Indústria

Conflito no Irã acende alerta para indústria catarinense

O atual conflito no Irã gera preocupação para a indústria de Santa Catarina, impactando não apenas oportunidades de expansão, mas também a logística de embarque de insumos estratégicos.

Riscos para mercados e logística

A instabilidade no Oriente Médio dificulta a abertura de novos mercados internacionais e aumenta a complexidade do transporte de matérias-primas essenciais, com possíveis atrasos e aumento de custos nas rotas comerciais.

Oportunidades de aproximação regional

Ao mesmo tempo, crises globais podem incentivar o fortalecimento das relações comerciais com mercados mais próximos e previsíveis. Países do Mercosul surgem como alternativas estratégicas, promovendo maior segurança logística e consolidando cadeias de suprimentos regionais.

O cenário evidencia a necessidade de adaptação rápida das empresas catarinenses para minimizar riscos e aproveitar oportunidades em regiões geograficamente mais próximas.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marco Favero/SECOM

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Comércio Internacional, Especialista, Exportação, Geopolítica, Importação, Internacional, Mercado Internacional, Negócios, Notícias, Transporte

Choque no Oriente Médio: O fim de uma era e o impacto direto no Brasil

Escalada no Oriente Médio: Morte de Khamenei e Ofensiva de EUA e Israel contra o Irã

Uma operação militar sem precedentes redesenhou o cenário geopolítico global neste fim de semana. Em uma ação coordenada iniciada na manhã de sábado (28), os Estados Unidos e Israel lançaram ataques massivos contra o Irã, resultando na confirmação da morte do Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, conforme anunciado pela mídia estatal iraniana no domingo (1º).

O Ataque e o Objetivo Estratégico

Diferente de ofensivas anteriores, os bombardeios começaram à luz do dia, visando instalações de alta cúpula em Teerã e outras quatro cidades. O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a operação como uma “fúria épica”, afirmando que o objetivo principal é a destruição total do programa nuclear iraniano.

“Garantiremos que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Este regime aprenderá que ninguém deve desafiar o poder das forças armadas dos Estados Unidos”, declarou Trump em vídeo.

Donald Trump – Presidente dos EUA

Impactos Imediatos sobre o ataque:

  • Alvos: Mísseis atingiram o palácio presidencial e residências oficiais. Enquanto a morte de Khamenei marca o fim de um domínio religioso de quase 40 anos.
  • Resposta do Irã: O regime lançou uma onda de ataques em todo o Oriente Médio, atingindo áreas próximas a bases americanas em países como Emirados Árabes Unidos EAU, Catar, Kuwait, Bahrein, Jordânia e Iraque.
  • Duração: Fontes militares indicam que a ofensiva pode durar vários dias, focando no desmantelamento da infraestrutura militar e logística do país.

Análise Geopolítica: Riscos Globais

A queda da liderança iraniana gera uma ruptura no equilíbrio de poder regional. Dois pontos críticos preocupam a comunidade internacional, o anúncio do fechamento do Estreito de Ormuz ameaça o fluxo de 20% do petróleo e gás mundial, o que pode disparar os preços das commodities e o mundo aguarda os posicionamentos de Rússia e China diante da intervenção direta dos EUA e de Israel.

Este evento marca, possivelmente, o colapso do eixo teocrático iraniano, mas abre caminho para uma sucessão incerta sob fogo cruzado.


Como essa instabilidade afetará o comércio mundial e a economia no Brasil?

O aumento do combustível e a volatilidade dos mercados são preocupações reais para o nosso país. O Brasil mantém uma relação comercial estratégica com o Irã, movimentando cerca de US$ 3 bilhões anuais. A desestabilização da região gera efeitos imediatos. O Irã é o 5º principal destino das exportações brasileiras no Oriente Médio. Com o país sob ataque e em luto oficial, os contratos de curto prazo podem ser suspensos ou cancelados por falta de logística e pagamentos.
O Brasil importa uréia e outros fertilizantes nitrogenados do Irã. Uma interrupção prolongada pode encarecer os custos de produção da safra brasileira de 2026/27. O fechamento do Estreito de Ormuz é o fator mais crítico. Por ali passam 20% do petróleo mundial. Se o bloqueio persistir, o preço do barril pode ultrapassar os US$ 100, forçando a Petrobras a reajustar a gasolina e o diesel, o que gera inflação em toda a cadeia de consumo no Brasil.

Para o agronegócio brasileiro é fundamental se proteger e, estrategicamente, redirecionar sua produção em um cenário de guerra prolongada e sanções severas ao Irã. Pois se esse mercado fechar, o impacto no PIB agropecuário será imediato.

Quantificação do volume de milho e soja que deixaria de embarcar para os portos iranianos (estimativa baseada nos contratos atuais). O impacto do aumento do petróleo no custo do frete interno e como isso afeta a competitividade do produtor brasileiro.

Com base nos dados de fechamento de 2025 e nos acontecimentos deste fim de semana (28/02 e 01/03/2026), segue abaixo um detalhamento do impacto por estado e as diretrizes para a diplomacia comercial brasileira.

Impacto do Agronegócio

O Irã é o 5º maior destino das exportações brasileiras no Oriente Médio, com um fluxo de US$ 2,9 bilhões em 2025. O impacto da guerra e da morte de Khamenei não será uniforme no Brasil, concentrando-se nos grandes produtores de grãos. Cerca de 22% de todo o milho exportado pelo Brasil em 2025 foi para o Irã. Se as sanções de Trump (tarifa de 25% para quem negociar com Teerã) forem aplicadas, o custo de oportunidade para o exportador brasileiro se tornará insustentável.

Posicionamento Diplomático Estratégico

O Itamaraty já condenou oficialmente a ofensiva e defende uma “solução negociada”. Para não perder outros mercados vitais no Oriente Médio (como Arábia Saudita e EAU), o Brasil pode adotar algumas estratégias, como, ser a Garantia de Segurança Alimentar. O Brasil poderá se posicionar como o “celeiro do mundo”, argumentando que sanções sobre alimentos ferem direitos humanos básicos. Isso ajuda a manter mercados em países árabes que temem a instabilidade.

O “Gargalo” dos Fertilizantes

Este é o ponto mais sensível. Em 2025, 79% do que compramos do Irã foi ureia (fertilizante).

O governo brasileiro poderá ampliar contratos com Catar e Nigéria para substituir o fornecimento iraniano, evitando que o custo do plantio da próxima safra exploda em 2026.

O Estreito de Ormuz é o gargalo por onde passam 21 milhões de barris de petróleo por dia. Com o anúncio do fechamento pelo regime iraniano em retaliação à morte de Khamenei, o mercado projeta um cenário de escassez global.

Projeção de alta no Preço do Petróleo

Levando em conta o repasse da Petrobras e a desvalorização do Real frente ao Dólar (que tende a subir com a aversão ao risco). O Diesel é o principal insumo do transporte rodoviário. Um aumento de 30% no combustível eleva o custo do frete de grãos em cerca de 15% a 20%, reduzindo a margem de lucro do produtor. O aumento dos combustíveis tem efeito cascata. Estimamos um impacto de +1,5 a 2,0 pontos percentuais na inflação brasileira nos próximos 60 dias apenas pelo canal de energia. O governo brasileiro enfrentará uma pressão política imensa para segurar os preços através da Petrobras ou por meio de novos subsídios fiscais, o que pode pressionar as contas públicas.

Este é o “efeito dominó” que mais assusta o mercado financeiro brasileiro neste domingo, 1º de março de 2026. Em momentos de guerra e incerteza sobre a sucessão de uma potência regional como o Irã, os investidores ativam o modo de “fuga para a qualidade” (flight to quality), retirando dinheiro de países emergentes (como o Brasil) para comprar títulos do Tesouro dos EUA e ouro.

Por que o Dólar sobe tanto neste caso?

Existem três vetores principais empurrando o Real para baixo, o Brasil é visto como um mercado de “risco”. Quando o mundo treme, os fundos de investimento vendem ativos brasileiros para garantir liquidez em moeda forte. Déficit de Balança Comercial, embora o preço do petróleo suba (o que teoricamente ajudaria a Petrobras), o custo de importação de insumos químicos e tecnologia dispara, pressionando o fluxo cambial. E um último ponto relevante, se o FED (Banco Central dos EUA) sinalizar que manterá juros altos para conter a inflação causada pelo petróleo, o Brasil perde atratividade para o carry trade (investidores que buscam juros altos aqui).

A Queda de Teerã e a Nova Ordem Global

A manhã de 1º de março de 2026 entra para a história como o marco de uma das maiores mudanças geopolíticas do século XXI. A confirmação da morte do Líder Supremo Ali Khamenei, em uma operação conjunta entre EUA e Israel, encerra quase quatro décadas de regime teocrático e lança o mundo em uma zona de incerteza profunda.

O que estamos presenciando não é apenas um evento militar, mas uma reconfiguração econômica mundial. Para o Brasil, o desafio é duplo: diplomaticamente, precisa equilibrar sua posição no BRICS sem sofrer sanções do governo Trump; economicamente, o país deve agir rápido para substituir o fornecimento de fertilizantes e mitigar o impacto do combustível no transporte de carga.

O cenário exige cautela máxima de investidores e produtores. A volatilidade será a regra nas próximas semanas, e a estabilidade global dependerá da rapidez com que as rotas comerciais forem reabertas e de como as potências (Rússia e China) reagirão à nova realidade iraniana.

Estamos diante de uma nova ordem global. A capacidade do Brasil de diversificar mercados e garantir insumos fertilizantes determinará o impacto no PIB agropecuário de 2026.

A cautela é a palavra de ordem.


Texto: RêConectaNews – Renata Palmeira

Pesquisa: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/opcoes-de-trump-para-o-ira-sao-limitadas-apesar-do-reforco-militar/
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/01/israel-faz-novos-ataques-contra-teera-sirenes-ataque-aereo-tel-aviv-jerusalem.ghtml
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/01/trump-ataque-sem-precedentes-retaliacao-ira.ghtml
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/28/midia-estatal-iraniana-confirma-morte-lider-supremo-ali-khamenei.ghtml

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Comércio Exterior, Sem Categoria

Itajaí lidera ranking nacional de importações em 2025 e movimenta US$ 16,3 bilhões

Itajaí confirmou, em 2025, sua posição estratégica no comércio exterior brasileiro ao ocupar o 1º lugar no ranking nacional de importações, consolidando-se como a cidade que mais importou no país ao longo do ano. De acordo com dados do Comex Stat (MDIC), o município catarinense movimentou US$ 16,3 bilhões em importações, crescimento de 2,5% em relação a 2024.

O desempenho reforça o protagonismo logístico de Itajaí, que concentra operações portuárias de grande porte e mantém forte conexão com os principais mercados internacionais.

No total, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) chegou a US$ 22,4 bilhões, avanço de 5,6% na comparação anual. Apesar do volume expressivo, o município registrou déficit na balança comercial de US$ 10,2 bilhões, reflexo do alto volume de compras externas.

Produtos que mais impulsionaram as importações

A pauta de importações de Itajaí em 2025 foi fortemente concentrada em bens industriais, tecnológicos e insumos produtivos, com destaque para:

  • Díodos, transistores e dispositivos semicondutores (incluindo células fotovoltaicas)
  • Empilhadeiras e veículos para movimentação de carga
  • Rolamentos de esferas e de roletes
  • Aparelhos elétricos para telefonia e telecomunicações
  • Transformadores elétricos e conversores estáticos
  • Motores a diesel
  • Máquinas automáticas para processamento de dados (computadores)

Também tiveram participação relevante itens como fios e cabos elétricos, bombas industriais, válvulas, acumuladores elétricos, fertilizantes, medicamentos, polímeros plásticos, cobre, alumínio, pneus, autopeças e produtos químicos diversos.

O perfil evidencia que Itajaí atua como importante porta de entrada de tecnologia, maquinário e insumos industriais, abastecendo cadeias produtivas em Santa Catarina e em outras regiões do Brasil.

No cenário estadual, o município representou 48% das importações catarinenses em 2025, mantendo a liderança no ranking estadual. No contexto nacional, respondeu por 5,8% de todas as importações brasileiras, assegurando a primeira posição entre os municípios.

Exportações também avançam e mantêm Itajaí no topo estadual

Embora o destaque de 2025 tenha sido o volume de importações, Itajaí também apresentou desempenho relevante nas exportações. O município exportou US$ 6,1 bilhões, alta de 14,7% em relação a 2024

A cidade liderou o ranking estadual de exportações, respondendo por 41% das vendas externas de Santa Catarina, além de ocupar a 5ª posição no ranking nacional entre os municípios exportadores

Entre os principais produtos exportados estão:

  • Carnes de aves (54,7% da pauta exportadora)
  • Carnes suínas (23,7%)
  • Carnes bovinas e miudezas
  • Preparações alimentícias à base de carne
  • Extratos e concentrados de café
  • Tabaco não manufaturado

A pauta confirma a força do setor agroindustrial catarinense, especialmente nas cadeias de proteína animal.

Principais parceiros comerciais reforçam a presença global de Itajaí

No recorte por parceiros comerciais, a China aparece como o principal país de origem das importações que chegam por Itajaí, consolidando-se como maior fornecedor do município em 2025. Também se destacam como importantes origens de mercadorias os Estados Unidos, México, Coreia do Sul, Japão, Alemanha e Países Baixos (Holanda), refletindo o perfil industrial e tecnológico das compras externas. Já no fluxo de exportações, os principais destinos dos produtos embarcados por Itajaí incluem China, Estados Unidos, México, Países Baixos, Japão, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, mercados estratégicos especialmente para proteínas animais e produtos do agronegócio, que lideram a pauta exportadora do município.

Polo estratégico do comércio exterior brasileiro

Os números de 2025 consolidam Itajaí como um dos principais hubs logísticos do Brasil. A liderança nacional em importações e o protagonismo nas exportações estaduais demonstram a capacidade da cidade de operar em grande escala e atender às demandas do mercado interno e externo.

Com infraestrutura portuária estratégica e forte integração com o setor industrial, Itajaí segue como peça-chave na dinâmica do comércio exterior brasileiro.

FONTE: COMEX STAT

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: JBS TERMINAIS

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Logística

Flexibilidade na logística impulsiona agilidade e competitividade

O setor logístico brasileiro está em plena transformação, impulsionado por consumidores que exigem entregas mais rápidas e personalizadas e por demandas cada vez maiores do mercado corporativo. Empresas do segmento têm adotado modelos operacionais flexíveis como forma de se diferenciar e responder rapidamente a cenários dinâmicos.

O Third-Party Logistics Study 2025 aponta que 61% dos emissores e 73% dos operadores logísticos consideram o gerenciamento de mudanças um fator crítico no mercado atual, evidenciando a importância da adaptação e da flexibilidade nas operações frente às pressões do mercado e às expectativas dos clientes.

Flexibilidade como diferencial competitivo

Conceitos como versatilidade, adaptabilidade e flexibilidade tornaram-se essenciais na estruturação de serviços logísticos modernos. Empresas como a Cargocenter têm ajustado rotas, prazos e processos conforme a necessidade do cliente, mantendo a qualidade e garantindo eficiência operacional.

Especializadas em transporte de cargas expressas e soluções personalizadas, essas empresas exemplificam como a logística ágil se tornou um diferencial estratégico. A Cargocenter, que atua no transporte aéreo e rodoviário de cargas, organiza suas operações para responder rapidamente a demandas emergenciais, comuns em operações de alto desempenho.

Flexibilidade operacional e gestão da qualidade

Segundo conceitos de gestão da qualidade, a flexibilidade logística permite ajustar atividades sem comprometer conformidade, rastreabilidade ou desempenho, desde que padrões sejam monitorados.

Estudos da Science Direct destacam que a flexibilidade está ligada à melhoria na qualidade de serviço e à capacidade de resposta em ambientes incertos. Processos adaptáveis aumentam a satisfação do cliente, mesmo diante de condições de mercado instáveis.

Desafios e estratégias no transporte de cargas

No transporte de cargas, fatores externos como trânsito, condições climáticas e atuação de terceiros tornam a adaptabilidade operacional ainda mais relevante. Para manter eficiência, empresas investem em tecnologia, monitoramento e capacitação de equipes, garantindo decisões rápidas e assertivas.

Michael Boff, diretor da Cargocenter, afirma:

“Para nós, a flexibilidade vai muito além: é cultura organizacional, é competência comportamental, refere-se à integração de capacidades da empresa que se refletem no desempenho percebido por clientes e parceiros.”

Flexibilidade e eficiência em entregas expressas

Em operações super expressas, padrões rígidos podem comprometer respostas a situações emergenciais. A gestão que equilibra flexibilidade e padrões de qualidade permite cumprir prazos, manter segurança operacional e oferecer níveis consistentes de serviço, mesmo em condições variáveis.

Competitividade e capacidade de adaptação

Em um mercado logístico cada vez mais complexo, manter capacidade de adaptação contínua é essencial para a competitividade. Empresas que alinham processos às mudanças do mercado e às necessidades dos clientes conseguem se destacar, garantindo eficiência e qualidade ao longo do tempo.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: FreePik / DINO

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Logística

Saída da FedEx do Brasil deve influenciar preços e volumes no setor de logística

A decisão da FedEx de encerrar suas operações domésticas no Brasil deve gerar impactos significativos no mercado de logística. A saída da empresa abrirá espaço para que concorrentes locais absorvam os volumes antes atendidos pela multinacional, movimentando a cadeia logística nacional.

As coletas domésticas da FedEx continuarão programadas até 6 de fevereiro de 2026, e as entregas já contratadas serão realizadas conforme o planejado, garantindo continuidade aos clientes durante o processo de transição.

Faturamento de R$ 1,7 bilhão retorna ao mercado

Com a saída da FedEx, aproximadamente R$ 1,7 bilhão em faturamento deve retornar ao setor, abrindo oportunidades para ajustes estratégicos entre transportadoras e operadores logísticos. Além de impactar volumes, a mudança pode provocar recomposição de preços, à medida que embarcadores reavaliam custos, contratos e modelos de contratação.

“Trata-se de um volume relevante que retorna ao mercado em um curto intervalo de tempo. O ponto central é garantir uma transição sem ruptura operacional, com nível de serviço adequado e previsibilidade”, comenta Agapito Sobrinho, presidente da BBM Logística.

Impactos para embarcadores e transportadoras

O movimento reforça a necessidade de planejamento estratégico para empresas que dependem de transporte nacional, estimulando concorrência e ajustes nos custos logísticos. Especialistas apontam que a saída da FedEx pode criar oportunidades para transportadoras regionais ampliarem sua atuação, oferecendo soluções mais competitivas e eficientes.

FONTE: Veja Negócios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Karim Sahib/AFP/VEJA

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Logística

Trabalho temporário cresce 4,5% em 2025 impulsionado pela logística do e-commerce

O trabalho temporário no Brasil encerrou 2025 em alta, com mais de 2,5 milhões de contratos firmados, o que representa um crescimento de 4,5% em comparação com 2024. Os dados são da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (ASSERTTEM), que também aponta que cerca de 500 mil trabalhadores desse total foram efetivados ao longo do ano.

Último trimestre concentra avanço das contratações

Entre outubro e dezembro de 2025, período marcado por maior aquecimento do mercado, foram registrados 522 mil contratos temporários. O volume corresponde a um avanço de 5,1% em relação ao mesmo trimestre de 2024, quando houve 497 mil admissões, segundo levantamento da entidade.

Logística e comércio eletrônico lideram crescimento

De acordo com a ASSERTTEM, o principal motor da expansão do emprego temporário em 2025 foi o comércio eletrônico, especialmente nas áreas de logística e distribuição. O desempenho do setor reflete o avanço da digitalização e a mudança no comportamento do consumidor, que seguem ampliando a demanda por mão de obra flexível.

Além do e-commerce, as grandes redes de varejo também tiveram papel relevante nas contratações, assim como a agroindústria e o turismo, segmentos que mantiveram um ritmo consistente de admissões ao longo do ano.

Flexibilidade explica uso crescente do modelo

Para a associação, o resultado confirma a relevância do regime de trabalho temporário como ferramenta estratégica de gestão de pessoas. O modelo tem sido utilizado para lidar com oscilações econômicas, sazonalidade e a necessidade de flexibilidade operacional em diferentes setores da economia.

Segundo o presidente da ASSERTTEM, Alexandre Leite Lopes, o movimento foi puxado principalmente pelas demandas típicas do fim de ano. “O aumento do consumo, a logística ligada ao e-commerce, o turismo e as datas sazonais tiveram papel central nesse desempenho”, afirmou em nota.

Desempenho individual aumenta chances de efetivação

Lopes destacou ainda que o baixo nível de desemprego no país impõe desafios à contratação de trabalhadores temporários, sobretudo em funções operacionais. Ainda assim, ele ressaltou que as agências de trabalho temporário têm experiência para apoiar as empresas na seleção de profissionais adequados.

O presidente da entidade também afirmou que o desempenho do trabalhador é decisivo para a efetivação. “As empresas valorizam profissionais responsáveis, engajados e dispostos a aprender. Quem demonstra comprometimento tem chances reais de ser efetivado ao fim do contrato ou em um momento posterior”, concluiu.

FONTE: Info Money
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Transporte

Ferrovias de Santa Catarina ultrapassam 6 milhões de toneladas transportadas em 2025

Movimentação ferroviária reforça papel logístico do estado
As ferrovias de Santa Catarina movimentaram 6.172.708 toneladas de cargas em 2025, de acordo com levantamento da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), com base em dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O resultado evidencia a relevância do transporte ferroviário para a logística catarinense, especialmente no escoamento de mercadorias estratégicas para os portos do estado.

FTC e Rumo concentram o volume transportado
Do total registrado no ano, a Ferrovia Tereza Cristina (FTC) respondeu por cerca de 3,08 milhões de toneladas, com destaque para o carvão mineral destinado à usina termelétrica Jorge Lacerda e para cargas conteinerizadas com destino ao Porto de Imbituba.
Já a Rumo Logística transportou volume semelhante, também próximo de 3,08 milhões de toneladas, concentrado principalmente em granéis agrícolas, como soja e milho, direcionados ao Porto de São Francisco do Sul.

Carvão e soja lideram a pauta ferroviária
Dois produtos dominaram a movimentação pelas ferrovias catarinenses em 2025, somando mais de 76% do total transportado:
Carvão mineral: 2,5 milhões de toneladas
Soja: 2,1 milhões de toneladas

Na sequência aparecem o milho, com 853 mil toneladas, e as cargas conteinerizadas, que alcançaram 566,6 mil toneladas. Também integraram a pauta itens como adubos, bobinas de aço, combustíveis, cloreto de potássio e ureia.

Porto de Imbituba se destaca na movimentação de contêineres
A atuação da Ferrovia Tereza Cristina foi decisiva para o desempenho do Porto de Imbituba no segmento de contêineres. Em 2025, mais de 560 mil toneladas chegaram ao terminal por meio ferroviário, o que corresponde a cerca de 43% da movimentação total de contêineres do porto.

Com esse resultado, Imbituba se consolida como o porto brasileiro que, proporcionalmente, mais utiliza a integração ferrovia-porto no transporte de contêineres, fortalecendo a eficiência logística no Sul catarinense.

Malha ferroviária ampla, mas com baixa operação
Apesar do avanço na movimentação, Santa Catarina ainda utiliza apenas parte reduzida de sua malha ferroviária. O estado conta com 1.373 quilômetros de ferrovias instaladas, sendo 1.210 quilômetros concedidos à Rumo e 163 quilômetros à FTC. Deste total, apenas 373 quilômetros estão em operação, o equivalente a 26,4% da estrutura existente.

Esse trecho ativo representa 1,69% da malha ferroviária brasileira em funcionamento, estimada em aproximadamente 21.510 quilômetros, responsável por uma movimentação nacional superior a 541 milhões de toneladas.

Expansão da malha e novo marco legal
Para ampliar o uso do modal, dois projetos ferroviários estão em desenvolvimento no estado. Um deles prevê a implantação de 319 quilômetros entre Chapecó e Correia Pinto, enquanto o outro contempla 62 quilômetros ligando Navegantes a Araquari, ambos com previsão de conclusão em 2026.

Em paralelo, foi aprovada em 2025 a lei que criou o Sistema Ferroviário do Estado de Santa Catarina (SFE-SC). O novo marco legal estabelece regras para o transporte ferroviário de cargas e passageiros, permitindo concessões públicas e autorizações privadas, com o estado atuando como poder concedente.

Segundo o secretário da SPAF, Beto Martins, o desafio é transformar o potencial existente em resultados concretos. A expectativa do setor produtivo, afirma, está na ampliação dos investimentos e das concessões, para que o transporte ferroviário se consolide como alternativa competitiva ao modal rodoviário em Santa Catarina.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FTC

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Logística

Plano Nacional de Logística identifica gargalos no transporte e na logística da Amazônia Legal

O Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 mapeou 24 falhas estruturais e operacionais no sistema de transporte e logística da Amazônia Legal, com impactos diretos sobre o escoamento de cargas, o abastecimento interno, a mobilidade de passageiros e o fluxo de mercadorias voltadas à exportação. O diagnóstico foi elaborado pelo Ministério dos Transportes e servirá de base para o planejamento de investimentos em infraestrutura nas próximas décadas.

Consulta pública define prioridades até 2050

O levantamento integra a Avaliação Estratégica do PNL 2050 e está em consulta pública até o dia 18. As contribuições deverão orientar a escolha dos projetos prioritários que comporão o cenário nacional de investimentos em transportes até 2050.

O documento aponta deficiências em rodovias, ferrovias, portos e hidrovias, além de restrições operacionais ligadas à navegabilidade fluvial e à frequência de eventos climáticos extremos, fatores que afetam corredores logísticos estratégicos da região amazônica.

Escoamento de grãos enfrenta entraves logísticos

Entre os principais gargalos identificados estão as dificuldades no escoamento de grãos, como soja, milho e farelo de soja, produzidos em estados como Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Pará, além da região do MATOPIBA.

O plano também destaca limitações nos eixos de transporte associados às bacias dos rios Madeira, Tapajós e Tocantins-Araguaia, considerados fundamentais para o envio de cargas aos portos de exportação.

Indústria e mercado interno também são afetados

No mercado doméstico, o diagnóstico aponta entraves à saída de produtos industrializados e siderúrgicos do Amazonas e do Pará, além de dificuldades logísticas no Acre. Segundo o PNL, esses problemas comprometem cadeias produtivas regionais e revelam desalinhamentos entre o planejamento nacional e as demandas econômicas locais.

O abastecimento interno é outro ponto crítico. O governo identificou dificuldades no transporte de fertilizantes, alimentos, combustíveis e bens essenciais que abastecem estados como Amazonas, Roraima, Acre, Rondônia, Pará, Amapá, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, elevando custos e afetando a oferta de produtos em áreas urbanas e remotas.

Mobilidade de passageiros é limitada na região

No transporte de passageiros, o PNL 2050 aponta regiões com acesso restrito à mobilidade. O diagnóstico destaca a concentração da infraestrutura aeroportuária em poucos centros urbanos, a baixa integração aérea regional e obstáculos à integração hidroviária.

As grandes distâncias entre localidades e a ausência de opções regulares de transporte dificultam o deslocamento da população e o acesso a serviços públicos essenciais, como saúde, educação e assistência social.

Desafios sistêmicos ampliam a complexidade logística

O plano também registra problemas de caráter estrutural, como a exposição da infraestrutura às mudanças climáticas, restrições à expansão das hidrovias, desafios de integração com países da América do Sul, questões de segurança pública em corredores logísticos e os altos custos para o transporte de produtos da sociobiodiversidade.

Segundo o Ministério dos Transportes, o mapeamento dos entraves antecede a proposição de novas obras e políticas públicas, com foco em um planejamento logístico de longo prazo mais alinhado às características da Amazônia Legal.

Sociedade civil pede mais prazo para contribuições

Organizações da sociedade civil acompanham a consulta pública e solicitaram a ampliação do prazo em 15 dias, alegando coincidência com o recesso de fim de ano. As contribuições recebidas serão analisadas antes da consolidação do plano final e da definição dos investimentos em logística e transportes previstos para a região até 2050.

FONTE: Tecnologística
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Tecnologística

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Portos

Novo porto seco de Foz do Iguaçu será inaugurado em dezembro de 2026

O novo porto seco de Foz do Iguaçu tem inauguração marcada para 10 de dezembro de 2026. A informação foi divulgada na terça-feira (13) pelo presidente da operadora logística Multilog, Djalma Vilela. De acordo com ele, o empreendimento contará com 550 mil metros quadrados de área alfandegada e segue dentro do cronograma estabelecido.

Atualmente, as obras estão na etapa de terraplanagem e pavimentação. A previsão é que, em fevereiro, tenha início a construção dos prédios que irão abrigar as operações do complexo logístico.

Estrutura moderna para operações aduaneiras

O projeto do porto seco contempla áreas específicas para movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias importadas e exportadas, todas sob controle da Receita Federal. O complexo terá espaços cobertos destinados ao armazenamento e à vistoria de cargas, além de câmara fria com docas exclusivas, voltadas a produtos que exigem controle rigoroso de temperatura.

A infraestrutura incluirá ainda balanças de alta precisão, scanners, sistemas de monitoramento por câmeras e vigilância interna e externa. Estão previstos gates automatizados de entrada e saída de veículos, inclusive para cargas especiais com dimensões excedentes, além de sistemas integrados de pesagem e identificação veicular. Haverá também uma área dedicada aos motoristas.

Expansão da capacidade logística e impacto regional

Com a nova estrutura, o porto seco de Foz do Iguaçu terá um aumento de 30% na capacidade operacional a partir de dezembro. Atualmente, a unidade figura entre as mais movimentadas do país e se consolida como um dos principais centros logísticos do Mercosul.

Somente em 2025, passaram pelo local 215.070 veículos, o maior volume registrado desde o início das operações. Segundo a Multilog, o novo empreendimento foi dimensionado para acompanhar o crescimento do comércio exterior, incluindo no planejamento a implantação de um terminal de contêineres, o que deve reforçar ainda mais a eficiência logística da região.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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Logística

Logística em janeiro exige planejamento e manutenção para evitar gargalos operacionais

Com o encerramento das férias coletivas e a retomada progressiva das atividades industriais e comerciais, o mês de janeiro se consolida como um dos períodos mais sensíveis para a logística. O aumento repentino no fluxo de mercadorias, somado à reativação de operações que estavam em ritmo reduzido, eleva o risco de atrasos, falhas operacionais e custos inesperados logo no início do ano.

Para enfrentar esse cenário, especialistas destacam que a preparação técnica e o planejamento antecipado são decisivos para garantir uma retomada eficiente das operações.

Manutenção preventiva reduz riscos no início do ano

Segundo Humberto Mello, diretor da Tria Empilhadeiras, a manutenção preventiva de empilhadeiras e equipamentos de movimentação de carga é uma das principais ações para evitar problemas logo na volta das atividades. Após períodos de menor utilização, falhas mecânicas, desgastes em sistemas hidráulicos e problemas em baterias de lítio podem permanecer ocultos e só aparecer quando a operação já está em plena carga.

Antecipar inspeções técnicas e ajustes reduz significativamente o risco de paradas não programadas, que impactam diretamente a produtividade e os prazos logísticos.

“Realizar a manutenção antes do retorno das operações é uma forma de proteger toda a cadeia logística. Um equipamento parado em janeiro pode gerar um efeito cascata, afetando entregas, contratos e a confiança dos clientes”, afirma o executivo.

Revisão de equipamentos e foco em segurança

Além das empilhadeiras, a revisão de equipamentos auxiliares, como paleteiras, sistemas de elevação e dispositivos de segurança, deve integrar o checklist de início de ano. Garantir que todos os itens estejam em conformidade com as normas técnicas contribui não apenas para a eficiência operacional, mas também para a segurança dos operadores no retorno ao ritmo normal de trabalho.

Esse cuidado é ainda mais relevante em setores com alta rotatividade de produtos ou forte influência de demandas sazonais, onde qualquer interrupção pode gerar impactos significativos.

Planejamento de frota evita custos e sobrecarga

Outro ponto estratégico destacado pelo especialista é o planejamento de frota. Avaliar a quantidade ideal de equipamentos para o volume de operações previsto para janeiro e os meses seguintes ajuda a evitar dois extremos prejudiciais: a ociosidade de ativos e a sobrecarga de máquinas.

Ambos os cenários elevam custos operacionais e aumentam a probabilidade de falhas em momentos críticos. “Janeiro é o período ideal para revisar contratos, reavaliar a frota e alinhar expectativas com as áreas de produção e distribuição. Esse planejamento integrado torna a operação mais fluida ao longo do ano”, destaca Mello.

Retomada pode virar ganho operacional

Ao investir em manutenção preventiva, revisão de equipamentos e planejamento logístico, as empresas transformam a retomada das atividades em uma oportunidade de ganho operacional. Além de reduzir gargalos, essas ações criam uma base mais sólida para enfrentar os desafios típicos do início de um novo ciclo produtivo.

FONTE: Jornal do Brás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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