Evento

Entenda a cobrança de ingressos e o credenciamento na Intermodal South America

A Intermodal South America, principal evento da América Latina voltado aos setores de logística, transporte, intralogística, tecnologia e comércio exterior, passou por uma mudança importante em seu modelo de acesso. A partir de 2026, a feira adotou a cobrança de ingressos para visitantes, com o objetivo de qualificar ainda mais o público e reforçar o caráter profissional do evento.

A medida acompanha uma tendência observada em grandes feiras internacionais, que buscam garantir um ambiente mais direcionado à geração de negócios, networking estratégico e troca de conhecimento técnico entre profissionais do setor.

Valores dos ingressos e modalidade solidária

De acordo com informações oficiais da organização, os ingressos para a Intermodal South America passam a ter dois valores principais:

  • R$ 150,00 (inteira)
  • R$ 75,00 (meia-solidária), mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível

A modalidade solidária reforça o compromisso social do evento, destinando os alimentos arrecadados para ações sociais apoiadas pela organização.

O que o ingresso dá acesso

O ingresso adquirido garante acesso à área de exposição da feira durante os três dias do evento, além das atrações gratuitas oferecidas pela programação oficial. Entre elas, estão arenas de conteúdo como a TI Innovations e a Arena Intermodal, que reúnem apresentações, debates e discussões sobre inovação, tecnologia e tendências do setor logístico.

É importante destacar que o ingresso não inclui automaticamente o acesso ao Interlog Summit, congresso técnico que ocorre paralelamente à feira e pode exigir um tipo de credencial específica ou aquisição separada.

Como funciona o credenciamento

O credenciamento para a Intermodal South America é realizado exclusivamente de forma online, incluindo a compra do ingresso. Após a confirmação, é obrigatória a impressão da credencial, que será utilizada para acesso ao evento nos dias da feira.

A organização recomenda que visitantes realizem o credenciamento com antecedência, evitando filas e imprevistos no local.

Um público mais qualificado e engajado

A adoção do modelo de cobrança tem como principal objetivo atrair um público mais engajado, profissional e alinhado ao perfil estratégico da Intermodal. Com isso, a feira fortalece seu posicionamento como um ambiente de negócios, conteúdo e conexões de alto valor para toda a cadeia logística e de comércio exterior.

ReConecta marca presença pelo terceiro ano consecutivo

o ReConecta marca presença pelo terceiro ano consecutivo na Intermodal South America 2026, consolidando seu estande G100 como um ponto estratégico de encontro, relacionamento e geração de oportunidades dentro da feira.

Na edição de 2025, o estande compartilhado do Reconecta reuniu 10 empresas parceiras e recebeu mais de 3.500 visitantes, reforçando a força do modelo colaborativo e a relevância da marca como hub de conexões no setor logístico, de comércio exterior e transporte.

Para este novo ano, a expectativa é ampliar ainda mais o alcance, fortalecer parcerias estratégicas e seguir contribuindo para um ambiente de troca qualificada, negócios e conteúdo relevante dentro do maior evento de logística das Américas.

Isenção para parceiros do ReConecta

Parceiros do ReConecta contam com uma vantagem exclusiva: um código promocional que isenta o pagamento do ingresso de entrada na feira. A iniciativa faz parte da proposta do ReConecta de facilitar o acesso ao evento e ampliar a presença de profissionais e empresas estratégicas dentro da Intermodal.

O código é válido para acesso à área de exposição e às atrações gratuitas da feira, conforme as regras estabelecidas pela organização do evento.

SERVIÇO

📅 Quando 

A Intermodal South America ocorre de 14 a 16 de abril de 2026.

📍 Onde 

Distrito Anhembi
São Paulo (SP) – Brasil

MAIS INFORMAÇÕES: https://www.intermodal.com.br/ 

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Economia

Crescimento econômico na América Latina: as 10 economias que mais devem avançar em 2026, segundo a Cepal

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) projeta um 2026 de crescimento moderado para a região. De acordo com as estimativas divulgadas no fim de 2025, a América do Sul deve desacelerar de 2,9% para 2,4%, enquanto o conjunto de América Latina e Caribe deve registrar expansão de 2,3%.

O cenário não indica retração econômica, mas reforça a tendência de baixo crescimento estrutural, que há anos limita o avanço mais consistente das economias latino-americanas.

Média regional esconde diferenças relevantes

Apesar do desempenho agregado modesto, os números revelam contrastes importantes entre os países. Parte significativa da expansão regional vem de casos específicos, que elevam a média.

O principal exemplo é a Guiana, que deve crescer 24% em 2026, impulsionada pela produção de petróleo. O ritmo acelerado, no entanto, não reflete a realidade da maior parte dos vizinhos.

A própria Cepal destaca que o Caribe apresenta taxas elevadas de crescimento, mas o resultado perde força quando a Guiana é retirada do cálculo — evidenciando o chamado “efeito lupa” nas estatísticas regionais.

Argentina aparece entre os destaques, mas com desafios

A Argentina, sob o governo de Javier Milei, surge entre as economias com maior expansão prevista, com alta estimada em 3,8% para 2026.

Apesar da projeção positiva, os dados do fim de 2025 indicavam um percurso irregular. O PIB argentino avançou 0,3% no terceiro trimestre, abaixo das expectativas, com as exportações sustentando o resultado em meio a um ambiente econômico ainda desafiador.

As 10 economias da América Latina que mais devem crescer em 2026

Segundo as projeções da Cepal, os países com maior crescimento econômico esperado para 2026 são:

  1. Guiana – 24,0%
  2. República Dominicana – 4,3%
  3. Panamá – 4,2%
  4. Guatemala – 4,0%
  5. Honduras – 4,0%
  6. Paraguai – 4,0%
  7. Argentina – 3,8%
  8. Costa Rica – 3,8%
  9. **Nicarágua – 3,4%
  10. Suriname – 3,4%

O levantamento reforça que, embora haja focos de dinamismo, o cenário regional segue marcado por crescimento desigual, dependência de fatores externos e desafios estruturais que limitam uma expansão mais robusta.

FONTE: Revista Forum
TEXTO: Redação
IMAGEM: – Wikipédia/Reprodução

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Logística

CMA CGM define novas tarifas FAK do subcontinente indiano para a América Latina

A CMA CGM anunciou a adoção de novas tarifas FAK (Freight All Kinds) para embarques com origem no subcontinente indiano e destino à América Latina. Os novos valores passam a valer a partir de 15 de fevereiro de 2026, conforme comunicado da companhia marítima.

As tarifas contemplam o frete marítimo básico e os adicionais relacionados ao combustível, mas não incluem cobranças extras, como taxas de manuseio em terminal (THC), sobretaxa de alta temporada e encargos de segurança, que poderão ser aplicados conforme o caso.

Tarifas variam conforme destino e tipo de contêiner

Entre os principais portos atendidos, a CMA CGM estabeleceu tarifas de US$ 2.900 para contêineres de 20 e 40 pés com destino a Caucedo. Já para Buenaventura, San Antonio, Callao e Guayaquil, os valores variam entre US$ 2.200 e US$ 2.400, de acordo com o tamanho do equipamento.

No caso de Kingston, as tarifas FAK foram fixadas em US$ 3.000 para contêineres de 20 pés e US$ 3.300 para os de 40 pés.

Portos do Caribe e Panamá têm ampla variação de preços

Para destinos como Manzanillo (Panamá), Cartagena, La Guaira e Puerto Cabello, os valores anunciados pela companhia variam entre US$ 2.400 e US$ 4.500, dependendo do tipo e da dimensão do contêiner utilizado no transporte.

Carga seca e perigosa estão incluídas

As novas tarifas FAK da CMA CGM se aplicam tanto a cargas secas quanto a cargas perigosas, com destino à América Central e à costa oeste da América do Sul. A empresa reforçou que outros encargos locais podem ser adicionados e que a relação completa de sobretaxas está disponível em seu portal oficial de tarifas.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Internacional

Mercados emergentes sustentam resultados de gigantes de consumo diante da fraqueza dos EUA

A desaceleração do consumo nos Estados Unidos tem pressionado os resultados das maiores multinacionais de bens de consumo do mundo. Em contrapartida, o desempenho de mercados emergentes, especialmente América Latina, com destaque para Brasil e México, além de Ásia, puxada por China e Índia, tem ajudado a equilibrar receitas e lucros das companhias globais.

O cenário reflete a perda de poder de compra da classe média americana, que passou a buscar mais promoções e preços baixos, segundo balanços financeiros do quarto trimestre e teleconferências com analistas acompanhadas nas últimas semanas.

Crescimento impulsionado por volumes na Ásia e preços na América Latina

Apesar do avanço nas duas regiões, a dinâmica é diferente. Na Ásia, o crescimento tem sido sustentado principalmente pelo aumento de volumes. Já em Brasil e México, o desempenho positivo decorre, em grande parte, de reajustes de preços e mudanças no mix de produtos promovidas por grandes marcas globais.

Executivos de empresas como Procter & Gamble, PepsiCo, Colgate-Palmolive e Unilever relataram a analistas um ambiente de consumo fraco ou em desaceleração nos Estados Unidos, enquanto destacaram a resiliência dos mercados fora do país.

Procter & Gamble reforça foco em Brasil e México

A Procter & Gamble (P&G), terceira maior empresa global de bens de consumo em vendas trimestrais, apontou que o segundo semestre de 2025 foi marcado por mercados mais fracos, concorrência intensa e um ambiente geopolítico instável.

Segundo o diretor financeiro, Andre Schulten, o principal ponto positivo foi a força das operações fora dos EUA. Na América Latina, a companhia registrou crescimento de 8% no quarto trimestre, enquanto a Europa avançou 3%, a China 3% e a região que inclui Ásia, Oriente Médio e África cresceu 2%.

A empresa, dona de marcas como Pampers, Gillette, Oral-B e Downy, destacou que inovações em produtos no Brasil e no México ainda estão em fase inicial nos EUA. A expectativa é de melhora gradual no mercado americano à medida que essas estratégias avancem.

Como parte da reavaliação estratégica, a P&G reorganizou suas operações na América Latina e ajustou o modelo de negócios na Argentina, priorizando Brasil e México. Segundo o CEO Shailesh Jejurikar, essa abordagem mais focada no consumidor levou a um crescimento de 9% no Brasil, acima da média do mercado.

Coca-Cola e Colgate veem América Latina como pilar de crescimento

A Coca-Cola informou que, no quarto trimestre, a América Latina registrou alta de 10% nas vendas e 4% em volume, impulsionadas por aumento de preços e mix de produtos. Na América do Norte, o crescimento foi mais moderado, com vendas em alta de 5% e volume de apenas 1%.

Na Ásia, incluindo China e Índia, a empresa observou queda de 3% no indicador de preço/mix, contrastando com o avanço visto nos países latino-americanos.

A Colgate-Palmolive, por sua vez, também sentiu os efeitos da desaceleração americana. Na América do Norte, as vendas líquidas recuaram 1,5%, com queda de volume de 2,3%. Já na América Latina, a empresa registrou aumento de 12,8% nas vendas e crescimento de 2,3% em volume, tornando a região a segunda mais dinâmica da companhia, atrás apenas de África/Eurásia.

Brasil e México apresentaram crescimento de um dígito alto, com bom desempenho nas categorias de higiene bucal, cuidados pessoais e limpeza doméstica, embora a empresa não divulgue dados por país.

Consumo brasileiro mostra sinais de desaceleração

Apesar de condições relativamente melhores, dados do varejo indicam desaceleração da demanda no Brasil desde o segundo semestre de 2025. O aumento do endividamento das famílias, pressionado por juros elevados, tem afetado volumes em supermercados e atacarejos.

De acordo com a NielsenIQ, o faturamento desses canais cresceu 8,1% em 2025, enquanto o volume avançou apenas 1,9%. Executivos do setor avaliam que o mercado brasileiro é mais aberto à inovação e menos competitivo do que o americano, o que permite respostas mais rápidas a mudanças estratégicas.

Unilever e PepsiCo revisam estratégias de preços

A Unilever alertou para riscos associados à instabilidade política no Brasil e em outros mercados da região. O CEO Fernando Fernandez afirmou que a empresa precisou recuar em reajustes de preços no segmento de cuidados com a casa, especialmente no Brasil, devido à volatilidade cambial e à complexidade tributária.

A PepsiCo anunciou que pretende reduzir preços em até 15% nos Estados Unidos, apostando em ganhos de produtividade para compensar margens menores. A empresa, que controla marcas como Pepsi, Quaker, Doritos e Toddy, afirmou que o consumidor americano de renda média e baixa está mais pressionado, enquanto outros mercados apresentam cenário mais favorável.

Segundo o CEO Ramon Laguarta, a companhia vê tendências positivas no México, na China e no Oriente Médio, enquanto o Brasil segue em trajetória estável. Em 2025, a PepsiCo faturou US$ 1,7 bilhão no Brasil, alta de 1%.

Inovação e premiumização como resposta à crise

Diante das dificuldades nos EUA, as empresas estão reforçando estratégias de inovação, premiumização e controle de porções. A Colgate destacou um pipeline robusto de lançamentos para 2026, enquanto a PepsiCo aposta em embalagens menores e produtos com fibra e proteína, alinhados às novas demandas do consumidor.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Colgate-Palmolive

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Aeroportos

DHL reposiciona operação e transforma Brasil em hub logístico da América Latina

A DHL Global Forwarding redefiniu sua estratégia logística na América Latina e colocou o Brasil como eixo central da distribuição de cargas na região. A companhia passou a priorizar os aeroportos de Guarulhos (GRU) e Viracopos (VCP), em São Paulo, como hubs regionais, reduzindo a dependência histórica de Miami, nos Estados Unidos.

Com o novo modelo, a multinacional projeta um crescimento de até 30% no volume de cargas consolidadas até o fim de 2026, impulsionado principalmente por segmentos de alta complexidade, como tecnologia, indústria automotiva e óleo e gás.

Nova malha logística aposta na posição estratégica do Brasil

Na prática, a DHL está substituindo o fluxo tradicional de redistribuição via América do Norte por uma estrutura centrada no território brasileiro. A decisão leva em conta fatores como a localização geográfica privilegiada, a infraestrutura aeroportuária robusta e a conectividade aérea elevada, que soma mais de 600 voos internacionais por mês.

“O Brasil reúne hoje as condições para assumir o protagonismo logístico da região”, afirma Eric Brenner, CEO da DHL Global Forwarding no país. Segundo ele, o objetivo é criar rotas mais eficientes, rápidas e competitivas, reduzindo custos e gargalos operacionais.

Menos etapas, mais segurança e eficiência

Historicamente, cargas vindas da Ásia e da Europa com destino ao Cone Sul passavam por Miami antes de seguir para outros países latino-americanos. A nova estratégia inverte esse caminho, utilizando o Brasil como ponto de triagem e redistribuição.

O modelo reduz etapas de manuseio, mantém mercadorias em zona alfandegária e diminui riscos para produtos de alto valor agregado, como componentes industriais e eletrônicos. A operação também conta com investimentos em digitalização, padronização de processos e maior controle logístico.

“A proposta é aproveitar a malha aérea existente para otimizar rotas e reduzir custos”, explica André Maluf, diretor de Produto Aéreo da DHL. Ele destaca ainda que o superávit da balança comercial brasileira, com exportações acima das importações em valor, favorece ganhos de escala.

GRU e Viracopos terão papéis complementares

No desenho operacional, os dois principais aeroportos paulistas terão funções distintas. Guarulhos se destaca pela alta frequência de voos internacionais, ideal para conexões rápidas e cargas menores. Viracopos, por sua vez, absorve volumes maiores, mantendo agilidade nas conexões e eficiência operacional.

Ambos serão base para atender setores que exigem prazo curto, precisão logística e alto nível técnico. A expectativa da empresa é alcançar ganhos de 10% a 30% em eficiência logística, consolidando o Brasil como hub para o envio de cargas da Ásia e Europa a mercados como Chile, Argentina, Colômbia e Peru.

Com a ampliação dessa estratégia, a DHL aposta que o Brasil deixará de ocupar uma posição periférica na cadeia global para se firmar como um centro logístico latino-americano de referência.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerard Bottino/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

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Negócios

CNI lança mapeamento sobre desafios das mulheres no comércio internacional na América Latina

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) iniciou nesta quinta-feira (29) uma consulta empresarial voltada para identificar obstáculos que limitam a participação de mulheres no comércio internacional, com foco na América Latina e Caribe. O projeto é conduzido pelo Fórum Nacional da Mulher Empresária (FNME) e acontece durante a missão empresarial da CNI no Panamá, dando continuidade a um mapeamento semelhante realizado no B20 Brasil no ano passado.

“No Brasil, apenas 14% das empresas exportadoras têm liderança feminina. Ampliar esse número é essencial para fortalecer competitividade e inovação na indústria”, afirma Janete Vaz, vice-presidente do FNME e presidente do Conselho de Administração do Grupo Sabin.

Parcerias estratégicas para identificar gargalos

A consulta será realizada em colaboração com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e a OCDE, e tem como objetivo identificar demandas de suporte, barreiras e oportunidades para orientar políticas públicas e investimentos voltados à liderança feminina no setor exportador.

O que é o Fórum Nacional da Mulher Empresária

O FNME é coordenado pela CNI e atua na promoção da diversidade de gênero, liderança feminina e empreendedorismo no setor industrial brasileiro. Composto por conselheiras de destaque, o fórum desenvolve políticas de igualdade, programas de capacitação e apoio para mulheres em cargos de gestão, reforçando a presença feminina na indústria.

Comitiva de destaque na missão empresarial

Além de Janete Vaz, integram a comitiva no Panamá as empresárias e conselheiras do FNME: Elisa Kovalski, consultora da Dom Cabral; Laura Oliveira, CEO do Grupo Levvo; Marianne Feldmann, CEO da FIB Assessoria em Negócios Internacionais; e Glória Guimarães, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS).

Missão empresarial no Panamá reforça protagonismo brasileiro

Entre os dias 27 e 30 de janeiro, a CNI lidera a Missão Empresarial ao Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe (ALC), reunindo mais de 100 empresários brasileiros. O objetivo é fortalecer a presença do setor produtivo brasileiro em um dos principais espaços de diálogo regional sobre crescimento sustentável, inclusão e competitividade.

FONTE: Portal da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Pinheiro/CNI

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Tecnologia

WhatsApp atinge 80% de conversão e se consolida como modelo de comércio conversacional para EUA e Europa

A América Latina sempre teve a conversa como base das relações comerciais. Do mercadinho de bairro às negociações com distribuidores, a proximidade e o diálogo moldaram a identidade econômica da região. Com a popularização do WhatsApp, essa dinâmica migrou naturalmente para o ambiente digital, dando força ao chamado comércio conversacional, sem rupturas ou barreiras tecnológicas.

Segundo Andrés Stella, COO da Yalo, empresa especializada em jornadas conversacionais entre indústria e varejo, o fenômeno foi uma evolução de hábitos já consolidados. “O comerciante não precisou aprender algo novo; apenas ampliou um comportamento existente. O WhatsApp virou o balcão digital por estar no bolso de todos e resolver a dor da simplicidade”, afirma.

Simplicidade que ganhou escala no varejo

A digitalização trouxe eficiência, mas também desafios. Pequenos varejistas passaram a lidar com múltiplos sites e aplicativos para comprar de diferentes fornecedores, o que se mostrou inviável no dia a dia. Nesse contexto, o WhatsApp eliminou a complexidade ao centralizar pedidos, negociações e suporte em um único canal.

A Yalo estruturou esse comportamento ao integrar catálogos digitais, recomendações automáticas, pagamentos e assistência diretamente no aplicativo de mensagens. “Tudo acontece no canal que o lojista já usa diariamente”, resume Stella.

Brasil lidera adoção do WhatsApp como canal de pedidos

No varejo brasileiro, a tendência já está consolidada. Dados da Yalo indicam que 39% dos lojistas utilizam o WhatsApp como principal canal de pedidos junto a fornecedores, enquanto 26% já recorrem a sugestões automáticas de reposição dentro do aplicativo.

Esse movimento é reforçado por números da Meta. Pesquisa realizada pela Morning Consult, com 2.363 líderes empresariais da América Latina, aponta que 9 em cada 10 empresas consideram os aplicativos da Meta essenciais para os negócios, com destaque para WhatsApp Business, Instagram e Facebook, citados pelo alto retorno sobre investimento e geração de vendas.

Impacto direto no faturamento das empresas

Os resultados aparecem de forma clara no caixa das companhias. No Brasil, 93% das empresas que utilizam ferramentas da Meta relataram aumento de receita, sendo 73% com crescimento acima de 25%. Na Argentina, 84% registraram alta no faturamento; na Colômbia, 90%; e no México, também 90%, com mais da metade superando a marca de 25%.

América Latina surpreende executivos globais

As métricas chamam a atenção de executivos dos Estados Unidos, Europa e Ásia. De acordo com Stella, taxas de conversão próximas de 80%, recompra quase diária e adoção imediata causam surpresa em reuniões internacionais.

“Quando a jornada é fluida dentro do WhatsApp, o comerciante adere instantaneamente. Ele confia no canal, já se comunica ali. O crescimento é rápido e foge do padrão das interfaces tradicionais”, explica.

Escalabilidade transforma a região em referência global

O ponto de virada foi a escala. Projetos que saltaram de dezenas para centenas de milhares de lojas em poucos meses mostraram que o modelo era replicável fora da região. Um dos principais exemplos é o da Coca-Cola FEMSA, que digitalizou mais de 1 milhão de pequenos comércios via WhatsApp com a plataforma da Yalo.

A jornada inclui histórico de pedidos, campanhas segmentadas, integração com preço, estoque e logística, além de repetição automática de compras. O resultado: cerca de 80% de conversão e mais de 60% das lojas realizando pedidos recorrentes. “O WhatsApp deixou de ser apenas comunicação e virou infraestrutura crítica de vendas”, resume o executivo.

Três lições que EUA e Europa tentam absorver

Para Stella, há três aprendizados centrais do modelo latino-americano. O primeiro é que o canal certo vale mais do que uma tecnologia nova. O segundo é entender que o chat é canal de vendas, não apenas atendimento. E o terceiro é que IA e automação escalam eficiência, enquanto o fator humano maximiza conversão.

“O equilíbrio entre tecnologia e relacionamento é o segredo. A automação prepara o terreno, mas o humano constrói a confiança”, destaca.

Inteligência artificial acelera o comércio conversacional

O interesse por inteligência artificial generativa cresce rapidamente na região. Segundo a Meta, 88% das empresas no Brasil e 89% no México demonstram apetite pela tecnologia, com mais da metade já utilizando IA para automação, eficiência e personalização.

Nesse cenário, a Yalo lançou o Oris, um agente inteligente capaz de vender em escala como os melhores vendedores humanos. A solução entende mensagens de voz, faz recomendações estratégicas e atua de forma proativa em canais como WhatsApp, chamadas de voz e aplicativos.

Futuro passa por IA, multimodalidade e pagamentos in-chat

Stella afirma que a IA será o “motor invisível” do relacionamento comercial, permitindo personalização em larga escala. A combinação entre humanos e agentes inteligentes deve preservar a cultura local do varejo e ampliar a proximidade com o consumidor.

Entre as próximas evoluções globais estão interações multimodais (texto, áudio, imagem e vídeo), agentes de IA mais autônomos e pagamentos integrados dentro do chat, conectados a ERPs locais. “Já existem casos em que o lojista envia a foto da prateleira e a IA monta o pedido ideal. Isso será padrão em breve”, projeta.

Para o COO da Yalo, a mensagem final é clara: “A América Latina não reinventou o varejo com o WhatsApp. Ela apenas levou a internet para a força da conversa. E isso se tornou uma vantagem competitiva global”.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Terra

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Internacional

Brasil e aliados defendem solução pacífica para crise na Venezuela e rejeitam uso da força

Os governos de Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram, em 4 de janeiro de 2026, um posicionamento conjunto sobre os acontecimentos recentes na Venezuela. Diante da gravidade da situação, os países reafirmaram compromisso com os princípios da Carta das Nações Unidas e manifestaram forte preocupação com ações militares realizadas de forma unilateral em território venezuelano.

Segundo a declaração, essas iniciativas violam normas fundamentais do direito internacional, como a proibição do uso ou da ameaça do uso da força, além de ferirem a soberania e a integridade territorial dos Estados. Os governos alertam que esse tipo de ação representa um risco à paz regional, à ordem internacional baseada em regras e à segurança da população civil.

Defesa do diálogo e da vontade do povo venezuelano

No documento, os países reiteram que a crise na Venezuela deve ser solucionada exclusivamente por meios pacíficos, com base no diálogo, na negociação e no respeito à vontade do povo venezuelano, sem interferências externas.

A posição conjunta destaca que apenas um processo político inclusivo, conduzido pelos próprios venezuelanos, pode levar a uma saída democrática, duradoura e alinhada à dignidade humana, sempre em conformidade com o direito internacional.

América Latina é reafirmada como zona de paz

Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha reforçam ainda o entendimento de que a América Latina e o Caribe devem permanecer como uma zona de paz, construída sobre os princípios do respeito mútuo, da não intervenção e da solução pacífica de controvérsias.

Nesse contexto, os governos fazem um apelo à unidade regional, independentemente de divergências políticas, diante de qualquer ação que ameace a estabilidade regional. O grupo também conclama as Nações Unidas e outros mecanismos multilaterais a utilizarem seus bons ofícios para promover a desescalada das tensões e preservar a paz.

Alerta sobre controle externo de recursos estratégicos

Outro ponto destacado na declaração é a preocupação com eventuais tentativas de controle governamental, administração externa ou apropriação de recursos naturais e estratégicos da Venezuela. Segundo os países signatários, esse tipo de iniciativa é incompatível com o direito internacional e pode gerar impactos negativos na estabilidade política, econômica e social da região.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM:

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Economia

Crescimento econômico em 2026: México deve figurar entre os países com menor expansão

A economia do México tende a apresentar um dos desempenhos mais fracos da América Latina em 2026, segundo projeções da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe). A estimativa aponta para um ritmo de crescimento reduzido, influenciado principalmente por um cenário externo desafiador.

Ambiente externo pressiona a economia mexicana

De acordo com a Cepal, o baixo dinamismo econômico do México está diretamente ligado a fatores externos, com destaque para a política comercial e migratória dos Estados Unidos. A forte dependência da economia mexicana em relação ao mercado norte-americano torna o país mais vulnerável a mudanças regulatórias, tarifas e restrições impostas por Washington.

Crescimento abaixo da média regional

A expectativa é que o México permaneça, em 2026, entre os países com menor taxa de crescimento econômico da região, destoando de outras economias latino-americanas que podem apresentar desempenho mais robusto. O cenário reforça os desafios estruturais do país, como baixa produtividade e limitações ao investimento.

Desafios para retomada mais consistente

Segundo a Cepal, a combinação de incertezas externas, menor estímulo ao comércio internacional e ajustes nas cadeias produtivas globais limita a capacidade de aceleração da economia mexicana no curto prazo. O organismo destaca que, sem mudanças significativas no ambiente internacional ou na política econômica doméstica, o crescimento deve seguir contido.

FONTE: El Economista
TEXTO: Redação
IMAGEM: Infográfico EE

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Internacional

China lança novo plano estratégico para América Latina e Caribe

O governo chinês divulgou nesta quarta-feira (10) o terceiro Livro de Políticas para a América Latina e o Caribe (ALC), reafirmando sua estratégia de longo prazo na região. Segundo a agência Xinhua, este é o terceiro documento do tipo publicado em menos de vinte anos, sucedendo as versões de 2008 e 2016.

A nova publicação atualiza diretrizes, reafirma compromissos diplomáticos e econômicos e indica continuidade no aprofundamento das relações políticas e comerciais entre a China e os países latino-americanos e caribenhos.

A região como eixo estratégico

O documento consolida a política externa chinesa de longo prazo para a ALC, destacando a importância da região devido ao crescimento de parcerias comerciais, investimentos e programas de desenvolvimento. O lançamento ocorre em um contexto de transformações globais, no qual Pequim busca expandir sua presença em mercados emergentes e fortalecer laços multilaterais.

O texto enfatiza que a América Latina e o Caribe são essenciais para a estratégia internacional chinesa, tanto pela sua relevância econômica quanto pelo papel geopolítico na governança global.

Compromissos e cooperação

Segundo o governo chinês, a China mantém um interesse permanente na região. O presidente Xi Jinping estabeleceu medidas para intensificar a cooperação bilateral em diversas áreas, ampliando a relação política, econômica e cultural com os países da ALC.

O documento destaca que a região possui uma tradição de independência, união e força coletiva, contribuindo para a paz, estabilidade e desenvolvimento global. A China reforça que pretende compartilhar experiências, planejar políticas futuras e levar a cooperação com a ALC a um novo patamar.

Perspectivas futuras

De acordo com Pequim, os países latino-americanos e caribenhos vêm explorando caminhos de desenvolvimento adaptados às suas realidades nacionais, buscando influência por meio da união regional e da participação na governança global. A China enxerga a região como uma força estratégica para a construção de um mundo multipolar e para o avanço da globalização econômica.

O documento ressalta que são prósperas entre a China e a América Latina e o Caribe e aponta que a China une forças com a América Latina e o Caribe para promover os cinco programas para a construção de uma comunidade China-América Latina e Caribe com um futuro compartilhado.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/RT

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