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Tilápia no reservatório de Itaipu: governo projeta produção de até 400 mil toneladas por ano

O cultivo de tilápia no reservatório de Itaipu entrou no radar dos governos do Brasil e do Paraguai após a sanção, em 22 de dezembro, de uma lei paraguaia que autoriza a criação de espécies exóticas em corpos d’água fechados e semiabertos. A mudança legal abre caminho para a tilapicultura no lago da usina binacional, prática que até então era impedida por restrições normativas.

Com a legislação paraguaia em vigor, o avanço do projeto passa agora a depender das autoridades brasileiras e de ajustes no marco jurídico que rege o uso do reservatório.

Capacidade produtiva estimada em 400 mil toneladas

Há sinalização positiva tanto da direção de Itaipu Binacional quanto do governo federal, por meio do Ministério da Pesca. Projeções da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), divulgadas pelo Palácio do Planalto, indicam que o reservatório teria capacidade para suportar uma produção anual de até 400 mil toneladas de peixe.

Apesar do potencial produtivo, a liberação da atividade depende da revisão do Acordo Bilateral Brasil–Paraguai, que atualmente proíbe o uso de espécies exóticas — aquelas fora da bacia hidrográfica — no reservatório. Qualquer alteração no acordo precisa ser submetida à aprovação do Congresso Nacional.

Congresso ainda não discute revisão do acordo

No Legislativo, o tema ainda não avançou. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) informou que, no momento, não há articulações, propostas em tramitação ou discussões formais para revisar o acordo binacional.

Segundo a bancada, cabe ao governo federal conduzir as etapas técnicas iniciais, como estudos de capacidade de suporte do reservatório e a elaboração de um protocolo para concessão de áreas aquícolas. Para os parlamentares, qualquer autorização deve estar condicionada a critérios rigorosos, incluindo licenciamento ambiental, monitoramento permanente e governança binacional.

A FPA também defende que o Ministério da Pesca apresente um cronograma claro, oferecendo previsibilidade regulatória para que o setor produtivo possa planejar investimentos.

Especialistas alertam para riscos ambientais

Pesquisadores da área ambiental apontam riscos associados à introdução da tilápia no reservatório. O biólogo e professor de ecologia Jean Vitule, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), afirma que há registros de escape de peixes em praticamente todos os sistemas de cultivo em tanques-rede, modelo previsto para Itaipu.

Segundo ele, por se tratar de um poluente biológico, a tilápia pode se dispersar para rios adjacentes, inclusive no sentido contrário ao fluxo natural das águas, ampliando impactos dentro e fora do reservatório. Eventos climáticos extremos, controle de vazão ou colisões com troncos podem danificar as estruturas de cultivo e facilitar esses escapes.

Vitule também destaca o risco de proliferação de outras espécies invasoras, como o mexilhão-dourado, já presente em Itaipu. O aumento de nutrientes e superfícies artificiais pode favorecer a espécie, gerando problemas operacionais, elevação de custos de manutenção e até o uso de reagentes químicos.

A bióloga Gilmara Junqueira, conhecida como “Doutora dos Peixes”, reforça que a tilápia é altamente resistente e adaptável, o que a torna competitiva em ambientes alterados, como reservatórios. Em caso de fuga, a espécie pode competir com peixes nativos, provocar desequilíbrios ecológicos e disseminar parasitas. O comportamento territorialista e a alta taxa de reprodução ampliam esse risco.

Itaipu diz que operação não será afetada

Em resposta aos questionamentos, a Itaipu Binacional informou que a eventual introdução da tilápia não deve impactar a geração de energia nem gerar conflitos entre os diferentes usos da água. O reservatório, com área de 1.350 quilômetros quadrados, já é considerado de uso múltiplo, atendendo à geração elétrica, armazenamento de água, sedimentação e produção comercial, além de sustentar a fauna local.

Sobre os cuidados ambientais, a usina afirma que a principal diretriz será a manutenção da qualidade da água, influenciada diretamente pelas atividades no entorno, como agropecuária, agroindústria, ocupação urbana e ações de conservação.

Entre as medidas previstas estão monitoramento ambiental contínuo, uso de rações de alta eficiência, controle da reprodução por meio de populações monossexo, protocolos sanitários com vacinas, rastreabilidade genética, estruturas de cultivo robustas com automação, cumprimento das exigências das licenças ambientais e priorização de áreas com maior resiliência ambiental.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Indea-MT controla foco de gripe aviária em Acorizal e elimina mais de 300 aves

Ação rápida evita avanço da Influenza Aviária em Mato Grosso
O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) concluiu, na última semana, as ações de controle de um foco de gripe aviária no município de Acorizal. A operação resultou no abate sanitário de 339 aves domésticas de subsistência, além da destruição de 282 ovos e da desinfecção completa da propriedade afetada.

Após o encerramento dos trabalhos, a área entrou em vazio sanitário por 45 dias, medida adotada para assegurar a eliminação total do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP).

Cerco sanitário mobilizou força-tarefa
A operação de emergência teve como base a Escola Municipal Amâncio Ramos e mobilizou 31 servidores do Indea-MT, técnicos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e apoio da Polícia Militar. Durante quase uma semana, as equipes mantiveram um cerco sanitário em um raio de 10 quilômetros a partir do foco inicial.

Nesse período, foram vistoriadas 314 propriedades rurais, com a inspeção individual de 7.253 aves, como parte da estratégia de vigilância ativa para descartar novos casos da doença.

Terceiro registro em seis meses no estado
O episódio em Acorizal é o terceiro foco de gripe aviária registrado em Mato Grosso nos últimos seis meses, somando-se aos casos ocorridos em Campinápolis e Cuiabá. Em todas as ocorrências, as investigações apontaram a mesma origem: o contato entre aves domésticas e aves silvestres, especialmente espécies aquáticas como os paturis.

O uso de lagoas e áreas alagadas, frequentadas por aves migratórias, segue sendo considerado o principal fator de risco para criações de subsistência na região.

Resposta rápida protege a cadeia produtiva
Para as autoridades sanitárias, a agilidade na contenção do foco é decisiva para evitar impactos econômicos mais amplos, como restrições às exportações avícolas e a disseminação do vírus para granjas comerciais.

O controle do foco em Acorizal foi concluído em apenas seis dias após a confirmação laboratorial, o que, segundo o Indea-MT, demonstra a capacidade do sistema estadual de defesa em isolar rapidamente a enfermidade.

Educação sanitária no campo reforça prevenção
Além das medidas sanitárias, as equipes também atuaram na orientação direta aos produtores rurais. O objetivo foi ampliar o conhecimento sobre os sintomas da gripe aviária e os procedimentos corretos em caso de suspeita.

De acordo com o coordenador de Defesa Sanitária Animal do Indea-MT, João Marcelo Néspoli, a informação no campo é essencial para conter a doença. Segundo ele, durante as visitas de vigilância ativa, os técnicos orientam os produtores a observar sinais de mortandade e comunicar imediatamente os órgãos oficiais, além de realizarem inspeções clínicas nas aves.

Protocolos seguem padrões internacionais
As ações adotadas seguem os protocolos da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Após a confirmação do diagnóstico pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), o Mapa emite alerta internacional e autoriza o início do plano de erradicação.

Com a retirada da barreira sanitária e a conclusão da limpeza da área, Mato Grosso aguarda o término do período de quarentena para declarar o foco oficialmente erradicado junto aos órgãos federais.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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Receita Federal consolida postura cooperativa com contribuintes a partir de 2026, afirma secretário

Mudança de paradigma no Fisco brasileiro
A Receita Federal deve adotar de forma definitiva, a partir de 2026, um modelo baseado em orientação, cooperação e prevenção de conflitos com os contribuintes. A avaliação é do secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, que destacou a consolidação de um novo perfil institucional, focado em antecipar problemas e reduzir litígios.

As declarações foram feitas durante entrevista coletiva sobre os resultados da arrecadação federal de 2025, que alcançou R$ 2,886 trilhões — o maior valor da série histórica iniciada em 1995.

Segundo Barreirinhas, o objetivo é abandonar de vez o modelo tradicional de um Fisco reativo e punitivo, substituindo-o por uma atuação mais moderna, orientadora e eficiente.

Base legal fortalece nova atuação da Receita
O secretário ressaltou que essa transformação vem sendo construída desde 2023 e ganhou sustentação jurídica com a Lei Complementar nº 225/2026, que instituiu o Código de Defesa do Contribuinte e estabeleceu regras específicas para o tratamento dos devedores contumazes.

A legislação também impulsionou programas voltados à conformidade fiscal, como o Receita Sintonia e o Programa Confia, considerados pilares da nova estratégia da Receita Federal para fortalecer o diálogo com os contribuintes.

Orientação como regra e menos multas
De acordo com Barreirinhas, a lógica do sistema foi invertida. A orientação passa a ser o padrão, com estímulo à autorregularização e redução do uso de penalidades para contribuintes bem avaliados.

Entre as principais diretrizes do novo modelo estão:
Isenção de multas para os melhores contribuintes
Autorregularização priorizada para bons contribuintes
Redução de multas para contribuintes médios
Atuação rigorosa contra devedores contumazes

O secretário destacou que países desenvolvidos já abandonaram o uso excessivo de multas como instrumento de conformidade tributária.

Cobrança amigável e aumento da arrecadação
A Receita Federal também tem ampliado o uso da chamada cobrança amigável, realizada antes ou no início de disputas administrativas ou judiciais. Esse mecanismo permitiu elevar a arrecadação de R$ 130 bilhões, em 2022, para R$ 180 bilhões no ano passado.

Para 2026, a meta é atingir cerca de R$ 200 bilhões arrecadados sem litígio, reforçando a estratégia de solução consensual. Outro destaque foi o avanço da autorregularização de grandes empresas, que somou quase R$ 60 bilhões em 2025, com acompanhamento direto de equipes especializadas da Receita.

Receita Sintonia classifica empresas por conformidade
No âmbito do Receita Sintonia, todas as empresas já estão sendo avaliadas e classificadas de A+ a D, conforme critérios de conformidade tributária e aduaneira.

Contribuintes com melhor desempenho (A+) passam a ter tratamento diferenciado, incluindo:
• Orientação prévia antes de autuações
• Prazo de até 60 dias para autorregularização
• Ausência de multa nesse período

O programa busca incentivar boas práticas e ampliar a segurança jurídica no relacionamento com o Fisco.

Programa Confia reforça diálogo com grandes empresas
Já o Programa Confia, alinhado a recomendações da OCDE, promove uma relação cooperativa entre a Receita Federal e as maiores empresas do país. O modelo substitui a lógica de controle e punição por transparência, confiança e prevenção de riscos fiscais.

Empresas participantes podem apresentar planos de regularização em até 120 dias e contar com prazos de até cinco anos para quitação de débitos, reduzindo a exposição a litígios e incertezas jurídicas.

Endurecimento contra devedores contumazes
Em contrapartida, a nova legislação prevê medidas mais severas contra devedores contumazes, definidos como aqueles que utilizam a estrutura empresarial para não recolher tributos e obter vantagem competitiva ilícita.

As sanções incluem:
• Inaptidão do CNPJ
• Perda de benefícios fiscais
• Impedimento de acesso à recuperação judicial
• Tramitação acelerada no contencioso tributário
• Manutenção da responsabilidade criminal

Barreirinhas citou impactos expressivos em setores como combustíveis e cigarros, onde poucas empresas inadimplentes concentram grande parte das dívidas tributárias e seguem operando com base em decisões judiciais provisórias.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Gestão de requerimentos de certificação avança e reduz prazos e estoque em 2025

A adoção de uma gestão mais eficiente dos requerimentos de certificação trouxe resultados expressivos ao longo de 2025. Com foco em previsibilidade para o setor privado e maior efetividade institucional, o acompanhamento sistemático por meio de indicadores de desempenho passou a orientar as ações voltadas à redução dos prazos e do volume de processos em análise.

Monitoramento por indicadores orienta a gestão

Durante o ano, a condução das atividades esteve centrada na análise contínua de indicadores relacionados ao tempo médio de permanência dos processos em estoque e ao quantitativo total de requerimentos pendentes. A estratégia priorizou a diminuição do tempo de tramitação, especialmente a partir do segundo semestre de 2025.

Queda no tempo médio de certificação

Os dados apontam uma redução consistente no tempo médio de permanência dos requerimentos de certificação ao longo do segundo semestre. Em julho de 2025, o indicador registrava 418 dias. A partir desse período, houve queda progressiva, com encerramento do ano em 243 dias, refletindo maior agilidade na análise dos processos.

Menor volume de processos em estoque

No mesmo intervalo, também foi registrada redução significativa no estoque total de requerimentos. Em julho de 2025, havia 296 processos aguardando análise. Esse número caiu para 187 requerimentos ao final de dezembro, acompanhando a melhora observada nos indicadores de tempo.

Mudança no perfil do estoque de processos

A distribuição dos requerimentos por faixa de tempo de espera evidenciou uma alteração na composição do estoque. Houve diminuição expressiva da concentração de processos com maior tempo de permanência, com aumento relativo daqueles em fases mais recentes de tramitação.

Um dos principais destaques foi a queda no número de requerimentos com mais de 365 dias em estoque, que passou de 198 processos em julho para 50 ao final de dezembro de 2025. O cenário indica um estoque majoritariamente formado por processos com menor tempo de análise.

Ações estruturantes impulsionaram os resultados

A melhora dos indicadores está diretamente relacionada a um conjunto de ações estruturantes implementadas pela Gerência Operacional, com foco em padronização, previsibilidade e fortalecimento da gestão das equipes.

Entre as medidas adotadas, destacam-se a definição de um plano de ação específico, a orientação para dedicação exclusiva das EqOEAs às atividades de certificação e a maior regularidade na distribuição dos requerimentos, o que permitiu melhor planejamento e equilíbrio da carga de trabalho.

Padronização técnica e evolução do sistema

No campo técnico, foram implementadas iniciativas voltadas à padronização das análises, com alinhamento de critérios, aprimoramento das orientações internas e formalização de parâmetros para validações em formato virtual. A consolidação dessas diretrizes em um manual próprio, além da obrigatoriedade do uso de scripts, contribuiu para reduzir assimetrias entre as equipes.

Paralelamente, avançou o trabalho de evolução do sistema OEA, em cooperação com o Serpro, com foco no aprimoramento das funcionalidades e no suporte às atividades de certificação.

Mais eficiência e previsibilidade no Programa OEA

As iniciativas adotadas a partir de julho de 2025 sustentaram a redução dos prazos de certificação e a diminuição do volume de processos pendentes, reforçando o compromisso com a eficiência operacional, a uniformidade de procedimentos e a previsibilidade do Programa OEA.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGENS: Reprodução/Receita Federal e Sistemas OEA

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Conheça Max, o novo K9 da Receita Federal

Novo cão farejador amplia ações contra o tráfico de drogas
A Alfândega da Receita Federal em Brasília passou a contar, no fim de dezembro, com um novo aliado no combate ao tráfico de drogas e no fortalecimento da fiscalização aduaneira no Aeroporto Internacional de Brasília. O reforço atende pelo nome de K9 Max, um cão da raça Border Collie treinado para a detecção de entorpecentes, como cannabis, cocaína, ecstasy e outras substâncias ilícitas.

Integração ao time K9 da Receita Federal
Com a chegada de Max, a equipe canina da Alfândega passa a contar com três agentes K9. O grupo já era formado pelo Pastor-Belga Malinois Rock e pelo Pastor-Alemão Bruce. A ampliação do efetivo fortalece a atuação da Seção de Vigilância e Repressão ao Contrabando e ao Descaminho (Savig), especialmente em operações realizadas em ambiente aeroportuário.

Border Collie favorece abordagens discretas em áreas movimentadas
A escolha da raça não é casual. O Border Collie, por ter aparência mais familiar e menos intimidadora, é considerado ideal para fiscalizações em locais com grande circulação de passageiros. Essa característica permite abordagens mais discretas, sem comprometer a eficiência das ações de controle aduaneiro.

Atuação além da fiscalização: cidadania fiscal e educação
Max também inaugura uma nova frente de atuação dentro da Receita Federal. Ele é o primeiro cão do órgão a receber treinamento específico para apresentações institucionais e interação social. Com temperamento dócil e comportamento sociável, o novo K9 participa de ações de Cidadania Fiscal, aproximando a Receita da população e contribuindo para a educação sobre o papel do órgão na proteção da sociedade.

Reforço estratégico para a Aduana brasileira
A incorporação de Max evidencia o investimento contínuo da Receita Federal do Brasil em estratégias modernas de combate ao contrabando, ao descaminho e ao tráfico de drogas, aliando eficiência operacional e aproximação com a sociedade.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Rotas de voo mais turbulentas do mundo em 2025: veja o ranking global

Sentir o avião sacudir durante o trajeto é uma experiência comum para passageiros em todo o planeta. Em alguns trechos, no entanto, a turbulência aérea é mais frequente e intensa. Em 2025, o voo entre Mendoza, na Argentina, e Santiago, no Chile, foi considerado o mais turbulento do mundo, de acordo com levantamento anual do site Turbli, especializado na análise de instabilidade atmosférica em rotas comerciais.

É o segundo ano consecutivo que o trecho lidera o ranking. Apesar de ter apenas 196 quilômetros de extensão, o voo que cruza a Cordilheira dos Andes registrou índice médio de turbulência de 22,98, classificado como moderado.

Por que o voo Mendoza–Santiago lidera o ranking

Segundo o Turbli, a principal explicação está na proximidade com a cadeia montanhosa dos Andes. A interação dos ventos com o relevo elevado provoca as chamadas ondas de montanha, fenômeno que gera oscilações no ar e aumenta a instabilidade durante o voo.

Essas condições tornam o trajeto um dos mais desafiadores para a aviação comercial, especialmente em períodos de ventos mais intensos.

Como é medida a turbulência nos voos

A análise utiliza a taxa de dissipação de vórtices, conhecida como EDR (Eddy Dissipation Rate), que indica a rapidez com que a energia turbulenta se desfaz na atmosfera. Com base nesse índice, o Turbli classifica a turbulência nos seguintes níveis: leve, moderada, moderada a severa, severa e extrema.

Rotas asiáticas e sul-americanas dominam o top 5

Além do trecho entre Argentina e Chile, rotas na China aparecem com destaque no ranking de 2025. Os voos entre Xining e Yinchuan e entre Chengdu e Xining ocupam a segunda e a terceira posições, respectivamente.

Na quarta colocação está o voo entre Córdoba e Santiago, enquanto o quinto lugar ficou com a longa rota entre Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e a capital chilena.

As 10 rotas de voo mais turbulentas em 2025

  1. Mendoza (Argentina) – Santiago (Chile)
  2. Xining (China) – Yinchuan (China)
  3. Chengdu (China) – Xining (China)
  4. Córdoba (Argentina) – Santiago (Chile)
  5. Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) – Santiago (Chile)
  6. Chengdu (China) – Lanzhou (China)
  7. Mendoza (Argentina) – Salta (Argentina)
  8. Chengdu (China) – Yinchuan (China)
  9. Xining (China) – Lhasa (China)
  10. Denver (Estados Unidos) – Jackson (Estados Unidos)

Como o ranking do Turbli é elaborado

O relatório anual do Turbli combina dados de previsão de turbulência fornecidos pela NOAA, dos Estados Unidos, e pelo Met Office, serviço meteorológico do Reino Unido. As informações são coletadas a cada seis horas, em 18 níveis de pressão atmosférica, e consolidadas mensalmente antes da análise anual.

Para o ranking de 2025, foram avaliadas cerca de 10 mil rotas aéreas que conectam os 550 maiores aeroportos do mundo. O Brasil não aparece entre as rotas mais turbulentas, nem no recorte global nem no da América do Sul.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash/Pascal Meier

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Setor eólico no Brasil enfrenta entraves e pode perder projetos para Argentina e Chile

O setor eólico brasileiro inicia 2026 diante de obstáculos que colocam em risco novos investimentos e a competitividade do país na América Latina. Dois fatores concentram as maiores preocupações das empresas do segmento: a manutenção da taxa de juros em 15% ao ano e a ausência de uma solução estrutural para o curtailment, prática que interrompe de forma compulsória a geração de energia renovável.

Na avaliação de executivos do setor, esse cenário tem limitado a expansão de projetos no Brasil e favorecido outros mercados da região, como Argentina, Chile e México.

Incentivos desequilibram matriz energética

Para Eduardo Ricotta, CEO da Vestas na América Latina, o país enfrenta um desequilíbrio estrutural no setor elétrico. Segundo ele, o modelo atual de incentivos prioriza a geração distribuída, especialmente a energia solar, sem considerar as diferenças de comportamento entre as fontes renováveis.

Enquanto a solar concentra sua produção durante o dia e praticamente zera à noite, a energia eólica apresenta geração mais estável e registra aumento de cerca de 22% no período noturno, quando a demanda por eletricidade cresce. “Com investimentos concentrados apenas na solar, sustentados por subsídios federais, a conta não fecha”, avalia o executivo.

Custo do capital atrasa projetos no país

Outro fator crítico é o impacto dos juros elevados sobre o financiamento de novos empreendimentos. O alto custo do capital tem provocado atrasos e inviabilizado projetos no Brasil, segundo Ricotta.

Diante desse cenário, a Vestas conseguiu equilibrar sua atuação regional com a execução de projetos em Argentina e Chile, o que compensou a desaceleração do mercado brasileiro em 2025. No país, a expansão do setor ficou praticamente paralisada, com apenas um grande contrato firmado nos últimos três anos.

Contrato bilionário no Piauí dá fôlego ao setor

No fim de 2025, a Vestas anunciou um contrato de R$ 5 bilhões com a Casa dos Ventos para a construção do parque eólico Dom Inocêncio, no Piauí, com capacidade instalada de 828 megawatts (MW). Além da implantação, a empresa será responsável pela operação e manutenção do complexo por um período de 25 anos.

Apesar da relevância do projeto, Ricotta reconhece que o contrato representou apenas um alívio pontual para a companhia no Brasil. Ainda assim, trata-se do maior anúncio do setor desde 2023 e fundamental para manter a cadeia produtiva eólica ativa.

As obras começaram em janeiro e seguem até o segundo trimestre de 2028, com previsão de geração de 8,5 mil empregos. A produção estimada será suficiente para atender o consumo de cerca de dois milhões de residências. Os equipamentos serão fabricados na unidade da Vestas no Ceará.

Data centers e IA ampliam risco de perda de investimentos

A dificuldade de expansão da energia eólica no Brasil também impacta diretamente a estratégia de atração de data centers e projetos ligados à inteligência artificial (IA). Recentemente, a OpenAI anunciou planos de investir até US$ 25 bilhões em megaestruturas desse tipo na Argentina, reforçando a concorrência regional.

Segundo Ricotta, o Brasil poderia deixar de exportar apenas energia e passar a exportar dados e processamento digital, aproveitando seu potencial energético. No entanto, investidores têm optado por países com custos mais previsíveis e menor risco regulatório.

Plano Nacional de Data Centers pode perder força

O Plano Nacional de Data Centers prevê a atração de até R$ 2 trilhões em investimentos ao longo de dez anos. Atualmente, o Brasil possui 195 data centers, sendo 57 localizados em São Paulo, de acordo com o Data Center Map. A energia elétrica é o principal insumo dessas estruturas.

Apesar de uma medida provisória publicada em setembro garantir isenção de impostos para equipamentos não fabricados no país, especialistas alertam que, sem um custo mais competitivo da energia e avanços regulatórios, parte do plano pode não se concretizar.

Na comparação regional, o Chile conta com 66 data centers; o México, 62; a Argentina, 43; a Colômbia, 41; e a Bolívia, 5.

Subsídios e falta de regulação mantêm incertezas

Para o CEO da Vestas, enquanto cerca de 75% dos subsídios permanecerem concentrados na geração distribuída, em detrimento da energia eólica, o mercado seguirá desregulado e sujeito a elevados níveis de curtailment.

“O Brasil tem potencial para atrair investidores, mas precisa de um arcabouço regulatório que reduza o risco e traga previsibilidade. Houve avanços pontuais, mas o problema central ainda não foi resolvido”, afirma Ricotta.

Serviços crescem enquanto novos projetos não avançam

Diante da escassez de novos empreendimentos no país, a Vestas tem ampliado sua atuação na área de serviços e manutenção de parques eólicos já em operação. Atualmente, a empresa administra cerca de 12 gigawatts (GW) em contratos desse tipo, volume que era de apenas 1,6 GW há cinco anos.

Esse segmento se tornou o principal vetor de crescimento da companhia em faturamento. O Brasil figura entre os cinco maiores mercados globais da Vestas, embora a empresa não divulgue dados detalhados por país.

Entre janeiro e setembro de 2025, a companhia registrou receita líquida de € 12,5 bilhões, alta de 12,53% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos últimos 12 meses, as ações da Vestas acumularam valorização de 83% na bolsa de Copenhague, elevando seu valor de mercado para US$ 28,7 bilhões.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Protesto em Presidente Franco reacende debate sobre abertura da Ponte da Integração

A abertura parcial da Ponte da Integração voltou ao centro do debate na fronteira entre Brasil e Paraguai. Moradores de Presidente Franco realizaram uma manifestação para contestar a liberação do tráfego internacional antes da conclusão das obras de acesso em território paraguaio.

O protesto ocorreu na rotatória do bairro Tres Fronteras, nas proximidades da ponte, e contou com o apoio de entidades da sociedade civil organizada, que cobram mudanças imediatas no modelo atual de operação da estrutura.

Operação restrita já gera impactos urbanos

Desde 20 de dezembro, a ponte funciona de forma limitada, com autorização apenas para caminhões vazios e exclusivamente no período noturno. Mesmo com a restrição, moradores afirmam que a circulação já provoca efeitos negativos na mobilidade urbana, na segurança viária e na rotina da cidade.

Segundo lideranças locais, o tráfego de veículos pesados em áreas urbanas tem ampliado congestionamentos e aumentado os riscos de acidentes, especialmente em horários de maior movimento.

Falta de infraestrutura é principal crítica

O principal ponto de contestação é a ausência de infraestrutura viária adequada para absorver o fluxo de caminhões. O projeto original prevê que o acesso à Ponte da Integração ocorra pelo Corredor Metropolitano del Este, uma via perimetral com mais de 30 quilômetros, planejada justamente para desviar o tráfego do centro urbano.

No entanto, as obras do corredor têm previsão de conclusão apenas em 2027, o que obriga o uso de rotas alternativas que atravessam o centro de Presidente Franco.

Filas e espera prolongada agravam cenário

A situação é agravada pelas filas do lado paraguaio. Caminhoneiros brasileiros chegam a aguardar até cinco dias para cruzar a fronteira, conforme denúncia do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Foz do Iguaçu e Região, repercutida recentemente pelo GDia. A travessia segue autorizada apenas entre 19h e 7h do dia seguinte.

Alertas técnicos ignorados, dizem lideranças

Entre as entidades que participaram da mobilização está o Conselho de Desenvolvimento de Presidente Franco (Codefran). Em entrevista ao jornal ABC Color, o engenheiro e integrante do conselho Rogelio Rodríguez afirmou que os problemas foram previstos com antecedência.

Segundo ele, alertas técnicos vêm sendo feitos há mais de dois anos, mas não foram considerados. Para Rodríguez, a liberação da passagem ocorreu por pressão política, sem a devida avaliação dos impactos urbanos, o que teria levado ao atual cenário de sobrecarga viária.

Divergência regional sobre o futuro da ponte

O posicionamento das lideranças de Presidente Franco contrasta com o de setores empresariais da região. Na semana passada, a Câmara de Comércio e Serviços de Ciudad del Este defendeu a abertura total da Ponte da Integração, ampliando as divergências entre os municípios fronteiriços.

Conclusão do corredor é vista como solução definitiva

Para moradores e representantes locais, a solução estrutural passa necessariamente pela conclusão do Corredor Metropolitano del Este. O trecho mais atrasado da obra é a nova ponte sobre o Rio Monday, que apresenta cerca de 30% de execução.

Até que o acesso definitivo esteja concluído, a população de Presidente Franco afirma que continuará pressionando as autoridades pelo fechamento da Ponte da Integração ou pela revisão do modelo atual de operação.

FONTE: H2Foz
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marcos Labanca/H2FOZ

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Construção de embarcações em Santa Catarina recebe R$ 1,98 bilhão com apoio do Fundo da Marinha Mercante

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou nesta quarta-feira (21), em Navegantes (SC), a liberação de R$ 1,98 bilhão para a construção de embarcações de apoio offshore em Santa Catarina. Os recursos serão financiados pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM), com intermediação do BNDES.

Do total previsto, R$ 134 milhões já tiveram contratação formalizada, dando início aos projetos que integram a política de fortalecimento da indústria naval brasileira.

Seis embarcações vão atender plataformas de petróleo

O financiamento contempla a construção de seis embarcações do tipo PSV (Platform Supply Vessel), utilizadas no suprimento logístico de plataformas de petróleo. Esse tipo de navio é essencial para o transporte de cargas, equipamentos e insumos em operações no mar.

A ampliação da frota de apoio offshore é considerada estratégica para atender à demanda do setor de óleo e gás e para reduzir a dependência de embarcações estrangeiras.

Geração de empregos e impacto regional

A expectativa é de que os projetos gerem cerca de 1.200 empregos diretos durante a fase de construção, com reflexos positivos na economia local, na cadeia produtiva naval e nos serviços associados em Santa Catarina.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o investimento reforça o papel do estado como polo relevante da indústria naval e contribui para o desenvolvimento tecnológico e industrial do setor marítimo nacional.

Credenciamento de imprensa

Veículos de comunicação interessados em acompanhar o evento devem solicitar credenciamento pelo e-mail ascom@mpor.gov.br, informando nome completo, CPF e veículo de imprensa. Não haverá transmissão ao vivo.

Serviço

O quê: Anúncio de financiamento para construção de embarcações de apoio marítimo
Quando: quarta-feira, 21 de janeiro
Horário: 11h
Onde: Estaleiro Navship – Rua Orlando Ferreira, 305 – Machados, Navegantes (SC)

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Juros altos dificultam acesso ao crédito para 80% das indústrias brasileiras

O acesso ao crédito segue limitado para a maior parte do setor industrial no Brasil. Levantamento divulgado nesta segunda-feira (19) revela que 80% das indústrias enfrentaram algum tipo de dificuldade para obter financiamento, principalmente devido aos juros elevados, que continuam sendo o principal obstáculo para novos investimentos.

Os dados fazem parte da Sondagem Especial: Condições de Acesso ao Crédito em 2025, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com apoio da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE).

Juros elevados lideram as queixas das empresas

Entre os empresários que relataram problemas para acessar crédito de curto ou médio prazo, com vencimento de até cinco anos, oito em cada dez apontaram os juros altos como o maior entrave. Na sequência, aparecem a exigência de garantias reais, como imóveis e máquinas, citada por 32%, e a falta de linhas de crédito adequadas, mencionada por 17%.

A situação é semelhante no crédito de longo prazo, acima de cinco anos. Nesse caso, 71% das empresas atribuíram as dificuldades às taxas de juros, enquanto 31% reclamaram das garantias exigidas e 17% da ausência de produtos financeiros compatíveis com seus projetos de investimento.

Segundo a analista de Políticas e Indústria da CNI, Maria Virgínia Colusso, o atual cenário monetário contribui diretamente para o encarecimento do crédito. Com a taxa Selic em 15% ao ano e juros reais próximos de 10%, o financiamento se torna menos atrativo e acaba desestimulando investimentos em expansão, modernização e inovação.

Selic alta reduz a procura por financiamento

A pesquisa mostra que a busca por crédito também diminuiu de forma significativa nos meses anteriores ao levantamento. Nos seis meses analisados, 54% das indústrias não procuraram crédito de longo prazo, enquanto 49% deixaram de buscar crédito de curto ou médio prazo.

Entre as empresas que efetivamente contrataram ou renovaram financiamentos, apenas 26% acessaram crédito de curto prazo. No caso do crédito de longo prazo, o índice foi ainda menor, chegando a 17%.

Crédito de longo prazo é o mais difícil

As tentativas frustradas são mais frequentes nos financiamentos com prazos mais extensos. Quase um terço das empresas que buscaram crédito de longo prazo não obteve sucesso. Já no crédito de curto ou médio prazo, cerca de 20% das indústrias também não conseguiram aprovação.

O impacto varia conforme o porte da empresa. No crédito de curto ou médio prazo, 26% das médias empresas não obtiveram recursos, contra 21% das pequenas e 16% das grandes. No longo prazo, as dificuldades aumentam: 43% das médias empresas, 37% das pequenas e 27% das grandes não conseguiram acessar o financiamento desejado.

Empresários percebem piora nas condições de crédito

A avaliação das condições de crédito também reflete um cenário negativo. Para 35% das indústrias, as condições de crédito de curto ou médio prazo pioraram. No crédito de longo prazo, esse percentual ficou em 33%.

Quase metade dos empresários, 47%, afirmou que as condições permaneceram semelhantes. Já a percepção de melhora foi registrada por apenas 14% no curto ou médio prazo e 12% no longo prazo, indicando baixo avanço no ambiente de financiamento.

Risco sacado tem baixa adesão na indústria

A modalidade de risco sacado, utilizada para antecipação de recebíveis, ainda é pouco difundida no setor industrial. Apenas 13% das empresas contrataram esse tipo de operação nos últimos 12 meses. Outros 5% demonstraram intenção de contratar, enquanto 54% afirmaram não ter contratado nem pretendiam aderir. Já 29% não souberam ou preferiram não responder.

Nesse modelo, o fornecedor recebe o pagamento antecipadamente por meio de uma instituição financeira, enquanto o comprador assume o compromisso de quitar o valor na data acordada.

Perfil das empresas entrevistadas

A sondagem ouviu 1.789 indústrias entre os dias 1º e 12 de agosto do ano passado. Do total, 713 são empresas de pequeno porte, 637 de médio porte e 439 de grande porte, abrangendo diferentes segmentos da indústria nacional.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Washington Alves

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