Portos

Porto de Santos tem alta no movimento de cargas agrícolas em agosto

Embarques cresceram mesmo com entrada em vigor do tarifaço dos EUA

O Porto de Santos apresentou aumento nos embarques de cargas do agronegócio em agosto, mesmo com a entrada em vigor das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Segundo levantamento da Gerência de Inteligência e Estatística da Autoridade Portuária de Santos (APS), houve uma queda de 5,79% no valor das exportações do Porto de Santos para os Estados Unidos no mês, em comparação com agosto de 2024. Mas o valor total das exportações cresceu 8,55%. Considerando apenas os embarques para a China, o aumento foi de 63,25%.

Houve em agosto avanço de 27% nas exportações do complexo soja, para 2,5 milhões de toneladas. Em sucos cítricos, o aumento foi de 20,8%, para 209,9 mil toneladas.

Em carnes, houve um aumento de 2,1% no volume embarcado, para 223 mil toneladas. Os embarques de carne bovina recuaram 2,1%, para 149,2 mil toneladas. Já em aves, houve aumento de 8,2%, para 65,9 mil toneladas. Outras proteínas tiveram aumento de 57,5%, para 7,9 mil toneladas.

Do lado negativo, os embarques de açúcar tiveram queda de 7,6% em agosto, para 2,7 milhões de toneladas. Mas os embarques de álcool tiveram incremento de 0,2%, para 103,8 mil toneladas.

As exportações de café por Santos recuaram 13,4%, para 169,8 mil toneladas. Já os embarques de milho tiveram redução de 13,2%, para 2,4 milhões de toneladas.

Ao todo, o porto movimentou 16,5 milhões de toneladas de cargas, considerando embarques e desembarques, um crescimento de 3,5% em agosto.

“Os dados demonstram que o mês de agosto foi de superação do cenário internacional adverso e apontam para uma consolidação de um ano histórico para o setor. Fruto do trabalho conjunto dos portuários, empresas e terminais, e dos esforços diplomáticos do governo federal e do setor produtivo”, afirmou em nota Anderson Pomini, presidente da APS.

Fonte: Globo Rural

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Portos

Governo decide leiloar canais de acesso a portos e especialistas alertam para risco de encarecer tarifas e travar comércio exterior

O governo federal anunciou que o Brasil terá, em 2025, o primeiro leilão dos canais de acesso a portos, infraestrutura até hoje custeada por recursos públicos. A medida, inserida no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), prevê repassar à iniciativa privada a responsabilidade por dragagem, sinalização e manutenção de canais essenciais para a entrada e saída de navios.

O plano, segundo a União, busca trazer eficiência e previsibilidade, mas especialistas alertam que os custos podem ser repassados aos usuários, encarecendo tarifas e reduzindo a competitividade do comércio exterior brasileiro.

Primeiros leilões começam em outubro

O primeiro certame será realizado em 22 de outubro, com o canal do Porto de Paranaguá (PR).

Em dezembro, será a vez de Itajaí (SC), terceiro maior complexo de contêineres do país.

Os contratos terão validade de 25 anos, e o critério de vitória será o maior desconto sobre a tarifa de acesso.

O caso de Itajaí envolve ainda um desafio histórico: a remoção do navio Pallas, embarcação à vela de 1891 que naufragou durante a Revolta da Armada.

Avaliada em R$ 25 milhões, a operação será de responsabilidade da concessionária vencedora e é considerada crucial para liberar o tráfego de navios de até 400 metros.

Segundo Alex de Ávila, secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, a concessão permitirá superar problemas de demora em licitações e falta de verba.

A concessão tem por objetivo elevar a eficiência, a segurança e a profundidade dos canais”, afirmou.

A expectativa do governo é que os diferentes leilões em portos como Santos (SP), Rio Grande (RS) e Codeba (BA) mobilizem mais de R$ 6 bilhões em investimentos.

Especialistas temem tarifas mais caras

Apesar do otimismo oficial, especialistas alertam que o modelo pode elevar custos logísticos.

Isso porque dragagens, manutenções e obras de alta complexidade tendem a ser repassadas aos usuários finais.

Num país onde 95% do comércio exterior depende da via marítima, qualquer aumento tarifário impacta diretamente exportadores, importadores e, em última instância, o consumidor brasileiro.

O setor agroexportador e a indústria mineral seriam os mais atingidos.

Soja, milho, carne e minério, principais itens da pauta exportadora nacional, poderiam perder competitividade diante da alta nos custos de frete.

O risco é que o Brasil perca espaço em mercados globais justamente no momento em que busca ampliar sua presença internacional.

Desigualdade regional e dúvidas de rentabilidade

Outro ponto de atenção é a concentração regional dos investimentos.

Portos do Sul e Sudeste, mais lucrativos, tendem a atrair investidores com facilidade, enquanto estruturas do Norte e Nordeste podem não ter a mesma atratividade.

Já estão no radar os futuros leilões em Suape (PE) e Itaqui (MA), mas analistas alertam que a rentabilidade limitada pode reduzir o interesse privado, gerando desigualdade no desenvolvimento logístico nacional.

Críticos destacam que, embora os leilões representem um avanço em previsibilidade, a dependência de concessões pode engessar políticas públicas, dificultando a adaptação do setor às mudanças do comércio global.

Entre eficiência e risco de perda de competitividade

O debate também carrega peso político.

No governo Jair Bolsonaro, havia propostas de privatizar integralmente portos como Santos e Itajaí, mas a atual gestão optou por manter o controle da União, concedendo apenas trechos específicos de alto custo.

Na prática, o novo modelo divide responsabilidades: o governo preserva a autoridade portuária, enquanto o setor privado assume os investimentos pesados.

A questão é se essa transferência trará ganhos de longo prazo ou apenas aumentará os custos de curto prazo.

Se por um lado a concessão pode garantir dragagem contínua e maior eficiência, por outro, o risco de tarifas mais altas é real e ameaça a competitividade das exportações brasileiras.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Portos

Portos movimentam em julho o maior volume de cargas da história

Em sete meses, movimento atingiu 780,4 milhões de toneladas

Os portos brasileiros registraram, em julho, o maior volume mensal de cargas da história, com 124,7 milhões de toneladas transportadas, sendo 73% de navegação de longa distância – exportação e importação – e 20% de cabotagem – entre portos brasileiros. 

Nos primeiros sete meses do ano, os portos atingiram 780,4 milhões de toneladas de cargas, volume 1,76% maior do que o registrado no mesmo período de 2024.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, reafirmou que o governo federal tem atuado com a finalidade de ampliar as concessões e fortalecer a infraestrutura nacional. 

“Temos como foco garantir segurança jurídica e atrair novos investimentos. Essa política, liderada pelo presidente Lula, vem aumentando a capacidade dos portos e fortalecendo as exportações do Brasil”, afirmou em nota. 

De acordo com Sílvio Costa Filho, “a ampliação da capacidade de nossos portos é fundamental para a economia nacional”.

A principal carga transportada foi de granéis sólidos (minerais e vegetais), com mais de 76,6 milhões de toneladas. Todos os tipos de carga tiveram aumento em julho, em relação aos números registrados no mesmo mês em 2024.

“Granéis líquidos [especialmente combustíveis] tiveram um aumento de 6%, enquanto a movimentação de granéis sólidos aumentou quase 4%. O crescimento de carga em contêineres foi de 3% no período e o volume de carga geral foi 0,9% superior ao registrado em julho do ano passado”, informou o ministério.

Fonte: Agência Brasil

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Portos

Navio perde controle no Porto de Imbituba e atinge embarcação pesqueira

Incidente foi causado por fortes ventos, mas não houve feridos nem danos significativos

Um susto marcou a manhã desta segunda-feira (15) no Porto de Imbituba. Durante uma manobra de evolução, um navio de contêiner perdeu o controle em razão dos fortes ventos e acabou colidindo com uma pequena embarcação pesqueira que estava ancorada próximo à Praia do Porto.

A cena chamou atenção de quem estava nas imediações, mas felizmente não houve registro de feridos. Assim que perceberam a dificuldade de controle, a equipe de manobra acionou rebocadores extras, que auxiliaram na retomada da rota e garantiram a segurança da operação.

A administração do porto informou que a colisão não provocou danos significativos nem à estrutura portuária nem às embarcações envolvidas. Em nota, ressaltou ainda que vai revisar os protocolos de segurança em situações de vento intenso, incluindo a possibilidade de reforçar as manobras com mais rebocadores.

Vídeo:

Fonte: TubaNews

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Portos

TRF4 derruba pedido de suspensão de alfandegamento dos Portos de Paranaguá e Antonina

Solicitação foi feita pela Receita Federal há quase 13 anos; em resposta, a Portos do Paraná fez grandes investimentos em segurança portuária

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) derrubou o pedido de sanção da Receita Federal, solicitado há quase 13 anos, para a suspensão do alfandegamento, ou seja, a interrupção das operações nos Portos de Paranaguá e Antonina. A decisão foi divulgada no início de setembro. O órgão fiscalizador solicitou a medida devido o descumprimento de normas de segurança exigidas na época.

O juiz federal, Rodrigo Kravetz, compreende que a suspensão das atividades geraria um colapso comercial considerando que a Autoridade Portuária é a segunda maior do Brasil, com recorde de movimentação anual de 66,7 milhões de toneladas e eleita por seis vezes consecutivas a melhor gestão portuária do País.

“Considerando a relevância dos portos paranaenses, a Corte foi categórica ao afirmar que a suspensão das atividades geraria danos imensuráveis e desproporcionais”, afirmou o diretor Jurídico da Portos do Paraná, Marcus Freitas.

Segundo o próprio TRF4, a sanção da Receita Federal viola o princípio de proporcionalidade, pois paralisaria serviços públicos essenciais e acarretaria consequências graves à economia nacional, além de afetar diretamente a própria comunidade como os pagamentos de salários, tributos e fornecedores.

O Tribunal também afirma que a gestão atual da empresa pública cumpriu com grande parte das determinações legais. “Não se verifica a necessidade de suspensão das atividades, pois passados cerca de treze anos dos fatos que originaram as irregularidades, quase todas foram sanadas, restando apenas o acesso e repasse de informações, conforme inspeção judicial e acordo entre as partes”, destaca o documento.

Investimentos em segurança

Em 2022, foi inaugurada a unidade da guarda portuária com uma ampla central de monitoramento, além de novas guaritas no pátio de automóveis e no píer público de granéis líquidos. A Portos do Paraná também renovou os equipamentos de scanner de bagagens, realizou troca dos revólveres por armamentos semiautomáticos, adquiriu três novas viaturas e instalou um novo sistema de rádio comunicação. Em 2025, foi feita a aquisição de duas lanchas, uma para guarda portuária e outra para a fiscalização, as quais estão em processo de fabricação.

Os profissionais de segurança também realizam treinamentos específicos na área. Em novembro do ano passado, três turmas da guarda portuária concluíram o curso de renovação do porte de armas, que reuniu treinamento teórico e prático. Após as aulas, os profissionais tiveram à disposição os equipamentos de segurança mais modernos, utilizados apenas em casos de extrema necessidade.

Além da fiscalização no cais, os guardas portuários atuam na segurança fora do ambiente alfandegado. Na temporada de cruzeiros 2024/2025, a Portos do Paraná instalou 20 câmeras de vigilância no Complexo Mega Rocio, onde os passageiros passam pela aduana. O sistema é monitorado 24 horas pela guarda portuária, que, diante de qualquer atitude suspeita, aciona imediatamente outros órgãos de segurança. As imagens também são compartilhadas com a Receita Federal e com a Polícia Federal, responsáveis pela fiscalização.

Outro cuidado é com as bagagens. Antes de serem levadas para o navio, as malas e mochilas passam por um scanner, e cães farejadores atuam na busca de possíveis produtos ilícitos. A movimentação das bagagens do terminal de embarque até o cais é acompanhada por agentes de segurança para evitar qualquer incidente.

Fonte: Portos do Paraná

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Portos

TCP participa de simulação de manobras de atracação na USP

Entre 8 e 10 de setembro, a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, participou da simulação de manobras de atracação no Tanque de Provas Numéricos da Universidade de São Paulo (TPN-USP). Também participaram do estudo representantes da Portos do Paraná, da Marinha do Brasil e do Sindicato dos Práticos dos Portos e Terminais do Paraná.

O estudo técnico, contratado pela TCP, se concentra na simulação de manobras de atracação e desatracação de navios em diferentes cenários, e deve contribuir com a revisão da portaria que estabelece o calado operacional (profundidade entre o ponto mais baixo da quilha de uma embarcação e a linha da água) do canal de acesso ao Porto de Paranaguá.

“As simulações realizadas serão essenciais para que novos incrementos do calado operacional possam ser realizados de forma segura e célere. A expectativa é de que, em breve, o calado seja ampliado de 12,80 metros para 13,30 metros, permitindo que navios maiores possam chegar e partir do cais do Porto com mais cargas, o que representa um ganho significativo em capacidade operacional e também econômico para Paranaguá”, explica Rafael Stein Santos, gerente institucional e jurídico da TCP.

“As simulações são fundamentais para garantir segurança e agilidade nas manobras de atracação e desatracação no Porto de Paranaguá. Neste projeto específico, estamos trabalhando para avançar mais 50 cm no calado, além dos 12,80 metros atualmente operados pelos navios conteineiros. A expectativa é poder operar embarcações com até 13,30 metros de calado. Aproveitamos a oportunidade para discutir melhorias operacionais para todos os demais segmentos, que passarão a operar com 13,30 metros”, afirma o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

“Cabe ressaltar que todo o estudo técnico foi realizado com as devidas margens de segurança ratificadas no respectivo Estudo de Análise de Risco contratado pela TCP e gerenciado pela Praticagem de Paranaguá durante a simulação das manobras”, comenta Marcos Vinicius de Lima Martini, prático de Paranaguá.

Entre os cenários simulados no Tanque de Provas Numérico estão as manobras de atracação e desatracação de navios porta-contêineres de até 368 metros de comprimento (LOA) e 51 metros de largura (boca).

Em 29 de janeiro de 2024, a TCP foi o primeiro terminal portuário do país a receber um navio de 366 metros de comprimento, MSC Natasha XIII, do armador Mediterranean Shipping Company (MSC). Desde então, outras embarcações de 366m também passaram a atracar no Terminal, porém, o aumento de calado é necessário para que estes porta-contêineres possam utilizar toda a sua capacidade de transporte.

Atualmente, a TCP é o maior terminal de contêineres em movimentação de cargas na Região Sul e o terceiro maior do Brasil, de acordo com o Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). No primeiro semestre, o Terminal atingiu uma movimentação total de 744.650 TEUs entre operações de exportações, importações e transbordo.

Obras de derrocagem

Desde 2024, o canal de acesso ao Porto de Paranaguá já teve seu calado operacional ampliado de 12,10 metros para 12,80 metros à maré zero. Com os 70 centímetros adicionais, os navios podem transportar 560 TEUs a mais por viagem.

O aumento do calado operacional aconteceu após a conclusão das obras de derrocagem submarina de uma parcela das Pedras Palanganas, localizada na região do Canal de Acesso ao Porto. Aproximadamente 20 mil metros cúbicos de rochas foram removidas do leito marinho, e, posteriormente, fragmentadas e doadas aos municípios do litoral paranaense, que recebem o material para ser usado em obras de interesse público, como a pavimentação de vias para tráfego de veículos e pedestres.

A obra foi realizada em conformidade com as medidas estabelecidas no âmbito do licenciamento ambiental federal nº 1144/2016 emitido pelo Ibama. Uma série de medidas de prevenção e mitigação foram realizadas para minimizar a possibilidade de dano à fauna e à flora, assim como monitoramentos periódicos para assegurar a manutenção da qualidade ambiental do local.

Concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá

O leilão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá já tem data: 22 de outubro. Ele será realizado na B3, em São Paulo. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) deve publicar o editar nos próximos dias e o investimento previsto é de R$ 1,23 bilhão ao longo de 25 anos.

A concessão abrangerá a ampliação, manutenção e exploração do canal de acesso aquaviário. Entre as principais melhorias previstas no projeto estão aprofundamento, ampliação e alargamento do canal, o alargamento da bacia de evolução e o aprofundamento da área de fundeio nº 6.

Com isso, a previsão é passar para 13,3 metros de profundidade média ainda na fase de implantação e chegar a 15,5 metros após a concessão, o que viabiliza a atracação de navios de maior porte. O futuro concessionário executará todos os investimentos necessários para atingir a meta estabelecida, incluído serviços de dragagem, derrocagem, sinalização náutica, batimetria, programas e monitoramentos ambientais, dentre outros.

Fonte: TCP

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Portos

Brasil e França avançam em parcerias para modernização e capacitação no setor portuário

Silvio Costa Filho visitou o Porto de Marselha e se encontrou com representantes da francesa CMA CGM para falar sobre modernização, investimentos e capacitação da mão de obra

Nesta quinta-feira (11), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, cumpriu na cidade de Marselha duas agendas da missão oficial à França. Ele visitou o Porto de Marselha, um dos maiores da Europa, e esteve na sede da empresa de navegação CMA CGM, onde se encontrou com o CEO Rodolphe Saadé.

O Porto de Marselha opera em modelo multipropósito, movimentando cargas e também servindo como terminal de cruzeiros. O complexo recebe cerca de 2 milhões de passageiros por ano nesse segmento, número que reforça o potencial do Brasil no setor. “Estamos trabalhando para que os portos brasileiros avancem cada vez mais como portos sustentáveis, preparados para receber grandes embarcações, além de impulsionar o turismo de cruzeiros, sobretudo no Norte e no Nordeste”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.

O presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, que acompanhou a visita, destacou que Santos segue a mesma linha de modernização. “O Porto de Santos já estuda a transferência do terminal de cruzeiros para o Parque Valongo, fortalecendo o turismo e ampliando a atratividade do complexo”, disse.

Investimentos

Na sequência, o ministro esteve na CMA CGM Tower, sede do grupo em Marselha, para reunião com o CEO Rodolphe Saadé. O encontro tratou de oportunidades de investimentos no Brasil, em especial nas próximas concessões portuárias, além de iniciativas voltadas à capacitação de trabalhadores dos setores logístico e marítimo por meio do centro de excelência Tangram, da companhia.

A CMA CGM já tem investimentos no Brasil, com destaque para a compra do terminal da Santos Brasil em 2024, no valor de US$ 2,4 bilhões, cerca de R$ 13 bilhões. O grupo também é referência global em inovação, sustentabilidade e capacitação de mão de obra.

“O Brasil é estratégico para a CMA CGM. Queremos expandir nossas operações e fortalecer nossa presença no país, com novos investimentos e parcerias”, afirmou Rodolphe Saadé.

Silvio Costa Filho reforçou que a agenda com a CMA CGM abre novas perspectivas para o setor. “Nosso compromisso é ampliar a competitividade do setor portuário, atrair investimentos globais e, ao mesmo tempo, garantir qualificação de mão de obra para preparar o Brasil para o futuro”, disse.

As agendas desta quinta-feira marcam o encerramento da Missão França, conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos ao longo da semana. A iniciativa reforçou a cooperação bilateral e abriu novas perspectivas de investimentos e parcerias estratégicas, consolidando o compromisso do Brasil em modernizar e tornar mais sustentáveis os setores portuário e logístico.

Fontes:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Portos

Do fertilizante ao grão: Porto do Itaqui conecta produção agrícola ao comércio global

Principal porto do Arco Norte, terminal maranhense fortalece o campo e impulsiona exportações recordes do Brasil

O Porto do Itaqui, em São Luís (MA), vem se firmando como um dos pilares logísticos do agronegócio brasileiro. Quarto maior porto público do País, e o principal do Arco Norte, o terminal é uma das principais portas de entrada de fertilizantes, que alimentam a produção agrícola nacional e, ao mesmo tempo, o principal ponto de saída da soja e do milho colhidos na região Centro-Norte para o mercado internacional.

Entre janeiro e julho de 2025, Itaqui movimentou mais de 2,3 milhões de toneladas de fertilizantes, insumos indispensáveis para corrigir e enriquecer o solo. O volume representa crescimento em relação ao mesmo período de 2024, quando foram 1,9 milhão de toneladas. As cargas têm origem em países como Rússia, China, Canadá, Estados Unidos, Índia, Egito, Omã e Espanha, e são processadas por empresas especializadas antes de seguirem para diferentes polos produtores brasileiros.

Também entre janeiro e julho deste ano, o porto embarcou 10,7 milhões de toneladas de soja (contra 10,1 milhões no mesmo período de 2024) e mais de 500 mil toneladas de milho, além de trigo e outros produtos. Os grãos seguem para destinos como Turquia, Vietnã, Tailândia, China, Irã, Espanha, Egito e Paquistão, confirmando o papel do Itaqui como uma das principais portas de saída da produção brasileira para o mercado global. Hoje, 75% das exportações do terminal são de granéis sólidos, principalmente a soja.

Malha multimodal

O porto é atendido diretamente pela Transnordestina (FTL), com 4.238 km de extensão e passagem por sete estados do Nordeste, e pela Estrada de Ferro Carajás (EFC), de 892 km, que também transporta celulose produzida em Imperatriz (MA). Há ainda uma conexão indireta com a Ferrovia Norte-Sul, via Açailândia, que integra a região ao Sudeste e amplia as oportunidades de novos negócios. Essa malha multimodal confere maior agilidade e previsibilidade ao escoamento de cargas.

Além dos grãos e fertilizantes, Itaqui movimenta granéis líquidos (25% do total), como gasolina, diesel, querosene de aviação e gás liquefeito de petróleo, vindos de países como Estados Unidos, Holanda, Emirados Árabes e Índia. O porto também recebe cargas gerais, como locomotivas, trilhos, celulose da Suzano (Imperatriz/MA) e alumínio da Alumar.

Impacto econômico e empregos

A atividade portuária em Itaqui sustenta uma ampla rede de negócios que gera empregos diretos e indiretos para milhares de trabalhadores. A cadeia envolve importadores, operadores, transportadores, fornecedores de insumos e serviços, além de órgãos públicos como Receita Federal, Polícia Federal, Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Vigiagro e Corpo de Bombeiros. A legislação também garante a participação dos Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs) nas operações, assegurando oportunidades de renda na região.

A Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) exerce a autoridade portuária do Itaqui, garantindo a infraestrutura, a atracação e a desatracação de embarcações, a segurança e o respeito ao meio ambiente. O porto é reconhecido por sua agilidade, eficiência e localização estratégica, fatores que reforçam sua posição no top 3 dos portos públicos em exportação de soja e entre os cinco primeiros na importação de insumos para a produção agrícola.

Com esse papel duplo – receber fertilizantes que fortalecem o solo brasileiro e exportar grãos que ajudam a alimentar o mundo –, o Porto do Itaqui reafirma sua importância para a segurança alimentar global e para o desenvolvimento econômico do Brasil.

Fonte: Agência Gov

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Portos

MSC inclui escalas no Porto de Itapoá em seu serviço Carioca

Medida fortalecerá conectividade direta entre o Extremo Oriente e os portos do Sul do Brasil

Para oferecer maior acesso comercial ao mercado sul-brasileiro, a MSC ajustará a programação do seu serviço “Carioca”. Isso significa que o Porto de Itapoá, em Santa Catarina, será atendido diretamente por este serviço.

A MSC observa que esta medida garantirá a confiabilidade do serviço e fortalecerá a conectividade direta da MSC entre os portos do Extremo Oriente e do sul do Brasil.

A primeira partida será no navio “MSC Adele” (QI532A). 

O itinerário do serviço, no sentido ECSA – Extremo Oriente, será o seguinte: Buenos Aires – Río Grande – Navegantes – Itajaí – Itapoá – Santos – Rio de Janeiro – Walvis Bay (Namíbia) – Hambantota (Sri Lanka) Singapura – Qingdao.

Enquanto isso, o itinerário do serviço, no sentido Extremo Oriente – ECSA, será o seguinte: Qingdao – Busan – Ningbo – Xangai – Shekou – Singapura – Colombo – Rio de Janeiro – Santos – Paranaguá – Itapoá – Itajaí – Navegantes – Buenos Aires.

Fonte: Mundo Marítimo

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Inovação, Portos

Porto de Itajaí realiza segunda etapa do programa Rotas para Inovação

A segunda etapa do Rotas para Inovação aconteceu na manhã desta quarta-feira (10), na Superintendência do Porto de Itajaí. O programa é desenvolvido em parceria com o Sebrae/SC e o Centro Regional de Inovação (Elume). Nesta fase, as empresas demandadas participaram de um workshop com metodologia design thinking, voltado ao mapeamento de desafios e necessidades do complexo portuário de Itajaí.

“Estamos vivendo um momento histórico no Porto de Itajaí. Só neste ano já alcançamos um faturamento de R$ 120 milhões e movimentamos mais de 1,7 milhão de toneladas em cargas e contêineres. Esses números mostram não apenas a força do nosso complexo portuário, mas também o quanto estamos fortalecendo a economia de Santa Catarina e do Brasil. É importante destacar que o Porto de Itajaí não é apenas um elo estratégico para escoar a produção nacional, mas também atua como demandador da cadeia logística, impulsionando serviços, tecnologia e inovação em toda a região”, avaliou o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos.

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo, também destacou que “ao mesmo tempo em que avançamos na eficiência operacional e conquistamos recordes de movimentação, também abrimos espaço para a inovação. O programa Rotas para Inovação é prova disso: ao aproximar empresas e empreendedores, estamos criando soluções que garantem ainda mais competitividade e sustentabilidade para o Porto de Itajaí, impulsionando o desenvolvimento da nossa região.”

A atividade foi conduzida pelo diretor de Inovação e Empreendedorismo da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Fábio Zabot Holthausen, e pelo professor responsável pela Incubadora Univali, Marco Petrolli. Durante o encontro, os participantes puderam alinhar expectativas e identificar pontos estratégicos para o desenvolvimento de soluções conjuntas.

Com essa nova etapa, o programa busca aproximar empresas e inovadores, promovendo soluções que fortaleçam a competitividade do setor portuário e estimulem o ecossistema de inovação da região.

Chamamento para empresas

Agora, a próxima etapa será o lançamento do Edital nº 003/2025 – Chamamento Público para Solucionadores do Programa Rotas da Inovação, que será divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Elume. Os interessados poderão acessar o documento na página oficial da instituição, na seção de editais: https://elumepark.com.br/seja-elume/

Fonte: Porto de Itajaí

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