Comércio

Vendas no varejo na Black Friday sobem 1,9% e mostram força do e-commerce

As vendas no varejo na Black Friday registraram avanço de 1,9% em comparação ao mesmo período de 2024, conforme dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Apesar de ser o menor crescimento desde 2019, o resultado reflete uma base elevada do ano anterior e a forte expansão do e-commerce, que aumentou 16,1% e atingiu recorde histórico de transações. No varejo físico, houve retração de 1,9%.

Impacto do calendário e comportamento do consumidor
Segundo a Cielo, o desempenho mais modesto também foi influenciado pela coincidência da data com o pagamento de salários e a liberação do 13º tanto em 2024 quanto em 2025, o que tende a neutralizar efeitos típicos da sazonalidade. No varejo presencial, parte das compras foi antecipada para as semanas anteriores, diluindo a demanda da sexta-feira.

Força do comércio digital
No ambiente digital, o padrão permaneceu: pico de vendas na virada da madrugada, concentração de transações e tíquetes mais altos. Foram registradas 32,8 milhões de operações online, o maior volume já observado pela empresa.

O vice-presidente de Negócios da Cielo, Carlos Alves, destaca que a data segue como um “termômetro do varejo brasileiro” e reforça a necessidade de ampliar investimentos em tecnologia, integração de canais e estratégias baseadas em dados.

Desempenho por setor
Entre os macrossetores, Serviços liderou com alta de 10,8%, impulsionado por Turismo & Transporte, que avançou 18,6%. Drogarias e farmácias cresceram 6,1%, enquanto bens duráveis e semiduráveis caíram 3,2%, impacto atribuído ao crédito mais restrito e ao alto endividamento das famílias.

No e-commerce, todos os setores subiram: Serviços (19,4%), Bens Não Duráveis (10,6%) e Bens Duráveis e Semiduráveis (6,2%), consolidando o digital como protagonista da Black Friday.

Formas de pagamento mais usadas
O crédito parcelado registrou o maior tíquete médio geral: R$ 813,67. No digital, representou 70,4% do faturamento, com tíquete acima de R$ 1.100. Já no varejo físico, o débito à vista liderou em volume, com 58,6% das vendas. O Pix seguiu em expansão e atingiu 6,9% das transações presenciais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Comércio

Combate a fraudes no e-commerce reforça segurança para consumidores e indústria

Ação do governo mira produtos irregulares no comércio digital
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou que o fortalecimento das ações contra fraudes no comércio eletrônico é essencial para proteger tanto os consumidores quanto a indústria nacional. Segundo ele, coibir a venda de itens sem certificação ajuda a garantir segurança, qualidade e concorrência justa no mercado digital.

Delegacia Cibernética do Inmetro entra em operação
As declarações foram feitas durante a inauguração da Delegacia Cibernética do Inmetro, em São Paulo. A nova estrutura atuará integrada ao sistema Guardião Digital, que utiliza inteligência artificial para monitorar sites e plataformas de e-commerce e detectar anúncios suspeitos de produtos irregulares.

Alckmin destacou que a expansão das compras online exige mecanismos confiáveis de supervisão. Ele reforçou que produtos falsificados ou contrabandeados prejudicam o cliente e geram concorrência desleal para a indústria brasileira. O objetivo, segundo o ministro, é que as plataformas adotem medidas para ofertar apenas itens certificados e com garantia.

Tecnologia para identificar produtos fora do padrão
Para o secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo, a Delegacia Cibernética vai ampliar a rastreabilidade e a verificação de qualidade dos produtos disponíveis no ambiente digital. Ele ressalta que o uso de IA permitirá localizar mercadorias que não atendam às exigências técnicas, oferecendo mais segurança aos usuários.

A unidade do Inmetro fará o cruzamento de dados com bases oficiais para identificar possíveis violações, como venda de itens sem certificação obrigatória, sem registro ou com informações técnicas adulteradas, além de uso indevido de selos do órgão.

Penalidades e monitoramento inicial
Ao encontrar indícios de irregularidades, o Inmetro notificará a plataforma responsável, solicitando a remoção do anúncio e comunicando o vendedor. Se a infração for confirmada, poderão ser aplicadas penalidades previstas em lei, entre elas multa que pode atingir R$ 1,5 milhão.

Na fase inicial, o Guardião Digital vai acompanhar quatro categorias consideradas prioritárias: fios e cabos elétricos, balanças comerciais, pastilhas de freio e cadeiras plásticas monobloco. Outros produtos regulados serão incluídos gradualmente.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

Ler Mais
Comércio

Black Friday 2025 deve impulsionar economia, bater recorde histórico e pressionar logística do comércio exterior

A última sexta-feira de novembro chegou e a Black Friday 2025 já movimenta os setores do varejo, da indústria e da logística internacional. Segundo projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a campanha deste ano deve alcançar R$ 5,4 bilhões em vendas, resultado que, se confirmado, representará a maior movimentação da série histórica iniciada em 2010 e um crescimento de 2,4% em comparação com 2024. Já uma pesquisa de mercado da Neotrust, a previsão é muito mais otimista e aponta crescimento de 17%, podendo chegar a R$ 11 bilhões em produtos vendidos. 

Os segmentos com maior peso no faturamento devem ser hipermercados e supermercados (R$ 1,32 bilhão), eletroeletrônicos e utilidades domésticas (R$ 1,24 bilhão) e móveis e eletrodomésticos (R$ 1,15 bilhão). Vestuário (R$ 0,95 bilhão) e produtos de beleza e bem-estar (R$ 0,38 bilhão) também permanecem entre os destaques. Ainda de acordo com a CNC, 70% das categorias avaliadas apresentam grande potencial de redução real de preços, com quedas que chamam a atenção em papelaria, livros, joias e bijuterias, perfumaria, utilidades domésticas e higiene pessoal.

Com consumidores cada vez mais atentos e desconfiados de falsas promoções, o planejamento de compra se tornou parte essencial do evento. O levantamento do Procon-SP mostrou que o comportamento do brasileiro ainda é influenciado por “gatilhos” como opinião pública, ofertas por tempo limitado e parcelamento sem juros. No entanto, especialistas reforçam que uma estratégia mais ativa pode ampliar a economia.

O presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin), Reinaldo Domingos, orienta. “Embora monitorar o preço seja essencial, acompanhar os picos de promoções e os períodos estratégicos de descontos pode ampliar significativamente a economia. Muitas lojas estendem a Black Friday por vários dias ou liberam promoções em horários estratégicos, como manhãs ou noites de determinados dias.”

A força do e-commerce e comportamento do consumidor

A popularização da Black Friday no Brasil se intensificou nos últimos anos e agora envolve praticamente todos os segmentos, do alimentício ao turismo. Um estudo da Méliuz aponta que mais de 90% dos brasileiros pretendem realizar alguma compra em 2025, número 20% superior ao levantado no ano anterior.

O comércio eletrônico permanece como protagonista — inicialmente impulsionado durante a pandemia e hoje consolidado como principal canal de vendas em diversas categorias. Lojas físicas e digitais devem atuar de forma integrada, com estratégias omnichannel e incentivos logísticos, como frete grátis e retirada no mesmo dia.

Impactos e desafios na logística e no comércio exterior

O crescimento da Black Friday não se limita à economia interna: ele pressiona toda a cadeia logística global. As semanas que antecedem o evento coincidem com a Peak Season, período de maior demanda mundial por transporte de cargas, principalmente devido às encomendas para abastecer o consumo de final de ano.

Com o Brasil apresentando forte dependência de produtos manufaturados importados — sobretudo da China — o fluxo internacional tende a atingir seu ápice no trimestre. Apenas em 2022, as importações brasileiras de produtos chineses aumentaram 32,8% em relação ao ano anterior, reforçando essa tendência.

O efeito é imediato para o setor de comércio exterior:

  • maior competição por espaço em navios e aeronaves,
  • pressão sobre prazos de entrega,
  • aumento de custos logísticos,
  • necessidade de planejamento antecipado para evitar ruptura de estoque.

Empresas que atuam com importação analisam a data com atenção redobrada, já que atrasos podem resultar em perda de oportunidades de venda durante o pico de consumo.

Uma data de oportunidades — e de responsabilidade financeira

Com promoções cada vez mais agressivas e marketing altamente persuasivo, Black Friday se tornou um dos eventos mais aguardados pelo consumidor brasileiro. Ainda assim, especialistas lembram que planejamento evita endividamento. O ideal é acompanhar preços ao longo dos meses, definir um limite de gastos e priorizar itens úteis e necessários.

Fontes consultadas

  • Infomoney — dados e declarações da CNC, Procon-SP e Abefin
  • CNC — projeções econômicas para a Black Friday 2025
  • UXCOMEX — panorama de comércio exterior e logística internacional
  • Méliuz — estudo de intenção de compra dos consumidores brasileiros
  • Forbes – dados de pesquisa da Neotrust

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGENS: ILUSTRATIVAS / FREEPIK

Ler Mais
Comércio

EUA ampliam pressão com investigação da Seção 301, e Brasil teme novo impacto após tarifaço

A recente redução do tarifaço dos Estados Unidos não dissipou a preocupação do governo brasileiro. O motivo agora é a investigação da Seção 301, aberta por Washington e considerada a mais abrangente já direcionada ao Brasil, segundo o Itamaraty.

Fernando Pimentel, diretor do Departamento de Política Comercial do Ministério das Relações Exteriores, afirma que a apuração americana representa um risco significativo. Ele destaca que os Estados Unidos costumam usar esse mecanismo de forma segmentada, mas desta vez o alcance é extraordinário.

“Possivelmente, esta é a maior 301 de todos os tempos… O Brasil é alvo de uma investigação amplíssima, com seis temas extremamente vastos”, declarou Pimentel durante o Encontro Empresarial BR-US 2025, promovido pela Amcham.

Seção 301 mira seis áreas estratégicas
A investigação iniciada em julho analisa supostas práticas desleais do Brasil em seis frentes principais:

  • comércio digital e serviços de pagamento, incluindo o Pix;
  • tarifas preferenciais;
  • aplicação de leis anticorrupção;
  • propriedade intelectual;
  • mercado de etanol;
  • desmatamento ilegal.

Para o Itamaraty, a amplitude da apuração aumenta os riscos, mesmo que o Brasil tenha apresentado respostas técnicas robustas.

“Responder bem não garante um desfecho favorável. Há grande discricionariedade na negociação”, alertou Pimentel.

Risco de repetir o impacto do tarifaço
O diplomata reforçou que o país precisa tratar o tema com urgência para evitar um novo choque comercial.
“Não faz sentido resolver o tarifaço e enfrentar outra 301 meses depois. Pelo escopo, podemos ver tudo isso se repetir”, disse.

A fase de apresentações e argumentos já foi concluída após audiência pública em setembro, na qual empresas brasileiras e americanas se manifestaram. Agora, o processo aguarda o início das consultas formais, etapa que depende da definição de datas pelo governo dos EUA.

A investigação não tem prazo definido, mas a expectativa é que avance nos próximos meses.

O que é a Seção 301
Criada na Lei de Comércio dos EUA de 1974, a Seção 301 autoriza o governo americano a retaliar países que imponham barreiras comerciais consideradas injustas. As investigações são conduzidas pelo USTR, órgão ligado diretamente à Presidência dos EUA.

A regra exige que o país investigado tenha oportunidade de negociar antes que medidas punitivas sejam aplicadas. Se não houver acordo, Washington pode recorrer a organismos internacionais, como a OMC, ou adotar sanções unilaterais.

O mecanismo já foi usado em casos emblemáticos:

  • China (2018): acusada de violar regras de propriedade intelectual, resultando em tarifas que desencadearam a guerra comercial.
  • Ucrânia (2001): punida por falhas no combate à pirataria de CDs.
  • Brasil (1989): investigado por restrições à importação de mais de mil produtos; o caso foi resolvido diplomaticamente.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Exame

Ler Mais
Comércio

Comércio regional deve crescer em 2025, projeta Cepal

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) prevê que o comércio regional voltará a ganhar força em 2025, mesmo diante dos altos aranceles dos Estados Unidos. Segundo o organismo, o impacto dessas tarifas foi mais brando do que o estimado inicialmente, como aponta seu relatório mais recente.

Exportações devem subir 5%

A Cepal estima que o valor das exportações da região avançará 5% em 2025, superando a expansão de 4,5% registrada em 2024. O crescimento virá principalmente de um aumento de 4% no volume exportado, além de um acréscimo de 1% nos preços.

O documento destaca ainda que o México, maior exportador latino-americano, deverá registrar expansão similar, com alta de 5% em seus embarques neste ano.

A menor influência dos aranceles norte-americanos se deve, segundo a Cepal, à aceleração das importações dos EUA e à formação de estoques por parte de empresas do país no primeiro trimestre. O fortalecimento do comércio entre as economias asiáticas também ajudou a amortecer os efeitos das tarifas.

Serviços mantêm ritmo forte

Embora a perspectiva para 2026 seja menos favorável, a Cepal aponta que as exportações de serviços da região devem crescer 8% em 2025, ainda que em ritmo ligeiramente inferior ao do ano anterior.

Entre janeiro e junho de 2025, o comércio total da América Latina e do Caribe registrou altas interanuais de 4% nas exportações e de 7% nas importações. Nesse período, os preços dos produtos vendidos pela região aumentaram 1,7%, revertendo a queda de 2,1% vista em 2024.

Aranceles seguem baixos em comparação global

A região enfrenta hoje uma tarifa efetiva média de 10% nos Estados Unidos — sete pontos abaixo da média global. A Cepal, porém, alerta que esse cenário pode mudar conforme o balanço comercial e outros fatores externos.

O relatório recomenda que os países latino-americanos ampliem a diversificação comercial e aprofundem a integração regional para reduzir vulnerabilidades diante de choques externos.

FONTE: Todo Logística News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logística News

Ler Mais
Comércio

Mercosul e Emirados Árabes avançam em nova rodada de negociações para acordo de livre comércio

As delegações do Mercosul e dos Emirados Árabes Unidos se reuníram em Brasília, entre os dias 4 e 7 de novembro, para a quarta rodada de negociações do acordo de livre comércio entre o bloco sul-americano e o país árabe. O encontro aconteceu no Itamaraty e envolveu representantes de Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e dos EAU, com grupos técnicos discutindo temas como comércio de bens, regras de origem, serviços, questões institucionais e jurídicas.

Acordo pode ser concluído ainda em 2025

As negociações, iniciadas em 2024, têm avançado de forma significativa e, segundo fontes ouvidas pelo CNN Money, há expectativa de conclusão do acordo ainda neste ano. As divergências entre as partes diminuíram e se concentram em poucas questões específicas, o que alimenta o otimismo sobre um desfecho próximo.

O principal ponto em debate é a redução a zero das tarifas de importação cobradas pelo Mercosul sobre cerca de 20 produtos petroquímicos. A medida é um pedido dos Emirados Árabes, grandes produtores de petróleo e derivados, mas enfrenta resistência por parte da indústria brasileira, que busca proteger-se da concorrência externa nesse segmento sensível.

Comércio entre Brasil e Emirados Árabes segue em alta

Em 2024, a corrente comercial entre o Brasil e os Emirados Árabes Unidos alcançou US$ 5,4 bilhões, com superávit de US$ 3,6 bilhões para o lado brasileiro, segundo dados do governo federal.

Os principais produtos exportados pelo Brasil para o país árabe são carne de frango, carne bovina e açúcar. Já as importações vindas dos Emirados incluem petróleo, ureia, enxofre e peças aeronáuticas.

Relação estratégica e investimentos crescentes

Além do comércio em expansão, Brasil e Emirados Árabes têm fortalecido uma parceria estratégica baseada na confiança e cooperação bilateral. O diálogo diplomático vem se ampliando em diferentes áreas, incluindo energia, infraestrutura, defesa e inovação.

O fluxo de investimentos dos Emirados no Brasil também cresce rapidamente. Grupos como Mubadala, Abu Dhabi Investment Group (ADIG), Edge Group e DP World têm ampliado sua presença no país, atuando em setores como logística, portos, aviação e energia renovável.

Especialistas avaliam que o acordo Mercosul–Emirados Árabes Unidos pode consolidar o Brasil como porta de entrada comercial dos árabes na América do Sul, além de ampliar as oportunidades de exportação e investimento mútuo.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

Ler Mais
Comércio

Inter e Chainlink concluem primeiro teste de comércio entre BC e Hong Kong

Experimento permite que empresas realizem pagamentos condicionais e parcelados para importações utilizando moedas digitais ou reservas tokenizadas

O Banco Inter e a Chainlink concluíram o primeiro experimento de financiamento ao comércio internacional baseado em blockchain para o setor primário, possibilitando que pequenas e médias empresas vendam commodities no exterior. A ação foi feita em parceria com o BC (Banco Central) do Brasil e a HKMA (Autoridade Monetária de Hong Kong).

Outras instituições globais, como Standard Chartered, GSBN (Global Shipping Business Network) e 7COMm, também fizeram parte do experimento, segundo nota divulgada nesta segunda-feira (3).

O projeto, liderado pelo Inter, permitiu aos bancos centrais do Brasil e de Hong Kong utilizarem blockchain para liquidar automaticamente uma transação de comércio exterior, de forma segura e em tempo real, conforme o comunicado das instituições.

Esta é a primeira vez que um registro de títulos baseado em blockchain e uma infraestrutura de pagamentos cross-chain – ou seja, troca entre cadeias – foram conectados em um fluxo de trabalho único e automatizado. A ação estabelece um novo padrão para liquidações de comércio internacional.

Como foi realizado o experimento

Na Fase 2 da iniciativa Drex, moeda digital do Banco Central, a nova plataforma de financiamento ao comércio permitiu o teste de uma transação programável de DvP (Delivery-versus-Payment) e de uma transação entre fronteiras PvP (Payment-versus-Payment), que possibilitam desbloquear pagamentos condicionais e parcelados.

Segundo o comunicado, a plataforma simulou a liquidação de exportações pelo Drex no Brasil e pela rede Ensemble em Hong Kong. Já a Chainlink forneceu a infraestrutura para conectar os dois ambientes e coordenar a liquidação entre jurisdições de forma compatível.

Durante o processo de pagamento, o GSBN registrou a mudança no eBL (título eletrônico de conhecimento de embarque).

Comércio internacional inclusivo

Segundo as instituições envolvidas no experimento, ao viabilizar pagamentos tokenizados e automatizar transferências de títulos via contratos inteligentes, a plataforma também “reduz custos, diminui riscos e abre oportunidades nos mercados internacionais para pequenas e médias empresas.”

“Inter aposta na inovação para criar soluções que tenham impacto positivo na vida financeira dos nossos clientes e na economia como um todo”, afirmou Bruno Grossi, Head de Ativos Digitais do Inter.

“Ao utilizar a Chainlink para conectar o BCB, a HKMA e as plataformas de financiamento ao comércio, estamos construindo um ecossistema financeiro mais conectado, com capacidade de sustentar o futuro do comércio global.”, acrescenta Grossi.

Impulsionado pela Chainlink, o modelo DvP automatiza a custódia e liberação de fundos, enquanto também transfere o eBL, eliminando a necessidade de coordenação manual entre bancos, plataformas e agentes de transporte.

Para refletir as condições reais de comércio, o projeto ainda introduziu um ativo do mundo real tokenizado, lastreado em commodities, proporcionando liquidez instantânea às contrapartes e reduzindo tanto o risco de liquidação quanto o atrito operacional.

FONTE: CNN Brasil
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

Ler Mais
Comércio

Tarifa de 50% sobre café brasileiro pressiona torrefadores dos EUA e eleva preços ao consumidor

Os torrefadores norte-americanos estão consumindo seus estoques de café à espera de uma definição nas negociações comerciais entre EUA e Brasil, que podem determinar se o setor precisará pagar ainda mais por grãos de outras origens.

O café brasileiro, responsável por cerca de um terço do consumo nos Estados Unidos, praticamente desapareceu do mercado americano desde agosto, após o governo de Donald Trump impor uma tarifa de 50% sobre as importações. A medida, que mistura política e comércio, foi interpretada como retaliação ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, após críticas envolvendo o tratamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF.

Impactos da tarifa: preços altos e estoques em queda

O imposto de importação gerou grandes prejuízos para um setor que movimenta cerca de US$ 340 bilhões por ano nos EUA. Importadores enfrentam dificuldades para liberar cargas brasileiras retidas, torrefadores pagam multas por cancelamento de contratos e consumidores já chegam a pagar até 40% mais caro pelo café.

A expectativa é que os estoques norte-americanos atinjam níveis críticos em dezembro, pressionando torrefadores e redes varejistas a buscarem alternativas para manter suas margens de lucro.

Estratégias logísticas: redirecionamento para o Canadá

Algumas empresas adotaram soluções logísticas para minimizar perdas. A importadora Lucatelli Coffee, por exemplo, recebeu US$ 720 mil em café brasileiro após a entrada em vigor da tarifa, armazenando parte em depósitos alfandegados na Flórida para postergar o pagamento do imposto.

Para evitar a taxa de 50%, parte do café tem sido redirecionada para o Canadá, aumentando o custo de transporte, mas evitando perdas maiores.

“O problema não é comércio, é política — é pessoal entre Trump e Lula”, afirmou Steven Walter Thomas, proprietário da Lucatelli Coffee.

Cancelamentos e substituições elevam custos

Diante do cenário indefinido, várias torrefadoras norte-americanas optaram por cancelar pedidos de café brasileiro, pagando taxas de US$ 20 a US$ 25 por saca de 60 kg (aproximadamente US$ 515 sem tarifas).

A Downeast Coffee Roasters, em Rhode Island, cancelou parte dos contratos e busca alternativas mais caras, como cafés colombianos, mexicanos e centro-americanos, cujos preços subiram até 10% desde o anúncio das tarifas, enquanto o café brasileiro caiu cerca de 5%.

“Temos estoques, mas eles estão se esgotando rapidamente”, alertou Michael Kapos, executivo da Downeast Coffee Roasters.

Alta do café contribui para inflação nos EUA

A tarifa também impacta diretamente o consumidor. Segundo o Bureau of Labor Statistics, o preço médio do café torrado e moído nos supermercados norte-americanos subiu 41% em setembro na comparação anual, alcançando US$ 9,14 por libra-peso.

A combinação de tarifas e escassez global por fatores climáticos tem pressionado a inflação de alimentos nos Estados Unidos.

“Costumava pagar US$ 6 ou US$ 7, agora está US$ 11 — e o pacote parece menor”, comentou Yasmin Vazquez, consumidora de Nova Jersey.

Estoques em níveis críticos e expectativa por acordo

Atualmente, os estoques de café nos EUA estão em 4 milhões de sacas, podendo cair para 2,5 a 3 milhões até dezembro, próximo do limite mínimo de segurança, considerando que o país consome cerca de 25 milhões de sacas por ano, das quais 8 milhões vêm do Brasil.

Enquanto isso, o presidente Lula se mostrou otimista com a possibilidade de um acordo comercial em breve, enquanto Trump afirmou: “Não sei se algo vai acontecer, mas vamos ver”. Até lá, os consumidores americanos devem continuar pagando caro pelo café diário.

FONTE: Portal do Agronegócio
TEXTO: Redação
IMAGEM: José Fernando Ogura

Ler Mais
Comércio

Black Friday 2025: Faturamento do e-commerce deve crescer 17% e atingir R$ 11 bilhões, aponta Neotrust

O comércio eletrônico no Brasil deve registrar um crescimento de 17% no faturamento durante a Black Friday 2025, em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo projeção da Neotrust, empresa especializada em pesquisa de mercado digital, o volume de vendas online deve alcançar R$ 11 bilhões em produtos comercializados entre 26 e 30 de novembro.

Em 2024, o evento movimentou R$ 9,38 bilhões, o que já representava um aumento de 10,7% em relação a 2023. A Black Friday segue como o período mais aguardado pelos consumidores brasileiros, registrando resultados até três vezes superiores aos de um dia comum de vendas, segundo o diretor de negócios da Neotrust, Léo Homrich Bicalho.

Categorias em alta e setores que lideram o faturamento

De acordo com o levantamento, as categorias de saúde, esporte & lazer, automotivo e beleza & perfumaria devem apresentar os maiores crescimentos percentuais em volume de vendas.

Por outro lado, os setores de eletrodomésticos, eletrônicos e smartphones — que possuem ticket médio mais alto — devem concentrar a maior fatia do faturamento total, respondendo juntos por mais de um terço do valor movimentado na Black Friday.

A Neotrust monitora o desempenho do e-commerce brasileiro com base em dados de 80 milhões de consumidores digitais e 7 mil lojas parceiras, permitindo uma visão ampla do comportamento de compra online no país.

Canetas emagrecedoras impulsionam setor de saúde no e-commerce

O relatório da Neotrust também revelou que, entre janeiro e setembro deste ano, a categoria de saúde apresentou um salto de 72% nas vendas, impulsionada principalmente pela alta demanda por canetas emagrecedoras.

Foram vendidas 2,34 milhões de unidades do medicamento no período, gerando R$ 3,01 bilhões em faturamento — um valor 4,9 vezes maior que o registrado nos nove primeiros meses de 2024. O ticket médio dos consumidores que adquiriram o produto foi de R$ 522, cerca de 24% acima da média geral dos compradores online.

Segundo Bicalho, o sucesso do produto se explica por ser um item de alto valor agregado e de recompra frequente, características semelhantes às de eletrônicos. “Os varejistas encontraram o seu ‘eletrônico’ na categoria de saúde”, afirmou o executivo.

Escassez e futuro do mercado de medicamentos com semaglutida

A Neotrust destacou ainda que a escassez do produto tem impulsionado as vendas online, já que a facilidade de compra pela internet se tornou um diferencial competitivo.

O executivo também projetou que, até 2026, o setor deve ser impactado pela disputa judicial sobre a queda da patente dos princípios ativos semaglutida e liraglutida, que compõem as canetas emagrecedoras. “A quebra das patentes permitirá a produção de versões genéricas e biossimilares, o que pode reduzir significativamente o preço final ao consumidor”, explicou Bicalho.

Faturamento do e-commerce brasileiro em 2025

De janeiro a setembro de 2025, o faturamento total do e-commerce nacional somou R$ 282,6 bilhões, um aumento de 18% em relação ao mesmo período de 2024. No total, foram registrados 934,5 milhões de pedidos online, representando um crescimento de 23,2% sobre o ano anterior.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Flashpop/Getty Images

Ler Mais
Comércio

Mercosul fará notificações conjuntas à OMC para agilizar harmonização regulatória

Os países do Mercosul chegaram a um acordo técnico inédito para enviar notificações conjuntas à Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre projetos e resoluções do Subgrupo de Trabalho 8 (SGT-8), responsável por temas de agricultura. A iniciativa marca um avanço no processo regulatório do bloco, ao permitir que as propostas sejam submetidas à consulta pública internacional antes de sua aprovação definitiva.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), coordenou as negociações e atuará como ponto focal das notificações à OMC.

Cooperação entre países do Mercosul

Com o novo modelo, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai passarão a comunicar, de forma coordenada e transparente, os demais membros da OMC sobre regulamentos em elaboração dentro do bloco. O procedimento aumenta a previsibilidade, permite colaborações técnicas externas e contribui para reduzir retrabalho e acelerar prazos de implementação das normas regionais.

A medida abrange áreas estratégicas como saúde animal, sanidade vegetal e vitivinicultura, setores em que a harmonização regulatória é essencial para o acesso ao mercado regional e para a competitividade internacional.

Ao consolidar uma única notificação por regulamento, o Mercosul cria um canal unificado para receber comentários e sugestões internacionais, favorecendo a avaliação de impactos e o alinhamento com boas práticas multilaterais.

Próximos passos do acordo

O texto segue agora para análise política no Grupo Mercado Comum (GMC). Se aprovado, a resolução entrará em vigor imediatamente, e a SCRI/Mapa dará início ao fluxo operacional das notificações — definindo cronogramas, recepção de comentários e encaminhamentos técnicos junto aos órgãos competentes dos quatro países.

O que muda na prática

  • Canal único de transparência: um expediente conjunto do Mercosul por regulamento, substituindo notificações individuais por país;
  • Consulta internacional prévia: regulamentos em elaboração serão submetidos a comentários de outros membros da OMC antes da adoção final;
  • Previsibilidade regulatória: etapas e prazos mais claros para harmonização no âmbito do SGT-8;
  • Coordenação estruturada: enquanto o Brasil estiver na Presidência Pro Tempore, a SCRI/Mapa centralizará o envio e acompanhamento das notificações em articulação com as contrapartes nacionais e regionais.

Modernização regulatória no bloco

A proposta representa uma modernização dos marcos regulatórios do Mercosul, reforçando a integração entre os setores público e privado no processo de formulação de normas agropecuárias. O objetivo é garantir maior transparência, base técnica e alinhamento às práticas multilaterais, fortalecendo a credibilidade internacional do bloco.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcos Oliveira/Agência Senado

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook