Logística

Portonave mantém liderança como terminal portuário com a melhor produtividade do país 🏆

Em 2025, foram movimentados 1,1 milhão de TEUs, com média de 114 Movimentos por Hora (MPH), e destaque nas exportações e importações de diversos produtos 🚢

Pelo segundo ano consecutivo, a Portonave, primeiro terminal portuário privado do Brasil, é líder em produtividade no segmento portuário nacional. No último ano, foram movimentados 1.108.029 TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) com uma produtividade de navio de 114 Movimentos por Hora (MPH) – a maior entre todos os portos brasileiros, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

Na exportação, os produtos mais movimentados foram carne congelada, madeira e derivados e papel. Na importação, os produtos com maior número foram maquinário, têxtil e plásticos. O principal mercado das exportações foi a China. Na sequência, esse pódio foi ocupado pelo Japão (segundo) e Filipinas (terceiro). Na importação, a China também lidera e, sucessivamente, estão o Vietnã (segundo) e a Itália (terceiro).

Ao longo de 18 anos de operação, a Portonave recebeu 10 mil escalas de navios e movimentou 14.785.828 TEUs. Para manter sua competividade, atualmente, executa um pacote de investimentos que totaliza R$ 2 bilhões – a modernização do cais e a aquisição de novos equipamentos. Com o cais mais robusto, com profundidade de 17 metros, navios de até 400 metros de comprimento poderão ser recebidos, e guindastes modernos e de maior capacidade serão instalados – com previsão para o segundo semestre deste ano. Assim, a capacidade do Terminal Portuário, de 1,5 milhão de TEUs, aumentará para 2 milhões de TEUs.

Entenda o MPH 📈

A produtividade é um dos indicadores utilizados para medir a eficiência de um terminal portuário. Consiste na quantidade de Movimentos por Hora (MPH) realizados durante a operação de carga e descarga dos contêineres, desde o primeiro contêiner até o último movimentado na operação por navio. No cais da empresa, os movimentos são realizados por até seis portêineres, guindastes de uso portuário.

Obra do cais 🏗️

A adequação não consiste em ampliar a infraestrutura existente, mas em modernizá-la. Iniciada em janeiro de 2024, a primeira fase da obra de adequação foi finalizada em outubro de 2025. Com isso, as atividades seguiram para a segunda fase, prevista para ser concluída no segundo semestre de 2026. Além do ganho operacional, a adequação é uma oportunidade para maior descarbonização nas operações. Após a obra, será possível instalar o shore power, sistema para o fornecimento de energia elétrica para embarcações atracadas. Atualmente, cerca de 1,1 mil profissionais estão dedicados às atividades no cais e nos canteiros de obras.

Sobre a Portonave ✅

A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. No ranking nacional, em 2025, a Portonave é a 4ª colocada na movimentação de contêineres cheios de longo curso no país, com 9% de participação, de acordo com o Datamar. Atualmente, gera 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos.

Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade. Em 2025, foi reconhecida com o Selo Diamante de Sustentabilidade pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e como a 8ª melhor empresa de grande porte para se trabalhar em Santa Catarina, segundo o Great Place to Work (GPTW).

FONTE E IMAGEM: Assessoria de Imprensa Portonave

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Logística

Recuo da FedEx no Brasil escancara crise das transportadoras com custos elevados e infraestrutura deficiente

O encerramento das entregas domésticas da FedEx no Brasil, anunciado no início do mês, evidencia problemas estruturais que vêm afastando grandes transportadoras do país. A decisão da multinacional americana se soma a uma sequência de saídas registradas nos últimos anos, impulsionadas por custos logísticos elevados, infraestrutura deficiente e insegurança operacional.

De acordo com o Índice de Desempenho Logístico do Banco Mundial, que avalia a qualidade da infraestrutura ligada ao comércio e ao transporte, o Brasil obteve nota 3,2 em uma escala que vai até 5, refletindo dificuldades históricas do setor.

Subinvestimento em infraestrutura limita competitividade

Para Cláudio Frischtak, ex-economista do Banco Mundial e sócio-gestor da Inter.B Consultoria, a saída da FedEx não é um episódio isolado. Segundo ele, o país enfrenta um subinvestimento crônico em infraestrutura, aliado à complexidade do sistema tributário.

“O Brasil investe cerca de um terço do que deveria em transporte. Estamos falando de portos, aeroportos e rodovias, com um nível de investimento muito abaixo do necessário”, avalia.

Frischtak observa que a FedEx optou por deixar especificamente a operação de última milha, mantendo atividades voltadas a entregas internacionais e soluções de supply chain, segmentos que oferecem maior previsibilidade de receita. Já a última etapa da entrega ao consumidor final envolve margens reduzidas e riscos elevados.

Reposicionamento global e peso do mercado brasileiro

Segundo Paulo Resende, diretor do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral (FDC), a decisão também reflete um reposicionamento estratégico global da empresa. A FedEx vem concentrando esforços em operações B2B, logística integrada e cadeias globais de suprimentos.

Apesar de manter entregas domésticas em outros países, o Brasil apresenta fatores específicos que pesaram na decisão. “O país tem o maior custo logístico entre as 20 maiores economias do mundo. Esse custo representa 13,85% do PIB, sem considerar estoques. Nos Estados Unidos, é 8,8%. Na Índia, 9,8%”, destaca Resende.

Dependência rodoviária e déficit de mão de obra

O consultor Marco Antonio Oliveira Neves, proprietário da Tigerlog, lembra que a FedEx adquiriu a Rapidão Cometa em 2012, apostando em escala e rentabilidade no mercado brasileiro — expectativa que não se concretizou.

Para Neves, falhas regulatórias, baixo cumprimento das normas e a dependência excessiva do transporte rodoviário tornam o ambiente pouco atrativo. Mais de 65% das mercadorias no Brasil circulam por estradas, muitas em más condições, elevando gastos com diesel, pneus e manutenção, além de aumentar o tempo de viagem.

Outro gargalo crítico é a escassez de motoristas profissionais. “Existe um déficit enorme. Muitas transportadoras têm caminhões parados por falta de condutores. A profissão perdeu atratividade por salários, descontos, longos períodos longe da família e más condições de trabalho”, afirma.

Insegurança e roubo de cargas elevam custos

A insegurança logística é outro fator decisivo. Resende aponta que o risco de roubo de cargas obriga empresas a ampliar gastos com segurança e seguros. Dados da NTC&Logística indicam que, em 2024, foram registrados 10.478 roubos de carga, com prejuízo estimado em R$ 1,2 bilhão.

Além disso, as indenizações de seguros de transporte somaram R$ 904 milhões no primeiro trimestre de 2025, alta de 46,5% na comparação anual. “No Brasil, investe-se muito para evitar o roubo: rastreamento, bloqueio remoto, travamento de motor, seguro do veículo e da carga”, explica Resende.

E-commerce muda dinâmica do setor

Na avaliação de especialistas, o avanço acelerado do comércio eletrônico transformou profundamente o mercado. A última milha tornou-se altamente competitiva, com margens mínimas, informalidade e pressão sobre preços.

Resende observa que grandes varejistas passaram a investir em logística própria, contratando transportadoras apenas para trechos específicos. A entrega final ficou concentrada em operadores regionais, enquanto a inteligência logística passou a ser controlada por plataformas como Mercado Livre, Amazon e Shopee.

“Empresas que não têm foco em e-commerce tendem a se realocar. No Brasil, isso significa menos players e operações mais concentradas”, afirma.

Neves acrescenta que o crescimento do e-commerce também pressionou o mercado de galpões logísticos, elevando preços e reduzindo espaço para operadores tradicionais. “Hoje, a entrega é feita por carros, vans ou motoristas cadastrados em aplicativos. Antes, isso era papel exclusivo das transportadoras”, conclui.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo

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Logística

Galpões logísticos ganham impulso com Reforma Tributária e mantêm demanda aquecida em 2026

O mercado de galpões logísticos encerrou 2025 em forte expansão e deve ganhar um novo impulso em 2026, especialmente nas regiões próximas à capital paulista. A expectativa do setor é de que a Reforma Tributária amplifique a procura por imóveis logísticos, sobretudo no raio de até 30 quilômetros de São Paulo, principal polo de consumo do país.

Estoque cresce e vacância segue baixa

De acordo com dados do Grupo EREA, especializado em real estate logístico, o estoque total de condomínios logísticos no Brasil atingiu 43,7 milhões de metros quadrados em 2025, crescimento de 8% em relação ao ano anterior. A taxa de vacância permaneceu em patamar reduzido, em 7,3%, sinalizando um mercado ainda pressionado pela demanda.

Nos recortes mais disputados da Grande São Paulo, o avanço foi ainda mais expressivo. O estoque no Raio de 30 km cresceu 10%, alcançando 12,3 milhões de m², enquanto no Raio de 15 km a alta foi de 18%, totalizando 1,6 milhão de m².

Novos projetos se concentram perto da capital

O volume de novo estoque aumentou 43% no país, chegando a 3,4 milhões de m² em 2025. O destaque ficou novamente com a capital paulista: no Raio de 30 km, os lançamentos avançaram 89%, para 1,2 milhão de m², e no Raio de 15 km houve uma expansão expressiva de 1.109%, atingindo 300 mil m².

Aluguéis sobem acima da inflação

Segundo Clarissa Etcheverry, sócia-fundadora do Grupo EREA, a tendência é de continuidade na valorização dos aluguéis. Em 2025, os preços de locação de galpões logísticos subiram, em média, 11% no país. Como o IPCA acumulado foi de 4,26%, o ganho real ficou em 6,7% acima da inflação.

Na Grande São Paulo, a pressão foi ainda maior. No Raio de 30 km, os valores avançaram 17%, o que representa 12,7% de ganho real. O preço médio pedido nessas regiões chegou a R$ 44,40 por metro quadrado, refletindo a disposição dos inquilinos em pagar mais para reduzir custos operacionais e de transporte.

E-commerce e operadores logísticos lideram locações

Os principais motores da demanda seguem sendo o e-commerce e os operadores logísticos (3PL). Juntos, esses segmentos responderam por mais de 50% das locações de galpões no Brasil em 2025, com participações de 34% e 35%, respectivamente.

Quanto mais próximo da capital paulista, maior a concentração desses setores. No Raio de 30 km, o e-commerce ficou com 54% das locações, enquanto os operadores logísticos responderam por 19%. Já no Raio de 15 km, o e-commerce representou 45%, e os 3PL, 36%.

Projeções indicam mercado firme em 2026

Apesar de um cenário macroeconômico desafiador, marcado por juros elevados e tensões no comércio internacional, o Grupo EREA projeta manutenção da demanda aquecida. Para o estoque futuro especulativo, o preço pedido no Raio de 30 km já alcança R$ 44/m², bem acima da média de R$ 35,60/m² registrada em 2025.

No Raio de 15 km, a expectativa é de elevação para R$ 45,40/m², frente aos R$ 44,40/m² do ano anterior. Em nível nacional, a previsão é de 3,1 milhões de m² adicionados ao estoque em 2026, uma queda de 9% em relação a 2025, mas com maior foco nas áreas mais estratégicas.

São Paulo segue como principal termômetro do setor

Nos arredores da capital, o cenário se inverte. A estimativa é de crescimento de 15% nos lançamentos no Raio de 30 km, para 1,35 milhão de m², e de 21% no Raio de 15 km, para 303 mil m². A taxa de pré-locação reforça o aquecimento: 61% do novo estoque do Raio de 30 km já está pré-alocado ou em negociação avançada.

Reforma Tributária deve redesenhar a logística

Para os executivos do EREA, o principal catalisador de mudanças em 2026 será a Reforma Tributária, que promove a transição da tributação na origem para o destino final do consumo. Historicamente, indústrias e varejistas se instalaram em regiões distantes dos grandes centros para aproveitar incentivos fiscais, mesmo com custos logísticos mais elevados.

Com a redução gradual desses benefícios, a eficiência logística tende a se tornar decisiva. A proximidade dos grandes mercados consumidores deve ganhar ainda mais peso nas decisões de localização.

Segundo Leandro Bassoi, CEO do EREA, empresas já avaliam quando deixará de ser vantajoso manter operações distantes dos centros urbanos. A expectativa é de uma reorganização progressiva das operações logísticas entre 2026 e 2033, período de transição da reforma, com maior concentração em regiões como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e outros grandes polos de consumo.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Grupo EREA

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Logística

Argentina investe R$ 532 milhões na Rota Bioceânica para acelerar exportações ao mercado asiático

A Argentina anunciou um investimento de até US$ 100 milhões (cerca de R$ 532 milhões) para acelerar as obras da Rota Bioceânica, corredor logístico estratégico que liga o Atlântico ao Pacífico por meio de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A iniciativa busca reduzir custos logísticos, encurtar distâncias até a Ásia e tornar as cadeias de suprimento sul-americanas mais competitivas.

Estimativas oficiais indicam que o projeto pode gerar redução de até 30% nos custos de transporte, em um cenário de crescente disputa por mercados internacionais e rotas mais eficientes.

Como foi estruturado o financiamento das obras

O aporte financeiro foi viabilizado por meio de um empréstimo junto ao Fonplata, autorizado pela Câmara de Deputados da província de Salta em 2025 e formalizado pelo Decreto nº 22/2026. Os recursos serão direcionados à aceleração de trechos críticos no norte argentino, onde ainda há segmentos sem pavimentação e limitações de segurança para o tráfego de cargas pesadas.

Além da pavimentação, o pacote contempla recuperação estrutural e melhorias na segurança viária, com foco em garantir maior previsibilidade ao transporte rodoviário de longa distância.

Trechos estratégicos recebem prioridade

Um dos principais focos das intervenções é a Ruta Provincial 54, entre Pozo Hondo e Misión La Paz. O trecho terá 147 quilômetros contemplados pelas obras, incluindo 28 quilômetros ainda não asfaltados, considerados um gargalo logístico que encarece fretes e aumenta o desgaste de veículos.

A expectativa é eliminar pontos críticos que impactam diretamente o custo e o tempo das operações de exportação.

Alternativa terrestre ao Canal do Panamá

Com extensão superior a 2.400 quilômetros, a Rota Bioceânica conecta regiões produtoras do interior do Mercosul a portos chilenos no Pacífico, criando uma alternativa terrestre ao transporte marítimo via Canal do Panamá.

A redução de distâncias pode encurtar o tempo de viagem em até 15 dias para embarques com destino à Ásia, especialmente de grãos, carnes e minérios, setores-chave das exportações regionais.

Infraestrutura moderna aumenta confiabilidade logística

As melhorias incluem pistas adequadas, acostamentos modernizados e traçados ajustados para cargas pesadas, o que tende a elevar a confiabilidade do transporte internacional. Exportadores, transportadoras e operadores logísticos passam a operar com menor risco de atrasos, redução de custos de manutenção e maior previsibilidade de entrega.

Integração aduaneira e digital nas fronteiras

Além das obras físicas, o plano argentino prevê a modernização dos processos aduaneiros e a integração digital entre órgãos de fronteira. Parte dos recursos será aplicada na implantação de um complexo de controle integrado, conectado aos sistemas aduaneiros do Paraguai.

O modelo reduz filas, burocracia e tempo de espera nas fronteiras, permitindo análise antecipada de dados de cargas e veículos. A proposta segue padrões já adotados em corredores logísticos da Europa e da Ásia.

Impactos econômicos e logísticos esperados

Especialistas apontam a Rota Bioceânica Mercosul–Pacífico como uma solução complementar ao Canal do Panamá, especialmente em períodos de congestionamento ou restrições operacionais. Cadeias produtivas que demandam prazo reduzido ou maior flexibilidade logística tendem a se beneficiar do corredor terrestre e de novos hubs portuários no norte do Chile.

Entre os principais fatores que sustentam a redução de custos estão:

  • Encurtamento do trajeto entre centros produtores e portos do Pacífico
  • Menos atrasos em fronteiras, com controles integrados e sistemas digitais
  • Infraestrutura mais eficiente, com menor consumo de combustível e tempo de viagem
  • Estímulo a investimentos privados em terminais, armazéns e serviços logísticos

Perguntas frequentes sobre a Rota Bioceânica

A rota será usada apenas para cargas?
A prioridade é o transporte de cargas, mas o corredor também poderá ser utilizado por veículos de passageiros, conforme as normas de cada país.

Quais setores devem utilizar mais a rota?
Agropecuária, mineração, indústria de alimentos processados e bens manufaturados de exportação estão entre os principais usuários esperados.

O investimento cobre toda a obra?
O aporte de US$ 100 milhões é direcionado principalmente ao trecho argentino e não contempla todas as obras necessárias nos demais países envolvidos.

Há potencial para investimentos privados?
A melhoria da infraestrutura e da previsibilidade logística tende a atrair investimentos privados em centros de distribuição, terminais de carga e serviços de apoio ao transporte internacional.

FONTE: Terra Brasil Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Governo do MS

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Logística

Plano Nacional de Logística identifica gargalos no transporte e na logística da Amazônia Legal

O Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 mapeou 24 falhas estruturais e operacionais no sistema de transporte e logística da Amazônia Legal, com impactos diretos sobre o escoamento de cargas, o abastecimento interno, a mobilidade de passageiros e o fluxo de mercadorias voltadas à exportação. O diagnóstico foi elaborado pelo Ministério dos Transportes e servirá de base para o planejamento de investimentos em infraestrutura nas próximas décadas.

Consulta pública define prioridades até 2050

O levantamento integra a Avaliação Estratégica do PNL 2050 e está em consulta pública até o dia 18. As contribuições deverão orientar a escolha dos projetos prioritários que comporão o cenário nacional de investimentos em transportes até 2050.

O documento aponta deficiências em rodovias, ferrovias, portos e hidrovias, além de restrições operacionais ligadas à navegabilidade fluvial e à frequência de eventos climáticos extremos, fatores que afetam corredores logísticos estratégicos da região amazônica.

Escoamento de grãos enfrenta entraves logísticos

Entre os principais gargalos identificados estão as dificuldades no escoamento de grãos, como soja, milho e farelo de soja, produzidos em estados como Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Pará, além da região do MATOPIBA.

O plano também destaca limitações nos eixos de transporte associados às bacias dos rios Madeira, Tapajós e Tocantins-Araguaia, considerados fundamentais para o envio de cargas aos portos de exportação.

Indústria e mercado interno também são afetados

No mercado doméstico, o diagnóstico aponta entraves à saída de produtos industrializados e siderúrgicos do Amazonas e do Pará, além de dificuldades logísticas no Acre. Segundo o PNL, esses problemas comprometem cadeias produtivas regionais e revelam desalinhamentos entre o planejamento nacional e as demandas econômicas locais.

O abastecimento interno é outro ponto crítico. O governo identificou dificuldades no transporte de fertilizantes, alimentos, combustíveis e bens essenciais que abastecem estados como Amazonas, Roraima, Acre, Rondônia, Pará, Amapá, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, elevando custos e afetando a oferta de produtos em áreas urbanas e remotas.

Mobilidade de passageiros é limitada na região

No transporte de passageiros, o PNL 2050 aponta regiões com acesso restrito à mobilidade. O diagnóstico destaca a concentração da infraestrutura aeroportuária em poucos centros urbanos, a baixa integração aérea regional e obstáculos à integração hidroviária.

As grandes distâncias entre localidades e a ausência de opções regulares de transporte dificultam o deslocamento da população e o acesso a serviços públicos essenciais, como saúde, educação e assistência social.

Desafios sistêmicos ampliam a complexidade logística

O plano também registra problemas de caráter estrutural, como a exposição da infraestrutura às mudanças climáticas, restrições à expansão das hidrovias, desafios de integração com países da América do Sul, questões de segurança pública em corredores logísticos e os altos custos para o transporte de produtos da sociobiodiversidade.

Segundo o Ministério dos Transportes, o mapeamento dos entraves antecede a proposição de novas obras e políticas públicas, com foco em um planejamento logístico de longo prazo mais alinhado às características da Amazônia Legal.

Sociedade civil pede mais prazo para contribuições

Organizações da sociedade civil acompanham a consulta pública e solicitaram a ampliação do prazo em 15 dias, alegando coincidência com o recesso de fim de ano. As contribuições recebidas serão analisadas antes da consolidação do plano final e da definição dos investimentos em logística e transportes previstos para a região até 2050.

FONTE: Tecnologística
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Tecnologística

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Logística

Antaq evita cobrança indevida de R$ 23 milhões por sobre-estadia de contêineres

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) informou que sua atuação direta evitou a cobrança indevida de cerca de R$ 23 milhões relacionados à sobre-estadia de contêineres, no período entre agosto e dezembro de 2025. O resultado foi alcançado a partir da mediação da Agência em negociações envolvendo usuários, agentes marítimos e armadores.

Segundo a Antaq, o trabalho de intermediação assegurou o respeito aos direitos de todos os elos da cadeia logística, evitando prejuízos financeiros e distorções contratuais. A iniciativa buscou garantir equilíbrio nas relações comerciais do transporte marítimo.

O que é a sobre-estadia de contêineres

A sobre-estadia de contêineres ocorre quando o equipamento permanece com o importador ou exportador por prazo superior ao previsto em contrato. No comércio exterior, a cobrança recebe denominações distintas: detention, no caso da exportação, e demurrage, na importação.

Esse valor é exigido pelo armador, proprietário do contêiner e responsável pelo transporte marítimo, como forma de compensação pelo uso prolongado do equipamento além do período acordado.

Audiências de conciliação aceleram resolução de conflitos

A primeira audiência de conciliação promovida pela Antaq foi realizada em 26 de agosto de 2025. Desde então, foram conduzidas 240 reuniões, das quais 176 resultaram em acordo, alcançando um índice de 73,3% de demandas solucionadas.

As audiências atendem às diretrizes do Acórdão 521-2025, que estimula a resolução rápida e eficiente de conflitos, com base nos entendimentos regulatórios da Agência e na redução da judicialização no setor aquaviário.

Como funcionam as conciliações

As reuniões são organizadas pelo Grupo Especializado de Fiscalização (GEF Contêineres), ligado à Gerência de Coordenação das Unidades Regionais da Antaq. Após análise técnica, os processos que apresentam indícios de irregularidades na cobrança de sobre-estadia são incluídos na fila de conciliação.

Os encontros ocorrem de forma on-line e são conduzidos por dois servidores do GEF Contêineres, um conciliador e um auxiliar. Participam das audiências o usuário denunciante, a empresa emissora da fatura, o transportador efetivo e outras empresas envolvidas na operação.

Acordos podem ocorrer antes da audiência

A Antaq ressalta que as partes podem firmar acordo antes mesmo da audiência formal. Nesses casos, basta apresentar o termo assinado e o pedido de desistência do processo. Quando há consenso, seja de forma antecipada ou durante a audiência, a denúncia é arquivada sem aplicação de penalidades.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alexsander Ferraz/AT

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Logística

COSCO aposta em newcastlemax com capacidade para contêineres e amplia encomendas de navios porta-contêineres

A COSCO Shipping Bulk, braço de granéis secos do grupo chinês, está redefinindo os limites entre o transporte graneleiro e o liner shipping. A companhia encomendou uma série de newcastlemax capazes de transportar contêineres, movimento que reforça a flexibilidade de carga como ativo estratégico em um mercado cada vez mais volátil.

Paralelamente, a COSCO também confirmou uma grande rodada de encomendas de navios porta-contêineres, totalizando 18 novas embarcações, com investimento estimado em US$ 2,7 bilhões.

Detalhes do projeto dos newcastlemax multifuncionais

A construção de três graneleiros de 210 mil toneladas de porte bruto (dwt) ficará a cargo do estaleiro CSSC Qingdao Beihai Shipbuilding. As embarcações terão projeto preparado para metanol e amônia e capacidade para transportar contêineres, carga geral e granéis sólidos.

O design foi desenvolvido pelo Shanghai Merchant Ship Design and Research Institute (SDARI) e os navios serão classificados pela China Classification Society. Com cerca de 300 metros de comprimento e 50 metros de boca, os navios mantêm as dimensões típicas de um newcastlemax, mas incorporam a possibilidade de embarque de contêineres, algo inédito nesse segmento tradicionalmente dedicado apenas a granéis.

O contrato envolve, além da COSCO Shipping Bulk, o estaleiro CSSC Beihai Shipbuilding, a CSSC Trading e a Zheshang Financial Leasing, evidenciando o porte financeiro e estratégico do projeto.

Beihai reforça liderança no mercado global

O novo desenho representa uma evolução significativa da plataforma 210.000 dwt, considerada um dos principais produtos do estaleiro Beihai, que mantém posição dominante no mercado global de newcastlemax. Recentemente, o estaleiro também garantiu novos contratos com o Seacon Shipping Group, fortalecendo ainda mais sua liderança no segmento.

Estratégia da COSCO para modernizar a frota

Para a COSCO, o acordo faz parte de um plano mais amplo de expansão e modernização da frota de newcastlemax. O grupo também aparece como operador final de quatro novos navios de 210 mil dwt encomendados ao Dalian Shipbuilding Industry Co, marcando a segunda rodada de pedidos desse tipo em 2025.

No início do ano, a empresa já havia aprovado a construção de dez unidades semelhantes nos estaleiros COSCO Shipping Heavy Industry Zhoushan e CSSC Qingdao Beihai, com entregas previstas até o final de 2028.

Flexibilidade de carga ganha protagonismo

Embora a ideia de transportar contêineres em graneleiros já tenha sido vista como algo pontual, o conceito ganhou força durante a pandemia, quando os mercados de frete sofreram fortes distorções. Nesse período, contêineres passaram a ser embarcados em graneleiros, madeira foi transportada em newcastlemax, e até veículos ocuparam espaço em navios originalmente projetados para outras cargas.

Em 2022, a Star Bulk foi uma das primeiras armadoras de capesize a obter aprovação de classe para transporte de contêineres. Empresas como Swire Bulk também utilizaram navios de granéis secos para esse fim. A escassez de capacidade no transporte regular e os altos valores de afretamento estimularam soluções criativas — experiência que a COSCO agora incorpora diretamente em seus novos projetos de construção.

Histórico de inovação entre segmentos

Maior armador do mundo, a COSCO já tem histórico de misturar funções entre tipos de navios. Em 2022, por exemplo, a empresa passou a transportar automóveis em um navio pulp carrier, após desenvolver uma estrutura dobrável que permitia empilhar veículos em embarcações não convencionais para esse tipo de carga.

Mega encomenda de porta-contêineres e aposta em LNG

Além dos graneleiros, a COSCO confirmou a encomenda de 18 navios porta-contêineres, reforçando escala e opções de combustível alternativo em sua frota.

De acordo com registros regulatórios, foram encomendados:

  • 12 navios de 18.000 TEU, com propulsão dual-fuel LNG, no estaleiro Jiangnan Shipyard;
  • 6 navios de 3.000 TEU, com propulsão convencional, no COSCO Zhoushan Shipyard.

Os navios movidos a GNL (LNG) têm custo unitário de pouco menos de RMB 1,4 bilhão (cerca de US$ 200,7 milhões), totalizando RMB 16,8 bilhões. As entregas estão programadas para 2028 e 2029.

Este será o primeiro grande movimento da COSCO com LNG como combustível marítimo alternativo. Até então, o grupo vinha priorizando projetos preparados para metanol, além da propulsão tradicional.

Projeto consolidado e cronograma de entregas

Segundo a Alphaliner, os novos porta-contêineres de 18.000 TEU seguem um projeto próprio do estaleiro Jiangnan, que já possui 12 navios idênticos encomendados pela CMA CGM, parceira da COSCO na Ocean Alliance, também com entregas previstas para 2028 e 2029.

O estaleiro Jiangnan mantém uma longa relação com a COSCO, tendo entregue anteriormente navios de 5.100 TEU, 4.700 TEU e 21.000 TEU ao grupo.

Já os seis navios de 3.000 TEU construídos em Zhoushan terão preço unitário próximo de RMB 330 milhões (cerca de US$ 47,3 milhões) e devem ser entregues entre meados e o final de 2028.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Splash 247

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Logística

Novo túnel da Rodovia dos Imigrantes com mais de 6 km promete reduzir em até 40% o tempo entre São Paulo e Santos

A construção de um novo túnel na Rodovia dos Imigrantes representa um avanço decisivo para a mobilidade entre a capital paulista e o litoral sul. Considerada uma das maiores obras viárias do Brasil, a intervenção foi planejada para superar os desafios da Serra do Mar, melhorar a eficiência do corredor entre São Paulo e o Porto de Santos e, ao mesmo tempo, reduzir impactos ambientais em áreas sensíveis. A entrega está prevista para 2027.

Por que o novo túnel da Rodovia dos Imigrantes é estratégico?

A nova pista cria um eixo contínuo de transporte, integrando logística, turismo e deslocamentos cotidianos. Na prática, a obra aproxima o maior centro econômico do país de um dos portos mais importantes da América Latina, fortalecendo o comércio exterior e o abastecimento regional.

Com aproximadamente 21,5 quilômetros de extensão, sendo cerca de 17 quilômetros em túneis, o traçado prioriza soluções subterrâneas para minimizar interferências no relevo e reduzir riscos de deslizamentos. O destaque é o túnel com mais de 6 quilômetros, que deve se tornar o maior túnel rodoviário do Brasil, um marco para a engenharia nacional e para a infraestrutura paulista.

Impactos do novo túnel no Porto de Santos e no turismo

Um dos principais focos do projeto é garantir maior regularidade ao fluxo de caminhões que atendem o Porto de Santos. A redução de gargalos na serra permite um planejamento logístico mais preciso, menos atrasos em períodos de pico e ganhos de eficiência nas operações de exportação e importação.

Os benefícios também alcançam o transporte de passageiros. Ônibus rodoviários e veículos particulares terão deslocamentos mais fluidos para Santos, Guarujá, São Vicente e Praia Grande, incentivando viagens de fim de semana, ampliando o acesso às praias e fortalecendo o comércio, os serviços e a rede hoteleira da Baixada Santista.

Principais ganhos esperados:

  • Fluxo mais estável, com menor variação no tempo de viagem.
  • Redução de custos logísticos, especialmente no transporte de cargas.
  • Estímulo ao turismo, inclusive em períodos de alta temporada.

Principais características do novo túnel da Imigrantes

O projeto aposta fortemente em trechos subterrâneos para atravessar a Serra do Mar com menor impacto ambiental. A inclinação média próxima de 4% foi definida para equilibrar desempenho, segurança e consumo de combustível, especialmente para veículos pesados.

A nova pista contará com duas faixas de rolamento e acostamento reversível, permitindo ajustes conforme o volume de tráfego. Estão previstos sistemas modernos de ventilação, monitoramento por câmeras, detecção automática de incidentes, além de saídas de emergência, iluminação reforçada e sinalização específica para situações de risco.

Etapas técnicas previstas na obra:

  • Estudos geológicos detalhados da Serra do Mar.
  • Escavações profundas com estabilização de encostas.
  • Revestimento estrutural e impermeabilização dos túneis.
  • Pavimentação projetada para alto volume de caminhões.
  • Testes operacionais e simulações de emergência.

Como a obra vai transformar a mobilidade entre São Paulo e o litoral

Com conclusão prevista para 2027, a nova pista da Imigrantes tende a redefinir a ligação entre São Paulo e a Baixada Santista. A eliminação de pontos críticos na serra e a implantação do túnel de grande extensão devem reduzir o tempo médio de viagem e tornar os deslocamentos mais previsíveis ao longo de todo o ano, inclusive em feriados prolongados.

Ao integrar economia, porto e polos turísticos em um único eixo rodoviário, a Rodovia dos Imigrantes reforça seu papel como artéria estratégica do estado. A expectativa é absorver o crescimento do tráfego com mais segurança e maior capacidade operacional.

Benefícios diretos:

  • Mais previsibilidade para quem utiliza a rodovia diariamente.
  • Menor risco de filas prolongadas em trechos de serra.
  • Integração eficiente entre metrópole, porto e litoral.

FAQ: dúvidas frequentes sobre o túnel entre São Paulo e Santos

Qual é o investimento estimado na obra?
Projetos desse porte costumam envolver investimentos de bilhões de reais, financiados pela concessionária da rodovia em parceria com o Governo do Estado, com retorno baseado em eficiência logística e arrecadação de pedágios.

Haverá aumento de pedágio para financiar o túnel?
Expansões desse tipo geralmente são viabilizadas por aditivos contratuais, que podem resultar em reajustes tarifários ou na prorrogação do prazo de concessão para amortizar os custos.

Como ficará o tráfego durante as obras?
Por se tratar majoritariamente de uma construção subterrânea, o impacto nas pistas atuais tende a ser limitado, com interdições pontuais apenas nas áreas de entrada e saída dos túneis e nos canteiros de obras.

Execução da obra e cuidados ambientais

A execução do novo túnel da Rodovia dos Imigrantes exige estudos geológicos minuciosos e técnicas avançadas de escavação para garantir estabilidade. O projeto inclui monitoramento contínuo das encostas, sistemas eficientes de drenagem e métodos de contenção que reduzem riscos de desmoronamentos e impactos ambientais ao longo de todo o traçado.

FONTE: Terra Brasil Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Terra Brasil Notícias

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Logística

Governo federal deve priorizar ferrovias em 2026 após ciclo de leilões rodoviários

Após um período marcado pelo avanço dos leilões de rodovias, o governo federal pretende concentrar esforços no setor ferroviário a partir de 2026. A estratégia é estruturar uma carteira robusta de projetos e destravar licitações de trilhos, segundo o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro.

De acordo com ele, o segmento rodoviário já opera em ritmo contínuo, com modelagens consolidadas e projetos contratados, o que permite direcionar mais atenção às ferrovias, hoje consideradas prioridade dentro da pasta.

Corredor Minas-Rio será teste do novo modelo

Uma das primeiras iniciativas previstas é o lançamento, em janeiro, de um edital de chamamento público para interessados na recuperação de trechos ferroviários entre Arcos (MG) e Barra Mansa (RJ), conhecido como Corredor Minas-Rio. O plano é permitir que grupos privados assumam a ferrovia no regime de autorização, no qual os ativos são integralmente privados.

A expectativa do governo é realizar o leilão em abril, em um movimento que será visto como um teste para esse modelo de concessão ferroviária.

Estudo do BID vai orientar novos chamamentos

Paralelamente, o ministério aguarda para fevereiro a conclusão de um estudo encomendado ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que analisará toda a malha ferroviária nacional atualmente sem operação. O levantamento detalhará os custos de recuperação de cada trecho.

Com base nesses dados, a intenção do governo é submeter ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma solução que permita ampliar o uso de chamamentos públicos para novas autorizações ferroviárias.

EF-118 avança e deve ir a leilão em 2026

Outro projeto considerado estratégico é o Anel Ferroviário Sudeste, a EF-118, que ligará Espírito Santo e Rio de Janeiro. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou o projeto no fim de dezembro, permitindo o envio da proposta ao TCU.

O cronograma prevê a publicação do edital em março e a realização do leilão em junho. O empreendimento contará com cerca de R$ 4,5 bilhões em aporte público, recursos já garantidos em contas vinculadas, oriundos de renegociações contratuais com MRS, Rumo e de valores antecipados do acordo com a Vale.

Interesse do mercado e novos leilões

Segundo Santoro, as conversas com o mercado têm despertado interesse de diferentes perfis de investidores, incluindo operadores ferroviários, grupos chineses e gestoras de investimentos em infraestrutura.

Ainda em 2026, o ministério pretende avançar com a licitação da Malha Oeste, que poderá ser estruturada em sublotes, com trechos menores, para ampliar a atratividade do projeto.

Ferrogrão e Fico-Fiol seguem como desafios

Entre os projetos mais ambiciosos do governo estão a Ferrogrão e o Corredor Leste-Oeste, que envolve a Fico (Ferrovia de Integração Centro-Oeste) e a Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste).

No caso da Ferrogrão, os principais entraves são as questões ambientais e a dificuldade de atrair investidores dispostos a aportar volumes elevados de capital. Já no corredor Fico-Fiol, o avanço depende da solução para o primeiro trecho da Fiol, entre Caetité e Ilhéus (BA), além da viabilização do porto na costa baiana.

Esse trecho foi concedido à Bamin em gestões anteriores, mas permanece sem obras. Atualmente, a empresa negocia a venda do ativo, e a avaliação do mercado é que, sem resolver esse ponto, o leilão do corredor completo dificilmente avançará.

Complexidade ainda limita apetite dos investidores

Apesar do esforço do governo, especialistas avaliam que o setor ferroviário ainda enfrenta desafios relevantes. Para o mercado, os projetos são mais complexos do que os rodoviários, exigem integração direta com portos e dependem de soluções claras para mitigação de riscos.

Segundo Rogério Yamashita, responsável pela área de Project Finance em infraestrutura do Itaú BBA, ainda é necessário avançar na materialização das propostas e na definição de como os riscos serão compartilhados para ampliar o interesse dos investidores.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Gabriel Reis/Valor

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Logística

Logística em janeiro exige planejamento e manutenção para evitar gargalos operacionais

Com o encerramento das férias coletivas e a retomada progressiva das atividades industriais e comerciais, o mês de janeiro se consolida como um dos períodos mais sensíveis para a logística. O aumento repentino no fluxo de mercadorias, somado à reativação de operações que estavam em ritmo reduzido, eleva o risco de atrasos, falhas operacionais e custos inesperados logo no início do ano.

Para enfrentar esse cenário, especialistas destacam que a preparação técnica e o planejamento antecipado são decisivos para garantir uma retomada eficiente das operações.

Manutenção preventiva reduz riscos no início do ano

Segundo Humberto Mello, diretor da Tria Empilhadeiras, a manutenção preventiva de empilhadeiras e equipamentos de movimentação de carga é uma das principais ações para evitar problemas logo na volta das atividades. Após períodos de menor utilização, falhas mecânicas, desgastes em sistemas hidráulicos e problemas em baterias de lítio podem permanecer ocultos e só aparecer quando a operação já está em plena carga.

Antecipar inspeções técnicas e ajustes reduz significativamente o risco de paradas não programadas, que impactam diretamente a produtividade e os prazos logísticos.

“Realizar a manutenção antes do retorno das operações é uma forma de proteger toda a cadeia logística. Um equipamento parado em janeiro pode gerar um efeito cascata, afetando entregas, contratos e a confiança dos clientes”, afirma o executivo.

Revisão de equipamentos e foco em segurança

Além das empilhadeiras, a revisão de equipamentos auxiliares, como paleteiras, sistemas de elevação e dispositivos de segurança, deve integrar o checklist de início de ano. Garantir que todos os itens estejam em conformidade com as normas técnicas contribui não apenas para a eficiência operacional, mas também para a segurança dos operadores no retorno ao ritmo normal de trabalho.

Esse cuidado é ainda mais relevante em setores com alta rotatividade de produtos ou forte influência de demandas sazonais, onde qualquer interrupção pode gerar impactos significativos.

Planejamento de frota evita custos e sobrecarga

Outro ponto estratégico destacado pelo especialista é o planejamento de frota. Avaliar a quantidade ideal de equipamentos para o volume de operações previsto para janeiro e os meses seguintes ajuda a evitar dois extremos prejudiciais: a ociosidade de ativos e a sobrecarga de máquinas.

Ambos os cenários elevam custos operacionais e aumentam a probabilidade de falhas em momentos críticos. “Janeiro é o período ideal para revisar contratos, reavaliar a frota e alinhar expectativas com as áreas de produção e distribuição. Esse planejamento integrado torna a operação mais fluida ao longo do ano”, destaca Mello.

Retomada pode virar ganho operacional

Ao investir em manutenção preventiva, revisão de equipamentos e planejamento logístico, as empresas transformam a retomada das atividades em uma oportunidade de ganho operacional. Além de reduzir gargalos, essas ações criam uma base mais sólida para enfrentar os desafios típicos do início de um novo ciclo produtivo.

FONTE: Jornal do Brás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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