiro de Tráfego

15h – Ferrovias Catarinenses – Ações do Governo do Estado 
Beto Martins – Secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias

15h30 – A CONFIRMAR – Benefícios e Desafios do Free Flow e Tecnologias para Rodovias
David Niíio – Gerente de Engenharia de Sistemas de ITs da Kapsch TrafficCom          América Latina

16h – Questionamentos e Comentários

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gilberto Souza/CNI

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Portos

Porto de Sines entra no radar de Suape para parceria estratégica transatlântica

O Complexo Industrial Portuário de Suape iniciou tratativas para uma parceria estratégica com o Porto de Sines, em Portugal. Localizado em Setúbal e reconhecido como o maior porto artificial do país, Sines possui águas profundas capazes de receber embarcações de até 350 mil toneladas. Além disso, é o porto europeu mais próximo do Nordeste brasileiro, com distância náutica inferior à de Roterdã, Antuérpia e Vigo.

Em 2024, Sines movimentou 1,9 milhão de TEUs, alcançando seu recorde histórico — desempenho bem acima dos 646.804 TEUs de Suape, que também registrou seu melhor resultado anual. O porto português figura entre os 15 maiores da União Europeia, ocupando a 14ª posição.

Sinergias logísticas e industriais
Armando Monteiro Bisneto, presidente de Suape, esteve em Lisboa para participar da 4ª edição da CONIBEN e, durante a viagem, visitou o Porto de Sines. Segundo o executivo, chamou atenção a semelhança entre os complexos: ambos integram áreas portuárias e industriais, possuem polos de energia, infraestrutura ferroviária em expansão e projetos em energias renováveis, além de manterem refinarias.

Bisneto afirmou que, ao retornar ao Brasil, terá uma reunião com os gestores portugueses para formalizar o diálogo. Para ele, Sines pode se tornar um aliado estratégico na integração logística transatlântica, ampliando a competitividade de Suape.

Concorrência regional e expansão de rotas
A movimentação de Suape ocorre em um momento em que o Porto do Pecém (CE) já avança na cooperação com Sines desde 2024. Durante o Brasil Export daquele ano, o então CEO da administração portuária portuguesa apresentou Sines como a “porta atlântica” das exportações brasileiras. Os acordos firmados com o Pecém e a CSN envolvem ligação ferroviária pela Transnordestina, operação no terminal de minérios da CSN no Ceará e a futura instalação de uma siderúrgica em território português — movimentos que devem impulsionar o fluxo de minérios e grãos do Brasil para a Europa.

Hub europeu para frutas brasileiras
Em abril de 2024, Sines firmou um protocolo com a Abrafrutas, que representa cerca de 80% das exportações brasileiras de frutas frescas. A proposta é transformar a região em um hub logístico e industrial para recebimento, processamento e distribuição de manga, melancia, uva e mamão, atendendo mercados da Península Ibérica, norte da África e outros destinos da União Europeia.

Para Suape, avançar nessa aproximação pode abrir portas para atrair cargas do Vale do São Francisco, hoje escoadas por outros portos nordestinos.

Sines como gateway europeu
A localização de Sines na Costa Atlântica reduz o tempo de travessia e torna os custos logísticos mais competitivos. Durante a Intermodal South America, em São Paulo, o porto foi novamente apresentado como gateway europeu para cargas brasileiras, reforçando sua relevância no comércio transatlântico.

CONIBEN: protagonismo pernambucano
A 4ª edição da Conferência Ibero-Brasileira de Energia acontece nesta semana, em Lisboa, reunindo lideranças do Brasil, Portugal e Espanha para discutir transição energética, descarbonização, energias renováveis, armazenamento e inovação tecnológica. A coordenação da edição de 2025 está a cargo do pernambucano Reive Barros, diretor da Acropólis Energia.

Tecnologia assistiva e inclusão no mercado de trabalho
O 2º Seminário Pernambucano de Tecnologia Assistiva discutirá soluções para ampliar a participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Especialistas abordarão formação profissional, práticas acessíveis e ferramentas tecnológicas que reduzem barreiras. O evento, promovido pela Proacessi Consultoria, acontece nos dias 9 e 10 de dezembro, na Uninassau – Derby.

Crescimento do mercado global da música
Segundo MIDiA Research e Mordor Intelligence, o mercado musical mundial deve alcançar US$ 110 bilhões até 2032. A expansão do setor independente, projetada para crescer 6,4% ao ano até 2030, reforça o protagonismo das chamadas “eu-quipes”, em que artistas atuam de forma mais autônoma. A produtora Thainá Pitta, com experiência em eventos como AFROPUNK e The Town, lidera o projeto Independentes, que oferece suporte técnico e direção artística a profissionais do setor, atuando entre Salvador, São Paulo e Rio.

FONTE: Folha de Pernambuco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha de Pernambuco

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