Comércio Exterior

Nova Ordem Executiva dos EUA reduz tarifas e amplia competitividade do Brasil

O governo dos Estados Unidos revogou, na sexta-feira (20/2), as Ordens Executivas que aplicavam tarifas de 40% sobre produtos brasileiros, além das tarifas recíprocas de 10% vigentes para diversos países.

No mesmo dia, foi publicada uma nova ordem estabelecendo tarifa global de 10%, com exceções para determinados produtos. No sábado (21), os EUA anunciaram a intenção de aumentar essa tarifa para 15%, mas o ato formal ainda não foi publicado.

Antes das mudanças, cerca de 22% das exportações brasileiras para os EUA enfrentavam tarifas adicionais de 40% ou 50%. Com as novas medidas, aproximadamente 25% das exportações do Brasil (US$ 9,3 bilhões) passam a ser tributadas em 10% ou 15%, alinhando-se à tarifa aplicada a outros países.

Produtos brasileiros ganham competitividade

Segundo estimativas, 46% das exportações brasileiras para os EUA em 2025 (US$ 17,5 bilhões) não terão tarifas adicionais, devido às exceções previstas na Ordem Executiva. Produtos já abrangidos pela Seção 232, que somam 29% das exportações (US$ 10,9 bilhões), continuam sujeitos às tarifas específicas definidas nesse mecanismo.

O novo regime aumenta a competitividade de setores estratégicos do Brasil no mercado norte-americano. Entre os segmentos beneficiados estão máquinas e equipamentos, calçados, móveis, confecções, madeira, produtos químicos e rochas ornamentais, que deixam de enfrentar tarifas de 50% e passam a competir sob alíquota de 10% ou 15%.

Destaque para aeronaves e agropecuária

Uma novidade do novo regime é a exclusão das aeronaves das novas tarifas, que passam a ter alíquota zero (antes 10%). Aeronaves foram o terceiro principal item da pauta exportadora brasileira para os EUA em 2024 e 2025, com alto valor agregado e importante conteúdo tecnológico.

No setor agropecuário, produtos como pescados, mel, tabaco e café solúvel também têm redução de alíquota de 50% para 10% ou 15%, competindo em condições equivalentes aos fornecedores internacionais.

Comércio bilateral Brasil-EUA em 2025

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos atingiu US$ 82,8 bilhões, 2,2% acima do registrado em 2024. As exportações brasileiras totalizaram US$ 37,7 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 45,1 bilhões, gerando déficit comercial de US$ 7,5 bilhões para o Brasil.

Os dados são estimativos, considerando que a classificação tarifária dos produtos envolve consolidação de códigos HTS e critérios adicionais de aplicação nos EUA, podendo gerar pequenas variações nas alíquotas efetivas.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Comércio Exterior

Protecionismo comercial é atraso, afirma Jorge Viana ao defender acordo Mercosul-UE

O debate sobre protecionismo comercial voltou ao centro das discussões após declarações de Jorge Viana, presidente da ApexBrasil. Em entrevista ao InfoMoney, ele afirmou que o Brasil não deve temer a ampliação do fluxo de produtos europeus com a possível assinatura do acordo Mercosul-UE.

Para Viana, o excesso de barreiras comerciais pode ser comparado ao chamado “complexo de vira-lata”, expressão criada por Nelson Rodrigues para definir um sentimento de inferioridade nacional. Segundo ele, proteger setores estratégicos é legítimo, mas exageros podem comprometer o desenvolvimento econômico no longo prazo.

Brasil como potência comercial

Na avaliação do presidente da Apex, o Brasil ocupa posição de destaque no cenário global. Ele cita as reservas internacionais próximas de US$ 350 bilhões, resultado de sucessivos superávits na balança comercial brasileira.

De acordo com Viana, o país tem registrado saldos anuais superiores a US$ 60 bilhões, além de ampliar relações comerciais com mercados asiáticos. O volume de negócios com o Vietnã, por exemplo, já supera o intercâmbio com a França. A Indonésia, que desponta como futura quarta maior economia mundial, também foi mencionada como parceiro estratégico.

Para ele, esse cenário demonstra que o Brasil não deve recear a ampliação de acordos comerciais, inclusive com a Europa.

Acordo Mercosul-UE e resistência francesa

Sobre a resistência da França ao acordo, Viana afirma que é possível compreender os interesses do parceiro europeu, mas considera a oposição equivocada. Ele argumenta que o modelo agrícola brasileiro, com produção em larga escala e perfil tropical, difere do padrão europeu, marcado por propriedades menores e custos mais elevados.

Na visão do dirigente, transformar essas diferenças em obstáculo para um acordo mais amplo não faz sentido. Ele sustenta que a Europa também tende a se beneficiar, especialmente diante da perda gradual de protagonismo econômico desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi citado como defensor de uma postura pragmática nas negociações comerciais.

Mudanças globais e oportunidades para o Brasil

Viana destacou ainda que o mundo enfrenta desafios estruturais, como a crise demográfica, a crise climática e a transição energética. Nesse contexto, o Brasil e os países do Cone Sul teriam papel relevante na oferta de soluções e na ampliação do comércio internacional.

Para ele, manter o foco apenas no mercado interno pode representar atraso em um cenário global em transformação.

Incentivo à exportação e apoio da ApexBrasil

Ao aconselhar empresários interessados em expandir mercados, Viana defendeu coragem e perseverança. Segundo ele, grandes corporações globais começaram a partir de iniciativas individuais.

Ele citou o exemplo de uma empreendedora paulista que, durante a pandemia, iniciou a produção de embalagens para guardanapos e hoje exporta inclusive para os Estados Unidos.

Entre as iniciativas de apoio, o presidente da Apex destacou o programa Qualifica Exportação, que já atendeu mais de 20 mil empresas em todo o país. A iniciativa oferece mentoria, capacitação e certificação para empresas interessadas em ingressar no mercado internacional. Apenas em São Paulo, mais de 2,6 mil companhias participam do programa, que está presente nos 27 estados brasileiros.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Comércio Exterior

Tarifa de 15% dos EUA pode beneficiar o Brasil, aponta estudo

A adoção de uma tarifa de 15% sobre importações pelos Estados Unidos pode colocar o Brasil entre os principais beneficiados pela nova política comercial americana. É o que indica levantamento da Global Trade Alert, divulgado após o anúncio feito pelo presidente Donald Trump no último sábado (21).

Apesar da elevação em relação aos 10% informados inicialmente, a nova alíquota global deve resultar em queda na carga média aplicada aos produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano.

Redução na tarifa média para exportações brasileiras

De acordo com o estudo, a mudança pode provocar uma redução de 13,6% na tarifa média incidente sobre os bens brasileiros vendidos aos EUA.

Antes da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegal o chamado “tarifaço”, o Brasil enfrentava uma taxa média de aproximadamente 26,3%. Com a padronização global em 15%, a média cairia para 12,8%.

O Brasil aparece como o país mais favorecido pela nova configuração tarifária. Em seguida, vêm:

  • China (-7,1%)
  • Índia (-5,6%)

Países que podem perder competitividade

Por outro lado, nações que firmaram acordos comerciais com os Estados Unidos podem enfrentar aumento na tributação média de seus produtos.

Entre os países mais impactados negativamente estão:

  • Reino Unido (+2,1%)
  • Itália (+1,7%)
  • Singapura (+1,1%)

Outras economias asiáticas também devem sentir efeitos adversos, como:

  • Japão (+0,4%)
  • Coreia do Sul (+0,6%)

Mesmo diante do cenário, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou no domingo (22) que nenhum parceiro sinalizou intenção de abandonar os acordos após a decisão judicial.

Já o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, declarou em entrevista à CNN International que os países envolvidos demonstraram interesse em manter os compromissos firmados com a gestão Trump.

Segundo ele, o governo segue em diálogo com seus parceiros e há disposição para preservar os tratados comerciais estabelecidos.

Alckmin avalia impacto positivo para o Brasil

No Brasil, o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin, classificou a nova política tarifária como favorável ao país.

Em declaração feita em Aparecida (SP), Alckmin ressaltou que a uniformização da alíquota em 15% assegura competitividade internacional ao Brasil, uma vez que a regra passou a valer de forma igual para todos os parceiros comerciais.

Ele destacou ainda que a tarifa média aplicada a produtos americanos que entram no Brasil é de 2,7%, e que os Estados Unidos mantêm superávit na balança comercial com o Brasil, tanto em bens quanto em serviços. Dessa forma, mesmo com a nova taxa, o país não perderia espaço no comércio exterior.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic

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Comércio Exterior

Taxa sobre aço chinês pode viabilizar investimento de R$ 4 bilhões da ArcelorMittal no ES

A decisão do governo federal de aplicar medidas antidumping contra o aço chinês pode destravar um investimento de R$ 4 bilhões da ArcelorMittal Brasil no Espírito Santo. O projeto, que estava suspenso devido à concorrência com produtos importados a preços considerados artificialmente baixos, prevê a instalação de um laminador de tiras a frio no complexo industrial de Tubarão.

A medida foi adotada pela Câmara de Comércio Exterior, que decidiu impor sobretaxa a determinados tipos de aço provenientes da China.

Importações em alta pressionaram indústria nacional

Desde a pandemia, o aço chinês tem chegado ao Brasil com valores abaixo do custo considerado normal, segundo representantes do setor. Para a indústria brasileira, a prática compromete a previsibilidade do mercado e dificulta novos aportes.

O Instituto Aço Brasil classificou a decisão como necessária. A entidade destaca que, apenas em 2025, as importações de laminados cresceram 20,5%, atingindo 5,7 milhões de toneladas — sendo 63,7% originadas da China.

O Espírito Santo abriga uma das maiores plantas siderúrgicas da América Latina. Quando o produto importado entra no país com preços inferiores aos praticados internamente, as usinas locais reduzem produção e postergam investimentos estratégicos.

Laminador de tiras a frio estava em compasso de espera

O projeto da ArcelorMittal prevê a instalação de uma nova linha industrial no complexo de Tubarão para transformar placas de aço em chapas mais finas, lisas e de maior precisão. Esse tipo de material é utilizado por montadoras de veículos, fabricantes de eletrodomésticos, autopeças e pela indústria metalmecânica.

Sem um ambiente de proteção comercial que corrigisse a distorção de preços, ampliar a produção significaria competir diretamente com aço importado vendido abaixo do valor considerado adequado — cenário que inviabilizava o investimento.

Com a aplicação da taxa antidumping, a expectativa é de maior equilíbrio no mercado e retomada do plano industrial.

Impacto econômico vai além da usina

O aporte estimado em R$ 4 bilhões movimenta toda a cadeia produtiva. A construção do laminador envolve fornecedores de equipamentos, empresas de engenharia, serviços de manutenção, transporte e logística portuária.

Além dos empregos diretos e indiretos, o projeto tende a ampliar a arrecadação estadual e fortalecer a cadeia siderúrgica capixaba. A produção de aço de maior valor agregado também estimula setores como o automotivo e o de bens de consumo duráveis.

Na prática, o Estado pode deixar de exportar apenas produtos básicos e passar a concentrar etapas mais avançadas de transformação industrial, retendo maior parcela de riqueza e renda ao longo dos próximos anos.

Procurada, a empresa informou que não irá se manifestar sobre o tema neste momento.

FONTE: Folha Vitória
TEXTO: Redação
IMAGEM: ArcelorMittal

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul-UE prevê prazos para vinhos e espumantes e inclui salvaguarda, anuncia Alckmin

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, detalhou nesta quinta-feira (19.fev.2026) os prazos de transição previstos no acordo Mercosul-União Europeia para o setor vitivinícola. Segundo ele, o cronograma estabelece desgravação tarifária de 8 anos para vinhos e de 12 anos para espumantes.

A declaração foi feita durante a tradicional Festa da Uva, no Rio Grande do Sul, principal estado produtor da bebida no país.

Salvaguarda para proteger produtores

De acordo com Alckmin, o texto do acordo prevê um mecanismo de salvaguarda comercial, que poderá ser acionado por decreto presidencial. A medida permitiria resposta imediata caso haja aumento expressivo das importações ou mudanças relevantes no cenário de exportação.

O vice-presidente afirmou que o instrumento garante proteção ao produtor nacional durante o período de transição. “A salvaguarda será feita por decreto presidencial para assegurar proteção imediata, se houver aumento de imposto de exportação”, declarou.

Ele explicou que o mecanismo foi estruturado para oferecer previsibilidade e tempo de adaptação às vinícolas brasileiras diante da abertura gradual do mercado.

Estratégia para ampliar mercados

Para o governo federal, o acordo Mercosul-UE é considerado estratégico para ampliar o acesso do Brasil ao mercado europeu e fortalecer a inserção do país nas cadeias globais de valor.

Alckmin destacou o papel do Rio Grande do Sul como principal polo da produção de vinhos no Brasil e afirmou que o cronograma de transição foi desenhado para equilibrar competitividade e proteção ao setor.

“Estamos dando previsibilidade e tempo de adaptação ao produtor nacional”, disse.

Reforma tributária deve reduzir carga do setor

Além do acordo comercial, o vice-presidente mencionou estudo do Mdic que aponta queda na carga tributária do setor de vinhos, de 40,5% para cerca de 33%, com a implementação da reforma tributária.

Segundo ele, a mudança não se limita à redução de alíquotas. O levantamento indica também simplificação de obrigações acessórias e diminuição da cumulatividade, fatores que podem reduzir custos operacionais das vinícolas.

Para Alckmin, a combinação entre redução de impostos, abertura gradual de mercado e maior transparência tributária tende a estimular investimentos e ampliar as exportações do vinho brasileiro.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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De Itajaí para o mundo: Múltipla Assessoria Aduaneira celebra 19 anos de estratégia e confiança

Em um setor onde cada detalhe pode representar custos, riscos ou oportunidades, antecipar cenários é mais do que diferencial — é estratégia. Há 19 anos, a Múltipla Assessoria Aduaneira atua exatamente nesse ponto decisivo das operações internacionais: antes que o problema aconteça.

Fundada em 2007 e sediada no Centro de Itajaí (SC), um dos principais polos logísticos do Sul do Brasil, a empresa construiu uma trajetória marcada por crescimento consistente, compromisso técnico e posicionamento consultivo no comércio exterior.

Localizada na Rua Manoel Vieira Garção, 10, a Múltipla é especializada em despacho aduaneiro de importação e exportação e em consultoria em gestão empresarial e logística, com foco em agilidade, planejamento e redução de custos.

À frente da empresa estão os sócios-administradores Mauro Marcelo Sperber dos Santos e Sandra Andreia Padilha Sperber dos Santos, que imprimiram desde o início uma visão estratégica ao negócio.

Uma assessoria que vai além do despacho

Desde sua fundação, a Múltipla adotou um modelo consultivo como diferencial competitivo. A proposta sempre foi enxergar a operação como um todo — e não apenas como um processo burocrático. “Desde o início, entendemos que nosso papel, enquanto assessoria, era ajudar o cliente a tomar decisões mais seguras e estratégicas, analisando o todo da operação, e não apenas o despacho”, destaca Mauro Marcelo Sperber dos Santos.

Ao longo desses 19 anos, o investimento contínuo em capacitação, atualização normativa e relacionamento com o mercado foi determinante para consolidar a empresa como referência em assessoria aduaneira.

Evolução do setor e adaptação constante

O comércio exterior passou por profundas transformações nas últimas décadas, com processos cada vez mais digitais e maior rigor regulatório. A Múltipla acompanhou esse movimento investindo em tecnologia, qualificação da equipe e gestão eficiente. “Podemos dizer que o setor evoluiu muito, e nós evoluímos junto, sempre atentos às mudanças e às necessidades dos clientes”, afirma Mauro.

Hoje, a empresa se diferencia por unir conhecimento técnico, visão estratégica e atendimento próximo, oferecendo soluções personalizadas em um mercado altamente competitivo.

Estratégia antes do embarque

A atuação da Múltipla vai além da operação. A consultoria aduaneira permite estruturar processos, reduzir custos, mitigar riscos e aumentar a eficiência das operações. “Nosso foco é prevenir problemas e gerar valor real para o cliente, antes mesmo da carga chegar ao país. Costumo dizer a todos os clientes: o sucesso da operação está antes do embarque!”, reforça o empresário.

Essa abordagem garante mais segurança, previsibilidade e competitividade às empresas atendidas.

Pessoas, cultura e confiança

A credibilidade da Múltipla foi construída com base nas pessoas. A empresa valoriza conhecimento técnico, ética e relacionamento transparente.

A confiança, segundo a gestão, se constrói no dia a dia, com responsabilidade e entrega de resultados — o que explica os vínculos de longo prazo com clientes e parceiros ao longo desses 19 anos.

Olhar para o futuro

Os próximos anos trazem desafios regulatórios e tecnológicos ainda maiores, mas também grandes oportunidades. A Múltipla pretende seguir investindo em inovação, capacitação e soluções estratégicas. “Queremos continuar crescendo de forma sustentável e sendo uma parceira estratégica para quem atua no comércio exterior”, projeta Mauro.

Aos 19 anos, a Múltipla Assessoria Aduaneira reafirma seu compromisso com a excelência técnica e a visão estratégica — consolidando-se como uma aliada essencial para empresas que buscam segurança e competitividade nas operações internacionais.

TEXTO: REDAÇÃO

FOTO: DIVULGAÇÃO

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Comércio Exterior

Camex zera imposto de importação para mais de mil produtos e aplica medidas antidumping

O Imposto de Importação foi reduzido a zero para mais de mil produtos após decisão do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), ligado à Câmara de Comércio Exterior (Camex). A medida foi aprovada nesta quinta-feira (12) e inclui ainda novas ações de defesa comercial para proteger a indústria brasileira.

Ao todo, o colegiado concedeu 1.059 ex-tarifários — mecanismo que permite a redução temporária da alíquota de importação para itens sem produção nacional equivalente.

Ex-tarifários beneficiam indústria e setor automotivo

Do total de ex-tarifários aprovados, 421 contemplam bens de capital e produtos de informática. Outros 638 são destinados a autopeças.

Segundo o Gecex, a iniciativa tem como foco estimular investimentos produtivos e diminuir custos para o setor industrial. A liberação para importar máquinas, equipamentos e componentes sem similar fabricado no Brasil deve favorecer a modernização de parques industriais e ampliar a competitividade das empresas.

Além disso, o comitê zerou a tarifa de importação para 20 insumos utilizados pelas áreas industrial e agropecuária, além de dois produtos finais.

Saúde, energia e agro estão entre os setores impactados

As isenções abrangem itens voltados para diferentes segmentos da economia, incluindo saúde, energia, eletrodomésticos, indústria automotiva e alimentação animal.

A expectativa é que a medida gere redução de custos em cadeias produtivas estratégicas, refletindo diretamente na produção e no abastecimento de determinados mercados.

Gecex aprova três novos direitos antidumping

Na mesma reunião, o Gecex também deliberou pela aplicação de três medidas antidumping. O objetivo é conter práticas consideradas desleais no comércio internacional e proteger fabricantes nacionais.

No segmento de dispositivos médicos, foi estabelecida a cobrança de direito antidumping por cinco anos sobre agulhas hipodérmicas importadas da China.

Já no setor siderúrgico, as novas medidas atingem laminados planos a frio e laminados planos revestidos, também de origem chinesa. A decisão busca neutralizar impactos provocados por produtos vendidos abaixo do preço praticado no mercado internacional.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) informou que os detalhes sobre os produtos com tarifa zerada e as alíquotas aplicadas nas medidas antidumping serão divulgados após a publicação oficial no Diário Oficial da União, prevista para os próximos dias.

Fonte: Agência Brasil / Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: FÁBIO RODRIGUES-POZZEBOM / AGÊNCIA BRASIL

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul-União Europeia pode impulsionar economia, agro e indústria, afirma Alckmin

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, defendeu o avanço do acordo entre o Mercosul e a União Europeia como uma oportunidade estratégica para o Brasil. A avaliação foi feita durante reunião realizada nesta quarta-feira (11/2) com os senadores Nelsinho Trad (PSD/MS) e Tereza Cristina (PP/MS), com foco no alinhamento entre Executivo e Legislativo para acelerar a tramitação no Congresso Nacional.

O encontro também contou com a participação da secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, e serviu para definir estratégias do Grupo de Trabalho da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, responsável por acompanhar a implementação do acordo.

Maior acordo entre blocos do mundo

Durante a reunião, Alckmin ressaltou a dimensão econômica do tratado, considerado o maior acordo comercial já firmado entre blocos econômicos. Segundo ele, o pacto envolve um mercado de US$ 22 trilhões e cerca de 720 milhões de consumidores, ampliando significativamente o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu.

Para o vice-presidente, o acordo tem potencial extraordinário para economia, agropecuária, indústria e serviços, além de favorecer a atração de investimentos e a geração de emprego e renda no país.

Desgravação tarifária será gradual

Alckmin destacou que o texto prevê cronogramas graduais de redução de tarifas, o que permite a adaptação dos setores produtivos nacionais. Em grande parte dos casos, a eliminação do imposto de importação ocorrerá ao longo de dez anos, podendo chegar a 18 anos em segmentos mais sensíveis, como o de veículos eletrificados.

Segundo o ministro, o acordo também incorpora mecanismos de salvaguarda, que poderão ser acionados para proteger setores estratégicos diante de eventuais desequilíbrios.

Instrumentos de proteção aos setores produtivos

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o tratado inclui uma série de instrumentos para mitigar riscos durante a implementação. Entre eles estão o capítulo de salvaguardas bilaterais, regras de defesa comercial como antidumping e medidas compensatórias, salvaguardas específicas para o setor automotivo, além de mecanismos de reequilíbrio de concessões e de solução de controvérsias.

O longo período de transição foi negociado levando em conta as sensibilidades tanto do agronegócio quanto da indústria brasileira.

Parlamentares destacam atenção a setores sensíveis

A senadora Tereza Cristina avaliou que o acordo representa um avanço estrutural para o país e fortalece a inserção internacional do agronegócio, mas alertou para a necessidade de atenção a segmentos mais vulneráveis no curto prazo.

Já o senador Nelsinho Trad explicou que o texto do acordo não pode ser alterado pelo Congresso, cabendo aos parlamentares apenas a aprovação ou rejeição. Por isso, segundo ele, foi criado um grupo de trabalho técnico para acompanhar a fase de implementação e antecipar eventuais pontos sensíveis.

A iniciativa, de acordo com o senador, busca garantir segurança jurídica, equilíbrio institucional e apoio técnico durante todo o processo.

Grupo de Trabalho da CRE acompanha implementação

No Senado Federal, o acordo é analisado por um Grupo de Trabalho da Comissão de Relações Exteriores, presidida por Nelsinho Trad. O colegiado avalia os 23 capítulos e anexos do tratado, com foco nos impactos regulatórios, prazos de desgravação e cláusulas de segurança, como a de standstill, que impede a elevação de tarifas acima do nível acordado.

Os participantes da reunião destacaram que a coordenação entre governo federal e Congresso será decisiva para garantir que o acordo avance com responsabilidade e maximize os benefícios para o Brasil.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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Comércio Exterior

SIGRAWEB revoluciona o comércio exterior com automação e inteligência artificial no despacho aduaneiro

A transformação digital do comércio exterior brasileiro avança de forma consistente, impulsionada pela automação de processos, pela integração de sistemas e pelo uso crescente de inteligência artificial (IA). Nesse cenário, a Sigraweb se consolida como uma plataforma de referência em tecnologia para despacho aduaneiro, oferecendo soluções que automatizam e integram operações como DI, DUIMP, DUE e para a Zona Franca de Manaus DCI, DCR, DAI e PLI, tornando os processos mais rápidos, precisos e seguros.

Agora, a empresa passa a integrar o grupo de parceiros do ReConecta News, fortalecendo o ecossistema de informação, inovação e inteligência aplicada ao comex, à logística e às aduanas.

O que é a Sigraweb e como surgiu

A SigraWeb é uma plataforma tecnológica especializada na automação do desembaraço aduaneiro, desenvolvida para atender principalmente despachantes aduaneiros, com foco na integração entre sistemas governamentais, redução de tarefas manuais e aumento da segurança operacional.

Segundo Lucas Ferreira da Costa, CEO da Sigraweb, a empresa nasceu a partir da vivência prática no setor e da identificação de gargalos operacionais ainda comuns no final dos anos 2000. “A Sigraweb surgiu de uma necessidade que a gente enxergou em 2009, quando os sistemas não tinham integração, eram bem arcaicos, tela preta muitas vezes.”

A proposta foi criar uma solução mais moderna, capaz de se conectar diretamente aos órgãos oficiais e simplificar o dia a dia das operações. “A gente viu a oportunidade de trazer uma ferramenta mais moderna, que pudesse ter uma integração com todos os órgãos, todos os sites governamentais para trazer celeridade e segurança no processo.”

Inicialmente desenvolvida para uso interno em uma comissária de despachos, a plataforma evoluiu de forma orgânica até ganhar escala comercial. “Fizemos um software para uma comissária e aos poucos outras foram descobrindo e começamos a ver o potencial comercial.”

Quais serviços e soluções a Sigraweb oferece

A SigraWeb oferece um ecossistema de soluções digitais para o despacho aduaneiro, com foco em automação, integração e inteligência de dados, entre elas:

  • Automação de processos aduaneiros como DI, DUIMP, DUE e para a Zona Franca de Manaus DCI, DCR, DAI e PLI.
  • Leitura, interpretação e preenchimento automático de documentos por meio de inteligência artificial.
  • Integração com sistemas governamentais, como SISCOMEX, Portal Único, Siscarga e Marinha Mercante.
  • Redução de erros operacionais e retrabalho, minimizando a manipulação manual de dados.
  • Aumento do controle e do gerenciamento de riscos nas operações de comércio exterior.
  • Otimização do tempo do analista, permitindo foco em atividades estratégicas
  • Módulo Financeiro 100% integrado, com operação completa que vai desde o lançamento e controle de custos, até a conciliação bancária e faturamento automatizado.

Essas soluções atendem principalmente despachantes aduaneiros, mas também podem ser utilizadas por importadores, de acordo com os produtos contratados.

Automação e inteligência artificial aplicadas ao despacho aduaneiro

Um dos principais diferenciais da Sigraweb é o uso intensivo de inteligência artificial no comércio exterior, aplicada diretamente à rotina operacional do despacho.

De acordo com Rodrigo de Souza Araújo, Head de Produtos, o objetivo central da tecnologia é transformar a forma como o trabalho é executado. “Nosso principal objetivo é fazer com que o analista foque no essencial.”

Com o avanço da IA, a plataforma é capaz de interpretar documentos e automatizar o preenchimento de dados com alto grau de precisão. “Com a evolução da IA somos capazes de ler, interpretar e preencher dados com até 95% de eficiência garantindo uma maior agilidade e precisão do processo.”

O resultado é uma operação mais ágil, com menos erros, menos retrabalho e maior produtividade.

Integração com sistemas governamentais e redução de riscos

A integração com sistemas oficiais é um dos pilares da Sigraweb. A plataforma conecta-se a bases governamentais estratégicas, garantindo fluidez, confiabilidade e rastreabilidade das informações. Essa abordagem reduz significativamente a intervenção manual nos processos e fortalece o controle operacional.  “Nosso foco é automação, nossas soluções têm como objetivo a integração entre sistemas. Isso permite minimizar manipulação de dados, por consequência disso uma maior assertividade, além do controle e do gerenciamento de risco da operação,” explica Rodrigo.

Estrutura da empresa e perfil dos clientes

Com sede em Curitiba (PR), a Sigraweb conta atualmente com 21 colaboradores, atuando em modelo híbrido e remoto. A empresa adota uma cultura organizacional voltada à flexibilidade, produtividade e qualidade de vida. “Fornecemos um ambiente flexível, com qualidade de vida e foco na produtividade, isso é cultura da empresa”, afirma Lucas.

O principal público da plataforma são os despachantes aduaneiros, público para o qual as soluções foram originalmente concebidas. “Nosso perfil de cliente são os despachantes aduaneiros, porque nosso foco é atuar no desembaraço aduaneiro.”

Desafios técnicos e inovação contínua

O desenvolvimento de integrações com sistemas oficiais sempre representou um desafio técnico relevante. Para Erick Brandão de Castro, Head de Desenvolvimento, esse cenário evoluiu ao longo dos anos. “Hoje é curioso que há alguns anos atrás, nosso maior desafio era a falta de APIs e estrutura que nos permitissem integrar de forma fácil, nos tomando muito tempo com o desenvolvimento de robôs e leituras de telas para captura dos dados. Enquanto hoje, com os sistemas mais abertos e APIs disponíveis, nosso desafio está em sempre estar acompanhando esses avanços para entregar aos nossos clientes cada vez mais agilidade”, explica.

Mesmo diante de limitações técnicas impostas por sistemas externos, a empresa mantém o foco em soluções que gerem valor real ao usuário. “A gente busca sempre desenvolver soluções que façam sentido para o cliente.”

E aposta na diferenciação tecnológica como estratégia permanente. “Sempre trabalhamos com o objetivo de adicionar uma camada a mais na integração, um diferencial.”

Sigraweb e ReConecta News: parceria para impulsionar a inovação no Comex

A chegada da Sigraweb como nova parceira do ReConecta News reforça o compromisso do portal em conectar o mercado às principais tendências em tecnologia para comércio exterior, automação aduaneira e inteligência artificial aplicada ao Comex.

A parceria amplia o debate sobre eficiência operacional, gestão de riscos e transformação digital, contribuindo para um ecossistema mais integrado, moderno e competitivo no comércio exterior brasileiro.

SAIBA MAIS EM https://sigraweb.com/ 

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Comércio Exterior, Sem Categoria

Itajaí lidera ranking nacional de importações em 2025 e movimenta US$ 16,3 bilhões

Itajaí confirmou, em 2025, sua posição estratégica no comércio exterior brasileiro ao ocupar o 1º lugar no ranking nacional de importações, consolidando-se como a cidade que mais importou no país ao longo do ano. De acordo com dados do Comex Stat (MDIC), o município catarinense movimentou US$ 16,3 bilhões em importações, crescimento de 2,5% em relação a 2024.

O desempenho reforça o protagonismo logístico de Itajaí, que concentra operações portuárias de grande porte e mantém forte conexão com os principais mercados internacionais.

No total, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) chegou a US$ 22,4 bilhões, avanço de 5,6% na comparação anual. Apesar do volume expressivo, o município registrou déficit na balança comercial de US$ 10,2 bilhões, reflexo do alto volume de compras externas.

Produtos que mais impulsionaram as importações

A pauta de importações de Itajaí em 2025 foi fortemente concentrada em bens industriais, tecnológicos e insumos produtivos, com destaque para:

  • Díodos, transistores e dispositivos semicondutores (incluindo células fotovoltaicas)
  • Empilhadeiras e veículos para movimentação de carga
  • Rolamentos de esferas e de roletes
  • Aparelhos elétricos para telefonia e telecomunicações
  • Transformadores elétricos e conversores estáticos
  • Motores a diesel
  • Máquinas automáticas para processamento de dados (computadores)

Também tiveram participação relevante itens como fios e cabos elétricos, bombas industriais, válvulas, acumuladores elétricos, fertilizantes, medicamentos, polímeros plásticos, cobre, alumínio, pneus, autopeças e produtos químicos diversos.

O perfil evidencia que Itajaí atua como importante porta de entrada de tecnologia, maquinário e insumos industriais, abastecendo cadeias produtivas em Santa Catarina e em outras regiões do Brasil.

No cenário estadual, o município representou 48% das importações catarinenses em 2025, mantendo a liderança no ranking estadual. No contexto nacional, respondeu por 5,8% de todas as importações brasileiras, assegurando a primeira posição entre os municípios.

Exportações também avançam e mantêm Itajaí no topo estadual

Embora o destaque de 2025 tenha sido o volume de importações, Itajaí também apresentou desempenho relevante nas exportações. O município exportou US$ 6,1 bilhões, alta de 14,7% em relação a 2024

A cidade liderou o ranking estadual de exportações, respondendo por 41% das vendas externas de Santa Catarina, além de ocupar a 5ª posição no ranking nacional entre os municípios exportadores

Entre os principais produtos exportados estão:

  • Carnes de aves (54,7% da pauta exportadora)
  • Carnes suínas (23,7%)
  • Carnes bovinas e miudezas
  • Preparações alimentícias à base de carne
  • Extratos e concentrados de café
  • Tabaco não manufaturado

A pauta confirma a força do setor agroindustrial catarinense, especialmente nas cadeias de proteína animal.

Principais parceiros comerciais reforçam a presença global de Itajaí

No recorte por parceiros comerciais, a China aparece como o principal país de origem das importações que chegam por Itajaí, consolidando-se como maior fornecedor do município em 2025. Também se destacam como importantes origens de mercadorias os Estados Unidos, México, Coreia do Sul, Japão, Alemanha e Países Baixos (Holanda), refletindo o perfil industrial e tecnológico das compras externas. Já no fluxo de exportações, os principais destinos dos produtos embarcados por Itajaí incluem China, Estados Unidos, México, Países Baixos, Japão, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, mercados estratégicos especialmente para proteínas animais e produtos do agronegócio, que lideram a pauta exportadora do município.

Polo estratégico do comércio exterior brasileiro

Os números de 2025 consolidam Itajaí como um dos principais hubs logísticos do Brasil. A liderança nacional em importações e o protagonismo nas exportações estaduais demonstram a capacidade da cidade de operar em grande escala e atender às demandas do mercado interno e externo.

Com infraestrutura portuária estratégica e forte integração com o setor industrial, Itajaí segue como peça-chave na dinâmica do comércio exterior brasileiro.

FONTE: COMEX STAT

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: JBS TERMINAIS

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