Exportação

Exportações crescem 43,8% até a segunda semana de janeiro de 2026, aponta Secex

A balança comercial brasileira encerrou a segunda semana de janeiro de 2026 com superávit de US$ 2 bilhões, impulsionado por exportações de US$ 7,2 bilhões e importações de US$ 5,2 bilhões. No acumulado do mês, as vendas externas somam US$ 10 bilhões, enquanto as compras do exterior alcançam US$ 5,9 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 4,1 bilhões.

Média diária das exportações avança 43,8%

Na comparação entre as médias diárias de exportações, os dados mostram forte crescimento. Até a segunda semana de janeiro de 2026, a média foi de US$ 1,7 bilhão, contra US$ 1,154 bilhão registrados em janeiro de 2025, o que representa uma alta de 43,8%.

Já as importações, pela média diária, apresentaram queda de 7,0%, passando de US$ 1 bilhão em janeiro de 2025 para US$ 974,86 milhões no mesmo período de 2026.

Corrente de comércio cresce quase 20%

Com esse desempenho, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — atingiu US$ 2,635 bilhões por dia até a segunda semana de janeiro de 2026. O saldo médio diário foi de US$ 685,61 milhões. Na comparação com a média de janeiro de 2025, houve crescimento de 19,6% na corrente de comércio.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (12/1) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Desempenho das exportações por setor

Na análise setorial das exportações, considerando a média diária até a segunda semana de janeiro de 2026 e comparando com igual período do ano anterior, os resultados foram positivos em todos os segmentos:

  • Agropecuária: aumento de US$ 55,96 milhões, alta de 32,5%
  • Indústria Extrativa: crescimento de US$ 274,11 milhões, avanço de 82,3%
  • Indústria de Transformação: elevação de US$ 173,41 milhões, expansão de 27,0%

Importações recuam em todos os setores

Do lado das importações, o desempenho também foi analisado pela média diária no mesmo comparativo anual. Todos os setores registraram retração:

  • Agropecuária: queda de US$ 7,32 milhões (-26,2%)
  • Indústria Extrativa: recuo de US$ 17,37 milhões (-34,6%)
  • Indústria de Transformação: redução de US$ 44,64 milhões (-4,6%)

O resultado reforça o início positivo do comércio exterior brasileiro em 2026, com forte crescimento das exportações e controle das importações, ampliando o superávit comercial.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Acordos comerciais ampliam acesso e colocam um terço do comércio brasileiro sob tarifas reduzidas

A entrada em vigor de novos acordos de livre comércio deve transformar o perfil do comércio exterior brasileiro, ampliando de forma significativa o número de operações com tarifa zero ou alíquotas reduzidas. Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, quase um terço da corrente de comércio do Brasil passará a contar com benefícios tarifários, fortalecendo a inserção internacional do país e criando novas oportunidades para o setor produtivo.

Situação atual ainda limita acesso preferencial

Estimativas inéditas do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) mostram que, em 2025, cerca de US$ 78 bilhões das exportações e importações brasileiras contam atualmente com algum tipo de preferência tarifária. O valor equivale a 12,4% da corrente de comércio.

Esse montante inclui o livre comércio dentro do Mercosul, com Argentina, Uruguai e Paraguai, além de acordos firmados com Chile, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Israel e Egito.

Novos tratados ampliam alcance internacional

O cenário muda com os acordos Mercosul-União Europeia, Mercosul-EFTA e Mercosul-Cingapura. De acordo com os cálculos do MDIC, esses tratados adicionam US$ 118,7 bilhões ao volume de comércio com tarifas reduzidas, o equivalente a 18,9% do intercâmbio total do país.

Com todos os acordos em vigor, o comércio brasileiro beneficiado por preferências tarifárias deve alcançar US$ 196,4 bilhões, o que representa 31,2% da corrente de comércio em 2025.

“A ampliação do comércio coberto por preferências comerciais fortalece nossa inserção internacional e abre novas oportunidades para as empresas brasileiras”, afirmou Alckmin. Segundo ele, o avanço é “expressivo”, quase duas vezes e meia maior em curto prazo, com impacto direto na competitividade, nos investimentos e na geração de empregos.

Estágio dos principais acordos

O acordo Mercosul-Cingapura foi assinado em dezembro de 2023, mas ainda passa por revisão jurídica e precisa ser encaminhado ao Congresso Nacional para ratificação.

Já o tratado com a EFTA, bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, foi firmado em setembro de 2025.

O acordo Mercosul-União Europeia, negociado por cerca de 25 anos, deve ser finalmente assinado neste sábado (17), em Assunção, aproveitando a presidência rotativa do Paraguai no bloco.

Mercosul negocia novos acordos comerciais

Após o avanço com a União Europeia, o Mercosul mantém negociações com outros parceiros estratégicos. Entre eles estão:

  • Emirados Árabes Unidos, com tratativas avançadas e possibilidade de acordo em 2026
  • Canadá, cujas negociações foram retomadas após a pandemia
  • Vietnã e Indonésia, ainda em fase inicial
  • Índia, com foco na ampliação do atual acordo de preferências tarifárias

Também há discussões com República Dominicana, Panamá e El Salvador, além de conversas para modernizar os acordos já existentes com Colômbia e Equador, considerados defasados em temas como serviços e normas aduaneiras.

Interesse global e desafios internos

O Japão avalia iniciar uma parceria estratégica como passo prévio a um acordo comercial, enquanto o Reino Unido, após o Brexit, já manifestou interesse em negociar com o Mercosul.

Segundo a embaixadora Gisela Padovan, secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, o governo brasileiro tem interesse em avançar em todas as frentes. O principal desafio, porém, é a limitação de equipes negociadoras diante do grande número de tratativas em andamento.

“Gostaríamos de avançar em todas as negociações. Vontade, nós temos”, afirmou a diplomata.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MSN

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Exportação

Venezuela despenca no ranking de destinos das exportações brasileiras após 12 anos de crise sob Maduro.

A Venezuela perdeu relevância de forma acelerada no comércio exterior brasileiro ao longo dos últimos 12 anos. O país caiu da 7ª para a 52ª posição entre os maiores destinos das exportações do Brasil durante o período em que Nicolás Maduro esteve no poder. No intervalo, as vendas brasileiras recuaram de US$ 4,8 bilhões em 2013 para US$ 751 milhões em 2025, refletindo o aprofundamento da crise econômica, produtiva e institucional no país vizinho.

De parceiro estratégico a mercado periférico

Quando Maduro assumiu a presidência, em 2013, após a morte de Hugo Chávez, a Venezuela figurava entre os principais parceiros comerciais do Brasil. Naquele ano, foi o sétimo maior destino das exportações nacionais, atrás apenas de China, Estados Unidos, Argentina, Países Baixos, Japão e Alemanha.

Doze anos depois, o cenário mudou radicalmente. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que, entre janeiro e novembro de 2025, o país apareceu apenas na 52ª colocação, com compras que não chegam a um quinto do valor registrado no início do governo Maduro.

Agronegócio concentrava a maior parte das vendas

O agronegócio brasileiro sempre teve papel central no comércio com a Venezuela. Em 2013, o setor respondeu por US$ 2,6 bilhões, o equivalente a 54% de tudo o que o Brasil exportou ao país, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

O auge ocorreu em 2014, quando as importações venezuelanas de produtos agropecuários se aproximaram de US$ 3 bilhões, tornando o país o quarto maior destino do agro brasileiro, atrás apenas de China, Estados Unidos e Rússia.

Proteína animal sofre colapso histórico

A crise venezuelana afetou de forma especialmente severa as exportações de proteína animal. Entre 2013 e 2025, o volume de carnes, animais vivos e laticínios enviados ao país despencou de 364,3 mil toneladas para 5,2 mil toneladas, uma queda de 98,6%.

Em valor, o tombo é ainda mais expressivo. As exportações de carnes somaram apenas US$ 13 milhões em 2024, o que representa cerca de 1% da receita obtida em 2014, ano recorde, quando o faturamento atingiu US$ 1,3 bilhão.

Quedas por segmento

  • Carne de frango: de 200 mil toneladas (2014) para 927 toneladas (2024), retração de 99,5%
  • Carne bovina: de 160,3 mil toneladas para 723 toneladas, queda semelhante
  • Animais vivos: de 248,3 mil toneladas para apenas 25 toneladas (-99,9%)
  • Leite e derivados: de 39,2 mil toneladas para 2,2 mil toneladas (-94,3%)

Produtos básicos ganham espaço na pauta

Com o recuo de itens de maior valor agregado, a pauta exportadora passou a ser dominada por produtos básicos, com menor nível de processamento industrial. Destacam-se os aumentos nas vendas de cereais (+162,5%), óleo de soja (+718%) e preparações à base de cereais (+183,6%), hoje entre os principais produtos enviados pelo Brasil à Venezuela.

Importações brasileiras também encolhem

A deterioração comercial é bilateral. O Brasil também reduziu significativamente suas compras do país vizinho, acompanhando o enfraquecimento da capacidade produtiva venezuelana.

Segundo o MDIC, as importações brasileiras caíram de US$ 1,18 bilhão em 2013 para US$ 422 milhões em 2024, uma retração de 64,2%.

Fertilizantes substituem petróleo

Em 2013, petróleo e derivados representavam 78% de tudo o que o Brasil importava da Venezuela, somando US$ 925,8 milhões. Em 2024, a pauta mudou completamente.

Os principais itens passaram a ser fertilizantes (US$ 168,1 milhões), alumínio e seus produtos (US$ 105,3 milhões) e álcoois e derivados (US$ 67,8 milhões). A mudança reflete o colapso da indústria petrolífera venezuelana, apesar de o país deter a maior reserva comprovada de petróleo do mundo.

A produção, que chegou a 3,4 milhões de barris por dia entre 2005 e 2008, caiu para 664,8 mil barris diários em 2021. Em 2024, houve recuperação parcial para 960 mil barris por dia, ainda 64,3% abaixo do nível registrado em 2014.

Mudança política no Brasil agravou a ruptura comercial

Analistas apontam que a queda do comércio não se explica apenas pela crise interna venezuelana. A partir de 2016, com o impeachment de Dilma Rousseff, houve um afastamento político e comercial entre Brasília e Caracas.

Um dos pilares da relação era o Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos (CCR), que permitia transações sem uso de dólares. Com o aumento da inadimplência venezuelana, o Brasil passou a endurecer sua posição.

Segundo pesquisadores do Ipea, a redução do diálogo diplomático e a menor tolerância com dívidas junto ao Banco Central e ao BNDES impactaram diretamente o fluxo comercial.

Calotes levaram ao fim do acordo regional

Em 2017, o Banco Central suspendeu as operações com a Venezuela no CCR devido aos atrasos recorrentes. Entre 2017 e 2018, o Tesouro Nacional teve prejuízo de R$ 1,38 bilhão ao acionar o Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para cobrir calotes.

Em abril de 2019, já no governo Jair Bolsonaro, o Brasil deixou unilateralmente o CCR, decisão inédita na política externa brasileira. Segundo o Ipea, a situação venezuelana foi o principal fator para essa saída.

Crise estrutural vem de décadas

A crise econômica da Venezuela teve início ainda nos anos 2000, sob Hugo Chávez, mas se aprofundou a partir de 2015 com a queda da produção de petróleo e dos preços internacionais da commodity. O cenário se agravou com denúncias de violações de direitos humanos, repressão à oposição e questionamentos sobre a legitimidade do processo político, resultando em sanções internacionais, especialmente dos Estados Unidos, que isolaram ainda mais o país.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Texto: Redação

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Importação, Investimento

Camex360 centraliza dados sobre tarifas de importação, investimentos e decisões da Camex

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou a plataforma Camex360, criada para concentrar e organizar informações estratégicas do comércio exterior brasileiro. A iniciativa é coordenada pela Secretaria-Executiva da Camex e oferece, em um único ambiente digital, acesso facilitado a dados antes dispersos em diferentes bases oficiais.

A nova página reúne painéis interativos com informações sobre tarifas de importação, regimes preferenciais, listas de exceções, histórico tarifário e investimentos estrangeiros no Brasil. O objetivo é ampliar a transparência, reduzir custos de busca por informação e apoiar a tomada de decisão de empresas e agentes públicos.

Painel Tarifário e rastreamento de NCMs

Entre os recursos disponíveis nesta primeira fase estão três painéis de dados. O destaque é o Painel Tarifário, ferramenta inédita que sistematiza regras e alíquotas de importação, com foco em simplificar processos e diminuir tempo e custos para empresas importadoras, especialmente micro e pequenas empresas (MPEs).

A plataforma também conta com um Rastreador de NCMs, que permite consultar e acompanhar códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), facilitando a identificação de produtos e suas respectivas exigências tarifárias.

Acesso a dados de investimentos e decisões colegiadas

Outro componente integrado ao Camex360 é o InvestVis, sistema criado em 2024 para ampliar o acesso a dados sobre Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no país. A ferramenta permite visualizar informações consolidadas e atualizadas sobre a entrada de capital externo no Brasil.

Além disso, a página centraliza o acesso às deliberações e notas técnicas públicas do Comitê Executivo de Gestão (Gecex), tornando mais ágil a consulta às decisões colegiadas que impactam a política comercial brasileira.

FONTE: MDIC e Fecomércio MG
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Fecomércio MG

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul-União Europeia avança e deve impulsionar comércio exterior, afirma Alckmin

Ao apresentar os resultados recordes da balança comercial de 2025, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (06/01) que o acordo Mercosul-União Europeia está em fase avançada. Segundo ele, a ampliação de acordos comerciais é estratégica para fortalecer o comércio exterior brasileiro em um cenário global instável.

Negociação histórica em fase avançada

De acordo com Alckmin, o tratado entre Mercosul e União Europeia, negociado há mais de duas décadas, caminha para a conclusão. O ministro destacou a relevância do acordo em um contexto marcado por conflitos geopolíticos, protecionismo e tensões comerciais.

“Estamos otimistas. Será um acordo fundamental para o Mercosul, para a União Europeia e para o comércio global. Em um momento de instabilidade internacional, poderá se tornar o maior acordo do mundo”, afirmou.

Acordos recentes ampliam presença do Mercosul

O ministro também lembrou avanços recentes do bloco sul-americano em outras frentes. Entre eles, o acordo firmado com Singapura, em 2023 — um dos principais destinos das exportações brasileiras — e o tratado com a EFTA, concluído em 2025, que reúne países com algumas das maiores rendas per capita do mundo, como Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Segundo Alckmin, o fortalecimento das relações comerciais traz ganhos diretos para a economia. “Quando o comércio global cresce, quem ganha é a sociedade”, afirmou, ao comentar o recorde de US$ 349 bilhões em exportações registrado em 2025.

Novas negociações e relações bilaterais

Além dos acordos já firmados, o Brasil mantém negociações para novos tratados de livre-comércio, incluindo Canadá e Emirados Árabes Unidos. Também estão em andamento conversas com Índia e México para ampliar acordos de preferências tarifárias.

Questionado sobre a relação comercial com a Venezuela, no contexto de medidas adotadas pelos Estados Unidos, Alckmin ressaltou que o intercâmbio bilateral é limitado, somando cerca de US$ 1,2 bilhão em 2025. Ele lembrou ainda que o país vizinho já representou 12% do PIB da América do Sul nos anos 1970, participação hoje reduzida para cerca de 2%.

Medidas para fortalecer o comércio exterior

Durante a coletiva, Alckmin destacou ações do governo voltadas à desburocratização do comércio exterior e à ampliação da corrente de comércio. Um dos principais instrumentos citados foi o Portal Único de Comércio Exterior, que integra serviços de órgãos como Anvisa, Ibama e os ministérios da Agricultura e da Saúde.

Segundo o ministro, a ferramenta já conta com 80% de migração concluída e deve atingir 100% até setembro, com potencial de gerar economia de até R$ 40 bilhões e reduzir em 50% as operações de importação que exigem licenciamento.

Incentivos e reforma tributária

Entre outras iniciativas, Alckmin mencionou o programa Acredita no Brasil, que permite a micro e pequenas empresas recuperar parte dos tributos pagos na cadeia produtiva de bens exportados.

O ministro também destacou a Reforma Tributária como elemento central para melhorar o ambiente de negócios. Segundo ele, a adoção do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) elimina tributos embutidos nas exportações e investimentos. Estudos do Ipea indicam que, em 15 anos, a reforma pode elevar os investimentos em 14% e as exportações em 17%.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio César Silva/MDIC

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Exportação

Exportações brasileiras atingem US$ 349 bilhões em 2025 e registram recorde histórico

As exportações brasileiras alcançaram um novo recorde em 2025, mesmo diante de um cenário internacional desafiador. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), indicam que o Brasil exportou US$ 348,7 bilhões ao longo do ano, valor US$ 9 bilhões superior ao recorde anterior, registrado em 2023. O desempenho consolida os últimos três anos como os melhores da história da balança comercial brasileira.

Crescimento supera média do comércio global

Na comparação com 2024, as exportações cresceram 3,5% em valor e 5,7% em volume. Esse avanço mais do que dobra a estimativa da Organização Mundial do Comércio (OMC) para o crescimento do comércio global em 2025, projetado em 2,4%.

Além disso, mais de 40 mercados bateram recorde de compras de produtos brasileiros, com destaque para Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.

Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o resultado reflete a ampliação de mercados e políticas de estímulo à competitividade. “Mesmo diante de dificuldades geopolíticas, conseguimos abrir novos mercados e expandir os já existentes, apoiados por iniciativas como a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Plano Brasil Soberano”, afirmou.

Importações, corrente de comércio e superávit

As importações brasileiras também atingiram um patamar recorde em 2025, somando US$ 280,4 bilhões, alta de 6,7% em relação a 2024 e quase US$ 8 bilhões acima do recorde anterior, de 2022.

Com isso, a corrente de comércio chegou a US$ 629,1 bilhões, o maior valor já registrado, com crescimento de 4,9% na comparação anual. O superávit comercial ficou em US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior da série histórica, atrás apenas dos resultados de 2023 e 2024.

Desempenho recorde em dezembro

Em dezembro de 2025, as exportações totalizaram US$ 31 bilhões, alta de 24,7% e recorde para o mês. As importações alcançaram US$ 21,4 bilhões (+5,7%), enquanto o saldo comercial foi de US$ 9,6 bilhões, crescimento de 107,8%, também o maior já registrado para dezembro. A corrente de comércio mensal somou US$ 52,4 bilhões, avanço de 16,2%.

Exportações por setores e produtos

A indústria de transformação registrou crescimento de 3,8% em valor, impulsionada por aumento de 6% em volume, atingindo o recorde de US$ 189 bilhões. Entre os destaques estão carne bovina, carne suína, alumina, veículos de carga, caminhões, café torrado, máquinas elétricas, produtos de perfumaria, cacau em pó e defensivos agrícolas.

Na indústria extrativa, o volume exportado cresceu 8%, com minério de ferro e petróleo atingindo recordes de embarque. Já os produtos agropecuários avançaram 3,4% em volume e 7,1% em valor, com destaque para o café verde, que alcançou valor recorde, além da soja e do algodão em bruto, que registraram volumes históricos.

Principais destinos das exportações

A China manteve-se como principal destino, com crescimento de 6% e exportações que chegaram a US$ 100 bilhões, puxadas por soja, carne bovina, açúcar, celulose e ferro-gusa. Para a União Europeia, o aumento foi de 3,2%, com destaque para café, carne bovina, milho, minério de cobre e aeronaves.

As exportações para a Argentina avançaram 31,4%, impulsionadas pelo setor automotivo. Já para os Estados Unidos, houve retração de 6,6% no ano, influenciada pelas tarifas impostas a produtos brasileiros, especialmente entre agosto e dezembro. Em dezembro, no entanto, os embarques superaram US$ 3 bilhões, sinalizando recuperação parcial.

Importações por categorias e origens

Nas importações, os bens de capital lideraram o crescimento, com alta de 23,7%, seguidos por bens intermediários (+5,9%) e bens de consumo (+5,7%). As compras de combustíveis recuaram 8,6%.

Entre as origens, aumentaram as importações da China (+11,5%), dos Estados Unidos (+11,3%) e da União Europeia (+6,4%). Já as compras de produtos da Argentina registraram queda de 4,7%.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal do Boi

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Comércio Exterior

Superávit comercial do Brasil atinge US$ 68,3 bilhões em 2025 e governo projeta até US$ 90 bilhões em 2026

O superávit comercial do Brasil em 2025 alcançou US$ 68,293 bilhões, consolidando o terceiro melhor resultado anual da série histórica. O desempenho foi impulsionado por exportações recordes e por um avanço mais intenso das importações, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Além do balanço de 2025, o governo federal apresentou as projeções para a balança comercial em 2026, estimando um saldo positivo que pode variar entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.

Projeções para exportações e importações em 2026

De acordo com o MDIC, o próximo ano deve ser encerrado com exportações brasileiras entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. Já as importações estão projetadas na faixa de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões, cenário que sustenta a expectativa de manutenção de um superávit elevado.

O resultado de 2025 superou as previsões oficiais. Em outubro, o ministério estimava um saldo positivo de US$ 60,9 bilhões, valor inferior ao efetivamente registrado.

Exportações e importações batem recorde em 2025

O desempenho da balança comercial brasileira em 2025 foi marcado por US$ 348,7 bilhões em exportações, o maior valor já registrado, e por US$ 280,4 bilhões em importações, também em nível histórico.

As vendas externas cresceram 3,5% em relação a 2024, impulsionadas principalmente pelo aumento do volume embarcado, mesmo diante da queda nos preços médios. As importações avançaram ainda mais, com alta de 6,7% na comparação anual.

Tarifas dos EUA impactam comércio bilateral

O comércio com os Estados Unidos foi afetado pelo aumento de tarifas imposto em agosto do ano passado. Segundo o MDIC, as exportações brasileiras para os EUA recuaram 6,6% em 2025, reduzindo a participação do país no total exportado de 12,0% para 10,8%.

A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros levou o governo a adotar medidas emergenciais, como linhas de crédito e alívio tributário. Ao longo do ano, negociações resultaram na ampliação das exceções à tarifa, mas, em novembro, cerca de 22% das exportações para os EUA ainda estavam sujeitas à sobretaxa.

China amplia participação nas exportações brasileiras

Em sentido oposto, as exportações para a China registraram crescimento de 6% em 2025. Com isso, o país asiático passou a responder por 28,7% das vendas externas do Brasil, ante 28,0% no ano anterior, mantendo-se como o principal destino das exportações brasileiras.

Agropecuária lidera crescimento por setor

Na análise setorial, a agropecuária apresentou o maior avanço nas exportações, com alta de 7,1%, seguida pela indústria de transformação, que cresceu 3,8%. Já a indústria extrativa registrou retração de 0,7% no período.

Resultado de dezembro reforça saldo positivo

O superávit anual foi reforçado pelo desempenho de dezembro, quando a balança comercial registrou saldo positivo de US$ 9,633 bilhões. No mês, as exportações somaram US$ 31,037 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 21,405 bilhões.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jorge Silva

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Comércio Exterior

Brasil avalia efeitos de corte nas tarifas de importação anunciado pela China

O governo brasileiro analisa os possíveis impactos da decisão da China de reduzir tarifas de importação, medida anunciada nesta segunda-feira (29) e com previsão de entrada em vigor a partir de 2026. A iniciativa pode influenciar diretamente o comércio bilateral e setores estratégicos da economia nacional.

Redução inclui insumos industriais e produtos médicos

De acordo com informações divulgadas por autoridades chinesas, o pacote de ajustes tarifários prevê a diminuição de impostos sobre commodities baseadas em recursos naturais, incluindo materiais como pólvora negra reciclada utilizada em baterias de íon-lítio.

A lista também deve contemplar produtos médicos, como kits de diagnóstico voltados à detecção de determinadas doenças infecciosas, ampliando o acesso a insumos considerados estratégicos.

Governo brasileiro acompanha possíveis impactos

Procurado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que acompanha atentamente as mudanças anunciadas por Pequim e está avaliando os possíveis reflexos para o Brasil.

Segundo a pasta, ajustes tarifários são instrumentos comuns dentro da política comercial internacional, desde que respeitados os compromissos firmados na Organização Mundial do Comércio (OMC) e em acordos bilaterais ou multilaterais em vigor.

Setor produtivo deve avaliar riscos e oportunidades

O ministério também orientou que o setor produtivo brasileiro acompanhe de perto as alterações, a fim de identificar tanto oportunidades comerciais quanto possíveis impactos negativos sobre a competitividade das exportações nacionais.

A análise inclui efeitos sobre cadeias produtivas estratégicas e o posicionamento do Brasil frente às novas condições de acesso ao mercado chinês.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mapa

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Comércio Exterior

Novo marco do Portal Único impulsiona a modernização do comércio exterior

Etapa da transição integra os controles do MAPA e amplia a padronização dos procedimentos administrativos.

Dezembro se consolidou como um mês de virada para o comércio exterior brasileiro. O Portal Único deu mais um passo relevante ao avançar na transição para um modelo mais simples, integrado e eficiente de controle das operações de importação e exportação no país.

Nessa etapa, foram migrados para o Portal Único, por meio da Declaração Única de Importação (Duimp), novos tipos de operações que antes eram realizados pelo antigo módulo de Licença de Importação e Declaração de Importação (LI/DI), instrumentos utilizados no modelo anterior, conforme o cronograma oficial divulgado no Siscomex, o Sistema Integrado de Comércio Exterior do governo federal.

Ao mesmo tempo, todos os modelos de LPCOs, que abrangem licenças, permissões, certificados e outros documentos exigidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), foram integrados ao Novo Portal Único. Com isso, o Tratamento Administrativo conduzido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) passa a ser realizado de forma praticamente integral dentro da nova plataforma.

O vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, destacou que as iniciativas modernizam a forma como o Brasil importa e refletem o compromisso do governo federal com a execução do cronograma de transição para o novo modelo do comércio exterior, de forma segura, gradual e planejada.

“É mais um marco na transformação do comércio exterior brasileiro, com benefícios para o setor público, para as empresas e para a sociedade. O Portal Único se consolida como o guichê único do comércio exterior brasileiro, trazendo mais segurança e agilidade e menos burocracia para todos os operadores”, afirmou Alckmin.

Na prática, a mudança significa menos sistemas distintos, maior integração entre os órgãos públicos e regras mais padronizadas para quem opera no comércio exterior. A centralização das autorizações, a troca automática de informações e a uniformização dos procedimentos geram ganhos diretos de eficiência, reduzem incertezas e custos e tornam os processos mais previsíveis para empresas e operadores logísticos.

O avanço também melhora a comunicação entre os sistemas governamentais, diminui retrabalhos e contribui para um ambiente de negócios mais transparente, moderno e alinhado às boas práticas internacionais de facilitação do comércio.

A etapa, observadas as exceções estabelecidas, incluiu ainda o desligamento de operações específicas do modelo antigo. Entre elas estão aquelas relacionadas ao regime de Drawback Suspensão, que permite a suspensão de tributos para insumos usados na produção de bens exportados, quando realizadas no modal de transporte marítimo. Da mesma forma, as operações dos regimes Recof e Repetro, utilizados por setores industriais e de petróleo e gás, foram descontinuadas no modal de transporte aéreo. Também foram desativadas as operações sob controle do Decex que envolvem importação de material usado e exame de similaridade, tanto no transporte marítimo quanto no aéreo.

Maior integração

O Portal Único de Comércio Exterior é uma iniciativa do governo federal voltada à redução da burocracia, do tempo e dos custos nas exportações e importações brasileiras. Implementado de forma modular desde 2014, o sistema substitui gradualmente o antigo Siscomex, já processa 100 por cento das exportações e passa a contemplar também as importações.

A adoção da Duimp e de novas tecnologias desenvolvidas com o apoio do Serpro amplia a integração entre órgãos públicos e privados, permite o preenchimento único de informações, agiliza fiscalizações e pagamentos e reduz em até 99 por cento o uso de papel, tornando os processos mais rápidos, transparentes e previsíveis, com ganhos diretos de eficiência e competitividade para o comércio exterior brasileiro.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

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Comércio Exterior

Corrente de comércio brasileira alcança US$ 12,4 bilhões na segunda semana de dezembro

A corrente de comércio brasileira somou US$ 12,4 bilhões na segunda semana de dezembro de 2025, com superávit de US$ 1,5 bilhão. O resultado é fruto de exportações de US$ 6,9 bilhões e importações de US$ 5,5 bilhões, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Resultado mensal mantém saldo positivo

No acumulado de dezembro, o país registra US$ 14,3 bilhões em exportações e US$ 11 bilhões em importações, o que gera um saldo comercial positivo de US$ 3,3 bilhões. A corrente de comércio do mês atinge US$ 25,2 bilhões, mantendo a tendência de crescimento observada ao longo do ano.

Desempenho anual reforça força do comércio exterior

No acumulado de 2025, as exportações brasileiras totalizam US$ 332,1 bilhões, enquanto as importações somam US$ 271 bilhões. O superávit comercial no ano chega a US$ 61,1 bilhões, com corrente de comércio acumulada de US$ 603 bilhões, consolidando o bom desempenho do comércio exterior brasileiro.

Médias diárias mostram avanço expressivo

Na comparação entre as médias diárias até a segunda semana de dezembro de 2025 e o mesmo período de 2024, as exportações cresceram 20,4%, passando de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,4 bilhão por dia. As importações avançaram 13,9%, com média diária de US$ 1,1 bilhão, ante US$ 964,06 milhões no ano anterior.

Com isso, a média diária da corrente de comércio alcançou US$ 2,52 bilhões, enquanto o saldo médio diário foi de US$ 327,67 milhões. Em relação a dezembro de 2024, houve alta de 17,5% na corrente de comércio.

Exportações por setor puxam crescimento

Na análise setorial das exportações, considerando a média diária até a segunda semana de dezembro de 2025 frente ao mesmo período de 2024, todos os segmentos apresentaram crescimento. A Agropecuária registrou aumento de US$ 77,86 milhões, alta de 41,1%. A Indústria Extrativa teve avanço de US$ 125,57 milhões, com crescimento de 52,0%. Já a Indústria de Transformação apresentou elevação de US$ 37,67 milhões, equivalente a 5,0%.

Importações também avançam em todos os segmentos

O desempenho das importações por setor também foi positivo no período analisado. A Agropecuária cresceu 12,6%, com acréscimo de US$ 2,85 milhões na média diária. A Indústria Extrativa avançou 28,9%, somando US$ 11,2 milhões. A Indústria de Transformação teve aumento de US$ 121,47 milhões, alta de 13,6%.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNC

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