Exportação

Desoneração da exportação: projeto avança no Senado e pode ser votado em fevereiro

O projeto de desoneração da exportação está pronto para entrar na pauta do Senado e deve ser votado já em fevereiro, segundo o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. A proposta prevê a concessão de crédito tributário de 3% para estimular empresas brasileiras a ampliar ou retomar vendas ao exterior.

Crédito tributário deve ampliar acesso a novos mercados

De acordo com Alckmin, a medida é estratégica para empresas que perderam espaço em mercados como os Estados Unidos e buscam redirecionar suas exportações. O ministro destacou que o mecanismo vai beneficiar companhias de todos os portes, das micro e pequenas empresas às grandes exportadoras.

Segundo ele, o texto já está maduro para deliberação no Congresso. A expectativa do governo é que, após a aprovação, o incentivo funcione como um impulso imediato para a competitividade das exportações brasileiras.

Comércio exterior deve crescer apesar do cenário geopolítico

Alckmin também demonstrou otimismo em relação ao saldo da balança comercial brasileira em 2026, mesmo diante das incertezas no cenário internacional. Ele ressaltou avanços logísticos recentes que contribuíram para maior eficiência no comércio exterior.

O tempo médio das exportações brasileiras caiu de mais de dez dias para cerca de quatro a cinco dias. Já nas importações, o prazo foi reduzido para um intervalo entre seis e oito dias. Para o ministro, esses ganhos operacionais são fundamentais para sustentar o crescimento do setor.

Argentina lidera crescimento das exportações brasileiras

Outro destaque citado por Alckmin foi o desempenho da Argentina como destino das exportações nacionais. O país registrou o maior crescimento percentual entre os principais parceiros comerciais do Brasil, impulsionado principalmente pelo setor automotivo.

Atualmente, os maiores compradores de produtos brasileiros são China, União Europeia, Estados Unidos e Argentina. Entre eles, no entanto, o mercado argentino apresentou a expansão mais expressiva, com crescimento superior a 30% nas vendas brasileiras.

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Comércio Exterior

Comércio exterior: governo define Índia, Canadá e Emirados como prioridades em 2026

O governo federal estabeleceu como foco do comércio exterior brasileiro em 2026 o avanço de negociações e a ampliação de acordos do Mercosul com Índia, Canadá e Emirados Árabes Unidos. A estratégia busca diversificar mercados, ampliar exportações e reduzir barreiras comerciais.

As diretrizes foram confirmadas pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, durante coletiva para apresentação dos resultados da balança comercial brasileira de 2025.

Segundo Alckmin, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é priorizar o diálogo e a negociação como instrumentos para fortalecer o livre comércio e a inserção internacional do país.

Índia: ampliar acordo e reduzir tarifas

No caso da Índia, o principal objetivo é expandir a cobertura do acordo de comércio preferencial firmado com o Mercosul, atualmente considerado restrito. O governo avalia que o país asiático, hoje o mais populoso do mundo e com forte processo de industrialização recente, ainda é pouco explorado pelos exportadores brasileiros.

Atualmente, a pauta de exportações do Brasil para o mercado indiano é concentrada: óleos vegetais, açúcares e petróleo bruto respondem por mais de 60% das vendas. A avaliação oficial é de que há espaço para diversificação, com potencial para produtos como minério de ferro, algodão, feijões e pulses, etanol, genética bovina e frutas. Outros itens, como carne de aves, pescado, café e suco de laranja, também aparecem como oportunidades.

O principal obstáculo está nas elevadas tarifas indianas. Hoje, apenas 14% das exportações brasileiras para a Índia estão cobertas pelo acordo, que inclui cerca de 450 categorias de produtos, de um universo aproximado de 10 mil, com reduções tarifárias entre 10% e 20%.

A meta do governo é ampliar a lista de produtos, sobretudo do agronegócio, negociar cortes mais expressivos de tarifas e eliminar barreiras comerciais. Em 2025, o presidente Lula afirmou que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, sinalizou concordância em ampliar o escopo do acordo.

Emirados Árabes: acordo de livre comércio em fase final

Com os Emirados Árabes Unidos, a prioridade é concluir as negociações de um acordo de livre comércio entre o país árabe e o Mercosul. As tratativas tiveram início em 2024 e avançaram rapidamente, com quatro rodadas já realizadas.

Apesar da expectativa de conclusão ainda em 2025, as negociações finais ficaram para 2026. Um dos principais impasses envolve a demanda dos Emirados para zerar as tarifas de importação do Mercosul sobre cerca de duas dezenas de produtos petroquímicos.

O tema é sensível para a indústria brasileira, que busca proteção frente à forte competitividade dos produtores árabes, grandes exportadores de derivados de petróleo.

Atualmente, o Brasil exporta principalmente carne de frango, carne bovina e açúcar para os Emirados. Já as importações incluem petróleo, ureia, enxofre e componentes aeronáuticos. Além do comércio, a relação bilateral tem sido fortalecida por investimentos crescentes de grupos como Mubadala, ADIG, Edge Group e DP World, consolidando a parceria estratégica entre os países.

Canadá: acesso a mercados de maior valor agregado

Em relação ao Canadá, o governo brasileiro pretende acelerar as negociações para um acordo de livre comércio Mercosul-Canadá, visto como estratégico para ampliar o acesso a mercados de maior valor agregado, especialmente nos setores de mineração e agronegócio.

As conversas, iniciadas em 2018, foram retomadas em 2025 em meio às incertezas no comércio global, após medidas tarifárias anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O acordo em negociação prevê redução de tarifas, facilitação do comércio de bens e serviços e maior cooperação em áreas como investimentos, compras governamentais e regras ambientais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Risi / Audiovisual PR

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Indústria

Nova Indústria Brasil impulsiona reindustrialização com inovação e sustentabilidade

Ao longo de 2025, o Brasil consolidou a retomada dos investimentos industriais, com impactos diretos na geração de empregos, na inovação e no crescimento econômico. A política da Nova Indústria Brasil (NIB) tem demonstrado como a aplicação estratégica de recursos públicos pode acelerar a reindustrialização do país, ampliar oportunidades de trabalho e elevar a qualidade dos produtos oferecidos à população.

O principal instrumento financeiro da iniciativa, o Plano Mais Produção, alcançou R$ 643,3 bilhões em recursos no último ano. Desse total, R$ 588,4 bilhões já foram direcionados, entre 2023 e 2025, a cerca de 406 mil projetos distribuídos em todas as regiões do país. As ações seguem as seis missões estratégicas da NIB e têm fortalecido fábricas, modernizado parques industriais, incentivado novas tecnologias e ampliado a produção sustentável em empresas de diferentes portes.

Ciência e tecnologia no centro da reindustrialização

A inovação industrial é um dos pilares da Nova Indústria Brasil. A política aproxima universidades, institutos de pesquisa e ICTs do setor produtivo, levando o conhecimento científico diretamente para a indústria e o comércio.

Iniciativas como o desenvolvimento de um ônibus elétrico 100% nacional, a criação de um coquetel enzimático para produção de etanol a partir de resíduos agrícolas e soluções avançadas em inteligência artificial exemplificam como o investimento em ciência se converte em competitividade, redução de impactos ambientais e avanço tecnológico.

Em dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o potencial brasileiro. “Não existe hoje ninguém capaz de competir com a fartura de possibilidades que nós temos”, afirmou. Já o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou que os dados confirmam a estratégia adotada. “O presidente Lula disse que 2025 seria o ano da colheita. Os investimentos mostram a qualidade das sementes plantadas neste governo”, declarou.

Mais inovação e produtividade nas empresas

Os números reforçam o avanço. O eixo Mais Inovação, dentro da NIB, já contratou R$ 108 bilhões, com R$ 60 bilhões desembolsados. O programa Crédito Indústria 4.0 destinou R$ 12 bilhões para a aquisição de máquinas modernas, apoiando a modernização industrial e o aumento da produtividade.

Outro destaque é o Brasil + Produtivo, que atendeu 67,5 mil pequenas e médias empresas em apenas dois anos. O programa registrou crescimento médio de 28% na produtividade e ganho de 19% em eficiência energética, alcançando setores da indústria, do comércio e dos serviços.

Depreciação acelerada estimula investimentos privados

Lançada em 2024, a política de depreciação acelerada tem se mostrado eficaz para incentivar a renovação do parque industrial. Com R$ 1,7 bilhão já utilizados, o programa estimulou R$ 4,7 bilhões em investimentos privados para a compra de máquinas e equipamentos novos em 24 setores industriais.

O mecanismo permite que empresas abatam o valor dos investimentos no Imposto de Renda e na Contribuição Social em apenas dois anos, em vez do prazo tradicional de cerca de dez anos, facilitando decisões de investimento e ampliando a capacidade produtiva.

Programa Mover fortalece a indústria automotiva

No setor automotivo, o Programa Mover simboliza a nova fase da política industrial. Em 2025, foram liberados R$ 3,8 bilhões em crédito, com previsão de R$ 3,9 bilhões para o próximo ano. A iniciativa já mobilizou R$ 190 bilhões em investimentos privados, fortalecendo a cadeia automotiva, das montadoras às autopeças, com foco em eficiência energética, inovação e segurança.

Esse ambiente favorável voltou a atrair grandes projetos industriais. A Great Wall Motor (GWM) inaugurou sua primeira fábrica nas Américas, em Iracemápolis (SP), dedicada à produção de veículos híbridos e elétricos. Já a BYD Brasil iniciou a produção nacional em Camaçari (BA), consolidando o país como polo estratégico da empresa na América Latina.

Brasil como polo da transição verde

Durante a inauguração da fábrica da BYD, o presidente global da empresa, Wang Chuanfu, destacou o país como cenário ideal para investimentos. Segundo ele, o Brasil reúne energia limpa abundante, sociedade aberta à inovação e uma política industrial voltada à transição verde. “O Brasil é líder na transformação verde e acreditamos que vamos ajudar a acelerar a transição energética, criar novas indústrias e empregos”, afirmou.

Carro Sustentável amplia acesso e fortalece a indústria

O Programa Carro Sustentável também trouxe benefícios diretos às famílias. A iniciativa zerou o IPI de veículos de entrada fabricados no Brasil, com motor flex, baixa emissão de CO₂ e alto índice de reciclabilidade. Desde julho, as vendas desses modelos cresceram 51% em relação ao mesmo período do ano anterior, sem impacto fiscal para o governo.

Medidas adicionais reduziram custos para trabalhadores do setor de transporte. Taxistas passaram a renovar o taxímetro a cada dois anos, com taxa zerada, enquanto caminhoneiros e empresas de ônibus tiveram redução no valor do cronotacógrafo, de R$ 207 para R$ 90.

Comércio exterior bate recordes históricos

Os reflexos da Nova Indústria Brasil também aparecem no comércio exterior. Em 2025, o país registrou US$ 349 bilhões em exportações, novo recorde histórico e US$ 9 bilhões acima do resultado de 2023. A corrente de comércio alcançou US$ 629,1 bilhões, o maior nível já registrado.

As negociações internacionais reduziram os impactos de tarifas impostas pelos Estados Unidos e preservaram a competitividade dos produtos brasileiros, especialmente os industriais. “Conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os existentes, mesmo em um cenário geopolítico desafiador”, afirmou Alckmin.

Os últimos três anos concentram os melhores resultados da balança comercial brasileira, impulsionados também por acordos como Mercosul–Singapura e Mercosul–EFTA, que ampliam o acesso a mercados estratégicos.

Ambiente de negócios atrai capital estrangeiro

A melhoria do ambiente regulatório é outro fator de destaque. A futura Janela Única de Investimento, desenvolvida em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), deve reduzir burocracias e custos para investidores.

Os efeitos já são visíveis. Entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil recebeu US$ 84 bilhões em Investimento Estrangeiro Direto, o maior volume da última década, posicionando o país como o segundo maior destino de investimentos estrangeiros no mundo.

FONTE: Secretaria de Comunicação Social
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Comércio Exterior

Portos concentram 95% do comércio exterior e impulsionam superávit recorde do Brasil em 2025

Balança comercial brasileira atinge maior resultado da história

O comércio exterior brasileiro fechou 2025 com superávit de US$ 68,2 bilhões, o maior já registrado desde o início da série histórica, em 1989. O resultado marca o terceiro ano consecutivo de saldo positivo na balança comercial do Brasil, segundo dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).

Ao longo do ano, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — alcançou US$ 629 bilhões, sendo que 95% das cargas passaram pelos portos brasileiros, reforçando a relevância do setor portuário para a economia nacional.

Exportações crescem e importações batem novo recorde

As exportações brasileiras totalizaram US$ 348,676 bilhões, crescimento de 3,5% em comparação a 2024. Já as importações somaram US$ 280,4 bilhões, avanço de 6,7% em relação ao ano anterior e cerca de US$ 8 bilhões acima do recorde anterior, registrado em 2022.

O vice-presidente da República e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou que o desempenho foi resultado da ampliação de mercados internacionais. Segundo ele, a estratégia de diversificação ajudou o país a reduzir impactos das sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. “Mesmo diante de um cenário geopolítico complexo, conseguimos abrir novos mercados e fortalecer parcerias já existentes”, afirmou.

Movimentação portuária cresce e reforça logística nacional

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, o setor deve encerrar 2025 com movimentação estimada em 1,34 bilhão de toneladas, crescimento de 3,25% frente ao ano anterior. O desempenho dos principais terminais evidencia o avanço da infraestrutura portuária brasileira.

O Porto de Santos, em São Paulo, registrou entre janeiro e outubro alta de 29%, com 119,4 milhões de toneladas movimentadas. Já o Porto de Paranaguá, no Paraná, cresceu 13,5%, alcançando 55,2 milhões de toneladas. No Arco Norte, o Porto do Itaqui, no Maranhão, avançou 7,6%, com 31,4 milhões de toneladas, puxadas principalmente por grãos e minérios.

Infraestrutura portuária como diferencial competitivo

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os resultados positivos do comércio exterior do Brasil refletem os investimentos e a modernização do setor. Segundo ele, os portos nacionais se consolidaram como um diferencial competitivo. “Estamos garantindo condições para escoar a produção brasileira ao mercado internacional e, ao mesmo tempo, receber insumos e mercadorias essenciais para a indústria e o consumo interno”, declarou.

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Exportação

Açúcar orgânico brasileiro enfrenta tarifas elevadas e perde competitividade no mercado internacional

Tarifa dos EUA impacta exportações do açúcar orgânico
Seis meses após o início do chamado tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros, os exportadores de açúcar orgânico do Brasil seguem enfrentando obstáculos para escoar a produção. Antes livre de tarifas para entrar no mercado americano, o produto passou a arcar, na prática, com uma carga tributária próxima de 100%, o que compromete a competitividade do setor.

Fim de isenção e perda da cota especial
O endurecimento das regras foi impulsionado por decisões do governo do presidente Donald Trump. Além da manutenção da sobretaxa de 40%, em vigor desde agosto de 2025, o açúcar orgânico brasileiro passou a pagar mais 10%, tarifa aplicada pelos EUA a exportações globais. O impacto foi agravado pelo fim da chamada “Specialty-Quota”, que garantia isenção da tarifa de US$ 327 por tonelada para uma cota anual de 240 mil toneladas de açúcar orgânico.

Os Estados Unidos concentram uma parcela relevante do consumo mundial de produtos orgânicos. No país, o uso de açúcar orgânico é obrigatório na fabricação de alimentos industrializados certificados, como granolas, barras de cereais e iogurtes, o que torna o insumo essencial para a indústria local.

México também fecha portas ao produto brasileiro
Diante das restrições no mercado americano, a Native, do Grupo Balbo, buscou diversificar destinos e iniciou exportações para o México. No entanto, a estratégia foi interrompida no fim de 2025, quando o governo mexicano anunciou o fim da isenção tarifária para diversos produtos, incluindo o açúcar.

Segundo Leontino Balbo Júnior, vice-presidente da Native Produtos Orgânicos, chegaram a ser enviados dez contêineres ao país, com perspectiva de novos embarques. Com a mudança, o México passou a aplicar uma tarifa de 200% sobre o açúcar orgânico, inviabilizando novas vendas.

A entrada no mercado mexicano começou ainda em 2025, com apoio de um distribuidor americano que estruturou operações locais. A expectativa da Native era exportar até 3 mil toneladas até junho de 2026, enquanto o consumo anual dos EUA gira em torno de 300 mil toneladas.

Canadá absorve parte da demanda, mas volumes são limitados
Atualmente, o Canadá tem sido a principal alternativa para a empresa, impulsionado pela demanda indireta de clientes americanos. Mesmo assim, os volumes permanecem modestos. As exportações da Native ao país devem crescer de 6 mil para 9 mil toneladas anuais.

Sem novos mercados relevantes, a empresa acumula cerca de 30 mil toneladas em estoque, um patamar elevado diante da expectativa inicial de exportar 40 mil toneladas aos EUA nesta safra e zerar os armazéns até abril. De acordo com Balbo, a limitação de capital de giro dos distribuidores também dificulta novos negócios.

Outras exportadoras ainda mantêm vendas aos EUA
A Jalles Machado, outra exportadora brasileira de açúcar orgânico, ainda consegue atender o mercado americano. De acordo com Rodrigo Penna, diretor financeiro da companhia, as vendas continuam porque os EUA dependem do produto, mas o custo adicional tem sido repassado ao varejo.

Penna afirma que a empresa busca ampliar a presença em outros mercados, embora sem avanços expressivos. Para ele, as tarifas elevam o preço final ao consumidor e não beneficiam produtores americanos, que não atuam na produção de açúcar orgânico.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Benicchio Divulgação/Native

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Aeroportos

Aeroporto de Viracopos conquista certificação OEA e se destaca no Estado de São Paulo

O Aeroporto Internacional de Viracopos, localizado em Campinas (SP), passou a ser o único do Estado de São Paulo a contar com a certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA), reconhecimento concedido pela Receita Federal do Brasil a operadores considerados de baixo risco no comércio exterior.

Reconhecimento oficial da Receita Federal

A certificação foi formalizada por meio do Ato Declaratório Executivo Decex/SPO nº 111/2025, publicado no Diário Oficial da União em 19 de dezembro de 2025. Com isso, Viracopos integra o seleto grupo de organizações que atendem aos mais altos padrões de segurança e confiabilidade na cadeia logística internacional.

O que é a certificação OEA

O selo OEA é baseado em diretrizes da Organização Mundial das Alfândegas (OMA) e tem como finalidade fortalecer a segurança aduaneira e facilitar o comércio global. A certificação reconhece empresas e operadores que mantêm processos sólidos de gestão de riscos, controle operacional e segurança da carga.

No caso de Viracopos, o certificado atesta a adoção de práticas robustas de controle, o que reduz o nível de intervenção da fiscalização aduaneira e aumenta a previsibilidade das operações.

Benefícios para as operações de comércio exterior

Entre as principais vantagens associadas ao OEA estão maior agilidade nos processos aduaneiros, prioridade em procedimentos de conferência quando selecionado, redução de riscos operacionais e acesso a canais exclusivos de comunicação com a Receita Federal. Esses benefícios impactam diretamente a eficiência das operações de importação e exportação realizadas no terminal.

Processo rigoroso e monitoramento contínuo

A adesão ao programa OEA é voluntária, mas exige o cumprimento de critérios rigorosos avaliados pela Receita Federal. A análise envolve aspectos como segurança física, controle de acesso, conformidade tributária e aduaneira, além de práticas contínuas de monitoramento para garantir a manutenção dos padrões exigidos.

Viracopos reforça papel estratégico na logística nacional

Com a certificação, o Aeroporto de Viracopos fortalece sua posição como um dos principais hubs logísticos do Brasil, ampliando a confiança de parceiros, operadores e clientes que atuam no comércio exterior. A conquista também consolida a parceria estratégica entre o terminal e a Receita Federal, alinhando as operações às melhores práticas internacionais do setor aeroportuário e logístico.

FONTE: Aeroin
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aeroportos Brasil Viracopos

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Importação, Investimento

Camex360 centraliza dados sobre tarifas de importação, investimentos e decisões da Camex

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou a plataforma Camex360, criada para concentrar e organizar informações estratégicas do comércio exterior brasileiro. A iniciativa é coordenada pela Secretaria-Executiva da Camex e oferece, em um único ambiente digital, acesso facilitado a dados antes dispersos em diferentes bases oficiais.

A nova página reúne painéis interativos com informações sobre tarifas de importação, regimes preferenciais, listas de exceções, histórico tarifário e investimentos estrangeiros no Brasil. O objetivo é ampliar a transparência, reduzir custos de busca por informação e apoiar a tomada de decisão de empresas e agentes públicos.

Painel Tarifário e rastreamento de NCMs

Entre os recursos disponíveis nesta primeira fase estão três painéis de dados. O destaque é o Painel Tarifário, ferramenta inédita que sistematiza regras e alíquotas de importação, com foco em simplificar processos e diminuir tempo e custos para empresas importadoras, especialmente micro e pequenas empresas (MPEs).

A plataforma também conta com um Rastreador de NCMs, que permite consultar e acompanhar códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), facilitando a identificação de produtos e suas respectivas exigências tarifárias.

Acesso a dados de investimentos e decisões colegiadas

Outro componente integrado ao Camex360 é o InvestVis, sistema criado em 2024 para ampliar o acesso a dados sobre Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no país. A ferramenta permite visualizar informações consolidadas e atualizadas sobre a entrada de capital externo no Brasil.

Além disso, a página centraliza o acesso às deliberações e notas técnicas públicas do Comitê Executivo de Gestão (Gecex), tornando mais ágil a consulta às decisões colegiadas que impactam a política comercial brasileira.

FONTE: MDIC e Fecomércio MG
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Fecomércio MG

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Comércio Exterior

Acordo UE-Mercosul ganha fôlego com apoio da Itália e pressão geopolítica internacional

A mudança de posição da Itália em favor da assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul pode destravar, finalmente, a conclusão de um tratado negociado há mais de duas décadas. A informação, divulgada pela Bloomberg, surge em um momento de crescente instabilidade internacional e reforça a leitura de especialistas de que o cenário geopolítico atual passou a favorecer o avanço do pacto comercial.

Além do reposicionamento italiano, analistas apontam que a atuação mais dura dos Estados Unidos na América do Sul, especialmente após ações do governo Donald Trump contra a Venezuela, tem acelerado a busca europeia por parceiros considerados mais previsíveis.

Pressão dos EUA aproxima Europa e Mercosul

Consultores em comércio exterior e direito internacional avaliam que o endurecimento da política externa americana acaba funcionando como um fator de aproximação entre europeus e sul-americanos. Em um ambiente global marcado por incertezas, a UE tende a fortalecer relações com regiões onde há maior estabilidade institucional e histórica cooperação econômica.

Nesse contexto, o Mercosul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, surge como um parceiro estratégico, sobretudo diante da crescente influência da China na região, tanto como fornecedora de produtos industriais quanto como grande compradora de commodities.

Itália recua após pressão interna na UE

Para Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil e sócio da consultoria BMJ, o apoio italiano representa um avanço relevante e reflete pressões internas dentro da própria União Europeia, que cobrava uma definição após sucessivos adiamentos liderados por Roma.

Segundo ele, o movimento também indica que a UE percebe estar perdendo espaço na América Latina e vê no acordo UE-Mercosul uma oportunidade de recuperar influência. A conjuntura envolvendo a Venezuela, afirma Barral, pode ter pesado nessa avaliação estratégica.

Acordo amplia projeção global da União Europeia

Na avaliação de Marcos Jank, professor e pesquisador sênior de agronegócio global no Insper, a assinatura do tratado ajudaria a União Europeia a manter relevância fora do continente em um mundo cada vez mais fragmentado e competitivo.

Ele destaca que o discurso recente dos Estados Unidos, ao tratar a América Latina como área de influência direta de Washington, tende a empurrar a Europa para mais perto do Mercosul, reforçando laços históricos e econômicos.

Jank ressalta ainda que, diferentemente da relação com a China, marcada por disputas hegemônicas explícitas, o acordo com o Mercosul é mais previsível, fruto de negociações longas e transparentes.

“Muito vantajoso para a Europa”, dizem diplomatas

Para Roberto Jaguaribe, conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e ex-embaixador do Brasil na Alemanha, a instabilidade do sistema internacional já vinha estimulando a Europa a buscar parceiros confiáveis, e a ofensiva americana contra a Venezuela apenas reforçou essa necessidade.

No caso italiano, Jaguaribe avalia que a primeira-ministra Giorgia Meloni sempre reconheceu a importância do acordo, mas adotou inicialmente uma postura cautelosa para administrar resistências internas e ampliar seu espaço de negociação política dentro da UE.

Segundo o diplomata, o acordo é estratégico porque oferece à Europa uma vantagem competitiva rara frente a potências como Estados Unidos e China, que não têm acesso ao mercado do Mercosul nas mesmas condições.

Jaguaribe afirma ainda que o movimento italiano tende a favorecer uma decisão mais pragmática dentro do bloco europeu, em um momento em que a UE enfrenta dificuldades para sustentar posições tradicionais no campo do direito internacional.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Nicolas Tucat/AFP

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul-União Europeia avança e deve impulsionar comércio exterior, afirma Alckmin

Ao apresentar os resultados recordes da balança comercial de 2025, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (06/01) que o acordo Mercosul-União Europeia está em fase avançada. Segundo ele, a ampliação de acordos comerciais é estratégica para fortalecer o comércio exterior brasileiro em um cenário global instável.

Negociação histórica em fase avançada

De acordo com Alckmin, o tratado entre Mercosul e União Europeia, negociado há mais de duas décadas, caminha para a conclusão. O ministro destacou a relevância do acordo em um contexto marcado por conflitos geopolíticos, protecionismo e tensões comerciais.

“Estamos otimistas. Será um acordo fundamental para o Mercosul, para a União Europeia e para o comércio global. Em um momento de instabilidade internacional, poderá se tornar o maior acordo do mundo”, afirmou.

Acordos recentes ampliam presença do Mercosul

O ministro também lembrou avanços recentes do bloco sul-americano em outras frentes. Entre eles, o acordo firmado com Singapura, em 2023 — um dos principais destinos das exportações brasileiras — e o tratado com a EFTA, concluído em 2025, que reúne países com algumas das maiores rendas per capita do mundo, como Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Segundo Alckmin, o fortalecimento das relações comerciais traz ganhos diretos para a economia. “Quando o comércio global cresce, quem ganha é a sociedade”, afirmou, ao comentar o recorde de US$ 349 bilhões em exportações registrado em 2025.

Novas negociações e relações bilaterais

Além dos acordos já firmados, o Brasil mantém negociações para novos tratados de livre-comércio, incluindo Canadá e Emirados Árabes Unidos. Também estão em andamento conversas com Índia e México para ampliar acordos de preferências tarifárias.

Questionado sobre a relação comercial com a Venezuela, no contexto de medidas adotadas pelos Estados Unidos, Alckmin ressaltou que o intercâmbio bilateral é limitado, somando cerca de US$ 1,2 bilhão em 2025. Ele lembrou ainda que o país vizinho já representou 12% do PIB da América do Sul nos anos 1970, participação hoje reduzida para cerca de 2%.

Medidas para fortalecer o comércio exterior

Durante a coletiva, Alckmin destacou ações do governo voltadas à desburocratização do comércio exterior e à ampliação da corrente de comércio. Um dos principais instrumentos citados foi o Portal Único de Comércio Exterior, que integra serviços de órgãos como Anvisa, Ibama e os ministérios da Agricultura e da Saúde.

Segundo o ministro, a ferramenta já conta com 80% de migração concluída e deve atingir 100% até setembro, com potencial de gerar economia de até R$ 40 bilhões e reduzir em 50% as operações de importação que exigem licenciamento.

Incentivos e reforma tributária

Entre outras iniciativas, Alckmin mencionou o programa Acredita no Brasil, que permite a micro e pequenas empresas recuperar parte dos tributos pagos na cadeia produtiva de bens exportados.

O ministro também destacou a Reforma Tributária como elemento central para melhorar o ambiente de negócios. Segundo ele, a adoção do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) elimina tributos embutidos nas exportações e investimentos. Estudos do Ipea indicam que, em 15 anos, a reforma pode elevar os investimentos em 14% e as exportações em 17%.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio César Silva/MDIC

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Exportação

Exportações brasileiras atingem US$ 349 bilhões em 2025 e registram recorde histórico

As exportações brasileiras alcançaram um novo recorde em 2025, mesmo diante de um cenário internacional desafiador. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), indicam que o Brasil exportou US$ 348,7 bilhões ao longo do ano, valor US$ 9 bilhões superior ao recorde anterior, registrado em 2023. O desempenho consolida os últimos três anos como os melhores da história da balança comercial brasileira.

Crescimento supera média do comércio global

Na comparação com 2024, as exportações cresceram 3,5% em valor e 5,7% em volume. Esse avanço mais do que dobra a estimativa da Organização Mundial do Comércio (OMC) para o crescimento do comércio global em 2025, projetado em 2,4%.

Além disso, mais de 40 mercados bateram recorde de compras de produtos brasileiros, com destaque para Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.

Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o resultado reflete a ampliação de mercados e políticas de estímulo à competitividade. “Mesmo diante de dificuldades geopolíticas, conseguimos abrir novos mercados e expandir os já existentes, apoiados por iniciativas como a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Plano Brasil Soberano”, afirmou.

Importações, corrente de comércio e superávit

As importações brasileiras também atingiram um patamar recorde em 2025, somando US$ 280,4 bilhões, alta de 6,7% em relação a 2024 e quase US$ 8 bilhões acima do recorde anterior, de 2022.

Com isso, a corrente de comércio chegou a US$ 629,1 bilhões, o maior valor já registrado, com crescimento de 4,9% na comparação anual. O superávit comercial ficou em US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior da série histórica, atrás apenas dos resultados de 2023 e 2024.

Desempenho recorde em dezembro

Em dezembro de 2025, as exportações totalizaram US$ 31 bilhões, alta de 24,7% e recorde para o mês. As importações alcançaram US$ 21,4 bilhões (+5,7%), enquanto o saldo comercial foi de US$ 9,6 bilhões, crescimento de 107,8%, também o maior já registrado para dezembro. A corrente de comércio mensal somou US$ 52,4 bilhões, avanço de 16,2%.

Exportações por setores e produtos

A indústria de transformação registrou crescimento de 3,8% em valor, impulsionada por aumento de 6% em volume, atingindo o recorde de US$ 189 bilhões. Entre os destaques estão carne bovina, carne suína, alumina, veículos de carga, caminhões, café torrado, máquinas elétricas, produtos de perfumaria, cacau em pó e defensivos agrícolas.

Na indústria extrativa, o volume exportado cresceu 8%, com minério de ferro e petróleo atingindo recordes de embarque. Já os produtos agropecuários avançaram 3,4% em volume e 7,1% em valor, com destaque para o café verde, que alcançou valor recorde, além da soja e do algodão em bruto, que registraram volumes históricos.

Principais destinos das exportações

A China manteve-se como principal destino, com crescimento de 6% e exportações que chegaram a US$ 100 bilhões, puxadas por soja, carne bovina, açúcar, celulose e ferro-gusa. Para a União Europeia, o aumento foi de 3,2%, com destaque para café, carne bovina, milho, minério de cobre e aeronaves.

As exportações para a Argentina avançaram 31,4%, impulsionadas pelo setor automotivo. Já para os Estados Unidos, houve retração de 6,6% no ano, influenciada pelas tarifas impostas a produtos brasileiros, especialmente entre agosto e dezembro. Em dezembro, no entanto, os embarques superaram US$ 3 bilhões, sinalizando recuperação parcial.

Importações por categorias e origens

Nas importações, os bens de capital lideraram o crescimento, com alta de 23,7%, seguidos por bens intermediários (+5,9%) e bens de consumo (+5,7%). As compras de combustíveis recuaram 8,6%.

Entre as origens, aumentaram as importações da China (+11,5%), dos Estados Unidos (+11,3%) e da União Europeia (+6,4%). Já as compras de produtos da Argentina registraram queda de 4,7%.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal do Boi

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