Tecnologia

Corrida pela mão de obra robótica redefine economia global

A ascensão da China como potência econômica foi construída sobre um dos maiores deslocamentos populacionais da história recente. Milhões deixaram o campo rumo às cidades industriais, saindo da pobreza extrema para integrar uma engrenagem produtiva marcada por jornadas intensas e condições rígidas de trabalho.

Esse contingente humano foi decisivo para a transformação do país em centro da manufatura global. Em 1980, o Produto Interno Bruto chinês era estimado em cerca de US$ 191 bilhões. Quatro décadas depois, supera US$ 18 trilhões. A nação deixou para trás o perfil de exportadora de bens de baixo valor agregado e passou a disputar a liderança em comércio internacional e tecnologia avançada.

Envelhecimento populacional pressiona crescimento

O modelo, no entanto, enfrenta limites. A China registra quatro anos consecutivos de queda populacional. Em 2025, os nascimentos somaram 7,92 milhões — o menor índice desde 1949. No mesmo período, a população total encolheu 3,39 milhões de pessoas.

O envelhecimento acelerado e a redução da força de trabalho criam um desafio estrutural: manter o ritmo de expansão econômica sem o chamado bônus demográfico que sustentou as últimas décadas.

Robôs assumem papel central na estratégia econômica

Diante da escassez de trabalhadores, o investimento em robótica deixou de ser complementar e se tornou prioridade estratégica. O governo chinês estabeleceu que os robôs humanoides e sistemas automatizados serão um dos principais motores econômicos entre 2026 e 2030.

A evolução tecnológica ficou evidente durante a Gala do Festival da Primavera de 2026, quando humanoides demonstraram movimentos complexos de kung fu, com equilíbrio e precisão comparáveis aos de humanos.

O avanço chinês também influencia a reorganização global de capital, à medida que grandes potências ampliam aportes em automação industrial e inteligência artificial como substitutas da mão de obra tradicional.

Tesla aposta em robôs como principal negócio

Nos Estados Unidos, a Tesla também sinaliza essa mudança de paradigma. A companhia afirmou que o robô humanoide Optimus poderá se tornar seu principal produto, superando inclusive o segmento de veículos elétricos em relevância estratégica.

O CEO Elon Musk projeta que, no futuro, a quantidade de robôs humanoides poderá ultrapassar a população mundial.

Impactos econômicos da nova revolução tecnológica

A consolidação da mão de obra robótica aponta para transformações profundas:

  • Fim da mão de obra barata como principal vantagem competitiva entre países
  • Substituição acelerada do capital humano por ativos tecnológicos
  • Robótica como novo eixo de crescimento econômico

O investimento em robôs já não é visto como aposta futurista, mas como resposta pragmática ao esgotamento do modelo baseado em trabalho abundante e de baixo custo.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Tecnologia

Programa espacial da China teve apoio tecnológico do Brasil nos anos 1980

Hoje protagonista na corrida espacial e rival direto dos Estados Unidos, a China nem sempre ocupou posição de liderança no setor. Nos anos 1980, o país asiático contou com apoio técnico do Brasil para estruturar parte de sua engenharia espacial — em uma época em que processos ainda eram registrados manualmente, em anotações individuais de engenheiros.

A cooperação bilateral ajudou a moldar o que mais tarde se transformaria em um dos programas espaciais mais robustos do mundo.

Da União Soviética à parceria com a China

A aproximação teve início durante a gestão do então ministro da Ciência e Tecnologia, Renato Archer. A diretriz era buscar cooperação internacional para fortalecer o conhecimento brasileiro na área espacial. Inicialmente, especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) foram enviados à União Soviética, que à época disputava protagonismo tecnológico com os Estados Unidos.

A missão, iniciada em janeiro de 1987, não avançou como esperado. Diante da dificuldade na troca de informações com os soviéticos, os pesquisadores brasileiros redirecionaram esforços para a China.

Sem fluência em inglês por parte dos chineses, os encontros ocorreram com auxílio de intérpretes. Ainda assim, a cooperação começou a ganhar forma, especialmente em torno de melhorias planejadas para satélites.

“Tudo anotado no caderninho”

O engenheiro Cesar Celeste Ghizoni, ex-diretor de Engenharia Espacial do Inpe, integrou a equipe que participou das primeiras visitas técnicas. Segundo ele, o estágio organizacional da engenharia espacial chinesa surpreendeu os brasileiros.

De acordo com Ghizoni, não havia um sistema formal de documentação. Cada engenheiro mantinha registros próprios em cadernos pessoais, utilizados como referência quando necessário. A equipe brasileira colaborou na estruturação de processos, formalização técnica e organização de sistemas de configuração — etapas consideradas essenciais para projetos espaciais complexos.

CBERS: marco da cooperação tecnológica

A parceria evoluiu para a criação do Programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), formalizado em 1988 sob liderança de Marco Antonio Raupp. O acordo previa o desenvolvimento conjunto de satélites de sensoriamento remoto.

O primeiro lançamento bem-sucedido ocorreu em 1999, em território chinês, após mais de uma década de trabalho conjunto. O programa é considerado referência internacional em cooperação tecnológica Sul-Sul.

Embargos e apoio brasileiro na compra de componentes

Naquele período, a China enfrentava restrições comerciais impostas a países alinhados à União Soviética, o que dificultava a aquisição de componentes no mercado internacional. O Brasil, sem os mesmos entraves, passou a intermediar a compra de peças eletrônicas e mecânicas necessárias aos projetos.

A colaboração envolveu não apenas conhecimento técnico, mas também suporte estratégico na cadeia de suprimentos.

Geopolítica e aplicações ambientais

Para o atual presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Chamon, o contexto geopolítico favoreceu a aproximação. Segundo ele, o Brasil possuía experiência consolidada em aplicações de dados espaciais, o que despertou interesse chinês.

Naquele mesmo período, foi criado o programa PRODES, voltado ao monitoramento anual do desmatamento da Amazônia, iniciativa que serviu de referência para os chineses estruturarem seus próprios sistemas de uso de dados orbitais.

China supera Brasil em investimentos

Especialistas apontam que, ao longo das últimas décadas, a China ampliou de forma consistente seus aportes no setor espacial, superando o Brasil em escala e sofisticação tecnológica.

O professor Maurício Santoro, estudioso das relações Brasil-China, destaca que o programa espacial chinês ganhou prioridade estratégica e recursos crescentes ao longo do tempo. Segundo ele, enquanto os satélites desenvolvidos em parceria continuam sendo fundamentais para o monitoramento ambiental e previsões climáticas voltadas ao agronegócio, o Brasil não acompanhou o ritmo de avanço tecnológico chinês.

Outro diferencial citado é o peso político dos cientistas na China, onde muitos pesquisadores assumiram cargos relevantes no governo e no Partido Comunista, ampliando a influência do setor nas decisões de Estado.

Herança e protagonismo atual

Décadas após as primeiras visitas técnicas, a China se consolidou como uma das maiores potências em tecnologia espacial, com domínio em áreas estratégicas como lançadores, satélites, exploração lunar e sistemas de navegação.

A cooperação iniciada nos anos 1980 permanece como capítulo relevante da história científica brasileira — e como exemplo de como parcerias internacionais podem influenciar o equilíbrio tecnológico global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

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Tecnologia

Carros elétricos com maior autonomia no Brasil em 2026: veja o top 10

O mercado de carros elétricos no Brasil segue em ritmo acelerado. Em 2025, as vendas cresceram 30% na comparação com o ano anterior, somando 80.178 unidades emplacadas. O avanço continua em 2026: apenas em janeiro, a alta foi de 88% sobre o mesmo mês do ano passado.

Com a expansão do segmento, cresce também a oferta de modelos, que variam em potência, tecnologia de recarga e, principalmente, autonomia — fator decisivo para muitos consumidores na hora da compra.

Ranking considera dados oficiais do Inmetro

Para listar os modelos com maior alcance, foram considerados os dados mais recentes do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), por meio do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), que avalia a eficiência energética dos veículos vendidos no país.

O ranking leva em conta a maior autonomia declarada para cada modelo. Em casos de empate, o critério de desempate adotado foi o menor consumo energético (MJ/km). Apenas a versão mais eficiente de cada veículo entrou na lista.

Os 10 carros elétricos com maior autonomia em 2026

10º) Audi SQ6 Sportback e-tron Quattro — 428 km

Preço: a partir de R$ 684.990
Potência: 517 cv
Torque: 80 kgfm
Consumo energético: 0,60 MJ/km
Autonomia: 428 km

9º) BYD Tan GS 700EV — 430 km

Preço: a partir de R$ 536.800
Potência: 517 cv
Torque: 69,4 kgfm
Consumo energético: 0,73 MJ/km
Autonomia: 430 km

8º) GAC Hyptec HT Ultra — 431 km

Preço: a partir de R$ 536.800
Potência: 517 cv
Torque: 69,4 kgfm
Consumo energético: 0,53 MJ/km
Autonomia: 431 km

7º) Kia EV9 GTL — 434 km

Preço: a partir de R$ 749.990
Potência: 385 cv
Torque: 71,4 kgfm
Consumo energético: 0,65 MJ/km
Autonomia: 434 km

6º) Porsche Macan E4 — 443 km

Preço: a partir de R$ 690.000
Potência: 387 cv (408 cv com Overboost)
Torque: 66,2 kgfm
Consumo energético: 0,61 MJ/km
Autonomia: 443 km

5º) Chevrolet Equinox EV — 443 km

Preço: a partir de R$ 349.900
Potência: 292 cv
Torque: 46 kgfm
Consumo energético: 0,56 MJ/km
Autonomia: 443 km

4º) Audi A6 e-tron — 445 km

Preço: a partir de R$ 649.990
Potência: 367 cv
Torque: 59,1 kgfm
Consumo energético: 0,59 MJ/km
Autonomia: 445 km

3º) Volvo EX90 — 459 km

Preço: a partir de R$ 849.950
Potência: 524 cv
Torque: 92,8 kgfm
Consumo energético: 0,68 MJ/km
Autonomia: 459 km

2º) BMW i7 xDrive60 — 467 km

Preço: a partir de R$ 1.373.950
Potência: 544 cv
Torque: 75,9 kgfm
Consumo energético: 0,65 MJ/km
Autonomia: 467 km

1º) Chevrolet Blazer EV — 481 km

Preço: a partir de R$ 503.190
Potência: 347 cv
Torque: 44,9 kgfm
Consumo energético: 0,63 MJ/km
Autonomia: 481 km

Autonomia se consolida como fator decisivo

A crescente procura por veículos elétricos tem relação direta com a evolução das baterias e com o aumento da infraestrutura de recarga no país. Nesse cenário, a autonomia elevada tornou-se um dos principais argumentos de venda, especialmente para quem percorre longas distâncias ou busca mais independência entre as recargas.

O levantamento mostra que, além de diversidade de preços — do segmento médio ao luxo —, o mercado brasileiro já oferece opções capazes de rodar mais de 480 km com uma única carga.

FONTE: AutoEsporte
TEXTO: Redação
IMAGEM: Renato Durães/Autoesporte

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Tecnologia

Inteligência artificial no trabalho mais que dobra entre brasileiros, aponta LinkedIn

O uso de inteligência artificial no trabalho cresceu de forma acelerada no Brasil no último ano. Levantamento do LinkedIn mostra que a adoção de ferramentas baseadas em IA mais que dobrou entre 2024 e 2025.

De acordo com o Índice de Confiança do Trabalhador, pesquisa realizada com usuários da plataforma, o percentual de profissionais que utilizam recursos como ChatGPT, Gemini e Copilot saltou de 17% para 35% no período.

Ferramentas de IA ganham espaço na rotina profissional

O avanço indica que soluções de tecnologia e automação estão cada vez mais presentes no dia a dia corporativo. Entre os entrevistados:

  • 79% afirmam que produtos de inteligência artificial aumentam a eficiência no trabalho
  • 78% pretendem desenvolver novas habilidades em IA
  • 56% dizem receber apoio das empresas para ampliar conhecimentos na área

Os dados reforçam a consolidação da IA como ferramenta estratégica para produtividade e inovação nas empresas.

Aprender fazendo: a prática como diferencial

Para a especialista Cris Mendes, Top Voice da plataforma e CEO do Chiefs.Group, a adaptação à tecnologia passa, principalmente, pela experimentação.

Em entrevista ao LinkedIn, ela destacou que cursos e leituras são importantes, mas insuficientes diante da velocidade de transformação da IA. Segundo Mendes, a melhor forma de acompanhar as mudanças é utilizar as ferramentas no cotidiano profissional.

Na avaliação da executiva, o profissional do futuro precisa desenvolver capacidade de aprendizado ágil, baseada em trocas constantes e acesso a conteúdos objetivos.

O que os números revelam sobre o mercado

Os resultados da pesquisa apontam tendências claras no ambiente corporativo:

IA como vantagem competitiva
A expansão do uso demonstra que ferramentas digitais já integram processos em diferentes setores.

Aprendizado contínuo como estratégia de carreira
A maioria dos profissionais planeja investir em capacitação voltada à inteligência artificial e tecnologia.

Apoio das empresas
Mais da metade dos entrevistados relata incentivo corporativo para desenvolver competências ligadas à inovação digital.

Importância da prática
O contato frequente com plataformas de IA e a troca de experiências aceleram o domínio das ferramentas.

O cenário indica que a transformação digital deixou de ser tendência e se tornou realidade consolidada no mercado de trabalho brasileiro.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Tecnologia

Veículos eletrificados impulsionam 69% do crescimento do mercado automotivo brasileiro

Os veículos eletrificados foram responsáveis pela maior parte da expansão do mercado automotivo brasileiro na primeira quinzena de fevereiro de 2026. Segundo levantamento da Bright Consulting, o segmento respondeu por aproximadamente 69% do crescimento registrado no período.

Ao todo, o Brasil emplacou 86.565 veículos leves nos primeiros quinze dias do mês. O volume representa alta de 26,6% frente à primeira quinzena de janeiro e avanço de 13% na comparação anual. Apesar da expansão generalizada, os dados indicam que a eletrificação concentra a maior fatia da evolução do setor.

Eletrificação ganha protagonismo

Na quinzena, foram comercializadas 13.487 unidades eletrificadas, crescimento de 18,7% em relação ao mês anterior e salto de 104,6% na comparação com o mesmo período de 2025. A participação desses modelos chegou a 15,6% do total do mercado.

Do aumento anual registrado no setor, cerca de 6.896 unidades vieram exclusivamente dos eletrificados. O desempenho mostra que a transição para carros híbridos e elétricos deixou de ser um movimento pontual e passou a liderar a expansão estrutural do segmento automotivo.

No acumulado de 2026, as vendas somam 40.257 unidades, alta de 77,3% frente ao ano anterior, com participação próxima de 16,2% — praticamente o dobro da fatia registrada em 2025.

Híbridos lideram, mas elétricos avançam

A divisão por tecnologia revela um cenário equilibrado entre diferentes soluções de mobilidade elétrica.

Na primeira quinzena de fevereiro:

  • híbridos plenos (HEV): 4.205 unidades (31,2%)
  • elétricos a bateria (BEV): 4.104 unidades (30,4%)
  • híbridos plug-in (PHEV): 3.679 unidades (27,3%)
  • mild hybrid (MHEV): 1.499 unidades (11,1%)

Os híbridos convencionais lideraram o volume, impulsionados principalmente pela Toyota, responsável por cerca de um terço das vendas dessa categoria.

Entre os modelos 100% elétricos, o BYD Dolphin Mini se destacou com mais da metade dos emplacamentos do segmento. Já no grupo dos híbridos plug-in, o BYD Song Pro liderou as vendas.

O crescimento simultâneo de BEVs e PHEVs reforça a aceleração da eletrificação automotiva no Brasil, tanto nas soluções intermediárias quanto nos modelos totalmente elétricos.

Montadoras chinesas ampliam participação

O avanço da eletrificação está diretamente associado ao desempenho das montadoras chinesas. Na primeira quinzena de fevereiro, elas responderam por 13,2% das vendas totais do mercado brasileiro, patamar levemente inferior ao de janeiro (13,9%), mas ainda elevado.

A BYD já figura entre as principais fabricantes do país, com 6,2% de participação nas vendas do período. A GWM também passou a integrar o grupo das dez maiores montadoras em volume de emplacamentos.

A estratégia dessas empresas tem sido baseada em portfólio focado em modelos eletrificados, preços competitivos e oferta tecnológica ampliada. A tendência é de fortalecimento dessa presença com a expansão das operações locais e o lançamento de novos produtos.

Crescimento seletivo do setor

Embora o mercado automotivo apresente alta nas vendas totais, os números indicam que a transformação ocorre de forma concentrada. O dinamismo está principalmente nos carros elétricos e híbridos, enquanto os modelos convencionais registram evolução mais moderada.

Mantido o ritmo observado neste início de ano, a eletrificação deve se consolidar como principal motor de crescimento da indústria automotiva brasileira ao longo de 2026.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InsideEVs Brasil

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Tecnologia

IA ultrapassará inteligência humana em poucos anos, afirma CEO da Anthropic

A inteligência artificial (IA) deve superar a capacidade cognitiva humana na maioria das atividades em um intervalo de poucos anos. A projeção foi feita por Dario Amodei, CEO da Anthropic, durante a AI Impact Summit, realizada na Índia, na quinta-feira (19).

Segundo o executivo, o avanço da tecnologia segue um ritmo comparável a uma “Lei de Moore para a inteligência”, indicando crescimento acelerado e contínuo ao longo da última década.

“Um país de gênios em um data center”

Durante o evento, Amodei afirmou que o desenvolvimento da IA generativa e dos sistemas avançados está próximo de atingir um estágio que ele descreveu como “um país de gênios em um data center”.

A ideia, explicou, envolve a criação de agentes de IA capazes de desempenhar a maioria das tarefas melhor do que humanos, além de se coordenarem entre si em velocidades superiores às humanas. Esse cenário, segundo ele, pode transformar profundamente setores como tecnologia, ciência, educação e indústria.

Parceria com a Índia para segurança em IA

O CEO também destacou o interesse da Anthropic em estabelecer colaboração com a Índia para testar e avaliar modelos de inteligência artificial sob a ótica de riscos de segurança.

A proposta segue a linha de atuação de institutos nacionais e internacionais voltados à segurança em IA, que buscam criar parâmetros globais para desenvolvimento responsável da tecnologia.

As declarações ocorreram pouco depois de a empresa anunciar a abertura de um escritório em Bengaluru — o segundo na Ásia, após Tóquio — além de novas parcerias nos setores empresarial, educacional e agrícola indianos.

Índia é mercado estratégico para Claude.ai

A Anthropic, que conta com investimentos da Amazon e da Google, informou que a Índia já é o segundo maior mercado para o serviço Claude.ai.

De acordo com a companhia, quase metade do uso da plataforma no país está relacionada a tarefas computacionais e matemáticas, incluindo desenvolvimento de aplicativos e distribuição de software.

O movimento reforça a estratégia de expansão internacional da empresa em um momento de rápida evolução da inteligência artificial avançada e crescente debate global sobre seus impactos econômicos e sociais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/DOORDASHAN via REUTERS

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Tecnologia

Navios gigantes lideram corrida tecnológica contra o colapso ambiental

Navios gigantes, sistemas autônomos e tecnologias de captura de carbono já operam em escala real para enfrentar a crise ambiental. Do Oceano Pacífico à Islândia, projetos retiram toneladas de plástico por hora, tratam resíduos com robôs de alta precisão e transformam CO₂ em pedra, demonstrando que a inovação ambiental deixou de ser promessa e passou a gerar resultados mensuráveis.

Do oceano aberto à limpeza em larga escala

No Pacífico Norte, entre Califórnia e Havaí, o sistema The Ocean Cleanup opera com barreiras flutuantes superiores a dois quilômetros e cortinas submersas de quatro metros para concentrar plástico em alto-mar. O modelo conhecido como System 03 utiliza duas embarcações e uma estrutura em formato de “U”, navegando a menos de 5 km/h para evitar impactos à fauna marinha.

A área coberta a cada hora equivale a mais de 14 mil campos de futebol. O material recolhido é removido periodicamente para triagem e reciclagem, consolidando uma operação contínua de limpeza oceânica.

Outro exemplo é o catamarã Manta, desenvolvido pela organização The SeaCleaners. Com 70 metros de comprimento e quase 50 de largura, a embarcação consegue recolher entre 1 e 3 toneladas de resíduos por hora, alcançando até um metro de profundidade. Parte do lixo é reciclada, enquanto o rejeito não reciclável passa por pirólise, gerando até 75% da energia necessária para o próprio funcionamento do navio.

Rios: onde o plástico começa a trajetória

Grande parte do lixo marinho tem origem fluvial. Em Los Angeles, o Interceptor 007 atua no canal do riacho Ballona como sistema autônomo de retenção. Desenvolvido pela própria The Ocean Cleanup, o equipamento usa barreiras flutuantes para direcionar resíduos até uma esteira movida a energia solar, que deposita o material em contêineres monitorados por sensores.

Durante períodos de chuva intensa, a capacidade chega a 50 toneladas por dia. Dados operacionais indicam redução de até 75% do plástico encontrado em praias próximas.

Na Guatemala, o Interceptor 006 foi instalado para conter resíduos que descem pelo rio Las Vacas até o Motagua, com potencial de impedir que cerca de 1,5 milhão de quilos de lixo por ano cheguem ao Caribe. Já na Itália, o sistema River Cleaning utiliza módulos flutuantes que aproveitam a própria correnteza para capturar até 85% dos detritos superficiais, sem bloquear a passagem de peixes.

Triagem automatizada amplia eficiência da reciclagem

A remoção de resíduos exige uma etapa decisiva: a separação. Empresas como a finlandesa ZenRobotics utilizam robôs industriais equipados com sensores multiespectrais, câmeras 3D e detectores de metal para classificar materiais com precisão.

Os braços robóticos realizam até 4 mil seleções por hora e processam mais de 45 toneladas no mesmo período. A taxa de recuperação pode alcançar 98%, reduzindo drasticamente o envio de resíduos para aterros e elevando o valor econômico da reciclagem. Além disso, a automação diminui a exposição de trabalhadores a ambientes insalubres.

Purificação do ar e captura direta de carbono

A corrida tecnológica também alcança a atmosfera. Em Xi’an, na China, uma torre de purificação com mais de 100 metros utiliza energia solar para aquecer o ar poluído e filtrá-lo internamente, gerando mais de 10 milhões de metros cúbicos de ar limpo por dia e melhorando os índices de qualidade do ar em uma área de até 10 km².

Na Islândia, a planta Climeworks Mammoth aposta na captura direta de carbono. O sistema filtra CO₂ da atmosfera, concentra o gás por aquecimento com energia geotérmica e o injeta em formações basálticas subterrâneas. Em menos de dois anos, o carbono se mineraliza e se transforma em rocha, impedindo seu retorno à atmosfera.

Tecnologia integrada contra a crise climática

O diferencial dessas iniciativas está na integração: navios gigantes, barreiras fluviais, inteligência artificial, reciclagem automatizada e captura de CO₂ atuam de forma complementar. A contenção ocorre nos rios, a limpeza avança nos oceanos, a triagem otimiza o reaproveitamento e a captura de carbono reduz emissões atmosféricas.

A combinação dessas frentes indica que a resposta ao avanço da poluição plástica e das mudanças climáticas já acontece em escala industrial, com impacto local e potencial global.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Tecnologia

Robôs humanoides chineses brilham no Ano Novo Lunar e destacam avanço da robótica

As celebrações do Ano Novo Lunar na China ganharam um reforço tecnológico neste ano: um espetáculo protagonizado por robôs humanoides chineses chamou a atenção do público ao unir tradição cultural e inovação. As máquinas foram o centro de um show que combinou tecnologia, entretenimento e cultura, encantando espectadores com movimentos sincronizados e interações ao vivo.

Coreografias sincronizadas e interação com o público

Desenvolvidos por empresas de tecnologia do país, os robôs humanoides executaram coreografias complexas com alto grau de precisão. A performance evidenciou os avanços recentes em robótica e inteligência artificial, áreas que recebem investimentos contínuos da China.

Centenas de unidades participaram da apresentação, demonstrando capacidade de reproduzir gestos e movimentos humanos de forma coordenada. O espetáculo integrou a programação oficial das festividades, tradicionalmente acompanhadas por milhões de pessoas dentro e fora do país.

Tecnologia como vitrine nacional

O evento também funcionou como plataforma para destacar o crescimento do setor de automação e de tecnologias emergentes na China. Ao inserir os robôs em uma celebração de grande visibilidade, o país reforça sua estratégia de posicionamento como referência global em inovação.

Especialistas avaliam que iniciativas desse tipo ajudam a aproximar a população da robótica aplicada, mostrando possibilidades que vão além do entretenimento.

Aplicações futuras e integração entre tradição e modernidade

Além do impacto visual, o uso de robôs humanoides em um evento cultural reforça o potencial dessas tecnologias para atuação em diferentes áreas, como serviços, indústria, educação e atividades culturais.

A apresentação simboliza a fusão entre herança cultural e modernidade tecnológica, característica marcante das comemorações do Ano Novo Lunar, que todos os anos servem de palco para novidades e tendências.

FONTE: Portal Marcos Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Marcos Santos

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Tecnologia

Data centers para IA enfrentam resistência nos EUA e estados discutem moratória na construção

A expansão de data centers para IA nos EUA tem encontrado oposição crescente em diferentes estados americanos. O movimento mais recente veio de Nova York, onde parlamentares democratas apresentaram um projeto de lei que propõe suspender por três anos a emissão de licenças para novas instalações desse tipo.

Com isso, Nova York se torna o sexto estado a avaliar medidas semelhantes em poucas semanas, ampliando um debate que já ganhou dimensão nacional.

Nova York propõe pausa de três anos

A proposta foi apresentada pela senadora estadual Liz Krueger e pela deputada estadual Anna Kelles. O texto prevê uma moratória mínima de três anos para novos alvarás de construção de infraestrutura de inteligência artificial.

Durante o período, o Departamento de Conservação Ambiental e a Comissão de Serviços Públicos avaliariam os impactos ambientais, energéticos e sociais desses empreendimentos, com o objetivo de propor regras mais rígidas para o setor.

Atualmente, o estado já abriga mais de 130 data centers, e a demanda de energia associada a novos projetos chegou a 10 gigawatts — três vezes mais do que há um ano. Entre as obras em curso está uma instalação de 450 megawatts construída sobre o terreno de uma antiga usina a carvão.

Resistência bipartidária se espalha

A oposição não se restringe a um único partido. Em dezembro, o senador Bernie Sanders foi o primeiro político de alcance nacional a defender uma moratória ampla, argumentando que os benefícios da tecnologia devem ser distribuídos de forma mais equitativa.

Desde então, estados como Geórgia, Maryland, Oklahoma, Vermont e Virgínia também passaram a discutir suspensões temporárias para novos projetos de centros de dados. Em alguns casos, as propostas partiram de democratas; em outros, de republicanos.

Na Virgínia, considerada um dos principais polos de infraestrutura digital do país, mais de 60 projetos de lei relacionados ao tema foram apresentados neste ano, tornando o estado o epicentro legislativo do debate.

Impacto ambiental e pressão da sociedade

Segundo a revista Wired, mais de 200 organizações ambientais assinaram uma carta classificando a expansão acelerada dos data centers como uma das maiores ameaças ambientais e sociais da atual geração.

O principal argumento envolve o elevado consumo de energia e água dessas instalações. Comunidades locais temem que a expansão pressione ainda mais as redes elétricas e resulte em aumento nas contas de luz.

Em Nova York, a governadora Kathy Hochul anunciou recentemente uma iniciativa para exigir que os data centers arquem com sua “parte justa” dos custos energéticos. Já o governador da Flórida, Ron DeSantis, criticou o impacto da expansão sobre os consumidores de energia.

Projetos bilionários travados

A resistência também vem da população. De acordo com o grupo Data Center Watch, entre março e junho de 2025, cerca de US$ 98 bilhões em projetos foram adiados ou cancelados.

Em Monterey Park, na Califórnia, uma mobilização de seis semanas levou à aprovação de uma moratória temporária de 45 dias e ao compromisso do conselho municipal de avaliar uma possível proibição permanente.

Levantamento da empresa de pesquisas Morning Consult indica que a maioria dos eleitores apoia restrições à construção de data centers próximos a áreas residenciais e associa esses empreendimentos ao aumento no preço da eletricidade.

Conflito entre avanço tecnológico e custo local

A expansão da inteligência artificial exige grande capacidade de processamento e, consequentemente, uma infraestrutura física robusta. No entanto, comunidades questionam os benefícios concretos desses projetos, que prometem geração de empregos na fase de construção, mas demandam pouca mão de obra após entrarem em operação.

Empresas do setor começaram a reagir. A Microsoft anunciou, com apoio da Casa Branca, compromissos para atuar como “boa vizinha” nas localidades onde instala novos centros.

Dan Diorio, vice-presidente de políticas estaduais da Data Center Coalition, afirmou à imprensa que a indústria reconhece a necessidade de ampliar o diálogo e esclarecer os impactos da atividade.

O embate evidencia um desafio crescente: equilibrar o avanço das operações de IA com a pressão da opinião pública, preocupada com custos energéticos, impactos ambientais e qualidade de vida. Até o momento, não há sinais de que essa distância entre setor tecnológico e comunidades esteja diminuindo.

FONTE: Xataka
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xataka

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Tecnologia

Receita Federal publica Política de Inteligência Artificial com foco em transparência e supervisão humana

A Receita Federal oficializou, em 5 de fevereiro de 2026, a nova Política de Inteligência Artificial (IA) por meio da Portaria RFB nº 647. A norma estabelece princípios, diretrizes e mecanismos de controle para garantir o uso ético, responsável e seguro da IA no âmbito do órgão.

A medida reforça o compromisso institucional com transparência, proteção de dados e supervisão humana obrigatória em todas as etapas que envolvam tecnologias baseadas em algoritmos.

Diretrizes para uso responsável da Inteligência Artificial

A política regulamenta o uso, desenvolvimento, contratação, monitoramento e desativação de sistemas de IA, assegurando conformidade com a legislação vigente e respeito a dados pessoais, informações sigilosas e direitos fundamentais.

As regras estão alinhadas ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, que orienta a adoção de tecnologias centradas no ser humano, com foco em acessibilidade, ética e segurança.

Supervisão humana é obrigatória

Um dos pilares da nova regulamentação é a determinação de que nenhuma decisão administrativa poderá ser tomada de forma autônoma por sistemas de IA.

De acordo com a portaria, a responsabilidade final permanece exclusivamente com o agente público. A tecnologia poderá ser utilizada para análises, triagens e apoio técnico, mas não substituirá a atuação humana nos processos decisórios.

Transparência, auditabilidade e proteção de dados

A política também estabelece critérios rigorosos relacionados a:

  • Tratamento de dados pessoais e sigilosos;
  • Sistemas explicáveis e auditáveis;
  • Mecanismos de prevenção a vieses algorítmicos;
  • Garantia de direitos individuais e segurança da informação.

Essas diretrizes dialogam com o debate nacional sobre transparência algorítmica e governança digital no setor público.

Eficiência administrativa e melhoria dos serviços

A implementação da Inteligência Artificial na Receita Federal tem como objetivo aprimorar processos internos, apoiar análises complexas e elevar a qualidade dos serviços prestados ao cidadão.

Ferramentas tecnológicas já utilizadas pelo órgão, como sistemas de detecção de fraudes e análise avançada de dados, demonstram ganhos em eficiência e precisão, sempre sob controle humano.

Com a publicação da política, a Receita Federal do Brasil reafirma seu compromisso com a modernização responsável da administração pública e com o fortalecimento da confiança da sociedade no uso de tecnologias emergentes.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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