Internacional

Acordo Mercosul-EFTA é “praticamente uma cópia” do tratado com a União Europeia e serve como argumento para destravar o acordo maior

O recém-assinado acordo Mercosul-EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio) está sendo visto por especialistas como uma manobra estratégica fundamental. Segundo analistas consultados por veículos como a CNN, o tratado é “praticamente uma cópia” do acordo maior e mais complexo negociado com a União Europeia. O pacto envolve o bloco sul-americano e os quatro países da EFTA: Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Embora abra um mercado de alto poder aquisitivo, o impacto econômico imediato é considerado modesto. A verdadeira importância do movimento, segundo fontes do setor, é política: ele serve como um poderoso argumento para pressionar e destravar as negociações paralisadas com a União Europeia, mostrando que o Mercosul é capaz de fechar parcerias com economias desenvolvidas.

O “espelho” do acordo da União Europeia

Aálise de que o pacto é um “clone” do tratado com a UE foi destacada por Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, em entrevista repercutida pela CNN. “Politicamente, ele é importante porque mostra para a União Europeia que o Mercosul está avançando com outros blocos”, afirmou. Essa similaridade estrutural não é coincidência; ela funciona como um teste e um precedente para o pacto maior.

Márcio Sette Fortes, ex-diretor do Brasil no BID, corrobora essa visão, classificando o acordo Mercosul-EFTA como uma “mensagem” clara para Bruxelas. Num momento de crescente protecionismo global e barreiras tarifárias, como as impostas pelos Estados Unidos, o Brasil sinaliza que está buscando ativamente a diversificação de parceiros e que pode, sim, concluir negociações complexas com nações ricas, quebrando a inércia diplomática.

Mais símbolo político do que impacto econômico

Diversos setores, incluindo a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), minimizaram o impacto prático imediato do acordo. José Augusto de Castro, presidente da AEB, afirmou à CNN que o tratado “vale mais pelo simbolismo” do que pelas vendas em si. Atualmente, os países da EFTA compram menos de 1% das exportações brasileiras, e há dúvidas se o Brasil conseguirá competir com China e os próprios vizinhos europeus nesse mercado.

Mesmo com a eliminação de 100% das tarifas de importação para setores industrial e pesqueiro (e acesso preferencial para o agro), os gargalos históricos do Brasil persistemInfraestrutura precária, carga tributária elevada e alto custo da mão de obra qualificada continuarão sendo desafios para que a indústria nacional, como a de máquinas e equipamentos (Abimaq), aproveite as mais de 700 oportunidades de exportação mapeadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O que o acordo Mercosul-EFTA realmente abre?

A EFTA é um bloco de 15 milhões de pessoas com um PIB combinado de US$ 1,4 trilhão, ostentando um dos maiores PIBs per capita do mundo. Apesar dos números atuais de comércio serem baixos (Brasil exportou US$ 3,1 bilhões no ano passado, com 38% concentrados em alumina calcinada), o governo estima um impacto positivo de R$ 2,69 bilhões no PIB brasileiro até 2044.

acordo Mercosul-EFTA, assinado no Rio de Janeiro, inicia agora os trâmites de internalização, exigindo a aprovação dos parlamentos de todos os países envolvidos. Para a indústria brasileira, como a Abimaq, o tratado é celebrado não pelo volume, mas pela sinalização de abertura econômica num cenário global de barreiras, sendo um passo crucial para reduzir a dependência de mercados tradicionais e fortalecer a posição negociadora do Mercosul.

Fica claro que o acordo Mercosul-EFTA joga um jogo duplo. No campo econômico, abre um mercado rico, mas de impacto modesto e com grandes desafios de competitividade para o Brasil. No campo estratégico, porém, ele funciona como a principal ferramenta diplomática do Mercosul no momento, servindo de argumento para destravar o prêmio maior: o acordo com a União Europeia.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Internacional

Acordo Mercosul-Efta pode reduzir dependência do Brasil em relação aos EUA e diminuir preços

Assinado na última terça-feira, tratado vai criar zona de livre comércio com quase 300 milhões de pessoas

Em meio a tensão com os Estados Unidos, o Brasil, por meio do Mercosul, assinou um acordo de livre comércio com países integrantes do EFTA — bloco formado pela Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Para especialistas ouvidos pelo R7, a parceria pode reduzir a dependência do Brasil em relação aos EUA, além de gerar um impacto moderado, mas positivo, nas mercadorias importadas vendidas no Brasil.

O acordo, assinado na última terça-feira (16), cria uma zona de livre comércio com quase 300 milhões de pessoas e um PIB agregado de mais de US$ 4,3 trilhões. Segundo o governo, ambas as partes vão se beneficiar com o acesso a um mercado ampliado para mais de 97% das suas exportações, o que elevará o comércio bilateral.

Além disso, é esperado que o tratado eleve o número de pequenas e médias empresas atuantes em cada jurisdição, além de promover maior previsibilidade e segurança jurídica no comércio entre as partes.

Para o especialista em comércio exterior Jackson Campos, no caso do Brasil, a parceria com esses países pode abrir espaço para maior acesso a mercados de alto poder aquisitivo, especialmente Suíça e Noruega.

“Os principais benefícios para o Brasil são a ampliação do acesso a mercados ricos, a redução do custo de insumos industriais, novas cotas e preferências para o agronegócio, oportunidades em serviços e compras governamentais, além do reforço da imagem de confiabilidade internacional e de compromisso com regras modernas de comércio e sustentabilidade”, explica.

Já o especialista em gestão de risco e governança corporativa Rodrigo Provazzi destaca a possibilidade de aumentar a competitividade dos produtos brasileiros com a redução de tarifas de importação a itens industriais e pesqueiros.

No entanto, ele alerta para a necessidade de empresários do Brasil se adaptarem às especificidades dos novos mercados.

“As empresas brasileiras precisarão se adequar a padrões técnicos e regulatórios rigorosos, especialmente em qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade, além de fortalecer controles internos para atender normas ambientais, trabalhistas e de governança exigidas pelo bloco europeu”, ressalta.

Provazzi também chama a atenção para os desafios enfrentados pelo Brasil em relação à infraestrutura. “O acesso a alguns mercados será limitado por quotas, o que pode restringir o potencial de crescimento das exportações de determinados produtos. Também há desafios logísticos e de infraestrutura, que precisarão ser superados para que o Brasil aproveite plenamente as oportunidades do acordo”, alerta.

O especialista comenta, ainda, sobre os impactos positivos no PIB brasileiro e a facilitação do comércio de serviços, especialmente digitais, favorecendo setores que utilizam matriz energética limpa. Além disso, é possível que o acordo estimule a inovação, a integração produtiva e a geração de empregos, além de promover avanços em sustentabilidade e alinhamento com acordos ambientais internacionais.

Embate com os EUA

Com a crise entre Brasil e Estados Unidos, a balança comercial brasileira registrou uma queda de 18,5% nas exportações para os EUA. A tensão e a insegurança causadas às empresas brasileiras expõem a necessidade da diversificação de mercados.

Isso é o que explica a especialista em comércio internacional Ana Beatriz Zanuni. Ela afirma que um dos movimentos fundamentais para reduzir a dependência de países como Estados Unidos, por exemplo, é a redução gradual de tarifas, visto que 99% das exportações brasileiras para o bloco europeu receberão isenção de tarifa já no primeiro ano após a entrada em vigor do acordo.

“Essa movimentação é fundamental para reduzir a dependência de parceiros tradicionais, como é o caso dos Estados Unidos, evitando impactos críticos à indústria nacional e a exportadores brasileiros em caso de novas elevações tarifárias ou outras restrições de mercados internacionais”, observa.

Para Campos, além da diversificação, a parceria é importante para mostrar que o Brasil é capaz de estabelecer novos acordos.

“Em meio a uma crise com os Estados Unidos, esse acordo é importante porque diversifica mercados e reduz a dependência do Brasil em relação a quantidade de parceiros e mostra ao mundo que podemos estabelecer novos acordos. Além disso, sinaliza que o país está aberto ao comércio internacional e disposto a se alinhar a padrões de sustentabilidade e inovação valorizados na Europa, fortalecendo sua imagem no cenário global”, salienta.

Agronegócio

Com o tarifaço do presidente norte-americano, Donald Trump, o Brasil vem sofrendo uma onda de incertezas na economia e no comércio exterior, principalmente no agronegócio. Apesar disso, a conclusão do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a EFTA pode ampliar as oportunidades de exportação brasileira.

Segundo a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o acordo oferece uma “oportunidade estratégica para o setor agropecuário brasileiro, especialmente para os produtos de maior valor agregado”.

Apesar de serem limitadas as chances de o governo brasileiro de conseguir substituir o mercado americano de forma equivalente, parcerias com outras nações seriam uma forma de compensar a tarifa imposta pelo governo Trump.

Com a assinatura do acordo com a EFTA, a expectativa é de que alimentos como café, frutas tropicais, vinhos, queijos, carnes premium (carne bovina de raças especiais e cortes nobres de frango e suíno) e produtos sustentáveis e orgânicos sejam beneficiados.

O acordo Mercosul-EFTA prevê retirar as tarifas para 95% dos produtos agrícolas brasileiros e cotas preferenciais à carne bovina, por exemplo.

“Com a eliminação de tarifas e cotas especificas, o acordo prevê incremento de US$ 1,8 bilhão ao ano nas exportações agropecuárias e geração de 18 mil empregos”, informa a confederação.

Perguntas e respostas

Qual é o objetivo do acordo entre o Mercosul e o EFTA?

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e o EFTA visa criar uma zona de livre comércio que beneficiará as oportunidades brasileiras em diversos setores, ampliando o acesso a mercados e elevando o comércio bilateral.

Quais países fazem parte do EFTA?

O EFTA é formado por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.

Qual é o impacto esperado para os consumidores brasileiros com esse acordo?

Especialistas acreditam que os consumidores devem sofrer um impacto moderado, mas positivo, com as mercadorias vendidas no Brasil, devido ao aumento do comércio e à redução de tarifas.

Fonte: R7

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Aeroportos, Internacional, Notícias

Ciberataque repercute pelo 2° dia em aeroportos da Europa.

Situação melhorou, mas passageiros em Berlim, Londres e Dublin continuam a enfrentar filas maiores após pane em sistema de embarque no dia anterior. Bruxelas teve novos atrasos e cancelamentos.

Passageiros em aeroportos europeus continuaram a enfrentar atrasos e cancelamentos neste domingo (21/09), após um ataque cibernético afetar um provedor de serviços de sistemas de embarque.

Em relação ao dia anterior, entretanto, a situação melhorou no aeroportos de Berlim, Dublin e Londres. Bruxelas, entretanto, teve cancelamentos e atrasos.

Pane em sistema de check-in

Os aeroportos tinham relatado no sábado atrasos no atendimento a passageiros devido a problemas de TI, informou a Eurocontrol, organização que supervisiona o controle de tráfego aéreo.

Heathrow, em Londres, e o aeroporto Berlim-Brandemburgo (BER), que atende a capital alemã, disseram que a empresa americana Collins Aerospace foi afetada pelo ataque cibernético, que provocou pane no software da empresa que ajuda a fazer o check-in, imprimir cartões de embarque e etiquetas de bagagem, e despachar as bagagens.

A companhia, sediada nos EUA, citou no sábado uma “interrupção cibernética” em seu software em aeroportos “selecionados” na Europa, que começou na noite de sexta.

Não ficou imediatamente claro quem poderia estar por trás do ataque cibernético, mas especialistas disseram que poderiam ser hackers, organizações criminosas ou agentes estatais.

Espera mais longa em Berlim

Em um comunicado no domingo, o aeroporto de Berlim informou que viajantes devem continuar se preparando para enfrentar tempos de espera mais longos e possíveis atrasos.

O aeroporto afirmou que as operações nos terminais estavam decorrendo sem problemas e aconselhou os passageiros a efetuarem o check-in online ou em máquinas de autoatendimento no aeroporto.

Cancelamentos em Bruxelas

Neste domingo, o aeroporto de Bruxelas ainda enfrentava problemas consideráveis.

Ihsane Chioua Lekhli, porta-voz do aeroporto de Bruxelas, disse que 45 voos de ida e 30 de volta foram cancelados neste domingo, mais que o dobro do número do dia anterior: 25 partidas e 13 chegadas canceladas.

O ataque cibernético afetou apenas os sistemas de computador nos balcões de check-in, não nos quiosques de autoatendimento, disse ela, e as equipes estavam recorrendo a sistemas de backup alternativos e usando laptops para ajudar a lidar com o impacto.

Fonte: DW

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Internacional

Rota Bioceânica: Argentina vira entrave para corredor rumo ao Pacífico

O trecho argentino da Rota Bioceânica, corredor que pretende abrir um novo caminho para as exportações brasileiras pelo Oceano Pacífico, enfrenta significativos desafios em sua implementação.

O percurso de aproximadamente 700 quilômetros que atravessa o território argentino apresenta as maiores dificuldades entre os quatro países participantes do projeto.

Um estudo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) identificou 11 problemas críticos na região fronteiriça, incluindo a ausência de condições mínimas para o transporte seguro de cargas e deficiências na infraestrutura de acesso

A situação é agravada pela existência de 26 quilômetros de estrada não pavimentada logo após a fronteira, sem perspectivas imediatas de obras.

Potencial do lítio

A região atravessada pela rota inclui o chamado Triângulo do Lítio, formado por Argentina, Chile e Bolívia, que concentra quase metade das reservas mundiais do mineral, totalizando 57 milhões de toneladas.

O lítio é componente essencial na fabricação de baterias para veículos elétricos e dispositivos eletrônicos, sendo objeto de disputa geoeconômica entre Estados Unidos e China.

Em Susques, povoado argentino localizado a 4 mil metros de altitude próximo à fronteira com o Chile, a empresa Excer, que conta com capital chinês, mantém uma planta industrial com potencial para produzir 40 mil toneladas anuais de carbonato de lítio para baterias.

Desafios burocráticos

A integração aduaneira representa um dos principais entraves para o sucesso do projeto. Os relatos coletados durante a viagem apontam dificuldades na circulação de cargas e mercadorias devido ao número reduzido de funcionários e horários restritos de funcionamento nas alfândegas.

O professor Alejandro Safarov, integrante de uma rede acadêmica que estuda a rota, indica que o projeto nunca despertou interesse significativo dos agentes econômicos de Buenos Aires, que tradicionalmente priorizam investimentos no porto da capital argentina.

A concentração de 40% da população e 80% das exportações na região de Buenos Aires, Córdoba e Santa Fe contribui para essa resistência à descentralização logística.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional

MT promove carne bovina em feiras internacionais na Bolívia e no Peru

Estado aposta em qualidade e sustentabilidade para ampliar exportações e fortalecer presença no mercado latino-americano

Mato Grosso começa a divulgar, a partir desta sexta-feira (19), a carne bovina produzida no estado em duas importantes feiras internacionais, na Bolívia e no Peru. Entre as ações programadas estão reuniões com potenciais importadores da proteína animal e a promoção dos benefícios de ampliar o comércio com os dois países.

O Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Sebrae e Invest MT, lidera a participação do estado, destacando a qualidade, a sustentabilidade e o potencial de Mato Grosso no mercado internacional de carnes.

Na Bolívia, o destaque é a ExpoCruz, realizada em Santa Cruz de la Sierra, o maior evento multissetorial da América Latina. A feira funciona como uma plataforma estratégica para empresas que buscam acesso a mercados internacionais, além de permitir promoção institucional e fortalecimento de redes comerciais em toda a região latino-americana.

Para a Bolívia, Mato Grosso já exportou, em 2025, 47 toneladas de carnes desossadas de bovinos e 287 toneladas de outros sebos bovinos, gerando uma receita superior a US$ 582 mil.

“A participação do Instituto Mato-grossense da Carne na ExpoCruz é estratégica para ampliar a presença da nossa carne em mercados internacionais. A Bolívia tem se mostrado um parceiro comercial cada vez mais relevante e estar presente em uma das maiores feiras multissetoriais da América Latina fortalece a imagem de Mato Grosso como referência em qualidade, sustentabilidade e segurança alimentar”, afirma Henrique Prado Olvido de Miranda, diretor administrativo-financeiro do Imac.

No Peru, a participação ocorre entre os dias 24 e 26 de setembro, na Expoalimentaria, considerada a feira mais importante de alimentos e bebidas da América Latina. O evento funciona como um palco de negócios e ponto de encontro para os principais operadores da distribuição, do varejo, do setor horeca (hospitalidade, alimentação fora do lar e serviços de catering), além de canais especializados nos mercados nacional e internacional.

Para o mercado peruano, 10 indústrias frigoríficas de Mato Grosso estão habilitadas, tendo exportado 140 toneladas de miudezas bovinas neste ano, gerando uma receita de US$ 257,4 mil.

“A participação na Expoalimentaria é uma oportunidade estratégica para o setor, diante de um mercado competitivo e consolidado pelo Brasil. Trata-se de uma oportunidade para reforçarmos junto ao consumidor e à indústria local que nosso sistema de produção é referência em atributos socioambientais, com grande capacidade de abastecimento e qualidade superior. Nossa carne reúne diferenciais que atendem aos mais exigentes padrões internacionais, destacando-se pela maciez, sabor intenso e suculência”, ressalta Henrique Miranda.

Fonte: A Bronca Popular

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Internacional

O que os empresários americanos realmente pensam sobre Trump

Em público, poucos empresários e executivos americanos criticam Donald Trump.

Mas nos bastidores, a história é outra.

Durante um encontro a portas fechadas na Yale School of Management, ocorrido em Washington na quarta-feira, dezenas de líderes empresariais manifestaram suas preocupações com relação a temas como tarifas, imigração e um ambiente de negócios cada dia mais caótico e difícil de navegar.

O relato é de uma reportagem do Wall Street Journal.

“Eles estão sendo extorquidos e intimidados. Nas conversas reservadas, eles demonstram que estão realmente chateados,” disse ao Journal o professor Jeffrey Sonnenfeld, organizador do evento.

A “extorsão” refere-se a acordos como o que obriga a Nvidia a repassar para o Governo dos EUA uma parcela de suas vendas na China ou a golden share na US Steel.

Sondagens realizadas com os participantes dão uma mostra do mal-estar.

Com relação ao tarifaço, 71% das pessoas ouvidas disseram que é uma política prejudicial para suas empresas. 75% disseram que a Justiça deveria decidir como ilegal a imposição das tarifas decidida por Trump.

Quando questionados se planejavam investir mais na expansão da capacidade produtiva nos EUA, 62% dos entrevistados disseram que não.

Os motivos citados para o desalento, de acordo com Sonnenfeld, são as incertezas e os custos causados pelas tarifas e a política de imigração, entre outros fatores. Há críticas também à interferência no Federal Reserve e ao ‘capitalismo de estado’ praticado por Trump.

“O governo não deve escolher vencedores ou perdedores em determinados setores,” disse Nick Pinchuk, o CEO da Snap-on Tools.

Os executivos foram quase unânimes em expressar desacordo com as pressões de Trump sobre o presidente do Fed, Jerome Powell, para reduzir as taxas de juros: 80% dos entrevistados disseram que o Presidente não está agindo pelos interesses de longo prazo dos EUA.

Para 71% das pessoas ouvidas, a independência do Fed saiu enfraquecida.

Fonte: Marca Legal

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Internacional

ONE adia recarga por baixo nível de água

A companhia japonesa de navegação Ocean Network Express (ONE) informou que decidiu adiar a aplicação do recargo por baixo nível de água (LWS) nos portos de Manaus e Porto Velho, no Brasil.

A medida, inicialmente prevista para setembro, entrará em vigor em 15 de outubro de 2025.

Segundo comunicado da empresa, a decisão se deve ao fato de que a diminuição do nível do rio Amazonas está acontecendo de forma mais lenta do que o previsto. Isso permitiu postergar a entrada em vigor da cobrança, que afetará as operações nessa região-chave para a logística fluvial.

O recargo temporário terá um custo de USD 975 por TEU e será aplicado em todas as rotas comerciais e serviços da companhia. A ONE informou que essa tarifa será mantida até novo aviso, dependendo das condições do rio.

A empresa, formada pela Nippon Yusen Kaisha (NYK), Mitsui O.S.K. Lines (MOL) e K Line, ressaltou que a medida busca garantir a continuidade de suas operações diante das variações sazonais que impactam a navegação no Amazonas.

Além disso, a ONE agradeceu aos clientes pelo apoio e destacou seu compromisso em continuar atendendo às necessidades de transporte global na região.

Fonte: Todo Logistica News

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Internacional

Brasil e Japão ampliam parceria em combustíveis sustentáveis

Acordo entre os dois países fortalece cooperação em biocombustíveis, etanol e tecnologias de mobilidade limpa

O Ministério de Minas e Energia (MME) recebeu no último dia 11 de setembro uma delegação do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI) para discutir iniciativas conjuntas no setor energético. O encontro fez parte da preparação para a Reunião Ministerial sobre Combustíveis Sustentáveis, realizada nesta segunda-feira (15) em Osaka, e abordou a Iniciativa para Combustíveis Sustentáveis e Mobilidade (ISFM).

Durante a reunião, o secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renato Dutra, ressaltou a relevância da cooperação bilateral. Ele destacou a nova Lei do Combustível do Futuro como marco regulatório para a transição energética. “O Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e é referência mundial em biocombustíveis. O Japão, por sua vez, reúne expertise em tecnologias de mobilidade de alto desempenho. A soma dessas competências abre novas oportunidades para investimentos, inovação e geração de empregos, além de posicionar os dois países como líderes no avanço rumo à neutralidade de carbono”, afirmou.

Cooperação em biocombustíveis e novas tecnologias

A delegação japonesa apresentou os preparativos para a Ministerial de Osaka e reforçou a expectativa em relação ao protagonismo do Brasil na COP30, marcada para Belém. Entre os pontos discutidos, ganharam destaque o uso do etanol, a produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), a captura de carbono e o comércio internacional de biocombustíveis.

As negociações também avançaram sobre a possibilidade de integração dos certificados de sustentabilidade e descarbonização, em consonância com o Acordo de Paris. O METI manifestou ainda interesse no fortalecimento da cadeia produtiva de veículos híbridos-flex, ressaltando a disposição de empresas japonesas em exportar esse tipo de automóvel para o mercado brasileiro.

Próximos passos da parceria

Como encaminhamento, Brasil e Japão concordaram em organizar novos encontros, reunindo representantes do setor público e da iniciativa privada, para consolidar projetos no âmbito da ISFM. O objetivo é aprofundar a cooperação bilateral, acelerar a transição energética e ampliar a presença dos dois países como referências globais no desenvolvimento de combustíveis sustentáveis.

Fonte: Brasil 247

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Internacional

China anuncia medidas para impulsionar consumo de serviços e estimular crescimento

Medidas também se comprometeram a atrair mais capital estrangeiro e privado para setores como o de assistência médica de médio e alto padrão

A China divulgou nesta terça-feira medidas para impulsionar o consumo de serviços, prometendo abrir ainda mais setores como internet e cultura e incentivar a realização de eventos esportivos internacionais, em uma tentativa de apoiar a economia em desaceleração.

As medidas, divulgadas em conjunto por nove agências governamentais, incluindo o Ministério do Comércio, o Ministério das Finanças e o banco central, também se comprometeram a atrair mais capital estrangeiro e privado para setores como o de assistência médica de médio e alto padrão.

As autoridades também planejam introduzir mais eventos esportivos internacionais, apoiar os governos locais na realização de atividades esportivas de massa e desenvolver eventos de alto nível, ligas profissionais e marcas esportivas.

Em agosto, a produção industrial e as vendas no varejo da China registraram o crescimento mais fraco desde o ano passado, mantendo a pressão sobre Pequim para que implemente mais estímulos para evitar uma forte desaceleração na segunda maior economia do mundo.

O país promoverá a abertura dos setores de internet, cultura, telecomunicações, assistência médica e educação, ao mesmo tempo em que flexibilizará o acesso ao mercado de assistência médica de médio e alto padrão e férias de lazer.

A China buscará atrair mais visitantes estrangeiros expandindo a entrada sem visto e melhorando as políticas de visto.

De acordo com as agências, a China usará recursos do governo central e títulos especiais locais para apoiar a construção de instalações culturais, turísticas, de cuidados com idosos, infantis e esportivas.

As ferramentas de política monetária serão implementadas para incentivar as instituições financeiras a expandir a oferta de crédito no consumo de serviços e aumentar os empréstimos para empresas do setor.

Em agosto, a China revelou subsídios de juros para empresas em oito setores de serviços ao consumidor, incluindo serviços de alimentação e turismo, em uma tentativa de apoiar o consumo de serviços em meio a uma economia em desaceleração.

Economistas e consultores de políticas chineses pediram que se intensificasse o apoio ao crescente setor de serviços do país para impulsionar o consumo, que os principais líderes priorizaram este ano para estimular o crescimento em meio às disputas sobre tarifas comerciais com os Estados Unidos.

A China também alocou 231 bilhões de iuanes (US$32,47 bilhões) em títulos especiais do Tesouro para um programa de troca de bens de consumo, com foco em eletrodomésticos, telefones celulares e tablets.

Fonte: InfoMoney

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Internacional

Ações de fabricantes de chips da China disparam com investigação contra EUA

As ações de fabricantes de chips analógicos da China dispararam nas bolsas do país depois que Pequim abriu investigações contra o setor de semicondutores dos Estados Unidos, alimentando expectativas de que as empresas locais ganhem participação de mercado.

As ações da SG Micro, uma desenvolvedora de chips analógicos com sede em Pequim, dispararam o limite diário de 20% em Shenzhen nesta segunda-feira, 15.

A 3Peak, outra fabricante chinesa, fechou em alta de 9,68% em Xangai.

A OmniVision Integrated Circuits Group ganhou 1,88% e a Suzhou Novosense Microelectronics subiu 10,79%.

Apesar dos fortes ganhos das fabricantes de chips analógicos, o setor mais amplo de semicondutores fechou misto nesta segunda-feira.

A SMIC, maior produtora de semicondutores da China, avançou 0,40% em Hong Kong, enquanto a Cambricon Technologies, projetista de chips de inteligência artificial, recuou 3,23 em Xangai.

A China anunciou no sábado (13) que iniciou duas investigações contra o setor de semicondutores dos EUA: uma sobre chips analógicos americanos por suposto dumping e outra sobre discriminação mais ampla contra a indústria chinesa.

Segundo analistas do Citi, as investigações favorecem os fabricantes chineses de chips analógicos. A participação doméstica nesse segmento ainda é baixa, representando apenas entre 10% e 15% da receita global das companhias chinesas.

Com o esforço de Pequim para ampliar a produção local, “é provável que fornecedores domésticos ganhem participação de mercado nos próximos anos”, disseram em relatório.

O Citi colocou a OmniVision e a SG Micro em “monitoramento de catalisadores” positivo de 90 dias, destacando que a China pode impor tarifas sobre circuitos integrados analógicos dos EUA ou restrições ao uso de chips americanos.

Fonte: CNN Brasil

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