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WEG anuncia nova fábrica de sistemas de armazenamento de energia em Itajaí (SC)

A WEG (WEGE3) confirmou que irá construir uma nova fábrica em Itajaí, Santa Catarina, dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). O anúncio foi feito nesta quarta-feira e reforça a estratégia da companhia de ampliar sua atuação em soluções ligadas à transição energética.

Capacidade produtiva chegará a 2 GWh por ano

Com a nova unidade, a capacidade produtiva da WEG em sistemas BESS poderá alcançar até 2 gigawatts-hora (GWh) anuais. A ampliação ocorre em um cenário de crescimento das oportunidades no mercado brasileiro de armazenamento de energia, impulsionado pela expectativa de um leilão inédito do governo federal para contratação desses sistemas no setor elétrico.

Investimento conta com apoio do BNDES

As obras da nova fábrica devem começar em breve, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2027. O projeto será financiado em parte com R$ 280 milhões do programa BNDES Mais Inovação, voltado ao estímulo de iniciativas tecnológicas e industriais no país.

Unidade será referência tecnológica no Brasil

Em comunicado, a empresa destacou que a planta será a mais moderna do Brasil no segmento de armazenamento de energia. Segundo a WEG, o investimento representa um avanço estratégico na oferta de soluções voltadas à eficiência energética e à descarbonização da matriz elétrica.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobe Stock

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Mercado corporativo impulsiona crescimento da LG no Brasil e ganha protagonismo na estratégia da empresa

Conhecida do público principalmente por seus produtos eletrônicos para o consumidor final, a LG vem ampliando de forma silenciosa sua atuação no mercado corporativo no Brasil. Atualmente, a divisão B2B já responde por cerca de 15% do faturamento da companhia no país, que é o terceiro maior mercado global da LG, atrás apenas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul.

Em um cenário mais conservador, a expectativa é que essa participação dobre nos próximos anos, alcançando 30% das receitas totais. No entanto, o plano estratégico é ainda mais ambicioso: a meta é que o segmento corporativo represente 50% do faturamento até 2030.

Brasil acompanha tendência global da LG
No cenário global, a divisão B2B da LG encerrou o último ano com US$ 16,6 bilhões em receita, o equivalente a aproximadamente 25% do faturamento total da companhia, que somou cerca de US$ 66 bilhões. O crescimento foi de 3% em relação a 2024.

Daniel Song, presidente da operação brasileira desde 2023 e também responsável pela América Latina desde 2024, lidera a estratégia. Quando reassumiu o comando no Brasil, o mercado corporativo representava menos de 10% da receita local.

“O consumidor brasileiro associa a LG principalmente a televisores, áudio e eletrodomésticos”, afirmou o executivo em entrevista à Bloomberg Línea. “Mas o segmento corporativo cresce mais rápido que o B2C e oferece mais espaço para expansão.”

Displays, climatização e soluções completas
As principais oportunidades da LG no mercado corporativo estão concentradas em displays profissionais, monitores, telas interativas e sistemas de ar-condicionado. Diferentemente do varejo tradicional, no qual o foco é a venda do produto, o B2B trabalha com o conceito de “solução total”, incluindo serviços de manutenção e suporte técnico.

A companhia mira desde grandes data centers até pequenos comércios, passando por farmácias, supermercados, redes hoteleiras e escritórios corporativos. O retorno gradual ao trabalho presencial também impulsionou a demanda por salas de reunião equipadas com tecnologia integrada.

“Empresas estão investindo mais para tornar os ambientes mais atrativos”, explicou Rodrigo Fiani, vice-presidente de Vendas da LG no Brasil. “Isso aumentou as vendas de monitores, telas corporativas e ar-condicionado.”

Hotelaria aposta em experiências digitais
O setor hoteleiro é outro foco estratégico. A LG aposta que o Brasil seguirá a transformação já observada em mercados como Estados Unidos e México, onde telas inteligentes nos quartos permitem que hóspedes solicitem serviços, façam pedidos e personalizem a experiência.

A linha Pro:Centric é a principal aposta para esse segmento, ao integrar sistemas e permitir a customização de serviços. “O hotel não quer mais faturar apenas com a diária, mas com experiências”, destacou Leonardo Di Clemente, gerente de Information Displays da LG Brasil.

Climatização e data centers ganham destaque
Na divisão de climatização, as expectativas são ainda maiores. O segmento de ar-condicionado responde por cerca de 25% da receita global da LG e encontra no Brasil um mercado com baixa penetração: apenas 21% das residências e menos de 40% do setor comercial utilizam esse tipo de equipamento.

No B2B, cresce a demanda por sistemas inteligentes, capazes de analisar o ambiente e o fluxo de pessoas. A empresa também busca ampliar sua presença em data centers, setor que vive um ciclo de forte expansão, com investimentos globais estimados em US$ 500 bilhões nos próximos anos.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o Brasil possui atualmente 42 projetos de data centers em desenvolvimento. Apesar de ter chegado depois de alguns concorrentes, a LG aposta na capacidade de customização rápida como diferencial competitivo. Nos Estados Unidos, a companhia já fechou contratos superiores a US$ 20 milhões e começa a conquistar projetos no mercado brasileiro.

Consumo segue estratégico com nova fábrica no Paraná
Apesar do foco crescente no B2B, a LG mantém investimentos relevantes no mercado de consumo (B2C). Em junho, a empresa inaugura sua fábrica de refrigeradores no Paraná, com investimento de R$ 1,5 bilhão. A planta, com 770 mil metros quadrados, será a segunda da companhia no país, ao lado da unidade de Manaus.

A nova fábrica permitirá atender cerca de 92% do mercado brasileiro de geladeiras. Hoje, os produtos são majoritariamente importados e posicionados no segmento premium. A meta é triplicar as vendas em 2026 e ampliar de forma expressiva os investimentos em marketing de linha branca.

“Nós estamos reforçando nosso compromisso com o Brasil”, afirmou Anna Karina Silva Pinto, CMO da LG. O mercado é altamente competitivo, dominado por Whirlpool, Electrolux e marcas chinesas como Hisense e Midea.

Produtos pensados para o consumidor brasileiro
Os refrigeradores fabricados no Paraná foram desenvolvidos especificamente para o perfil do consumidor brasileiro, com tecnologia bivolt, motor inverter — que reduz o consumo de energia em até 52% — e adaptações de uso, como forminhas de gelo e porta-ovos.

“O brasileiro abre a geladeira dezenas de vezes por dia. Estudamos esse comportamento para adaptar o produto”, explicou Fiani. Além disso, os modelos trazem distribuição uniforme de ar frio, evitando falhas no resfriamento.

A unidade paranaense também será um hub de exportação, com envios previstos para Argentina e estudos avançados para atender Colômbia e Chile.

FONTE: Bloomberg Línea
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bloomberg/SeongJoon Cho

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Pronampe SC e Juro Zero são alternativa para empreendedor driblar taxas elevadas

A taxa básica de juros do Brasil, a Selic, segue no maior patamar dos últimos 20 anos, conforme decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na última quarta-feira, 28. A manutenção do percentual em 15% ao ano dificulta o acesso a crédito para empresas que buscam investir e ampliar os negócios, prejudicando o desempenho econômico brasileiro. Em Santa Catarina, no entanto, programas como o Pronampe SC e o Juro Zero auxiliam o empreendedor a driblar os juros elevados.

Para o governador Jorginho Mello, a alta taxa de juros é um castigo para quem produz e gera emprego. “O empresário precisa que o poder público seja parceiro e não fique criando dificuldade. Aqui em Santa Catarina nós fizemos o dever de casa e bem feito. A gente incentiva novos negócios. Passamos o estado a limpo sem aumentar impostos e investimos onde faz a diferença, o que dá segurança para quem deseja investir. É por isso que crescemos o dobro da média nacional”, afirmou.

Governo de Santa Catarina investe para garantir crédito subsidiado

O Governo de Santa Catarina criou e ampliou iniciativas para oferecer crédito subsidiado a empresas de pequeno, médio e grande porte. Com os programas, o empresário toma recursos com custo muito inferior ao mercado, o que incentiva o aumento da produção e a geração de empregos.

Juro Zero, por exemplo, cobre 100% dos juros para operações de crédito a Microempreendedores Individuais (MEIs). O valor é de até R$ 5 mil com possibilidade de uma segunda operação. Já o Pronampe SC cobre 40% dos encargos para operações entre R$ 20 mil e R$ 150 mil. O foco são micro e pequenos negócios.

“O Governo de Santa Catarina, sob liderança do governador Jorginho Mello, tem um olhar diferenciado para o empreendedor. Ampliamos o diálogo com as entidades empresariais, simplificamos a abertura de empresas e estamos atraindo investimentos. O resultado é evidente: mais emprego e renda para o catarinense”, destaca o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.

Governo subsidia juros do Programa Estrada Boa Rural

O Governo do Estado também cobre 100% dos juros do Programa Estrada Boa Rural. Assim, as prefeituras de Santa Catarina tomam crédito junto ao Badesc e BRDE e não pagam nada de juros durante a operação. Os recursos são aplicados em infraestrutura em parceria com o Governo do Estado com total de R$ 2,5 bilhões, sendo R$ 1,25 bilhão dos cofres estaduais e R$ 1,25 bilhão pelas prefeituras.

O programa prevê a pavimentação de 2.500 km de estradas rurais em todos os 295 municípios. O objetivo é melhorar a qualidade de vida de quem vive no interior do estado e impulsionar os setores agrícola e agroindustrial.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Ricardo Trida/SecomGOVSC

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CNI lança mapeamento sobre desafios das mulheres no comércio internacional na América Latina

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) iniciou nesta quinta-feira (29) uma consulta empresarial voltada para identificar obstáculos que limitam a participação de mulheres no comércio internacional, com foco na América Latina e Caribe. O projeto é conduzido pelo Fórum Nacional da Mulher Empresária (FNME) e acontece durante a missão empresarial da CNI no Panamá, dando continuidade a um mapeamento semelhante realizado no B20 Brasil no ano passado.

“No Brasil, apenas 14% das empresas exportadoras têm liderança feminina. Ampliar esse número é essencial para fortalecer competitividade e inovação na indústria”, afirma Janete Vaz, vice-presidente do FNME e presidente do Conselho de Administração do Grupo Sabin.

Parcerias estratégicas para identificar gargalos

A consulta será realizada em colaboração com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e a OCDE, e tem como objetivo identificar demandas de suporte, barreiras e oportunidades para orientar políticas públicas e investimentos voltados à liderança feminina no setor exportador.

O que é o Fórum Nacional da Mulher Empresária

O FNME é coordenado pela CNI e atua na promoção da diversidade de gênero, liderança feminina e empreendedorismo no setor industrial brasileiro. Composto por conselheiras de destaque, o fórum desenvolve políticas de igualdade, programas de capacitação e apoio para mulheres em cargos de gestão, reforçando a presença feminina na indústria.

Comitiva de destaque na missão empresarial

Além de Janete Vaz, integram a comitiva no Panamá as empresárias e conselheiras do FNME: Elisa Kovalski, consultora da Dom Cabral; Laura Oliveira, CEO do Grupo Levvo; Marianne Feldmann, CEO da FIB Assessoria em Negócios Internacionais; e Glória Guimarães, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS).

Missão empresarial no Panamá reforça protagonismo brasileiro

Entre os dias 27 e 30 de janeiro, a CNI lidera a Missão Empresarial ao Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe (ALC), reunindo mais de 100 empresários brasileiros. O objetivo é fortalecer a presença do setor produtivo brasileiro em um dos principais espaços de diálogo regional sobre crescimento sustentável, inclusão e competitividade.

FONTE: Portal da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Pinheiro/CNI

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Anta Sports compra 29% da Puma por €1,5 bilhão e ações sobem 10%

A Anta Sports, gigante chinesa do setor esportivo, anunciou a aquisição de 29% da Puma, tornando-se a maior acionista individual da fabricante alemã de artigos esportivos. O acordo, avaliado em 1,5 bilhão de euros, impulsionou as ações da companhia em cerca de 10% e movimentou o mercado global de vestuário esportivo.

Negócio marca redução da participação da família Pinault

A fatia negociada pertencia à Artémis, holding da família Pinault, que passa a reduzir sua exposição à Puma. A operação foi fechada ao preço de 35 euros por ação, com pagamento integral em dinheiro.

Apesar da participação relevante, a Anta informou que não pretende assumir o controle da Puma neste momento, o que evitaria a obrigação de lançar uma oferta pública, conforme as regras do mercado alemão.

Reação do mercado e desempenho das ações

Após o anúncio, os papéis da Puma chegaram a registrar alta de até 20% durante o pregão, embora ainda sejam negociados próximos ao menor patamar dos últimos dez anos. Por volta das 8h11, no horário de Brasília, as ações avançavam 10% na bolsa alemã.

Estratégia de expansão internacional da Anta

A compra reforça a estratégia da Anta Sports de crescer fora da China por meio da aquisição de marcas esportivas ocidentais. Em 2019, a empresa liderou o consórcio que comprou a Amer Sports, controladora de marcas como Wilson, Salomon, Arc’teryx e Atomic.

Com a entrada na Puma, a Anta amplia sua presença nos segmentos de calçados esportivos e roupas esportivas, especialmente em mercados internacionais onde enfrenta concorrência direta de Nike e Adidas.

Potencial de sinergias globais

Segundo Julia Zhu, sócia da consultoria CIC, em entrevista à CNBC, a Puma ocupa um espaço estratégico no mercado de produtos esportivos de grande escala. A marca tem forte atuação na Europa e na América Latina, mas presença limitada na China e na América do Norte, o que abre espaço para sinergias comerciais sem sobreposição direta de operações.

Momento de transição na Puma

A entrada da Anta ocorre em meio a uma fase de reestruturação da Puma. Desde 2023, a empresa é comandada por Arthur Hoeld, ex-executivo da Adidas, que vem conduzindo mudanças focadas na simplificação do portfólio, redução de custos e fortalecimento do marketing global.

Embora não assuma o controle, a Anta sinalizou que pretende iniciar conversas com a atual gestão nos próximos dias, mantendo a independência administrativa da marca alemã.

Impacto financeiro para a Artémis e a Kering

Para a Artémis, a venda contribui para o reforço do balanço financeiro. A holding, controladora da Kering, dona da Gucci, vinha sendo pressionada por investidores devido ao alto nível de endividamento. Segundo análise do UBS, a transação oferece maior flexibilidade ao novo CEO da Kering para executar a estratégia de longo prazo do grupo, mesmo envolvendo apenas uma participação indireta.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sean Gallup/Getty Images

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SC Day em Berna reúne 40 empresários suíços e brasileiros em torno de potenciais parcerias com Santa Catarina

O Governo de Santa Catarina realizou nesta terça-feira, 27, o SC Day in Bern, no Switzerland Innovation Park Biel/Bienne, reunindo mais de 40 empresários catarinenses e suíços, autoridades governamentais e representantes do ecossistema europeu de inovação. A iniciativa integrou a missão oficial liderada pela vice-governadora Marilisa Boehm e marcou a ativação prática do memorando de entendimento firmado entre Santa Catarina e o Cantão de Berna, em junho de 2025.

Durante a programação do SC Day, empresas catarinenses apresentaram seus cases de inovação e internacionalização, compartilhando experiências concretas de inserção em mercados globais e demonstrando a capacidade do Estado de gerar soluções competitivas em áreas estratégicas como indústria avançada, inteligência artificial, novos negócios e tecnologia aplicada.

Na abertura do evento, a vice-governadora Marilisa Boehm apresentou indicadores econômicos e sociais de Santa Catarina, destacando o desempenho do estado em geração de emprego, industrialização, inovação e qualidade de vida, além do ambiente favorável à atração de investimentos estrangeiros. A InvestSC também participou da programação, com a apresentação de dados sobre competitividade, segurança jurídica e ambiente de negócios, reforçando Santa Catarina como um destino atrativo para parcerias e investimentos internacionais.

“Não foi à toa que assinamos um memorando de entendimento com o Cantão de Berna no ano passado. O Estado de Santa Catarina e a Suíça têm muito em comum em termos de inovação, tecnologia, governança e qualidade de vida. E hoje ficou ainda mais claro para nós que existem múltiplas possibilidades de cooperação e intercâmbio”, avaliou a vice-governadora.

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) apoiou institucionalmente o SC Day em Berna, contribuindo para a articulação com o setor produtivo e para o fortalecimento das relações empresariais entre Santa Catarina e a Suíça.

Oportunidades em tecnologia, inovação e educação

Para o secretário executivo de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, o encontro representou um avanço concreto na relação entre os dois territórios. “Reunimos em Berna mais de 40 empresários catarinenses e suíços para apresentar Santa Catarina, ouvir o ecossistema de negócios local e promover uma aproximação estratégica. Essa agenda, liderada pela vice-governadora Marilisa Boehm e alinhada à visão do governador Jorginho Mello, marca a ativação prática do memorando com o Cantão de Berna e abre caminho para novas parcerias, especialmente nas áreas de inovação, educação e tecnologia.”

No período da tarde, a vice-governadora e a delegação catarinense realizaram visitas técnicas a centros de excelência do Switzerland Innovation Park, incluindo a Swiss Smart Factory, referência em Indústria 4.0 e transformação digital; o Swiss Advanced Manufacturing Center e o Swiss Battery Technology Center, voltados à manufatura avançada e tecnologias de armazenamento de energia; além do Swiss Health Tech Center e do Swiss Cobotic Competence Center, especializados em saúde, biotecnologia e robótica colaborativa.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM:  Bern Economic Development Agency l Divulgação

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Elon Musk pede até US$ 134 bilhões da OpenAI e da Microsoft por supostos ganhos indevidos

O empresário Elon Musk ingressou com um pedido judicial para receber até US$ 134 bilhões da OpenAI e da Microsoft, alegando que ambas teriam obtido ganhos indevidos a partir de sua participação inicial na criação da startup de inteligência artificial. A informação consta em um processo protocolado na sexta-feira em tribunal federal.

Valores estimados e participação de Musk

Segundo o documento, a OpenAI teria acumulado entre US$ 65,5 bilhões e US$ 109,4 bilhões em valor econômico decorrente das contribuições de Musk desde 2015, quando ele atuou como cofundador da empresa. Já a Microsoft, parceira estratégica da OpenAI, teria se beneficiado em uma faixa estimada entre US$ 13,3 bilhões e US$ 25,1 bilhões.

Reação das empresas envolvidas

Procuradas, OpenAI e Microsoft não se manifestaram imediatamente fora do horário comercial. Em declarações anteriores, a OpenAI classificou a ação como “sem fundamento”, afirmando que se trata de uma campanha de assédio judicial promovida por Musk. A Microsoft, por sua vez, sustenta que não há evidências de que tenha “auxiliado ou instigado” qualquer irregularidade por parte da startup.

As duas empresas também apresentaram contestação formal aos pedidos de indenização em um processo separado, protocolado na mesma data.

Disputa sobre a missão da OpenAI

Musk deixou a OpenAI em 2018 e atualmente lidera a xAI, empresa responsável pelo chatbot Grok, concorrente direto do ChatGPT. Na ação, ele afirma que a OpenAI teria descumprido sua missão original sem fins lucrativos ao promover uma reestruturação que abriu espaço para operações com foco comercial.

Julgamento será decidido por júri

Neste mês, um juiz de Oakland, na Califórnia, determinou que o caso será analisado por um júri. A previsão é que o julgamento tenha início em abril, ampliando uma disputa que já se tornou um dos principais embates judiciais do setor de tecnologia e inteligência artificial.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic

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BYD no Brasil: estratégias para desafiar Fiat, Volkswagen e GM no mercado automotivo

A BYD, maior montadora da China, vem ganhando destaque no mercado brasileiro de veículos elétricos e híbridos. Segundo dados da Fenabrave de novembro, a fabricante superou a Fiat em vendas no varejo de carros de passeio, ficando atrás apenas da Volkswagen (16,4%), Hyundai (10,2%) e GM (10,23%), com participação de 9,8%.

Além de liderar globalmente as vendas de carros 100% elétricos, com 2,26 milhões de unidades em 2025, superando a Tesla, a BYD consolida sua presença estratégica no Brasil, mostrando que sua expansão vai além de nichos de veículos sustentáveis.

Desafio de competir com motores 1.0 flex nacionais

Quando se incluem veículos comerciais leves, a Fiat retoma a liderança graças ao sucesso da picape Strada, modelo mais vendido do país. O vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, reforça que a Fiat continua entre os principais concorrentes.

A BYD enfrenta um desafio estrutural: os modelos mais populares no Brasil, como Onix, Polo, HB20 e Strada, utilizam motores 1.0 turbo flex, adaptados ao sistema tributário local e com preços mais acessíveis. Como todos os veículos da BYD são 100% elétricos ou híbridos plug-in, o custo ainda limita a penetração da marca em alguns segmentos.

Domínio no mercado de novas energias

Focada em novas energias, a BYD mantém liderança clara em carros elétricos e híbridos (HEV + PHEV). Segundo a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), a participação da empresa chega a 56,6%, seguida da GWM (14,8%) e da Toyota (9,8%). Entre veículos totalmente elétricos, a BYD praticamente monopoliza o segmento, enquanto nos híbridos ainda enfrenta competição do GWM Haval.

Parcerias com locadoras podem ampliar participação

Para expandir sua presença, a BYD busca atuar além do varejo, mirando vendas para frotas e locadoras. Negociações estariam em andamento com grandes redes do setor, com destaque para a Localiza, embora a empresa negue qualquer acordo formal em 2025. Caso concretizada, a parceria poderia envolver até 10 mil veículos, representando 9% da produção anual da BYD no Brasil, priorizando híbridos plug-in como Song Pro e Song Plus.

Investimento em infraestrutura de recarga

A expansão depende também de infraestrutura de carregamento. A BYD planeja instalar 800 carregadores rápidos de alta potência (Flash Charging), capazes de fornecer até 400 km de autonomia em 5 minutos, principalmente nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

A estratégia mira facilitar o uso de híbridos plug-in e elétricos em deslocamentos urbanos e viagens longas, superando a limitação atual: o Brasil possui apenas 17 mil carregadores, contra 4,5 milhões na China.

Complexo fabril de Camaçari é a alavanca da expansão

A BYD investiu R$ 5,5 bilhões na modernização do complexo de Camaçari (BA), ocupando área de 4,6 milhões de m², antiga fábrica da Ford. O local produz o Dolphin Mini, elétrico mais vendido do país, e os híbridos plug-in King e Song Pro.

A capacidade inicial era de 150 mil veículos por ano, mas com o segundo turno, já alcança 300 mil unidades. A meta é chegar a 600 mil veículos anuais, quase seis vezes o volume atual de 110 mil carros, mostrando a ambição da montadora de se consolidar como líder também no Brasil.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ilustração/João Brito

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Negócios

Concorrência com a China na indústria automotiva é desigual, afirma CEO da Ford

Concorrer com a China no setor automotivo se assemelha a disputar uma partida em condições desiguais. Essa é a avaliação de Martín Galdeano, CEO da Ford para a América do Sul, que compara o cenário atual a “jogar futebol em um campo inclinado”, em referência às diferenças regulatórias e ao peso do apoio estatal chinês.

Regras assimétricas afetam a competição global

Em entrevista recente, Galdeano afirmou que a concorrência com fabricantes chineses ainda não é totalmente compreendida pelas montadoras tradicionais. Segundo ele, há um conjunto de regras e práticas que não são equivalentes entre os mercados, especialmente no que diz respeito à atuação dos governos.

O executivo questiona o nível de envolvimento estatal nas condições de competição, citando possíveis subsídios governamentais, incentivos fiscais e barreiras indiretas que favorecem empresas chinesas no mercado global.

Produzir na China não é exclusividade de marcas locais

Apesar das críticas, Galdeano pondera que produzir na China não é uma vantagem restrita às montadoras chinesas. Grandes fabricantes globais também utilizam o país como base industrial.

A Ford, por exemplo, produz a Ranger tanto na América do Sul quanto em território chinês. Para o CEO, o desafio central está menos na origem do concorrente e mais na capacidade das empresas tradicionais de se tornarem mais eficientes em um ambiente global distorcido por práticas assimétricas.

Subsídios chineses geram reações internacionais

Estudos recentes apontam que a China mantém níveis de subsídio industrial superiores aos registrados em países da OCDE, por meio de aportes diretos, crédito com juros abaixo do mercado e benefícios tributários. Esse cenário levou diversos setores a pressionarem por medidas compensatórias.

Na Europa, a Comissão Europeia abriu, em 2023, uma investigação específica sobre subsídios a fabricantes chineses de veículos elétricos. A apuração resultou na aplicação de tarifas compensatórias que variam entre 17% e 35%.

No Brasil, entidades como a Anfavea também dialogam com o governo federal sobre práticas consideradas de dumping e concorrência desleal, especialmente diante do aumento das importações de veículos chineses.

Exportações de elétricos chineses disparam

O debate ocorre em meio a uma forte expansão das exportações chinesas. Entre janeiro e setembro de 2025, as vendas externas de carros elétricos cresceram 89%, alcançando cerca de 1,76 milhão de unidades, o que intensificou a pressão sobre mercados tradicionais.

Leis trabalhistas entram no debate

Além das regras comerciais, Galdeano destaca a necessidade de um marco regulatório global mais rígido, que inclua também aspectos trabalhistas. Embora considere o impacto menor, ele avalia que diferenças nesse campo também afetam a concorrência.

A China é frequentemente citada por ONGs internacionais por condições de trabalho consideradas precárias. Um relatório divulgado em julho de 2025 pela China Labor Watch apontou jornadas superiores a 10 horas diárias, sete dias por semana, em oficinas fornecedoras da Shein, além de pagamento por produção e retenção parcial de salários.

Estratégia da Ford na América do Sul

Apesar do cenário competitivo, a Ford projeta crescimento de dois dígitos em 2025 e nos anos seguintes na América do Sul. No Brasil, as vendas avançaram 68% em 2024, totalizando 48.498 unidades.

Entre janeiro e novembro de 2025, a montadora emplacou cerca de 49 mil veículos, alta de 12,6% na comparação anual, desempenho muito superior ao crescimento médio da indústria, de 1,3%.

No continente, a Ford somou 123.700 emplacamentos, com crescimento de 21%, mais que o dobro do registrado pelo mercado sul-americano.

Foco em picapes e SUVs impulsiona resultados

Há alguns anos, a Ford deixou de fabricar carros de entrada e modelos compactos, como o Fiesta, descontinuado em 2019. A estratégia passou a priorizar picapes e SUVs, alinhada ao redesenho global da companhia.

O movimento acompanha o mercado brasileiro, que registrou recorde de vendas de SUVs no primeiro semestre de 2025, com cerca de 469 mil unidades, segundo a Fenabrave. No período, os utilitários esportivos representaram 53% dos emplacamentos de veículos 0 km no país.

Produção fora do Brasil e foco em tecnologia

A Ford encerrou a produção industrial no Brasil há cerca de quatro anos e avalia positivamente a decisão, embora não descarte um eventual retorno no futuro, dependendo da estratégia global.

Atualmente, o Brasil responde por mais de 50% do faturamento da montadora na América do Sul. Os veículos vendidos no país são importados de mercados vizinhos onde a empresa mantém fábricas.

Sem produção local, a operação brasileira passou a ter foco estratégico em engenharia e inovação, com cerca de 1,5 mil engenheiros atuando no Centro de Desenvolvimento e Tecnologia e no Campo de Provas de Camaçari (BA) e Tatuí (SP).

FONTE: Istoé Dinheiro
TEXTO: Redação
IMAGEM: Leo Monteiro

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Internacional, Negócios

Retrospectiva 2025: Articulação Internacional reposiciona SC no radar de investidores, grandes mercados e bancos externos

A internacionalização evoluiu de agenda eventual do governo de Santa Catarina para integrar o núcleo da estratégia de desenvolvimento econômico em 2025. Com a liderança do governador Jorginho Mello, o Estado deu início à estruturação de sua política de articulação internacional orientada à atração de investimentos, ampliação de mercados e viabilização de projetos estratégicos. Os resultados reposicionaram Santa Catarina no radar de governos, bancos multilaterais e grandes grupos empresariais.

O movimento ganhou escala com a atuação da Secretaria de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos (SAI), comandada pelo secretário Paulo Bornhausen e responsável por organizar a presença internacional do governo. Em 2025, a SAI SC conectou agendas externas a prioridades internas como infraestrutura, mobilidade, competitividade industrial e sustentabilidade fiscal. 

Ao longo do ano, a atuação internacional foi marcada por quatro missões oficiais com agendas técnicas no exterior, visitas de autoridades internacionais de 19 países ao Estado, dois eventos de negócios fora do país (SC Day Tóquio e NY) e sete eventos de articulação internacional apoiados pelo governo em Santa Catarina. As ações tiveram foco econômico e institucional.

Crédito de longo prazo com o Banco Mundial

Do ponto de vista econômico, o principal marco do ano foi a consolidação da relação com organismos multilaterais de crédito. Durante missão oficial aos Estados Unidos, em maio, o governador Jorginho Mello cumpriu agenda em Washington com o Banco Mundial, apresentando projetos estruturantes nas áreas de mobilidade, infraestrutura urbana, resiliência climática e desenvolvimento regional. A iniciativa abriu caminho para uma nova geração de financiamentos de longo prazo para Santa Catarina, somando-se mais de US$ 500 milhões, reforçando a credibilidade fiscal e institucional do Estado junto a organismos internacionais.

Na avaliação de Paulo Bornhausen, essa articulação internacional responde a uma lacuna histórica do país. “Os Estados brasileiros ficaram muito tempo à margem das grandes decisões internacionais. Santa Catarina decidiu ocupar esse espaço com seriedade, projetos bem estruturados e alinhamento político”, afirma o secretário.

Aproximação com mercados populosos da Ásia

O segundo eixo de maior relevância na articulação internacional em 2025 foi a intensificação das relações com a Ásia. Em junho, o governador liderou missão oficial ao Japão e à China, com agendas de governo e empresariais voltadas à ampliação das exportações catarinenses e à prospecção de investimentos em logística, energia, tecnologia e infraestrutura. A missão consolidou Santa Catarina como interlocutor direto junto a grandes conglomerados asiáticos e autoridades nacionais.

Japão e China

Como desdobramento dessa agenda, o Estado recebeu, ao longo do segundo semestre, visitas institucionais de grupos internacionais, entre eles representantes da Power China, interessados em projetos de aviação regional, ferrovias, energia e infraestrutura. A atuação reafirmou o caráter pragmático da política externa catarinense, voltada à geração de oportunidades econômicas concretas.

Singapura

Ainda no contexto asiático, Santa Catarina avançou na aproximação com países do Sudeste Asiático. Em setembro, o governo estadual recebeu visita institucional de representantes de Singapura, em Florianópolis, abrindo diálogo direto com um dos principais hubs logísticos, financeiros e tecnológicos do mundo. A agenda posicionou Singapura como porta de entrada para a ASEAN — um bloco econômico com mais de 600 milhões de consumidores — ampliando o horizonte de mercado para o setor produtivo catarinense.

Malásia

Em visita ao governo do estado em novembro, cônsul comercial da Malásia, Amirul Azman Ahmad, destacou o momento oportuno para ampliar os laços com a Malásia, que é a atual presidente da ASEAN.

“Vemos neste estado um polo industrial e tecnológico que dialoga diretamente com nossas prioridades. Buscamos joint ventures, transferência de tecnologia e maior acesso ao mercado Halal, aproveitando a força catarinense em proteína e alimentos processados”, declarou Ahmad.

Para o secretário Paulo Bornhausen, esse movimento é estratégico e objetivo: “A Ásia concentra crescimento, consumo e capacidade de investimento. Estar presente nesse diálogo é uma decisão econômica. Santa Catarina precisa ser vista como parceira confiável nesses mercados”.

Grupo espanhol investirá U$S 800 milhões para se instalar

A política de articulação internacional também produziu efeitos concretos na atração de investimentos europeus. Em junho, durante missão da vice-governadora Marilisa Boehm à Espanha, foi anunciado o investimento de R$ 800 milhões do grupo espanhol Vall Companys, no setor agroindustrial, com expansão da operação no Estado. O anúncio foi resultado de uma construção institucional de médio prazo, com diálogo direto conduzido pelo governador Jorginho Mello através da InvestSC, reforçando a presença de Santa Catarina nas cadeias globais de alimentos e proteína animal. 

Para sustentar essa presença internacional de forma permanente, o governo estadual avançou em 2025 na consolidação do programa de Embaixadores Honorários, incluindo representações estratégicas para China (Bruno Maria Machado), Portugal (Miguel Relvas) e Itália (Salmi Paladini Neto). A iniciativa garante canais contínuos de interlocução econômica e institucional, funcionando como extensão da diplomacia estadual em mercados prioritários.

“O programa fortalece a presença internacional do Estado de forma inteligente, sem estruturas onerosas, e ajuda a manter Santa Catarina conectada aos centros de decisão econômica”, explicou Bornhausen.

Escritórios permanentes

Após as missões do primeiro semestre, o governador Jorginho Mello anunciou que vai abrir em 2026 dois escritórios internacionais, como parte da estratégia para dar suporte a empresários catarinenses. A iniciativa está vinculada à InvestSC e visa estreitar laços comerciais, facilitar exportações e atrair investimentos externos. 

Os escritórios funcionarão como pontos de apoio institucional permanente. A aposta do governo é que essa estrutura permita tornar os canais de relacionamento com mercados externos contínuos e eficientes, ampliando oportunidades de negócios para o Estado.

Fortalecimento institucional com a Argentina

Na América do Sul, a agenda internacional do governo incluiu missão oficial à Argentina, em novembro, com foco no fortalecimento do comércio bilateral, na conectividade aérea e no turismo. A presença do governador em agendas institucionais de alto nível reforçou o papel da Argentina como terceiro maior parceiro comercial de Santa Catarina e ampliou o diálogo sobre integração regional.

A missão oficial do Governo de Santa Catarina à Argentina encerrou-se com um importante gesto político e diplomático, no dia 11 de novembro. O governador Jorginho Mello foi um dos poucos convidados para a cerimônia de posse do novo ministro do Interior da Argentina, Diego Santilli, realizada no tradicional Salão Branco da Casa Rosada, sede do Poder Executivo argentino. Durante o evento, o governador catarinense encontrou-se com o presidente Javier Milei, reafirmando os laços entre o estado e a nação vizinha.

Efeito das missões

Ao longo do segundo semestre, os efeitos da articulação internacional começaram a se materializar no território catarinense. Em setembro, equipes técnicas do Banco Mundial realizaram visitas institucionais a regiões como AMUNESC e Vale Europeu, iniciando a estruturação de projetos regionais de mobilidade integrada — um exemplo claro de como a presença internacional se converte em políticas públicas concretas.

Em 2025 a articulação internacional de Santa Catarina tornou-se um instrumento direto de política econômica. Com o protagonismo político do governador Jorginho Mello e a organização técnica da SAI, o Estado deixou de reagir ao cenário global e passou a se posicionar estrategicamente nele — por meio de missões oficiais bem definidas, visitas institucionais qualificadas e projetos com alto potencial de impacto econômico.

Santa Catarina construiu, em 2025, uma política consistente de inserção internacional que conecta diplomacia, financiamento estruturado e competitividade produtiva, com método, liderança política e resultados concretos.

23 países com representantes recebidos pelo Governo de Santa Catarina em 2025:

Alemanha
Argentina
Bahrein
Catar
Cazaquistão
Chile
China
Coréia do Sul
França
Emirados Árabes Unidos
Estados Unidos
Espanha
Grécia
Itália
Japão
Macedônia do Norte
Malásia
Marrocos
Paraguai
Portugal
Singapura
Suíça
Kwait

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Secom GOVSC

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