Comércio Exterior, Negócios

RegulaMais fortalece empresas com consultoria regulatória estratégica e expertise técnica especializada

A RegulaMais Consultoria vem consolidando sua atuação como referência em consultoria regulatória, regularização de empresas e assessoria em comércio exterior, oferecendo soluções completas para organizações que precisam operar em conformidade com a legislação brasileira e internacional.

A empresa nasceu da forte afinidade de sua fundadora, Daiane Costa, farmacêutica e especialista nas áreas de atuação da consultoria. Com profundo conhecimento técnico e experiência prática em processos regulatórios, Daiane estruturou a RegulaMais com o propósito de transformar burocracia em estratégia, ajudando empresas a atuarem com segurança, agilidade e competitividade.

Consultoria regulatória e compliance empresarial

A RegulaMais atua no suporte a empresas que precisam atender exigências de órgãos reguladores, como MAPA, Exército, ANVISA e Vigilâncias Sanitárias Estaduais e Municipais.

O foco está na regularização empresarial eficiente, garantindo que produtos e operações estejam em total conformidade com as normas vigentes, reduzindo riscos de autuações, multas e entraves operacionais.

Regularização de produtos e suporte técnico especializado

Entre os principais serviços está a regularização de produtos sujeitos a controle sanitário, com assessoria completa o trabalho envolve desde a análise de viabilidade regulatória até a organização de documentação técnica, protocolos, registros, notificações e acompanhamento de processos.

A expertise técnica da fundadora agrega segurança aos processos, especialmente para empresas que atuam em setores altamente regulados.

A consultoria também presta apoio estratégico na organização documental e adequação de processos internos, fortalecendo a governança e o compliance regulatório.

Assessoria em importação e exportação

Outro diferencial da RegulaMais é a atuação em consultoria para importação e exportação, orientando empresas quanto às exigências regulatórias e sanitárias aplicáveis ao comércio exterior. O suporte envolve análise documental, enquadramento regulatório e acompanhamento técnico para facilitar a entrada de produtos no mercado nacional e internacional.

Em um cenário de normas cada vez mais rigorosas e fiscalizações intensificadas, contar com uma consultoria especializada deixou de ser opcional e passou a ser estratégico. A RegulaMais reforça seu posicionamento como parceira de empresas que desejam crescer com segurança jurídica, eficiência operacional e vantagem competitiva.

Com base técnica sólida, atendimento personalizado e visão estratégica, a empresa contribui para que seus clientes não apenas cumpram exigências legais, mas utilizem o compliance regulatório como ferramenta de expansão e fortalecimento de marca no mercado.

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Comércio

Acordo Mercosul-União Europeia avança com aprovação de Argentina e Uruguai

Os senados da Argentina e do Uruguai aprovaram nesta quinta-feira (26) o acordo Mercosul-União Europeia, fortalecendo o avanço do tratado comercial entre os dois blocos econômicos. A informação foi divulgada pela agência Reuters.

O acordo de livre comércio foi assinado provisoriamente em janeiro de 2026, após mais de 25 anos de negociações. O texto estabelece um cronograma de redução gradual de tarifas de importação, que pode se estender por até 18 anos, beneficiando diversos setores produtivos.

Brasil já aprovou na Câmara; Senado ainda analisará

Na quarta-feira (25), a Câmara dos Deputados do Brasil também aprovou o tratado. O texto segue agora para análise do Senado Federal. Ainda dependem de ratificação formal o Brasil, o Paraguai e a própria União Europeia, para que o acordo entre plenamente em vigor.

O avanço nas votações é considerado estratégico para ampliar o comércio internacional e consolidar o Mercosul como parceiro relevante no cenário global.

Apoios e resistências na Europa

Entre os países europeus, Alemanha e Espanha lideram o grupo favorável ao acordo. Por outro lado, a França encabeça a oposição dentro do bloco europeu.

O governo francês demonstra preocupação com o possível aumento das importações de produtos agrícolas, como carne bovina e açúcar, argumentando que a medida pode impactar negativamente os produtores locais.

Debate sobre o papel do Brasil no comércio global

Relator da proposta na Câmara, Marcos Pereira afirmou que a aprovação vai além de uma decisão comercial. Segundo ele, a medida define o posicionamento estratégico do Brasil no cenário internacional. “Não se trata apenas de votar um texto, mas de decidir qual será o tamanho do Brasil no mundo”, declarou.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, também defendeu o acordo e destacou o potencial de fortalecimento da vocação exportadora brasileira. Para ele, o país dá um passo decisivo rumo à ampliação da presença no mercado global.

Motta ressaltou ainda que o longo período de negociações foi suficiente para amadurecer o texto e que chegou o momento de impulsionar o desenvolvimento econômico e ampliar a inserção do Brasil na agenda comercial internacional.

FONTE: Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Foto: Freepik e Pixabay/ Montagem: Canal Rural

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-Egito zera tarifas de importação e amplia oportunidades comerciais

O acordo de livre comércio entre Mercosul e Egito eliminará, até setembro, as últimas tarifas de importação previstas no cronograma de desgravação. Com isso, produtos enquadrados na chamada cesta “D” passarão a ter tarifa zero, encerrando um ciclo iniciado há nove anos.

O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — com a Bolívia como membro pleno desde 2024 — e mantém o tratado comercial com o Egito desde 2010. O acordo entrou em vigor em 1º de setembro de 2017.

Entenda como funciona a desgravação tarifária

O tratado estabeleceu um cronograma dividido em cinco categorias: cestas A, B, C, D e E, cada uma com regras específicas de redução de tarifas.

  • Cesta A: isenção imediata após a entrada em vigor do acordo.
  • Cesta B: cortes anuais de 25% até zerar em 2020.
  • Cesta C: reduções de 12,5% ao ano até 2024.
  • Cesta D: redução gradual de 10% ao ano, atingindo tarifa zero em setembro deste ano.
  • Cesta E: cronograma ainda a ser definido.

Na cesta D estão itens como plásticos, coco e derivados, castanhas e polímeros, que deixarão de pagar imposto de importação nas transações entre as partes.

A classificação segue a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), sistema que identifica cada produto por códigos de dois a oito dígitos, detalhando desde o capítulo até o nível de processamento.

Impacto para Brasil e Egito

Para especialistas em comércio exterior, o fim das tarifas da cesta D tende a estimular o fluxo bilateral. O Egito é considerado um mercado estratégico, tanto pelo tamanho de sua população quanto por funcionar como porta de entrada para outros países africanos.

O Brasil, por exemplo, mantém superávit comercial com o país, impulsionado principalmente pela exportação de alimentos. Em contrapartida, as compras brasileiras concentram-se, sobretudo, em fertilizantes.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, mostram que as exportações brasileiras ao Egito saltaram de US$ 1,7 bilhão em 2016 para US$ 3,9 bilhões no ano passado. Já as importações cresceram de US$ 94,4 milhões para US$ 1,38 bilhão no mesmo período.

Entre os principais produtos exportados recentemente estão milho, açúcar e carne bovina desossada. Do lado das importações, destacam-se fertilizantes fosfatados e nitrogenados.

Novas oportunidades de negócios

Em 2025, o Brasil exportou US$ 37,06 milhões em itens da cesta D ao Egito, avanço de 18,4% em relação a 2021. Entre os produtos estão castanha de caju, medicamentos com insulina, pastas químicas de madeira e tubos de ligas de aço.

Estudos de mercado apontam potencial para ampliação das vendas de calçados com sola de borracha ou plástico, motores elétricos e frutas frescas, como melões.

No sentido inverso, o Brasil importou US$ 195,04 milhões em produtos egípcios da cesta D no ano passado, crescimento de 69,2% frente a 2021. Entre os destaques estão morangos congelados, fios-máquina de aço e utensílios domésticos de metal.

Também foram identificadas oportunidades para o Egito ampliar as exportações ao Brasil em segmentos como copolímeros de etileno e componentes automotivos.

Integração com países árabes

Além do Egito, o Mercosul mantém acordo comercial com a Palestina. Já as negociações com os Emirados Árabes Unidos seguem em andamento.

Com a eliminação total das tarifas da cesta D, o acordo Mercosul-Egito entra em nova etapa, ampliando a competitividade dos produtos e fortalecendo a integração comercial entre América do Sul e África.

FONTE: ANBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Notícias

Fraude em importações de alto-falantes é interrompida pelo MDIC por burla ao antidumping

Uma investigação do MDIC interrompeu uma fraude em importações de alto-falantes que estavam ingressando no Brasil com indícios de falsa declaração de origem para escapar da cobrança de direito antidumping aplicado contra a China.

A apuração foi conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e resultou no enquadramento dos produtos às medidas de defesa comercial em vigor.

Estrutura produtiva indicava origem chinesa

Durante a investigação, a Secex identificou que os insumos estruturais utilizados na fabricação dos alto-falantes em uma planta localizada na Índia — como bobinas e magnetos — eram integralmente provenientes da China.

Como há sobretaxa antidumping de 78,3% aplicada às importações chinesas desde 2007, a utilização desses componentes levantou suspeitas de tentativa de driblar a medida comercial por meio da alteração formal da origem do produto.

Após análise documental e verificação in loco no exterior, a área técnica concluiu que os alto-falantes devem ser considerados, de fato, como originários da China, ficando sujeitos à cobrança do direito antidumping.

Decisão publicada no Diário Oficial

O desfecho da investigação está formalizado na Portaria Secex nº 475/2026, publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (25).

Os produtos analisados estão classificados nos subitens 8518.21.00, 8518.22.00 e 8518.29.90 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).

Segundo a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, o resultado reforça o compromisso da Secex com a efetividade das medidas de defesa comercial e com a proteção da indústria nacional frente a práticas irregulares.

Histórico de investigações recentes

Nos últimos três anos, o MDIC concluiu 19 investigações relacionadas a possíveis tentativas de burla às regras de comércio exterior. Em 18 desses casos, foram adotadas providências para cessar as irregularidades ou concedidas aprovações parciais e condicionadas, quando cabível.

Desde 2023, as apurações envolveram produtos como ácido cítrico, aço GNO, alto-falantes, barras chatas de aço ligado, chapas off-set, escovas de cabelo, fios de náilon, laminados a frio de aço inoxidável, laminados de alumínio, objetos de louça para mesa, pneus agrícolas e pneus de carga.

As investigações alcançaram operações com origem declarada em países como Camboja, Hong Kong, Índia, Malásia, Taiwan, Turquia e Vietnã.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Assessoria de Comunicação/MDIC

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Comércio Exterior

Protecionismo comercial é atraso, afirma Jorge Viana ao defender acordo Mercosul-UE

O debate sobre protecionismo comercial voltou ao centro das discussões após declarações de Jorge Viana, presidente da ApexBrasil. Em entrevista ao InfoMoney, ele afirmou que o Brasil não deve temer a ampliação do fluxo de produtos europeus com a possível assinatura do acordo Mercosul-UE.

Para Viana, o excesso de barreiras comerciais pode ser comparado ao chamado “complexo de vira-lata”, expressão criada por Nelson Rodrigues para definir um sentimento de inferioridade nacional. Segundo ele, proteger setores estratégicos é legítimo, mas exageros podem comprometer o desenvolvimento econômico no longo prazo.

Brasil como potência comercial

Na avaliação do presidente da Apex, o Brasil ocupa posição de destaque no cenário global. Ele cita as reservas internacionais próximas de US$ 350 bilhões, resultado de sucessivos superávits na balança comercial brasileira.

De acordo com Viana, o país tem registrado saldos anuais superiores a US$ 60 bilhões, além de ampliar relações comerciais com mercados asiáticos. O volume de negócios com o Vietnã, por exemplo, já supera o intercâmbio com a França. A Indonésia, que desponta como futura quarta maior economia mundial, também foi mencionada como parceiro estratégico.

Para ele, esse cenário demonstra que o Brasil não deve recear a ampliação de acordos comerciais, inclusive com a Europa.

Acordo Mercosul-UE e resistência francesa

Sobre a resistência da França ao acordo, Viana afirma que é possível compreender os interesses do parceiro europeu, mas considera a oposição equivocada. Ele argumenta que o modelo agrícola brasileiro, com produção em larga escala e perfil tropical, difere do padrão europeu, marcado por propriedades menores e custos mais elevados.

Na visão do dirigente, transformar essas diferenças em obstáculo para um acordo mais amplo não faz sentido. Ele sustenta que a Europa também tende a se beneficiar, especialmente diante da perda gradual de protagonismo econômico desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi citado como defensor de uma postura pragmática nas negociações comerciais.

Mudanças globais e oportunidades para o Brasil

Viana destacou ainda que o mundo enfrenta desafios estruturais, como a crise demográfica, a crise climática e a transição energética. Nesse contexto, o Brasil e os países do Cone Sul teriam papel relevante na oferta de soluções e na ampliação do comércio internacional.

Para ele, manter o foco apenas no mercado interno pode representar atraso em um cenário global em transformação.

Incentivo à exportação e apoio da ApexBrasil

Ao aconselhar empresários interessados em expandir mercados, Viana defendeu coragem e perseverança. Segundo ele, grandes corporações globais começaram a partir de iniciativas individuais.

Ele citou o exemplo de uma empreendedora paulista que, durante a pandemia, iniciou a produção de embalagens para guardanapos e hoje exporta inclusive para os Estados Unidos.

Entre as iniciativas de apoio, o presidente da Apex destacou o programa Qualifica Exportação, que já atendeu mais de 20 mil empresas em todo o país. A iniciativa oferece mentoria, capacitação e certificação para empresas interessadas em ingressar no mercado internacional. Apenas em São Paulo, mais de 2,6 mil companhias participam do programa, que está presente nos 27 estados brasileiros.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Comércio Exterior

Tarifa de 15% dos EUA pode beneficiar o Brasil, aponta estudo

A adoção de uma tarifa de 15% sobre importações pelos Estados Unidos pode colocar o Brasil entre os principais beneficiados pela nova política comercial americana. É o que indica levantamento da Global Trade Alert, divulgado após o anúncio feito pelo presidente Donald Trump no último sábado (21).

Apesar da elevação em relação aos 10% informados inicialmente, a nova alíquota global deve resultar em queda na carga média aplicada aos produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano.

Redução na tarifa média para exportações brasileiras

De acordo com o estudo, a mudança pode provocar uma redução de 13,6% na tarifa média incidente sobre os bens brasileiros vendidos aos EUA.

Antes da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegal o chamado “tarifaço”, o Brasil enfrentava uma taxa média de aproximadamente 26,3%. Com a padronização global em 15%, a média cairia para 12,8%.

O Brasil aparece como o país mais favorecido pela nova configuração tarifária. Em seguida, vêm:

  • China (-7,1%)
  • Índia (-5,6%)

Países que podem perder competitividade

Por outro lado, nações que firmaram acordos comerciais com os Estados Unidos podem enfrentar aumento na tributação média de seus produtos.

Entre os países mais impactados negativamente estão:

  • Reino Unido (+2,1%)
  • Itália (+1,7%)
  • Singapura (+1,1%)

Outras economias asiáticas também devem sentir efeitos adversos, como:

  • Japão (+0,4%)
  • Coreia do Sul (+0,6%)

Mesmo diante do cenário, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou no domingo (22) que nenhum parceiro sinalizou intenção de abandonar os acordos após a decisão judicial.

Já o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, declarou em entrevista à CNN International que os países envolvidos demonstraram interesse em manter os compromissos firmados com a gestão Trump.

Segundo ele, o governo segue em diálogo com seus parceiros e há disposição para preservar os tratados comerciais estabelecidos.

Alckmin avalia impacto positivo para o Brasil

No Brasil, o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin, classificou a nova política tarifária como favorável ao país.

Em declaração feita em Aparecida (SP), Alckmin ressaltou que a uniformização da alíquota em 15% assegura competitividade internacional ao Brasil, uma vez que a regra passou a valer de forma igual para todos os parceiros comerciais.

Ele destacou ainda que a tarifa média aplicada a produtos americanos que entram no Brasil é de 2,7%, e que os Estados Unidos mantêm superávit na balança comercial com o Brasil, tanto em bens quanto em serviços. Dessa forma, mesmo com a nova taxa, o país não perderia espaço no comércio exterior.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic

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Exportação

Suprema Corte dos EUA pode derrubar tarifas sobre US$ 15 bilhões em exportações brasileiras

Uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos pode resultar na retirada de tarifas que atingem cerca de US$ 15 bilhões em exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano. As informações foram obtidas junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Produtos brasileiros podem ser beneficiados

Do total exportado, aproximadamente US$ 6,2 bilhões estavam submetidos a tarifas recíprocas de 10%, enquanto outros US$ 8,9 bilhões eram impactados por sobretaxas adicionais de 40%. Especialistas ouvidos pela imprensa internacional afirmam que ambas as cobranças foram invalidadas pela decisão judicial.

Entre os segmentos potencialmente favorecidos estão máquinas e equipamentos, calçados, café solúvel e outros alimentos tarifados. A medida pode aliviar a pressão sobre setores estratégicos da balança comercial brasileira.

Tarifas da Seção 232 continuam em vigor

Apesar da decisão, permanecem válidas as chamadas tarifas horizontais aplicadas com base na “Seção 232”, mecanismo utilizado para justificar medidas por razões de segurança nacional.

Essas taxas seguem incidindo sobre produtos como aço, alumínio, cobre e madeira, afetando aproximadamente US$ 10,9 bilhões em exportações brasileiras aos Estados Unidos.

Decisão representa revés para Donald Trump

A decisão foi tomada nesta sexta-feira (20) pela Suprema Corte dos Estados Unidos, que concluiu que o presidente Donald Trump ultrapassou os limites da lei federal ao impor tarifas amplas de forma unilateral.

O entendimento da Corte representa uma derrota significativa para a Casa Branca em um tema central da política externa e da agenda econômica do governo.

O parecer majoritário foi redigido pelo juiz-chefe John Roberts, e a decisão foi aprovada por 6 votos a 3. A maioria entendeu que as tarifas excederam a autoridade concedida pela legislação federal.

O tribunal, contudo, não definiu qual será o destino dos mais de US$ 130 bilhões já arrecadados em tarifas, deixando em aberto os desdobramentos financeiros da medida.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Comércio Internacional

Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço de Trump e limita poder presidencial

A Suprema Corte dos EUA decidiu, por seis votos a três, invalidar o chamado tarifaço de Trump sobre produtos importados. O julgamento, concluído nesta sexta-feira (20), manteve entendimento de instância inferior que apontou excesso de autoridade do presidente ao impor as medidas de forma unilateral.

A decisão representa um revés jurídico à estratégia comercial adotada pelo republicano e reforça os limites constitucionais do Poder Executivo em temas de grande impacto econômico.

Corte aponta extrapolação de poder com base na IEEPA

No centro do debate esteve a interpretação da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). O governo de Donald Trump sustentava que a norma concedia respaldo legal para a aplicação das tarifas globais.

Os ministros, porém, entenderam que essa leitura ampliava indevidamente as competências do presidente, invadindo atribuições do Congresso. Para a maioria da Corte, a medida também fere a chamada doutrina das questões importantes, princípio jurídico que exige autorização expressa do Legislativo para atos do Executivo com ampla repercussão econômica e política.

Esse mesmo entendimento já havia sido utilizado anteriormente para barrar iniciativas relevantes do ex-presidente Joe Biden, consolidando a posição do tribunal sobre o tema.

Voto de John Roberts reforça necessidade de aval do Congresso

No voto condutor, o presidente da Corte, John Roberts, afirmou que o chefe do Executivo precisa demonstrar autorização clara do Congresso para justificar uma medida de tamanha amplitude.

Segundo Roberts, Trump não conseguiu comprovar essa autorização específica para sustentar o poder extraordinário de impor tarifas globais.

Ação foi movida por empresas e estados norte-americanos

A decisão judicial ocorreu após contestação apresentada por empresas afetadas pelas tarifas e por 12 estados dos Estados Unidos — a maioria governada por democratas. Os autores da ação alegaram que o uso da IEEPA para instituir impostos de importação sem aval do Congresso foi inédito e ilegal.

Com o julgamento, fica consolidado o entendimento de que o presidente não pode ampliar, por conta própria, sua autoridade tributária com base em interpretação extensiva da legislação de emergência.

Impactos no Brasil e na balança comercial

O tarifaço de Trump também trouxe reflexos para o comércio exterior brasileiro. Dados divulgados em janeiro pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apontaram que, em 2025, as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 6,6%, totalizando US$ 37,716 bilhões, frente aos US$ 40,368 bilhões registrados em 2024.

Na direção oposta, as importações de produtos norte-americanos cresceram 11,3% no mesmo período, alcançando US$ 45,246 bilhões. Como resultado, o Brasil fechou 2025 com déficit de US$ 7,530 bilhões na balança comercial com os Estados Unidos.

Em novembro de 2025, Donald Trump anunciou a retirada de uma tarifa adicional de 40% que incidia sobre diversos produtos brasileiros. Ainda assim, segundo o ministério, cerca de 22% das vendas do Brasil ao mercado norte-americano — o equivalente a US$ 8,9 bilhões — continuam sujeitas às tarifas implementadas em julho.

FONTE: Agência Brasil/Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Carlos Barria

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul-UE prevê prazos para vinhos e espumantes e inclui salvaguarda, anuncia Alckmin

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, detalhou nesta quinta-feira (19.fev.2026) os prazos de transição previstos no acordo Mercosul-União Europeia para o setor vitivinícola. Segundo ele, o cronograma estabelece desgravação tarifária de 8 anos para vinhos e de 12 anos para espumantes.

A declaração foi feita durante a tradicional Festa da Uva, no Rio Grande do Sul, principal estado produtor da bebida no país.

Salvaguarda para proteger produtores

De acordo com Alckmin, o texto do acordo prevê um mecanismo de salvaguarda comercial, que poderá ser acionado por decreto presidencial. A medida permitiria resposta imediata caso haja aumento expressivo das importações ou mudanças relevantes no cenário de exportação.

O vice-presidente afirmou que o instrumento garante proteção ao produtor nacional durante o período de transição. “A salvaguarda será feita por decreto presidencial para assegurar proteção imediata, se houver aumento de imposto de exportação”, declarou.

Ele explicou que o mecanismo foi estruturado para oferecer previsibilidade e tempo de adaptação às vinícolas brasileiras diante da abertura gradual do mercado.

Estratégia para ampliar mercados

Para o governo federal, o acordo Mercosul-UE é considerado estratégico para ampliar o acesso do Brasil ao mercado europeu e fortalecer a inserção do país nas cadeias globais de valor.

Alckmin destacou o papel do Rio Grande do Sul como principal polo da produção de vinhos no Brasil e afirmou que o cronograma de transição foi desenhado para equilibrar competitividade e proteção ao setor.

“Estamos dando previsibilidade e tempo de adaptação ao produtor nacional”, disse.

Reforma tributária deve reduzir carga do setor

Além do acordo comercial, o vice-presidente mencionou estudo do Mdic que aponta queda na carga tributária do setor de vinhos, de 40,5% para cerca de 33%, com a implementação da reforma tributária.

Segundo ele, a mudança não se limita à redução de alíquotas. O levantamento indica também simplificação de obrigações acessórias e diminuição da cumulatividade, fatores que podem reduzir custos operacionais das vinícolas.

Para Alckmin, a combinação entre redução de impostos, abertura gradual de mercado e maior transparência tributária tende a estimular investimentos e ampliar as exportações do vinho brasileiro.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Internacional

Déficit comercial dos EUA chega a US$ 901 bilhões em 2025 mesmo com tarifas de Trump

Os Estados Unidos encerraram 2025 com um déficit comercial de US$ 901,5 bilhões — um dos maiores já registrados desde 1960. O resultado foi contabilizado apesar da política de aumento de tarifas implementada pelo presidente Donald Trump ao longo do ano.

Somente em dezembro, o saldo negativo nas trocas de bens e serviços atingiu US$ 70,3 bilhões, acima do mês anterior, consolidando um período de forte instabilidade no comércio exterior americano.

Tarifas elevadas não reduziram desequilíbrio

A estratégia da Casa Branca priorizou o aumento de tarifas sobre diversos parceiros comerciais, com foco especial na China. A iniciativa buscava reduzir a dependência de importações e fortalecer a indústria doméstica.

Mesmo assim, o impacto sobre o déficit agregado foi limitado. Avaliações de mercado indicam que, apesar da volatilidade gerada pelos anúncios tarifários, o desequilíbrio nas contas externas permaneceu praticamente inalterado no acumulado do ano.

Enquanto isso, a China — principal alvo das medidas — encerrou 2025 com superávit superior a US$ 1 trilhão, o maior já registrado por um país. Ainda que as exportações chinesas para os EUA tenham diminuído, o país asiático ampliou vendas para outros mercados, sobretudo na Ásia, redirecionando fluxos comerciais.

Volatilidade nas importações e exportações

Ao longo de 2025, os dados mensais mostraram oscilações expressivas, refletindo a reação de importadores norte-americanos aos sucessivos anúncios de tarifas.

Empresas anteciparam compras de itens como ouro e produtos farmacêuticos antes da entrada em vigor de novos tributos, provocando picos temporários nas importações.

Em dezembro, as importações avançaram 3,6%, impulsionadas por acessórios de informática e veículos automotores. Já as exportações recuaram 1,7%, pressionadas principalmente pela queda nos embarques de ouro.

A leitura superou a maior parte das estimativas do mercado compiladas pela Bloomberg.

Impacto sobre o PIB e projeções revisadas

Antes da divulgação dos números oficiais, o modelo GDPNow, do Federal Reserve Bank of Atlanta, estimava que as exportações líquidas acrescentariam cerca de 0,6 ponto percentual ao crescimento do quarto trimestre, projetado em 3,6%.

Com os dados consolidados, economistas passaram a revisar as projeções, indicando contribuição menor do setor externo para o Produto Interno Bruto (PIB).

Em termos reais, descontada a inflação, o déficit de mercadorias alcançou US$ 97,1 bilhões em dezembro, o maior nível desde julho. O comércio de ouro para fins não industriais não entra no cálculo oficial do PIB norte-americano.

Analistas apontam que, apesar do saldo externo negativo, as importações de bens de capital, especialmente equipamentos ligados à inteligência artificial (IA), sinalizam investimento doméstico robusto no fim do ano.

Disputa comercial e decisão da Suprema Corte

A política tarifária defendida por Donald Trump tem como objetivo estimular a produção interna, proteger empregos industriais e reduzir a dependência de produtos estrangeiros. O governo também contesta estudos que indicam que consumidores americanos absorveram parte relevante do custo das tarifas.

Um ponto ainda pendente é a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre a autoridade presidencial para impor tarifas amplas com base em legislação de emergência. O tribunal pode se pronunciar nos próximos dias.

Mudança no mapa dos déficits bilaterais

No recorte por países, o déficit com a China caiu para aproximadamente US$ 202 bilhões, o menor patamar em mais de 20 anos.

Por outro lado, os déficits com México e Vietnã atingiram níveis recordes, indicando reconfiguração das cadeias de fornecimento. O saldo negativo com Taiwan também alcançou máxima histórica, de US$ 146,8 bilhões, enquanto o déficit com o Canadá recuou.

Os dados sugerem que, embora a política tarifária tenha alterado a geografia do comércio, o impacto estrutural sobre o déficit total dos Estados Unidos foi limitado em 2025.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Mike Blake

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