Economia

Brasil fecha 2025 com maior déficit em conta corrente desde 2014

O déficit em conta corrente do Brasil alcançou US$ 68,8 bilhões em 2025, o maior resultado negativo desde 2014, quando o déficit chegou a US$ 110,5 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O principal fator para a ampliação do déficit foi a redução do superávit comercial, que caiu de US$ 65,8 bilhões em 2024 para US$ 60 bilhões em 2025. Em relação ao PIB, o indicador se manteve praticamente estável, passando de 3,03% para 3,02%.

Investimentos estrangeiros cobrem déficit

O Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil totalizou US$ 77,6 bilhões em 2025, equivalente a 3,41% do PIB, valor suficiente para financiar integralmente o déficit em conta corrente. No entanto, em dezembro, o IED registrou saldo negativo de quase US$ 5,2 bilhões, o pior resultado mensal da série histórica do Banco Central.

O que são as contas externas

As transações em conta corrente fazem parte do balanço de pagamentos, registrando entradas e saídas do país relacionadas a comércio de bens e serviços, renda (como lucros, dividendos e juros) e transferências unilaterais. Quando as saídas superam as entradas, ocorre déficit. Um déficit elevado pode refletir crescimento econômico, mas também indicar gargalos estruturais, como baixa poupança interna.

O IED representa investimentos produtivos de longo prazo realizados por estrangeiros no país, sendo a principal fonte de financiamento do déficit em conta corrente.

Contexto do IED em dezembro

Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, explicou em coletiva que o resultado negativo de dezembro estava acima das expectativas de mercado. Segundo ele, é comum ocorrer remessas de lucros ao exterior no fim do ano, mas em 2025 o volume foi maior, refletindo lucros mais elevados ao longo do ano e antecipação de remessas.

Rocha reforçou que o balanço de pagamentos em 2025 demonstra contas externas sólidas, com o déficit em conta corrente totalmente financiado por IED.

Perspectiva de instituições financeiras

Em nota, o Bradesco afirmou que, embora o déficit em conta corrente tenha componentes estruturais, os investimentos diretos estrangeiros continuam crescendo e devem permanecer robustos.

O Itaú destacou que o déficit de dezembro foi menor do que o esperado, com resultados mais fortes em renda, especialmente lucros e dividendos. O saldo do mês foi de US$ 3,3 bilhões. Segundo o banco, “o forte fluxo de lucros remetidos ao exterior foi parcialmente compensado por significativos reinvestimentos de lucros, que não geram fluxo cambial, mas impactam o déficit em conta corrente e o IED. Em 2025, o movimento de saídas líquidas no mês foi maior, alinhado ao volume elevado de distribuição de lucros”.

Para 2026, o Itaú revisou a previsão do déficit em conta corrente para US$ 70 bilhões, ante US$ 76,7 bilhões, considerando um superávit comercial mais forte do que o projetado anteriormente.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Beto Nociti/BCB

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Economia

Desdolarização da economia brasileira avança e sinaliza mudança estratégica do Banco Central

O Banco Central do Brasil deu sinais concretos de que pode ter iniciado um processo de desdolarização da economia brasileira. A avaliação consta em uma análise divulgada pela Not Just Headline e compartilhada por um alto funcionário da autoridade monetária, indicando que o movimento deixou de ser retórico e passou a integrar uma estratégia estruturada.

Venda de títulos dos EUA marca mudança no perfil das reservas

Entre outubro de 2024 e outubro de 2025, o Brasil se desfez de US$ 61,3 bilhões em títulos do Tesouro norte-americano, conhecidos como treasuries. O volume representa cerca de 27% das reservas brasileiras em dólar, configurando a maior redução percentual registrada no mundo no período.

O percentual supera países como a Índia, que reduziu cerca de 21%, e a China, cuja diminuição ficou abaixo de 10%, ainda que em valores absolutos maiores. O dado chama atenção porque as vendas ocorreram em um momento de juros elevados nos Estados Unidos, quando os títulos estavam desvalorizados, o que reforça o caráter político e estratégico, e não financeiro, da decisão.

Ouro volta ao centro da soberania monetária

Paralelamente à redução da exposição ao dólar, o Brasil tem reforçado suas reservas em ouro. Em apenas três meses, foram adquiridas 43 toneladas, elevando o estoque total para 172 toneladas.

A estratégia segue um padrão semelhante ao adotado por China e Índia, reposicionando o ouro não apenas como reserva de valor, mas como ativo de soberania monetária, em um cenário global de maior incerteza geopolítica.

Comércio internacional avança fora do dólar

Outro sinal relevante do processo de desdolarização aparece no comércio internacional. O Brasil, maior produtor e exportador mundial de soja, passou a realizar parte das transações com a China, responsável por 60% a 66% das importações globais do produto, utilizando moedas locais, sem a intermediação do dólar.

Esse movimento indica que linhas de swap cambial já estão operacionais e que sistemas alternativos de pagamento funcionam na prática. Trata-se de um ponto sensível para os Estados Unidos, pois envolve fluxos comerciais reais e de grande volume fora do sistema tradicional dolarizado.

BRICS aceleram reação às pressões dos EUA

A mudança ocorre em meio às reiteradas advertências do ex-presidente Donald Trump contra os BRICS. Na prática, as ameaças funcionaram como estímulo para que os países do bloco intensificassem esforços para reduzir a dependência do dólar.

Nesse contexto, fatores como risco político, uso de sanções financeiras, congelamento de ativos e a extraterritorialidade jurídica passaram a pesar tanto quanto os riscos econômicos tradicionais. As reservas internacionais, por sua vez, assumem papel cada vez mais relevante como instrumento de política externa.

Tendência global reforça movimento brasileiro

O dado central não está apenas no volume vendido pelo Brasil, mas na tendência coordenada. Além de Brasil, Índia, China e Rússia, bancos centrais europeus também vêm ampliando suas posições em ouro.

Quando o comércio é liquidado em moedas locais, o dólar deixa de ser moeda de passagem, instituições financeiras norte-americanas perdem espaço na intermediação e a demanda estrutural por dólares tende a cair no longo prazo.

Infraestrutura da desdolarização já está em operação

O avanço dessas operações não ocorre de forma experimental. Para viabilizá-las, foi necessário estabelecer swaps cambiais bilaterais, habilitar bancos nos países envolvidos, criar sistemas de compensação fora do Swift e consolidar confiança política de longo prazo.

O conjunto desses fatores indica que a infraestrutura da desdolarização não apenas existe, como já está funcionando plenamente, sinalizando uma mudança relevante no posicionamento do Brasil dentro do sistema financeiro internacional.

FONTE: Jornal GGN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal GGN

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Economia

Santa Catarina sobe 21 posições no ranking de liberdade econômica

Estado passou de 27º, a última posição, para 6º colocado, marcando um salto na simplificação para abertura de empresas e na liberdade para empreender –

Santa Catarina subiu 21 posições no ranking nacional de liberdade econômica após aprovar uma nova lei para desburocratizar o ambiente de negócios. O estado passou de 27º, a última posição, para 6º colocado, marcando um salto no apoio ao empreendedorismo e na simplificação para abertura de empresas. O desempenho positivo ocorreu em meio ao aumento da procura para formalizar o próprio negócio, o que levou Santa Catarina a bater recorde no número de novos CNPJs em 2025.

O salto é explicado pela Lei Estadual 19.481, sancionada em outubro do ano passado pelo governador Jorginho Mello e que criou o Programa Estadual de Modernização do Ambiente de Negócios Catarinense. O texto ampliou de 290 para 896 o número de CNAEs considerados de baixo risco e dispensados de licença e alvarás. Ou seja, reduzindo a burocracia e promovendo liberdade econômica.

“Santa Catarina é um estado que tem o empreendedorismo no seu DNA. O catarinense gosta de arregaçar as mangas e ir para a luta, abrir o próprio negócio e fazer acontecer. É por isso que o Governo do Estado está facilitando, simplificando, é para apoiar quem move Santa Catarina. Aqui o empreendedor é parceiro e estamos incentivando os negócios para ajudar quem trabalha e gera empregos”, destacou o governador Jorginho Mello.

O que muda

O Programa Estadual de Modernização do Ambiente de Negócios Catarinense foi elaborado pelo Governo de Santa Catarina por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos) e Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc). O objetivo é sobretudo facilitar a abertura de empresas, iniciativa que ganhou apoio com aprovação unânime na Assembleia Legislativa de SC (Alesc).

Conforme o presidente da Jucesc, Fernando Baldissera, o programa é um marco na história do empreendedorismo catarinense. “Estamos cumprindo o que o governador Jorginho Mello nos determinou, que é a desburocratização e simplificação do ambiente de negócios. Com a nova lei, Santa Catarina ganha em competitividade e atração de investimentos, o que é fundamental para que a economia continue crescendo acima da média nacional e gerando empregos”, afirma.

Histórico

O Congresso Nacional aprovou a lei de liberdade econômica em 2019. A partir do texto nacional, os estados ganharam independência para editar as próprias leis a fim de dispensar os alvarás e licenças conforme o rol de CNAEs . Em Santa Catarina, o estado promulgou a lei estadual 18.091, em janeiro de 2021. O texto buscava garantir a liberação de atividades, mas a redação imprecisa acabou por diminuir o número de CNAEs beneficiados. Assim, o estado caiu para a última colocação no ranking nacional.

“A nova lei ajusta a legislação aprovada no passado e garante um novo momento para o empreendedorismo catarinense. Isso tudo com muito diálogo junto às entidades empresariais e órgãos fiscalizadores como IMA, bombeiros, vigilância sanitária, Polícia Civil, SEF, bem como demais órgãos licenciadores. Desta forma, garantimos a liberação automática para aquelas atividades que são consideradas de baixo risco”, acrescenta Baldissera.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Ricardo Trida / SECOM

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Economia

Economia de Santa Catarina cresce 4,9% até novembro de 2025, acima da média nacional

O Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina segue em expansão, superando a média brasileira. Entre janeiro e novembro de 2025, a economia catarinense registrou crescimento acumulado de 4,9%, enquanto o índice nacional ficou em 2,4%. Os dados constam do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-SC), elaborado pelo Banco Central, considerado uma prévia do PIB.

Serviços lideram crescimento no estado

Segundo análise do Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de Santa Catarina, o setor de serviços apresentou o melhor desempenho no período, seguido pela indústria e pelo comércio. Apesar de certa desaceleração, a agropecuária, impulsionada por fortes exportações, manteve o resultado positivo da economia estadual.

“O ritmo de crescimento da economia catarinense já mostra sinais de desaceleração, como previsto. O aumento da taxa de juros para conter o consumo e reduzir a demanda teve efeito esperado, e a indústria do estado perde dinamismo”, comentou Gilberto Seleme, presidente da Fiesc.

Agronegócio sustenta resultados gerais

O agronegócio se destacou, compensando resultados mais modestos de indústria e serviços. Produtos de exportação como soja, milho e tabaco registraram crescimento expressivo, contribuindo para o desempenho agregado do estado.

“Os resultados positivos do IBCR catarinense não refletem uma expansão generalizada da economia, mas sim um crescimento concentrado em setores específicos”, explicou Arthur Calza, economista do Observatório Fiesc.

Setor de serviços em alta

Entre os segmentos de serviços, o destaque foi para serviços profissionais, administrativos e complementares, com alta de 7% até novembro de 2025. Outros setores também tiveram desempenho relevante: informação e comunicação cresceu 5,1%, e serviços prestados às famílias subiram 4,3%. O crescimento geral do setor de serviços foi de 3,7% no período.

Indústria mostra ritmo mais lento

A produção industrial catarinense avançou 3,4% no acumulado do ano até novembro, mas perdeu força em relação ao início de 2025. Entre os destaques estão a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, que cresceu 12,3%, seguida de máquinas, aparelhos e materiais elétricos com 7,8%, e máquinas e equipamentos com 5,9%, beneficiados pela safra recorde de grãos.

Comércio varejista ampliado também cresce

O comércio varejista ampliado registrou aumento de 2,6% até novembro. Entre os segmentos que mais se destacaram estão outros artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 10,2%, supermercados e hipermercados com 7,3%, e materiais de construção, que avançaram 7,2%.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: : Guto Kuerten, NSC, BD

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Economia

Atividade econômica de Santa Catarina cresce 4,9% e lidera ranking nacional em 2025

A atividade econômica de Santa Catarina registrou crescimento de 4,9% entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (21). O resultado coloca o estado na liderança nacional e evidencia um ritmo de expansão mais que duas vezes superior à média brasileira, que ficou em 2,4% no período.

O índice é calculado pelo Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central (IBCR), indicador considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

Santa Catarina lidera crescimento entre os estados

Com o avanço de 4,9%, Santa Catarina aparece como o estado com maior crescimento econômico do país. Na sequência do ranking estão Goiás (4,7%), Pará (4,4%), Espírito Santo (4,3%) e Rio de Janeiro (3,4%). Ao todo, o Banco Central monitora a atividade econômica de 13 estados brasileiros.

Governo atribui resultado à força da economia local

O governador Jorginho Mello destacou que o desempenho reflete características estruturais da economia catarinense, como o perfil trabalhador da população, o ambiente favorável aos negócios e os investimentos em segurança pública.

Segundo ele, a desburocratização para abertura de empresas, aliada a políticas de incentivo ao empreendedorismo, tem fortalecido a geração de emprego e renda no estado, garantindo crescimento acima da média nacional.

Indústria, comércio e serviços impulsionam a economia

O avanço da economia catarinense foi sustentado pelo bom desempenho dos principais setores produtivos. Dados do IBGE mostram que Santa Catarina cresceu acima da média nacional na indústria, no comércio e nos serviços ao longo de 2025.

A indústria de Santa Catarina teve alta de 3,4% no acumulado do ano, enquanto a indústria brasileira cresceu apenas 0,6% no mesmo intervalo.

No comércio, o estado registrou expansão de 5,7%, quase quatro vezes superior à média nacional, que ficou em 1,5%. Já o setor de serviços apresentou crescimento de 3,7% em Santa Catarina, frente a 2,7% no Brasil.

Indicadores sociais acompanham crescimento econômico

O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, ressaltou que o avanço da atividade econômica se reflete diretamente nos indicadores sociais. Santa Catarina apresenta atualmente a menor taxa de desemprego, o menor índice de desigualdade e a menor participação no Bolsa Família entre os estados.

De acordo com o secretário, os números reforçam que o modelo adotado pelo estado, com foco em oportunidades, empreendedorismo e desenvolvimento econômico, consolida Santa Catarina como referência nacional.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Roberto Zacarias/SecomGOVSC

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Economia

Ibovespa bate recorde histórico e supera 166 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,38 com tensões internacionais

O mercado financeiro brasileiro teve um dia de movimentos contrastantes nesta terça-feira (20). Enquanto a bolsa de valores alcançou um marco inédito, encerrando acima dos 166 mil pontos pela primeira vez, o dólar comercial avançou frente ao real, pressionado pelo cenário externo e por novos ruídos geopolíticos envolvendo Estados Unidos e Europa.

Bolsa brasileira ignora cenário externo e renova máxima histórica

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão aos 166.277 pontos, com valorização de 0,87%. Após oscilar negativamente no início do dia, o indicador passou a subir com a abertura das bolsas norte-americanas, beneficiado pelo fluxo de capital estrangeiro em direção a mercados emergentes.

No fim da tarde, o índice perdeu fôlego durante o discurso que marcou um ano do novo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegando a recuar momentaneamente abaixo dos 166 mil pontos. Ainda assim, a bolsa reagiu nos minutos finais e garantiu o fechamento em nível recorde, impulsionada principalmente por ações de mineradoras, bancos e petroleiras, setores com maior peso na composição do Ibovespa.

Dólar avança com escalada de tensões entre EUA e Europa

Diferentemente do desempenho positivo da bolsa, o mercado de câmbio teve um dia de alta. O dólar comercial encerrou cotado a R$ 5,375, com avanço de 0,3%, equivalente a R$ 0,016. Pela manhã, a moeda norte-americana chegou a alcançar R$ 5,40, mas perdeu força ao longo da tarde.

O movimento foi influenciado pela intensificação das tensões políticas e comerciais entre Estados Unidos e União Europeia. O presidente francês, Emmanuel Macron, sinalizou a possibilidade de acionar um mecanismo de defesa comercial que permitiria a aplicação de tarifas de até 93 bilhões de euros sobre produtos americanos. A reação ocorre após novas declarações de Trump envolvendo ameaças territoriais e possíveis aumentos tarifários contra produtos europeus.

Impasse comercial e juros elevados no radar dos investidores

O clima de instabilidade ganhou mais força após o Parlamento Europeu suspender a tramitação do acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos, firmado em julho do ano passado, que previa tarifas de 15% sobre produtos europeus exportados ao mercado norte-americano.

Apesar do cenário internacional adverso, o Brasil foi parcialmente protegido pela diferença entre os juros internos e os praticados nos Estados Unidos. Com a Taxa Selic em 15% ao ano, no maior patamar em quase duas décadas, o país segue atraente para investidores em busca de rentabilidade, o que ajudou a conter uma pressão mais forte tanto sobre o dólar quanto sobre a bolsa.

Na próxima semana, o mercado volta suas atenções para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que definirá os próximos passos da política de juros no país.

Fonte: Agência Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO INTERNET

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Economia

PIB da China cresce 5% e exportações sustentam economia em meio à fraqueza interna

A economia da China registrou crescimento de 5,0% do PIB no último ano, alcançando a meta estipulada pelo governo. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo avanço das exportações chinesas, que compensaram a desaceleração do consumo interno e ajudaram a reduzir os impactos das tarifas comerciais dos Estados Unidos — embora essa estratégia comece a mostrar sinais de esgotamento.

Exportações garantem meta de crescimento econômico

Para sustentar o ritmo da atividade econômica, a China ampliou sua participação na demanda global por produtos manufaturados, alcançando níveis inéditos de presença em mercados internacionais. Como resultado, o país acumulou um superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão, valor cerca de 20% superior ao registrado em 2024.

O montante é equivalente ao tamanho econômico de uma das 20 maiores economias do mundo, como a Arábia Saudita, reforçando o peso do setor externo no desempenho do PIB chinês.

Redução nos EUA e avanço em novos mercados

Mesmo com uma queda de aproximadamente 20% nas exportações para os Estados Unidos, os embarques chineses cresceram de forma expressiva para outras regiões. Empresas do país expandiram vendas para Europa, América Latina e mercados emergentes, em uma tentativa de reduzir a dependência do mercado norte-americano diante das políticas tarifárias mais rígidas adotadas nos últimos anos.

Produtores chineses têm buscado diversificar destinos e adaptar estratégias comerciais para manter competitividade global.

Estratégia externa enfrenta limites

Apesar dos resultados positivos no curto prazo, especialistas avaliam que o modelo baseado fortemente em exportações se torna cada vez mais difícil de sustentar, especialmente diante de tensões geopolíticas, riscos protecionistas e da necessidade de estimular a demanda doméstica.

“Estamos indo bem na Europa e na América Latina e não precisamos desse mercado”, afirmou Dave Fong, coproprietário de fábricas no sul da China que produzem desde mochilas escolares até equipamentos industriais, ao comentar a redução da dependência dos Estados Unidos.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Economia

Economia da China cresce 5% em 2025 e cumpre meta oficial do governo

A economia da China registrou crescimento de 5% em 2025, alcançando a meta estipulada pelo governo chinês para o período. O resultado veio levemente acima das projeções do mercado, que apontavam expansão de 4,9%, e repetiu o desempenho observado em 2024, mantendo o ritmo da segunda maior economia do mundo.

Exportações sustentam crescimento econômico

O avanço do PIB chinês foi impulsionado principalmente pelas exportações e pela indústria manufatureira, que demonstraram resiliência ao longo do ano. Mesmo em meio a tensões comerciais, os exportadores chineses ampliaram sua atuação em mercados fora dos Estados Unidos, o que resultou em um superávit comercial recorde, próximo de US$ 1,2 trilhão em 2025.

Segundo Charu Chanana, estrategista-chefe de investimentos da Saxo, o desempenho positivo esconde desequilíbrios. Para ela, enquanto o setor externo mostrou força, áreas como o mercado imobiliário e a demanda interna seguiram frágeis, evidenciando um crescimento desigual.

Desaceleração marca o fim do ano

Apesar do resultado anual sólido, os dados do último trimestre indicam perda de fôlego. Entre outubro e dezembro, o Produto Interno Bruto cresceu 4,5% na comparação anual, abaixo dos 4,8% registrados no trimestre anterior, configurando o ritmo mais fraco dos últimos três anos.

Na comparação trimestral, o avanço foi de 1,2%, acima das expectativas, mas ainda sinalizando expansão moderada. Analistas avaliam que a economia chinesa deve iniciar 2026 com menor impulso, sem sinais claros de retomada no curto prazo.

Demanda interna segue como principal desafio

A fraqueza do consumo e dos investimentos permanece como um dos principais entraves. Em 2025, o investimento em ativos fixos recuou 3,8%, a primeira queda anual desde 1996. Já o investimento imobiliário registrou forte retração de 17,2%, refletindo a crise prolongada no setor.

Indicadores de dezembro reforçam esse cenário: a produção industrial cresceu 5,2%, acelerando em relação a novembro, enquanto as vendas no varejo avançaram apenas 0,9%, abaixo do esperado, evidenciando dificuldades para estimular a demanda doméstica.

Política econômica e perspectivas para 2026

De acordo com Kang Yi, chefe do Departamento Nacional de Estatísticas, o crescimento de 2025 foi obtido “com muito esforço”, em um ambiente de demanda insuficiente e pressões deflacionárias. O cenário externo também adiciona incertezas, com o avanço do protecionismo global e a possibilidade de novas tarifas por parte dos Estados Unidos.

Para sustentar a atividade econômica, o banco central da China iniciou cortes direcionados nas taxas de juros e sinalizou novas reduções nas exigências de reservas bancárias. O governo reafirmou ainda o compromisso com uma política fiscal proativa e a intenção de buscar novamente crescimento próximo de 5% em 2026.

Pequim também anunciou planos para ampliar a participação do consumo das famílias, que hoje representa menos de 40% do PIB, percentual inferior à média global. Analistas destacam que isso exigirá avanços em renda, emprego e proteção social para reduzir a elevada poupança por precaução.

No mercado financeiro, o yuan permaneceu estável após atingir o maior nível em 32 meses, enquanto o índice Shanghai Composite se recuperou das perdas iniciais e encerrou o dia em alta.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Cheng Xin/Getty Images

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Economia

Juros altos e tarifaço dos EUA pressionam indústria, comércio e serviços de SC, aponta IBGE

Dados do IBGE sobre indústria, comércio e serviços em Santa Catarina mostram que a economia do estado sentiu, em novembro de 2025, os efeitos combinados dos juros elevados no Brasil e do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos. As três pesquisas indicam retração na comparação anual, embora o desempenho acumulado de 2025 ainda permaneça acima da média nacional.

Indústria cai no mês, mas cresce no acumulado do ano

A produção industrial catarinense recuou 1,4% em novembro frente ao mesmo mês de 2024, resultado ligeiramente pior que o do Brasil, que registrou queda de 1,2%. No entanto, no acumulado de janeiro a novembro de 2025, a indústria de SC avançou 3,4%, enquanto a média nacional ficou em 0,6%.

Os segmentos que mais pressionaram negativamente o resultado mensal foram produtos de madeira (-16,8%), móveis (-14,1%) e metalurgia (-15,8%), setores diretamente impactados pelo tarifaço norte-americano e pelo custo do crédito.
Na outra ponta, tiveram desempenho positivo minerais não metálicos (9,4%), produtos químicos (6,7%) e alimentos (3,8%).

Serviços registram primeira queda do ano

O setor de serviços teve em novembro a primeira retração de 2025 na comparação anual, com queda de 0,2%, enquanto o Brasil apresentou crescimento de 2,5%. Mesmo assim, no acumulado do ano, Santa Catarina avançou 3,7%, acima do resultado nacional, de 2,7%.

Entre os destaques positivos estão serviços profissionais, administrativos e complementares, com alta de 13,6%, e informação e comunicação, que cresceu 5,1%. Já serviços prestados às famílias (-5,7%), transportes (-5,6%) e outros serviços (-6,8%) apresentaram retração.

Comércio mantém crescimento acima da média nacional

O comércio ampliado, que engloba atacado, veículos e materiais de construção, cresceu 1% em novembro frente ao mesmo período do ano anterior. No Brasil, o indicador caiu 0,3%. No acumulado de 2025, Santa Catarina registra alta de 2,6%, enquanto o país teve leve retração de 0,2%.

As principais quedas no mês vieram de veículos e autopeças (-4,1%) e do atacado de alimentos, bebidas e fumo (-5,3%). As vendas de materiais de construção avançaram 2%, mas com crescimento considerado moderado.

No varejo restrito, os maiores avanços foram observados em materiais de escritório (36,5%), produtos farmacêuticos (8,3%) e hipermercados e supermercados (6,6%).

Pressão deve continuar nos próximos meses

Os indicadores reforçam que os juros em torno de 15% e o tarifaço dos Estados Unidos seguem impactando a atividade econômica catarinense. A expectativa é de que esse cenário continue influenciando os resultados setoriais nos próximos meses.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC Total

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Economia

Dólar fecha em leve alta a R$ 5,37 com influência do exterior e prévia do PIB

O dólar encerrou a sexta-feira (16) em leve valorização frente ao real, acompanhando o movimento das principais moedas internacionais em um pregão marcado por liquidez reduzida nos mercados globais.

No cenário doméstico, os investidores repercutiram os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador visto como uma prévia do PIB brasileiro.

IBC-Br surpreende e supera projeções do mercado

O IBC-Br registrou alta de 0,70% em novembro na comparação com outubro, já considerando o ajuste sazonal. O resultado veio acima da expectativa de economistas consultados pela Reuters, que projetavam avanço de 0,30% no período.

A leitura mais forte do indicador reforçou a percepção de que a economia segue aquecida, o que pode impactar as decisões futuras do Banco Central sobre o início do ciclo de corte de juros.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar comercial fechou com ganho de 0,08%, cotado a R$ 5,372 na compra e R$ 5,373 na venda.

No mercado futuro, às 17h07, o contrato de dólar para fevereiro, o mais negociado na B3, avançava 0,02%, aos R$ 5,3890.

Na sessão anterior, o dólar havia encerrado a R$ 5,3684, com recuo de 0,61%.

Pressão externa limita efeito dos dados internos

Apesar do dado econômico mais robusto no Brasil, o comportamento do câmbio foi influenciado principalmente pelo cenário externo. Segundo analistas, o movimento de alta nos Treasuries americanos acabou fortalecendo o dólar frente às moedas de países emergentes.

“Em tese, um dado mais forte puxaria o câmbio para baixo, mas hoje o exterior prevaleceu, com a alta dos Treasuries valorizando o dólar”, avaliou Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos avançaram com investidores analisando indicadores recentes da economia americana e as perspectivas para a política monetária do Federal Reserve.

Declarações de Lula também entram no radar

O mercado também acompanhou declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a política comercial do Brasil. Lula afirmou que o Mercosul busca ampliar acordos após a conclusão do tratado com a União Europeia, mirando parcerias com países como Canadá, México, Vietnã, Japão e China.

A fala ocorreu ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, às vésperas da assinatura oficial do acordo comercial entre UE e Mercosul, prevista para sábado, em Assunção, no Paraguai.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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