Negócios

Economista critica transição energética via mercado de carbono

Ele avalia que é necessário robusto planejamento estatal

A criação de um mercado de carbono para incentivar as empresas a substituírem suas fontes de energia “sujas”, baseada em combustíveis fósseis, para fontes “limpas” ou renováveis, não é capaz de promover a transição energética na velocidade necessária para impedir a catástrofe climática.

O alerta é do professor do Instituto de Economia da Unicamp Pedro Paulo Zahluth Bastos, em publicação recente na Phenomenal World, revista de economia política editada em Nova York.  

Construída nos últimos 30 anos sob coordenação da Organização das Nações Unidas (ONU) e concluída na COP29, em Baku, no Azerbaijão, a proposta do mercado de carbono, segundo o economista, “serviu mais para desviar a discussão do que realmente funcionar no combate à crise climática do que promover soluções significativas”.

O economista brasileiro argumenta que o mercado de carbono não é capaz de incentivar a transição energética sem um robusto planejamento estatal para substituição dos combustíveis fósseis.

“Os mercados de carbono têm estado no centro da diplomacia multilateralista sobre mudanças climáticas”, mas a solução “aprovada em Baku não resolverá esse problema”, lamenta o especialista.

Mercado de carbono

Os defensores do mercado de carbono argumentam que, ao aumentar o custo da emissão de gases do efeito estufa, seja por meio da tributação governamental ou de associações voluntárias, as empresas tenderiam a alterar suas fontes de energia para outras renováveis, acelerando assim a transição energética.

O mercado de carbono fixa cotas para emissão de gases do efeito estufa. Com isso, quem emitiu menos do que o permitido ganha créditos, que podem ser vendidos para as empresas que ultrapassaram a meta.

O pesquisador Pedro Paulo Zahluth argumenta que, ao contrário do pretendido, esse mecanismo atrasa os investimentos verdes por causa da incapacidade de fixar um preço global do carbono.

Ele aponta que há evidências de que os mercados e impostos não conseguiram encarecer o valor da emissão de carbono no valor estabelecido pelo Acordo de Paris.

“Isso cria um problema de coordenação, impossibilitando o estabelecimento de um preço internacional único para o carbono. A divergência internacional nos preços do carbono prejudica um sistema eficaz de redução das emissões globais”, avalia Pedro Paulo Zahluth.

Para o especialista, o estabelecimento de um preço do carbono por mecanismos de mercado não é capaz de sustentar a transição para energias renováveis.

“Os governos não devem confiar no poder mágico do sistema de preços para fornecer redes alternativas do nada”, alerta. 

Ele defende que, primeiro, o Estado deve criar a oferta de tecnologias verdes.

“Somente depois que essas tecnologias e infraestrutura estiverem acessíveis, o aumento dos preços do carbono poderá induzir uma substituição rápida”, avalia.

Energia renovável

O professor de economia da Unicamp acredita que, mesmo que os preços das emissões de carbono subam, as empresas continuarão a pagar por combustíveis fósseis. 

“Mesmo que os preços subam, os usuários de tecnologias poluentes e combustíveis fósseis continuarão a pagar, mesmo que empobreçam, por não conseguirem encontrar substitutos viáveis. Não existem tecnologias e infraestrutura substitutivas facilmente acessíveis, muito menos aquelas com custos comparáveis ​​às alternativas fósseis”, afirma Pedro Paulo Zahluth.

O artigo do economista cita a baixa lucratividade esperada das empresas de energia renovável como obstáculo à descarbonização da economia.  

“Enquanto o retorno anual da energia verde oscila entre 6% e 8%, em média, os bancos privados buscam financiar projetos com retornos acima de 10%, um valor tipicamente alcançado por empresas de combustíveis fósseis”, explica. 

Pedro Paulo Zahluth lembra que as empresas de petróleo e gás operam em mercados formados por oligopólios, ou cartéis, protegidos pela Organização dos Estados Produtores de Petróleo (Opep), que traz segurança para retornos mais altos e seguros dos investimentos.

Por outro lado, ainda segundo o economista, há poucas barreiras para a entrada de empresas na produção de energia renovável. 

“Como resultado, breves períodos de expansão de investimentos descoordenados são seguidos por longos períodos de superprodução, preços baixos e baixas taxas de lucro [nas indústrias de energia renovável]”, completou.

O alto custo de armazenamento de energia renovável também força as empresas a aceitar preços desfavoráveis para escoar a produção à medida que ela é gerada, segundo o professor.

“Além disso, a geração renovável exige muita terra, o que leva os produtores a buscar áreas onde a terra é mais barata, geralmente longe das redes de transmissão existentes e das áreas mais densamente povoadas onde a demanda está concentrada”, acrescentou.

Entre a assinatura do Protocolo de Kyoto, em 1997, e 2024, o consumo de combustíveis fósseis aumentou 58%. No ano da assinatura do Protocolo de Kyoto, os combustíveis fósseis representavam 85,8% da matriz energética mundial, caindo para apenas 81% em 2024.

“Como resultado, os ganhos em eficiência energética e o uso de tecnologias limpas reduziram apenas marginalmente a participação dos combustíveis fósseis na matriz energética global”, lembra o professor Bastos.

Poluidores

O professor da Unicamp destacou ainda que até 2010, 90 instituições foram responsáveis por 63% das emissões de gases do efeito estufa.

“A grande maioria dessas corporações globais estão sediadas em regiões temperadas menos impactadas pelo aquecimento global. Entre 2016 e 2022, 80% das emissões globais vieram de apenas 57 dessas corporações”, destacou.

Pedro Paulo Zahluth ressalta ainda que, durante as eleições de 2024 nos Estados Unidos as corporações de combustíveis fósseis gastaram US$ 445 milhões para eleger Donald Trump e outros políticos favoráveis ​​à energia suja. 

O governo Trump abandonou o Acordo de Paris, desmontou uma série de políticas para transição energética e tem apostado no incentivo aos combustíveis fósseis para reduzir o valor da energia, lembra o economista.

Florestas

Para o pesquisador, outra solução para reduzir o aquecimento do planeta é compensar a emissão de gases do efeito estufa por meio do aumento da conservação e regeneração de florestas. 

“Afinal, elas são capazes de absorver o carbono acumulado na atmosfera”.

Porém, o professor Pedro Paulo Zahluth sustenta que essa solução é inviável devido às limitações de terra disponível. O economista calcula que seria possível, no máximo, reflorestar cerca de 900 milhões de hectares em todo o mundo devido à degradação dos solos e o uso da terra para cidades e infraestruturas.

“Uma área capaz de absorver 205 bilhões de toneladas de carbono nas décadas necessárias para que as florestas atinjam a maturidade. Isso equivale a apenas 5 anos de emissões na taxa anual atual”, pondera.

O professor avalia, no entanto, que o mercado de carbono e a compensação florestal não devem ser descartadas e podem funcionar caso já esteja implementado e disponível “um sistema elétrico alternativo”.

“O que deve ser descartado é a ideia, prevalente na grande mídia mundial, e até mesmo na ONU, de que cobrar pelo custo social do carbono e sua compensação [florestal] pode substituir o planejamento público para a transição sociotecnológica”, afirma.

Fonte: Agência Brasil

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Evento, Negócios

PLEX e Tramontina Logistics reforçam parceria global e participam do Comex Tech Forum 2025

No dia 17 de setembro, o São Paulo Expo será palco do Comex Tech Forum (CTF25), o maior evento do Brasil dedicado ao Comércio Exterior, Inovação e Tecnologia, reunindo lideranças nacionais e internacionais para debater tendências, apresentar soluções práticas e explorar os desafios do comércio global.

Entre os destaques da programação, está a participação de Marcelo Borges, CEO da Tramontina USA, que ministrará do painel “Exportações inteligentes: operações otimizadas para explorar novos mercados”, trazendo insights sobre como a eficiência logística e a integração de processos podem impulsionar a competitividade internacional das empresas. 

Além da palestra de Marcelo Borges, a PLEX e a Tramontina Logistics também marcarão presença com um estande exclusivo no Comex Tech Forum 2025, onde irão apresentar suas soluções integradas em desembaraço aduaneiro, logística inteligente e operações globais, reforçando a parceria estratégica entre as empresas.

Parceria sólida: PLEX + Tramontina Logistics

A parceria entre PLEX Internacional Logistics e a Tramontina Logistics, iniciada em 2021, já se consolidou como referência no setor. O que começou com apenas alguns processos de desconsolidação de cargas, passou rapidamente também para alguns processos de desembaraço aduaneiro das importações da Tramontina, evoluindo para quase 90% das operações. Hoje, as empresas trabalham lado a lado oferecendo soluções completas em desembaraço aduaneiro, logística inteligente e armazenagem e distribuição estratégica.

Com uma estrutura de peso, a Tramontina Logistics conta com 24 centros de distribuição, 10 fábricas e 25 unidades ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, a unidade localizada em Sugar Land (Texas) é a maior operação internacional da companhia, responsável por 31% dos colaboradores no exterior e atendimento a gigantes do varejo como Walmart, Sam’s Club, Costco e Home Depot.

A infraestrutura logística inclui 34 mil m² de armazéns, 45 mil posições-palete, 29 docas, controle de temperatura e sistemas de segurança de ponta, além de operações de cross-docking, dropshipping com capacidade para movimentar mais de 30 mil caixas por dia e soluções digitais que permitem acompanhamento em tempo real.

Sobre a PLEX Internacional Logistics

A PLEX International Logistics é uma empresa americana com sede em Doral, Flórida, especializada em soluções de logística internacional, transporte, armazenagem e desembaraço aduaneiro. Apesar da base nos Estados Unidos, a companhia tem raízes brasileiras, em especial em Santa Catarina, o que fortalece sua conexão com o mercado nacional e amplia sua atuação global com a agilidade e a proximidade típicas da região.

O que esperar do CTF25

Organizado pela Logcomex, o Comex Tech Forum contará com trilhas de conteúdo que abordarão desde inteligência artificial, geopolítica e inovação até temas técnicos como compliance aduaneiro, nearshoring, portos, terminais e supply chain.

O evento oferecerá:

  • Keynotes nacionais e internacionais sobre inovação, liderança e comércio global.
  • Painéis dinâmicos sobre aduanas, trade finance, logística integrada e indústria 4.0.
  • Uma área de exposição com soluções tecnológicas e serviços logísticos de ponta.
  • Um happy hour de encerramento com música ao vivo, estimulando o networking em um ambiente mais descontraído.

Conexão para o futuro

Com a participação de líderes como Marcelo Borges e a presença de empresas inovadoras, o Comex Tech Forum 2025 promete reforçar seu papel como ponto de encontro estratégico do setor. Mais do que discutir tendências, o evento deve mostrar como a união entre tecnologia, inovação e expertise logística pode transformar a forma como o comércio exterior será conduzido no Brasil e no mundo.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Negócios

Receita Federal oportuniza autorregularização para empresas com pendências na tributação do IPI

Divergências em montante superior a R$ 240 milhões foram identificadas em quase 1,5 mil empresas.

A Receita Federal iniciou nova edição da ação de conformidade para regularização de divergências tributárias relativas ao Imposto de Produtos Industrializados – IPI. Os alertas foram enviados a 1.469 contribuintes PJ, totalizando R$ 244,9 milhões.

A operação faz parte do trabalho de Malha Fiscal Digital, que realiza análise de dados e cruzamento de informações prestadas pela própria pessoa jurídica e por terceiros, visando orientar a autorregularização das divergências identificadas.

Nesse parâmetro de malha se analisa saldo devedor de IPI na Escrituração Fiscal Digital do tributo – EFD ICMS/IPI – e inexistência de declaração em DCTF/DCOMP e/ou não recolhimento dos correspondentes valores, total ou parcialmente.

A primeira etapa da operação foi o envio de Avisos de Autorregularização (cartas via Correios e mensagens para a Caixa Postal do contribuinte no e-CAC), com informações e orientações de como se regularizar.

O prazo para autorregularização indicado é 24/10/2025. Após, os contribuintes estarão sujeitos à lavratura de autos de infração para constituição do crédito tributário, com os devidos acréscimos legais (juros de mora e multa de ofício).

A edição realizada em 2024 resultou no envio de 1.400 avisos de autorregularização com valor de divergência na ordem de R$ 544 milhões. Foram autuados 544 contribuintes que não se regularizaram, no valor de crédito tributário total de cerca de R$ 163 milhões.

Informações sobre a ação e orientações sobre como se regularizar estão disponíveis neste endereço eletrônico.

Para esse parâmetro de malha, nessa edição, 59,8% dos contribuintes e 64,4% dos valores de divergências estão em Estados da região sudeste. Os dados estão detalhados na tabela a seguir.

RegiãoQuantidade empresasValor divergência
Norte44 11.095.172 
Nordeste15520.304.766 
Centro-Oeste659.899.118 
Sudeste878 157.711.741 
Sul 327 45.964.888 
Brasil1.469244.975.684

Fonte: Receita Federal

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Internacional, Mercado Internacional, Negócios, Tributação

A situação dos produtores de soja dos EUA é outro lembrete para Washington: editorial do Global Times.

No domingo, horário local, a China e os EUA iniciaram conversas em Madri, Espanha, para discutir questões como as medidas tarifárias unilaterais dos EUA, o abuso dos controles de exportação e o TikTok. Na véspera das negociações, surgiram notícias de que os produtores de soja dos EUA estão “perdendo bilhões de dólares em vendas de soja para a China na metade de sua principal temporada de comercialização”. Nos últimos anos, a guerra comercial de Washington contra a China tem sido um esforço de perde-perde, muitas vezes saindo pela culatra. A situação dos produtores de soja dos EUA é um exemplo típico.

Agora é a temporada de colheita de soja nos EUA, mas os debates sobre “soja invendável” estão crescendo em todo o país. Muitos agricultores estão profundamente preocupados em “se preparar para colher sua safra neste outono sem pedidos de compra da China pela primeira vez em muitos anos”. Alguns agricultores dos EUA até postaram vídeos nas redes sociais expressando desespero por não poderem vender suas safras para a China, apesar de colherem mais do que o normal. Desde a década de 1990, a vasta demanda do mercado chinês levou os produtores dos EUA a inovar na criação, atualizar as linhas de produção e melhorar os sistemas de transporte, criando vários empregos. Por muitos anos, metade de todas as exportações de soja dos EUA foi para a China, da qual os agricultores americanos se beneficiaram tremendamente. Uma única soja pode parecer pequena, mas reflete que a China e os EUA são parceiros naturais na cooperação agrícola e destaca a essência ganha-ganha das relações econômicas e comerciais bilaterais.

No entanto, nos últimos anos, quando os EUA impuseram tarifas excessivamente altas à China, Pequim foi forçada a cobrar tarifas sobre a soja e outros produtos dos EUA. Isso levou as empresas chinesas a recorrer ao fornecimento de soja do Brasil, Argentina e outros países, ao mesmo tempo em que promoveu a diversificação das importações e construiu reservas estratégicas para salvaguardar a segurança alimentar e a estabilidade da cadeia de suprimentos da China. Alguns meios de comunicação dos EUA recentemente divulgaram a alegação de que a China está usando a soja como uma “arma” na guerra comercial, tratando os agricultores americanos como “moeda de troca”. Tais narrativas ignoram completamente o fato de que Washington iniciou as tarifas injustificadas, ignoram que os compradores chineses naturalmente têm todos os motivos para diversificar as fontes de abastecimento e, o mais importante, não conseguem entender que a abordagem da China às relações com os EUA é baseada em “respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação ganha-ganha”.

Os agricultores dos EUA não deveriam ter que pagar o preço pela guerra comercial de Washington com a China. O recente excesso de estoque de soja e a queda dos preços são uma prova inequívoca dos erros políticos de Washington. Em agosto, o presidente da Associação Americana de Soja, Caleb Ragland, escreveu ao presidente dos EUA, instando o governo a chegar a um acordo com a China o mais rápido possível para aliviar a crise enfrentada pelos produtores de soja. Atualmente, os efeitos sobrepostos de tarifas e controles de exportação causaram vários choques na cadeia industrial, na cadeia de suprimentos e na cadeia de inovação. O impacto negativo dos EUA empunhando arbitrariamente o “bastão tarifário” na economia global tornou-se cada vez mais evidente. Além disso, os próprios EUA estão experimentando alta inflação e alto desemprego devido a questões tarifárias, aumentando o risco de um “pouso forçado” econômico.

Infelizmente, Washington ainda precisa aprender o suficiente com os desafios enfrentados por seus produtores domésticos de soja e continua no caminho errôneo de politizar e armar questões econômicas e comerciais. Em 12 de setembro, o Departamento de Comércio dos EUA anunciou que vários chinesesAs entidades foram acrescentadas à sua lista de controlo das exportações. Como observou um porta-voz do Ministério do Comércio chinês, com a China e os EUA programados para realizar negociações econômicas e comerciais na Espanha a partir de 14 de setembro, a decisão dos EUA de sancionar as empresas chinesas levanta questões sobre suas verdadeiras intenções. O respeito igual é uma condição prévia necessária para iniciar uma nova ronda de negociações. Se um lado tentar forçar o outro a aceitar certos resultados por meio de sanções unilaterais, preocupações generalizadas de segurança, aplicação seletiva e outras formas de “pressão máxima” antes das negociações, isso só criará ruído e corroerá a confiança mútua. Isso aumentará os custos de chegar a um consenso nas negociações para ambos os países, resultando em uma perda para ambos os lados.

A cooperação igualitária é o caminho certo a seguir para as duas grandes potências. Desde o estabelecimento das relações diplomáticas, o investimento bidirecional entre a China e os EUA cresceu de quase zero para US$ 260 bilhões, e o comércio bilateral anual se expandiu de menos de US$ 2,5 bilhões para mais de US$ 680 bilhões em 2024, com ambos os países se beneficiando significativamente de sua cooperação. Os altos e baixos na relação entre os dois países nos últimos anos também ofereceram lições negativas. Abordar as questões por meio de pressão, sanções, isolamento, contenção e bloqueio só aumentará os custos e minará as expectativas. Politizar as trocas econômicas e tecnológicas normais e colocar todas as questões em um contexto de “segurança nacional” não apenas falhará em resolver “problemas internos”, mas também prejudicará a estabilidade das próprias cadeias industriais e de suprimentos. Recorrer a “culpar a China” pelas necessidades políticas domésticas só intensificará o confronto e prejudicará os interesses legítimos das empresas e do público.

Nos últimos meses, guiadas por importantes consensos alcançados pelos chefes de Estado da China e dos EUA, as equipes econômicas e comerciais de ambos os lados realizaram três rodadas de negociações em Genebra, Londres e Estocolmo, alcançando um consenso positivo. Isso demonstra que o diálogo igualitário é o caminho mais eficaz para aliviar o confronto e expandir o consenso, com os benefícios mútuos entre os dois países superando em muito seus conflitos e diferenças.

A posição da China tem sido consistente e clara: insistimos no respeito mútuo e na consulta igualitária, salvaguardando resolutamente nossos direitos e interesses legítimos, bem como o sistema de comércio multilateral, e promovendo um ambiente de negócios aberto, justo, justo e não discriminatório para que as empresas chinesas continuem operando nos EUA. A comunidade internacional saúda o progresso gradual feito nas consultas China-EUA e espera que ambos os lados continuem avançando no caminho do diálogo e da negociação, injetando energia positiva na manutenção da ordem econômica e comercial internacional.

Fonte: Globo Times

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Comércio Exterior, Negócios, Portos

O HSBC projeta um impacto de US$ 2,1 bilhões em 2026 para a COSCO e a OOCL devido ao novo regime de tarifas portuárias

A COSCO Shipping e sua subsidiária listada em Hong Kong, OOIL/OOCL, podem enfrentar uma conta combinada de pouco mais de US$ 2,1 bilhões em 2026 sob o novo regime de tarifas portuárias que mira o transporte marítimo ligado à China, de acordo com modelagem feita pela equipe de pesquisa em ações do HSBC.

Os analistas estimam a exposição da COSCO em cerca de US$ 1,5 bilhão e da OOCL em aproximadamente US$ 654 milhões para 2026. O cenário considera um custo equivalente a US$ 600 por FEU em um navio de 10.000 TEUs — descrito como pouco mais de um quarto da tarifa spot mais recente entre Xangai e a Costa Oeste dos EUA — e contabiliza 86 navios operados pela COSCO que escalaram portos dos EUA em 1º de agosto de 2025. As medidas do USTR, finalizadas em abril, definiram um período de carência de seis meses a US$ 0 antes do início das cobranças em 14 de outubro de 2025.

A partir dessa data, operadores chineses pagarão por tonelada líquida em cada viagem aos EUA, enquanto operadores não chineses usando navios construídos na China pagarão o valor mais alto entre a taxa por tonelada líquida ou por contêiner — ambas aumentando anualmente até 2028. Cada embarcação pode ser tarifada no máximo cinco vezes por ano.

Embora o arcabouço já esteja definido, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) ainda está estabelecendo os mecanismos de arrecadação, e o setor espera orientações adicionais antes do lançamento. O HSBC enquadra o impacto como desigual entre as companhias: transportadoras não chinesas podem, em grande parte, escapar do regime implantando navios não construídos na China em suas rotas para os EUA.

Em contraste, espera-se que a COSCO e a OOCL arquem com a maior parte da exposição nos serviços transpacificos e transatlânticos, a menos que reorganizem a capacidade.

Ambas as transportadoras já começaram a se ajustar. A OOCL lançou no mês passado um novo circuito Ásia–México (TLP8), com a primeira viagem em 20 de agosto, oferecendo escalas diretas em Ensenada e Manzanillo, além de transbordo via Yokohama. Comunicados de mercado também destacaram um circuito expresso Ásia–México (WSA8/TLP8) em parceria com a COSCO, empregando sete navios entre 3.300 e 4.300 TEUs. A COSCO já operava um serviço México Expresso desde 2024 e vem aumentando a capacidade para a América Latina. A OOIL, controladora da OOCL, reconheceu o risco da nova política nos resultados intermediários do mês passado: “As tarifas adicionais aplicadas pelos EUA a transportadoras chinesas terão um impacto relativamente grande no Grupo”, afirmou a empresa.

A COSCO Shipping é uma operadora de transporte marítimo de contêineres que participa de serviços em aliança e tem expandido a capacidade em rotas para a América Latina, incluindo o México Expresso lançado em 2024.

A OOIL é a empresa controladora da marca de navegação OOCL.

Fonte: Port News

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Comércio Exterior, Negócios

22 empresas embarcam para missão comercial do Franchising Brasil na Argentina

A delegação irá participar de workshops, de visitas técnicas e da 30ª Expo Franquicias Argentina 2025 em Buenos Aires

Dos dias 9 a 12 de setembro, 22 marcas de franquias brasileiras estarão em Buenos Aires, Argentina, para uma missão comercial. Essa é uma iniciativa do programa Franchising Brasil, uma parceria entre a Associação Brasileira de Franchising (ABF) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), focado na internacionalização de empresas brasileiras do setor de franquias. 

A agenda inclui imersão no mercado de franquias argentino por meio de workshops, visitas técnicas a stakeholders do setor e dois dias de participação na Expo Franquicias 2025. Conta também com o apoio da Embaixada do Brasil, órgãos do governo local e da Associação Argentina de Marcas e Franquias (AAMF).

A missão tem como objetivo expandir o intercâmbio comercial entre os países e reforçar a atuação das marcas brasileiras no mercado internacional. Dentre as 22 franquias que farão parte da delegação, estão: Aramis, Bateras Beat, Bee Delivery, Buddha Spa, Casa do Construtor, Corpo Bueno, Doutor Sofá, Fast4You, Global Franchise, HGM, Ital’in House, Lavateria, Lave & Pegue, Maria Pitanga, Mercadão dos Óculos, New Shoes, Popcorn Gourmet, Rede Vistorias, Space Hunters, Urban Performance, VC.autor e Yungas.

Na agenda do primeiro dia, os participantes se reunirão para um Workshop de Soft Landing na Embaixada do Brasil na Argentina. A partir de conversas e apresentações com advogados, consultores e franqueados locais, o encontro visa capacitar os empresários brasileiros para sua expansão internacional, com foco no mercado argentino. Para finalizar o dia, será realizado um coquetel de boas-vindas da AAMF, evento de networking que reunirá empresários de diversos países e servirá como preparação para os dois dias de feira.

No segundo dia, os participantes terão a oportunidade de visitar a Café Martínez, uma das mais tradicionais redes de cafeterias argentinas; a Arredo, uma rede argentina de casa e decoração; e o Shopping Alto Palermo, um dos shoppings mais emblemáticos de Buenos Aires. O objetivo desta etapa é compreender os desafios enfrentados pelos franqueadores, as adaptações realizadas pelos franqueados e as especificações técnicas exigidas pelos centros comerciais na Argentina.

No terceiro e no quarto dia, os representantes das marcas participarão da Expo Franquicias Argentina 2025, no espaço para eventos La Rural, no pavilhão Ocre. A feira reúne, anualmente, marcas locais e internacionais, consultores, fornecedores e potenciais investidores. O evento já realizou 29 edições de sucesso, consolidando-se como a maior vitrine de negócios de franquias na Argentina.

O Franchising Brasil terá um estande no qual oito empresas terão a oportunidade de ser expositoras, representar suas marcas e fazer reuniões. As empresas visitantes terão uma abertura maior para conhecerem os demais estandes e estabelecer novos contatos.

Bruno Amado, gerente executivo do Franchising Brasil e de Projetos Internacionais da ABF, explica que a participação de marcas brasileiras no evento reforça o compromisso de conectar o franchising brasileiro a novos mercados estratégicos. “A Argentina é um parceiro comercial de grande relevância para o Brasil, e essa missão abre portas para que nossas marcas conheçam de perto o ecossistema local, construam relacionamentos e identifiquem oportunidades de expansão”, afirma. “Essa troca de experiências fortalece não só as empresas participantes, mas também todo o setor de franquias brasileiro”, conclui.

Fonte: Franchising Brasil

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Negócios

WEG se torna líder global em motores elétricos de baixa tensão

A empresa brasileira alcança 16% de participação no mercado global, superando a ABB, histórica líder do setor

A WEG se tornou a maior produtora mundial de motores elétricos de baixa tensão, com 16% de participação de mercado, segundo dados do relatório de 2025 da Omdia. A companhia ultrapassou a ABB, que ficou com 15,5%. Esse marco reflete a estratégia de internacionalização da WEG e sua contínua verticalização, com destaque para operações em países como China e México, que visam ampliar a produção local.

Rodrigo Fumo Fernandes, Diretor de Motores da WEG, comentou que o foco em produção local e a constante revisão do portfólio de produtos foram essenciais para alcançar a liderança. Ele ressaltou que a expansão internacional foi um dos principais motores dessa conquista. A mudança no ranking global também é atribuída ao desempenho competitivo da WEG em comparação com empresas tradicionais europeias, cujos custos de produção mais elevados limitaram seu crescimento.

Além disso, a chinesa Wolong se destacou ao conquistar 7,5% de participação de mercado, enquanto a Siemens perdeu força após vender suas operações de motores para um fundo de private equity. Mesmo com desafios, como as políticas tarifárias nos EUA, a WEG segue consolidando sua posição de liderança no setor.

Fonte: Brasil 247

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Comércio Exterior, Inovação, Logística, Negócios, Networking, Tecnologia

Do RêBot na Intermodal ao IPO bilionário da Unitree: quando o futuro que apresentamos vira realidade

Em abril deste ano, durante a Intermodal South America, o RêConecta News surpreendeu o setor ao apresentar o RêBot — um humanoide de 1,40 m e mais de 60 kg de tecnologia — que interagiu com visitantes, provocou reflexões e marcou presença como símbolo do que estava por vir. À época, a ação já apontava para uma tendência global que hoje ganha manchetes: a Unitree Robotics, gigante chinesa responsável por popularizar humanoides no mercado, prepara-se para um IPO avaliado em até 50 bilhões de yuans (US$ 7 bilhões). 

Se em abril o RêBot parecia uma provocação futurista, agora o movimento mostra-se certeiro: a robótica deixou de ser atração de feira e tornou-se protagonista em um dos maiores IPOs de tecnologia da década. 

A Unitree e o salto da robótica para os mercados globais 

A Unitree Robotics, fundada por Wang Xingxing, já conquistou o mundo com seus vídeos virais mostrando humanoides caminhando, escalando e carregando cargas. Hoje, a empresa se prepara para abrir capital na STAR Market de Xangai, consolidando-se como um dos maiores players globais da robótica. 

O mercado aposta alto: além de já ser lucrativa, a Unitree tem apoio de gigantes como Alibaba, Tencent, Geely e China Mobile. Recentemente, a empresa lançou o humanoide R1, com preço acessível (cerca de US$ 5.600), peso de 25 kg e inteligência multimodal, sinalizando a popularização dessa tecnologia. 

Esse movimento reforça que o futuro não é mais um exercício de imaginação — é um mercado real, com bilhões de dólares em jogo e aplicações diretas em setores como logística, educação, segurança, saúde e comércio exterior. 

O Brasil conectado às maiores tendências globais 

Foi exatamente esse cenário que o RêConecta News trouxe para dentro da Intermodal South America. Ao apresentar o RêBot meses atrás, mostramos que o Brasil pode se posicionar como um observador ativo e participante do que há de mais avançado no mundo.  “Trazer o RêBot para a Intermodal é uma validação do que fazemos no RêConecta: manter nossos parceiros, clientes e seguidores alinhados com o que está bombando no mercado global. Não se trata só de chamar atenção, mas de mostrar que estamos prontos para o futuro – e o futuro está agora,” destacou Renata Palmeira, CEO do RêConecta, na época do evento. 

Networking, inovação e inteligência coletiva 

Na Intermodal 2025, o estande G100 do RêConecta reuniu mais de 10 empresas do setor, promovendo trocas estratégicas, lançamentos e conexões reais. O RêBot foi o símbolo, mas a mensagem era clara: a inovação abre portas para novos mercados e quem se conecta primeiro, sai na frente. 

RêConecta News: ser protagonista é antecipar movimentos 

Enquanto a China se prepara para um dos maiores IPOs de sua história com a Unitree Robotics, o Brasil já teve a oportunidade de experimentar — por meio do RêConecta — como essa tecnologia transforma a forma de pensar negócios. 

Depois do impacto gerado pelo RêBot neste ano, o RêConecta já trabalha para novamente surpreender o público na Intermodal 2026. A proposta é levar novas tendências globais, tecnologias emergentes e experiências que reforcem o papel do Brasil como parte ativa do cenário internacional de inovação em comércio exterior e logística. 

É esse o papel que o RêConecta News desempenha: não apenas noticiar, mas aproximar o mercado brasileiro das tendências globais, traduzindo inovação em oportunidades concretas. 

Fontes consultadas: 

Reuters – Chinese robotics firm Unitree eyeing $7 billion IPO valuation, sources say (08/09/2025). 

Reuters – China’s Unitree Robotics starts IPO process (18/07/2025). 

Reuters – China’s Unitree prices new humanoid robot at deep discount to 2024 model (25/07/2025). 

Benzinga – Tesla Optimus Rival Unitree Robotics Targets $7 Billion Shanghai IPO With Alibaba, Tencent Backing (09/2025). 

NY Post – This humanoid robot can run, cartwheel and fist-fight — and it costs just $6K (25/07/2025). 

Texto e imagens: REDAÇÃO 

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Negócios

Mercosul e EFTA fecham acordo de livre comércio após oito anos de negociação

Parceria com Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein deve impulsionar exportações e reduzir tarifas, em meio às tensões comerciais com os EUA

O Mercosul assinará, no próximo dia 16 de setembro, durante cúpula no Rio de Janeiro, um acordo de livre comércio com o EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio), formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. As informações são do jornalista e comentarista do ICL Notícias Jamil Chade, em sua coluna no UOL.

O pacto, concluído em julho após oito anos de negociações, representa um passo estratégico para aproximar as economias sul-americanas de mercados desenvolvidos fora da União Europeia.

Com a assinatura, será criada uma nova zona de livre comércio abrangendo quase 300 milhões de pessoas e um PIB (Produto Interno Bruto) combinado de cerca de US$ 4,3 trilhões. Estima-se que 97% das exportações entre os dois blocos sejam beneficiadas.

Resposta do Mercosul às tensões com os EUA

Embora a negociação estivesse em curso há anos, os últimos desdobramentos geopolíticos e comerciais aceleraram o processo. O acordo foi impulsionado por reações às tarifas impostas pelos Estados Unidos tanto ao Brasil quanto a países europeus como a Suíça.

Um episódio simbólico da tensão foi a ida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à final do US Open, a convite da Rolex, em meio a críticas sobre tarifas americanas de até 39% sobre produtos suíços — mais que o dobro das taxas aplicadas à UE e quase quatro vezes maiores que as cobradas do Reino Unido.

Nesse contexto, o acordo se apresenta como uma forma de fortalecer laços comerciais alternativos e garantir competitividade às exportações, sobretudo para economias altamente dependentes do comércio exterior, como a Suíça e a Noruega.

Abrangência econômica e setores beneficiados

Além da redução de tarifas, o tratado estabelece diretrizes sobre comércio de serviços, investimentos, propriedade intelectual, compras públicas, concorrência, regras de origem, defesa comercial e barreiras sanitárias e técnicas. Há ainda um capítulo específico sobre comércio e desenvolvimento sustentável, além da criação de um mecanismo de solução de controvérsias.

O comércio bilateral entre Brasil e EFTA somou US$ 7,2 bilhões em 2024. Do lado brasileiro, destacam-se exportações de ouro, café, soja, carnes e produtos químicos. As importações se concentram em máquinas, equipamentos, petróleo, gás e frutos do mar — especialmente da Noruega.

A expectativa é de que o acordo traga ganhos concretos. Segundo o governo suíço, até 95% das exportações do país para o Mercosul terão isenção tarifária ao fim dos prazos de transição. Isso pode resultar em uma economia anual de até US$ 180 milhões em tarifas aduaneiras.

A Suíça vê o pacto como o acordo de livre comércio com maior potencial de economia desde suas tratativas com a União Europeia, China e Índia. Em 2024, o país exportou mais de US$ 4 bilhões em mercadorias para o Mercosul, enquanto as importações foram de US$ 762 milhões.

Competição com a União Europeia

A assinatura também tem um componente geopolítico: impede que Suíça e Noruega fiquem em desvantagem frente à União Europeia, que ainda negocia seu próprio acordo com o Mercosul — agora pressionada a concluí-lo até o final do ano. Para o lado europeu do EFTA, o pacto representa a chance de ampliar a venda de produtos estratégicos como energia, serviços marítimos e frutos do mar, além de garantir cotas bilaterais para exportação de produtos agrícolas sensíveis.

Ao consolidar esse novo acordo, o Mercosul fortalece sua presença global e envia um sinal claro de abertura econômica, em um momento em que o comércio internacional vive um redesenho das alianças tradicionais.

Fonte: ICL Notícias

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Comércio Exterior, Informação, Logística, Mercado de trabalho, Mercado Internacional, Negócios, Sustentabilidade

Pressão no Comércio Exterior vai muito além das barreiras alfandegadas

Não é novidade que a saúde mental impacta diretamente na produtividade e no desempenho dos colaboradores. Estudos mostram que funcionários que lidam com questões emocionais têm sua performance comprometida e isso reflete na eficiência dos processos e nas relações com parceiros e clientes.

É fundamental que as empresas que operam num setor globalizado comecem a olhar mais atentamente para o bem-estar de seus colaboradores. Implementar políticas de suporte à saúde mental, oferecer horários mais flexíveis ou promover um ambiente onde o diálogo sobre saúde emocional seja incentivado, pode fazer toda a diferença.

Além disso, o impacto da pandemia global fez com que muitas organizações revisassem suas práticas de gestão de pessoas, reconhecendo a importância de oferecer suporte psicológico e emocional a seus times. A gestão de crise, que antes era focada exclusivamente em aspectos operacionais e financeiros, agora precisa incluir a saúde mental dos profissionais como uma prioridade.

Com a entrada da NR-1 em 26 de maio de 2025, as empresas passaram a ter um olhar mais atento as questões gestão de riscos psicossociais, um tema relacionado à saúde mental no trabalho. Fazendo com que as empresas tenham um papel crucial na promoção da saúde mental. Elas buscam desenvolver um ambiente de trabalho onde a saúde emocional seja tratada com a mesma seriedade que a saúde física. Assim criando espaços seguros para que os funcionários possam falar abertamente sobre seus desafios, sem medo de estigmas ou retaliações.

Como não relacionar com a área de comércio exterior a necessidade de saúde mental?

Nossos índices são alarmantes, Stress, Burnout, Depressão, vem junto com um setor muito dinâmico, multicultural e altamente desafiador. Quem atua nessa área de comércio exterior, sabe bem como a pressão é constante, prazos apertados, fusos horários diversos, adaptações a regulamentos internacionais, volatilidade cambial, o mundo em trânsito 24 horas e a necessidade de lidar com diferentes culturas e idiomas diariamente. Todos esses fatores contribuem para um ambiente de trabalho muitas vezes estressante.

Por trás das negociações internacionais e das estratégias logísticas, há um fator que nem sempre recebe a devida atenção, a saúde mental dos profissionais que fazem o comércio global acontecer. Esse campo, apesar de cheio de oportunidades, também pode ser um terreno fértil para o estresse crônico, a ansiedade e o esgotamento emocional.

No setor de comércio exterior, onde a conexão entre países e culturas é o cerne das atividades, é vital reconhecer que as diferenças culturais também afetam como questões de saúde mental são vistas e tratadas. O que pode ser normalizado em um país, pode ser considerado tabu em outro. As empresas que atuam nesse ambiente global precisam estar atentas a essas nuances culturais e desenvolver políticas inclusivas e adaptadas para seus diferentes times.

Cuidar da Mente é Cuidar dos Negócios

A relação entre saúde mental e sucesso profissional é clara. Empresas que cuidam do bem-estar emocional de seus colaboradores veem, em contrapartida, equipes mais engajadas, produtivas e dispostas a inovar. No comércio exterior, onde o ritmo frenético é uma constante, cuidar da mente é um investimento tão importante quanto desenvolver novas estratégias de mercado.

O Setembro Amarelo é um convite para todos nós falarmos sobre saúde mental. Precisamos ouvir, acolher e agir. E, no comércio exterior, essa conversa deve ser ampliada, para que os profissionais saibam que não estão sozinhos ao enfrentar os desafios emocionais dessa área.

Neste mês, convido você a refletir:  no seu ambiente de trabalho, a saúde mental está sendo abordada. Será que esta sendo feito um trabalho efetivo? Como podemos apoiar melhor as equipes e a nós mesmos?

Porque, no final das contas, cuidar da mente também é uma questão de estratégia de negócios – e uma das mais importantes.

O mês de setembro traz o Setembro Amarelo, uma campanha voltada para a conscientização e prevenção ao suicídio, bem como para a promoção de debates sobre a saúde mental. Porem, as empresas devem buscar apoiar as suas equipe durante TODO O ANO. Este é um tema que, infelizmente, ainda é cercado de tabus, especialmente no ambiente corporativo. Mas, cada vez mais empresas e profissionais estão percebendo a importância de cuidar da saúde mental, não apenas como uma questão de bem-estar pessoal, mas também como uma estratégia de sustentabilidade no longo prazo do nosso mercado.

Por: Rê Palmeira
CEO RêConectaNews

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