Inovação

Gestão da cadeia de custódia pode elevar segurança no transporte de cargas

A evolução das operações logísticas tem reforçado a importância de uma gestão mais profissionalizada da cadeia de custódia, especialmente em setores que movem produtos sensíveis, de alto valor e sujeitos a regulamentações específicas. Com diversas etapas de circulação e inúmeras interfaces operacionais, manter a integridade da carga depende cada vez mais do uso de tecnologias capazes de fornecer visibilidade contínua e dados confiáveis.

A Fractal, focada em segurança tecnológica para cadeias logísticas, destaca que integrar sensores, sistemas de rastreabilidade e análises de eventos oferece um controle mais inteligente do percurso, apoiando empresas na prevenção de perdas, na garantia de conformidade e no atendimento aos padrões exigidos pelo mercado.

Para José Roberto Mesquita, diretor executivo da empresa, a digitalização se tornou uma aliada estratégica da governança logística. “A inspeção visual já não é suficiente para sustentar operações complexas. Quando dispositivos e plataformas se comunicam, é possível validar cada etapa da custódia e responder rapidamente a inconsistências operacionais”, afirma.

Segundo o executivo, a gestão orientada a dados fortalece auditorias, reduz incertezas e melhora a tomada de decisão. “Informações estruturadas permitem identificar e corrigir desvios antes que se transformem em prejuízos. A prevenção passa a ser resultado de monitoramento inteligente, não apenas de intervenção reativa”, explica Mesquita.

A Fractal ressalta que interoperabilidade e histórico auditável ampliam a confiabilidade das operações, modernizando rotinas e contribuindo para uma logística mais segura, eficiente e alinhada a padrões nacionais e internacionais.

A empresa reforça que profissionalizar a cadeia de custódia é um movimento essencial para quem deseja garantir previsibilidade, proteger ativos e manter a continuidade operacional em um ambiente de negócios cada vez mais exigente.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO FRACTAL

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Internacional

Argentina aposta na privatização ferroviária para ampliar exportação de grãos e minerais

A Argentina prepara uma ampla reforma no setor ferroviário para impulsionar a exportação de grãos e minerais. O plano prevê a privatização e modernização da rede, que hoje opera com infraestrutura antiga e pouco eficiente. A expectativa de líderes do agronegócio e da mineração é que a melhoria logística reduza pela metade os custos de frete das regiões mais distantes dos portos.

A primeira licitação será da Belgrano Cargas, responsável pelas três principais linhas de carga do país. Com edital previsto para o início do próximo ano, o projeto pode ampliar o escoamento de produtos estratégicos, como soja, milho, cobre e lítio, além de facilitar o envio de areia para a área de Vaca Muerta, maior reserva de xisto argentina.

A iniciativa integra o plano do presidente Javier Milei, que busca transferir estatais deficitárias para a iniciativa privada, atrair investimentos e recompor as reservas após anos de crise.

Logística ferroviária defasada

A modernização representará um desafio significativo. Segundo Alejandro Núñez, presidente da estatal Belgrano Cargas y Logística, o volume atual transportado por trem é menor do que o registrado nos anos 1970, apesar de a produção agrícola ter crescido quase seis vezes desde então.

A rede soma perto de 8 mil quilômetros e movimenta 7,5 milhões de toneladas por ano — 60% delas de origem agrícola. Com trilhos deteriorados, trens circulam lentamente, facilitando furtos de cargas e aumentando o risco de descarrilamentos. Outros 11 mil quilômetros de linhas permanecem totalmente inativos e também entrarão em licitação.

Hoje, apenas 5% da carga argentina segue por transporte ferroviário, muito abaixo dos 20% do Brasil e dos mais de 40% de Estados Unidos e Canadá.

Redução de custos e meta de exportações

O governo considera a recuperação das ferrovias essencial para cumprir a meta de elevar em US$ 100 bilhões o total exportado nos próximos sete anos. Até outubro, o país somava US$ 71,5 bilhões em vendas externas.

A privatização pode reduzir de forma significativa o custo logístico do norte e oeste do país até a região portuária de Rosário. Hoje, transportar uma tonelada da província de Salta para Rosário é mais caro do que enviá-la de Rosário ao Vietnã, segundo Gustavo Idígoras, da CIARA-CEC.

Núñez estima que serão necessários ao menos US$ 800 milhões para modernizar a infraestrutura. Entre os interessados na licitação estão o Grupo México Transportes (GMXT), que pretende investir até US$ 3 bilhões, um consórcio formado por gigantes do agronegócio como Bunge, Cargill e Louis Dreyfus, além da mineradora Rio Tinto. As empresas não comentaram oficialmente.

Impactos na produção agrícola e na mineração

De acordo com Alfredo Sesé, da Bolsa de Valores de Rosário, a queda no preço do frete ajudaria a expandir a produção agrícola no norte do país. Hoje, metade da safra argentina é colhida a mais de 300 quilômetros de Rosário. O transporte rodoviário custa entre 7 e 9 centavos de dólar por quilômetro por tonelada, enquanto o ferroviário fica abaixo de 5 centavos.

A mineração também deve ser favorecida. A Argentina é o quarto maior exportador global de lítio e possui novos projetos de cobre prestes a entrar em operação. Para Roberto Cacciola, presidente da Câmara Argentina de Empresas de Mineração, o setor depende de soluções logísticas capazes de garantir o abastecimento e o escoamento da produção.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Agustín Marcarian

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Comércio Exterior, Logística

Transmissão ao vivo da Reunião do Grupo de Sistemas Pró Modernização Logística de Comércio Exterior (Procomex)!

Não perca a última reunião do ano!

Acompanhe ao vivo pelos canais do YouTube da Receita Federal do Brasil e do Instituto Procomex.

Alguns dos temas que serão tratados:

• Admissão e nacionalização de Regime Aduaneiro Especial na Duimp

• Tratamento Tributário e seus fundamentos legais na Duimp

• Cronogramas de ligamento da Duimp e de desligamento do Siscomex LI/DI

• Controle Administrativo no NPI – Simulação

• API do Módulo LPCO

• Orientações da Anvisa para registro da Duimp

• Reforma Tributária na DI e na Duimp

🗓 Data: 10/12/2025

⏰ Horário: 14h às 16h

🔗 Para assistir, acesse os canais do YouTube da Receita Federal do Brasil e do Instituto Procomex.

FONTE: Receita Federal
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Portos

Incêndio em pá carregadeira mobiliza equipe no Porto de Santos

Uma pá carregadeira usada para movimentação de cargas pegou fogo no porão de um navio na manhã da última quinta-feira (4), no Porto de Santos, litoral de São Paulo. A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que o incidente não deixou feridos.

Combate rápido às chamas

O princípio de incêndio ocorreu no cargueiro Glyfada, atracado próximo ao Armazém 23. Imagens registradas por colaboradores mostram a tripulação e equipes do terminal atuando no combate ao fogo. De acordo com a APS, o incêndio foi contido rapidamente, sem causar danos significativos.

A embarcação, um graneleiro de bandeira de Malta, estava no porto desde a noite anterior, após vir de Vitória (ES). Em nota, a Hidrovias do Brasil afirmou que o fogo começou durante uma operação de limpeza e que, conforme os protocolos de segurança, os próprios colaboradores conseguiram controlar as chamas com agilidade. A empresa reforçou que não houve impacto para a carga nem para o navio.

Outro incidente recente no terminal

No fim de novembro, outro episódio chamou atenção no Porto de Santos. Uma carga de celulose despencou no porão de um navio após o rompimento do cabo de um guindaste durante o embarque. O vídeo registrado no local mostra o momento do estrondo, enquanto dois funcionários acompanhavam a operação. Ninguém ficou ferido.

A DP World, responsável pelo terminal onde ocorreu o acidente, informou que a movimentação foi interrompida imediatamente. O guindaste utilizado pertence a uma empresa terceirizada, cujo nome não foi divulgado.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Portos

Novo porto de R$ 3 bilhões em Santa Catarina será debatido em audiência pública

O projeto do oitavo porto de Santa Catarina avança para uma nova etapa. Moradores de Itapoá e municípios vizinhos poderão conhecer as propostas do TUP Coamo em uma audiência pública marcada para 10 de dezembro, às 19h, na Associação Comunitária do Pontal do Norte e da Figueira do Pontal. O encontro apresentará os principais pontos do empreendimento e discutirá o Relatório de Impacto Ambiental (Rima).

Investimento bilionário e estrutura prevista

Orçado em R$ 3 bilhões, o novo terminal será instalado em uma área de 43 hectares e contará com três berços de atracação. O projeto — desenvolvido há vários anos — prevê a movimentação de granéis sólidos e líquidos, como soja, milho, fertilizantes e derivados de petróleo, incluindo GLP. A estimativa é que o porto entre em operação em 2030, com capacidade para movimentar 11 milhões de toneladas por ano.

Alívio logístico para o Sul do Brasil

Situado próximo ao Porto de Itapoá, o terminal privado pretende desafogar o escoamento da produção agrícola da região Sul. A Coamo, maior cooperativa agroindustrial do país, destaca que o novo porto deve reduzir gargalos enfrentados nos portos do Paraná e fortalecer a competitividade das exportações brasileiras.

Geração de empregos e licenciamento

As obras devem criar aproximadamente 2 mil empregos temporários, enquanto a fase operacional poderá manter cerca de mil postos permanentes. O projeto segue em análise no processo de licenciamento ambiental conduzido pelo governo estadual.

FONTE: ND Mais
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Governo homologa concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá

O Ministério de Portos e Aeroportos homologou nesta quinta-feira (4) o resultado do Leilão nº 05/2025-Antaq, que trata da concessão do Canal de Acesso Aquaviário ao Porto de Paranaguá. A decisão confirma o Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD), liderado pela FTS Participações Societárias S.A., como responsável pelo projeto, encerrando a fase licitatória conduzida pela Antaq.

Canal mais profundo deve ampliar competitividade do Porto de Paranaguá
A homologação marca um avanço decisivo para a modernização de um dos principais corredores logísticos do Brasil. O aprofundamento e o alargamento do canal permitirão a passagem de embarcações de maior porte, fortalecendo a competitividade do porto e ampliando sua relevância no comércio exterior. A decisão levou em conta a proposta apresentada pelo consórcio, a habilitação técnica da Comissão Permanente de Licitação de Concessões e Arrendamentos Portuários e os processos administrativos vinculados.

Investimentos ultrapassam R$ 1,22 bilhão
O projeto prevê investimentos superiores a R$ 1,22 bilhão, destinados ao aprofundamento, alargamento e à manutenção contínua da profundidade do canal. As intervenções devem melhorar as condições de navegabilidade, aumentar a segurança operacional e permitir o recebimento de navios com maior calado — ampliando a eficiência logística do Porto de Paranaguá.

Próximas etapas da concessão
Com o resultado homologado, o consórcio segue para a fase de assinatura do contrato. Após a formalização, terão início as obras e serviços previstos, que transformarão o canal em uma via mais profunda, segura e eficiente. A iniciativa representa um marco estratégico para o desenvolvimento da infraestrutura portuária no Paraná e em todo o país, reforçando o compromisso do governo com uma logística moderna e sustentável.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

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Transporte

ANTT discute transporte multimodal e o futuro da logística de cargas no Brasil

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizará, em 12 de dezembro, das 10h às 12h, o webinar “Perspectiva do Transporte Multimodal no Brasil”, voltado a discutir desafios e oportunidades do transporte de cargas no país. O encontro busca ampliar o diálogo entre transportadores, embarcadores, operadores logísticos, órgãos públicos e demais agentes do setor.

Palestrantes vão abordar temas estratégicos
A programação reúne especialistas de áreas essenciais para a logística brasileira. Entre os convidados, haverá um representante do Fisco, que explicará os impactos tributários sobre a cadeia logística; um porta-voz da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL), trazendo análises práticas sobre a operação multimodal; e um representante da Superintendência de Infraestrutura Ferroviária (SUFER/ANTT), que tratará da evolução do transporte ferroviário e de sua função na integração entre modais.

Integração de modais como motor da competitividade
Ao aproximar diversos agentes da cadeia logística, o webinar cria um ambiente de discussão qualificada sobre pontos fundamentais para o avanço da multimodalidade no Brasil. Entre os temas em destaque estão questões regulatórias, operacionais, tributárias e de integração entre os diferentes modais de transporte — elementos considerados chave para aumentar a eficiência e a competitividade do setor.

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo site oficial da ANTT. O link de acesso ao webinar será enviado aos inscritos antes do início do evento.

Garanta sua participação e esteja na linha de frente da transformação do transporte de cargas no Brasil.

>>> Acesse aqui para se inscrever! <<< 

FONTE: ANTT
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Divulgação / Comunicação ANTT

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Comércio Exterior

Brasil busca fortalecer presença global no comércio exterior com nova estratégia integrada

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) apresentou um relatório que propõe uma estratégia integrada de comércio exterior para ampliar a presença do Brasil no cenário global. O documento reúne recomendações legislativas e administrativas com foco na modernização da política industrial, no fortalecimento da diplomacia econômica e na criação de um ambiente regulatório mais competitivo.

Trabalho conjunto entre Senado e ministérios

Elaborado pelo Grupo de Trabalho de Comércio Exterior, o relatório contou com apoio de consultores do Senado e especialistas dos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Criado por iniciativa do presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o grupo iniciou as atividades em julho deste ano.

Segundo Trad, é a primeira vez que o Senado coordena uma iniciativa capaz de integrar, de forma estruturada, todos os elementos que compõem o ecossistema das relações internacionais. Ao longo do processo, foram realizadas 36 reuniões e incorporadas contribuições de entidades públicas e privadas, além de estudos de órgãos como o Tribunal de Contas da União (TCU).

Três eixos estratégicos para a competitividade

O documento está organizado em três pilares centrais:
Política comercial e industrial
Estratégia internacional e acordos comerciais
Logística e infraestrutura voltadas à competitividade

Para o senador, a inserção internacional do Brasil não deve ser tratada como uma pauta isolada, mas como parte de um projeto nacional que envolva abertura comercial gradual, reformas microeconômicas, modernização logística e estabilidade regulatória. Ele defende que essa agenda seja de Estado, e não apenas de governo.

Desafios estruturais e soluções propostas

O relatório destaca entraves que limitam a competitividade brasileira, como alta complexidade regulatória, custos logísticos elevados e dependência excessiva do transporte rodoviário. A proposta inclui mecanismos para tornar o ambiente regulatório mais previsível e transparente, reduzindo riscos e aumentando a segurança jurídica.

Também aponta que o Brasil tem potencial para liderar a economia verde, devido à capacidade de produção agrícola e às fontes de energia limpa. O desafio, segundo o grupo, é transformar esse potencial em estratégia de longo prazo para atrair investimentos e agregar valor a produtos sustentáveis.

Avanço nos acordos comerciais e ambiente multilateral

O Ministério das Relações Exteriores ressaltou que o trabalho colaborativo contribuiu para avanços importantes, como o acordo Mercosul–Singapura e o progresso nas negociações entre o Mercosul e a União Europeia. Para a pasta, trata-se de um exemplo de diálogo estruturado entre Executivo e Legislativo.

A secretária-adjunta de Comércio Exterior, Daniela Ferreira de Matos, destacou que o cenário global exige que o país esteja preparado para lidar com tensões geopolíticas, políticas unilaterais e desafios do sistema multilateral. Ela também citou o amadurecimento do Portal Único de Comércio Exterior, previsto para ser concluído em 2026, como medida que reduz custos e prazos para os exportadores.

Produtividade e barreiras internas

Consultores do Senado observaram que o Brasil enfrenta estagnação na produtividade desde a década de 1990, com exceção do agronegócio. Para superar essa limitação, apontam ações como harmonização regulatória, desoneração gradual de importações de serviços, melhor qualificação profissional e ampliação das exportações das micro e pequenas empresas. A redução de barreiras comerciais é vista como componente essencial para destravar o desenvolvimento.

Infraestrutura e matriz de transportes

O relatório também recebeu contribuições de 16 entidades ligadas ao setor de transportes. Entre as recomendações estão o aumento de investimentos públicos e privados em infraestrutura, aperfeiçoamento dos modelos de concessão, maior segurança jurídica e atualização das normas de licenciamento ambiental.

A nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei 15.190/2025) simplifica procedimentos para atividades de baixo impacto e moderniza o sistema de licenças. Embora parte dos dispositivos tenha sido vetada pelo Executivo, o Congresso derrubou a maioria dos vetos, e o tema ainda pode ser questionado judicialmente no Supremo Tribunal Federal (STF).

FONTE: Destak Jornal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Saulo Cruz/Agência Senado

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Logística

Fundo da Marinha Mercante pode financiar ferrovias estratégicas para ampliar eficiência portuária

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) avançou, nesta terça-feira (2), na discussão sobre a utilização do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para apoiar projetos ferroviários ligados à operação portuária. A proposta foi debatida em reunião com autoridades do setor, e o ministro Silvio Costa Filho reforçou que a integração entre ferrovias e portos é essencial para elevar a competitividade logística do Brasil.

Durante o encontro, o MPor apresentou as diretrizes de um programa desenvolvido em parceria com o Ministério dos Transportes e representantes do setor produtivo. A iniciativa avalia o potencial do FMM — hoje voltado à navegação e à infraestrutura portuária — para financiar trechos ferroviários que conectem diretamente portos ou corredores logísticos estratégicos. Com cerca de R$ 24 bilhões disponíveis, o fundo tem condições de apoiar obras que reduzam custos logísticos e ampliem a eficiência operacional.

Programa nacional de crédito deve ser anunciado em janeiro
Segundo Silvio Costa Filho, o governo trabalha para lançar, ainda em janeiro, um programa nacional de crédito voltado ao financiamento de ferrovias estratégicas voltadas à operação portuária. “Estamos estruturando um grande programa de fortalecimento do financiamento ferroviário com apoio do Fundo da Marinha Mercante. Quando a ferrovia chega ao porto, ganhamos capacidade, reduzimos custos e fortalecemos todo o setor portuário”, afirmou o ministro.

Conexão entre modais é decisiva para competitividade
O secretário nacional de Ferrovias, Leonardo Ribeiro, destacou que a ligação entre ferrovia e porto é crucial para o sucesso da Política Nacional de Ferrovias e para a nova carteira de leilões. Ele lembrou que o modal ferroviário responde por grande parcela das exportações brasileiras — cerca de 95% do minério de ferro e 40% dos granéis agrícolas enviados aos portos passam pelos trilhos.

A reunião também tratou da criação de um mapa integrado que organize ferrovias existentes, obras em andamento e expansões futuras em relação aos portos, permitindo uma priorização técnica mais precisa dos investimentos. Outro ponto discutido foi o aumento da participação de bancos privados no financiamento, com objetivo de ampliar o crédito disponível e acelerar a execução dos projetos.

Ampliação do FMM exigirá análise técnica e deliberação
O MPor ressaltou que o FMM já financia projetos de infraestrutura portuária e aquaviária, e que qualquer ampliação para incluir obras ferroviárias dependerá de avaliação técnica, aprovação do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante e decisão do Governo Federal.

Participaram da agenda representantes da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), da MoveInfra, da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) e da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), que contribuíram com análises e perspectivas do setor.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Márcio Ferreira/MT

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Logística

Maersk reajusta tarifas de proteção de contêineres para embarques ao Brasil a partir de 2026

A Maersk confirmou que vai elevar as tarifas dos serviços Container Protect Essential (CP1) e Container Protect Unlimited (CP3) para todos os embarques enviados de qualquer parte do mundo com destino ao Brasil. As novas cobranças passam a valer em 1º de janeiro de 2026, por tempo indeterminado.

Segundo a empresa, o CP1 custará USD 37,05 por contêiner seco e USD 40,85 por unidade refrigerada (reefer). Já o CP3 será reajustado para USD 57,95 no caso de carga seca e USD 61,75 para contêineres refrigerados. As tarifas atualizadas se aplicam a todas as rotas internacionais com destino ao mercado brasileiro.

Tarifas seguem cálculo pelo PCD

A Maersk explicou que os valores são definidos com base no Price Calculation Date (PCD), regra que varia entre reservas Spot e não-Spot. Além disso, os reajustes podem sofrer acréscimos de outros encargos, como taxas locais e custos de contingência.

Exemplo de rota: Algeciras–Santos

Para ilustrar o novo esquema, a companhia divulgou a estrutura tarifária atualmente vigente no corredor Algeciras (Espanha) – Santos (Brasil). Nesse trajeto, permanecem válidos custos como frete básico, despesas de documentação, manuseio em terminal e serviços de exportação e importação. O CP1 segue aplicado a USD 37,05 para contêineres secos e USD 40,85 para unidades refrigeradas ou especiais.

Regras locais e contratos seguem preservados

A Maersk reforçou que as alterações não mudam tarifas previamente notificadas de acordo com regulações específicas. Em rotas sujeitas à US Shipping Act ou às China Maritime Regulations, qualquer ajuste só passa a valer quando incluído formalmente em contratos de serviço registrados junto à Federal Maritime Commission (FMC) ou à Shanghai Shipping Exchange.

Com o novo reajuste, a companhia busca garantir a sustentação operacional de seus serviços globais e assegurar a cobertura dos custos ligados à proteção de contêineres no comércio internacional com o Brasil.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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