Logística

APM Terminals assume gestão temporária dos portos de Balboa e Cristóbal, no Panamá

A APM Terminals passará a responder de forma temporária pela administração dos portos de Balboa e Cristóbal, no Panamá, após a Autoridade Marítima do Panamá anunciar a ativação de um plano técnico de transição operacional. A medida foi adotada depois que a Suprema Corte de Justiça do país declarou inconstitucional a concessão concedida à Companhia de Portos do Panamá, controlada pelo grupo CK Hutchison, com sede em Hong Kong.

Terminais são estratégicos para o Canal do Panamá
Os dois portos ocupam posições consideradas essenciais para o comércio marítimo internacional, por estarem localizados em lados opostos do Canal do Panamá. O porto de Cristóbal opera no eixo Atlântico, enquanto o porto de Balboa está situado no Pacífico, formando um corredor logístico fundamental para o fluxo global de cargas.

Operações seguem sem interrupções, afirma autoridade marítima
Em nota oficial, a Autoridade Marítima do Panamá informou que os serviços essenciais ligados ao comércio exterior continuam operando normalmente. Segundo o órgão, a transição está sendo conduzida de forma organizada e coordenada, com expectativa de colaboração da atual operadora durante o período de mudança.

Gestão provisória enquanto governo define modelo definitivo
Durante a fase de transição, a APM Terminals atuará como gestora interina dos terminais, enquanto o Estado panamenho avalia os próximos passos para a administração definitiva das unidades portuárias. A prioridade, de acordo com o governo, é manter a estabilidade do sistema portuário e garantir a continuidade do fluxo de cargas no país.

Foco na preservação do comércio internacional
A Autoridade Marítima reforçou que todo o processo tem como objetivo central assegurar a continuidade do comércio internacional, destacando o papel dos portos de Balboa e Cristóbal nas cadeias globais de suprimentos e na competitividade logística do Panamá.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Logística

Planejamento Hidroviário Nacional prioriza previsibilidade logística e prepara novos editais para 2026

A navegação interior vem se consolidando como eixo estratégico da logística nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde a malha rodoviária é menos capilarizada. Diante da sazonalidade hidrológica, marcada por períodos de seca e cheia, o Planejamento Hidroviário Nacional foi estruturado para reduzir riscos operacionais e garantir a circulação de insumos essenciais, além do escoamento de safras agrícolas e minérios.

Governança compartilhada busca eficiência e controle

A gestão do setor hidroviário brasileiro está distribuída entre quatro instâncias. O Ministério de Portos e Aeroportos define diretrizes e prioridades; a Marinha do Brasil responde pela segurança da navegação; o DNIT atua na manutenção e dragagem; e a Antaq é responsável pela regulação e fiscalização. Esse arranjo institucional busca assegurar transparência, segurança jurídica e controle público sobre os ativos da União.

Dragagem e concessões sustentam a previsibilidade

A dragagem de manutenção é considerada um dos principais pilares para a estabilidade das rotas hidroviárias. A atividade consiste na remoção de sedimentos acumulados para preservar o calado em trechos já operacionais, sem modificar o curso natural dos rios.

Em paralelo, o governo avança no modelo de concessões hidroviárias. De acordo com a Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, a concessão não representa privatização do leito, mas a delegação de serviços específicos, como sinalização, balizamento e manutenção, sob regulação estatal. A iniciativa busca ampliar a eficiência operacional, mantendo a fiscalização da Antaq e assegurando regularidade ao transporte de cargas e passageiros.

Hidrovias prioritárias no Plano Geral de Outorgas

O Plano Geral de Outorgas (PGO 2023) definiu seis projetos prioritários para estudos de viabilidade e modelagem de concessão. Entre eles estão hidrovias estratégicas da Bacia Amazônica, como os rios Madeira, Tapajós e Tocantins; o Rio Paraguai, fundamental para o escoamento do Centro-Oeste; a Lagoa Mirim, no Rio Grande do Sul; e a chamada Hidrovia Verde, na região da Barra Norte.

A inclusão desses projetos no Programa Nacional de Desestatização (PND) indica prioridade técnica, mas a publicação dos editais ainda depende da conclusão dos estudos e da realização de audiências públicas.

Rio Paraguai lidera cronograma para 2026

Entre os projetos em andamento, a Hidrovia do Rio Paraguai (Tramo Sul) apresenta o estágio mais avançado. Com cerca de 600 quilômetros de extensão, ligando Corumbá (MS) à foz do Rio Apa, o trecho é considerado estratégico para o comércio exterior do Mercosul. A expectativa do governo é lançar o edital de concessão no primeiro semestre de 2026.

Já as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós seguem em fase de modelagem, com atualizações previstas ao longo de 2026. A Hidrovia Verde continua sendo desenvolvida sob diretrizes de sustentabilidade ambiental. A coordenação entre Executivo e órgãos reguladores tem como meta reduzir o Custo Brasil e tornar o transporte hidroviário um modal mais previsível para grandes embarcadores e comunidades que dependem da rede fluvial.

FONTE: MPOR
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Em 24 horas: roubo de eletrônicos e tentativa frustrada à carga de defensivos acendem alerta no setor logístico

Uma tentativa de roubo a uma carga de defensivos agrícolas avaliada em R$ 5 milhões foi frustrada na manhã do dia 05 de janeiro, no Rodoanel Mário Covas, em São Paulo. O caminhão havia saído do Porto de Santos e seguia para Paulínia, quando foi abordado por criminosos, mas a ação foi impedida graças à atuação dos agentes de escolta armada, que reagiram à investida.

Durante a ocorrência, houve troca de tiros entre os criminosos e a equipe de segurança. Um dos agentes ficou ferido, mas a carga foi preservada. O caso reforça o nível de violência e organização das quadrilhas especializadas em roubos de cargas de alto valor no estado.

Carga de computadores é roubada um dia antes na capital paulista

Diferente do desfecho ocorrido no Rodoanel, no dia anterior (04 de janeiro) uma carga de computadores da HP, avaliada em R$ 3 milhões, foi roubada após o motorista e a escolta serem rendidos por um grupo fortemente armado.

O crime aconteceu por volta das 6h da manhã, a cerca de 500 metros da empresa de onde o caminhão saiu, localizada na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. O veículo seguia com destino a Santana do Parnaíba, na Região Metropolitana.

O caso foi registrado no 30º Distrito Policial da Polícia Civil de São Paulo e está sendo investigado pelo DEIC/DIVEA (Departamento Estadual de Investigações Criminais – Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio).

Especialista alerta para risco iminente a cargas de alto valor

Para Fabio Barbosa, especialista em segurança, Diretor do GT da ABINEE – Associação Brasileira da Indústrias Elétrica e Eletrôncia e Board Member da TAPA Americas, a sequência de ocorrências em um curto intervalo de tempo é um sinal claro de alerta para o setor. “Considerando o roubo ocorrido ontem e esta nova tentativa hoje, fica claro que precisamos reforçar imediatamente os protocolos de gestão de riscos logísticos, pois é possível que, nas próximas 48 horas, novas cargas de alto valor estejam sob ameaça de atuação criminosa.”

Fabio reforça ainda a importância da atuação integrada entre empresas, entidades setoriais e auditorias especializadas. “Seguiremos discutindo o fortalecimento dos protocolos, processos, auditoria TAPA e o networking proporcionado pela ABINEE, a fim de elevarmos ainda mais o nível de segurança das nossas operações.”

Roubos de carga em 2025: crime persiste apesar de queda em algumas regiões

Os casos registrados em São Paulo reforçam um cenário já apontado por dados nacionais de 2025. Embora algumas regiões do país apresentem queda nos índices de roubo de cargas, o crime segue persistente e com expansão para novas rotas e modalidades, especialmente envolvendo produtos de alto valor agregado, como eletrônicos, defensivos agrícolas e insumos industriais.

Matéria publicada pelo ReConecta News mostra que o crime organizado tem adaptado suas estratégias, atuando cada vez mais próximo aos pontos de origem das cargas e utilizando armamento pesado, o que eleva o risco para motoristas, escoltas e operadores logísticos.

Segurança logística segue como prioridade estratégica

Especialistas do setor alertam que investimentos em gestão de risco, inteligência logística, escolta especializada, auditorias e integração entre empresas são fundamentais para mitigar perdas e proteger vidas. Os episódios recentes em São Paulo mostram que, mesmo com avanços, o combate ao roubo de cargas segue sendo um dos principais desafios da logística brasileira.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGENS: REPRODUÇÃO BRASIL URGENTE/BAND

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Logística

Roubos de Carga no Brasil em 2025: queda em algumas áreas, mas crime persiste e se espalha pelo país

O roubo de cargas continua sendo um dos principais desafios para a segurança pública, apesar de sinais de retração em algumas regiões e iniciativas de combate por parte das forças de segurança. Dados oficiais e levantamentos de setor mostram que a criminalidade ainda afeta fortemente as rotas logísticas, com variações significativas entre estados e modalidades de operação.

Distribuição geográfica e tendências de 2025

Segundo o relatório “Análise de Roubo de Cargas”, elaborado pela NSTECH — empresa especializada em soluções para supply chain — o Sudeste permaneceu como a região com maior concentração de roubos de carga no primeiro semestre de 2025, apesar de ter perdido participação relativa em relação ao mesmo período de 2024. 

  • Sudeste: concentrou 62,4% dos prejuízos com roubos de cargas no país entre janeiro e junho — queda de 18,2 pontos percentuais em comparação com 2024. 
  • Nordeste: registrou 21,3% dos prejuízos, um aumento de 5,5 pontos percentuais no mesmo comparativo, sinalizando dispersão dos crimes para outras regiões. 

Levantamentos mais detalhados do terceiro trimestre de 2025 indicaram que, embora o Sudeste ainda lidere em números absolutos, outras regiões como Norte e Nordeste passaram a responder por parcelas maiores das ocorrências. 

Casos emblemáticos e variações estaduais

  • No estado do Rio de Janeiro, os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostraram um aumento de 99% nos roubos de cargas em fevereiro de 2025 quando comparado ao mesmo mês em 2024 — passando de 160 ocorrências para 319. 
  • Já no estado de São Paulo, maior pista logística do país, o número de roubos de carga registrou queda expressiva ao longo de 2025. De acordo com o balanço oficial divulgado em dezembro, houve uma redução de 25,2% nos casos entre janeiro e novembro, atingindo o menor índice dos últimos 25 anos.
    Mesmo assim, um levantamento econômico aponta que o Estado teve cerca de 2.726 ocorrências entre janeiro e agosto de 2025, uma média de 11 roubos ou furtos de cargas por dia, com maior incidência em itens como cigarros, bebidas e eletroeletrônicos. 

Em contraste com essas duas realidades estaduais, municípios como Jundiaí (SP) celebraram resultados inéditos em 2025 — com zero ocorrências de roubo de carga em setembro, um feito atribuído ao reforço de ações de inteligência e policiamento. 

Perfil dos crimes e fatores de risco

O padrão dos roubos de cargas em 2025 mostra algumas características marcantes:

  • Predominância noturna: o relatório da NSTECH registrou um aumento de 14,3 pontos percentuais em roubos noturnos, com picos às sextas-feiras, o que evidencia a necessidade de estratégias específicas de policiamento em horários de maior vulnerabilidade. 
  • Evolução tecnológica dos crimes: além dos métodos tradicionais de abordagem, cibercrime associado ao roubo de cargas começou a aparecer como vetor emergente, com quadrilhas usando ataques digitais para desviar veículos e fraudar sistemas de gerenciamento de fretes, embora relatórios ainda sejam mais preliminares neste aspecto. 

Impactos econômicos e sociais

O roubo de cargas não é apenas uma questão de segurança pública — ele também tem forte impacto econômico. Dados de 2024, frequentemente referenciados por analistas do setor, indicam que o país registrou mais de 10 mil roubos de carga no ano passado, com prejuízos estimados em cerca de R$ 1,2 bilhão para o setor logístico. 

Empresários apontam que os custos associados à insegurança — como contratação de escoltas, tecnologia de rastreamento e seguros mais caros — acabam sendo incorporados no preço final de produtos, elevando o custo logístico do país como um todo.

O que esperar para 2026

Especialistas do setor e autoridades de segurança esperam que as políticas integradas de combate ao roubo de cargas, com uso de tecnologia, inteligência policial e cooperação entre estados e iniciativa privada, possam reforçar a tendência de queda iniciada em algumas regiões em 2025. Ainda assim, a dispersão geográfica do crime e a possível incorporação de métodos digitais por redes criminosas apontam para um desafio contínuo.

Fontes

  • nstech – Relatório de Análise de Roubo de Cargas (2025)
  • Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística)
  • MundoLogística
  • Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP-RJ)
  • Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP)
  • Agência SP – Governo do Estado de São Paulo
  • Tecnologística
  • IstoÉ Dinheiro
  • SEGS – Portal Nacional de Seguros, Transportes e Logística

EDITORIAL: Este conteúdo foi produzido com o apoio de inteligência artificial, sob curadoria, revisão e validação editorial da equipe do ReConecta News, com base em fontes públicas, dados oficiais e práticas jornalísticas.

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Logística

Concessão de canais de acesso fortalece logística portuária e moderniza gestão no Brasil

O Governo Federal iniciou, em 2023, a adoção do modelo de concessão de canais de acesso aos portos brasileiros, dando um passo importante na modernização da infraestrutura portuária nacional. A iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos busca garantir investimentos contínuos, ampliar a segurança da navegação e aumentar a capacidade operacional dos portos, preparando-os para o crescimento da demanda e a operação de embarcações de maior porte.

Paranaguá como marco inicial

O leilão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, realizado em outubro de 2025, marcou o primeiro contrato desse tipo no país. Previsto para 25 anos, com possibilidade de prorrogação, o contrato envolve investimentos superiores a R$ 1 bilhão e abrange a administração, manutenção e exploração da infraestrutura aquaviária, incluindo canais, bacias de evolução e áreas de fundeio.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou a importância do projeto: “Os canais de acesso são tão estratégicos quanto os terminais portuários. Com concessões específicas, garantimos investimentos permanentes, mais segurança na navegação e melhores condições para operar navios maiores e mais modernos, fortalecendo a logística, reduzindo custos e ampliando a competitividade brasileira.”

Sinal de maturidade institucional

Para o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, a concessão de Paranaguá simboliza tanto avanço técnico quanto maturidade institucional do setor portuário. “Esse modelo traz previsibilidade, segurança jurídica e eficiência operacional. À medida que expandirmos para outros portos, a mensagem para o mundo é clara: o Brasil se prepara para o futuro, com infraestrutura planejada e capaz de atender ao crescimento do comércio marítimo internacional”, afirmou.

Próximos projetos e expansão da logística

Após Paranaguá, o Ministério de Portos e Aeroportos trabalha na estruturação de novos projetos de concessão. O canal de acesso ao Porto de Itajaí (SC) está mais avançado, com processo já submetido ao Tribunal de Contas da União (TCU) e investimentos estimados em mais de R$ 300 milhões, visando ampliar a capacidade operacional do porto.

Outros canais estratégicos, como os de Santos (SP), Rio Grande (RS) e portos sob gestão da Codeba (BA), seguem em fase de estudos, análises técnicas e articulações institucionais, ainda sem cronograma definido para leilão.

Além das dragagens, os projetos incluem manutenção contínua, sinalização náutica e gestão integrada do tráfego aquaviário, garantindo segurança operacional, previsibilidade logística e eficiência no escoamento de cargas.

O objetivo do ministério é consolidar um ambiente regulatório estável e atrativo para investimentos privados, alinhando a infraestrutura aquaviária ao crescimento da demanda, à evolução da frota marítima e às necessidades do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cláudio Neves – Portos do Paraná

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Logística

Transnordestina atinge 80% de execução na Fase 1 e avança para operação plena

A Fase 1 da Ferrovia Transnordestina alcançou 80% de avanço físico e se aproxima de um marco importante para a logística do Nordeste. Do total previsto, 727 quilômetros da linha principal já estão concluídos, enquanto outros 326 quilômetros seguem em obras, consolidando o ritmo de execução do empreendimento.

Testes operacionais avançam no Ceará e no Piauí

Em janeiro, o projeto ferroviário registrou mais um avanço relevante com a conclusão da segunda prova operacional. A Transnordestina Logística S.A. (TLSA) realizou o transporte de 946,12 toneladas de sorgo, partindo do Terminal Intermodal do Piauí (TIPI) com destino ao Terminal Logístico de Iguatu (TLI), no Ceará.

O trajeto foi cumprido em 16 horas e 34 minutos, demonstrando a viabilidade operacional da ferrovia e reforçando o potencial do modal ferroviário para o escoamento de cargas agrícolas.

Transporte de cargas marca fase de avaliação do projeto

A etapa de testes teve início em dezembro de 2025, com foco no transporte de produtos agrícolas pela Transnordestina. Segundo a concessionária, as próximas provas devem contemplar a diversificação de mercadorias, ampliando a validação do sistema ferroviário.

Infraestrutura ferroviária promete impacto econômico no Nordeste

De acordo com o diretor executivo de Infraestrutura e Logística da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Tufi Daher Filho, a Transnordestina representa um divisor de águas para a região.

“Este é um projeto fundamental, com mais de 1.200 quilômetros de ferrovias e todos os lotes contratados. Trata-se de uma infraestrutura de padrão mundial, capaz de impulsionar o desenvolvimento e reverter tendências negativas históricas do Nordeste”, destacou.

Traçado, investimento e alcance regional

Ao final, a ferrovia contará com 1.206 quilômetros de linha principal e 73 quilômetros de ramais secundários, atravessando 53 municípios. O traçado liga Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), um dos principais hubs logísticos do país.

O investimento total da Transnordestina é estimado em R$ 14,9 bilhões, dos quais R$ 11,3 bilhões já foram executados, reforçando a robustez financeira e o avanço consistente do projeto.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Logística

Custos logísticos devem pressionar empresas brasileiras em 2026, aponta ILOS

Um cenário de atenção começa a se desenhar para as empresas brasileiras em 2026. Um estudo do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) indica que mais da metade das companhias do país prevê aumento nos custos de transporte, enquanto despesas com armazenagem e manutenção de estoques também tendem a subir.

Transporte lidera expectativa de alta de custos

De acordo com o levantamento, 52% das empresas entrevistadas esperam elevação nos preços do transporte em 2026. Já os custos de armazenamento aparecem como preocupação para 22% das companhias, enquanto 13% avaliam que haverá aumento nas despesas relacionadas aos estoques.

Os dados reforçam o peso crescente da logística na estrutura de custos corporativa, especialmente em um ambiente de crescimento da demanda e gargalos estruturais persistentes.

Logística representa 15,5% do PIB brasileiro

O estudo do ILOS aponta ainda que os custos logísticos no Brasil equivalem a 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, evidenciando o impacto do setor sobre a economia nacional. Apesar disso, o preço do transporte rodoviário de cargas registrou queda de 1% na comparação anual, movimento que não foi suficiente para compensar outros aumentos ao longo da cadeia.

Infraestrutura não acompanha crescimento do setor

Em nota, o sócio-diretor do ILOS, Maurício Lima, destacou que o volume de cargas transportadas no país cresceu 25% nos últimos dez anos, sem que os investimentos em infraestrutura acompanhassem esse avanço.

Segundo ele, a defasagem estrutural pressiona os custos logísticos de forma contínua. “Os investimentos em infraestrutura não evoluíram no mesmo ritmo do setor logístico. Esse descompasso encarece a operação e limita a capacidade de crescimento do país”, afirmou.

Setores mais impactados pelos custos logísticos

O relatório também detalha quais segmentos sentem com mais intensidade o peso da logística em suas receitas. As empresas de materiais de construção lideram, com custos que representam 14,3% do faturamento. Na sequência aparecem os setores de óleo e gás (13,3%) e de higiene, limpeza e cosméticos (9,9%).

Na média geral, os gastos logísticos correspondem a 8,7% da receita das empresas, percentual que registrou um aumento de 15,5% ao longo de 2025, segundo o ILOS.

Fonte: Times Brasil, com informações do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS).

TEXTP: REDAÇÃO

IMAGEM: FREEPIK

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Logística

Aeronave híbrida de carga não tripulada da China realiza primeiro voo com sucesso

A aeronave híbrida de carga não tripulada YH-1000S, desenvolvida integralmente na China, realizou com sucesso seu primeiro voo no município de Chongqing, no sudoeste do país. O teste inicial foi concluído nesta semana e representa um marco inédito: trata-se da primeira aeronave híbrida não tripulada de grande porte com essas características a operar no mundo.

Tecnologia híbrida de alto desempenho

Segundo a Academia Chinesa de Aerodinâmica Aeroespacial, a YH-1000S utiliza um sistema híbrido de potência de alta performance, criado em parceria com um fabricante de veículos de nova energia. A tecnologia foi validada durante o voo inaugural, confirmando a eficiência do projeto em condições reais de operação.

Mais alcance e maior capacidade de carga

Em comparação com o modelo anterior, o YH-1000 — que voou pela primeira vez em maio do ano passado —, a nova aeronave não tripulada chinesa apresenta melhorias significativas. Entre os avanços estão distâncias menores de decolagem e pouso, além de maior capacidade de carga útil e alcance de voo ampliado, fatores que aumentam sua versatilidade operacional.

Aplicações no mercado global

Projetada para atender às demandas do mercado internacional, a YH-1000S pode ser empregada em diferentes áreas estratégicas. Entre as principais aplicações estão logística e transporte internacional, resgate emergencial, redução de desastres, modificação artificial do clima, além de monitoramento e supervisão marítima.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua

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Logística

Argentina avalia rota ferroviária bioceânica para acesso a portos do Chile

O governo da Argentina iniciou tratativas para avançar na criação de uma rota ferroviária bioceânica com destino aos portos do Chile, com o objetivo de garantir uma saída logística direta ao Oceano Pacífico. A iniciativa é considerada estratégica para ampliar a competitividade do comércio exterior argentino e fortalecer a integração regional.

Investimento bilionário e corredor entre Argentina e Chile

O projeto prevê um investimento estimado em cerca de US$ 4 bilhões e propõe a implantação de um corredor ferroviário internacional, conectando regiões produtivas argentinas aos terminais portuários chilenos. A proposta está baseada na recuperação de trechos das linhas San Martín e Sarmiento, segundo informações divulgadas pela imprensa local.

O traçado em estudo ligaria a província de San Juan ao sul de Mendoza, criando um novo eixo de transporte de cargas entre os dois países.

Passo Planchón–Vergara é apontado como rota estratégica

O cruzamento da Cordilheira dos Andes deve ocorrer pelo passo Planchón–Vergara, nas proximidades da cidade de Curicó, na Região do Maule, no Chile. A escolha se deve às condições climáticas mais estáveis e à maior operabilidade durante o inverno, quando comparada a outros passos internacionais.

Conexão com Vaca Muerta amplia alcance logístico

Do lado argentino, o plano também contempla a construção de um ramal ferroviário entre General Alvear (Mendoza) e Vaca Muerta, em Neuquén. A ligação permitiria o transporte de recursos energéticos e produtivos para diferentes polos industriais, ampliando a eficiência da logística regional.

Desafios incluem infraestrutura e financiamento

Apesar do respaldo político, o projeto enfrenta obstáculos relevantes. Entre os principais desafios estão a reconstrução de vias férreas, a atualização dos padrões técnicos e a adaptação às exigências atuais do transporte ferroviário de cargas.

Para viabilizar a iniciativa, o governo avalia modelos de parceria público-privada (PPP) e sistemas de concessão, alternativas consideradas essenciais para garantir o financiamento do corredor.

Integração logística e ganho de competitividade

O corredor ferroviário bioceânico é visto como uma alternativa estratégica para reduzir custos logísticos, diversificar rotas de exportação e aproximar a Argentina dos mercados asiáticos, por meio dos portos chilenos do Pacífico.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Logística

Cabotagem fortalece abastecimento e conecta a região Norte aos mercados nacionais

O avanço da cabotagem tem se consolidado como um dos principais vetores de integração logística do país, ampliando o abastecimento, reduzindo custos logísticos e aproximando a produção da região Norte dos grandes centros consumidores. Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) mostram que, entre janeiro e novembro de 2025, o transporte por cabotagem entre portos brasileiros movimentou 10,8 milhões de toneladas no Norte, impulsionado pelas medidas do Programa BR do Mar.

Crescimento consistente e maior previsibilidade logística

Na comparação com o mesmo período de 2024, a cabotagem na região registrou um acréscimo de aproximadamente 200 mil toneladas em 2025, considerando todos os tipos de carga. O destaque ficou para a movimentação de contêineres, que avançou 8,25% no período.

O desempenho mantém a trajetória de expansão observada nos últimos anos. Em 2024, o crescimento já havia sido de cerca de 8,3% frente a 2023, refletindo maior regularidade das operações e mais previsibilidade no transporte aquaviário.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os resultados confirmam a relevância do novo marco regulatório. Segundo ele, os dados evidenciam a importância da cabotagem para a integração logística nacional, especialmente em regiões estratégicas como o Norte, onde o BR do Mar contribuiu para ampliar a eficiência do setor.

Escoamento da produção e integração regional

Os principais polos de origem da cabotagem no Norte estão concentrados no Pará, com destaque para os terminais de Trombetas, Juruti e Vila do Conde, além de Manaus (AM). A partir desses pontos, as cargas seguem majoritariamente para portos do Nordeste e do Sudeste, que atuam como hubs de distribuição e consumo.

De acordo com o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, o ganho de eficiência está diretamente ligado ao ambiente de negócios mais competitivo criado pelo programa. Para ele, a ampliação da oferta de serviços, o estímulo à concorrência e o reforço da segurança jurídica são fatores decisivos, sobretudo em regiões com grandes distâncias e forte dependência do modal aquaviário.

Esse fluxo consolida a cabotagem como um instrumento estratégico para o escoamento de cargas em larga escala e para a conexão efetiva da região Norte aos mercados nacionais.

Perfil das cargas transportadas

A movimentação por cabotagem no Norte é fortemente concentrada no transporte de bauxita, tanto em granel sólido quanto em carga geral, que somaram 3,86 milhões de toneladas no período analisado.

As cargas conteinerizadas alcançaram 3,23 milhões de toneladas, reunindo produtos industriais e tecnológicos, além de alimentos, bebidas e insumos essenciais. Esse tipo de carga tem papel relevante no abastecimento regular das cidades e na redução dos custos logísticos.

Já os granéis líquidos e gasosos tiveram como principal destaque o petróleo e seus derivados, com 2,81 milhões de toneladas movimentadas entre janeiro e novembro de 2025.

Desde a criação do BR do Mar, o crescimento da cabotagem de contêineres na região tem sido contínuo. O volume transportado passou de 2,4 milhões de toneladas em 2022 para 2,5 milhões em 2023, 3 milhões em 2024 e atingiu 3,2 milhões de toneladas em 2025, o maior patamar já registrado no Norte.

BR do Mar reforça segurança regulatória e sustentabilidade

O desempenho positivo da cabotagem está diretamente associado às medidas regulatórias do Programa BR do Mar, que ampliaram a previsibilidade do setor, fortaleceram a competitividade e garantiram maior disponibilidade de frota para atender às demandas logísticas do país.

Entre os avanços recentes estão a Portaria de Cláusulas Essenciais para Contratos de Longo Prazo, publicada em novembro de 2025, e a Portaria de Embarcação Sustentável, atualmente em fase final de regulamentação. Os instrumentos trazem mais estabilidade ao mercado, maior equilíbrio nos fretes marítimos e estímulo a práticas sustentáveis na navegação.

Segundo a coordenadora-geral de Navegação Marítima, Bruna Roncel, a atualização normativa eleva o patamar do mercado ao associar a expansão da cabotagem a critérios de sustentabilidade e segurança jurídica, garantindo que o crescimento logístico ocorra de forma estruturada.

Ao combinar previsibilidade regulatória, estímulo à concorrência e sustentabilidade, o BR do Mar reforça a cabotagem como política pública essencial para a integração logística nacional. Na região Norte, esse conjunto de medidas tem ampliado o abastecimento, reduzido custos e conectado a produção regional aos principais mercados do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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