Portos

Brasil registra alta de 9,8% na movimentação portuária em outubro e mantém projeção de recorde anual

A movimentação portuária brasileira voltou a acelerar em outubro, quando os terminais do país atingiram 121,5 milhões de toneladas, um avanço de 9,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O levantamento, elaborado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) com base em dados da Antaq, mostra que o volume acumulado de janeiro a outubro chegou a 1,16 bilhão de toneladas, alta de 4% na comparação anual.

Contêineres impulsionam o resultado
O crescimento foi fortemente influenciado pelo desempenho da carga conteinerizada, que registrou aumento de 11,6% em outubro, alcançando a maior movimentação mensal da série histórica da agência reguladora. Os números fazem parte do Estatístico Aquaviário, divulgado nesta quarta-feira (10) pela Antaq.

Perspectiva de recorde histórico em 2025
Para o ministro Silvio Costa Filho, os resultados confirmam a tendência de avanço contínuo do setor ao longo do ano. Ele prevê que o Brasil baterá novo recorde portuário em 2025, superando em pelo menos 150 milhões de toneladas a marca registrada em 2022. Segundo o ministro, a expansão está diretamente relacionada à melhoria das condições econômicas, que ampliam a previsibilidade nas negociações internacionais, fortalecem a confiança dos investidores e contribuem para a geração de empregos.

Predomínio do comércio exterior
Entre janeiro e outubro, os portos brasileiros movimentaram mais de 830 milhões de toneladas destinadas ao comércio exterior, resultado 3,8% superior ao de 2024. A cabotagem somou 190,8 milhões de toneladas, representando 16,4% do total, enquanto o transporte por vias interiores respondeu por 115,4 milhões de toneladas, ou 9,9%.

Segmentos em destaque no ano
No acumulado de 2025, a movimentação de contêineres permanece entre os destaques, com crescimento de 5,3% e total de 136 milhões de toneladas. Os granéis sólidos seguem na liderança absoluta, alcançando 692,8 milhões de toneladas, enquanto os granéis líquidos somaram 275 milhões de toneladas.

Logística nacional segue em fortalecimento
Os indicadores de outubro reforçam a consolidação de uma logística mais eficiente e integrada, capaz de sustentar o avanço do comércio exterior brasileiro e impulsionar cadeias produtivas em todo o país. A continuidade desse movimento aponta para um ambiente operacional mais robusto e preparado para responder ao crescimento da demanda.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Porto Itapoá implementa estações para segurança e fluidez operacional no cais

Pinning Stations permitem que todo o trabalho envolvendo os pinos seja realizado em áreas controladas, afastadas da movimentação dos grandes guindastes

O Porto Itapoá deu mais um passo decisivo rumo à modernização de suas operações com a implantação das novas Pinning Stations, estruturas projetadas para tornar o processo de travamento e destravamento dos twistlocks, dispositivos que fixam os contêineres, mais seguro, padronizado e eficiente. Com isso, o terminal reforça seu compromisso com a segurança das equipes e a fluidez operacional no cais.

As Pinning Stations permitem que todo o trabalho envolvendo os pinos seja realizado em áreas controladas, afastadas da movimentação dos grandes guindastes (STS). Essa mudança reorganiza o fluxo, elimina riscos desnecessários e proporciona mais conforto para os profissionais responsáveis por essa etapa fundamental da operação.

“A adoção das Pinning Stations representa uma transformação profunda na rotina do cais. Estamos trazendo mais segurança e garantindo que nossos colaboradores trabalhem em um ambiente protegido, pensado para reduzir riscos e aumentar a eficiência”, afirma Sergni Pessoa Rosa Jr., diretor de Operações, Meio Ambiente e Tecnologia do Porto Itapoá.

Além do ganho em segurança, o terminal também destaca os avanços em padronização e rastreabilidade. Com a centralização do processo nessas estações, cada etapa passa a ser registrada e integrada ao sistema operacional (TOS), permitindo total controle, monitoramento e previsibilidade.

“A partir desse modelo, todo o fluxo de operação se torna mais consistente. Ganhamos ritmo, reduzimos interferências e elevamos o nível de organização no cais. É um investimento que reflete diretamente na qualidade do serviço prestado ao mercado”, explica Sergni.

A iniciativa também reforça os pilares culturais do Porto Itapoá, que coloca as pessoas no centro de suas ações. A implantação das Pinning Stations é considerada um marco tanto produtivo quanto humano.

“Mais do que produtividade, estamos fortalecendo nossa cultura de segurança. Cuidar das pessoas, oferecer condições adequadas de trabalho e investir em tecnologia que reduz a exposição ao risco são prioridades para nós. As Pinning Stations sintetizam esse compromisso”, completa o diretor.

Com a novidade, o Porto Itapoá avança na consolidação de um modelo operacional cada vez mais moderno, seguro e alinhado às melhores práticas internacionais, reafirmando sua posição entre os terminais mais eficientes do país.

TEXTO E IMAGENS: DIVULGAÇÃO PORTO DE ITAPOÁ

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Exportação, Portos

Exportações de algodão brasileiro têm novembro forte e avanço no Porto de Salvador

As exportações de algodão do Brasil registraram desempenho elevado em novembro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A China foi o principal destino da fibra, com 105.557 toneladas, seguida por Índia (82.463 t), Bangladesh (56.454 t), Paquistão (41.496 t), Turquia (37.377 t) e Vietnã (35.013 t). Os números reforçam a força da demanda asiática no fechamento do mês.

Para a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o ritmo de embarques em novembro, um dos mais expressivos do ano, evidencia a capacidade logística do Brasil em safras grandes, como a 2024/2025, estimada em 4,2 milhões de toneladas de pluma.

Desempenho acumulado e mercados estratégicos

No acumulado do ano comercial 2025/2026, de agosto a novembro, os principais destinos se mantêm consistentes: Índia (169.932 t), China (153.624 t), Bangladesh (138.644 t), Vietnã (122.404 t), Paquistão (110.481 t) e Turquia (110.325 t).

Segundo o presidente da Anea, Dawid Wajs, “com mais de 2,57 milhões de toneladas exportadas entre janeiro e novembro, o resultado confirma a forte presença do algodão brasileiro no mercado internacional em 2025, mantendo o país como maior exportador global da commodity”.

Ele ressalta, porém, que parte do crescimento das vendas para a Índia se deveu a uma isenção tarifária que expira no final de dezembro, e ainda não há definição sobre sua prorrogação. “O desafio agora é abrir novos mercados, consolidar os atuais e aumentar a consciência do consumidor sobre os benefícios do algodão frente às fibras fósseis, ampliando a demanda pelo produto”, afirma Wajs.

Porto de Salvador se destaca e desafoga Santos

O incremento das exportações pelo Porto de Salvador é apontado como um sinal positivo pela Anea. Em novembro, o terminal baiano embarcou 24.538 toneladas, de um total de 402.452 t, representando 6% do volume nacional. Entre agosto e novembro, Salvador movimentou 54.946 toneladas, consolidando-se como o segundo corredor de exportação de algodão do país, com potencial de crescimento.

O Porto de Santos segue como principal centro de embarques, com 865.116 toneladas no mesmo período. Outros portos com movimentação significativa incluem São Francisco do Sul (30.459 t), Itajaí (2.595 t) e Paranaguá (2.113 t).

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Portos

Invest Retroporto destaca importância das atividades retroportuárias e debate desafios ambientais e urbanos

O Invest Retroporto, realizado na sede da Associação Comercial de Santos (SP), reforçou o papel central das atividades retroportuárias, especialmente Redex, Depots e Terminais Alfandegados, para garantir valor agregado e segurança às operações portuárias. Especialistas defenderam que os benefícios do Reporto sejam ampliados para esses segmentos, ampliando a competitividade logística.

Planejamento urbano e ambiental como base para novos negócios
Sob o subtítulo Planejamento Urbano e Ambiental para Novos Negócios, o encontro destacou que a expansão econômica em áreas próximas aos portos depende diretamente das legislações de uso e ocupação do solo e dos licenciamentos ambientais. O avanço de novos empreendimentos traz aumento de arrecadação, fortalecimento do setor de serviços e geração de empregos mais bem remunerados, desde que acompanhado de planejamento integrado entre cidade e porto.

Desafios ambientais e insegurança jurídica
Mesmo com planejamento conjunto, participantes alertaram que questões ambientais precisam ser tratadas com racionalidade, evitando extremismos. Os complexos portuários estão inseridos em áreas de alta sensibilidade ecológica, o que torna frequentes os questionamentos do Ministério Público, mesmo quando há compensações ambientais robustas. Essa dinâmica, segundo os palestrantes, alimenta a instabilidade jurídica e amplia a burocracia, dificultando o desenvolvimento sustentável.

Zoneamento e legislações em debate
A revisão do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) do Estado de São Paulo foi citada com preocupação, pois pode restringir a expansão de atividades ligadas aos portos de Santos e São Sebastião, únicos portos marítimos paulistas. Outras normas, como a Lei da Mata Atlântica, o Código Florestal, o Zoneamento Costeiro e áreas de proteção como o PESM, também influenciam diretamente a expansão econômica. Embora essenciais para a preservação ambiental, alguns especialistas apontaram que compensações acabam sendo aplicadas em áreas pouco visíveis à população, prejudicando empreendimentos formais e incentivando ocupações irregulares. Um dos palestrantes citou ainda dado do Banco Mundial de que a pobreza é a maior fonte de poluição mundial.

Expansão portuária e necessidade de alinhamento institucional
O evento reforçou que a ampliação de áreas portuárias e retroportuárias, a implantação de porto-indústria e os investimentos em acessos terrestres e aquaviários são decisivos para o desenvolvimento sustentado. Embora haja estudos para criação de um órgão ambiental metropolitano, especialistas ponderam que os conflitos permanecerão enquanto leis e normas não forem harmonizadas para reduzir externalidades negativas.

Unidade para promover desenvolvimento sustentável
Para avançar, palestrantes defenderam a união entre governos, iniciativa privada e sociedade civil, acima de interesses setoriais e ideológicos. A convergência dessas forças seria essencial para equilibrar proteção ambiental e crescimento econômico, garantindo resultados estratégicos para o país.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Portos

Licitação no Porto de Suape: ANTAQ valida documentos para área SUA01

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) autorizou a documentação apresentada pela Autoridade Portuária de Suape para a licitação da área SUA01, no Porto de Suape (PE). A aprovação ocorreu na reunião de diretoria realizada na última quinta-feira (4).

Suape conduz processos de arrendamento

Desde o convênio firmado em 2022, o porto passou a ter autonomia para realizar arrendamentos portuários. Assim, caberá à autoridade portuária administrar os trâmites da concorrência e encaminhar os processos relacionados aos futuros terminais.

Terminal especializado em carga rolante

A área licitada será destinada à operação de navios do tipo Roll-on/Roll-off (Ro-Ro), embarcações projetadas para movimentar cargas rolantes, como carros, caminhões e ônibus, que entram e saem da embarcação por rampas. Esses veículos serão recebidos, movimentados e armazenados dentro do terminal.

Investimento previsto e estrutura disponível

A projeção é de R$ 4,6 milhões em investimentos ao longo dos 25 anos de contrato. Como o valor é considerado baixo, a ANTAQ dispensou a realização de audiência e consulta públicas.

O terminal ocupa 101,4 mil m², totalmente pavimentados com concreto rígido. A área dispõe ainda de cercamento, iluminação, instalações elétricas, guaritas, rede de drenagem e outras infraestruturas que serão disponibilizadas ao futuro arrendatário.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Portos

PF investiga suspeita de fraude em licitação do Porto de Itajaí; caso foi revelado por reportagem do UOL

Uma reportagem publicada pelo UOL, assinada pela colunista Natália Portinari, trouxe à tona novas suspeitas envolvendo a licitação realizada em 2023 para o arrendamento transitório do Porto de Itajaí (SC). As informações revelam que a Polícia Federal abriu um inquérito para apurar possíveis irregularidades no processo conduzido pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), após encaminhamento do Tribunal de Contas da União (TCU) ao Ministério Público Federal (MPF).

Segundo a reportagem, o TCU identificou uma série de inconsistências no certame — entre elas, mudanças nas regras durante a fase de seleção, falta de critérios objetivos no edital e indícios de que a empresa vencedora não detinha capacidade técnica para assumir a operação do terminal.

Empresa sem experiência venceu após reverter desclassificação

De acordo com as informações divulgadas pelo UOL, a empresa Mada Araújo, que posteriormente se tornou Mada Araújo Asset e Port Management, nunca havia administrado um terminal portuário. Inicialmente, ela foi desclassificada pela comissão de licitação por não comprovar capacidade de movimentar 44 mil TEUs por mês.

A desclassificação, porém, foi revertida pela diretoria colegiada da Antaq, que considerou que o edital não estabelecia critérios que justificassem a exclusão da empresa — decisão que contrariou a análise técnica da comissão.

Como a primeira colocada também foi desclassificada e não conseguiu reverter a decisão, a Mada Araújo acabou declarada vencedora, recebendo o contrato de arrendamento transitório por 24 meses.

Venda à JBS e lucro milionário levantam novas suspeitas

A auditoria do TCU citada pelo UOL destaca que a empresa apresentou sucessivas mudanças societárias antes e depois do processo seletivo. Criada em 2010 como uma consultoria, com capital de apenas R$ 10 mil, a empresa alterou sua razão social, aumentou seu capital para R$ 800 mil e passou a declarar novas atividades meses antes do certame — nenhuma delas relacionada ao setor portuário.

O site institucional também só foi criado em 2023.

Mesmo sem conseguir iniciar as operações em junho de 2024, como previsto contratualmente, a empresa foi vendida à Seara Alimentos, do Grupo JBS, após a Antaq autorizar a transferência de 70% do controle societário. O ex-proprietário, Marco Antônio de Araújo, teria lucrado R$ 60 milhões com a negociação.

Após a compra, a empresa passou a se chamar JBS Terminais, atual administradora do porto.

TCU aponta prejuízos à economia local

O TCU concluiu que o atraso na execução do contrato e a incapacidade operacional da empresa causaram prejuízos “não mensuráveis” ao porto e à comunidade local. O documento aponta ainda indícios de que a empresa buscou apenas se apropriar da valorização do contrato, caracterizando possível vantagem econômica indevida.

O tribunal lembrou, conforme destacado pela reportagem do UOL, que frustrar o caráter competitivo de uma licitação para obter vantagem pode configurar crime.

O caso foi encaminhado ao MPF, que solicitou a abertura de inquérito na Polícia Federal para aprofundar as investigações.

Governo e Antaq se manifestam

O Ministério dos Portos e Aeroportos informou ao UOL que a licitação para o arrendamento definitivo do Porto de Itajaí está prevista para 2026. Segundo a pasta, a prorrogação do contrato transitório permanece válida até o novo leilão, com prazo máximo de dois anos.

NOTA OFICIAL – PORTO DE ITAJAÍ 

Diante das informações divulgadas pela imprensa nacional sobre a investigação relacionada ao processo licitatório conduzido pela Antaq em 2023 para o arrendamento provisório do Porto de Itajaí, a Superintendência divulgou uma nota que diz que o inquérito apura um procedimento realizado antes da federalização e sem qualquer participação da atual gestão. “A Antaq, por ser uma agência reguladora independente, conduz seus editais e critérios técnicos de forma autônoma, não cabendo ao Porto interferir nessas definições.”

A nota diz ainda que é importante destacar que o Porto de Itajaí enfrentou 14 meses de paralisação decorrentes de indefinições contratuais e modelos de arrendamento anteriores, período que causou prejuízos à economia local, aos trabalhadores e à cadeia logística. Hoje, com a reorganização administrativa e a retomada plena das operações, o Porto voltou a registrar resultados expressivos — apenas no último mês, foram movimentadas 500 mil toneladas. 

A Superintendência reforçou que apoia integralmente todas as investigações conduzidas pelo TCU, MPF e Polícia Federal, defendendo que todo o processo de 2023 seja esclarecido com rigor, devido ao impacto que gerou ao município e ao setor portuário.

O Reconecta News tentou contato com a assessoria de imprensa da JBS em Itajaí, mas ainda não teve resposta. 

Fontes das informações

• Reportagem de Natália Portinari, publicada no UOL em 06/12/2025

• Auditoria e acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU)

• Informações do Ministério Público Federal (MPF) mencionadas pelo UOL

• Dados oficiais da Antaq citados na matéria original

• Declarações do Ministério dos Portos e Aeroportos, conforme publicado pelo UOL

Texto: Redação 
Imagem: Reprodução Internet / ND Online

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Portos

Incêndio em pá carregadeira mobiliza equipe no Porto de Santos

Uma pá carregadeira usada para movimentação de cargas pegou fogo no porão de um navio na manhã da última quinta-feira (4), no Porto de Santos, litoral de São Paulo. A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que o incidente não deixou feridos.

Combate rápido às chamas

O princípio de incêndio ocorreu no cargueiro Glyfada, atracado próximo ao Armazém 23. Imagens registradas por colaboradores mostram a tripulação e equipes do terminal atuando no combate ao fogo. De acordo com a APS, o incêndio foi contido rapidamente, sem causar danos significativos.

A embarcação, um graneleiro de bandeira de Malta, estava no porto desde a noite anterior, após vir de Vitória (ES). Em nota, a Hidrovias do Brasil afirmou que o fogo começou durante uma operação de limpeza e que, conforme os protocolos de segurança, os próprios colaboradores conseguiram controlar as chamas com agilidade. A empresa reforçou que não houve impacto para a carga nem para o navio.

Outro incidente recente no terminal

No fim de novembro, outro episódio chamou atenção no Porto de Santos. Uma carga de celulose despencou no porão de um navio após o rompimento do cabo de um guindaste durante o embarque. O vídeo registrado no local mostra o momento do estrondo, enquanto dois funcionários acompanhavam a operação. Ninguém ficou ferido.

A DP World, responsável pelo terminal onde ocorreu o acidente, informou que a movimentação foi interrompida imediatamente. O guindaste utilizado pertence a uma empresa terceirizada, cujo nome não foi divulgado.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Portos

Novo porto de R$ 3 bilhões em Santa Catarina será debatido em audiência pública

O projeto do oitavo porto de Santa Catarina avança para uma nova etapa. Moradores de Itapoá e municípios vizinhos poderão conhecer as propostas do TUP Coamo em uma audiência pública marcada para 10 de dezembro, às 19h, na Associação Comunitária do Pontal do Norte e da Figueira do Pontal. O encontro apresentará os principais pontos do empreendimento e discutirá o Relatório de Impacto Ambiental (Rima).

Investimento bilionário e estrutura prevista

Orçado em R$ 3 bilhões, o novo terminal será instalado em uma área de 43 hectares e contará com três berços de atracação. O projeto — desenvolvido há vários anos — prevê a movimentação de granéis sólidos e líquidos, como soja, milho, fertilizantes e derivados de petróleo, incluindo GLP. A estimativa é que o porto entre em operação em 2030, com capacidade para movimentar 11 milhões de toneladas por ano.

Alívio logístico para o Sul do Brasil

Situado próximo ao Porto de Itapoá, o terminal privado pretende desafogar o escoamento da produção agrícola da região Sul. A Coamo, maior cooperativa agroindustrial do país, destaca que o novo porto deve reduzir gargalos enfrentados nos portos do Paraná e fortalecer a competitividade das exportações brasileiras.

Geração de empregos e licenciamento

As obras devem criar aproximadamente 2 mil empregos temporários, enquanto a fase operacional poderá manter cerca de mil postos permanentes. O projeto segue em análise no processo de licenciamento ambiental conduzido pelo governo estadual.

FONTE: ND Mais
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de Paranaguá registra seu maior carregamento de milho em uma única embarcação

A commodity também apresentou o maior volume de crescimento de janeiro a outubro deste ano, alcançando mais de 3,5 milhões de toneladas

O aumento do calado no Porto de Paranaguá é um dos principais responsáveis pelo primeiro recorde registrado no mês de dezembro. O navio MV Minoan Pioneer foi a embarcação que, na primeira semana de dezembro, estabeleceu o novo marco de movimentação de milho no Corredor de Exportação Leste: 77 mil toneladas embarcadas.

O calado é a distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação, a quilha. Quanto maior o calado, maior a capacidade de carregamento. A disponibilidade de um calado maior favorece a produtividade geral do Porto de Paranaguá que neste ano vai bater, novamente, o próprio recorde de embarque e desembarque de mercadorias.  

“Nosso objetivo é receber navios cada vez maiores, que possam embarcar mais mercadorias, mantendo a excelência no atendimento. Este recorde é prova de que estamos no caminho certo”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Em setembro de 2025, o calado operacional dos berços destinados a granéis sólidos — incluindo milho e soja — no Porto de Paranaguá subiu de 13,1 m para 13,3 m. Com esse aumento de 20 centímetros, cada embarcação pode transportar até 1,5 mil toneladas a mais do que na marca anterior. 

“A possibilidade de navios mais carregados, aliada à nossa eficiência operacional, consolida o Porto de Paranaguá como ponto estratégico para exportação de grãos, contribuindo para a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional”, destacou o diretor de Operações Portuárias da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

O milho foi a commodity que mais cresceu em produtividade nos portos paranaenses entre janeiro e novembro deste ano. No acumulado de 2025, foram 4.571.970 toneladas movimentadas, um avanço de 351% em relação ao mesmo período de 2024 (1.013.174 toneladas). Entre os fatores que impulsionaram o crescimento no corredor de exportação estão a safra recorde e a maior demanda internacional.

O alto índice registrado em Paranaguá contrasta com o desempenho nacional, em que a exportação do produto não segue a mesma tendência.

O Brasil deve fechar 2025 com mais de 140 milhões de toneladas colhidas; porém, a maior parte foi absorvida pelo mercado interno, principalmente pela produção de etanol.

Cerca de 40 milhões de toneladas estão sendo destinadas à exportação — a maior parte embarcada em Paranaguá. Países do Oriente Médio e da Ásia estão entre os principais compradores.

Canal de Acesso

O resultado alcançado no embarque de milho, favorecido pelo novo calado, é apenas uma demonstração do que está por vir no Porto de Paranaguá com a efetivação da concessão do Canal de Acesso.

Com o leilão realizado em outubro deste ano na B3, o Consórcio Canal da Galheta Dragagem — formado pelas empresas FTS Participações Societárias S.A., Deme Concessions NV e Deme Dredging NV — deverá realizar investimentos de R$ 1,2 bilhão nos cinco primeiros anos da concessão.

Entre as obrigações está a ampliação e o aprofundamento do canal, permitindo o aumento do calado para 15,5 metros. Esse acréscimo de mais de dois metros representa um adicional de 14 mil toneladas de granéis sólidos vegetais ou de mil contêineres em um único navio. A concessionária também deverá realizar a manutenção do canal, que possui 34,5 km de extensão.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Logística, Portos, Tecnologia

Como a IA está transformando portos, rotas e operações globais

No cenário global atual, a Inteligência Artificial já não é mais tendência: é realidade — e vem transformando profundamente a logística internacional, a gestão portuária e a forma como empresas se posicionam no comércio exterior. Para entender melhor esse movimento e seus impactos no Brasil e no mundo, conversamos Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência. Mariana atua estrategicamente na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções para inserção em mercados globais altamente competitivos.

À frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana lidera projetos que integram expertise técnica e tecnologias de ponta — como Inteligência Artificial, Big Data e automação digital — transformando dados em decisões estratégicas e ampliando os resultados internacionais de empresas brasileiras. Sua missão é clara: tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador.

A seguir, confira a entrevista completa:

Como a IA está revolucionando a logística internacional?
Mariana – A IA permite o uso de algoritmos de aprendizado de máquina para prever atrasos, otimizar rotas, simular custos de frete e antecipar gargalos portuários. Com base em big data e variáveis climáticas, o sistema define o modal mais eficiente, reduz o tempo de trânsito e aumenta a precisão nas entregas. Isso eleva a competitividade das empresas e reduz perdas operacionais.

Quais portos já utilizam tecnologia de ponta?
Mariana – Alguns portos já adotam soluções de automação integradas a sensores IoT e sistemas de IA. Essas tecnologias monitoram o fluxo de carga em tempo real, ajustam o agendamento de atracações e reduzem tempos de espera. No Brasil, a digitalização portuária ainda avança de forma desigual, mas projetos de integração de dados logísticos com sistemas aduaneiros já estão em expansão.

O Brasil está preparado para essa transformação?
Mariana – O país apresenta avanços importantes, especialmente nos portos do Sudeste, mas ainda enfrenta desafios relacionados à infraestrutura digital e interoperabilidade entre sistemas privados e públicos. A transição depende de investimentos em conectividade, automação e padronização de processos logísticos. Consultorias técnicas ajudam empresas a adaptar-se a esse novo ambiente operacional.

Como consultorias especializadas podem apoiar?
Mariana – Consultorias qualificadas atuam na análise de cadeias logísticas, seleção de rotas ideais e identificação de regimes tributários e portuários mais vantajosos. Utilizando IA, elas processam dados históricos de embarques, custos e tempos de trânsito para recomendar soluções personalizadas. Esse suporte técnico reduz custos e aumenta a previsibilidade das operações.

Quais desafios tecnológicos ainda persistem?
Mariana – Os principais desafios incluem a integração de sistemas legados, segurança cibernética e escassez de profissionais capacitados em análise de dados logísticos. A fragmentação de informações entre armadores, terminais e agentes de carga impede o pleno uso da IA. Superar essas barreiras exige alinhamento entre governo, empresas e operadores logísticos.

Que impacto isso traz para o profissional de comércio exterior?
Mariana – O perfil do profissional está mudando radicalmente. Ele precisa dominar análise de dados, interpretar métricas logísticas e compreender o funcionamento de sistemas automatizados. O conhecimento técnico tradicional continua essencial, mas deve ser complementado com competências digitais e visão sistêmica de toda a cadeia de suprimentos.

Por que se manter atualizado é essencial?
Mariana – A velocidade das inovações tecnológicas torna a atualização contínua indispensável. Mudanças em protocolos aduaneiros, softwares logísticos e regulamentações exigem aprendizado constante. Profissionais desatualizados perdem competitividade, enquanto aqueles que dominam novas ferramentas ampliam sua relevância estratégica nas empresas que atuam no comércio internacional.

TEXTO: REDAÇÃO / DIVULGAÇÃO EXON TRADE

IMAGEM: ILUSTRATIVA FREEPIK / DIVULGAÇÃO

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