Investimento, Portos

Portonave investe na preservação da restinga em Navegantes

O novo plano de recuperação, aprovado pelos órgãos ambientais municipais e estaduais, é um investimento de R$ 504 mil. Cerca de 6,5 mil mudas nativas serão produzidas e plantadas 🌱

A Portonave inicia um Plano de Recuperação de Área de Preservação Permanente Degradada (PRAD) da restinga das praias de Navegantes. Neste novo projeto, serão recuperados quatro trechos prioritários. A área total a ser restaurada é de 38.400 m². Foram considerados os pontos mais vulneráveis no bairro Meia Praia, onde em alguns pontos a restinga apresenta baixa densidade de vegetação arbustiva e herbácea, com maior exposição das dunas, presença de espécies exóticas invasoras e alto impacto das atividades humanas, como o descarte de resíduos.

As áreas a serem recuperadas foram indicadas pelo IAN, consistindo em aproximadamente 1.400 m², próximo ao ribeirão das Pedras; 20.000 m² entre as entradas 52 e 58 da praia; 11.600 m² entre os acessos 39 e 41; e 5.400 m² entre as entradas 34 e 36.

Além do plantio de 6,5 mil mudas nativas, o PRAD também prevê o controle de espécies exóticas invasoras – plantas que não são naturais da restinga – e que impedem o desenvolvimento das plantas nativas, além de reduzir a diversidade biológica do ecossistema. Nas áreas que serão recuperadas, as espécies exóticas invasoras já foram identificadas – 27 exemplares – e demarcadas para remoção por equipe técnica capacitada.

As áreas em recuperação serão protegidas com a instalação de cercas de contenção. O plano também contempla atividades de prevenção e controle do acesso de animais domésticos, adoção de medidas para conservação e atração de animais nativos dispersores de sementes, bem como a manutenção e monitoramento das áreas recuperadas por um período de 3 anos.

A preservação da restinga é de extrema importância devido ao papel que esse ecossistema tem na proteção da praia, principalmente pela fixação das dunas, que impedem o avanço do mar. Além disso, a vegetação também é essencial para a manutenção e equilíbrio da biodiversidade, uma vez que serve de abrigo de diversas espécies da fauna. Esse já é o segundo investimento que o Terminal Portuário realiza com o objetivo de restaurar o ecossistema costeiro em pontos em que se encontra degradado.

Etapas
A proposta do projeto teve início em 2022, com o envio das ações a serem executadas ao Instituto do Meio Ambiente (IMA). Em 2024, o órgão estadual aprovou a execução da compensação no formato proposto. A partir da aprovação iniciou-se o processo de contratação da empresa executora do PRAD, a Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental. O trabalho teve início em fevereiro, com a elaboração do plano e alinhamento junto ao Instituto Ambiental de Navegantes (IAN).

Como explica a responsável técnica do PRAD, professora e mestre em Oceanografia, Débora Lugli-Bernardes, o trabalho nos pontos determinados consiste em restaurar a cobertura vegetal da restinga. As mudas necessárias para o replantio são de espécies típicas desse ecossistema, e não há produtores dessa vegetação na região. “Desde abril, estamos coletando sementes e estolões (planta específica da restinga) nas dunas da orla da praia de Navegantes e em praias vizinhas, e desenvolvendo, com todo cuidado e técnica, as mudas que serão replantadas”, complementa. Segundo a prof.ª Débora, o objetivo é recuperar os processos ecológicos das áreas, monitorar a regeneração por meio de indicadores ambientais e avaliar a efetividade das ações de recuperação.

Neste mês, serão instaladas placas, com informações técnicas e legais do processo, nas passarelas e acessos das quatro áreas a serem recuperadas. Na sequência, serão iniciadas as demais atividades previstas para o projeto, como a remoção da vegetação exótica, plantio das espécies nativas e a instalação das cercas de proteção. O acompanhamento e a manutenção desse novo PRAD serão realizados por 3 anos pela Acquaplan. Quando concluído, o monitoramento da área seguirá sendo realizado pelos órgãos ambientais competentes.

Compensação ambiental
O PRAD atual é uma medida de compensação ambiental pela obra de adequação do cais da Portonave, iniciada em 2024. Cerca de R$ 504 mil serão destinados para a iniciativa pela empresa. Em 2016, como medida compensatória pelas obras de ampliação do pátio, a companhia desenvolveu o projeto “Nossa Praia” que, na época, além da recuperação da vegetação nativa, também revitalizou a orla da Praia de Navegantes com a construção de deques e passarelas ao longo de 10 km. Esse primeiro PRAD previa a manutenção e monitoramento da área por cinco anos. Concluído esse período, a área recuperada voltou a ser de responsabilidade dos órgãos ambientais competentes.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

Para saber mais sobre o PRAD, assista ao vídeo:

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Investimento, Portos

Portonave investe R$ 709 mil em piscina no bairro São Paulo em Navegantes

Em parceria com o Projeto Nadar, o espaço vai atender cerca de 800 pessoas com aulas de natação e outras modalidades aquáticas

Mais do que movimentar contêineres, a Portonave apoia e realiza iniciativas para a transformação da comunidade em que está inserida. O Terminal Portuário apoiou a implantação da primeira piscina do Projeto Nadar, do Instituto Nadar, no bairro São Paulo, em Navegantes, inaugurada na cerimônia realizada nesta quarta-feira (9). Localizado na Praça de Lazer Carlos Eduardo Correa da Silva, o equipamento mede 15 metros de comprimento por 4,5 metros de largura e conta com sistema para água aquecida. O espaço possui estrutura completa, com vestiários femininos, masculinos e para pessoas com deficiência. No local, 800 pessoas serão atendidas, com prioridade para crianças e adolescentes de 6 a 18 anos, matriculados na rede pública de ensino, e idosos.

Com investimento de R$ 709.687,66 por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, a Portonave foi responsável pelo aporte de quase 96% do valor do projeto, que também contou com o financiamento da empresa ENGIE Brasil Energia. O terreno foi cedido pela Prefeitura Municipal de Navegantes.

O Instituto Portonave apoiará a manutenção da piscina por um ano, com recursos diretos. As atividades serão conduzidas por dois professores e dois auxiliares do Instituto Nadar, de segunda a sexta-feira. Os requisitos para inscrição e as datas para as matrículas serão divulgadas a partir da próxima semana, nos canais oficiais do Instituto Nadar e Instituto Portonave – entidade sem fins lucrativos que tem a empresa como mantenedora.

Entre os objetivos da iniciativa, se destacam a integração de idosos com grupos de atividades físicas por meio da hidroginástica e a melhoria da qualidade de vida, saúde e segurança de crianças e adolescentes – estes, em certos casos, inclusive contam com acompanhamento de fisiologistas e nutricionistas. O projeto também incentiva o desenvolvimento físico e cognitivo das crianças com deficiência, além de ensinar técnicas de prevenção de afogamentos.

A parceria da empresa com o Instituto Nadar começou em 2019 e, desde então, a Portonave apoia projetos de natação para a comunidade, tanto em Navegantes quanto em Itajaí. O Instituto Portonave e o Instituto Nadar ampliaram a parceria em 2023 e, em 2024, chegaram a atender 120 crianças, em espaços alugados em Navegantes, inclusive uma turma exclusiva para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

📌 Localização da piscina
• Praça de Lazer Carlos Eduardo Correa da Silva, no bairro São Paulo, em Navegantes, na rua João Manoel Gualberto, n° 398.

🔍 Sobre as inscrições
Em breve, mais informações serão divulgadas nas redes oficiais do Instituto Nadar e Instituto Portonave. Siga para acompanhar.

• Instituto Nadar: instagram.com/institutonadar/

• Instituto Portonave: institutoportonave.org.br e instagram.com/institutoportonave/

Sobre o Instituto Nadar
O Instituto Nadar é mantido pelo Instituto César Cielo e teve início em 2002. Atualmente, possui quatro núcleos localizados em Itajaí, Navegantes e Camboriú e atende cerca de 6 mil famílias. As atividades oferecidas gratuitamente são: natação infantil e para bebês, hidroginástica, hidroterapia, natação com turmas especializadas para crianças com deficiência, natação competitiva, futebol, jiu-jítsu, judô, ginástica rítmica e pilates.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte do estado e iniciou as atividades em 2007 como primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente são 1,2 mil profissionais diretos e 5,5 mil indiretos. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), é o mais eficiente em produtividade de navio e está entre os três portos que mais movimentam contêineres no país e o primeiro em Santa Catarina. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança).

Sobre o Instituto Portonave
Há 10 anos, o Instituto Portonave impulsiona o desenvolvimento sustentável das comunidades nas quais a empresa mantenedora está inserida, e apoia a transformação positiva dos territórios com foco na redução das desigualdades sociais (ODS 10). Em 2024, a Companhia realizou e apoiou 50 iniciativas. Foram R$ 10,5 milhões investidos de modo direto e via as leis de incentivo fiscal.

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Porto de São Francisco do Sul comemora 70 anos com R$ 600 milhões em investimentos

O Porto de São Francisco do Sul completou 70 anos nesta terça-feira (01/07). Durante a cerimônia, o governador Jorginho Mello anunciou novas obras e reforçou o compromisso com o desenvolvimento dos portos catarinenses.

O evento reuniu cerca de 400 pessoas, entre colaboradores, autoridades e convidados. A tradicional Banda Guarani, patrimônio cultural da cidade, animou o público.

Anúncios de peso

No discurso, o governador destacou os avanços recentes. Além disso, revelou novos investimentos para fortalecer a infraestrutura portuária. Ao todo, serão mais R$ 41,5 milhões em obras:

Terceira faixa na BR-280: R$ 12,5 milhões
Recuperação do Berço 201: R$ 18 milhões
Sistema de despoeiramento do Corredor de Exportação: R$ 11 milhões

Enquanto isso, o novo Parque Tecnológico do Porto já foi entregue. A obra recebeu R$ 10 milhões em recursos próprios. Com isso, a modernização do terminal avança em ritmo acelerado.

Distribuição de lucros

Por outro lado, os avanços não se limitam à infraestrutura. Jorginho Mello anunciou o Programa de Participação nos Resultados (PPR). O programa prevê a divisão dos lucros entre todos os colaboradores — de forma igualitária, da diretoria ao servidor com menor salário.

“O Porto vai muito bem. Antes estava largado. Agora tem outra cara”, afirmou o governador, sob aplausos. Portanto, a gestão atual busca valorizar tanto os investimentos quanto as pessoas.

Porto em alta

Segundo o presidente do Porto, Cleverton Vieira, os últimos anos foram marcados por grandes conquistas. Ao fazer um balanço da gestão, ele afirmou que serão R$ 600 milhões em investimentos até o fim do mandato. São recursos públicos e privados que, segundo ele, “transformarão a história de São Francisco do Sul”.

Só em infraestrutura, o Porto já aplicou R$ 200 milhões nos últimos 30 meses. Além disso, a dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga receberá R$ 324 milhões.

Com isso, o terminal se prepara para operar com mais profundidade e eficiência.

Destaque nacional

Atualmente, o Porto de São Francisco está entre os 10 maiores do Brasil em movimentação de carga. Além disso, lidera em Santa Catarina. Segundo Vieira, o complexo responde por 60% do volume de cargas do Estado.

Por consequência, o terminal se tornou referência em gestão pública. É um dos poucos portos públicos certificados pelas normas ISO 9001 e 14001 — que garantem qualidade e responsabilidade ambiental.

“Somos o porto público que mais cresceu no Brasil nos últimos dois anos. Aumentamos em 35% a movimentação de cargas”, afirmou o presidente.

Presença do governo

Vieira também agradeceu o apoio do governador. Segundo ele, Jorginho Mello visitou o terminal três vezes em dois anos e meio. Antes, fazia mais de uma década que um governador não pisava no cais.

Um porto com história

Embora tenha sido oficialmente inaugurado em 1955, o Porto de São Francisco tem raízes muito mais antigas. Desde os tempos coloniais, o local já era utilizado para comércio, primeiro pelos povos indígenas e, depois, por colonizadores.

Ao longo das décadas, o complexo evoluiu, tornando-se um símbolo do desenvolvimento do Norte catarinense. Hoje, é referência mundial na exportação e importação de grãos, fertilizantes e produtos siderúrgicos.

Fonte: Correio SC

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Investimento, Portos

Investimento de R$ 589 milhões acelera expansão do Porto de Paranaguá (PR) e eleva capacidade para 2 milhões de toneladas de granéis líquidos por ano

A Liquipar Operações Portuárias oficializou na última terça-feira (24) um investimento de R$ 589 milhões para a expansão do Terminal PAR50, localizado no Porto de Paranaguá (PR). O plano de investimento contempla a construção de um novo píer, dragagem da área de acesso aquaviário, ampliação do parque de tancagem e modernização completa dos sistemas operacionais. Ao término das obras, a capacidade do terminal será ampliada para 2 milhões de toneladas por ano de granéis líquidos, posicionando Paranaguá como um dos principais hubs logísticos do país para o escoamento de combustíveis, produtos químicos, óleos vegetais e insumos agrícolas.

“Este investimento reforça nosso compromisso com o desenvolvimento logístico do Brasil. Estamos gerando empregos, fortalecendo a infraestrutura estadual e contribuindo com a economia regional. Paranaguá se consolida como um polo estratégico nacional para o abastecimento de granéis líquidos”, destacou Juliano Antunes, CEO da Liquipar.

A cerimônia, realizada no próprio terminal, contou com a presença do prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos, e do CEO da Liquipar, Juliano Antunes, onde simbolicamente firmaram um compromisso para o início do processo de licenciamento junto ao município.

Geração de empregos e impacto socioeconômico

A expansão deverá gerar cerca de 500 empregos diretos e indiretos durante a fase de obras, além de dezenas de vagas permanentes após o início da nova operação. O impacto vai além da empregabilidade, promovendo o aquecimento da economia local, o fortalecimento de negócios da região e o aumento da arrecadação municipal.

Desde que assumiu a gestão do Terminal PAR50, em março de 2024, a Liquipar já investiu R$ 33,7 milhões na recuperação estrutural da antiga Alcopar, além de melhorias operacionais e reforços na segurança. Também foram pagos R$ 7 milhões em outorgas e tarifas à autoridade portuária. Ainda estão previstos R$ 25 milhões para a modernização do terminal químico, anteriormente operado pela União-Vopak.

Atualmente, a Liquipar já disponibiliza ao mercado 38 mil m³ de capacidade instalada para líquidos inflamáveis e combustíveis. Em breve, entrará em operação uma nova estrutura voltada à armazenagem de líquidos não inflamáveis, com 32 mil m³ adicionais, ampliando a oferta e diversificando o portfólio logístico da companhia.

Ambiente regulatório mais eficiente

Durante a cerimônia, o prefeito Adriano Ramos anunciou oficialmente a extinção do Termo de Anuência Prévia (TAP), medida que reduz a burocracia para novos investimentos no município.

“A retirada da TAP representa um avanço significativo na melhoria do ambiente de negócios. Paranaguá se mostra hoje mais competitiva, segura e atrativa para investidores”, afirmou o prefeito.

Preparação para atender à crescente demanda

O Porto de Paranaguá vem apresentando crescimento contínuo na movimentação de granéis líquidos nos últimos anos. O investimento da Liquipar responde diretamente a essa tendência, com foco em tecnologia, eficiência e segurança.

“Nosso terminal está preparado para atender à crescente demanda nacional por combustíveis, óleos vegetais, químicos e fertilizantes. Atuamos com tecnologia de ponta, processos modernos e rigorosos padrões de segurança operacional”, reforçou Antunes.

Fonte: Datamar News

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Economia, Exportação, Investimento, Notícias

Tupy espera reação em mercado de autopeças no 2º semestre

Multinacional metalúrgica teve uma queda de 4,4% no faturamento ante igual período de 2024.

O cenário para o mercado autopeças é bastante desafiador com juros mais altos, instabilidades comerciais e geopolíticas, mas a expectativa ainda é de reação no segundo semestre, disse o presidente-executivo da multinacional metalúrgica Tupy, Rafael Lucches.

“O segundo semestre pode reservar um clima mais favorável”, afirmou o executivo à Reuters.

No primeiro trimestre, a Tupy teve uma queda de 4,4% no faturamento ante igual período de 2024 e o segundo trimestre também se mostra bastante desafiador para o setor por conta da conjuntura econômica, disse Lucchesi.

“As atividades econômicas globais estão num nível baixo por conta de incerteza global, geopolítica, guerras, tarifas comerciais e protecionismo. Tudo isso gera incertezas e investimentos em queda. Vai ser um ano mais apertado, complexo e mais difícil”, afirmou.

A Tupy, sediada em Santa Catarina, tem também fábricas no México e em Portugal. Segundo Lucchesi, 70% do mercado da Tupy está fora do Brasil.

O executivo criticou o atual patamar de 15% da taxa Selic e entende que além de acima do ideal acaba por reduzir a demanda interna.

“A gente também precisa melhorar nossa equação fiscal que é algo preocupante ao mesmo tempo que a gente tem uma taxa de juros que pune muito o setor produtivo”, disse ele à Reuters.

Os juros mais elevados afetam a demanda por bens de capital no mercado interno e automaticamente impactam as vendas da empresa.

“As montadoras vendem caminhões, tratores e colheitadeiras. O bloco (do motor) e cabeçote é da Tupy. Quando o frotista reduz a produção por óbvio que quem produz caminhões, tratores e colheitadeiras também reduz e estamos sentindo isso”, afirmou.

Fonte: CNN Brasil

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Investimento

Nova Política Marítima Nacional busca destravar investimentos

Decreto amplia o papel do setor marítimo na economia nacional e deve favorecer os portos e a navegação

A nova Política Marítima Nacional (PMN), que entrou em vigor este mês (Decreto 12.481/2025), deverá
mudar a forma como o Brasil planeja, regula e explora suas rotas marítimas, portos e águas interiores. O objetivo é destravar investimentos e dar mais segurança jurídica aos operadores.

“Amplia as possibilidades de articulação entre governo, setor privado e sociedade civil. Isso cria um
ambiente mais favorável para investimentos e projetos logísticos”, avalia o consultor portuário Roberto Paveck.

A expectativa é de que a PMN sirva como um guia estratégico para decisões do governo e ajude a modernizar a regulação do setor. Para o advogado Marcelo Sammarco, especialista em Direito Marítimo, a exigência de compatibilidade entre normas de diferentes órgãos pode gerar impactos relevantes. “Atos normativos e planejamentos de órgãos como Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Marinha, Ibama e Secretaria Nacional de Portos deverão ser compatíveis com os princípios da PMN, o que demandará revisões regulatórias e adaptações setoriais”, explica.

Apesar de ser um plano estratégico e não uma norma com aplicação imediata, a nova política já orienta mudanças em áreas como o registro de embarcações, a integração entre transporte aquaviário e outros modais e a valorização da indústria naval. Também há incentivo à inovação, à economia azul e à proteção ambiental.

Sammarco destaca que, embora o decreto não altere leis vigentes, ele reforça compromissos ambientais e operacionais. “Incentiva a integração modal e o uso eficiente e ambientalmente responsável do transporte aquaviário, o que impactará positivamente o planejamento logístico e os projetos de expansão portuária”.

Para o advogado Thiago Miller, também especialista em Direito Marítimo, a PMN representa um esforço para alinhar crescimento econômico, proteção ambiental e soberania. “Ela não revoga leis, mas cria uma base comum que precisa ser respeitada pelas regulamentações que vierem depois. Isso ajuda a evitar choques entre interesses distintos”.

Apesar de a nova política representar avanço em relação ao decreto anterior, de 1994, o setor reconhece que agora o desafio está em sua implementação, pois a fragmentação entre os órgãos reguladores ainda compromete a fluidez das operações portuárias e o ambiente de negócios.

A Federação Nacional das Agências de Navegação Marítima (Fenamar) aponta que, embora a proposta seja bemvinda, “ainda há uma lacuna significativa de governança e articulação efetiva entre os diferentes órgãos reguladores”.

Marinha coordenou grupo de trabalho para a PMN

A PMN foi resultado de um Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) criado em 2021 e coordenado pela Marinha, visando promover a inovação, a sustentabilidade e o fortalecimento da indústria naval, explica o capitão dos Portos de São Paulo, Marcus André de Souza e Silva.

“É um instrumento de amplo alcance, tendo aplicação não apenas no mar territorial, mas em todo o limite de nossa plataforma continental, incluindo nossas ilhas oceânicas, como Trindade e Martin Vaz, e águas interiores com ligação com o mar”.

Segundo o capitão, a PMN vem reforçar, junto à sociedade, conceitos como o da “Amazônia Azul”, que faz referência ao território marítimo que o Brasil possui, ressaltando seu tamanho e riqueza, e “Economia Azul”. que trata do uso sustentável dos recursos do mar e dos rios para gerar crescimento econômico e melhorar a vida das pessoas, ao mesmo tempo em que preserva a saúde do ecossistema marinho.

Ele diz que os princípios estabelecidos na PMN buscam conciliar e equilibrar elementos que nem sempre
caminham juntos, reconhecendo que o gerenciamento do mar impõe a integração de visões diversas.

“Nesse contexto, a cooperação no Atlântico Sul é vista como chave para a segurança, a pesquisa científica e a sustentabilidade como condição para desenvolvimento sustentável e duradouro, devendo o Brasil reforçar sua posição como ator marítimo influente”.

Na nova política, há objetivos mais concretos que podem ser agrupados em eixos, como segurança e soberania, que foca no combate a crimes nos mares e rios. “Fortalecendo a capacidade de vigiar e defender nossas águas”, diz o capitão.

“A implementação da PMN deverá ocorrer de forma articulada entre União, estados, municípios e setor privado, buscando princípios importantes como segurança jurídica e boas regras para atração de investimentos”, complementa.

Fonte: A Tribuna


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Internacional, Investimento

Parceiro espanhol da Master anuncia R$ 800 milhões em investimentos em SC

Grupo Vall Companys confirmou ao governo do estado aporte de recursos para expandir produção em Videira, no Meio-Oeste catarinense

O Grupo espanhol Vall Companys, parceiro da Master Agroindustrial no Brasil e um dos maiores grupos do setor agroalimentar da Europa, confirmou um investimento de R$ 800 milhões para expandir a produção em Santa Catarina. O anúncio foi feito durante missão do governo de SC à Espanha, no dia 19.

A unidade a receber o aporte fica em Videira, no Meio-Oeste catarinense. A expectativa é de que o novo empreendimento gere centenas de empregos diretos e indiretos, impulsione a cadeia produtiva local e amplie as exportações catarinenses para mercados estratégicos da Ásia, Europa e América.

O Grupo Vall Companys, responsável pelo investimento em Santa Catarina, é referência internacional na produção de suínos, aves e bovinos, com atuação integrada em toda a cadeia de valor agroalimentar, além de segmentos como rações, farinhas, produtos farmacêuticos e nutrição animal. Fundado em 1956, na Espanha, o conglomerado é composto por mais de 50 empresas, emprega mais de 12 mil pessoas e exporta cerca de 30% da sua produção para países como Japão, Coreia do Sul, além de atuar fortemente no mercado europeu e latino-americano.

Em 2023, o grupo adquiriu uma participação minoritária na Master Agroindustrial com o objetivo de ampliar sua presença estratégica no Brasil, um dos grandes players mundiais na produção de aves e suínos.

Fonte: FIESC

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Investimento, Portos

Na Fiesc, Porto de São Francisco apresenta próximos investimentos em infraestrutura que somam R$ 340 milhões

Duas importantes obras de infraestrutura, com início previsto para 2025, vão aprimorar a logística e facilitar o acesso ao Complexo Portuário da Baía da Babitonga, no Norte catarinense. São elas a dragagem de aprofundamento e alargamento do canal de acesso à Baía e a obra da terceira faixa da BR-280, no acesso ao Porto, que será realizada com recursos próprios do terminal portuário.

O detalhamento destas obras foi apresentado pelo presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, durante um debate na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), no último dia 17, em Florianópolis.
O evento abordou a mobilidade urbana no entorno da BR-280, principal acesso ao Complexo Portuário.

“Até 2026, com o aprofundamento para 16 metros, os portos da Babitonga terão condições de receber navios maiores, de 366 metros, com capacidade plena”, explicou Vieira, acrescentando que a licitação já está em curso e resultado da empresa vencedora para realizar a obra será conhecido no dia 4 de julho.

Com um investimento de R$ 324 milhões, a dragagem é caracterizada por dois aspectos inéditos e inovadores. Pela primeira vez no Brasil, um porto público firma parceria com um porto privado para a realização de uma obra desta natureza.

Além disso, parte dos sedimentos retirados do mar será destinada ao engordamento de sete quilômetros da praia de Itapoá, que nos últimos anos, tem sofrido com erosão marítima.

O presidente do Porto de São Francisco também detalhou a obra da terceira faixa da BR-280, no acesso ao terminal portuário. “São R$ 12,4 milhões de recursos próprios do Porto para facilitar a chegada e saída dos caminhões”.
Num aparte no debate, o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Santa Catarina, Alysson de Andrade, parabenizou e agradeceu a diretoria do Porto por viabilizar esta obra da terceira faixa da BR-280.

Participaram também do evento o secretário estadual de Portos, Aeroportos e Ferrovias (Spaf), Ivan Amaral, e o diretor de Integração de Modais da Spaf, Lucas Sampaio Ataliba.

Confira a seguir um histórico da movimentação de cargas no longo curos Porto de São Francisco do Sul a partir de janeiro de 2022 em toneladas. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Movimentação de Cargas no Porto de São Francisco do Sul| Jan 2022 – Abr 2025 | TON

Financiamento
A obra será viabilizada por meio de uma Parceria Público Privada (PPP): o porto público de São Francisco aportará R$ 24 milhões e o terminal privado Itapoá, R$ 300 milhões, investimento que será devolvido de modo parcelado até 2037, aproximadamente 10 anos após o fim da obra.

O ressarcimento do investimento de Itapoá será em cima do adicional de tarifas portuárias geradas pelo acréscimo no número de navios e pelo aumento no volume de carga movimentada, a partir da conclusão da obra de aprofundamento.

Na obra de aprofundamento do Canal de Acesso ao Complexo Portuário da Baía da Babitonga serão removidos cerca de 15 milhões de metros cúbicos de material.

– Parte desses sedimentos, em torno de 6 milhões de metros cúbicos, serão utilizados para o engordamento da faixa de areia da orla do Município de Itapoá, ao lado da Baía da Babitonga.

O local, nos últimos anos, tem sofrido com erosão marítima.

– Esta será a primeira vez no Brasil que os sedimentos de uma dragagem portuária terão como destino o alargamento de uma praia.

– Ao invés de dispensar a areia no mar, este material de ótima qualidade será usado em benefício das praias de Itapoá, favorecendo o turismo na região.

Fonte: Datamar News

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Internacional, Investimento

Líderes de gigantes chineses vêm conhecer projetos da Via Mar, ferrovias e data center

Um dos principais resultados da missão de SC à Ásia é a confirmação da visita de executivos de grandes grupos empresariais chineses em julho para avaliar investimentos em SC

Um dos resultados da missão de Santa Catarina à China é a confirmação da visita de líderes de grupos empresariais gigantes chineses para conhecer projetos potenciais para investimentos no estado. Eles confirmaram à comitiva de SC, que tem à frente o governador Jorginho Mello, que virão em cerca de 30 dias, o que significa visita na segunda quinzena de julho. O foco serão os projetos da Via Mar, instalação de um data center potente para facilitar o uso de inteligência artificial, investimentos em ferrovias e aeronaves para a aviação estadual e regional.

De acordo com o secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, Paulo Bornhausen, virão executivos dos grupos PowerChina, Inspur e CRRC. Quem virá pela PowerChina será o diretor e gerente geral Tang Yuhua. A empresa tem potencial para assumir a concessão da futura Via Mar, rodovia de 145 quilômetros para ligar de Joinville ao Contorno Viário da Grande Florianópolis.

Fonte: NSC

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Investimento, Negócios

Empresa espanhola do setor agroalimentar confirma investimento de R$ 800 milhões em Santa Catarina

Um dos maiores grupos do setor agroalimentar da Europa confirmou um investimento de R$ 800 milhões para instalar uma nova unidade em Santa Catarina. O anúncio foi feito durante missão internacional na Europa, em reunião com a vice-governadora do Estado, Marilisa Boehm, a secretária de Estado do Turismo, Catiane Seif, e a consultora de atração de investimentos da InvestSC, Caroline Canale e representantes do Grupo Vall Companys. 

A comitiva do governo catarinense foi recebida pelo CEO da empresa, Josep Pedrós, o diretor de expansão internacional, Tomás Blasco, e o diretor de assuntos públicos, Tomás Rubiato. A reunião de negócios com a vice-governadora foi realizada na noite desta quinta-feira, 19, em Barcelona, na Espanha.

A planta será expandida no município de Videira, no Meio-Oeste catarinense, através de uma parceria com a Master Agroindustrial. As negociações para fomentar a vinda do grupo ao estado já vinham sendo conduzidas pelo governador Jorginho Mello e agora foram oficialmente concluídas, com a definição do local da operação.

“O contato com a empresa vinha sendo feito há mais de um ano. O grupo espanhol comprou parte das ações dessa empresa brasileira, que sinalizou interesse de abrir sede na região Oeste, que já é referência no nosso agro catarinense. É um orgulho muito grande para Santa Catarina receber mais uma empresa internacional que agora bateu o martelo e terá sua operação no nosso estado. Aqui da Ásia estou comemorando essa conquista anunciada pela nossa vice-governadora em missão na Europa. Estamos trabalhando forte junto à InvestSC para trazer mais empresas internacionais como essa, que queiram investir em Santa Catarina”, disse o governador Jorginho Mello.

A expectativa é de que o novo empreendimento gere centenas de empregos diretos e indiretos, impulsione a cadeia produtiva local e amplie as exportações catarinenses para mercados estratégicos da Ásia, Europa e América. “É mais uma grande conquista para Santa Catarina. A chegada dessa empresa fortalece ainda mais o nosso agro, gera empregos, movimenta a economia regional e amplia nossa presença no mercado internacional. O nosso governador foi o grande articulador desse projeto que de fato foi oficializado essa noite pelos diretores do grupo europeu”, destacou a vice-governadora Marilisa Boehm.

Grupo europeu reforça presença no Brasil

O Grupo Vall Companys responsável pelo investimento em Santa Catarina é referência internacional na produção de suínos, aves e bovinos, com atuação integrada em toda a cadeia de valor agroalimentar, além de segmentos como rações, farinhas, produtos farmacêuticos e nutrição animal. Fundado em 1956, na Espanha, o conglomerado é composto por mais de 50 empresas, emprega mais de 12 mil pessoas e exporta cerca de 30% da sua produção para países como Japão, Coreia do Sul, além de atuar fortemente no mercado europeu e latino-americano.

“Há uns três anos fizemos contato com diferentes empresas referência no setor agro alimentar do Brasil e a empresa Master Agroindustrial foi a que a gente mais gostou, pela filosofia de trabalho muito semelhante a nossa. E Santa Catarina nos chamou a atenção e nos mostrou ser um estado super favorável para iniciar nossas atividades internacionais. Tínhamos uma expectativa, mas a realidade que vimos superou tudo que esperávamos. Temos um projeto fantástico para o Brasil e estamos surpreendidos pela capacidade e generosidade da equipe do Governo de Santa Catarina juntamente com a vice-governadora”, destacou o diretor de expansão internacional do Grupo Vall Companys, Tomaz Blasco.

Ampliar a produção para poder exportar

No Brasil, o grupo vai se instalar em Santa Catarina por meio de uma parceria recente com participação na empresa Master Agroindustrial, reforçando sua presença estratégica no país e completando o processo de internacionalização na América Latina.

A InvestSC vem trabalhando em cooperação com a Secretaria da Fazenda avaliando os melhores cenários e apoio para instalação da Master Agroindustrial, já prevendo possíveis expansões na região.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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