Tecnologia

Carros eletrificados já representam 30% das versões no Brasil e aceleram transformação do mercado automotivo

O crescimento dos carros elétricos e híbridos no Brasil confirma uma mudança estrutural no setor automotivo. Entre 2023 e 2025, as versões eletrificadas — que incluem veículos 100% elétricos (BEVs) e híbridos (HEVs e PHEVs) — passaram a representar mais de 30% dos modelos disponíveis no país, segundo dados da Bright Consulting, especializada em consultoria automotiva.

Embora o número total de versões no mercado tenha se mantido praticamente estável, passando de 1.067 em 2023 para 1.038 em 2025, o estudo revela uma profunda reestruturação no portfólio nacional.

Motores a combustão perdem espaço

As tecnologias tradicionaisFlex, Diesel e gasolina — ainda dominam a oferta, mas perderam representatividade. Em 2023, esses motores somavam 75,9% das versões disponíveis; em 2025, a participação caiu para 69%. O Flex, que por décadas liderou o mercado, recuou de 44,9% para 39,9%. O Diesel manteve-se estável em torno de 12%, concentrado em SUVs e utilitários, enquanto a gasolina pura ficou próxima de 17%, especialmente em modelos importados e premium.

Elétricos e híbridos crescem acima da média

No lado oposto, os veículos elétricos apresentaram avanço expressivo. Os 100% elétricos (BEVs) saltaram de 7,9% para 12% entre 2023 e 2025 — um crescimento superior a 50%. Já os híbridos plug-in (PHEVs) subiram de 5,2% para 7,3%, consolidando-se como ponte tecnológica entre os motores convencionais e os elétricos puros. Os híbridos leves e completos também ampliaram sua presença, passando de 11,1% para 11,8%, com destaque para o custo mais acessível.

Expansão impulsionada por novos players e incentivos

A expansão das versões eletrificadas é resultado de uma combinação de fatores: entrada de novas montadoras, especialmente chinesas, avanço da infraestrutura de recarga, incentivos do programa MOVER e benefícios fiscais estaduais. A previsibilidade regulatória e as políticas públicas de eletrificação também têm estimulado investimentos no setor.

Montadoras reduzem combustão e preparam transição elétrica

Apesar da estabilidade no total de versões, as montadoras estão simplificando seus portfólios a combustão para abrir espaço a plataformas elétricas e híbridas. Essa reorganização estratégica visa preparar o terreno para a nova era da mobilidade sustentável, ao mesmo tempo em que concessionárias se adaptam com treinamentos e mudanças nos processos de venda e pós-venda.

Eletrificação deixa de ser tendência e vira realidade

O avanço dos carros elétricos e híbridos no Brasil mostra que a eletrificação automotiva já é uma realidade de mercado. Mesmo diante de desafios de infraestrutura e custos, o setor segue equilibrando inovação, sustentabilidade e eficiência sem abrir mão da competitividade e rentabilidade.

FONTE: Bright Consulting
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Evento

Brasil sediará o Brazil Africa Forum 2025

O Brazil Africa Forum 2025 será realizado nos dias 4 e 5 de novembro, em São Paulo, com o objetivo de promover o diálogo e a cooperação entre o Brasil, o continente africano e a comunidade internacional.

Em sua 13ª edição, o fórum se consolida como uma das principais plataformas de encontro entre autoridades governamentais, líderes empresariais e instituições multilaterais comprometidas com o desenvolvimento econômico sustentável.

Sob o tema “Parcerias Globais para a Agricultura Sustentável e a Segurança Alimentar”, o evento destacará soluções inovadoras e estratégias conjuntas para fortalecer a agricultura e a segurança alimentar em nível global.

De acordo com os organizadores, o encontro reafirma o compromisso do Brasil com a cooperação internacional e o desenvolvimento sustentável, ressaltando a importância de alianças que impulsionem a resiliência agrícola e a produção responsável de alimentos.

As inscrições já estão abertas no site oficial: www.forumbrazilafrica.com.

O presidente da AfroChamber, Rui Mucaje, destacou que o fórum representa uma oportunidade única para conectar atores estratégicos, além de construir um futuro baseado na colaboração e na sustentabilidade.

FONTE: Todo Logistica News
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Comércio Exterior

Brasil e União Europeia fortalecem cooperação sanitária e avançam em facilitação de comércio

O Brasil e a União Europeia (UE) deram mais um passo importante na consolidação de sua parceria comercial e agropecuária. Nesta quinta-feira (23), o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, reuniu-se em São Paulo com o comissário europeu de Agricultura, Christophe Hansen, em um encontro de alto nível voltado ao avanço de temas sanitários e de facilitação de comércio. Também participaram da reunião o diretor do Departamento de Negociações Não-Tarifárias e de Sustentabilidade do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Augusto Billi, a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, além de representantes da Comissão Europeia.

O encontro deu continuidade às negociações iniciadas durante a missão brasileira à União Europeia em outubro e resultou em avanços concretos na pauta sanitária bilateral. Um dos principais resultados foi o retorno do sistema de pré-listagem (pre-listing) para estabelecimentos brasileiros habilitados a exportar carne de aves ao bloco europeu — uma medida que simplifica o processo de autorização e reforça a confiança mútua entre as partes. O Brasil também atendeu a pleitos europeus relacionados ao acesso a mercados, demonstrando disposição para equilibrar interesses e ampliar as oportunidades de comércio agrícola.

Durante o encontro, foram discutidos novos temas que seguirão em desenvolvimento, como a auditoria da União Europeia para avaliação do sistema brasileiro de pescados, a pré-listagem de estabelecimentos de ovos e carne bovina, o reconhecimento mútuo de produtos orgânicos, a regionalização de enfermidades e a certificação eletrônica e harmonização de certificações sanitárias. Essas iniciativas visam aumentar a transparência, simplificar os trâmites comerciais e fortalecer a segurança alimentar entre os dois mercados.

Brasil e União Europeia reafirmaram o compromisso com o diálogo contínuo e com a busca de soluções conjuntas para temas de interesse comum. Ficou acordada a retomada de um mecanismo permanente de alto nível para tratar dessas pautas, com a próxima reunião marcada para o primeiro trimestre de 2026. As discussões também abordaram as oportunidades e benefícios que poderão surgir com a eventual conclusão do acordo Mercosul–União Europeia, destacando o impacto positivo para agricultores brasileiros e europeus.

Ainda pela manhã, o secretário Luís Rua participou da abertura da Missão Empresarial Agroalimentar da União Europeia, evento que apresentou oportunidades de negócios e parcerias estratégicas entre empresários do setor agroalimentar dos dois lados do Atlântico. Ao encerrar as atividades, o Brasil reiterou seu compromisso com a previsibilidade, transparência e estabilidade nas relações com a União Europeia, reforçando a confiança mútua e o potencial de crescimento sustentável entre os parceiros.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Internacional

Trump sinaliza reduzir tarifas à China, mas exige retomada da compra de soja dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (19) que está disposto a reduzir as tarifas sobre produtos chineses, desde que a China adote medidas favoráveis em contrapartida. Segundo ele, o país asiático “terá que fazer coisas por nós também” para que as taxas sejam revistas.

Nas últimas semanas, Trump voltou a elevar as tarifas sobre importações chinesas, chegando a um aumento total de 100%, somado aos 30% já em vigor. A decisão reacendeu as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Soja volta ao centro das negociações comerciais

Entre as exigências de Trump está a retomada das compras de soja norte-americana pela China. O republicano pediu que os embarques retornem “ao menos aos níveis anteriores” e demonstrou otimismo quanto a um novo acordo comercial para reaquecer as exportações agrícolas dos EUA.

A China é o maior importador de grãos do mundo e, até recentemente, dependia fortemente dos produtores norte-americanos. No entanto, a guerra comercial deflagrada por Trump no início do ano reduziu drasticamente o volume negociado, abrindo espaço para outros fornecedores — principalmente o Brasil, que ampliou sua participação no mercado chinês.

Exportações dos EUA caíram quase 80%

De acordo com um relatório da American Farm Bureau Federation (AFBF), entidade que representa cerca de 6 milhões de agricultores norte-americanos, o volume exportado de soja dos EUA para a China caiu 78% entre janeiro e agosto deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024.

O estudo, assinado pela economista Faith Parum, destaca que “entre junho e agosto, os Estados Unidos praticamente não enviaram soja para a China, e o país não comprou nenhuma soja da nova safra”.

Apesar da queda nas importações dos EUA, o relatório ressalta que a China manteve seu consumo de soja, substituindo os grãos americanos por produtos do Brasil, Argentina e outros países.

“Mesmo com preços competitivos, a China vem reduzindo sua dependência dos Estados Unidos, priorizando fornecedores alternativos”, aponta o documento.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Comércio Exterior

Com foco em rum e charutos, dominicanos querem exportar mais ao Brasil

País caribenho espera aumentar vendas em 47% em 2025 e também pretende atrair mais turistas brasileiros; comércio bilateral é fortemente desequilibrado

A República Dominicana importou mais de US$ 1,1 bilhão em produtos do Brasil em 2024, mas suas exportações ao mercado brasileiro somaram apenas US$ 34 milhões.

Neste ano, o país caribenho espera aumentar suas vendas em 47% e alcançar um volume de US$ 50 milhões. Um dos focos é promover produtos dominicanos tradicionais e de maior valor agregado, como rum e charutos.

“Não há como reverter completamente esse desequilíbrio estrutural, mas trabalhamos para reduzir a diferença [da balança entre os dois países]”, disse à CNN o embaixador dominicano em Brasília, Robert Takata, que assumiu o posto em maio.

Takata está otimista ainda com a maior atração de turistas brasileiros pela República Dominicana. Foram 130 mil visitantes no ano passado e agora, em 2025, espera-se um aumento para 200 mil brasileiros.

CNN – O comércio entre o Brasil e a República Dominicana ainda é pequeno e concentrado em poucos produtos. Que iniciativas o governo dominicano e a embaixada em Brasília planejam para aumentar o intercâmbio comercial?

Robert Takata – O comércio bilateral continua sendo muito limitado e concentrado em poucos produtos. Em 2024, o intercâmbio total foi de US$ 1,139 bilhão. Nossas exportações ao Brasil foram de apenas US$ 34 milhões, enquanto importamos mais de US$ 1,1 bilhão em produtos brasileiros. Não há como reverter completamente esse desequilíbrio estrutural, mas trabalhamos para reduzir a diferença.

Em 2025, temos nos focado em fortalecer a relação com associações, federações de indústrias, câmaras e empresários em diversas regiões do Brasil, criando vínculos sólidos e sustentáveis. Paralelamente, promovemos produtos dominicanos de alto valor agregado, como rum e charutos, em cidades estratégicas. Nosso objetivo é incrementar as exportações para cerca de US$ 50 milhões neste ano, com um aumento de 47% sobre 2024.

Para 2026, planejamos reativar o Conselho de Trabalho Conjunto com Comércio, Investimento e Cadeias Produtivas [com o Brasil] e organizar um fórum de negócios e investimentos, com o objetivo de aprofundar a cooperação, identificar oportunidades e avançar para uma relação comercial mais dinâmica e diversificada. Estamos conscientes de que a finalidade é aproveitar melhor as oportunidades, não equilibrar plenamente a balança comercial.

CNN – O Mercosul fechou recentemente importantes acordos de livre comércio com Cingapura, União Europeia e EFTA. A República Dominicana tem interesse em negociar um tratado com o bloco sul-americano?

Takata – A República Dominicana observa com interesse a evolução do Mercosul e seus recentes acordos, mantendo uma aproximação prudente, motivada pela oportunidade de explorar mecanismos que facilitem o comércio de bens e serviços. Nosso país aposta em uma diplomacia econômica inteligente, baseada na abertura, na diversificação e em uma visão de futuro.

Embora atualmente não existam negociações formais em andamento com o Mercosul, consideramos que a integração estratégica com blocos regionais pode abrir novas oportunidades para a nossa economia, permitindo maiores possibilidades de crescimento e diversificação aos setores produtivos e aos exportadores dominicanos. Ao mesmo tempo, priorizamos um comércio que não afete negativamente os nossos setores produtivos, nem limite suas oportunidades de desenvolvimento, promovendo mecanismos que fortaleçam a complementaridade entre mercados.

CNN – Quais são as possibilidades de aumentar o fluxo turístico entre os dois países? Qual é o volume atual e como o governo dominicano pretende aumentá-lo?

Takata – O Brasil é um mercado prioritário dentro da estratégia de diversificação turística da República Dominicana. Recebemos cerca de 130 mil visitantes brasileiros no ano passado. Neste ano, esperamos superar 200 mil, consolidando um crescimento sustentado. A partir da embaixada em Brasília, participamos e damos suporte aos “road shows” e feiras organizadas pelo Ministério do Turismo nas principais cidades brasileiras.

Melhorar as rotas aéreas e frequências de voos é fundamental para esse crescimento. Também promovemos uma imagem integral da República Dominicana — não só como destino de sol e praia, mas um país com cultura, natureza, hospitalidade e experiências autênticas — em estreita coordenação com o Ministério do Turismo e o setor privado.

CNN – Punta Cana se prepara para receber a Cúpula das Américas em dezembro. Por que houve a decisão de não convidar Cuba, Venezuela e Nicarágua? O senhor acredita que alguns países do continente poderiam deixar de ir à cúpula com essas três exclusões, como ocorreu com o México na última reunião, em 2022?

Takata – A República Dominicana assumiu a Cúpula das Américas sob as regras do sistema coordenado pela OEA (Organização dos Estados Americanos) desde 1994. Os convites foram emitidos de acordo com esses mesmos critérios, com o propósito de preservar a coerência e a legitimidade do processo multilateral, sem motivações políticas nem ideológicas.

Mantemos relações bilaterais respeitosas e ativas com Cuba, Nicarágua e Venezuela, e valorizamos o diálogo com todos os países do hemisfério. Esta não é uma Cúpula de exclusões, mas uma oportunidade para fortalecer o espaço comum de cooperação interamericana.

Nosso objetivo é que o encontro em Punta Cana seja uma Cúpula do reencontro e diálogo hemisférico, centrada nos temas que unem a região: o desenvolvimento sustentável, a energia, a segurança alimentar e o futuro das nossas sociedades.

FONTE: CNN Brasil
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Logística

Brasil discute futuro da infraestrutura e logística com foco em investimentos e sustentabilidade

Representantes do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) participaram, nesta quarta-feira (22), do encontro “Infraestrutura em Movimento: desafios para transformar o Brasil”, promovido pelo grupo MoveInfra, em Brasília (DF). O evento reuniu autoridades, empresários e especialistas para discutir investimentos e projetos estratégicos em portos, aeroportos, hidrovias, rodovias e ferrovias.

O secretário executivo do MPor, Tomé Franca, destacou que o setor logístico é prioridade do governo federal e apresentou números expressivos de investimento previstos para os próximos anos.

“Na aviação, a expectativa é alcançar R$ 10 bilhões entre 2025 e 2026, somando recursos públicos e privados. Já na área portuária, temos uma carteira robusta de leilões que deve gerar cerca de R$ 30 bilhões em investimentos por meio de arrendamentos. Esse volume mostra a importância que o governo dá à logística, essencial para impulsionar a economia e gerar desenvolvimento em todo o país”, afirmou Franca.

Desafios e mudanças no modelo logístico nacional

O debate também abordou o futuro do transporte de cargas no Brasil. O diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Valter Luís Souza, defendeu uma transição para um sistema mais equilibrado e sustentável.

“Hoje, dois terços das cargas são transportadas por caminhões e 90% dos passageiros viajam por rodovias. Isso é caro e pouco sustentável. Precisamos mudar essa realidade e garantir que os projetos propostos pelo governo se concretizem”, alertou.

Hidrovias ganham protagonismo no novo modelo logístico

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes, destacou que o país vive um “momento de virada” na forma de enxergar o transporte fluvial.

“Pela primeira vez, o Brasil conta com uma secretaria voltada exclusivamente às hidrovias e à navegação, o que reforça o compromisso do governo com o setor”, disse.

Segundo Antunes, o principal projeto é a concessão de serviços hidroviários, inspirada no modelo das concessões rodoviárias. Nesse formato, a infraestrutura permanece pública, mas a execução de serviços como dragagem, sinalização e monitoramento será feita por parceiros privados, com metas de desempenho e contratos de longo prazo.

Aviação e inovação: governo reforça parceria com universidades

No mesmo dia, Tomé Franca e o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, participaram do XXII Simpósio do Transporte Aéreo (Sitraer), promovido pela Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBTA) e pela Universidade de Brasília (UnB). O encontro reuniu pesquisadores e especialistas para debater inovação, segurança e políticas públicas no setor aéreo.

Longo ressaltou que a aproximação entre governo e academia é essencial para aprimorar as políticas públicas.

“O Sitraer é um espaço de troca qualificada. Conseguimos ouvir a academia, identificar oportunidades de melhoria e ajustar rotas para o desenvolvimento do transporte aéreo”, afirmou.

O secretário destacou ainda que o MPor mantém parcerias com universidades em projetos de projeção de demanda e georreferenciamento de sítios aeroportuários, transformando conhecimento técnico em ações práticas e precisas.

“Essa integração agrega valor, aumenta a acurácia das entregas e garante que nossas políticas estejam alinhadas às necessidades do setor e da sociedade”, concluiu Longo.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sérgio Francês

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Internacional

Nigéria e Brasil firmam acordo de US$ 1 bilhão para modernizar a agricultura e fortalecer a segurança alimentar

A Nigéria e o Brasil assinaram um acordo de cooperação de US$ 1 bilhão voltado à modernização da agricultura e ao reforço da segurança alimentar, marcando uma nova fase nas relações bilaterais entre a maior economia da África e a principal potência agroindustrial da América Latina.

O anúncio foi feito em Abuja, após reunião entre o vice-presidente nigeriano Kashim Shettima e o vice-presidente brasileiro Geraldo Alckmin. O acordo prioriza a mecanização em larga escala, a transferência de tecnologia e a criação de centros de capacitação rural, com foco em fortalecer toda a cadeia de valor agrícola — desde a produção até o processamento. Atualmente, o setor emprega mais de 35% da força de trabalho nigeriana, mas responde por menos de 25% do PIB, devido à baixa produtividade.

Da subsistência à produção em escala

O projeto tem como base o modelo brasileiro “Mais Alimentos Internacional”, que impulsionou economias rurais na América Latina por meio de linhas de crédito, difusão tecnológica e cooperativas agrícolas.
Com o novo acordo, a Nigéria deverá receber centenas de tratores modernos, sistemas de irrigação e equipamentos de pós-colheita.

A formação técnica e o desenvolvimento de capacidades também são pilares centrais da parceria. Institutos agrícolas brasileiros colaborarão com universidades e escolas técnicas nigerianas na criação de currículos voltados à gestão do agronegócio, agricultura mecanizada e práticas sustentáveis adaptadas ao clima.

Segundo Shettima, a iniciativa representa “um marco na transição da Nigéria da agricultura de subsistência para uma agricultura comercial sustentável”, em sintonia com o objetivo do governo de atingir uma economia de US$ 1 trilhão até 2030.

Diversificação e atração de investimentos

Além do setor agrícola, o acordo abrange áreas como energia, defesa e infraestrutura. Especialistas interpretam a iniciativa como parte de uma estratégia mais ampla de diversificação econômica, que coloca a agricultura como motor de emprego e alternativa à dependência das oscilações do petróleo.

Para o Brasil, a parceria representa um novo impulso nos mercados agrícolas emergentes da África. Empresas brasileiras dos ramos de fertilizantes, irrigação e engenharia agrícola devem ter papel essencial na execução do programa, abrindo caminho para novos fluxos de investimento Sul-Sul.

Desafios e perspectivas

Apesar do otimismo, o sucesso do projeto dependerá de coordenação eficaz entre os governos federal e estaduais, de mecanismos claros de financiamento e de fiscalização rigorosa para evitar o mau uso dos equipamentos — problema que prejudicou iniciativas anteriores.

Ainda assim, a dimensão e o desenho da parceria Nigéria–Brasil trazem expectativas positivas. Com tecnologia, capacitação e crédito direcionado no centro da estratégia, o acordo pode transformar o cenário agrícola nigeriano e consolidar o país como fornecedor regional de alimentos.

Se plenamente implementado, o programa deverá aprofundar a diversificação econômica da Nigéria e reforçar seu protagonismo na transformação agrícola africana.

FONTE: Further Africa
IMAGEM: Reprodução/Further Africa

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Agronegócio

Farsul: País vive maior crise de crédito rural desde Plano Real, aponta Farsul

Os valores disponíveis para o Crédito Rural no Brasil estão cada vez mais escassos, indica um levantamento realizado pela Assessoria Econômica da Farsul. Há um movimento de retração nos recursos fazendo este ser o pior momento da história desde o Plano Real, em 1995. E o alerta dado pela Federação é de que ainda não chegamos ao ápice da crise.

Conforme os dados divulgados pela Farsul, somente no primeiro trimestre do período da atual safra 2025 – 2026 (jul-ago-set) já há uma queda de 23% nos recursos disponíveis de custeio na comparação com o ciclo anterior. Nos investimentos a queda é de 44%. Esse montante é referente a todo país, no Rio Grande do Sul os percentuais de retração são, respectivamente, 25% e 39%. “Portanto, não há uma diferença que aponte para cá o problema, é um quadro geral. Não estamos vivendo uma crise de crédito no Rio Grande do Sul, por conta de tudo que vivemos. Estamos vivendo uma crise de crédito no Brasil, a maior da história, seguramente”, comenta o economista-chefe da Farsul, Antonio da Luz.

Luz explica que é normal a cada ano o anúncio do Plano Safra superar o anterior. “A agricultura cresce, então sempre o ministro do turno anuncia que o dele é o maior Plano Safra da história. Sim, mas isso é assim desde sempre, porque o agro cresce, a necessidade de dinheiro aumenta”, esclarece. Entretanto, o economista atenta que a maior parte desse recurso não é público, portanto, não é controlado. “75% do dinheiro não recebe um centavo de subsídio, então é natural que ele cresça. Só que nós estamos vivendo um momento diferente. Apesar do anúncio ter sido o do maior Plano Safra da história, estamos vendo a maior distância entre o que se anunciou e o que efetivamente se observou. Isso já no plano safra anterior. E o 2025/2026 ainda não terminou, mas, ele está bem pior do que do ano passado”, alertou.

A diferença entre o anunciado e realizado já aconteceu com frequência nos anos anteriores. “Mas, agora o que nós estamos vendo é algo completamente diferente de tudo. A queda é vertiginosa. Eu Não estou vendo somente uma diferença entre o anúncio e o realizado. Eu estou vendo queda no realizado”, diz Luz. Na prática, os recursos disponibilizados são inferiores ao período anterior. “Antes havia diferença entre o anúncio e o disponível. O anúncio era muito maior que a realidade, mas crescia efetivamente, não o montante anunciado, mas era maior. Agora não, agora há uma queda e grande do valor que é liberado. E isto é a primeira vez que estamos experimentando”, completa.

Para o economista, o resultado pode refletir diretamente nos números da safra que inicia. Há a possibilidade de menor tecnologia nas lavouras e pode, inclusive, impactar no tamanho das áreas cultivadas. “É uma situação mais extrema, mas como nós nunca experimentamos isso antes, entendemos que todas as possibilidades estão sobre a mesa” avalia.

Inadimplência

Atrelado a esse cenário, outro ponto de preocupação está na elevada inadimplência do setor. Em julho de 2025, a taxa de inadimplência estava em 5,14%, a maior registrada até então. “O recorde anterior, que tinha sido em 2017, tinha sido pouco mais de 3% e nos preocupa porque isso ainda está subindo”, alerta Antonio. A taxa com crédito controlado está em 1,86%, enquanto a de taxas de mercado atingiu 9,35%.

Em relação a inadimplência com juros livres, a péssima notícia é que o cenário está longe de ser estabilizado ou retrair, mas, pelo contrário. “O juro livre tem uma correlação com a Taxa Selic de 8 períodos atrás, ou seja, ainda não chegamos no fundo do poço da inadimplência. Vamos aumentar mais porque ainda temos efeitos de aumentos de juros anteriores. Existe uma defasagem entre a decisão do COPOM e o que acontece na economia. Inflação, inadimplência, tudo isso tem efeito defasado. Por isso que o Banco Central chama isso de Horizonte”, explica Luz.

“Uma decisão do COPOM hoje não é para resolver os problemas de hoje, é para resolver os problemas daqui 9 a 12 meses. Então, nós ainda estamos tendo o efeito não da Selic estável em 15%, mas, ela subindo ainda. Ou seja, ainda vai piorar a inadimplência antes de começar a melhorar”, afirma o economista-chefe.

O caminho, para Luz, começa com o Governo Federal anunciando planos exequíveis e enfrentando as questões da inadimplência e disponibilização de recursos de crédito. “Assim como o uso de mitigadores como seguro rural e Proagro que sofreram retrocessos enormes no Brasil nos últimos anos. A crise de confiança sobre o produtor ficou muito grande. Irá leva anos para levantar o seguro de novo”, exemplifica.

Alienação Fiduciária

A origem da inadimplência está relacionada aos juros, mas o aumento dela torna o crédito rural mais escasso e, consequentemente, a crise mais grave. “São duas coisas que caminham juntas, elas se retroalimentam”, destaca Antonio da Luz. “A inadimplência faz com que os bancos aumentem o seu nível de segurança. Só que para aumentar o seu nível de segurança, eles estimulam o aumento da inadimplência, porque o produtor não pega crédito. Ele não tem o que fazer, ele vai lá e vende o produto para comprar insumo e vem a inadimplir”, descreve.

Um dos reflexos está no aumento de exigências para liberação dos recursos. O sistema financeiro passou a utilizar a alienação fiduciária para aprovação e crédito. “O agravamento, em todo o Brasil, das questões ligas a adimplência de obrigações contraídas por produtores e alavancagem demasiada trouxe uma incerteza neste panorama e os bancos aproveitaram a ocasião para se utilizar de um instituto que é o da alienação fiduciária”, ressalta o diretor Jurídico da Farsul, Nestor Hein.

O advogado reforça a orientação da Federação aos produtores sobre a questão. “Temos alertado ao produtor que já está numa situação que não é boa, que está sujeito a licitudes de secas novamente. Qualquer problema que haja, ele poderá não ter o recurso e perder a sua propriedade. Então, que ele procure sempre tomar recursos por outra modalidade. Por hipoteca, por exemplo, ou outros meios que não a alienação fiduciária, que é um meio muito expedido, muito rápido e muito comprometedor do património”, destacou.

Hein faz questão de esclarecer que não se trata de uma crítica ao sistema financeiro ou ao instrumento. “A alienação fiduciária não é um mal. Ela se justifica, por exemplo, na compra de um automóvel, um bem que não tinhas e que se não o pagar, irá perder rapidamente. Agora, para quem não está nessa situação, é algo que não recomendamos. Não é nada contra o sistema bancário. Mas, se trata de uma atividade que é feita a céu aberto, sujeita a intempéries. Uma garantia tão larga não nos parece uma boa ideia e não aconselhamos”, justifica.

FONTE: Farsul
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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Internacional

No Sudeste Asiático, Lula buscará mercado de 680 milhões de habitantes

Viagem à Malásia e Indonésia pode ampliar exportações brasileiras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta terça-feira (21) para o Sudeste Asiático, onde visitará a Indonésia e Malásia. A programação inclui participações na cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) e no encontro de líderes do Leste Asiático (EAS). Lula também participará de reuniões bilaterais com os países anfitriões e outros chefes de Estado visitantes, incluindo um possível encontro com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que ainda não está confirmado. O presidente retorna ao Brasil no dia 28.

Entre os principais objetivos da viagem, segundo o governo brasileiro, está uma aproximação política com os países da região e a possibilidade de expansão do comércio bilateral.

“É a primeira vez que um presidente brasileiro participa, como convidado, de uma cúpula da Asean”, destacou o embaixador Everton Frask Lucero, que é diretor do Departamento de Índia, Sul e Sudeste da Ásia do Palácio Itamaraty, em conversa com jornalistas para detalhar a viagem.

“É uma oportunidade de encontro e reunião com diversos líderes mundiais, já que todos os grandes países têm algum tipo relação com a Asean e participam da cúpula”, observou. Entre os encontros já confirmados, por exemplo, está o de Lula com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, previsto para domingo (26), em Kuala Lumpur, na Malásia.

Fundada em 1967 pela Indonésia, Malásia, pelas Filipinas, por Singapura e Tailândia, a Asean é uma organização regional que promove a cooperação econômica, política, de segurança e sociocultural entre os seus membros. Além dos países fundadores, o bloco é composto também por Brunei, Laos, Mianmar, pelo Vietnã, Camboja e, durante esta próxima cúpula, receberá formalmente a adesão do Timor Leste, que se tornará o 11º membro.

“Do ponto de vista econômico, os 11 países, considerando o Timor Leste, que agora entra para a associação, eles somam mais de 680 milhões de habitantes com PIB [Produto Interno Bruto] agregado de cerca de US$ 4 trilhões. Considerados em conjunto, então, eles formariam o terceiro maior país em termos populacionais e a quarta maior economia do mundo”, apontou Lucero.

O embaixador ainda destacou que o comércio do Brasil com os países da Asean superou US$ 37 bilhões no ano passado e continua crescendo. Se fosse um único país, a Asean seria o quinto principal parceiro comercial do Brasil, atrás da China, União Europeia, dos Estados Unidos e da Argentina.

Em meio a uma conjuntura de imposição de tarifas unilaterais no comércio internacional, a Asean pode ampliar ainda mais as possiblidades de escoamento de produtos brasileiros exportados, já que os países do bloco responderam, no ano passado, por mais de 20% do superávit de comércio exterior global do Brasil, com um saldo favorável à balança nacional da ordem de US$ 15,5 bilhões, segundo informou o Itamaraty.

Programação na Indonésia

A primeira parada de Lula será Jacarta, capital da Indonésia, a maior economia da região, onde o presidente será recebido em visita de Estado para reafirmar a relação estratégica bilateral. É também uma retribuição da recente visita do presidente indonésio, Prabowo Subianto, ocorrida em julho deste ano, logo após a 17ª Cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro.

A chegada de Lula ao país está prevista para as 15h30 (horário local) desta quarta-feira (22), sem agenda oficial. O fuso horário de Jacarta é de 10 horas à frente do horário de Brasília. No dia seguinte, quinta-feira (23), a partir das 10h30 (0h30 em Brasília), está marcada a cerimônia oficial de recepção a Lula, à primeira-dama Janja da Silva e aos demais integrantes da comitiva brasileira no Palácio Presidencial da Indonésia, seguida de reunião privada entre Lula e Subianto. Os dois presidentes se reúnem posteriormente com ministros dos dois lados, para assinatura de atos oficiais, que devem incluir ao menos um memorando de entendimento na área de energia renovável, segundo informações do Itamaraty. Por fim, fazem uma declaração à imprensa.

“A Indonésia é parceiro estratégico do Brasil desde 2008, é a terceira maior democracia do mundo, a quarta nação mais populosa e a principal economia da Asean. Os contatos de alto nível entre o Brasil e a Indonésia têm se intensificado nos últimos anos.

O ministro Mauro Vieira [chanceler] esteve lá em 2023, no primeiro ano do atual governo, quando foi firmado o plano de ação revitalizado da nossa parceria estratégica, que prevê a aproximação dos dois países em termos de diálogo e cooperação em diversas áreas tanto da pauta bilateral, quanto das negociações multilaterais”, afirmou o embaixador Lucero. Entre as áreas de interesse prioritário do Brasil e da Indonésia estão comércio agrícola, segurança alimentar, bioenergia, desenvolvimento sustentável e defesa.

Após almoço oferecido pelo presidente da Indonésia, Lula continua a tarde em Jacarta, onde participará do encerramento de um fórum empresarial com representantes dos dois países. Apenas entre os brasileiros, estão sendo esperados cerca de 100 empresários. Na sexta-feira (24), o presidente tem encontro marcado com o secretário-geral da Asean, o cambojano Kao Kim Hourn. A sede da entidade fica na capital da Indonésia. À tarde, Lula embarca para Kuala Lumpur, na Malásia.

Asean e Honoris Causa

Na Malásia, a programação de Lula começa sábado (25), com a visita oficial ao país e reunião com o primeiro-ministro malaio Anwar Ibrahim. Os dois líderes vêm desenvolvendo uma aproximação política nos últimos anos, especialmente por compartilharem visões comuns em temas globais como a questão Palestina, a guerra na Ucrânia, o combate à fome e a necessidade de reforma no sistema de governança global.

“O que é interessante notar é que já  somos um parceiro comercial da Malásia de longa data, tradicional, mas nunca tínhamos chegado no ponto de elevar essa parceria para um nível que fosse, digamos, mais político, mais visível politicamente. Então, a viagem à Malásia agora é uma afirmação de que estamos ampliando a nossa presença, estamos com voz ativa e interesses concretos num país que é central na dinâmica de crescimento da região do Sudeste Asiático, uma das mais dinâmicas economicamente deste século”, argumentou o embaixador Everton Frask Lucero.

Na parte de cooperação bilateral, Brasil e Malásia devem assinar memorandos relacionados à produção de semicondutores, segmento em que o país asiático é uma potência, e também em outras matérias de ciência, tecnologia e energia renovável.

Ainda no próximo sábado (25), Lula receberá o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Nacional da Malásia, ocasião que um fará um discurso sobre a visão brasileira das relações sociais, culturais e políticas com a Ásia.

No domingo (26), o presidente participa da sessão de abertura da 47ª Cúpula da Asean, na parte da manhã, horário local. Nesse dia, ele deve participar de dois eventos com empresários brasileiros e malaios e outro com o fórum de empresários da Asean. 

Encontros bilaterais

O período da tarde deste dia está reservado para encontros bilaterais com outros líderes. Até o momento, só há a confirmação da reunião com Narendra Modi, da Índia, mas outros encontros deverão ser confirmados. 

Há ainda a expectativa de uma possível reunião, nesse dia, entre Lula e Trump, em meio a tratativas de reaproximação entre o Brasil e os Estados Unidos desde a imposição de tarifas comerciais pelo governo norte-americano, em agosto. Trump é um dos líderes estrangeiros aguardados na Cúpula da Asean e da Cúpula do Leste Asiático, que ocorrerá em seguida.

A viagem de Lula prossegue na segunda-feira (27), com a participação do presidente na 20ª Cúpula do Leste Asiático, a EAS (na sigla em inglês), também em Kuala Lumpur. Nesse encontro, ele fará um discurso aos demais líderes presentes.

A EAS é um fórum que reúne 18 países da Ásia e da Oceania, incluindo os membros da própria Asean, além da Rússia, dos EUA, da Coreia do Sul, Austrália, Índia, China, do Japão e da Nova Zelândia. Os encontros costumam ser anuais, normalmente após as cúpulas da Asean.

FONTE: Agência Brasil
IMAGEM: Valter Campanato/Agência Brasil

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Agronegócio

Abertura de novos mercados para o Brasil nos Estados Unidos, no Irã, em Santa Lúcia e no Uruguai

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 453 novas aberturas de mercado desde o início de 2023

O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias e fitossanitárias com quatro países, que resultaram em nove novas aberturas de mercado para o agronegócio brasileiro.

Nos Estados Unidos, as autoridades locais aprovaram as exportações brasileiras de alimentos para cães com origem vegetal. Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil exportou mais de US$ 9 bilhões em produtos agropecuários para os Estados Unidos.

No Irã, as autoridades locais autorizaram o Brasil a exportar sementes de abobrinha e sementes de melancia. Entre janeiro e setembro de 2025, as exportações agrícolas do Brasil para o Irã superaram US$ 1,8 bilhão, com destaque para milho, produtos do complexo soja e do complexo sucroalcooleiro.

Em Santa Lúcia, as autoridades locais aprovaram as exportações brasileiras de carne de aves e seus produtos, carne suína e seus produtos, bem como carne bovina e seus produtos. Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil exportou mais de US$ 216 milhões em produtos agropecuários para a Comunidade do Caribe (CARICOM), de que Santa Lúcia faz parte.

No Uruguai, as autoridades locais autorizaram as exportações brasileiras de mudas de eucalipto, mudas de oliveira e plantas ora-pro-nóbis. Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil exportou mais de US$ 719 milhões em produtos agropecuários para o Uruguai, com destaque para proteína animal, produtos florestais, mate, fibras e produtos têxteis.

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 453 novas aberturas de mercado desde o início de 2023.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
IMAGEM: Redação/Ministério da Agricultura e Pecuária

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