Comércio

Vendas no varejo na Black Friday sobem 1,9% e mostram força do e-commerce

As vendas no varejo na Black Friday registraram avanço de 1,9% em comparação ao mesmo período de 2024, conforme dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Apesar de ser o menor crescimento desde 2019, o resultado reflete uma base elevada do ano anterior e a forte expansão do e-commerce, que aumentou 16,1% e atingiu recorde histórico de transações. No varejo físico, houve retração de 1,9%.

Impacto do calendário e comportamento do consumidor
Segundo a Cielo, o desempenho mais modesto também foi influenciado pela coincidência da data com o pagamento de salários e a liberação do 13º tanto em 2024 quanto em 2025, o que tende a neutralizar efeitos típicos da sazonalidade. No varejo presencial, parte das compras foi antecipada para as semanas anteriores, diluindo a demanda da sexta-feira.

Força do comércio digital
No ambiente digital, o padrão permaneceu: pico de vendas na virada da madrugada, concentração de transações e tíquetes mais altos. Foram registradas 32,8 milhões de operações online, o maior volume já observado pela empresa.

O vice-presidente de Negócios da Cielo, Carlos Alves, destaca que a data segue como um “termômetro do varejo brasileiro” e reforça a necessidade de ampliar investimentos em tecnologia, integração de canais e estratégias baseadas em dados.

Desempenho por setor
Entre os macrossetores, Serviços liderou com alta de 10,8%, impulsionado por Turismo & Transporte, que avançou 18,6%. Drogarias e farmácias cresceram 6,1%, enquanto bens duráveis e semiduráveis caíram 3,2%, impacto atribuído ao crédito mais restrito e ao alto endividamento das famílias.

No e-commerce, todos os setores subiram: Serviços (19,4%), Bens Não Duráveis (10,6%) e Bens Duráveis e Semiduráveis (6,2%), consolidando o digital como protagonista da Black Friday.

Formas de pagamento mais usadas
O crédito parcelado registrou o maior tíquete médio geral: R$ 813,67. No digital, representou 70,4% do faturamento, com tíquete acima de R$ 1.100. Já no varejo físico, o débito à vista liderou em volume, com 58,6% das vendas. O Pix seguiu em expansão e atingiu 6,9% das transações presenciais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio

Black Friday 2025 deve impulsionar economia, bater recorde histórico e pressionar logística do comércio exterior

A última sexta-feira de novembro chegou e a Black Friday 2025 já movimenta os setores do varejo, da indústria e da logística internacional. Segundo projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a campanha deste ano deve alcançar R$ 5,4 bilhões em vendas, resultado que, se confirmado, representará a maior movimentação da série histórica iniciada em 2010 e um crescimento de 2,4% em comparação com 2024. Já uma pesquisa de mercado da Neotrust, a previsão é muito mais otimista e aponta crescimento de 17%, podendo chegar a R$ 11 bilhões em produtos vendidos. 

Os segmentos com maior peso no faturamento devem ser hipermercados e supermercados (R$ 1,32 bilhão), eletroeletrônicos e utilidades domésticas (R$ 1,24 bilhão) e móveis e eletrodomésticos (R$ 1,15 bilhão). Vestuário (R$ 0,95 bilhão) e produtos de beleza e bem-estar (R$ 0,38 bilhão) também permanecem entre os destaques. Ainda de acordo com a CNC, 70% das categorias avaliadas apresentam grande potencial de redução real de preços, com quedas que chamam a atenção em papelaria, livros, joias e bijuterias, perfumaria, utilidades domésticas e higiene pessoal.

Com consumidores cada vez mais atentos e desconfiados de falsas promoções, o planejamento de compra se tornou parte essencial do evento. O levantamento do Procon-SP mostrou que o comportamento do brasileiro ainda é influenciado por “gatilhos” como opinião pública, ofertas por tempo limitado e parcelamento sem juros. No entanto, especialistas reforçam que uma estratégia mais ativa pode ampliar a economia.

O presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin), Reinaldo Domingos, orienta. “Embora monitorar o preço seja essencial, acompanhar os picos de promoções e os períodos estratégicos de descontos pode ampliar significativamente a economia. Muitas lojas estendem a Black Friday por vários dias ou liberam promoções em horários estratégicos, como manhãs ou noites de determinados dias.”

A força do e-commerce e comportamento do consumidor

A popularização da Black Friday no Brasil se intensificou nos últimos anos e agora envolve praticamente todos os segmentos, do alimentício ao turismo. Um estudo da Méliuz aponta que mais de 90% dos brasileiros pretendem realizar alguma compra em 2025, número 20% superior ao levantado no ano anterior.

O comércio eletrônico permanece como protagonista — inicialmente impulsionado durante a pandemia e hoje consolidado como principal canal de vendas em diversas categorias. Lojas físicas e digitais devem atuar de forma integrada, com estratégias omnichannel e incentivos logísticos, como frete grátis e retirada no mesmo dia.

Impactos e desafios na logística e no comércio exterior

O crescimento da Black Friday não se limita à economia interna: ele pressiona toda a cadeia logística global. As semanas que antecedem o evento coincidem com a Peak Season, período de maior demanda mundial por transporte de cargas, principalmente devido às encomendas para abastecer o consumo de final de ano.

Com o Brasil apresentando forte dependência de produtos manufaturados importados — sobretudo da China — o fluxo internacional tende a atingir seu ápice no trimestre. Apenas em 2022, as importações brasileiras de produtos chineses aumentaram 32,8% em relação ao ano anterior, reforçando essa tendência.

O efeito é imediato para o setor de comércio exterior:

  • maior competição por espaço em navios e aeronaves,
  • pressão sobre prazos de entrega,
  • aumento de custos logísticos,
  • necessidade de planejamento antecipado para evitar ruptura de estoque.

Empresas que atuam com importação analisam a data com atenção redobrada, já que atrasos podem resultar em perda de oportunidades de venda durante o pico de consumo.

Uma data de oportunidades — e de responsabilidade financeira

Com promoções cada vez mais agressivas e marketing altamente persuasivo, Black Friday se tornou um dos eventos mais aguardados pelo consumidor brasileiro. Ainda assim, especialistas lembram que planejamento evita endividamento. O ideal é acompanhar preços ao longo dos meses, definir um limite de gastos e priorizar itens úteis e necessários.

Fontes consultadas

  • Infomoney — dados e declarações da CNC, Procon-SP e Abefin
  • CNC — projeções econômicas para a Black Friday 2025
  • UXCOMEX — panorama de comércio exterior e logística internacional
  • Méliuz — estudo de intenção de compra dos consumidores brasileiros
  • Forbes – dados de pesquisa da Neotrust

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGENS: ILUSTRATIVAS / FREEPIK

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Negócios

Montadoras chinesas avançam e já superam 10% das vendas no Brasil

BYD, GWM e outras fabricantes disputam espaço com montadoras tradicionais em meio ao crescimento dos híbridos e elétricos

As montadoras chinesas consolidaram presença marcante no mercado automotivo brasileiro. Segundo reportagem publicada pelo Estadão, em menos de quatro anos desde a chegada da BYD e da GWM, as marcas do país asiático já respondem por mais de 10% das vendas de carros de passeio no Brasil.

Dados da consultoria K.Lume mostram que, entre janeiro e agosto, a participação dos chineses chegou a 11% do mercado. Isso significa que hoje é mais comum encontrar uma concessionária de fabricantes da China do que de montadoras tradicionais como Toyota, Renault, Hyundai e Honda, que têm presença industrial no país há décadas.

Rede em expansão

Um levantamento da Neocom aponta que BYD, GWM, Omoda & Jaecoo (O&J) e GAC somam atualmente 347 pontos de venda, entre concessionárias e showrooms. Esse número já coloca as marcas chinesas atrás apenas de Stellantis (mais de mil lojas), General Motors (565) e Volkswagen (443). Boa parte dessa estrutura foi construída com importações, mas algumas já contam com operações locais, como a fábrica da GWM em Iracemápolis (SP) e o complexo da BYD em Camaçari (BA), que está prestes a iniciar a produção.

Metas ambiciosas

A estratégia das fabricantes chinesas é clara: a BYD busca figurar entre as cinco maiores marcas do país, já ocupando a sétima posição em automóveis. A GWM, por sua vez, projeta alcançar até 300 mil unidades vendidas no Brasil, embora sua produção local comece limitada a 50 mil veículos por ano.

Esse avanço, no entanto, deve enfrentar maior concorrência. Stellantis, GM e Volkswagen já preparam lançamentos de híbridos e elétricos no país, ampliando a disputa em um setor que ainda encontra barreiras de crescimento, como a falta de infraestrutura de recarga e dúvidas sobre a revenda. Pesquisa da Webmotors aponta que quase metade dos consumidores considera esses fatores entraves na decisão de compra.

Obstáculos regulatórios

As vendas de veículos chineses no Brasil se multiplicaram por sete nos últimos três anos, justamente no momento em que enfrentavam barreiras tarifárias nos Estados Unidos e na Europa. Projeções da Bright Consulting indicam que, até 2025, essas marcas devem ultrapassar 260 mil unidades comercializadas, mantendo fatia de 10% do mercado, incluindo utilitários leves.

Mas a trajetória não será sem desafios. Sob pressão da Anfavea, o governo brasileiro vem elevando gradualmente o imposto de importação para híbridos e elétricos. A alíquota máxima de 35% voltará a vigorar em julho de 2026 e, a partir de 2027, também valerá para veículos que tiverem montagem final no Brasil.

Competição crescente

Para Alexandre Ayres, CEO da Neocom, a tendência é de desaceleração do crescimento chinês diante da reação das marcas tradicionais. Ele cita como exemplo o mercado paulistano, onde o Fastback híbrido da Fiat foi responsável por quase metade da expansão das vendas de eletrificados no primeiro semestre.

“A Fiat foi a marca que mais cresceu nesse segmento, o que evidencia o desafio que as montadoras chinesas enfrentarão à medida que as marcas tradicionais de grande volume lançarem seus produtos elétricos e híbridos”, afirmou Ayres.

Com mais concorrência, maior tributação e limites estruturais, o avanço das fabricantes chinesas deve encontrar ritmo mais moderado nos próximos anos. Ainda assim, a participação já conquistada em tão pouco tempo evidencia a força do novo polo global de mobilidade que começa a transformar o setor automotivo brasileiro.

Fonte: Brasil 247

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Exportação

Vendas de produtos de alumínio crescem 3%; exportações caem 11%

Setor destaca resiliência mesmo diante do tarifaço dos EUA

As vendas de produtos de alumínio totalizaram 1.040,9 mil toneladas no primeiro semestre de 2025, uma alta de 2,9% sobre o registrado em igual período de 2024.

As vendas internas foram de 947,9 mil toneladas (alta de 4,6%) e as exportações, 93 mil toneladas, uma queda de 11% em relação aos seis primeiros meses do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL).

Os números confirmam a resiliência da indústria brasileira do alumínio, mesmo em um cenário global marcado por desafios como o tarifaço e a desaceleração da economia mundial. Ainda assim, é importante destacar que já observamos sinais de arrefecimento na demanda, o que reforça a necessidade de mantermos atenção redobrada ao contexto internacional e às políticas comerciais que impactam diretamente nossa competitividade”, afirmou a presidente-executiva da ABAL, Janaina Donas.

Em agosto, os Estados Unidos aliviaram parte das sanções a produtos brasileiros que levam alumínio, aço ou cobre na sua composição. A medida alcança pouco mais de 6% das exportações que eram sobretaxadas e unificou essas tarifas para o mundo todo.

Entre os segmentos que mais cresceram no primeiro semestre, destacam-se o de eletricidade, com aumento de 18% nas vendas, principalmente pelo significativo aumento da demanda por cabos elétricos para transmissão e distribuição de energia; embalagens, com elevação de 7%; e transportes, com alta de 2,4% impulsionada pelas vendas de implementos para caminhões. 

Fonte: Agência Brasil

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Comércio

Fundos ampliam vendas de açúcar a nível recorde

O comportamento do mercado de açúcar reflete um movimento mais amplo

O mercado global de açúcar bruto vem passando por um momento de grande volatilidade, com a comunidade especulativa ampliando suas posições de venda em níveis recordes dos últimos anos. Apesar de estoques globais cada vez mais apertados, os preços têm se mantido relativamente estáveis em Nova York, refletindo uma mistura de fatores de oferta, demanda e estratégias de hedge.

De acordo com a DATAGRO, os fundos e pequenos especuladores aumentaram sua posição de venda líquida no mercado de açúcar de 125.081 lotes em 29 de julho para 151.004 lotes em 5 de agosto, a maior desde novembro de 2019. O movimento ocorre em paralelo a sinais preocupantes sobre a safra 25/26 no Centro-Sul do Brasil, como atraso na moagem, níveis de ATR abaixo do esperado e entrega de açúcar ainda lenta pelas usinas da região.

Mesmo diante de estoques globais baixos — com a relação estoque/consumo estimada em 41% no final do ano comercial 24/25, menor nível em 15 anos — o mercado segue sem direção clara em NY. A capacidade do Brasil de exportar 3 a 3,5 milhões de toneladas por mês tem mitigado a urgência dos compradores, mas prolongar a estabilidade de preços pode levar as usinas a ajustarem o mix de produção, impactando ainda mais o equilíbrio global.

O comportamento do mercado de açúcar reflete um movimento mais amplo entre commodities agrícolas. Até 5 de agosto, fundos de hedge reduziram posições compradas em cobre, petróleo e diesel diante de ajustes na oferta e tarifas internacionais. Nos grãos, clima favorável nos EUA, Europa e Mar Negro manteve expectativas de safras robustas, reforçando vendas especulativas em trigo, milho e soja. No conjunto, a posição de venda líquida em commodities agrícolas monitoradas subiu 12,4% na semana, indicando cautela generalizada entre investidores.

Fonte: Agrolink

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Comércio

Veículos eletrificados registram alta de 27% nos sete primeiros meses

China lidera com mais de 6 milhões de veículos vendidos, enquanto EUA e Canadá registram crescimento tímido

O mercado global de veículos eletrificados continua em expansão. Nos primeiros sete meses de 2025, foram vendidos 10,7 milhões de veículos elétricos e híbridos plug-in (EVs), representando um crescimento de 27% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados da Rho Motion, empresa especializada em pesquisa da cadeia de suprimentos de veículos elétricos.

China mantém liderança

A China segue como maior mercado de eletrificados plug-in (EVs) do mundo, com 6,5 milhões de unidades vendidas no acumulado de 2025, alta de 29% em comparação ao ano passado. Apesar de uma queda de 13% nas vendas de julho em relação a junho, a penetração de EVs permanece acima de 50% pelo terceiro mês consecutivo. A maior parte das vendas é de veículos totalmente elétricos (BEVs), que registraram crescimento de 40% no ano, enquanto os híbridos plug-in (PHEVs) tiveram expansão mais modesta. O governo chinês mantém incentivos por meio de programas de troca de veículos e subsídios, com nova rodada de financiamento prevista para outubro de 2025.

Europa cresce impulsionada por Alemanha, Reino Unido e Itália

O mercado europeu registrou crescimento de 30% em veículos elétricos e híbridos plug-in nos sete primeiros meses do ano. Alemanha e Reino Unido lideram, com alta de 43% e 32%, respectivamente, enquanto a França ainda enfrenta desempenho mais tímido, mesmo com aumento de 9% em julho. A Itália desponta como mercado emergente na região, com crescimento estimado em 40% até julho, impulsionado por subsídios recém-aprovados no valor de 600 milhões de euros. Tanto BEVs quanto PHEVs contribuíram para esse avanço, com crescimento de 30% e 32%, respectivamente.

América do Norte apresenta expansão modesta

Nos EUA, Canadá e México, as vendas de EVs cresceram apenas 2% no período. A expectativa é de um aumento temporário na demanda nos Estados Unidos antes do término do crédito fiscal do IRA em 30 de setembro de 2025, seguido de possível desaceleração. No cenário industrial, algumas montadoras norte-americanas avaliam ampliar a participação de veículos a combustão em suas linhas, enquanto a Ford planeja lançar uma picape elétrica de médio porte com bateria LFP em 2027.

Tendências e impactos para o Brasil

No acumulado de janeiro a julho de 2025, o Brasil registrou 37.586 veículos totalmente elétricos (BEVs) e 51.014 híbridos plug-in (PHEVs), segundo dados da ABVE. O desempenho reflete o aumento do interesse por tecnologias eletrificadas, com os híbridos plug-in ainda superando os veículos totalmente elétricos em volume, embora essa dinâmica varie de acordo com as condições do mercado. 

O crescimento global reforça que 2025 será mais um ano de consolidação para os carros que vão na tomada, ainda que com diferentes ritmos de expansão conforme políticas locais e incentivos governamentais.

Fonte: RHO Motion


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Comércio

Vendas de caminhões usados em julho sobem 29,6%

Segmento soma 243,3 mil unidades no acumulado do ano, alta de 24,3%

As vendas de caminhões usados no Brasil totalizaram 42.907 unidades em julho, segundo dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto). O resultado representa crescimento de 15,2% em relação a junho e de 29,6% frente ao mesmo mês de 2024.

No acumulado de 2025, o segmento registra 243.343 unidades comercializadas, alta de 24,3% sobre o mesmo período do ano anterior.

Modelos mais vendidos

O modelo Volvo FH manteve a liderança no ranking dos pesados mais vendidos, com 2.883 unidades transferidas em julho. Em seguida, aparecem Ford Cargo (2.786) e Ford F-4000 (1.600).

A lista dos dez modelos mais vendidos no mês inclui:

  1. Volvo FH – 2.883 unidades (6,72%)
  2. Ford Cargo – 2.786 (6,49%)
  3. Ford F-4000 – 1.600 (3,73%)
  4. Mercedes-Benz Atego – 1.512 (3,52%)
  5. Mercedes-Benz Axor – 1.483 (3,46%)
  6. Mercedes-Benz 1113 – 1.395 (3,25%)
  7. Mercedes-Benz 1620 – 1.036 (2,41%)
  8. Volvo VM – 863 (2,01%)
  9. VW 24.280 – 862 (2,01%)
  10. Mercedes-Benz 710 – 840 (1,96%)

Desempenho do mercado de usados

O mercado total de veículos usados — incluindo automóveis, comerciais leves, pesados, motocicletas e outros — movimentou 1.711.074 unidades em julho, crescimento de 19,1% em relação a junho e de 16,6% sobre julho de 2024. Foi o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica acompanhada pela Fenauto.

A média diária de vendas atingiu cerca de 74,4 mil unidades por dia útil, recorde para o setor. No acumulado de 2025, foram comercializadas 10.061.523 unidades, alta de 14,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Fonte: Modais Em Foco

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Comércio

O brinquedo chinês de US$ 30 que fez a Pop Mart valer mais que a Barbie

Se você tem filhos entre 5 e 12 anos, é bem possível que já tenha ouvido um pedido que começa assim: “Eu quero um Labubu…”

A nova bolha do verão americano não é cripto. É brinquedo.

E se você nunca ouviu falar deles, prepare-se: os bonequinhos de dentes afiados e orelhas pontudas estão se tornando o item mais cobiçado do planeta infantil.

Por trás da febre está a Pop Mart, uma varejista chinesa que viu seu valor de mercado ultrapassar os US$ 40 bilhões, com lucros previstos para crescer mais de 350% no primeiro semestre deste ano. 

A companhia já vale mais do que a Hasbro e a Mattel juntas.

A ascensão meteórica dos Labubus, criados em 2015 pelo artista belga-chinês Kasing Lung e inspirados no folclore nórdico, é um manual moderno de como transformar um brinquedo comum em objeto de desejo premium: um ‘bem de Veblen’, na linguagem econômica, cujo valor cresce justamente por ser caro, raro e cobiçado.

Para alguns, também é uma bolha prestes a estourar. A semelhança com os Beanie Babies dos anos 90 não é mera coincidência.

Oficialmente, um Labubu custa cerca de US$ 30. Mas tentar comprar um no varejo depende de sorte, paciência e informação privilegiada.

É preciso se cadastrar no app da Pop Mart, tornar-se membro, escolher uma loja e esperar a abertura secreta de uma janela de compras. Uma vez comprado, o produto só pode ser retirado presencialmente em horário específico, e esperar na fila.

No mercado secundário, os preços explodiram. Um exemplar raro da linha Three Wise Labubu foi leiloado na Sotheby’s por US$ 28.300. Um Labubu em tamanho humano foi arrematado na China por US$ 150 mil. Uma colaboração com a Vans chegou a US$ 10 mil no eBay.

A mecânica lembra a de um cassino: os bonecos são vendidos em blind boxes, caixas lacradas que escondem qual modelo o comprador vai receber. Há uma chance em 72 de tirar um “Labubu secreto”. O apelo da exclusividade incentiva compras repetidas, num comportamento comparado ao vício em jogos.

A demanda gerou filas em frente às lojas da Pop Mart, brigas entre colecionadores e um mercado de falsificações que floresce em lugares como a Canal Street, em Nova York, e a 25 de Março, onde os “Lafufus” – ou “Tribufus”, no Brasil – são vendidos por US$ 20 e R$ 50, respectivamente. Já houve relatos de Labubus roubados de bolsas, pedidos de seguro para transporte internacional e campanhas no GoFundMe para recuperar bonecos perdidos.

O hype também chegou ao mercado de luxo. A Louis Vuitton lançou uma coleção de charms “inspirados” na estética dos Labubus, com preços acima de 1.300 dólares.

A Pop Mart, que era pouco conhecida no Ocidente, abriu capital em Hong Kong em 2020. De lá para cá, seu valor de mercado subiu quase 600%.

Hoje a empresa opera mais de 2 mil pontos de venda  (incluindo vending machines) em mais de 20 países. Quase 40% da receita já vem de fora da China.

Celebridades como Kim Kardashian, Dua Lipa e Lisa ajudaram a impulsionar o fenômeno no Ocidente. No TikTok, vídeos de unboxing acumulam dezenas de milhões de visualizações.

Com margem bruta acima de 67%, a Pop Mart é uma das empresas chinesas mais lucrativas com presença internacional, superando Miniso (45%), Xiaomi e BYD (ambas abaixo de 25%).

No centro da operação está Wang Ning, o fundador de 38 anos com fortuna estimada em US$ 21 bilhões. Foi ele quem licenciou os direitos da obra de Kasing Lung e transformou arte em produto escalável, desejo em lucro e brinquedo em ativo.

Para quem viveu os anos 90, o déjà vu é imediato. Os Beanie Babies também começaram como brinquedos baratos que viraram objeto de culto. No auge da bolha, alguns modelos chegaram a valer milhares de dólares. Depois, sumiram das manchetes e das prateleiras.

O paralelo é inevitável. Embora os primeiros modelos dos Labubus devam manter valor de revenda, o mercado já dá sinais de alerta. As ações da Pop Mart caíram 6% após a divulgação de um guidance otimista. Analistas começam a discutir se a empresa está supervalorizada.

O risco maior? O hype não se sustentar. Ou pior, a criança enjoar. 

Se a febre passar, os Labubus podem virar uma nota de rodapé do varejo. Mas se resistirem, como Hello Kitty ou Pikachu, têm tudo para se tornar ícones definitivos da cultura pop.

Minha filha de 5 anos pediu um. Corri feito Arnold Schwarzenegger em Um Herói de Brinquedo tentando encontrar. Ofereci parecidos, tentei negociar. Paguei prêmio. Uma semana depois, ela esqueceu do boneco.

Kaio Philipe é CMO do Banco Inter.

Fonte: Brazil Journal

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Comércio Exterior, Internacional, Tributação

Na guerra de tarifas, Brasil ainda bate os EUA em vendas à China

Em estudo, Insper Agro Global avaliou os seis itens agrícolas que chineses mais compram

A guerra comercial entre Estados Unidos e China confere ao Brasil uma vantagem competitiva temporária. Mas o governo e o setor produtivo devem ficar atentos porque essa vantagem pode ser usada nas próximas semanas como moeda de troca para por fim à disputa de tarifas entre os dois países. O alerta é do professor Marcos Jank, do Insper Agro Global.

Um estudo realizado por Jank e pelos pesquisadores Leandro Gilio e Victor Cardoso, do Insper Agro Global, mostra que as tarifas impostas pela China a produtos americanos reduzem a competitividade dos EUA em relação a outros fornecedores, como o Brasil. A pesquisa considerou os seis produtos agropecuários que a China mais importa dos dois países: soja em grão (92% é comprada de EUA e Brasil), milho (66%), algodão (76%), carne bovina (55%), carne suína (31%) e carne de aves (64%).

Em abril, os Estados Unidos e a China intensificaram a escalada tarifária, com o governo americano anunciando tarifas de até 145% e a China respondendo com tarifas de até 125% sobre produtos americanos. Em 12 de maio, os países anunciaram uma trégua de 90 dias, com redução de 115 pontos percentuais sobre as tarifas de abril, o que deveria resultar em tarifas finais de 30% (cobrado da China pelos EUA) e 10% (sobre produtos americanos que vão para a China).

Na prática, no entanto, as tarifas impostas pela China aos produtos americanos continuam acima desse patamar de 10% e acima das tarifas impostas aos produtos brasileiros, aponta Jank. As tarifas chinesas sobre a soja em grão americana são de 23%, contra 3% para o Brasil. Para milho e algodão, as tarifas são de 26% para EUA e 1% para o Brasil. Para a carne bovina, a China cobra 12% do Brasil e 32% dos EUA. O caso mais extremo é da carne suína. Os EUA são taxados em 57%, e o Brasil é tarifado em 12%.

Embora o cenário pareça favorável para o Brasil no curto prazo, é preciso ter cautela, na visão do especialista. “Entendo que essas tarifas que estão sendo praticadas hoje vão ser usadas como instrumento de negociação para pressionar os Estados Unidos a reduzir a tarifa média de 30% que querem aplicar sobre os produtos chineses”, afirma Jank.

Medidas pontuais

O professor observa que a China tem adotado medidas pontuais, atingindo segmentos que são importantes politicamente para o presidente Donald Trump, como os produtores de grãos do meio oeste americano. “A China também tem feito um negócio perigoso, que é escolher a empresa que terá direito de enviar produtos ao país”, diz Jank.

No caso do milho, por exemplo, a China tem uma cota de importação de 7,7 milhões de toneladas dos EUA ao ano e concedeu o direito para a chinesa Cofco embarcar 4,4 milhões de toneladas. “Não duvido que, no futuro, o país possa retaliar o embarque de empresas americanas, como Bunge e Cargill”, pondera o professor.

Para o Brasil, a situação no momento é favorável, mas Jank considera relevante tanto o governo quanto o setor produtivo acompanharem as mudanças de perto. “O que é hoje um benefício para o Brasil pode virar moeda de negociação. A China busca negociar tarifas mais baixas para exportar aos EUA. E os Estados Unidos, que têm um déficit comercial de US$ 300 bilhões com a China, também vão tentar construir um acordo para exportar mais ao país”, diz Jank.

Fonte: Globo Rural

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Informação, Marketing, Negócios, Notícias, Pessoas

Rapport é uma palavra de origem francesa (rapporter), que significa “sintonia”, “CONEXÃO”

Como o RêConectaNews é um grande ecossitema para conexões de negócios, muitos executivos me pedem algumas dicas relacionadas aos como nos fazemos para movimentar tantos players na área?

Então vamos lá…
Você já ouviu falar em rapport?

Rapport é uma palavra de origem francesa (rapporter), que significa “sintonia”, “CONEXÃO”.
Tudo a ver com RêConecta, não é!???

É um conceito vindo da psicologia e remete à técnicas para criar ligações de empatia e confiança entre as pessoas.

O rapport é uma estratégia para construir confiança e empatia, essenciais para uma relação duradoura com os clientes. É o processo de tornar-se alinhado com o cliente, mostrando que você entende suas necessidades e preocupações.

Então deixo algumas DICAS, para que você possa desenvolver seu rapport, para obter maiores resultados nas suas negociações:

1) Autenticidade: Seja genuíno em suas interações. Os clientes podem perceber quando você não é sincero. Afinal, ninguém gosta de estar ao lado de pessoas interesseiras;

2) Superficialidade: Rapport requer profundidade. Evite ser superficial nas suas interações; invista tempo em conhecer verdadeiramente o cliente. Gere relacionamento, preocupe-se. Saiba que, por mais esteja numa negociação B2B, existe uma pessoa por traz do processo;

3) Consistência: Seja consistente em seu comportamento e nas informações que fornece, para que o cliente sempre saiba o que esperar de você. Não apareça só quando há processos, há negócios.

4) Personalização: Use o nome do cliente (Sou péssima com nomenclatura, já aviso!!! 😣 – Mas até para isso tem técnica!!!) e referências específicas às conversas anteriores para mostrar que você se lembra e valoriza os detalhes do relacionamento.

5) Pontos em comum: Melhora a comunicação. É sempre importante puxar alguns ganchos durante a conversa, permitindo que o cliente compartilhe mais informações. Ao invés de empurrar o produto/serviço, entenda os motivos que fizeram esse consumidor chegar até você.

Dominar o rapport é fundamental para qualquer profissional busca evolução dos negócios. Criar relações de valor, a longo prazo com seus clientes e investir na construção de um bom rapport não só melhorará suas oportunidades de negócios, como também enriquecerá suas interações pessoais.

Pense nisso!
Venha ser um CONECTADO e esteja atualizado com as melhores oportunidades de mercado.

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