Investimento

Governo Federal investe R$ 572,6 milhões em mobilidade hidroviária na Região Norte

O Governo Federal destinou R$ 572,6 milhões para garantir a operação e manutenção de 54 terminais hidroviários na Região Norte do país. O investimento, viabilizado pelo Novo PAC, assegura por 730 dias o funcionamento das chamadas Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4), fundamentais para o deslocamento da população ribeirinha.

A medida fortalece a mobilidade na Amazônia, onde o transporte fluvial é, em muitos municípios, o principal meio de acesso a serviços básicos e atividades econômicas.

Operação contínua e reforço na segurança

O contrato prevê a manutenção preventiva e corretiva dos terminais, além da operação permanente das estruturas. A iniciativa busca preservar as instalações e oferecer mais segurança a passageiros e trabalhadores do setor.

Com a execução do serviço, embarques e desembarques passam a ocorrer de forma mais organizada, reduzindo riscos e ampliando a eficiência do transporte hidroviário.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a iniciativa garante que as estruturas permaneçam em pleno funcionamento, assegurando acesso diário da população a áreas como saúde, educação, trabalho e comércio.

A execução das ações é coordenada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos, dentro da política de fortalecimento da infraestrutura hidroviária na Amazônia.

Presença em municípios estratégicos

As 54 IP4s estão distribuídas em três estados: 51 unidades no Amazonas, duas em Rondônia — nos municípios de Guajará-Mirim e Porto Velho (Cai n’Água) — e uma em Roraima, na cidade de Caracaraí.

Em cidades como Parintins, Tefé, Itacoatiara, Manacapuru, Coari, Tabatinga, Humaitá e Lábrea, os terminais desempenham papel estratégico na organização do fluxo de passageiros e no suporte às economias locais.

Além de facilitar o acesso a hospitais, escolas e repartições públicas, as estruturas garantem o abastecimento de comunidades ribeirinhas e fortalecem o comércio regional.

Movimentação de passageiros cresce na região

Entre 2023 e 2025, as IP4 registraram milhões de embarques e desembarques, consolidando sua importância para a integração regional. Em 2024, foi contabilizado o maior volume de passageiros: 3,585 milhões. Já em 2025, o número chegou a 2,481 milhões.

O total de visitantes permaneceu acima de 2 milhões por ano no período, reforçando a relevância dos terminais para a logística regional e a circulação de pessoas na Região Norte.

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, destacou que a manutenção contínua evita interrupções e amplia a segurança da navegação. Já o diretor de Gestão Hidroviária, Eliezé Bulhões, ressaltou que, em diversos municípios, o terminal representa a principal porta de entrada para serviços essenciais.

Com o investimento, o Governo Federal reforça a política pública voltada à infraestrutura portuária, promovendo desenvolvimento regional, integração e acesso permanente a serviços básicos em áreas de difícil acesso.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Dnit

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Investimento

Suape inicia missão estratégica na ASEAN para expansão global e atração de investimentos

O Complexo Industrial e Portuário de Suape deu início a uma missão estratégica no Sudeste Asiático com foco na expansão global, atração de investimentos e abertura de novas rotas marítimas que integrem o terminal pernambucano às principais conexões internacionais.

Roteiro internacional liderado por Suape

A comitiva, comandada pelo diretor-presidente Armando Bisneto, começou a agenda por Singapura e seguirá para Malásia e Indonésia. O objetivo é apresentar aos empresários, autoridades governamentais e instituições financeiras os projetos estruturantes em andamento, a infraestrutura disponível e o novo ciclo de desenvolvimento do complexo portuário.

Entre os destaques estão a construção do terminal de cargas e contêineres da APM Terminals, a implantação de duas fábricas de e-metanol e os avanços na transição energética, reforçando a proposta de tornar Suape um polo logístico competitivo e sustentável no comércio global.

Suape-Brasil-ASEAN: cooperação institucional

A missão, chamada Suape-Brasil-ASEAN, conta com apoio da Frente Parlamentar Mista Brasil-ASEAN e do Ministério das Relações Exteriores. O bloco da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que inclui Timor-Leste, Camboja, Brunei, Laos, Myanmar, Filipinas, Vietnã e Tailândia, é uma das regiões mais dinâmicas do comércio internacional.

Na Malásia, a comitiva visitará terminais portuários e complexos industriais, incluindo o maior polo de refino de petróleo e petroquímica do país. Durante a etapa, estão previstos Memorandos de Entendimento voltados à cooperação técnica e ao intercâmbio estratégico entre autoridades portuárias.

Em Jacarta, capital da Indonésia, o grupo se reunirá com o Secretariado-Geral da ASEAN e com dirigentes da Indonesia Investment Authority, fundo soberano voltado a investimentos em infraestrutura, economia digital, saúde e economia verde.

Fortalecimento da presença internacional de Suape

Segundo o diretor-presidente, a missão é continuidade das articulações iniciadas em Brasília, em dezembro de 2025, quando foi firmado um termo de cooperação para ampliar o diálogo institucional entre Suape e a ASEAN.

A expectativa é que a agenda internacional fortaleça a presença de Suape no cenário global, aumente as oportunidades de negócios e consolide o complexo como hub estratégico do Nordeste brasileiro.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Gigantes chinesas ampliam investimentos no Brasil e consolidam estratégia de longo prazo

As gigantes chinesas intensificaram sua presença no Brasil com uma estratégia que vai além da simples exportação de produtos. O movimento envolve instalação de fábricas, expansão no mercado de carros elétricos, avanço em aplicativos de mobilidade e entregas e fortalecimento em energia e infraestrutura. A meta é clara: operar localmente, ganhar escala e garantir influência econômica duradoura nas próximas décadas.

O país passou a ser tratado como base estratégica de operações contínuas, conectando indústria, serviços digitais e geração de energia em um mesmo plano de expansão.

Produção local substitui modelo baseado em importação

A mudança mais evidente ocorre na indústria automotiva. Em 2022, a chinesa BYD ampliou seus compromissos com o mercado brasileiro. Quatro anos depois, reforçou a estratégia ao lançar no país a marca de luxo Denza.

A instalação de uma fábrica em Camaçari (BA), em área que pertencia à Ford, simboliza essa nova fase. A lógica deixou de ser apenas vender veículos importados e passou a incluir produção local, com estrutura própria e foco em permanência.

A GWM adotou caminho semelhante ao assumir uma planta industrial anteriormente ligada à Mercedes-Benz. O uso de instalações já existentes reduz custos, acelera a adaptação logística e permite testar o mercado de forma mais ágil. Quando montadoras desse porte investem em produção nacional, o sinal é de compromisso de longo prazo.

Mobilidade elétrica vira vitrine tecnológica

A mobilidade elétrica tornou-se o principal cartão de visitas dessa nova etapa. Nos últimos anos, o segmento concentrou atenção de consumidores, investidores e da indústria tradicional. Eventos como o Salão do Automóvel de São Paulo serviram de palco para a apresentação de novos modelos e planos de expansão.

Além dos veículos de entrada, o segmento premium ganhou espaço. A aposta em marcas de alto padrão mostra que a estratégia não se limita à transição energética popular, mas inclui disputa por reputação, margens mais altas e fidelização de clientes.

A combinação entre volume de vendas e posicionamento de valor ajuda a explicar por que o Brasil se tornou prioridade no planejamento dessas companhias.

Plataformas digitais ampliam disputa pelo consumidor

O avanço chinês também se estende aos serviços digitais. A DiDi, que opera no Brasil por meio da marca 99, ampliou a concorrência no setor de mobilidade urbana. A presença diária nos deslocamentos urbanos fortalece a coleta de dados, a inteligência de mercado e a escala operacional.

Outra frente é a chegada da plataforma de entregas Keeta, que intensifica a disputa no setor de delivery. Aplicativos de transporte e entrega funcionam como infraestrutura invisível do comércio digital, conectando logística, pagamentos e comportamento de consumo.

Ao expandir simultaneamente indústria e plataformas digitais, as empresas constroem ecossistemas integrados, ampliando sua influência no mercado interno.

Energia e infraestrutura sustentam a expansão

Na área de geração e transmissão de energia, a presença chinesa já é consolidada. A China Three Gorges (CTG) atua no Brasil há mais de uma década e trata o país como prioridade estratégica.

A energia é a base que sustenta os demais setores. Sem rede robusta e previsibilidade regulatória, a expansão industrial perde fôlego. Por isso, o investimento em infraestrutura elétrica caminha em paralelo ao crescimento na indústria automotiva e nos serviços digitais.

A lógica é complementar: infraestrutura garante estabilidade, indústria gera escala e plataformas digitais asseguram recorrência de consumo.

Brasil é visto como mercado de expansão contínua

Executivos do setor apontam que a estratégia chinesa trabalha com horizontes de longo prazo. O Brasil é percebido como um mercado com potencial de crescimento gradual nas próximas décadas, impulsionado pela expansão do consumo interno.

Segundo essa visão, uma parcela significativa da população ainda pode ser incorporada ao mercado consumidor pleno, o que abre espaço para novos ciclos de investimento.

Os aportes são classificados como bilionários porque se distribuem entre diferentes frentes — indústria automotiva, energia, infraestrutura, telecomunicações e serviços digitais. Ao diversificar áreas de atuação, as companhias reduzem riscos e ampliam sua resiliência no país.

O resultado é uma mudança estrutural na relação econômica: menos dependência de exportações e mais enraizamento produtivo e institucional no Brasil.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Investimento

Corredor Bioceânico no Paraguai recebe US$ 200 milhões do BID para novo trecho

O corredor bioceânico no Paraguai ganhou um novo impulso financeiro. O Banco Interamericano de Desenvolvimento aprovou um empréstimo de US$ 200 milhões para viabilizar mais uma etapa da obra que integra a chamada Rota Bioceânica, projeto estratégico de integração regional.

O financiamento foi autorizado pelo Conselho Executivo da instituição e será destinado à construção de 102,5 quilômetros de rodovia em território paraguaio.

Trecho financiado integra a Rodovia PY15

A obra faz parte dos Projetos Específicos de Investimento (PEI) do Paraguai e está dividida em três segmentos. O primeiro já foi entregue, enquanto o terceiro segue em execução.

Os recursos liberados pelo BID serão aplicados no segundo trecho, correspondente à Rodovia Nacional PY15, incluindo projeto, construção e manutenção da via.

O pacote também prevê:

  • Construção de 8 quilômetros de acesso à cidade de Mariscal Estigarribia;
  • Melhorias em 27,3 quilômetros da estrada que conecta à zona industrial de Loma Plata, área estratégica para o escoamento da produção no Chaco paraguaio.

Condições do financiamento

De acordo com informações divulgadas pela imprensa local, o contrato estabelece prazo de amortização de 22 anos e meio, com oito anos de carência.

A taxa de juros será atrelada à SOFR (Secured Overnight Financing Rate), referência internacional utilizada em operações financeiras atreladas ao dólar.

Integração entre Atlântico e Pacífico

A Rota Bioceânica é considerada um dos principais projetos de infraestrutura da América do Sul. O corredor terá cerca de 2.400 quilômetros de extensão, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico e atravessando Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

No Paraguai, o trajeto totalizará 532 quilômetros, ligando Carmelo Peralta, na fronteira com o Brasil, a Pozo Hondo, na divisa com a Argentina.

A expectativa é que o corredor logístico bioceânico reduza custos de transporte, fortaleça o comércio exterior e impulsione o desenvolvimento econômico regional.

Paraguai sediará reunião do BID em 2026

Além do novo empréstimo, o Paraguai foi escolhido para receber, entre 11 e 14 de março de 2026, as Reuniões dos Conselhos de Governadores do BID. O evento deve reunir representantes dos 48 países-membros da instituição, além de lideranças econômicas e integrantes do setor privado.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz

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Investimento

Conselho da Cidade aprova R$ 127 milhões em empreendimentos e impulsiona desenvolvimento em Navegantes

O Conselho Municipal da Cidade de Navegantes aprovou, na semana passada, três novos projetos privados que somam R$ 127 milhões em investimentos no município. As propostas, analisadas pelo ConcidadeNave, concluíram todas as etapas do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e estão aptas para a emissão do Alvará de Construção.

Os empreendimentos são de responsabilidade das empresas WK Administradora de Bens, Atuar Empreendimentos Logísticos e Posto Alfa. A aprovação ocorreu após a realização de audiências públicas e o atendimento integral às exigências da legislação urbanística vigente em Navegantes.

Análise técnica envolve múltiplas secretarias

A avaliação dos Estudos de Impacto de Vizinhança foi conduzida de forma integrada por diferentes órgãos municipais. Participaram do processo a Secretaria de Planejamento Territorial, Mobilidade Urbana e Habitação (Seplan), o Instituto Ambiental de Navegantes (IAN), a Secretaria de Infraestrutura, a Secretaria de Água e Saneamento Básico (Sasan) e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Receita.

Entre os pontos analisados estiveram o uso e ocupação do solo, a mobilidade urbana, a capacidade da infraestrutura existente, o saneamento básico, os impactos ambientais e os reflexos econômicos gerados pelos empreendimentos.

Planejamento urbano e segurança jurídica caminham juntos

O modelo adotado pelo município busca oferecer segurança jurídica aos investidores, ao mesmo tempo em que garante alinhamento com o planejamento urbano e as demandas da população. A atuação conjunta das secretarias permite que novos projetos avancem sem comprometer a qualidade de vida nem o equilíbrio ambiental da cidade.

Segundo o secretário da Seplan, Gilmar Jacobowski, a aprovação reflete uma estratégia consolidada de desenvolvimento. “O município tem atuado de forma técnica e integrada para criar um ambiente seguro para quem deseja investir. Esses empreendimentos demonstram que é possível atrair capital privado, gerar empregos e fortalecer a economia local sem abrir mão do planejamento urbano e da mitigação de impactos”, destacou.

Gilmar também ressaltou o papel do conselho no processo. “A decisão reforça a importância do ConcidadeNave como espaço de debate e deliberação sobre o crescimento urbano, além de evidenciar o envolvimento direto da Prefeitura na atração de investimentos estruturantes”, concluiu.

FONTE: Prefeitura de Navegantes/Rodrigo Ramos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Giliardi Marcos

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Investimento

Empresa chinesa investirá R$ 250 milhões em Santa Catarina para fabricar equipamentos médicos

A multinacional chinesa Neusoft Corporation confirmou um investimento de R$ 250 milhões em Santa Catarina para a implantação de uma fábrica de equipamentos médicos. O projeto será conduzido pela Neusoft Medical Systems e terá como foco a produção de aparelhos de ultrassonografia e ressonância magnética, além de atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Fábrica será instalada em Porto Belo, no Litoral Norte

A unidade industrial será instalada no município de Porto Belo, no Litoral Norte catarinense. Além da fabricação, o empreendimento prevê operações de engenharia, customização de equipamentos e desenvolvimento tecnológico, posicionando o estado como um polo regional voltado à tecnologia aplicada à saúde.

A oficialização do investimento ocorreu nesta semana, em Xangai, durante reunião entre a diretoria da companhia e o escritório asiático da InvestSC, agência de atração de investimentos do governo catarinense, liderado por Caroline Canale.

InvestSC acompanhou projeto ao longo do último ano

Desde a manifestação inicial de interesse, a Neusoft Medical Systems contou com apoio institucional da InvestSC ao longo do último ano. Executivos da empresa participaram de agendas técnicas, institucionais e visitas ao setor de logística portuária de Santa Catarina, avaliando infraestrutura, ambiente de negócios, cadeia de fornecedores e acesso aos mercados do Brasil e da América Latina.

Governo destaca estratégia de internacionalização

Para o governador Jorginho Mello, a confirmação do investimento reforça a inserção de Santa Catarina no cenário econômico global e valida a estratégia de internacionalização do estado.

“Quando o Estado se aproxima das empresas e apresenta suas vantagens competitivas, consegue atrair projetos estratégicos, que geram empregos qualificados e promovem desenvolvimento de longo prazo”, afirmou.

Projeto insere SC nas cadeias globais da saúde

Segundo Caroline Canale, chefe do escritório da InvestSC em Xangai, o investimento vai além da produção industrial.

“Trata-se de uma operação com alto conteúdo tecnológico, que incorpora engenharia e pesquisa. Santa Catarina passa a integrar as cadeias globais de equipamentos médicos, participando não apenas da fabricação, mas também do desenvolvimento da tecnologia”, destacou.

Presença institucional na China acelera investimentos

O presidente da InvestSC, Renato Lacerda, ressaltou a importância de manter uma representação permanente do estado na China para fortalecer a relação com investidores asiáticos.

“A presença local gera confiança, aproxima o investidor e acelera decisões. Esse projeto mostra como a atuação internacional da InvestSC pode atrair investimentos estruturantes para Santa Catarina”, afirmou.

Neusoft é referência em tecnologia médica na Ásia

A Neusoft Medical Systems está entre as principais fabricantes asiáticas de soluções para medicina diagnóstica. A empresa integra a Neusoft Corporation, multinacional chinesa líder em tecnologia, software e engenharia, com atuação global em diversos segmentos industriais e de serviços.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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China anuncia investimento de R$ 200 milhões para construir fábrica de tratores no Sudeste

A China colocou R$ 200 milhões na mesa para viabilizar a construção de uma fábrica de tratores em Maricá, na Região Metropolitana Leste Fluminense, no Rio de Janeiro. O projeto, resultado de negociações entre representantes brasileiros e chineses, tem como foco impulsionar a agricultura familiar e fortalecer a cadeia produtiva local.

O investimento estrangeiro promete alterar a dinâmica econômica do município, ampliando a circulação de recursos, estimulando o comércio e abrindo espaço para uma nova frente industrial no Sudeste.

Fábrica será construída em Ponta Negra com modelo inovador

Segundo o prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), a unidade industrial será instalada em Ponta Negra, nas proximidades da RJ-106. O empreendimento seguirá o formato de Parceria Público, Privada e Popular (PPPP), um modelo que reúne governo, iniciativa privada e organizações populares, como cooperativas.

Na prática, os tratores fabricados serão direcionados principalmente a pequenas e médias propriedades rurais, atendendo agricultores familiares que hoje dependem de equipamentos considerados defasados.

Projeto prevê geração de empregos e arrecadação de impostos

De acordo com a prefeitura, a fábrica deve gerar empregos diretos e indiretos, além de ampliar a arrecadação municipal por meio de impostos. A expectativa é que os equipamentos produzidos contribuam para modernizar o campo e aumentar a produtividade agrícola em diferentes regiões do país.

Para Quaquá, o projeto representa um uso estratégico dos recursos do petróleo. “Essa fábrica transforma o dinheiro do petróleo em uma indústria que vai revolucionar a agricultura familiar, gerar empregos qualificados em Maricá e fortalecer a produção de alimentos no Brasil”, afirmou o prefeito.

MST destaca caráter histórico da parceria com a China

Apesar da expectativa da população, ainda não há prazo definido para o início das obras. Mesmo assim, o anúncio já é tratado como um marco por lideranças do setor rural. Para João Pedro Stédile, um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a iniciativa inaugura um arranjo societário inédito no país.

Segundo ele, trata-se de um modelo que combina investimento chinês, participação estatal e organização popular. “É uma parceria que desenvolve o país e resolve um problema concreto da agricultura que realmente produz alimentos. É um dia histórico para o Brasil”, declarou.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Matheus Alter

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Interesse chinês em Santa Catarina cresce e mira seis áreas estratégicas de investimento

Uma comitiva de empresários chineses esteve em Santa Catarina para analisar oportunidades de investimento em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento regional. A agenda incluiu um encontro promovido pela Fecomércio SC, em parceria com o Governo do Estado, além de uma recepção oficial realizada pelo governador Jorginho Mello na noite anterior.

Educação, infraestrutura e inovação no radar

Durante as reuniões, os investidores demonstraram interesse em educação, infraestrutura, turismo, cultura, tecnologia e inovação. Os setores foram apresentados como áreas com potencial de expansão, alinhadas ao perfil produtivo e à estratégia de crescimento de Santa Catarina.

China é principal parceiro comercial de SC

De acordo com a Fecomércio SC, o fortalecimento das relações com a China é visto como um movimento estratégico. O país asiático ocupa atualmente a posição de principal parceiro comercial de Santa Catarina, com destaque para o volume de importações.

O presidente da entidade, Hélio Dagnoni, afirmou que a iniciativa teve como objetivo apresentar aos investidores estrangeiros o ambiente econômico catarinense, ressaltando fatores como segurança jurídica, competitividade e estabilidade do estado no contexto nacional.

Ambiente favorável para novos investimentos

A aproximação com o mercado chinês busca ampliar parcerias e atrair capital estrangeiro para projetos estruturantes, reforçando a posição de Santa Catarina como um dos polos mais dinâmicos da economia brasileira.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Fecomércio

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Juros altos freiam investimentos e limitam expansão das empresas no Brasil

A permanência da taxa básica de juros em 15% ao ano segue como um dos principais entraves ao crescimento econômico no país. Com o crédito caro, empresas têm adiado projetos, reduzido planos de expansão e segurado investimentos de longo prazo, sobretudo em áreas que dependem fortemente de financiamento, como indústria, construção civil e infraestrutura.

Empresas adiam investimentos diante do custo do crédito

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada em novembro de 2025 em parceria com a Nexus, revela a dimensão do impacto dos juros elevados sobre o setor produtivo. De acordo com o levantamento, 77% das indústrias afirmam que aumentariam seus investimentos caso houvesse redução da taxa básica.

Outro estudo da entidade aponta que o alto patamar dos juros é hoje o principal obstáculo ao acesso ao crédito no Brasil. Na Sondagem Especial nº 98 – Condições de Acesso ao Crédito em 2025, elaborada com a ABDE, oito em cada dez empresas industriais que tiveram dificuldade para contratar empréstimos indicaram os juros como o maior problema nas operações de curto e médio prazo.

Garantias e falta de linhas adequadas também pesam

Além do custo financeiro, outros fatores contribuem para restringir o financiamento empresarial. Entre as empresas que enfrentaram dificuldades, 32% citaram exigências de garantias reais, como imóveis e bens móveis, enquanto 17% apontaram a ausência de linhas de financiamento adequadas às necessidades do negócio.

As restrições também aparecem no crédito de longo prazo, fundamental para investimentos estruturais, como ampliação da capacidade produtiva e aquisição de máquinas. Nesse segmento, 71% das empresas apontam os juros elevados como principal entrave, seguidos pela exigência de garantias (31%) e pela falta de linhas compatíveis (17%).

Juros altos reduzem o fôlego do crescimento

O cenário ajuda a explicar por que os investimentos produtivos perdem força em períodos prolongados de política monetária restritiva. Mesmo quando há demanda e projetos prontos para sair do papel, o custo do financiamento acaba tornando a expansão economicamente inviável.

Estudo do FMI mostra repasse rápido da Selic ao crédito

Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) detalha como esse efeito se consolida no Brasil. Intitulado “Transmissão da política monetária para as taxas de empréstimo: evidências do Brasil”, o levantamento mostra que cerca de 70% do aumento da Selic é repassado às taxas de crédito em até quatro meses.

Segundo o FMI, a transmissão é ainda mais intensa nas linhas de crédito de mercado, usadas diretamente pelas empresas, onde o repasse da taxa básica é praticamente integral. Já no crédito direcionado, o impacto é bem menor, em torno de 20%, o que evidencia a sensibilidade do financiamento empresarial às decisões de política monetária.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Singapura investe R$ 100 bilhões em megaporto de Tuas para movimentar 65 milhões de contêineres por ano

O governo de Singapura colocou na mesa um investimento estimado em R$ 100 bilhões para a construção do Megaporto de Tuas, um complexo portuário de escala global projetado para ser visível do espaço e alcançar uma capacidade anual de 65 milhões de TEUs. A iniciativa reúne engenharia de grande porte, automação avançada e integração digital para reorganizar o sistema marítimo do país e sustentar sua competitividade em uma das rotas comerciais mais estratégicas do mundo.

Localizado no oeste da ilha, o projeto foi planejado para concentrar, em um único ponto, operações hoje espalhadas por diferentes terminais, redefinindo a logística portuária nacional.

Consolidação de terminais em um único complexo

Atualmente, parte significativa da movimentação de contêineres ocorre em áreas como Tanjong Pagar, Keppel, Brani e Pasir Panjang. Com o avanço do Megaporto de Tuas, essas atividades serão gradualmente transferidas para o novo complexo, reduzindo deslocamentos internos e simplificando o planejamento logístico.

O desenho do porto inclui estruturas que avançam sobre o mar, separadas por canais de águas profundas, permitindo múltiplas frentes de atracação e a recepção dos maiores navios porta-contêineres em operação no mundo.

Localização estratégica no Estreito de Malaca

A dimensão do investimento é explicada pela posição geográfica do país. Singapura está situada junto ao Estreito de Malaca, corredor marítimo que conecta os oceanos Índico e Pacífico e concentra boa parte do comércio entre Europa, Oriente Médio, África e Leste Asiático.

Sem grandes recursos naturais e com território limitado, o país transformou logística, eficiência operacional e serviços portuários em pilares centrais de sua estratégia econômica desde a segunda metade do século 20.

Obra de longo prazo com conclusão prevista para os anos 2040

O Megaporto de Tuas está sendo desenvolvido em múltiplas fases, com conclusão prevista para a década de 2040. Quando finalizado, deverá contar com 66 berços de atracação, consolidando uma reconfiguração estrutural do sistema portuário singapurense.

O terminal entrou oficialmente em operação em setembro de 2022 e vem ampliando sua capacidade de forma progressiva, conforme novas áreas são entregues.

Aterro, elevação do solo e proteção costeira

A construção exigiu um dos maiores projetos de preparação de terreno já realizados no país. O plano inclui aterros em larga escala e técnicas de melhoria do solo para sustentar estruturas portuárias de grande porte.

O nível do terreno foi elevado vários metros acima do nível médio do mar, como medida preventiva diante do risco de elevação dos oceanos nas próximas décadas. Um sistema contínuo de quebra-mares também foi implantado para proteger o porto contra ondas e correntes marítimas.

Caixões de concreto e engenharia de alta precisão

Entre os principais elementos da obra estão os caixões de concreto pré-fabricados, utilizados como base dos cais e estruturas de contenção. Cada unidade pode alcançar 28 metros de altura e pesar até 15 mil toneladas.

Esses caixões são fabricados em terra, transportados por plataformas flutuantes e posicionados com precisão milimétrica no local definitivo. O método garante padronização, controle de qualidade e maior rapidez na execução, desde que haja coordenação rigorosa entre as etapas.

Automação e inteligência artificial no centro da operação

A operação do porto foi desenhada para ser altamente automatizada. Guindastes de cais, equipamentos de pátio e veículos autônomos responsáveis pelo transporte interno de contêineres atuam de forma integrada, coordenados por sistemas digitais em tempo real.

Essas plataformas analisam dados continuamente para definir prioridades de atracação, sequências de movimentação e alocação de recursos, reduzindo tempos de espera e aumentando a previsibilidade operacional. Nesse modelo, trabalhadores assumem funções de supervisão, manutenção e gestão de exceções.

Capacidade projetada e impacto regional

Quando estiver totalmente concluído, o Megaporto de Tuas deverá movimentar até 65 milhões de contêineres por ano. Atualmente, o sistema portuário de Singapura já supera 40 milhões de TEUs anuais, segundo dados oficiais.

A ampliação busca garantir que o país mantenha sua relevância frente à crescente concorrência de outros portos do Sudeste Asiático. Ao concentrar operações em um único megaporto inteligente, Singapura aposta em eficiência e previsibilidade como diferenciais em um cenário global marcado por custos elevados, tensões geopolíticas e transformações tecnológicas.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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