Investimento

Indústria Naval de SC recebe impulso de R$ 2,3 bilhões para construção de embarcações em Navegantes

Presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, celebra a retomada do setor que deve gerar mais de 1.200 empregos diretos e fortalecer a cadeia de pequenos fornecedores no estado.

O setor naval de Santa Catarina inicia 2026 com um marco histórico para sua economia. O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou a liberação de R$ 2,3 bilhões em recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para a construção de seis embarcações de apoio marítimo (offshore) no estaleiro Navship, localizado em Navegantes. O investimento, operado pelo BNDES, marca a consolidação da retomada da indústria naval catarinense como motor de desenvolvimento nacional.

O projeto foca na construção de embarcações de alta tecnologia, equipadas com sistemas híbridos de combustível, alinhando o polo naval catarinense à agenda global de sustentabilidade e transição energética. Para o presidente nacional do Sebrae, Décio Lima, o investimento é o reflexo de uma política econômica que voltou a priorizar a produção nacional. “Estamos testemunhando a volta por cima da indústria naval em Santa Catarina. Esse investimento de R$ 2,3 bilhões é uma prova concreta de que o Brasil voltou a acreditar no seu potencial produtivo. Para nós, isso significa estaleiros cheios, tecnologia de ponta e, acima de tudo, dignidade para o trabalhador catarinense que é referência mundial em qualificação”, afirma Lima.

Impacto nos Pequenos Negócios
Além dos 1.200 empregos diretos no estaleiro, a movimentação financeira deve atingir centenas de micro e pequenas empresas catarinenses que compõem a cadeia de suprimentos, desde a metalurgia especializada até serviços de logística e alimentação. Décio Lima reforça que o impacto social é o principal benefício desse aporte: “A retomada da indústria naval não beneficia apenas as grandes empresas; ela irriga toda uma rede de pequenos negócios fornecedores. É um ciclo de prosperidade que gera renda e movimenta o comércio local, garantindo que o valor gerado aqui permaneça em solo catarinense”, completa o presidente do Sebrae.

Ciclo de Investimentos
Durante o anúncio, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que Santa Catarina é peça fundamental no plano estratégico do Governo Federal para o setor portuário e naval até 2029. “Estamos vivendo um ciclo histórico de investimentos. Na indústria naval, mais que dobramos os empregos em menos de três anos. Isso reforça que o maior programa social do país é a geração de emprego e renda, que garante dignidade e desenvolvimento para o Brasil”, pontuou o ministro. Com o desembolso inicial de R$ 134 milhões já realizado, as obras no estaleiro Navship devem ganhar ritmo acelerado nas próximas semanas, consolidando a região da Foz do Rio Itajaí como o principal polo de construção naval do país.

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Investimento

Brasil e Arábia Saudita ampliam cooperação em minerais críticos e investimentos estratégicos

O Brasil e a Arábia Saudita deram novos passos para aprofundar a parceria estratégica em minerais críticos, com foco na atração de investimentos de longo prazo e no desenvolvimento de projetos considerados essenciais para a transição energética. A agenda foi discutida durante reunião oficial em Riad entre o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o ministro saudita da Indústria e Recursos Minerais, Bandar Al-Khorayef.

Governança e ambiente regulatório em destaque

Durante o encontro, Alexandre Silveira apresentou os avanços institucionais do setor mineral brasileiro, destacando o fortalecimento da governança e da regulação como fatores-chave para aumentar a confiança de investidores internacionais.

Um dos principais pontos abordados foi a atuação do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), órgão que reúne 18 ministérios e assessora diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na formulação das políticas do setor. Segundo o ministro, o conselho tem contribuído para aprimorar o licenciamento ambiental, reduzir gargalos burocráticos e melhorar a coordenação entre os órgãos públicos.

“Mesmo sendo um país federativo, o Brasil tem avançado na padronização regulatória e institucional, mantendo pilares como estabilidade legal, segurança jurídica e previsibilidade para investimentos de longo prazo”, afirmou Silveira.

Projetos estratégicos e potencial mineral brasileiro

No campo dos investimentos, o ministro ressaltou a atuação das empresas nacionais e os esforços do governo para viabilizar projetos estratégicos de minério de ferro de alta redução e de cobre, especialmente nos estados do Pará e de Minas Gerais. A iniciativa busca ampliar a competitividade do Brasil no mercado global de commodities minerais.

Silveira também destacou o expressivo potencial geológico do Brasil. Atualmente, apenas cerca de 30% do subsolo brasileiro está mapeado. Ainda assim, o país já se posiciona como a segunda maior reserva mundial de terras raras e a sétima maior reserva de urânio, o que reforça o interesse em ampliar parcerias internacionais no setor.

Interesse em novos aportes sauditas

Dentro desse contexto, o ministro manifestou interesse em receber no Brasil representantes da Manara Minerals, fundo saudita que é sócio da Vale S.A. na Vale Base Metals, responsável pela produção de cobre e níquel — minerais classificados como críticos para a transição energética.

O objetivo é avaliar oportunidades para expandir investimentos em projetos minerais considerados prioritários pelo governo brasileiro.

Grupo de trabalho e cadeia de valor mineral

Como encaminhamento prático, Brasil e Arábia Saudita decidiram criar um grupo de trabalho bilateral, com reuniões periódicas, inclusive em formato virtual, para analisar iniciativas conjuntas e dar mais agilidade à cooperação no setor mineral.

Silveira também destacou a importância de investimentos sauditas na cadeia de transformação mineral instalada no Brasil. Segundo o ministro, agregar valor à produção é essencial para impulsionar a industrialização, gerar empregos e promover inovação tecnológica. Em um cenário global no qual os minerais críticos ganham relevância estratégica semelhante à do petróleo, a integração entre mineração, indústria e energia torna-se cada vez mais decisiva.

Mapeamento geológico entra na pauta

Ao final da reunião, o ministro solicitou apoio do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) para projetos voltados ao mapeamento do potencial mineral brasileiro. A ampliação do conhecimento geológico, segundo Silveira, é fundamental para criar bases sólidas que sustentem novos investimentos estruturantes no setor.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MME

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Investimento

Teka anuncia investimento de R$ 50 milhões para modernizar fábricas durante recuperação judicial

Em recuperação judicial desde 2012, a Teka, uma das mais tradicionais empresas do setor têxtil de Santa Catarina, projeta um forte avanço nos resultados financeiros. A companhia estima faturar cerca de R$ 720 milhões neste ano, crescimento de 44% em relação aos R$ 500 milhões registrados em 2025.

O desempenho reflete a reorganização operacional da empresa e a retomada gradual da competitividade no mercado nacional.

Modernização dos parques industriais

Como parte da estratégia de reestruturação, a Teka anunciou um investimento de R$ 50 milhões destinado à modernização de seus dois principais parques industriais. Os recursos serão aplicados nas unidades de Blumenau (SC) e Artur Nogueira (SP), com foco na atualização de máquinas e processos produtivos.

Segundo Angelo Guerra Netto, integrante do Comitê de Reestruturação, a renovação do parque fabril permitirá à empresa alcançar um nível tecnológico comparável ao de seus principais concorrentes do setor.

Aumento de capacidade e ganho de eficiência

Além de atualizar equipamentos, o investimento deve gerar impactos diretos na capacidade produtiva da companhia. A expectativa é ampliar a produção mensal de 700 para 1,2 mil toneladas, o que representa um avanço significativo em escala e eficiência operacional.

A modernização também tende a contribuir para maior produtividade, redução de custos e fortalecimento da posição da Teka no mercado têxtil brasileiro, mesmo em um cenário ainda desafiador de reestruturação financeira.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Veja

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Importação, Investimento

Camex360 centraliza dados sobre tarifas de importação, investimentos e decisões da Camex

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou a plataforma Camex360, criada para concentrar e organizar informações estratégicas do comércio exterior brasileiro. A iniciativa é coordenada pela Secretaria-Executiva da Camex e oferece, em um único ambiente digital, acesso facilitado a dados antes dispersos em diferentes bases oficiais.

A nova página reúne painéis interativos com informações sobre tarifas de importação, regimes preferenciais, listas de exceções, histórico tarifário e investimentos estrangeiros no Brasil. O objetivo é ampliar a transparência, reduzir custos de busca por informação e apoiar a tomada de decisão de empresas e agentes públicos.

Painel Tarifário e rastreamento de NCMs

Entre os recursos disponíveis nesta primeira fase estão três painéis de dados. O destaque é o Painel Tarifário, ferramenta inédita que sistematiza regras e alíquotas de importação, com foco em simplificar processos e diminuir tempo e custos para empresas importadoras, especialmente micro e pequenas empresas (MPEs).

A plataforma também conta com um Rastreador de NCMs, que permite consultar e acompanhar códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), facilitando a identificação de produtos e suas respectivas exigências tarifárias.

Acesso a dados de investimentos e decisões colegiadas

Outro componente integrado ao Camex360 é o InvestVis, sistema criado em 2024 para ampliar o acesso a dados sobre Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no país. A ferramenta permite visualizar informações consolidadas e atualizadas sobre a entrada de capital externo no Brasil.

Além disso, a página centraliza o acesso às deliberações e notas técnicas públicas do Comitê Executivo de Gestão (Gecex), tornando mais ágil a consulta às decisões colegiadas que impactam a política comercial brasileira.

FONTE: MDIC e Fecomércio MG
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Fecomércio MG

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Investimento

CMOC compra minas de ouro no Brasil por US$ 1 bilhão e amplia presença na mineração

A mineradora chinesa CMOC anunciou a aquisição de quatro minas de ouro no Brasil, em uma operação avaliada em cerca de US$ 1 bilhão. Os ativos pertenciam à canadense Equinox Gold e a transação marca mais um avanço da companhia asiática na expansão de sua atuação internacional, com foco em recursos minerais estratégicos na América do Sul.

A operação amplia o peso da China no setor de mineração aurífera brasileiro, considerado um dos mais relevantes do continente em termos de potencial geológico e infraestrutura produtiva.

Minas estão distribuídas em três estados brasileiros

Os ativos adquiridos pela CMOC estão localizados em Maranhão, Minas Gerais e Bahia. No Maranhão, a empresa passa a controlar a mina de Aurizona. Em Minas Gerais, o negócio envolve a mina RDM. Já na Bahia, entram no pacote as minas Fazenda e Santa Luz.

De forma conjunta, as quatro unidades registram uma produção anual estimada em 7,5 toneladas de ouro e concentram reservas totais próximas de 141 mil toneladas, reforçando a relevância do portfólio adquirido.

Pagamento inicial e aprovação regulatória

Pelos termos do acordo, a CMOC fará um pagamento inicial de US$ 900 milhões no momento da assinatura do contrato. A conclusão definitiva da transação depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), responsável pela análise concorrencial no país.

A expectativa é que o processo regulatório seja concluído até o primeiro trimestre de 2026, permitindo a incorporação plena dos ativos à operação da companhia.

Expansão na América do Sul ganha escala

A movimentação no Brasil ocorre poucos meses após a CMOC anunciar a compra da maior mina de ouro do Equador, em abril, por US$ 421 milhões. Com as duas aquisições, a mineradora deverá alcançar uma produção anual próxima de 20 toneladas de ouro na América do Sul.

Esse volume posiciona a empresa entre os principais grupos do setor mineral na região, fortalecendo sua presença em países-chave da cadeia global de suprimento.

Interesse estrangeiro reacende debates no setor mineral

Analistas avaliam que a ofensiva da CMOC reflete uma estratégia mais ampla da China para ampliar o controle e o acesso a minerais considerados estratégicos, sobretudo em mercados com estabilidade operacional e grande potencial de exploração, como o Brasil.

Para o setor mineral brasileiro, a operação sinaliza a continuidade do interesse estrangeiro por ativos de grande porte, com possíveis impactos positivos em investimentos, modernização tecnológica e geração de empregos nas regiões mineradoras. Ao mesmo tempo, o negócio reabre discussões sobre soberania mineral, regulação e o papel do país na cadeia global de recursos naturais.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Investimento

Brasil mapeia R$ 148 bilhões em leilões de infraestrutura previstos para 2026

O Brasil deve manter o ritmo elevado de leilões de infraestrutura em 2026, mesmo com o calendário marcado por eleições nacionais. Levantamento elaborado pelo Santander aponta que pelo menos 40 grandes projetos já estão em estágio avançado e podem ir a leilão no próximo ano, com previsão de R$ 148 bilhões em investimentos.

Projetos maduros concentram maior volume

O estudo considera apenas projetos de grande porte que já avançaram para fases como consulta pública, abrangendo tanto novas concessões quanto renegociações contratuais. O valor total, no entanto, pode sofrer alterações, dependendo da evolução de iniciativas ainda em análise — especialmente no setor ferroviário — ou de entraves em projetos mais maduros.

Um dos exemplos citados é o megaterminal de contêineres Tecon 10, no Porto de Santos, que enfrenta disputas entre agentes do setor sobre as regras do edital, segundo Igor Fonseca, responsável por project finance no Santander e coordenador do estudo.

Energia pode elevar ainda mais o volume

O cálculo não inclui os leilões de reserva de capacidade de energia elétrica, previstos para o início de 2026. De acordo com Fonseca, ainda não há estimativas consolidadas, mas esses certames podem adicionar dezenas de bilhões de reais ao volume total de investimentos.

Ciclo histórico de leilões no país

O setor de infraestrutura brasileira vive um ciclo considerado sem precedentes. Apenas em 2025, os leilões de energia, rodovias e saneamento somaram cerca de R$ 156 bilhões em projetos contratados.

Na última quinta-feira (18), dois leilões de saneamento em Pernambuco garantiram compromissos de investimento de R$ 19 bilhões. Os contratos foram vencidos por um consórcio formado por BRK Ambiental e a espanhola Acciona, responsável pelo maior lote, que abrange 151 municípios, incluindo a capital, e pela Pátria Investimentos, que ingressou no setor ao vencer o bloco do Sertão, com 24 cidades. As outorgas totalizaram R$ 4,25 bilhões, a serem divididas entre o estado e os municípios.

Rodovias lideram a carteira de projetos

O segmento de rodovias segue como o principal motor da atual onda de leilões. Em 2025, novas concessões e contratos repactuados somaram R$ 97,5 bilhões em investimentos. Para 2026, o estudo do Santander identifica um pipeline adicional de ao menos R$ 72,5 bilhões em projetos rodoviários.

Outros dois setores também se destacam: mobilidade urbana, com potencial de R$ 30,9 bilhões, e água e saneamento, com R$ 20,5 bilhões, sem considerar a possível privatização da Copasa, ainda em fase de estruturação.

Eleições não preocupam investidores

Analistas avaliam que o cenário eleitoral não representa um risco relevante para o setor. Para Rafael Vanzella, sócio do escritório Machado Meyer, o mercado amadureceu. Segundo ele, há confiança de que contratos serão respeitados e que as agências reguladoras continuarão atuando de forma autônoma, independentemente do resultado das urnas.

Frederico Barreto, economista-chefe da ABDIB, acredita que as eleições podem até antecipar leilões para o início do ano, antes do agravamento do calendário político.

Incertezas afetam precificação dos ativos

Apesar do otimismo, Igor Fonseca alerta que o ambiente eleitoral pode dificultar a precificação dos projetos. Segundo ele, os investimentos se materializam anos após os leilões, e o fator decisivo é o custo futuro da dívida, influenciado por expectativas fiscais e de juros de longo prazo.

Mesmo com juros elevados, a competitividade dos leilões não foi afetada, avalia Luciene Machado, superintendente do BNDES, instituição responsável pela modelagem de diversos projetos recentes. Para ela, investidores apostam em melhora do cenário macroeconômico e são atraídos por contratos bem estruturados e apoio político consistente.

Desafio é manter o pipeline no longo prazo

Com a consolidação do calendário de 2026, o setor já começa a olhar além do curto prazo. Roberto Guimarães, diretor da ABDIB, afirma que o grande desafio será manter uma carteira robusta de projetos nos próximos 10 a 15 anos.

Segundo ele, áreas como mobilidade urbana e ferrovias tendem a exigir cada vez mais recursos públicos para viabilização, por meio de parcerias público-privadas (PPPs). No caso das ferrovias, embora não haja projetos maduros atualmente, ao menos um leilão é esperado para 2026, impulsionado pelo interesse do governo federal.

Fonseca observa que projetos ferroviários demandam retornos maiores devido aos riscos e ao elevado volume de capital. Ainda assim, o segmento é visto como estratégico. De acordo com a ABDIB, apenas os projetos ferroviários federais somam cerca de R$ 140 bilhões em investimentos potenciais.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fernando Martinho/Valor

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Investimento

CIM-Amfri recebe empresários da China e avança em negociações para investimentos na região

A região da foz do rio Itajaí-Açu foi palco, no último fim de semana, de uma agenda institucional com representantes de grupos empresariais da China. A recepção foi conduzida pelo prefeito de Itajaí e presidente do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Região da Amfri (CIM-Amfri), Robison Coelho (PL).

Desdobramento de missão oficial à China
A visita é resultado direto da missão internacional à China, realizada no mês passado com a participação de prefeitos da região e coordenação do CIM-Amfri. Estiveram presentes no encontro em Itajaí Liu Xinghua, presidente dos grupos Wanlong Logística, Sempre Verde Exportação e Espaço Trading, além de Zhuang Sidi, assistente da presidência, e Paulo Evaristo, vice-presidente da Espaço Trading.

Cooperação econômica e industrial em pauta
Em nota, o consórcio destacou que a agenda representa avanços concretos da atuação internacional dos municípios. A iniciativa transforma a diplomacia subnacional em negociações presenciais voltadas à cooperação econômica, reforçando o papel do CIM-Amfri na atração de investimentos estrangeiros e no fortalecimento da base produtiva regional.

Interesse em industrialização da cadeia da madeira
Durante as reuniões, os empresários chineses sinalizaram interesse na instalação de operações de beneficiamento de madeira na região. Atualmente, o setor atua majoritariamente na exportação de toras, com baixo valor agregado.

A proposta apresentada prevê, no médio prazo, a criação de uma zona industrial dedicada, com potencial para geração de empregos, estímulo à industrialização local, transferência de tecnologia e fortalecimento da economia regional.

Agenda estratégica do CIM-Amfri
Além de Robison Coelho, participou do encontro o diretor-executivo do CIM-Amfri, Jaylon Cordeiro. Ambos conduzem as agendas estratégicas voltadas ao desenvolvimento econômico regional e à promoção de oportunidades para os municípios consorciados.

Segundo o consórcio, a visita integra uma série de agendas técnicas programadas, que aprofundam os vínculos estabelecidos durante a missão à China e reforçam a importância da cooperação internacional entre governos locais como instrumento de governança e desenvolvimento territorial.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CIM-Amfr

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Investimento

China intensifica investimentos no Brasil e expande portos, energia, transporte e agronegócio

A China amplia sua atuação no Brasil com uma onda de investimentos bilionários em portos, ferrovias, energia e exportações agrícolas. Estatais e grandes conglomerados chineses assumem operações relevantes, compram participações estratégicas e fortalecem sua presença em ativos essenciais para o escoamento de grãos, petróleo e para o transporte de passageiros.

Esse avanço permite que grupos chineses controlem partes importantes da cadeia de exportação agrícola, ao mesmo tempo em que participam de projetos de mobilidade urbana e de geração e transmissão de energia. O movimento ajuda a redesenhar a infraestrutura brasileira e consolida o país asiático como um dos principais parceiros econômicos do Brasil.

COFCO amplia domínio na exportação agrícola
Na exportação de commodities, o avanço mais evidente vem da COFCO, gigante estatal chinesa que atua como uma das maiores tradings de grãos do país. A empresa compra soja, milho e açúcar, opera terminais portuários e possui estruturas logísticas que conectam o campo ao embarque internacional.

Em Santos, a companhia já operava dois terminais e utilizava instalações de terceiros. Em março, iniciou a operação parcial do novo terminal TEC (STS11), que será concluído no próximo ano. Com ele, a capacidade da empresa no porto passa de 4 milhões para 14 milhões de toneladas anuais, tornando o local seu maior terminal fora da China.
A mudança reduz custos logísticos e reforça o peso dos investimentos chineses no agronegócio brasileiro.

CM Ports avança em portos estratégicos
No setor de contêineres, a presença chinesa também se destaca. Cerca de 11% dos contêineres movimentados no Brasil passam pelo TCP, em Paranaguá (PR), terminal controlado desde 2018 pela estatal CM Ports, uma das maiores operadoras globais do segmento.

Em novembro, a empresa fechou um acordo com o governo brasileiro para expandir ainda mais o terminal. O pacote de investimentos deve elevar a capacidade operacional e fortalecer a influência chinesa na logística de comércio exterior.

A ofensiva vai além dos contêineres. No Porto do Açu (RJ), responsável por aproximadamente 30% das exportações de petróleo do país, a CM Ports assinou em fevereiro de 2025 um acordo para adquirir 70% do terminal de petróleo – negócio ainda sujeito à aprovação regulatória. Se concluído, ampliará o domínio chinês na logística do setor petrolífero brasileiro.

CRRC se firma no transporte de passageiros
Os investimentos chineses também chegam ao transporte sobre trilhos. A concessão do trem intercidades entre São Paulo e Campinas, leiloada em 2024, foi vencida por um consórcio formado pela brasileira Grupo Comporte (60%) e pela estatal chinesa CRRC (40%). O projeto prevê cerca de R$ 14 bilhões em investimentos.

A CRRC será responsável pela implantação do sistema e pela fabricação dos trens. Além disso, venceu em 2025 a licitação para fornecer 44 novos trens ao Metrô de São Paulo, em um contrato de R$ 3,1 bilhões, com montagem prevista em Araraquara.

Essas iniciativas mostram como o Brasil incorpora a expertise da China em grandes projetos ferroviários e metroviários.

Energia e petróleo reforçam a rede integrada chinesa
No setor de energia, as estatais chinesas ocupam posições centrais. A State Grid controla a CPFL, que atua na distribuição elétrica, enquanto a CTG (China Three Gorges) participa da geração de energia no país. Ambas utilizam tecnologias e componentes produzidos pela própria indústria chinesa, criando um ciclo integrado de produção e operação.

No petróleo, petroleiras como CNPC e Sinopec operam em campos brasileiros, contribuindo para o fluxo que chega ao Porto do Açu – justamente o terminal que a CM Ports busca controlar.

Essa interligação de empresas evidencia um sistema integrado de investimentos, do qual a China se beneficia ao operar múltiplas etapas da cadeia energética e logística.

Um novo cenário para a infraestrutura brasileira
Especialistas apontam que a China consolidou sua economia com investimentos robustos em portos, ferrovias e metrôs, desenvolvendo empresas com grande capacidade técnica e acesso a financiamento. A expansão para países com déficit de infraestrutura, como o Brasil, segue essa estratégia.

O resultado é um conjunto diversificado de investimentos que vão de portos de grãos e contêineres a terminais de petróleo, linhas de trem e redes elétricas. Em muitos casos, diferentes empresas chinesas alimentam umas às outras, ampliando a atuação do próprio Estado chinês em território brasileiro.

O impacto desse movimento envolve ganhos de infraestrutura, mas também desafios regulatórios e questões sobre dependência externa – elementos que influenciarão o futuro do desenvolvimento nacional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Click Petróleo e Gás

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Investimento estrangeiro no Brasil atinge US$ 74,3 bilhões e supera total de 2024

O Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil somou US$ 74,3 bilhões entre janeiro e outubro de 2025, ultrapassando todo o volume registrado em 2024 (US$ 74,1 bilhões), segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC). Somente em outubro, o país recebeu US$ 10,9 bilhões, uma alta de 64% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando o montante havia sido de US$ 6,7 bilhões.

Nos últimos 12 meses, o total acumulado alcançou US$ 80,1 bilhões, crescimento de 9,8% frente ao período encerrado em setembro (US$ 72,9 bilhões). O desempenho coloca o Brasil no caminho para registrar um dos maiores volumes de investimento externo da série histórica iniciada em 1995.

Governo vê números como sinal de confiança

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, celebrou o resultado, afirmando que 2025 tende a ser “um dos melhores anos da série histórica”. Para ele, os números refletem a combinação de crescimento econômico, responsabilidade fiscal e políticas industriais mais robustas, como a Nova Indústria Brasil (NIB).

Alckmin destacou ainda que fatores como previsibilidade jurídica e segurança institucional têm reforçado o interesse de investidores internacionais em ampliar sua presença no país.

Histórico reforça retomada do investimento estrangeiro

Desde 1995, apenas quatro anos superaram a marca de US$ 80 bilhões em IED: 2010, 2011, 2012 e 2014. Os números atualizados, assim como outras informações sobre comércio exterior e investimentos, podem ser consultados na plataforma InvestVis, desenvolvida pela Secretaria-Executiva da Camex e disponível no site do MDIC.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Investimento

Como será nova estrada milionária que ligará praia nobre de SC a BR-101

Projeto de estrada milionária será doado por instituto e obra será executada pelo Município de Itajaí

Itajaí, Litoral Norte de Santa Catarina, caminha para uma grande melhoria na mobilidade urbana com a assinatura da ordem de serviço para o projeto executivo de uma nova ligação entre a BR-101 e a Praia Brava. O projeto visa conectar o bairro mais valorizado da cidade diretamente com a rodovia federal.

A nova via será projetada para ter cinco quilômetros de extensão e seu trajeto ligará a altura da Arena do Barra, localizada na Canhanduba, até a avenida Osvaldo Reis, nas proximidades da rua Carlos Drummond de Andrade, na Praia Brava.

Como será estrada milionária que ligará Praia Brava a BR-101

Ainda que o traçado definitivo dependa dos estudos técnicos, a via já tem características estruturais previstas no projeto:

  • Três faixas por sentido;
  • Canteiro central;
  • Ciclovia;
  • Calçadas acessíveis;
  • Iluminação em LED;
  • Sistema de drenagem pluvial;
  • Paisagismo.

Estrada milionária tem como objetivo desafogar trânsito

O objetivo desta obra, segundo a prefeitura, é reduzir o tempo de deslocamento entre a Praia Brava e a BR-101, atuando como um desafogo para vias que hoje sofrem com o congestionamento, como a avenida Osvaldo Reis. Além de aliviar o tráfego, a nova via busca valorizar a vocação imobiliária e turística da região.

Parceria público-privada e investimento inicial

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Município de Itajaí e o Instituto Mais Itajaí, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) formada por 29 empresas, que ficou responsável pela doação do projeto.

Já o município será o responsável pela licitação e execução da obra. O prefeito Robison Coelho destacou a importância da parceria com o setor empresarial para o avanço da estrutura urbana da cidade.

“Essa parceria do Instituto Mais Itajaí, que vem do setor empresarial, é fundamental para que a cidade possa avançar do ponto de vista da estrutura. Eles doam os projetos e nós executamos as obras”, destacou.

O investimento inicial estimado é de R$ 2,5 milhões apenas para o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA).

Quais são os próximos passos?

O estudo técnico para o acesso será desenvolvido pela empresa catarinense PROSUL, selecionada via processo de preço e técnico, que tem o prazo de 180 dias para desenvolver o EVTEA, além dos projetos de pavimentação, geométrico, drenagem e obras como viadutos e pontes.

O prazo inicial para a conclusão do EVTE é de quatro a seis meses. O estudo de impacto ambiental será conduzido pela empresa Acquaplan, visando garantir o cumprimento das exigências ambientais.

Após a conclusão dos estudos e a doação formal dos projetos ao Município, a Prefeitura de Itajaí ficará responsável por dar prosseguimento à licitação e à execução da obra.

FONTE: ND+
IMAGEM: Reprodução/Prefeitura de Itajaí

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