Inovação

Meetup Startup SC reúne 80 participantes em Itajaí e reforça crescimento do Ecossistema de Inovação na região

Nesta quinta-feira (26), Itajaí foi palco da edição local do Meetup Startup SC, iniciativa do Sebrae/SC voltada ao fortalecimento do ecossistema de inovação. Realizado em parceria com atores locais, o evento reuniu cerca de 80 participantes, entre empreendedores, lideranças e profissionais da área para debater temas relacionados à tecnologia e jornada empreendedora, compartilhar experiências e ampliar conexões estratégicas. O evento aconteceu no Elume Centro Regional de Inovação e teve como objetivo também apresentar o Programa Startup SC – executado por meio da rede MIDIHUB.

“Este evento nasce como um canal estratégico para divulgar as inscrições do MIDIHUB, apresentar as novidades e evoluções do Startup SC e fortalecer, por meio do Meetup Startup SC, cada ecossistema local do nosso estado.
Mais do que um encontro, este é um movimento de conexão, colaboração e desenvolvimento, que amplia as oportunidades não apenas para startups, mas para todo o ambiente de inovação catarinense”, ressaltou a gestora de Projetos Luiza Pedroso, representando o Sebrae/SC.

Atualmente, a região conta com aproximadamente 100 startups mapeadas, em diferentes níveis de maturidade – uma em fase de escala, 18 em crescimento, 40 em tração e 41 em validação. A maior concentração está em Tecnologia da Informação (24), seguida por Construção e Imóveis (10), Saúde e Bem-estar (8) e Gestão e Consultoria (8), além de segmentos como Educação, Alimentos e Bebidas, Finanças, Logística e Serviços Profissionais.

Para o gerente da Regional Foz do Sebrae/SC, Aloisio Salomon, os dados reforçam o potencial de inovação local e a importância da iniciativa para impulsionar o desenvolvimento sustentável dos negócios. “Nosso objetivo é fomentar o empreendedorismo inovador e apoiar o desenvolvimento de startups em todas as suas fases. Conectamos empreendedores a mentores, investidores e grandes empresas, oferecendo capacitação, acesso ao mercado e oportunidades de networking”, afirmou.

A programação da edição local do Meetup Startup SC contou com duas palestras inspiradoras. A especialista e sócia do Grupo dtcode, Karol Oliveira, abordou o tema IA como Motor de Crescimento no Estágio Inicial. Já o fundador da Verso Company, o empresário e especialista em diferenciação de marcas, Kelvin Almeira, apresentou a palestra Crescimento Sem Estratégia é Só Correria: como construir um posicionamento relevante.

Rede MIDIHUB abre inscrições para startups de base tecnológica em Santa Catarina
Criada a partir da metodologia do MIDITEC — iniciativa da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) em parceria com o Sebrae/SC, a Rede MIDIHUB é considerada a maior rede de incubadoras do Brasil e está com inscrições abertas para startups de base tecnológica interessadas em ingressar em seu programa de incubação.
O período de candidatura segue até 8 de março e oferece vagas em 12 incubadoras espalhadas por Santa Catarina. Em Itajaí, a incubadora participante é o MIDITEC Marina Tech – projeto desenvolvido pela Universidade do Vale do Itajaí – Univali. As inscrições podem ser feitas pelo link https://www.midihub.com.br/

FONTE E IMAGENS: SEBRAE

Ler Mais
Inovação

Do cockpit à inovação: como ambientes regulados moldam soluções tecnológicas

Em um cenário global marcado por volatilidade, sistemas interdependentes e decisões de alto impacto, a capacidade de operar com clareza sob pressão tornou-se um diferencial relevante em diferentes setores. A atuação em ambientes técnicos e regulados, como a aviação, oferece paralelos diretos com os desafios enfrentados por líderes que constroem soluções tecnológicas e operam em contextos complexos.

Nesse contexto, a trajetória de Mariana Tomelin ilustra como experiências em ambientes de alta exigência técnica podem contribuir para uma leitura mais estruturada de risco, tomada de decisão e construção de soluções aplicáveis ao mundo real. Ao transitar entre setores que demandam rigor operacional, visão sistêmica e uso consistente de dados, sua atuação reflete uma abordagem que vai além de setores específicos, oferecendo aprendizados relevantes sobre como lidar com complexidade, incerteza e execução responsável em cenários contemporâneos.

Leia a entrevista na íntegra:


Você atua no setor de aviação. Como essa experiência se conecta com sua atuação profissional em tecnologia e operações internacionais?

MARIANA: A atuação no setor de aviação ampliou significativamente minha forma de enxergar sistemas, risco e responsabilidade. Trata-se de um ambiente em que decisões precisam ser tomadas com base em dados, procedimentos claros e avaliação contínua de cenários. Essa lógica se conecta diretamente com tecnologia e operações internacionais, onde múltiplas variáveis interagem simultaneamente e erros têm impacto real. A experiência na aviação reforçou uma abordagem mais disciplinada, analítica e orientada à tomada de decisão consciente em contextos complexos.


Que paralelos você identifica entre aviação e tecnologia?

MARIANA: Aviação e tecnologia compartilham a lógica de sistemas complexos, nos quais diferentes componentes operam de forma interdependente. Em ambos os casos, é fundamental compreender o sistema como um todo, antecipar falhas e responder de forma estruturada a cenários imprevistos. Procedimentos bem definidos, redundância e uso consistente de dados são elementos essenciais para garantir confiabilidade, segurança e desempenho, seja em um ambiente operacional altamente técnico ou no desenvolvimento de sistemas tecnológicos.


Essa experiência influencia o desenvolvimento de soluções tecnológicas?

MARIANA: Sim, de forma direta. Ao participar da construção de soluções tecnológicas voltadas a operações críticas, priorizo clareza funcional, confiabilidade e simplicidade operacional. Sistemas precisam ser compreensíveis, testáveis e resilientes, especialmente quando utilizados em ambientes regulados. Essa abordagem reduz falhas, facilita a adoção e aumenta a eficiência, criando soluções que funcionam de forma consistente na prática, e não apenas em teoria.


Como essa vivência em ambientes técnicos e regulados influencia sua liderança e processo decisório?

MARIANA: A vivência em ambientes técnicos e regulados contribui para uma liderança mais objetiva e responsável. Decisões precisam ser tomadas com critérios claros, avaliação de risco e consciência das consequências. Isso influencia diretamente a forma como conduzo projetos e equipes, criando estruturas que favorecem execução consistente, aprendizado contínuo e responsabilidade compartilhada. Em contextos complexos, liderar significa reduzir ambiguidade, sustentar decisões com método e manter clareza mesmo sob pressão.


Esse tipo de perfil é valorizado por ecossistemas globais de inovação?

MARIANA: Sim. Ecossistemas globais de inovação tendem a valorizar perfis capazes de operar sob pressão, lidar com incerteza e manter clareza decisória em cenários complexos. A capacidade de aprender continuamente, adaptar-se rapidamente e tomar decisões responsáveis é vista como um diferencial relevante em ambientes de alta performance, especialmente em setores que lidam com tecnologia, dados e sistemas interdependentes.

A experiência em ambientes técnicos e regulados, como a aviação, aliada à atuação em tecnologia e operações internacionais, contribuiu para o desenvolvimento de uma abordagem orientada à disciplina, ao pensamento sistêmico e à tomada de decisão baseada em dados. Em um contexto global marcado por complexidade crescente, essa combinação reflete competências que se aplicam diretamente aos desafios contemporâneos de liderança, inovação responsável e execução consistente.

Foi a partir dessa trajetória — marcada pela necessidade de lidar com grandes volumes de informação, múltiplos mercados e decisões de alto impacto — que se consolidou o desenvolvimento da Trax. A plataforma foi concebida como uma extensão prática dessas experiências, com foco na organização e análise de dados aplicados a operações de comércio internacional, conectando tecnologia à realidade operacional de ambientes globais e regulados.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO EXONTRADE

Ler Mais
Inovação

SENAI realiza desafio global de inovação com apoio de agências espaciais europeias

Começa nesta sexta-feira (30), em Florianópolis, a etapa brasileira do ActInSpace 2026, um hackathon internacional de inovação promovido com apoio da Agência Espacial Francesa (CNES) e da Agência Espacial Europeia (ESA). No Brasil, o evento acontece no Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, com coordenação do SENAI de Santa Catarina.

Hackathon conecta talentos a tecnologias espaciais

Durante 24 horas consecutivas, o desafio reunirá estudantes, jovens profissionais, pesquisadores e equipes multidisciplinares para o desenvolvimento de soluções inovadoras baseadas em tecnologias e dados do setor espacial. A proposta é estimular a aplicação prática de conhecimentos científicos e tecnológicos em desafios reais do mercado.

O ActInSpace é realizado simultaneamente em mais de 45 países, conectando participantes a desafios lançados por organizações globais como ESA, CNES, Airbus e parceiros internacionais do ecossistema aeroespacial.

Inovação com foco em novos negócios e startups

O principal objetivo do hackathon é transformar tecnologias espaciais — como satélites, bases de dados e patentes — em soluções com potencial comercial, capazes de originar novos negócios e startups de base tecnológica.

Ao longo da maratona, os participantes recebem mentorias técnicas e de negócios, suporte à prototipação e orientação para a preparação do pitch final. As equipes com melhor desempenho avançam para a fase internacional do desafio.

Conexão com o ecossistema europeu de inovação

Os projetos de destaque passam a integrar o ecossistema europeu de inovação, com acesso a redes internacionais e a incubadoras especializadas, como os ESA Business Incubation Centres (ESA BICs). A iniciativa amplia as oportunidades de internacionalização e aceleração de soluções inovadoras desenvolvidas no Brasil.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

Ler Mais
Inovação

Whirlpool amplia nacionalização e acelera renovação de portfólio no Brasil

A Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, consolida o Brasil como um dos principais eixos de sua estratégia global. A operação brasileira é atualmente a segunda maior da companhia no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, e ocupa papel central nas frentes de produção, inovação e relacionamento com o consumidor.

Segundo o diretor-geral da Whirlpool Brasil, Gustavo Ambar, a relevância do país vai além do discurso institucional. Mais de 95% dos produtos vendidos no mercado interno são fabricados no Brasil, enquanto cerca de 80% dos insumos e matérias-primas têm origem nacional, o que confere maior resiliência diante da volatilidade cambial, das tensões geopolíticas e da concorrência internacional.

Produção local sustenta desempenho mesmo com juros altos

Apesar do cenário de juros elevados, o desempenho recente da companhia contrariou a percepção de retração no consumo de bens duráveis. De acordo com a Whirlpool, 2025 registrou um dos melhores resultados da última década, mesmo com a taxa Selic se aproximando de 15%.

A explicação está na combinação entre aumento da renda, queda do desemprego e maior confiança do consumidor. Para a empresa, esses fatores compensaram o impacto do crédito mais caro, mantendo a disposição para compras parceladas, especialmente em produtos considerados essenciais.

Demanda estrutural impulsiona a linha branca

Outro fator relevante é o perfil do setor. Aproximadamente 75% das compras de grandes eletrodomésticos ocorrem por necessidade de reposição, especialmente em categorias como geladeiras e fogões. Metade do parque instalado brasileiro desses produtos tem mais de seis anos de uso, o que cria uma demanda estrutural contínua por substituição.

Brastemp e Consul operam de forma complementar

A estratégia comercial da Whirlpool no país é baseada no modelo de duas marcas complementares. A Brastemp concentra atributos como design, tecnologia e inovação, enquanto a Consul aposta em durabilidade, eficiência e maior acessibilidade, com forte presença em canais físicos.

Já a KitchenAid permanece focada no segmento de eletroportáteis premium, com estudos em andamento para eventual ampliação de portfólio no mercado brasileiro.

Inovação acelera renovação do mix de produtos

A inovação é um dos pilares da estratégia. A empresa prepara o lançamento de 35 novos produtos no ciclo atual, com maior peso de itens considerados mais relevantes, especialmente nas linhas Brastemp e de refrigeração.

Nos últimos quatro anos, os produtos lançados passaram a representar cerca de 75% da receita, indicando uma renovação acelerada do portfólio. A meta da companhia é renovar praticamente todo o mix a cada quatro ou cinco anos. Um dos destaques previstos é uma nova geração de geladeiras, com proposta de redefinir o conceito do produto e sua integração à cozinha.

ESG integrado ao modelo de negócio

A agenda ESG também faz parte da estratégia corporativa. No pilar ambiental, a Whirlpool atuou junto a órgãos reguladores para elevar os padrões de eficiência energética, com impacto direto na redução do consumo de energia.

A empresa mantém ainda um programa de logística reversa, que recolhe eletrodomésticos usados — inclusive de outras marcas — sem custo para o consumidor. Em 2025, o volume superou 1 milhão de produtos recolhidos, iniciativa que passou a ser integrada a modelos de troca digital.

No eixo social, o programa Consulado Mulher recebeu novos investimentos dentro de um pacote que soma R$ 100 milhões em ações sociais, com foco em capacitação, empreendedorismo feminino e formação profissional.

Venda direta ao consumidor ganha relevância

A frente de venda direta ao consumidor (D2C) ganhou peso estratégico, com ampliação de serviços como entrega agendada, instalação, rastreamento em tempo real e manutenção por assinatura. A empresa também investe na integração de dados entre canais digitais, call centers e rede de assistência técnica, buscando mais eficiência e melhor experiência do cliente.

Estoques, câmbio e eficiência operacional

Com o custo do capital elevado, a gestão de estoques e fluxo de caixa tornou-se ainda mais estratégica. A Whirlpool afirma ter simplificado sua cadeia produtiva e aumentado a flexibilidade das fábricas, permitindo maior variedade de produtos sem elevar o capital imobilizado.

Mesmo com alta produção local, a empresa reconhece o impacto do câmbio, especialmente sobre commodities como o aço. Para mitigar riscos, utiliza instrumentos de hedge, embora admita que a volatilidade elevou os custos de proteção no fim de 2024 e início de 2025.

No varejo, cerca de 40% das vendas de eletrodomésticos no Brasil ocorrem no ambiente online, patamar semelhante ao da própria companhia. Após oscilações no período pós-pandemia, o mix entre lojas físicas e e-commerce tende à estabilização, com maior integração entre os canais.

Com uma base industrial robusta, alto grau de nacionalização, renovação acelerada do portfólio e foco crescente em serviços, a Whirlpool aposta que a demanda estrutural por reposição, aliada à inovação e à proximidade com o consumidor, sustentará seu crescimento mesmo em um cenário econômico ainda incerto.

FONTE: Brazil Economy
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brazil Economy

Ler Mais
Inovação

AgriHub Conecta abre inscrições para identificar soluções tecnológicas no agro de Mato Grosso

O AgriHub Conecta 2026 iniciou o período de inscrições para sua terceira fase. A iniciativa, conduzida pelo Instituto AgriHub em parceria com o Senar-MT, busca mapear soluções tecnológicas já prontas para o mercado capazes de enfrentar gargalos reais da agricultura e pecuária em Mato Grosso.

Diferentemente de programas tradicionais de aceleração, o foco está na validação prática das tecnologias diretamente nas fazendas ao longo do ano, aproximando inovação e rotina produtiva no campo.

Soluções aplicáveis à realidade do produtor rural

O programa é voltado a startups e empresas que possuam CNPJ ativo há pelo menos seis meses, estejam enquadradas no Marco Legal das Startups e já contem com soluções operacionais e clientes ativos. O objetivo é garantir que as ferramentas selecionadas tenham maturidade suficiente para serem testadas em ambiente real de produção.

A proposta do AgriHub Conecta é ampliar a eficiência produtiva, estimulando o uso de tecnologia aplicada às demandas concretas do produtor rural mato-grossense.

Seleção baseada em diagnóstico com produtores

A escolha das empresas participantes será orientada por um diagnóstico prévio realizado com mais de mil produtores rurais do estado. A partir desse levantamento, foram identificados desafios recorrentes que servirão como base para a seleção das tecnologias.

Segundo o Instituto AgriHub, as soluções escolhidas deverão demonstrar capacidade de resposta aos problemas mapeados e estar preparadas para cumprir cronogramas de reuniões técnicas, demonstrações práticas e testes em campo.

Desafios prioritários do agronegócio

Entre os principais gargalos apontados pelos produtores estão questões relacionadas ao manejo do solo, recuperação de áreas degradadas, alto custo da irrigação e escassez de mão de obra qualificada. Problemas logísticos, como o valor do frete e o aumento dos custos de insumos e maquinários, também aparecem como demandas estratégicas.

Para tecnologias que não se enquadram diretamente nesses temas, o programa abriu a categoria “Desafio Extra”, voltada a soluções inovadoras e disruptivas que possam gerar impacto no agronegócio estadual.

Validação em campo e modelo equity free

Um dos diferenciais do AgriHub Conecta é o modelo equity free, que não exige participação societária das empresas selecionadas. A proposta é fomentar oportunidades de negócio, ampliar a visibilidade das startups e fortalecer o ecossistema de inovação no agro.

As empresas escolhidas terão acesso direto às principais regiões produtoras de Mato Grosso, com participação em encontros presenciais e dias de campo. Esse contato permite que os desenvolvedores recebam feedback imediato dos produtores, ajustem suas soluções e validem seus produtos em um dos mercados agrícolas mais competitivos do mundo.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: AgriHub

Ler Mais
Inovação

China cria máquina de hipergravidade que gera força 1.900 vezes maior que a da Terra

Cientistas da Universidade de Zhejiang, no leste da China, colocaram em operação uma das mais avançadas estruturas de pesquisa do mundo: a CHIEF1900, uma centrífuga gigante capaz de produzir forças equivalentes a 1.900 vezes a gravidade da Terra. Instalada a 15 metros abaixo do solo para reduzir vibrações, a máquina estabeleceu um novo recorde global, superando um equipamento semelhante utilizado pelo Exército dos Estados Unidos.

A centrífuga integra um complexo científico interdisciplinar avaliado em US$ 285 milhões e foi projetada para funcionar como um verdadeiro “compressor de tempo” aplicado à ciência e à engenharia, permitindo simulações extremamente aceleradas de fenômenos naturais e estruturais.

Como a hipergravidade acelera o tempo científico

O princípio por trás da chamada compressão do tempo está no uso de centrífugas de hipergravidade, que reproduzem em laboratório processos que, na natureza, levariam décadas ou até milhares de anos para se manifestar. Ao intensificar a força gravitacional, o comportamento físico dos materiais ocorre de forma proporcionalmente mais rápida.

Na engenharia civil, por exemplo, um modelo reduzido de 3 metros de uma barragem, submetido a 100g (cem vezes a gravidade terrestre), reproduz com precisão o mesmo nível de tensão e estresse estrutural que uma barragem real de 300 metros de altura enfrentaria ao longo de sua vida útil.

Com a CHIEF1900, pesquisadores conseguem ainda simular a dispersão de poluentes no solo ao longo de milhares de anos em apenas algumas horas de experimento.

Desafios extremos e soluções de engenharia

Operar sob forças de 1.900 toneladas-g impõe desafios técnicos severos. Para efeito de comparação, uma máquina de lavar roupas atinge cerca de duas toneladas-g. Em níveis tão elevados, calor e pressão podem comprometer a integridade do equipamento.

Para contornar esses riscos, engenheiros chineses desenvolveram um sistema avançado de controle térmico, baseado em ambiente a vácuo, com uso combinado de fluidos refrigerantes e ventilação especializada, evitando o superaquecimento ou a deformação estrutural da centrífuga.

Aplicações científicas e impacto internacional

As aplicações da CHIEF1900 abrangem diversas áreas estratégicas. Entre elas estão estudos sobre o comportamento de células e plantas em gravidade extrema, simulações de condições encontradas em outros planetas, análises da interação entre trens de alta velocidade e o solo ao longo de anos de operação e testes de resistência de materiais submetidos a acelerações intensas.

Aberta à comunidade científica internacional, a instalação posiciona a China como um novo polo global de pesquisas em física e engenharia de grande escala. O rápido avanço do país, que saltou de modelos anteriores para a CHIEF1900 em pouco tempo, evidencia um forte investimento estatal em pesquisa experimental de fronteira.

FONTE: Xataka Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xataka Brasil

Ler Mais
Inovação

Inovação no setor portuário: o caminho para destravar gargalos logísticos e reposicionar o Brasil no comércio global

Inovação deixou de ser tendência e passou a ser condição para a competitividade portuária. Em um cenário de intensificação das relações comerciais entre Mercosul, União Europeia e países asiáticos, a eficiência logística se tornou estratégica para países que desejam ocupar espaço relevante no comércio internacional. No Brasil, esse debate ganha força a partir de políticas públicas que colocam a inovação no centro das decisões sobre infraestrutura, integração de modais e gestão portuária.

Nesse contexto, a Avaliação Estratégica do Plano Nacional de Logística (PNL 2050) se consolida como um dos principais instrumentos para orientar o futuro dos transportes no país. O estudo, que contou com a participação do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), vai além do diagnóstico técnico: ele propõe uma mudança de mentalidade, ao defender uma logística mais inteligente, integrada e orientada por dados — base essencial para a inovação no setor portuário.

Inovação como eixo da multimodalidade

Um dos pontos centrais do PNL 2050 é a necessidade urgente de equilibrar a matriz de transportes, reduzindo a sobrecarga histórica do modal rodoviário e ampliando o uso de hidrovias, cabotagem, ferrovias e da infraestrutura aeroportuária. Para o MPor, inovar passa, necessariamente, por valorizar modais de alta capacidade e eficiência, conectando áreas produtoras aos portos e aos mercados internacionais por meio de corredores logísticos integrados.

Segundo Tetsu Koike, diretor de Programa de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do Ministério de Portos e Aeroportos, o plano é uma ferramenta estratégica para desenhar o futuro do país. “Temos em mãos uma ferramenta preciosa para orientar ações e definir qual país queremos no futuro. Os transportes movimentam a economia e seus modais precisam estar integrados para termos eficiência logística, redução de custos e superarmos desafios históricos. É uma construção permanente e interfederativa.”

Na mesma linha, George Santoro, secretário executivo de Transportes, destaca que o PNL é um guia em constante evolução. “A cada cinco anos, atualizamos e aprimoramos os planos de transporte. Isso permite integrar os modais de forma mais lógica, conectando-os por corredores logísticos. O PNL 2050 traz uma matriz que realmente retrata a realidade do país.”

Gargalos logísticos: onde a inovação se torna urgente

O diagnóstico técnico do PNL 2050 evidencia gargalos que impactam diretamente a competitividade dos portos brasileiros: dificuldades na origem das cargas, problemas no escoamento para exportação e pressão sobre a infraestrutura portuária. No transporte de passageiros, o estudo também aponta a saturação de eixos aeroportuários estratégicos.

Para Leonardo Ribeiro, secretário nacional de Transporte Ferroviário, a resposta está na integração e na inovação sistêmica. “Hoje, portos, rodovias e ferrovias estão conectados à estratégia do PNL. Trilhos e estradas funcionam como artérias que alimentam o sistema portuário exportador.”

Diante desse cenário, cresce a reflexão: é possível resolver gargalos apenas com grandes obras e investimentos de longo prazo? Ou a inovação pode oferecer soluções mais rápidas, eficientes e sustentáveis?

O que é, afinal, inovação portuária?

Para aprofundar esse debate, a equipe do ReConecta ouviu Thiago Alvarenga Camelo, coordenador-geral de Inovação Portuária e Transformação Digital da Secretaria Especial de Portos do MPor. Ele esteve na Superintendência do Porto de Itajaí, no último dia 17 de dezembro, apresentando as diretrizes do Inova Portos, programa que busca estruturar a inovação como política pública no setor portuário brasileiro.

Segundo Thiago, o Inova Portos nasce com o objetivo de sair do campo conceitual e avançar para ações práticas. “Vamos definir indicadores, metas, instrumentos e, se possível, pontos de financiamento. A ideia é que a inovação não fique apenas no nível de diretriz, mas se traduza em iniciativas concretas.”

Direcionar, não operar

O coordenador reforça que o papel do Ministério é estratégico, e não operacional. “O Ministério define prioridades e dá o direcionamento. Cabe às autoridades portuárias e aos arrendatários executar. É oferecer uma base clara sobre o que fazer e quais recursos utilizar.”

Ele também destaca que a inovação nem sempre gera retorno financeiro imediato, mas ainda assim é essencial. “Muitas iniciativas precisam ser testadas. Nem toda inovação traz resultado no curto prazo, mas isso não significa que não valham a pena”, reforça.

Da estruturação à institucionalização

Após um período de debates internos, o Inova Portos avança agora para a fase de institucionalização. “Estamos trabalhando em uma portaria que será submetida à consulta pública, acompanhada de uma análise de impacto regulatório. A expectativa é abrir essa consulta no início de 2026, para colher contribuições da sociedade”, explica Thiago.

A partir dessa base normativa, autoridades portuárias e operadores terão mais segurança jurídica para desenvolver projetos de inovação, pesquisas e parcerias com universidades, startups e centros de pesquisa.

Inovação como alternativa aos investimentos tradicionais

Um dos pontos mais estratégicos do Inova Portos é propor uma mudança de lógica na gestão dos gargalos. “Quando surge um problema de capacidade, o gestor costuma pensar primeiro em grandes investimentos, que são caros e demorados. A inovação e a tecnologia podem ajudar a aliviar gargalos enquanto esses investimentos não se concretizam”, avalia.

Automação, inteligência artificial, gestão por dados e digitalização de processos aparecem como caminhos para aumentar a eficiência operacional, reduzir custos e melhorar a tomada de decisão.

“Inovação é oportunidade”

Para Thiago Alvarenga, inovação no setor portuário deve ser vista como escolha estratégica. “Inovação é oportunidade. É olhar para novos produtos, processos e serviços como formas de melhorar a prestação de serviços e os resultados. A ideia não é punir, mas destacar e premiar quem se envolve e faz diferente.”

Em um ambiente global cada vez mais competitivo, inovar nos portos não é mais uma opção — é uma condição para que o Brasil avance na logística, fortaleça o comércio exterior e construa um sistema portuário mais eficiente, integrado e preparado para o futuro.

Fonte: MPOR – Ministério de Porto e Aeroportos
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: DAIANA BROCARDO – RECONECTA NEWS

Ler Mais
Inovação

Lançamento comercial de foguete no Brasil marca estreia do país no mercado espacial

O lançamento comercial de foguete no Brasil está prestes a se tornar realidade. O foguete Hanbit-Nano, desenvolvido pela empresa sul-coreana Innospace, tem decolagem prevista para esta quarta-feira (17), às 15h45, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, considerado um dos pontos mais estratégicos do mundo para operações espaciais.

Janela de lançamento e operação inédita

Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), responsável pela condução da operação, a janela de lançamento vai de 16 a 22 de dezembro. A missão representa o primeiro lançamento comercial de um veículo espacial a partir do território brasileiro, um passo decisivo para a consolidação do país no setor aeroespacial.

A ação simboliza a entrada efetiva do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais, ampliando a visibilidade internacional da base de Alcântara e fortalecendo o Programa Espacial Brasileiro.

Missão reúne especialistas do Brasil e da Coreia do Sul

Batizada de Operação Spaceward, a missão envolve cerca de 400 profissionais, entre militares e civis brasileiros, além de técnicos sul-coreanos. O trabalho conjunto reforça a cooperação internacional e demonstra a capacidade técnica e operacional do país para receber e executar lançamentos comerciais.

Autoridades do CLA destacam que a iniciativa consolida Alcântara como um polo estratégico espacial, capaz de atrair investimentos, empresas do setor e novas oportunidades em ciência, tecnologia e inovação.

Detalhes do foguete e da carga útil

O Hanbit-Nano possui 21,8 metros de comprimento, 1,4 metro de diâmetro e cerca de 20 toneladas. O veículo foi projetado para transportar satélites à órbita baixa da Terra (LEO), a aproximadamente 300 quilômetros de altitude, com inclinação orbital de 40 graus.

Na coifa do foguete estão oito cargas úteis, sendo cinco pequenos satélites destinados à colocação em órbita e três dispositivos experimentais. O sistema de propulsão é híbrido, combinando combustível sólido e líquido, tecnologia que amplia a eficiência e a segurança da missão.

Avanço estratégico para o setor espacial brasileiro

O lançamento comercial a partir de Alcântara é visto como um marco histórico para o Brasil, evidenciando maturidade operacional e posicionando o país como um novo player no competitivo mercado de lançamentos espaciais. A expectativa é que novas missões comerciais sejam realizadas nos próximos anos, ampliando o protagonismo brasileiro no setor.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Valter Campanato/Agência Brasil

Ler Mais
Inovação

Gestão da cadeia de custódia pode elevar segurança no transporte de cargas

A evolução das operações logísticas tem reforçado a importância de uma gestão mais profissionalizada da cadeia de custódia, especialmente em setores que movem produtos sensíveis, de alto valor e sujeitos a regulamentações específicas. Com diversas etapas de circulação e inúmeras interfaces operacionais, manter a integridade da carga depende cada vez mais do uso de tecnologias capazes de fornecer visibilidade contínua e dados confiáveis.

A Fractal, focada em segurança tecnológica para cadeias logísticas, destaca que integrar sensores, sistemas de rastreabilidade e análises de eventos oferece um controle mais inteligente do percurso, apoiando empresas na prevenção de perdas, na garantia de conformidade e no atendimento aos padrões exigidos pelo mercado.

Para José Roberto Mesquita, diretor executivo da empresa, a digitalização se tornou uma aliada estratégica da governança logística. “A inspeção visual já não é suficiente para sustentar operações complexas. Quando dispositivos e plataformas se comunicam, é possível validar cada etapa da custódia e responder rapidamente a inconsistências operacionais”, afirma.

Segundo o executivo, a gestão orientada a dados fortalece auditorias, reduz incertezas e melhora a tomada de decisão. “Informações estruturadas permitem identificar e corrigir desvios antes que se transformem em prejuízos. A prevenção passa a ser resultado de monitoramento inteligente, não apenas de intervenção reativa”, explica Mesquita.

A Fractal ressalta que interoperabilidade e histórico auditável ampliam a confiabilidade das operações, modernizando rotinas e contribuindo para uma logística mais segura, eficiente e alinhada a padrões nacionais e internacionais.

A empresa reforça que profissionalizar a cadeia de custódia é um movimento essencial para quem deseja garantir previsibilidade, proteger ativos e manter a continuidade operacional em um ambiente de negócios cada vez mais exigente.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO FRACTAL

Ler Mais
Inovação

Programa Rotas para a Inovação encerra 2025 com avanços positivos e novas ações previstas para o próximo ano

O Programa Rotas para a Inovação – iniciativa de inovação aberta do Complexo Portuário – concluiu a etapa prevista para 2025 e apresentou, nesta sexta-feira (5), os resultados e avaliações do ciclo. A edição contemplou quatro workshops voltados à identificação de desafios, à conexão entre demandas das empresas e soluções de instituições de ensino e startups, além de um encontro dedicado à apresentação de projetos inovadores. Ao todo, o programa recebeu 24 propostas, elaboradas por 21 empresas solucionadoras, e segue ativo com novas ações previstas para o próximo ano.

A iniciativa teve como foco acelerar a inovação e o desenvolvimento de pequenos negócios ligados ao setor portuário, incentivando a melhoria de processos internos e a adoção de tecnologias que ampliem a eficiência e a competitividade. Durante a cerimônia de encerramento, a gerente da Regional Foz do Sebrae/SC, Juliana Bernardi Dall’Antonia, destacou o papel fundamental do Sebrae Startups no apoio ao empreendedor inovador, na criação de pontes e na geração de oportunidades.

“Para nós, inovação não é apenas tecnologia. É desenvolvimento econômico, competitividade, sustentabilidade, e em especial, o fortalecimento dos pequenos negócios. Este programa foi pensado para aproximar desafios reais de soluções inovadoras. E o que vimos foi justamente isso: conexões acontecendo, ideias ganhando maturidade e parcerias sendo construídas de forma muito colaborativa”, enfatizou.

A avaliação da Superintendência do Porto de Itajaí reforça o impacto positivo do ciclo entregue.

“ O Rotas da Inovação mostrou que quando Porto, empresas, universidades e o ecossistema se unem, a inovação deixa de ser conceito e se torna resultado concreto. As seis empresas que abriram desafios e as 21 soluções apresentadas comprovam que temos, aqui na região, capacidade técnica, criatividade e visão estratégica para transformar a logística, fortalecer a Economia Azul e gerar novas oportunidades de desenvolvimento”, avaliou.

Ele ainda destacou que o programa inaugura um novo momento para o Porto de Itajaí: “mais moderno, mais inteligente e mais conectado com a sustentabilidade e com as melhores práticas internacionais. A inovação aberta passa a fazer parte da nossa cultura, do nosso planejamento e do futuro que estamos construindo para a cidade e para o setor portuário. Hoje reconhecemos este esforço coletivo e reafirmamos nosso compromisso de seguir avançando”, disse.

O Elume – Centro Regional de Inovação – também avaliou os resultados de forma positiva.
“O Elume atuou como catalisar no processo de inovação na região. Ficamos muito satisfeitos porque, em vários casos, essa dinâmica funcionou exatamente como planejado. Hoje estamos celebrando a assinatura de dois contratos — da Trust e da Barra do Rio — com seus respectivos solucionadores, todos negócios da própria região. Esse resultado reforça o potencial inovador local e a importância de promover conexões estratégicas para o desenvolvimento regional”, destaca Manoela Hermes, gerente de projetos do Elume.

Realizado pelo Sebrae/SC, por meio do Sebrae Startups, em parceria com o Porto de Itajaí e o Elume – Centro Regional de Inovação, o programa teve como objetivo aproximar startups e negócios inovadores da Foz do Rio Itajaí de potenciais clientes e parceiros.

A iniciativa contou ainda com o apoio de instituições de ensino e centros de pesquisa para facilitar a comercialização de produtos e serviços, estimular o ecossistema de inovação e impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

**Participação das empresas **

Entre os demandadores desta edição estiveram Porto de Itajaí, JBS Terminais, Barra do Rio Terminal Portuário, Univali, Trust Group e SC Portos. Já os solucionadores foram: Gruppe Serviços de Tecnologia LTDA, 4Mti Soluções LTDA, Green Energy Soluções Sustentáveis LTDA, Tidewise Engenharia e Serviços Navais LTDA, Spen Inovação Simples, Instituto Federal de Santa Catarina – Campus Itajaí, Venda Forte LTDA, Digiaccess Soluções Seguras LTDA, Bykonz Tecnologia LTDA, GB Atendimento e Tecnologia LTDA, AJ Research Development S.A, Regenera 3D, Cargon, Kamtech Soluções em TI e Depot In Serviços Logísticos LTDA.

Resultados do ciclo de 2025

A programação contou com a assinatura dos contratos entre a Trust Group e o Barra do Rio Terminal Portuário (empresas demandadoras) e a Depot In Serviços Logísticos (solucionadora), demonstrando a efetividade do Programa. Além disso, foram entregues 21 certificados às empresas participantes do ciclo.

Parceiros

O Programa Rotas para Inovação é uma realização do Sebrae/SC, por meio do Sebrae Startups, da Autoridade Portuária do Porto de Itajaí e do Elume – Centro Regional de Inovação. Conta ainda com a parceria do Instituto Federal de Santa Catarina (Campus Itajaí), Udesc (Balneário Camboriú), UFSC (Joinville), Diretoria de Empreendedorismo e Inovação da Univali, Marinatech Rede Midhub, Núcleo de Tecnologia e Inovação da ACII, Invest Itajaí, Prefeitura de Itajaí, Polo Regional ACATE Foz do Itajaí e SC Mais Inovação.

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook