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Porto de Santos investe em logística verde e se consolida como “Porto do Futuro”

O Porto de Santos, no litoral de São Paulo, passa por uma profunda transformação que une tecnologia de ponta e responsabilidade ambiental. Em linha com as diretrizes do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a Autoridade Portuária de Santos (APS) implementa projetos que incluem redes 5G, Gêmeos Digitais (Digital Twin) e fornecimento de energia limpa para navios atracados.

O objetivo é consolidar o maior complexo portuário do hemisfério sul como um Porto Inteligente (Smart Port), seguindo padrões internacionais de eficiência logística e sustentabilidade energética.

Crescimento alinhado à sustentabilidade

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, as iniciativas em Santos mostram que desenvolvimento e preservação ambiental podem caminhar juntos.
“Estamos vendo a materialização do conceito de ‘Porto do Futuro’. Ao investir em tecnologia como 5G e energia limpa, o Porto de Santos opera com máxima eficiência logística e lidera a agenda de descarbonização”, afirma o ministro.

O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, destaca o ganho operacional. “A implementação do VTMIS e dos Gêmeos Digitais eleva o nível de gestão do porto, trazendo segurança e previsibilidade. Transformamos nosso principal ativo logístico em um hub inteligente e sustentável, alinhado aos portos mais avançados do mundo”, explica Ávila.

Monitoramento digital e conectividade

A segurança e fluidez da navegação são pilares da modernização. A APS está em processo de contratação do VTMIS (Vessel Traffic Management Information System), sistema que funciona como uma “torre de controle do mar”, usando radares, câmeras e sensores para monitorar o tráfego de embarcações em tempo real.

A rede privativa 5G e os Gêmeos Digitais permitem simular cenários operacionais, prever manutenções e otimizar o fluxo logístico. Com isso, é possível reduzir gargalos, custos e aumentar a eficiência de toda a cadeia portuária.

Logística de baixo carbono

O Porto de Santos avança também na eletrificação do cais, por meio do sistema Onshore Power Supply, que permite aos navios desligar motores a combustão ao atracarem, conectando-se à rede elétrica do porto. A iniciativa reduz emissões de gases de efeito estufa e o ruído na região.

A energia utilizada é 100% renovável, proveniente da Usina Hidrelétrica de Itatinga, gerida pela APS. O projeto inclui estudos para a produção de hidrogênio verde (H2V), combustível do futuro que poderá abastecer máquinas e veículos do complexo.

Incentivos e políticas verdes

Para estimular a adesão a práticas sustentáveis, a APS prorrogou e ampliou descontos tarifários para navios verdes, avaliados pelo Índice Ambiental de Navios (ESI). A medida beneficia embarcações com menor impacto ambiental e reforça o compromisso do governo federal com a descarbonização da logística.

O Ministério de Portos e Aeroportos destaca que o modelo de Santos serve de referência, provando que é possível aumentar a movimentação de cargas enquanto se investe em inovação tecnológica e proteção ambiental.

FONTE: Santa Portal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Porto de Santos avança na revitalização do Armazém 7 e fortalece integração Porto-Cidade

As obras de revitalização do Armazém 7 do Porto de Santos avançaram para a fase final da primeira etapa e reforçam o processo de integração entre o Porto de Santos e a cidade. O edifício histórico será transformado em um centro tecnológico e educacional voltado ao desenvolvimento portuário, com foco em inovação, capacitação e aproximação com a sociedade.

O imóvel está localizado no cais, próximo ao prédio da Alfândega, ao lado do Parque Valongo e do Centro Histórico de Santos, área estratégica dentro do processo de requalificação urbana da região portuária.

Conclusão da reconstrução está prevista para abril

De acordo com a Autoridade Portuária de Santos (APS), a reconstrução do Armazém 7, respeitando integralmente suas características originais, deve ser concluída até abril. Na etapa seguinte, será apresentado um plano de destinação, que detalhará o uso do espaço. A expectativa é que o centro esteja em pleno funcionamento até 2027.

Paralelamente, também segue em andamento a revitalização da Casa de Máquinas nº 2, construída no final do século 19 e considerada um dos principais marcos históricos do porto. Ambos os equipamentos serão administrados pela APS e terão programação voltada à comunidade portuária e à integração Porto-Cidade.

Recuperação integra acordo de preservação histórica

A reconstrução do Armazém 7 e da Casa de Máquinas nº 2 faz parte de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2023 entre a APS, o Ministério Público e o Condepasa. O acordo prevê a recuperação de imóveis históricos no contexto da revitalização do Centro de Santos.

Pelo TAC, as edificações foram realocadas para viabilizar a ampliação das linhas férreas utilizadas pela empresa Cofco. Como contrapartida, a companhia financia a reconstrução dos prédios, cuja execução está a cargo da Pro Ativa Arquitetura.

Segundo o presidente em substituição da APS, Beto Mendes, a iniciativa reafirma o compromisso com a preservação da memória portuária. “É uma ação que impacta diretamente a revitalização da área portuária e do Centro Histórico, fortalecendo a relação Porto-Cidade e gerando benefícios para a população da Baixada Santista”, afirma.

Polo de inovação e desenvolvimento regional

O superintendente de Tecnologia da Informação da APS, Marcus Teixeira, destaca que o espaço terá papel estratégico no desenvolvimento regional. “A proposta é criar um polo que integre ensino, pesquisa, difusão tecnológica e transformação digital, com foco no desenvolvimento do setor portuário”, explica.

Reconstrução respeita projeto original de 1899

Com mais de mil metros quadrados, o Armazém 7 preserva o projeto original de 1899. Diferentemente da maioria dos armazéns do cais, a estrutura foi pré-fabricada na Alemanha e montada em Santos com peças transportadas por navio. Por isso, a reconstrução mantém o revestimento em chapas metálicas, em vez de alvenaria, respeitando a concepção original.

Intervenções feitas na década de 1940 também estão sendo revertidas. O prédio voltará à cor original, em tom próximo ao salmão, e ao telhado em formato de V, já concluído. Restam etapas de revestimento, pintura, instalações elétricas e acabamentos finais.

Casa de Máquinas nº 2 tem obra mais complexa

A reconstrução da Casa de Máquinas nº 2 exige técnicas específicas. O edifício original foi construído em alvenaria de pedra, com paredes de até 60 centímetros de espessura. Para preservar o estilo arquitetônico, está sendo adotado o método de anastilose, com reaproveitamento das pedras originais, que foram numeradas e reposicionadas.

A estrutura também receberá reforço em concreto para reduzir impactos da vibração causada pelo tráfego ferroviário. A chaminé original, com 26 metros de altura, será reconstruída, assim como as esquadrias de madeira. A conclusão está prevista para 2027.

Parque Valongo impulsiona revitalização do Centro

O Armazém 7 integra um processo mais amplo de revitalização do Centro de Santos. As antigas ruínas dos armazéns 4, 5 e 6 deram lugar ao Parque Valongo, que hoje conta com espaço coberto e climatizado, jardins, quadra de beach tennis, playground, píer de contemplação e plataforma flutuante para embarcações.

Instalado no berço do Porto de Santos, onde surgiram os primeiros atracadouros há cerca de 400 anos, o parque simboliza a requalificação da área central. O projeto se conecta a outras intervenções urbanas, como a revitalização da Rua Tuiuti, da Praça Barão do Rio Branco e da Passarela Porto-Cidade Engenheiro José Colla, inaugurada em junho.

A terceira fase do Parque Valongo teve início em agosto de 2025, com a revitalização do Armazém 3. A obra é executada pela Carnevali Engenharia, em parceria entre a APS e a Prefeitura de Santos, com recursos da Brasil Terminal Portuário (BTP), e deve ser concluída ainda este ano.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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TCU mantém suspensão de licitação de dragagem no Porto de Santos

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu manter a suspensão da licitação voltada à dragagem do Porto de Santos, maior complexo portuário do país. Os ministros referendaram a medida cautelar que interrompe a Licitação 51/2025, decisão inicialmente tomada de forma monocrática pelo ministro Bruno Dantas na última sexta-feira (16).

O certame foi lançado em julho de 2025 pela Autoridade Portuária de Santos (APS) e previa a contratação de serviços para aprofundar o canal de acesso do porto para 16 metros, iniciativa considerada estratégica para ampliar a capacidade operacional e reforçar a segurança da navegação.

Risco ao erário motiva decisão do TCU

Ao justificar a cautelar, o relator apontou possível dano ao erário em razão da desclassificação do Consórcio Santos Dragagem, liderado pela Etesco Construções e Comércio, que apresentou a menor proposta da disputa, no valor de R$ 610 milhões. O grupo contava ainda com a participação da Neptune Brasil e da chinesa Chec Dredging.

Segundo empresas concorrentes, a Etesco teria apresentado a planilha de custos fora do prazo estipulado no edital, além de outras inconsistências documentais. Com base nessas falhas, a área jurídica da APS recomendou a desclassificação do consórcio, levando à convocação da empresa Jan de Nul para a etapa seguinte do processo.

Mudança societária pesou contra consórcio

A Etesco recorreu ao TCU alegando que sua proposta era cerca de R$ 10 milhões inferior à da concorrente convocada posteriormente. A área técnica do tribunal avaliou que a desclassificação poderia ter ocorrido por excesso de formalismo, mas destacou a existência de um fator impeditivo relevante: a alteração na composição do consórcio ao longo do processo.

De acordo com as regras do edital, mudanças societárias após a apresentação das propostas inviabilizam a declaração do consórcio como vencedor, o que reforçou a decisão pela suspensão do certame.

APS diz que seguirá recomendações do tribunal

Após a decisão inicial do ministro Bruno Dantas, a APS informou que acataria o entendimento do TCU. A autoridade portuária ressaltou que a análise técnica da corte confirmou as avaliações jurídica e técnica realizadas internamente, reforçando a legalidade dos atos administrativos adotados durante a licitação.

Com o referendo do plenário, a APS afirmou que cumprirá integralmente todas as recomendações e adequações indicadas pelo tribunal, com o objetivo de viabilizar o início do contrato e da prestação do serviço assim que o processo for regularizado, sempre em conformidade com a legislação e o interesse público.

Dragagem é prioridade diante de gargalos históricos

A autoridade portuária reiterou que o foco do projeto está na ampliação da capacidade operacional e na segurança das operações do Porto de Santos, destacando que o aprofundamento do canal é essencial para atender à crescente demanda de cargas, independentemente da empresa responsável pela execução.

Apesar de sucessivos recordes de movimentação, o porto enfrenta gargalos recorrentes no canal de acesso, frequentemente apontados por operadores e armadores como entraves à eficiência logística. A dragagem prevista no edital é considerada uma solução temporária, enquanto o setor aguarda a concessão do canal de acesso, atualmente em análise pela ANTAQ, vista como alternativa estrutural para superar de forma definitiva os problemas de infraestrutura da navegação.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Porto de Santos volta a ser alvo de disputa bilionária por projeto de condomínio logístico

Os planos de expansão do Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, voltaram a gerar um embate de grandes proporções financeiras. Em meio às discussões que envolvem o leilão do Tecon Santos 10, a Autoridade Portuária de Santos (APS) abriu uma nova frente de controvérsia ao lançar um edital para a implantação de um condomínio logístico dentro da área portuária.

Publicado no fim de outubro, o edital prevê a cessão onerosa de aproximadamente 242 mil metros quadrados na margem direita do porto, destinada à construção de galpões e estruturas de apoio à logística terrestre. A estimativa da estatal é que o projeto gere mais de R$ 1,06 bilhão em receitas ao longo de 20 anos, com possibilidade de prorrogação contratual.

Modelo de cessão de uso gera reação do setor portuário

A escolha do modelo jurídico para a contratação foi o principal ponto de tensão. A APS optou pela cessão de uso, considerada mais simples do que o arrendamento portuário tradicional e com menor exigência regulatória. Outro fator que causou desconforto foi o prazo de apenas 22 dias entre a publicação do edital e a entrega das propostas.

Segundo a autoridade portuária, a área não interfere diretamente nas operações do porto. A estatal sustenta que o empreendimento terá caráter de infraestrutura de apoio logístico, atuando exclusivamente na fase pré-gate, antes do ingresso das cargas nos terminais.

Associações pedem anulação do edital

A interpretação da APS foi contestada por seis entidades nacionais do setor: Abratec, ABTL, ABTP, ABTRA, ATP e Fenop. Em carta conjunta enviada ao Ministério de Portos e Aeroportos e à Antaq, as associações solicitaram a anulação do edital.

Para o setor privado, o terreno está inserido no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Santos, aprovado em 2020, e classificado como área destinada à operação portuária nos horizontes de curto, médio e longo prazos. As entidades também apontam a ausência de estudos técnicos fundamentais, como o EVTEA, além de análises de impacto viário e de impacto de vizinhança.

O temor é que o condomínio provoque um aumento relevante no fluxo de caminhões, agravando gargalos já existentes na malha viária da região, sem que haja detalhamento sobre medidas de mitigação.

Ministério concorda com setor privado e licitação é suspensa

Após analisar as reclamações, a área técnica do Ministério de Portos e Aeroportos emitiu parecer alinhado à posição das associações. No documento, divulgado na primeira semana de janeiro, o ministério concluiu que a área prevista no projeto é, de fato, afeta à operação portuária, conforme o PDZ em vigor.

Diante do impasse, a licitação acabou paralisada por decisão judicial, após a 1ª Vara Federal de Santos conceder um mandado de segurança suspendendo o certame.

APS mantém posição e defende modelo adotado

Apesar da suspensão, a APS reafirmou seu entendimento. Em nota, a estatal declarou que considera equivocada a interpretação do ministério e das associações. Segundo a autoridade portuária, o local, conhecido como Terreno da Rede, antiga área da RFFSA, é historicamente classificado como não afeto às operações portuárias.

A APS argumenta que apenas áreas diretamente envolvidas na movimentação ou armazenagem de cargas vinculadas ao transporte aquaviário podem ser consideradas operacionais. O condomínio logístico, segundo a estatal, não contará com berços de atracação, não realizará movimentação direta de cargas dos navios e não fará parte do sistema operacional dos terminais.

Sobre o prazo para apresentação das propostas, a autoridade portuária afirma que o cronograma está em conformidade com a Lei das Estatais e que o edital não exige, nesta etapa, projetos de engenharia complexos.

Mesmo com a judicialização, a APS informou que pretende manter o modelo de contratação, alegando que as regras adotadas preservam a concorrência, evitam monopólios verticais e garantem acesso equitativo à infraestrutura logística do Porto de Santos.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Veto no Orçamento barra projeto de ligação marítima entre Guarujá e Porto de Santos

Uma proposta de ligação marítima entre o Aeroporto do Guarujá e o Porto de Santos ficou fora do Orçamento da União após veto aplicado pelo Poder Executivo. O projeto estava entre as quase R$ 400 milhões em emendas parlamentares vetadas na sanção orçamentária deste ano.

Projeto previa transporte aquaviário entre aeroporto e terminal de cruzeiros

Anunciada em 2024, a iniciativa previa a criação de uma rota marítima regular ligando o futuro Aeroporto Civil Metropolitano do Guarujá ao Terminal de Passageiros Giusfredo Santini (Concais), no Porto de Santos. O plano incluía a construção de atracadouros nos dois pontos e a operação de lanchas para transporte de passageiros.

O investimento estimado inicialmente era de R$ 20 milhões, com foco em mobilidade urbana, turismo regional e integração logística na Baixada Santista.

Emenda sofreu redução antes de ser vetada

A emenda foi apresentada formalmente pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, onde a deputada federal Rosana Valle (PL) ocupa o cargo de primeira vice-presidente. Durante a tramitação no Congresso Nacional, o valor do projeto foi reduzido e aprovado com apenas 5% do montante original, totalizando R$ 1 milhão.

Mesmo com o corte significativo de recursos, a proposta acabou incluída no conjunto de emendas barradas na etapa final do Orçamento.

Justificativa técnica embasou o veto

O recurso seria destinado ao Ministério de Portos e Aeroportos, mas o veto seguiu uma justificativa técnica aplicada a outras emendas semelhantes. Segundo o Executivo, a proposta apresentava programações orçamentárias com localizações e beneficiários específicos, o que não é permitido nesse tipo de despesa.

A prática contraria o Artigo 11 da Lei Complementar nº 210/2024, que estabelece as regras para a elaboração e execução do Orçamento da União, atribuindo ao Executivo a definição desses detalhamentos.

Futuro da integração marítima segue indefinido

Com o veto, permanece indefinido o futuro da integração marítima entre Guarujá e Santos, considerada estratégica por especialistas em transporte aquaviário, turismo e logística portuária. A proposta é vista como uma alternativa para melhorar o deslocamento de passageiros e fortalecer a conexão entre dois polos importantes da região.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alexsander Ferraz/AT

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Projeto Tripulantes do Cenep capacita novos profissionais para o mercado de cruzeiros em Santos

115 jovens e adultos da Baixada Santista concluíram a formação do Projeto Tripulantes do Cenep, iniciativa de qualificação profissional gratuita voltada à atuação em navios de cruzeiros, além dos setores de hotelaria, bares e restaurantes, no Brasil e no exterior. A cerimônia de formatura foi realizada no Teatro Guarany, em Santos.

Cerimônia marca início de novas trajetórias profissionais

O evento reuniu representantes da Autoridade Portuária de Santos (APS), da Fundação Centro de Excelência Portuária de Santos (Cenep), da Prefeitura de Santos e de empresas ligadas à indústria de cruzeiros marítimos. Mais do que o encerramento do curso, a solenidade simboliza a abertura de novas oportunidades de trabalho para os formandos.

Desenvolvido pela Fundação Cenep em parceria com a APS, a Deck4 Foundation e a Prefeitura Municipal de Santos, o projeto tem como foco a inclusão social, a empregabilidade e o desenvolvimento humano, com atenção especial a comunidades em situação de vulnerabilidade social na região.

Porto de Santos e investimento em pessoas

Para o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, o papel do Porto vai além das operações logísticas. Segundo ele, iniciativas como o Tripulantes do Cenep reforçam a integração entre o Porto e a cidade, gerando impactos sociais concretos por meio da formação de pessoas e da criação de oportunidades de trabalho.

Responsável por cerca de 28% do PIB da balança comercial brasileira, o Porto de Santos também amplia sua atuação social ao apoiar projetos educacionais. O presidente da Fundação Cenep, André Bonini, destaca que o alcance do programa supera a capacitação técnica e contribui para transformar realidades por meio da educação.

Curso híbrido e suporte aos alunos

Com metodologia da Deck4 Foundation, organização que já impactou mais de 35 mil pessoas em todo o país, o curso foi oferecido em formato híbrido, combinando aulas on-line e presenciais. As atividades foram conduzidas por profissionais experientes das áreas de turismo, hotelaria, gastronomia e cruzeiros marítimos.

De acordo com André Vieira, presidente da Deck4 Foundation, o projeto responde a uma demanda crescente do mercado. A temporada brasileira de cruzeiros 2025/2026 deve gerar cerca de 6,7 mil vagas, com pelo menos 25% destinadas a brasileiros, cenário que amplia as chances de inserção dos alunos formados.

Além do conteúdo técnico, os participantes tiveram acesso a acompanhamento psicológico e assistência social durante todo o processo formativo. Para o diretor técnico da Deck4 Foundation, Fabrício Brito, o fortalecimento das competências socioemocionais é determinante para a empregabilidade sustentável.

Diversidade e inclusão como eixo central

O processo seletivo do Projeto Tripulantes do Cenep priorizou públicos historicamente excluídos do mercado de trabalho, como pessoas negras, LGBTQIAPN+, transexuais e travestis, descendentes de povos originários, mães solo, refugiados, imigrantes com RNE ou RNM e jovens egressos de acolhimento institucional.

Após aproximadamente cinco meses de formação e a realização de mais de 22 cursos técnicos, os alunos passaram por avaliações, mentorias e preparação para processos seletivos reais, em parceria com agências recrutadoras e empresas do setor de cruzeiros.

Resultados já aparecem antes da formatura

Com o início da temporada de cruzeiros em outubro de 2025, parte dos participantes já começa a ingressar no mercado. Antes mesmo da cerimônia, 20 alunos foram aprovados em seleções de armadoras e estão em fase de embarque. Entre os destaques está Thalita Rosário Rosa, de 23 anos, moradora de Praia Grande, que conquistou uma vaga como tripulante em um navio de empresa americana ainda durante o período de formação.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Porto de Santos ganha protagonismo com acordo Mercosul–União Europeia

A entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia, considerado o maior acordo de livre comércio do mundo, reposiciona o Porto de Santos no centro de uma profunda transformação logística. A integração entre os dois blocos cria uma ligação direta com um mercado que soma mais de 700 milhões de consumidores, impulsionando o intercâmbio comercial e ampliando o fluxo de mercadorias entre América do Sul e Europa.

Principal hub do comércio exterior brasileiro

Responsável por aproximadamente 30% da corrente de comércio do Brasil, o Porto de Santos desponta como o principal elo dessa nova fase. A expectativa é de crescimento significativo na movimentação de cargas, com destaque para produtos industrializados, commodities agrícolas e mercadorias de maior valor agregado.

O novo cenário reforça o papel estratégico do complexo portuário, que deve concentrar boa parte das exportações e importações beneficiadas pela redução de tarifas e pela ampliação do acesso ao mercado europeu.

Oportunidade logística traz desafios estruturais

Apesar do potencial de expansão, o acordo também acende um sinal de alerta no setor portuário. O aumento da demanda tende a pressionar gargalos históricos de infraestrutura logística, como acessos rodoviários e ferroviários, capacidade de armazenagem, dragagem, além da eficiência operacional dos terminais.

Especialistas avaliam que, sem investimentos robustos e planejamento de longo prazo, o crescimento do volume de cargas pode elevar custos e comprometer a competitividade do comércio exterior brasileiro.

Modernização será decisiva a partir de 2026

Com projeções mais concretas para 2026, o foco do setor está na capacidade do Porto de Santos de converter o novo ciclo comercial em crescimento sustentável. Projetos de ampliação de terminais, modernização da infraestrutura, digitalização de processos e maior integração multimodal ganham prioridade diante do ambiente internacional mais competitivo.

Exigências globais elevam o nível de operação

O acordo Mercosul–UE vai além da simples abertura de mercados. Ele impõe padrões mais rigorosos relacionados à sustentabilidade, rastreabilidade, eficiência logística e conformidade com normas internacionais. Para o Porto de Santos, o desafio será equilibrar expansão e qualidade operacional.

A meta é consolidar o complexo não apenas como o maior porto da América Latina, mas como um dos principais hubs logísticos do comércio global, apto a atender às novas exigências do comércio internacional.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR/ND

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Porto de Santos incorpora novos trabalhadores da estiva e amplia participação feminina

O Porto de Santos passou a contar com 47 novos trabalhadores portuários avulsos da estiva, diplomados pelo Órgão de Gestão da Mão de Obra do Trabalho Portuário (OGMO/Santos) no dia 16 de janeiro. A cerimônia de diplomação foi realizada na sede da entidade e oficializou a entrada dos profissionais na categoria.

Inclusão feminina avança no setor portuário

Entre os formandos, três são mulheres, representando um avanço importante na inclusão feminina no trabalho portuário, historicamente marcado pela predominância masculina. A presença feminina reforça o movimento gradual de diversificação da mão de obra no maior porto da América Latina.

Processo seletivo teve seis etapas

Os novos estivadores foram aprovados em um processo seletivo rigoroso, conduzido pelo Instituto de Desenvolvimento e Capacitação (IDCAP). A seleção contou com seis fases, incluindo prova objetiva, avaliação de títulos, teste de exigência física, avaliação psicológica, análise documental, comprovação dos requisitos legais e exame médico.

Formação técnica focou segurança e qualificação

A capacitação técnica foi ministrada pelo Centro de Excelência Portuária de Santos (CENEP) e concluída em dezembro de 2025. O curso priorizou a qualificação profissional, a segurança nas operações portuárias e a preparação dos trabalhadores para as demandas atuais do complexo portuário santista.

Renovação da mão de obra fortalece operações

Segundo o diretor executivo do OGMO/Santos, Evandro Schmidt Pause, a iniciativa contribui para a renovação da mão de obra portuária e fortalece a sustentabilidade das operações. Em junho de 2025, outros 276 trabalhadores já haviam sido diplomados, sendo 13 mulheres.

“O ingresso de novos profissionais promove a oxigenação da categoria e prepara o Porto de Santos para as demandas presentes e futuras”, destacou o dirigente.

Vagas resultam de acordo coletivo

As novas admissões foram viabilizadas por meio de uma convenção coletiva de trabalho, firmada entre o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (SOPESP) e o Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão (SINDESTIVA). O acordo reforça a relevância do diálogo entre operadores, trabalhadores e a gestão portuária.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Roberto Konda

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APS contesta suspensão de licitação de área estratégica no Porto de Santos

A Autoridade Portuária de Santos (APS) apresentou recurso contra a decisão que suspendeu a licitação de uma área no Porto de Santos considerada estratégica para a operação portuária.

Área é considerada estratégica para o setor portuário

A disputa envolve um dos terminais mais relevantes do país, com impacto direto no desempenho operacional do maior porto da América Latina. A licitação é vista como essencial por investidores e operadores portuários interessados em ampliar presença e capacidade logística no complexo santista.

Setor acompanha impactos jurídicos e logísticos

A suspensão do certame despertou atenção do mercado, que monitora os efeitos da decisão sobre a competitividade, o planejamento logístico e os investimentos futuros no Porto de Santos. Empresas avaliam cenários enquanto aguardam uma definição judicial.

APS defende previsibilidade e transparência

De acordo com fontes ligadas à APS, o recurso protocolado tem como objetivo garantir a continuidade do processo licitatório, assegurando previsibilidade e transparência na concessão da área. A decisão da Justiça será determinante para a definição de prazos e para orientar os próximos passos das empresas interessadas.

Possível retomada ainda neste trimestre

Caso o recurso seja acolhido, a expectativa é de que a licitação no Porto de Santos seja retomada ainda neste trimestre. O movimento pode abrir oportunidades estratégicas para operadores nacionais e internacionais em um dos principais hubs logísticos da América Latina.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Notícias

Funcionária morre após queda de esteira no Porto de Santos durante inspeção noturna

Uma funcionária de um terminal do Porto de Santos morreu após sofrer uma queda em uma esteira instalada no armazém 16, no cais santista. O acidente ocorreu durante uma atividade de rotina e causou comoção entre trabalhadores do setor portuário.

Vítima atuava há pouco mais de um mês na empresa

A vítima foi identificada como Denise dos Santos Teixeira, de 40 anos. Ela exercia a função de auxiliar de mecânica e trabalhava havia cerca de 45 dias na empresa Corredor Logística e Infraestrutura (CLI).

Queda de aproximadamente 20 metros

De acordo com as informações apuradas, Denise realizava uma inspeção de rotina quando o piso da esteira por onde transitava teria cedido. A falha estrutural provocou uma queda estimada em cerca de 20 metros.

Buscas foram iniciadas após ausência causar estranhamento

Conforme o boletim de ocorrência registrado na Central de Polícia Judiciária de Santos, colegas de trabalho perceberam a ausência da funcionária por volta das 20h e iniciaram buscas na área operacional do terminal.

O corpo foi localizado sem sinais vitais. Um médico foi acionado e constatou o óbito ainda no local.

Equipamentos de proteção estavam sendo utilizados

Segundo o registro policial, a trabalhadora utilizava corretamente os equipamentos de proteção individual (EPIs) exigidos para a atividade desempenhada no terminal portuário.

Polícia investiga as circunstâncias do acidente

A Polícia Civil classificou o caso como morte suspeita e solicitou a realização de exames periciais. O terminal conta com sistema de monitoramento por câmeras, cujas imagens devem contribuir para o esclarecimento do ocorrido.

Família relata atividade no turno da noite

Em entrevista, a irmã da vítima, Simone Freire, informou que Denise havia sido designada para uma inspeção no turno noturno, período em que ocorreu o acidente fatal.

Segurança no Porto de Santos volta ao debate

O caso reacende a discussão sobre segurança do trabalho em áreas operacionais e medidas de prevenção de acidentes no Porto de Santos, considerado o maior complexo portuário da América Latina.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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