Investimento Archives - Página 7 de 33 - Reconecta NewsBotão Flutuante com Formulário
Valorizamos a sua privacidade
Usamos cookies para aprimorar sua experiência de navegação, veicular anúncios ou conteúdo personalizado e analisar nosso tráfego. Ao clicar em "Aceitar tudo", você concorda com o uso de cookies.
Personalizar preferências de consentimento
Usamos cookies para ajudá-lo a navegar com eficiência e executar determinadas funções. Você encontrará informações detalhadas sobre todos os cookies em cada categoria de consentimento abaixo.
Os cookies categorizados como "Necessários" são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para permitir as funcionalidades básicas do site....
Sempre ativo
Os cookies necessários são necessários para habilitar os recursos básicos deste site, como fornecer login seguro ou ajustar suas preferências de consentimento. Esses cookies não armazenam nenhum dado de identificação pessoal.
Nenhum cookie para exibir.
Os cookies funcionais ajudam a executar determinadas funcionalidades, como compartilhar o conteúdo do site em plataformas de mídia social, coletar feedback e outros recursos de terceiros.
Nenhum cookie para exibir.
Cookies analíticos são usados para entender como os visitantes interagem com o site. Esses cookies ajudam a fornecer informações sobre métricas como número de visitantes, taxa de rejeição, fonte de tráfego etc.
Nenhum cookie para exibir.
Os cookies de desempenho são usados para entender e analisar os principais índices de desempenho do site, o que ajuda a oferecer uma melhor experiência de usuário aos visitantes.
Nenhum cookie para exibir.
Os cookies de publicidade são usados para fornecer aos visitantes anúncios personalizados com base nas páginas que você visitou anteriormente e para analisar a eficácia das campanhas publicitárias.
O Ibovespa avançava nesta quarta-feira, na volta do fim de semana prolongado do Carnaval, com as ações da Embraer renovando máxima histórica com alta de cerca de 8%, enquanto os papéis da Petrobras eram destaque negativo em meio ao tombo do petróleo no exterior.
Às 14h25, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,25%, a 123.107,9 pontos. Com o pregão abrindo apenas às 13h, após ficar fechado nos últimos dois dias, o volume financeiro somava R$1,4 bilhão.
Analistas do BB Investimentos afirmaram, em sua carteira de ações recomendadas para o mês corrente, esperar “um quadro de acentuada volatilidade” em março.
“O sentimento misto dos investidores encontra respaldo no nível de incertezas advindas do mercado externo, bem como do quadro interno que tem imposto pressão adicional às companhias, especialmente pela perda de dinamismo da atividade no contexto de juros mais elevados”, citaram Victor Penna e Wesley Bernabé.
– EMBRAER ON disparava 7,57%, tendo renovado máxima histórica intradia a R$75,09 no melhor momento, conforme permanece a visão de que a fabricante de aviões deve continuar mostrando desempenho operacional benigno em 2025. No ano, o papel já sobe cerca de 33%, mesmo após salto de 150% em 2024.
– MARFRIG ON avançava 8,29%, recuperando-se do tombo de mais de 10% no último pregão, na sexta-feira, em sessão positiva para o setor de proteínas na bolsa. BRF ON subia 5,74%, MINERVA ON mostrava acréscimo de 4,07% e JBS ON tinha elevação de 0,71%.
– PETROBRAS PN caía 3,01%, contaminada pelo forte declínio dos preços do petróleo no exterior. O barril do Brent, usado como referência pela estatal, recuava 3,27%, no terceiro dia seguido de queda, em meio a receios com planos da Opep+ de prosseguir com os aumentos de produção em abril.
– BRASKEM PNA recuava 3,1%, engatando o décimo pregão seguido de queda, dada a perspectiva ainda desafiadora para a indústria petroquímica. Na véspera, também entraram em vigor as novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre as importações do México, onde a empresa tem operações.
– VALE ON subia 1,07%, apesar da queda dos futuros do minério de ferro na China. A próxima sexta-feira, dia 7, é a data de corte para pagamento de dividendos anunciados no mês passado, no valor total bruto de R$2,14 por ação. O pagamento está previsto para 14 de março.
– ITAÚ UNIBANCO PN ganhava 1,55%, em dia positivo para bancos, com BANCO DO BRASIL ON avançando 1,1%, BRADESCO PN registrando alta de 1,51% e SANTANDER BRASIL UNIT apurando elevação de 1,07%.
– RD SAÚDE ON valorizava-se 3,68%, também se recuperando da queda de quase 6% no fechamento da sexta-feira. Na semana passada, após a divulgação do balanço, executivos da rede de varejo farmacêutico afirmaram que esperam um primeiro semestre mais difícil com recuperação na segunda metade do ano.
A gigante chinesa de comércio agrícola Cofco inicia a operação, no final de março, do que descreve como o maior porto dentro do porto de Santos.
O terminal consumiu R$ 1,64 bilhão em investimento direto e outro R$ 1,2 bilhão para a compra de 979 vagões e 23 locomotivas, segundo a empresa. É parte de um programa estratégico chinês proposto há três décadas e iniciado oficialmente em 2007, para inversões em agricultura pelo mundo –Agriculture Going Global, em inglês. Foi precursor da Iniciativa Cinturão, hoje mais conhecida.
Quando o porto estiver concluído integralmente, até o final deste ano, a Cofco projeta operar 14 milhões de toneladas anuais, sobretudo soja, milho e açúcar. Para 2025, deve ficar em 8 milhões de toneladas, 5,5 milhões de soja e milho, 2,5 milhões de açúcar. Será o maior terminal de exportação da Cofco International, que atua em 36 países, e “o maior porto em movimentação dinâmica de Santos”, segundo o CEO da empresa para o Brasil, Luiz Noto. Vai “concentrar as operações de todas as cargas da companhia”.
De acordo com o vice-presidente da Cofco International, Yunchao Wang, em entrevista no ano passado, é em Santos que se concentra sua atenção, não na alternativa recém-inaugurada do megaporto chinês de Chanqay, no Peru.
Questionado sobre os riscos geopolíticos recentes no Canal do Panamá, outra rota até a China, Noto respondeu que os navios do novo terminal santista vão passar pelo Cabo da Boa Esperança, na África.
O objetivo expresso do programa estratégico chinês, desde o princípio, é segurança alimentar, ou seja, garantir fontes estáveis de produtos agrícolas no exterior, dados os limites das terras aráveis na própria China.
Empresas encabeçadas pela Cofco investiram do Laos ao Uzbequistão e à Ucrânia, tanto em logística como em produção, pesquisa e desenvolvimento. No Brasil, registra Noto, a companhia vai de armazéns e indústria de esmagamento no Centro-Oeste a quatro usinas de açúcar no interior paulista.
Em Santos, a concessão do novo terminal de 98 mil metros quadrados foi obtida em licitação há três anos, para se estender por pelo menos um quarto de século. Outros investimentos projetados abrangem automatizar o transporte dentro do porto, inclusive trens, a exemplo do que acontece com os chineses e o peruano Chanqay.
Com o tempo, ele servirá a outras empresas do setor, não só à Cofco. De acordo com Noto, “o Brasil é fundamental nas operações globais da Cofco, um ‘hub’ agrícola essencial para o nosso negócio”.
Um estudo sobre segurança alimentar da Universidade Renmin, de Pequim, publicado em 2023, defendeu “encorajar” ainda mais a Cofco a participar diretamente do comércio de commodities agrícolas, inclusive mercado futuro –citando os efeitos negativos da Guerra na Ucrânia, com redução no fornecimento. Instalada no Brasil desde fevereiro de 2014, quando comprou o controle da holandesa Nidera, a Cofco International cresceu através de aquisições e acordos com produtores locais e agora dois terços de seus 11 mil funcionários estão no país. Até 2022, ela não aparecia na lista das mil maiores empresas brasileiras, do jornal Valor/Serasa/FGV. Em 2024, já era a 14ª.
Questionado sobre ações para subir ainda mais no ranking, Noto respondeu que “a busca por novos negócios está no DNA da companhia, sempre atenta às movimentações do mercado”, sem detalhar.
No país e pelo mundo, as maiores concorrentes da Cofco são as ‘traders’ americanas Cargill e Bunge. E a sua busca por diferenciação no mercado é ambiental, em linha com as prioridades de Pequim na última década. Por exemplo, segundo o CEO no Brasil, o investimento anunciado agora em ativos ferroviários “possibilita o crescimento da Cofco de forma sustentável, reforçando o compromisso de investir no agronegócio brasileiro atrelado à estratégia de reduzir emissões”.
A abertura do novo terminal terá como primeiro embarque, para a China, 1,5 milhões de toneladas de soja certificada como livre de desmatamento.
Nellis Air Force Base, Nevada– Em uma demonstração inédita, a Força Aérea dos Estados Unidos confirmou sua capacidade de modernização e adaptação, integrando de forma rápida e eficiente um míssil Harpoon, originalmente desenvolvido para a Marinha, ao caça F-16 Fighting Falcon.
O teste, conduzido pelo Destacamento 3 do 53º Grupo de Teste e Avaliação, realizado na renomada Base Aérea de Nellis, em Nevada, evidenciou a viabilidade de um novo processo que promete reduzir significativamente os prazos tradicionais para a incorporação de sistemas de armas avançados nas plataformas aéreas existentes. Por meio de um sistema de gateway – que funcionou como um “tradutor” entre o míssil e a aeronave – o F-16 foi habilitado a reconhecer e comandar o míssil sem a necessidade de modificações extensas.
Segundo fontes da própria Força Aérea, essa integração rápida pode transformar o modo como novas tecnologias são implementadas, permitindo uma resposta mais ágil às demandas operacionais e de segurança. A iniciativa demonstra o comprometimento dos Estados Unidos com a modernização de suas capacidades de defesa, alinhando as inovações tecnológicas às exigências do campo de batalha contemporâneo.
A manobra também ressalta a importância da cooperação interserviços, ao aproveitar as capacidades já testadas e aprovadas da Marinha dos EUA para fortalecer a aviação de combate. O sucesso deste procedimento pode servir de modelo para futuras atualizações e integrações de sistemas, reforçando a superioridade operacional das forças armadas americanas.
Em um cenário global cada vez mais desafiador, a iniciativa destaca a busca contínua por soluções inovadoras que permitam não apenas a manutenção, mas o aprimoramento das capacidades de resposta rápida e efetiva dos EUA.
O Aeroporto Internacional de Montevidéu, no Uruguai, viveu uma realidade incomum no último dia 22 de fevereiro. Um Boeing 747-400 pousou na capital com um propósito: abastecer o seu compartimento de cargas com três touros.
A aeronave, sob a operação da Suparna Airlines, pousou na América do Sul e pouco depois decolou rumo ao aeroporto de Yinchuan, na China. Com capacidade para transportar mais de 178 toneladas, o avião dedicou um espaço exclusivo para acomodar os três animais das raças Hereford, Aberdeen Angus e Braford.
Uruguai quer ampliar exportação de animais vivos
A iniciativa uruguaia faz parte de um gesto simbólico que visa celebrar os 35 anos de relações diplomáticas com a China. Antes de pousar em Montevidéu, o avião fez escalas em três outros aeroportos entre a Ásia e a América do Norte principalmente para descarregar itens de comércio eletrônico.
De acordo com o governo uruguaio, os animais passaram por um protocolo de saúde rigoroso antes do voo. Durante a viagem, tiveram o acompanhamento de veterinários do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca, responsáveis pela supervisão do estado de saúde dos animais.
Os touros foram um presente do governo do presidente uruguaio Luis Lacalle Pou, como reconhecimento pela amizade diplomática com a potência asiática. Mas além da afinidade ideológica – o Uruguai atualmente vive regime de esquerda -, o país sul-americano está de olho na balança comercial de exportação.
A China representa um importante cliente do rebanho bovino do Uruguai. Mais do que isso, o país quer ampliar a venda de animais vivos, cujo valor da carne supera o da carne ovina exportada, o que torna o mercado de genética bovina mais promissor. Nesse contexto, a aviação desempenha um papel fundamental.
Conforme especialistas, o transporte aéreo garante mais segurança e bem-estar aos animais. Já o transporte marítimo envolve uma viagem muito mais longa, que poderia causar estresse. Outro risco é a exposição dos animais a doenças em portos de escala.
Na América do Sul, países como Argentina, Chile e, agora, o Uruguai se destacam na exportação de animais vivos, especialmente cavalos e touros. Parte desses animais tem como destino o Oriente Médio, que os adquirem por meio principalmente de xeiques árabes para eventos e atividades recreativas.
Um grupo de investimentos liderado pela BlackRock, uma gestora americana de ativos, concordou em comprar dois portos no Panamá que são de propriedade de uma empresa de Hong Kong e que se tornaram alvo de tensões entre o Panamá e o governo Trump.
A BlackRock comprará os portos, que ficam em cada extremidade do Canal do Panamá, e mais de 40 outros do conglomerado de Hong Kong CK Hutchison por cerca de US$ 19 bilhões (R$ 112 bilhões).
As conversas entre o consórcio liderado pela BlackRock e executivos da CK Hutchinson, de propriedade da família Li, uma das mais ricas da Ásia, começaram há algumas semanas, de acordo com uma pessoa familiarizada com as discussões.
Navio cruza o Canal do Panamá, alvo de críticas por Donald Trump, que quer retomar empreendimento Foto: Federico Rios/NYT
A família Li acreditava estar sob pressão política para sair do negócio de portos, particularmente de suas participações no Canal do Panamá, disse a pessoa. O presidente Trump tem sugerido, sem evidências, que os chineses estão influenciando a operação do canal por meio dos portos de propriedade da CK Hutchison.
O Canal do Panamá fornece um atalho crucial, conectando os oceanos Pacífico e Atlântico, para navios viajando entre a Ásia e os Estados Unidos. Os navios não precisam parar nos portos do Panamá para atravessar o canal.
Trump disse frequentemente que quer que os Estados Unidos retomem o controle da hidrovia, que cedeu ao Panamá em 2000.
A CK Hutchison opera os Portos de Balboa e Cristóbal desde 1997, quando o Panamá concedeu à empresa uma concessão de 25 anos. A concessão foi renovada por mais 25 anos em 2021.
Nos últimos dias, executivos da BlackRock, incluindo Laurence D. Fink, seu executivo-chefe, e um membro do conselho, Adebayo Ogunlesi, informaram Trump, o Secretário do Tesouro Scott Bessent, o Secretário de Estado Marco Rubio e outros sobre os detelhes do negócio, de acordo com duas pessoas envolvidas no acordo. O governo apoiou o acordo, acrescentaram.
A família Li também buscou especificamente um comprador americano, disse uma das pessoas informadas sobre as discussões. Houve três outras propostas para o negócio, disse outra pessoa familiarizada com o negócio.
Frank Sixt, codiretor administrativo da CK Hutchison, disse em um comunicado que o acordo era “puramente comercial por natureza e totalmente independente de notícias políticas recentes sobre os portos do Panamá”.
Este é o maior acordo de infraestrutura da BlackRock já feito. A operação está sendo feita por meio de um fundo administrado pela Global Infrastructure Partners, uma empresa de infraestrutura que ela comprou no ano passado, e com a Terminal Investment Limited, que opera portos atendidos pela maior empresa de transporte marítimo do mundo, a Mediterranean Shipping.
“Esses portos de classe mundial facilitam o crescimento global”, disse Fink em uma declaração sobre o acordo.
O acordo se soma ao portfólio de portos da Terminal Investment Limited na Europa e América Latina e, além de operar portos no Canal do Panamá, os compradores estavam particularmente interessados ??nos portos da CK Hutchison na Ásia.
A CK Hutchison faz parte do conglomerado fundado por Li Ka-shing, que foi o homem mais rico de Hong Kong em um ponto. Li se aposentou em 2018 e entregou o controle ao seu filho Victor Li. Os portos são apenas uma parte do conglomerado mais amplo que inclui redes de varejo, redes de telecomunicações e empresas de energia.
Trump também criticou as taxas que o Canal do Panamá cobra das empresas de navegação cada vez que elas passam por lá. As taxas aumentaram nos últimos anos, mas a agência panamenha que administra o canal disse que secas, investimentos em melhorias e a grande demanda estão entre os motivos dos aumentos.
A concessão de portos outorgada à CK Hutchinson em 2021 recentemente foi alvo de uma contestação legal no Panamá, que alegou que a concessão era inconstitucional. Norman Castro, um dos dois advogados que apresentaram a contestação, disse em um e-mail que a equipe jurídica estava agindo em caráter pessoal.
A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) anunciou nesta segunda-feira (3) um novo investimento de US$ 100 bilhões para expandir sua presença nos Estados Unidos.
O plano, revelado durante encontro entre o CEO da companhia, C.C. Wei, e o presidenteDonald Trumpna Casa Branca prevê a construção de três novas fábricas de chips, duas instalações de empacotamento avançado e um grande centro de pesquisa e desenvolvimento.
O novo aporte eleva para US$ 165 bilhões o total de investimentos planejados pela TSMC nos EUA, consolidando-se comoo maior investimento estrangeiro direto da história país. A expansão acontece em um momento crucial, quando a administração Trump intensifica as pressões sobre produtos asiáticos comameaças de tarifas de até 100% sobre semicondutores feitos em Taiwan.
O anúncio ocorre em um momento de crescentes tensões comerciais entre os EUA e a China. “Precisamos ser capazes de construir os chips e semicondutores de que necessitamos aqui mesmo. É uma questão de segurança nacional para nós”, declarou Trump durante o anúncio do investimento. A fala do presidente estadunidense também evidencia a crescente preocupação de Washington com a dependência de chips produzidos na Ásia, especialmente diante dastensões geopolíticas envolvendo China e Taiwan.
Motivações por trás do investimento bilionário
Um dos principais fatores que motivaram o investimento bilionário da TSMC nos Estados Unidos é apossibilidade de evitar as altas tarifasimpostas pela administração Trump sobre produtos asiáticos. Durante o anúncio na Casa Branca, o próprio presidente dos EUA destacou que a medida permitiria à TSMC “evitar tarifas de 25% ou mais sobre chips fabricados em Taiwan”.
O secretário de Comércio, Howard Lutnick, reforçou essa visão, afirmando que empresas como a TSMC “estão vindo para cá em grande escala porque querem estar no maior mercado do mundo e querem evitar as tarifas”. Essa estratégia não apenas protege a TSMC de possíveis barreiras comerciais, mas também fortalece sua presença no lucrativo mercado estadunidense de semicondutores.
Outro aspecto crucial desse investimento é acapacidade de atender à crescente demanda por chips avançadosdiretamente em solo americano. Com a expansão, a TSMC planeja começar a produzir chips de inteligência artificial e para smartphones em suas instalações no Arizona, reduzindo a dependência dos Estados Unidos da importação desses componentes críticos.
O CEO da TSMC, C.C. Wei, enfatizou que aexpansão foi apoiada por clientes estadunidenses importantes, comoApple,Nvidia,AMD,Qualcomme Broadcom. Isso demonstra o alinhamento da companhia com as necessidades da indústria detecnologiados EUA e seu compromisso em fortalecer a cadeia de suprimentos local.
Impacto econômico e criação de empregos
O investimento da TSMC promete um impacto econômico significativo para os Estados Unidos, especialmente para o estado do Arizona. A empresa projeta que a expansão será responsável por mais deUS$ 200 bilhões em produção econômica indiretano país na próxima década.
Esse impulso econômico não se limita apenas à indústria de semicondutores e tambémdeve beneficiar diversos setores relacionados, como construção civil, logística e serviços de apoio. A injeção de capital também pode atrair investimentos adicionais de empresas que fazem parte da cadeia de suprimentos da TSMC.
Geração de empregos de alta qualificação
De acordo com a TSMC, onovo investimento deve gerar 40 mil empregosna construção ao longo dos próximos quatro anos, além de milhares de postos de trabalho permanentes de alta remuneração e alta tecnologia em manufatura avançada de chips e pesquisa e desenvolvimento.
Esses novos postos de trabalho vão contribuir para reduzir o desemprego na região e a fortalecer a base de talentos em tecnologia avançada nos Estados Unidos. Isso pode ter um efeito cascata positivo, atraindo mais empresas de alta tecnologia para a região e estimulando o desenvolvimento de um ecossistema de inovação.
“Com o sucesso de nossa primeira fábrica no Arizona, junto com o apoio governamental necessário e parcerias sólidas com clientes, pretendemos expandir nosso investimento em manufatura de semicondutores nos EUA”, afirmou C.C. Wei.
Cronograma e desafios
Embora aTSMC não tenha divulgado um cronograma detalhado para as novas instalações, sabe-se que sua segunda fábrica no Arizona, atualmente em construção, deve iniciar a produção em 2028 utilizando processos de 2 nanômetros — a tecnologia mais avançada da companhiaaté o momento.
A expectativa é que a implementação do novo investimento seja gradual, com as diferentes instalações entrando em operação ao longo dos próximos anos. Esse é um processo que deve enfrentar grandes desafios, incluindo a necessidade de mão de obra altamente especializada e tecnologias complexas.
Além disso, a empresa terá que equilibrar suas operações nos EUA com seus compromissos em Taiwan, onde ainda mantém suas instalações mais avançadas. Isso pode exigir uma gestão cuidadosa de recursos e conhecimentos entre os diferentes locais de produção.
Com investimentos de US$ 165 bilhões nos EUA, TSMC quer fugir da taxação da administração Trump e seguir como principal fornecedora de semicondutores do mundo (Foto: Reprodução/TSMC)
Posicionamento de Taiwan
O anúncio do investimento maciço da TSMC nos Estados Unidos geroureações imediatas do governo de Taiwan. O Ministro de Assuntos Econômicos, J. W. Kuo, afirmou que o governo realizará umarevisão minuciosa dos planos de investimentopara garantir o desenvolvimento da empresa e da indústria de semicondutores de Taiwan.
Há muito tempo Taiwan tem sido o centro mundial de produção de chips avançados e há preocupações de que um deslocamento significativo de capacidade para os EUA possa afetar essa posição. Por isso, a porta-voz do Gabinete Presidencial de Taiwan, Karen Kuo, enfatizou que o governo “garantirá que os processos mais avançados permaneçam em Taiwan”.
Apesar disso, tudo indica que o governo taiwanês está adotando uma abordagem pragmática, reconhecendo a necessidade de a TSMC expandir globalmente enquanto busca garantir que Taiwan continue ocupando a posição de liderança.
O dólar fechou em queda ante moedas fortes e emergentes nesta segunda-feira (3), com mercados digerindo a confirmação por Donald Trump do início de tarifas de 25% na importação de produtos do México e do Canadá a partir de terça (4).
O republicano também afirmou que produtos chineses receberão taxa extra de 10%, totalizando barreira de 20%. O índice DXY do dólar fechou em queda de 0,81%, aos 106,747, com o dólar recuando a 149,25 ienes, enquanto a libra subia a US$ 1,2691 e o euro avançava a US$ 1,0477. O temor com tarifas também derrubou os mercados em Wall Street. A Nasdaq foi o índice mais perdedor nesta segunda-feira, com queda de 2,64%. A Nvidia registrou um dos recuos mais intensos, de 8,69%. Destaque negativo também para a Amazon (-3,42%). O índice S&P 500 caiu 1,76%, enquanto o Dow Jones fechou em queda de 1,48%. O presidente Donald Trump disse que tarifas de 25% sobre o México e o Canadá seguirão conforme planejado, afirmando que os dois principais parceiros comerciais dos EUA não tinham “nenhum espaço” para negociar e evitar as taxas. Trump disse que estava usando tarifas para “punir” países que — como ele disse — estavam tirando da economia dos EUA sem dar o suficiente em troca. CEOs e economistas dizem que a ação, cobrindo mais de US$ 900 bilhões em importações anuais dos EUA de seus vizinhos do sul e do norte, representaria um sério revés para a economia norte-americana altamente integrada. As tarifas estão programadas para entrar em vigor às 12h01 (2h01 no horário de Brasília) na terça-feira.
O mercado também acompanhou dados da indústria dos EUA, que apontaram que empresas estão antecipando compras e pedidos para evitar ter de lidar com a tarifação, ou atrasando negócios por problemas decorrentes das taxações. Em um deles, divulgado pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês), houve quedas em componentes de novas encomendas, estoques e emprego, e um aumento significativo no que mede o tempo até a entrega dos produtos. O Rabobank ressalta que até o início de janeiro havia uma demanda por dólares decorrente da visão de que as tarifas de Trump limitariam o corte de juros pelo Federal Reserve, o que posteriormente foi deixado de lado por causa do adiamento das medidas. As incertezas e implicações inflacionárias, porém, começaram a prejudicar a confiança. E hoje, além dos dados fracos sobre a indústria, uma estimativa antecipada do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA feita pelo Federal Reserve de Atlanta passou a apontar contração de 2,8% no primeiro trimestre de 2025, de 1,5% na projeção anterior.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), anunciou nesta 2ª feira (3.mar.2025) que a multinacional taiwanesa TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company) vai investir US$ 100 bilhões para fabricar chips em solo norte-americano.
“Os chips mais poderosos do mundo serão produzidos aqui nos EUA […]. Como todos sabem, Taiwan domina esse mercado. Este é um movimento enorme por parte da empresa mais poderosa do mundo“, afirmou Trump, acompanhado pelo CEO da TSMC, C.C. Wei.
De acordo com Trump, o investimento é uma questão de “segurança econômica e nacional” para os EUA.
A TSMC já comprometeu US$ 65 bilhões para a construção de 3 fábricas no Arizona. O novo aporte visa fortalecer a parceria para impulsionar o crescimento do setor de semicondutores.
O anúncio se dá num contexto em que Trump tenta mostrar à população que está empenhado no fortalecimento da indústria. Na semana passada, a Apple anunciou que gastaria mais de US$ 500 bilhões nos EUA no período de quatro anos.
Simplificação de normas e desburocratização de processos, alinhadas com acesso mais fácil ao mercado de câmbio criam ambiente mais favorável a negócios; SC se beneficia por proximidade física e sócio-cultural.
Fazer negócios com a Argentina está mais fácil e Santa Catarina pode aproveitar o momento dinâmico da economia do país vizinho para estreitar relações e retomar parcerias comerciais. Esse é o consenso entre os especialistas que participaram dowebinar organizado pela Federação das Indústrias de SC (FIESC), na quinta-feira, 27, para debater o contexto econômico-comercial da Argentina.
Para o presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, Santa Catarina se encontra numa posição única para identificar oportunidades, dada não só a proximidade geográfica, mas também devido às relações sociais e culturais decorrentes do turismo. “A Argentina vive um momento de recuperação de sua economia, o que nos alegra. Esse é um momento mais do que favorável para uma aproximação ainda maior”, destacou.
SC tem potencial para ampliar sua corrente de comércio com a Argentina. (foto: Elisabete Francio).
O conselheiro da Embaixada do Brasil na Argentina, Leonardo Valverde, afirmou que a Argentina promoveu uma alteração radical no modelo econômico, adotando medidas fiscais e monetárias muito restritivas sob o governo de Javier Milei. E que o país adotou medidas para a desregulamentação do comércio exterior, o que pode ser uma oportunidade para o Brasil e SC. “O Brasil tem uma posição relativa muito favorável por fazer parte do Mercosul, ter laços comerciais há muito estabelecidos e proximidade geográfica. Mas sobretudo, o consumidor argentino percebe os produtos brasileiros como de qualidade”, explicou. Para Valverde, isso coloca o Brasil na frente de outros países que enxergam na Argentina um mercado potencial a ser explorado com a maior abertura da economia.
A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, destacou que a indústria de SC pode se beneficiar dessa nova dinâmica que abre oportunidades que ainda não estão sendo bem aproveitadas.
O diretor do grupo Pibernat, Marcelo Pibernat, especialista em comércio exterior, cita entre os diferenciais do estado o porto seco de Dionísio Cerqueira. “É a aduana com a melhor infraestrutura na fronteira com a Argentina atualmente em operação, e o fluxo de caminhões – que chegou a 23 mil em 2024 -, tende a ser ampliado”, explicou.
Novos investimentos para melhorar infraestrutura no entorno do porto seco em Dionísio Cerqueira já foram anunciados.
Medidas facilitadoras
Na visão do advogado especialista em comércio internacional Sebastián M. Rossi, entre os principais indicativos de um melhor momento para o comércio entre os dois países está uma “relativa estabilidade macroeconômica”, que permite ao empresário argentino ter mais previsibilidade. Mais relevante, segundo ele, do que uma ou outra medida isolada, é o recado de a Argentina persegue um ambiente de negócios mais favorável, não só para o comércio exterior, mas também para a atração de investimentos.
A percepção é corroborada pela consultora Augustina Centeno, da DIEB. “Não há dúvida de que a Argentina vai em direção clara e constante para a liberação e facilitação do comércio internacional. Existem avanços concretos nos âmbitos operacional e tributário que impactam positivamente os custos das operações”, afirmou.
Mudanças recentes
Melhoria nas condições de acesso ao mercado de câmbios para importadores argentinos:
Prazos menores para pagamentos a fornecedores (30, 60 e 90 dias)
Possibilidade de pagamento adiantado mediante condições
Redução da Burocracia:
Flexibilização na importação de alimentos e bebidas – produtos com origem no Brasil que tenham selo da ANVISA não necessitam de nova homologação
Modificação nos procedimentos anti-dumping
Fim do SEDI, sistema que substituiu a licença de importação prévia. Agora, os importadores podem apresentar suas declarações definitivas de importação sem precisar indicar um número de declaração SEDI
Desregulamentação:
Regulamentos técnicos seguem obrigatórios, mas passam a ser controlados pelaDirección Nacional de Reglamentos Técnicos, e não mais pela aduana, agilizando o processo de desembaraço da mercadoria.
Equipamentos elétricos e eletrônicos que tenham homologação internacional como o CE (Europa), e o Inmetro (Brasil), entre outros, não necessitam de novo homologação para entrar na Argentina.
Extensão da vigência de certificados anteriores
Impostos:
Fim do Imposto País
Redução das alíquotas de importação médias de 35% para 16%
Os resultados da fabricante de aviões foram impulsionados pela desvalorização do real frente ao dólar e também pelo aumento do número de entregas de aeronaves
Protagonista do Ibovespa, principal índice de ações da bolsa do Brasil, no último ano, aEmbraer(EMBR3) encerrou 2024 com chave de ouro. A companhia viu seulucro líquido ajustado triplicar em um ano, de R$ 350,6 milhões para R$ 1,093 bilhão – uma expressiva alta de 211,8%.
No último ano,os papéis da fabricante de aviões decolaram nada menos que 150% – a maior alta do Ibovespa no período. Em 2025, a empresa já acumula ganhos de dois dígitos, na casa dos 12%.
Vale a pena investir nas ações da Embraer?
Conforme dados compilados peloValor PRO, serviço em tempo real doValor,quatro instituições entre bancos e corretoras têm recomendação de compra para os papéis da companhia, contra duas posições neutras.
Felipe Papini, sócio da One Investimentos, destaca o lucro líquido ajustado e a receita recorde reportados pela Embraer no quarto trimestre.
“O lucro ajustado teve uma alta de 211,8% na comparação com um ano antes, enquanto a receita totalizou R$ 13,7 bilhões no trimestre e R$ 35,4 bilhões em 2024, o nível mais alto de todos os tempos e perto do limite superior das estimativas anuais”, destaca.
Papini explica que o resultado da fabricante de aviões foi impulsionado peladesvalorização do real frente ao dólare também peloaumento do número de entregas de aeronaves, que estimulou o segmento de aviação comercial, com aumento de 58% das receitas dessa divisão, representando o maior avanço percentual da Embraer no período.
O especialista afirma, ainda, que oBTGPactual, corretora no qual o escritório da One é vinculado,tem uma visão otimista para os papéis da Embraerpelo momento positivo devido ao forte crescimento, desalavancagem e carteira de pedidos robusta. “Além disso, o ativo é atrativo pela sua exposição ao dólar”, lembra Papini.
Danielle Lopes, sócia e analista de ações da Nord Investimentos, comenta que os resultados da Embraer ficaram acima do consenso do mercado, com crescimento de receita e lucro, e chama atenção para a trajetória de expansão da companhia nos últimos anos.
“A empresa entrou numa maré de crescimento desde 2023 por causa de alguns fatores, como a recuperação da demanda global no pós-pandemia. A aviação começou a entrar com uma carteira de pedidos muito forte, então teve companhia aérea renovando e expandindo suas frotas, tanto no segmento de jatos regionais, que é onde a Embraer já é muito forte, e também no aumento do tráfego aéreo, que melhorou os contratos de manutenção e de suporte da companhia”, explica.
Segundo oJ.P. Morgan, os resultados da Embraer são um gatilho positivo para os papéis da companhia. “As ações da empresa são negociadas a múltiplos mais baixos que os de seus pares, como Boeing e Airbus, o que cria um potencial de valorização considerável”, destacamos analistas Marcelo Motta, Jonathan e Seth Seifman. O banco americano tem recomendação de compra para a Embraer, com preço-alvo de R$ 78.