Internacional

Trump anuncia escolta da Marinha dos EUA a petroleiros no Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que a Marinha dos EUA irá escoltar petroleiros e navios comerciais que atravessarem o Estreito de Ormuz, em meio ao bloqueio anunciado pelo Guarda Revolucionária do Irã.

A decisão ocorre após o Irã declarar o fechamento da rota marítima na segunda-feira (2) e ameaçar atacar embarcações que desrespeitarem a determinação.

Seguro contra riscos e garantias ao comércio marítimo

Trump também informou que determinou à Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC) a oferta de seguro contra riscos políticos e garantias de segurança financeira para operações comerciais no Golfo Pérsico.

Em publicação na rede Truth Social, o presidente declarou que os Estados Unidos assegurarão o livre fluxo de energia global, independentemente do cenário. Segundo ele, novas medidas poderão ser adotadas.

O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para o comércio internacional, já que cerca de 20% de todo o petróleo mundial transportado por via marítima passa pela região, além de volumes expressivos de gás natural.

Conflito pressiona mercado de petróleo e gás

A escalada do conflito no Oriente Médio elevou a tensão nos mercados de energia. O risco à produção e exportação de hidrocarbonetos impulsionou os preços do petróleo e do gás natural.

O barril do tipo Brent crude encerrou o dia com alta de 4,71%, cotado a US$ 81,40, após superar momentaneamente a marca de US$ 85 — patamar não visto desde julho de 2024.

Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, fechou a sessão a US$ 74,56, com avanço de 4,67%.

Catar suspende produção após ataque

O Catar anunciou a suspensão da fabricação de produtos como polímeros, metanol e alumínio, após interromper a produção de gás natural liquefeito (GNL). A decisão foi tomada depois de um ataque iraniano atingir instalações energéticas no país.

O cenário amplia as preocupações sobre o abastecimento global de energia e reforça a instabilidade na região.

FONTE: Carta Capital
TEXTO: Redação
IMAGEM: Saul Loeb/AFP

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Comércio Internacional

Trump eleva tarifa global para 15% e amplia tensão no comércio internacional

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a tarifa global sobre produtos importados será elevada de 10% para 15%, intensificando a instabilidade no comércio internacional. A decisão foi divulgada um dia após a Suprema Corte dos EUA considerar ilegal o uso de poderes emergenciais para impor tarifas recíprocas.

Em publicação nas redes sociais no sábado (21), Trump afirmou que a elevação passa a valer “com efeito imediato” e classificou a medida como legal e necessária para proteger os interesses econômicos americanos.

Decisão da Suprema Corte pressiona estratégia comercial

A medida ocorre em meio à reação do governo à decisão da Suprema Corte dos EUA, que, por 6 votos a 3, entendeu que o presidente extrapolou sua autoridade ao utilizar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para aplicar tarifas que variavam entre 10% e 50% sobre diversos parceiros comerciais.

Segundo os ministros, a tentativa de contornar o Congresso não encontra respaldo constitucional. A decisão representa um revés significativo para a política de tarifas recíprocas defendida por Trump.

Base legal muda após revés judicial

Para manter a estratégia comercial ativa, o governo agora recorre à Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que autoriza o presidente a impor tarifas por até 150 dias sem aprovação do Congresso. Ainda assim, a medida pode enfrentar resistência de parlamentares democratas e de parte dos republicanos.

Na sexta-feira (20), poucas horas após a decisão judicial, Trump havia anunciado uma tarifa fixa de 10%, com vigência prevista para 24 de fevereiro, às 12h01 (horário de Washington), conforme comunicado da Casa Branca. No entanto, no dia seguinte, decidiu ampliar a alíquota para 15%, indicando que o percentual anterior era insuficiente.

Até o momento, não foram divulgados detalhes oficiais sobre a data exata de entrada em vigor da nova tarifa de 15%.

Impactos econômicos e novas investigações

A mudança reforça o cenário de volatilidade econômica e amplia a incerteza entre parceiros comerciais. O governo também determinou a abertura acelerada de novas investigações com base na Seção 301 da Lei de Comércio, que permite a imposição de tarifas após a constatação de práticas comerciais consideradas desleais.

O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que as apurações devem abranger temas como excesso de capacidade industrial, trabalho forçado, políticas de preços farmacêuticos, tributação de serviços digitais e práticas relacionadas ao comércio de frutos do mar, arroz e outros produtos.

Além disso, o presidente avalia aplicar tarifas entre 15% e 30% sobre automóveis estrangeiros, mantendo, porém, isenções previstas no acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá.

Reino Unido reage e empresas buscam reembolsos

Após a mudança anunciada por Trump, o governo do Reino Unido declarou esperar que sua relação comercial privilegiada com os EUA seja preservada, apesar do novo cenário tarifário.

No campo jurídico, a decisão da Suprema Corte também levanta dúvidas sobre o destino das receitas já arrecadadas. Segundo levantamento da Bloomberg, mais de 1.500 empresas ingressaram com ações judiciais em tribunais comerciais antes do julgamento.

A Corte não definiu se importadores terão direito a reembolsos, deixando a questão para instâncias inferiores. Estima-se que a exposição financeira possa chegar a US$ 170 bilhões — mais da metade do total arrecadado com as tarifas implementadas durante o governo Trump.

Apesar disso, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a arrecadação tarifária deverá permanecer praticamente estável em 2026, mesmo após a decisão judicial.

FONTE: Bloomberg Línea
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Bonnie Cash/UPI/Bloomberg

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Comércio Internacional

Trump aumenta importação de carne argentina em 80 mil toneladas para conter alta de preços nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou no último dia 6 um decreto que amplia temporariamente as importações de carne bovina argentina com tarifas reduzidas. A decisão prevê um incremento de 80 mil toneladas métricas na cota de importação de aparas magras do país sul-americano para 2026.

As aparas magras são pequenos cortes com baixo teor de gordura, provenientes do processamento de peças maiores do boi. Segundo o governo, o objetivo da medida é aumentar a oferta de carne moída e baratear o alimento para os consumidores americanos.

Pressão sobre o custo de vida nos EUA

A iniciativa surge em meio a críticas ao governo Trump pelo aumento do custo de vida, tema que influenciou vitórias de candidatos democratas nas eleições de 2025. Os preços da carne bovina atingiram patamares recordes no ano passado, impulsionados pela forte demanda e pela queda na oferta de gado.

“Como Presidente dos EUA, tenho a responsabilidade de garantir que trabalhadores americanos consigam alimentar a si e suas famílias”, declarou Trump em seu decreto, ressaltando que a medida foi discutida com o secretário de Agricultura do país.

Impacto econômico e críticas do setor

Economistas consultados pela Reuters alertam que a ampliação das importações de carne argentina deve ter efeito limitado na redução de preços e que o principal beneficiado pode ser o setor alimentício, e não os consumidores.

O setor pecuário americano já havia se posicionado contra medidas semelhantes e criticou a decisão. A senadora republicana Deb Fischer, de Nebraska, afirmou: “Em vez de importações que prejudicam pecuaristas americanos, deveríamos focar em soluções que reduzam a burocracia, diminuam custos de produção e apoiem a expansão do nosso rebanho”.

Em 2024, os EUA importaram aproximadamente 33 mil toneladas métricas de carne bovina argentina, representando 2% do total de importações. Em 2025, o volume exportado pela Argentina aumentou 38%, totalizando 3.545 TEUs, de acordo com dados da Datamar.

Acordo comercial entre EUA e Argentina

No dia 5 de fevereiro, Estados Unidos e Argentina firmaram um acordo comercial com redução de tarifas e plano recíproco de investimentos. O entendimento também inclui materiais críticos, em alinhamento com a estratégia americana de reduzir a dependência da China.

O acordo prevê cooperação e investimentos em toda a cadeia produtiva argentina — desde a exploração até o processamento e exportação — e abre cotas para produtos estratégicos, incluindo 80 mil toneladas de carne bovina e 10 mil veículos.

O embaixador norte-americano Jamieson Greer afirmou que o acordo representa “um modelo de parceria para países das Américas avançarem em suas ambições econômicas e proteger a segurança nacional”.

Setores estratégicos e investimentos

Além da carne e minerais críticos, o acordo amplia o acesso de investimentos americanos a setores estratégicos da Argentina:

  • Energia: exploração, refino e geração elétrica, com foco em segurança energética.
  • Infraestrutura: telecomunicações, transporte e logística, incluindo construção naval.
  • Tecnologia e comunicações: redes 5G e 6G, satélites e cabos submarinos.
  • Bens de capital: máquinas e equipamentos para construção, agricultura, mineração e saúde.
  • Defesa: comércio e cooperação industrial simplificados.
  • Financiamento: apoio de agências americanas, como EXIM Bank e DFC, em parceria com o setor privado.

Brasil acompanha negociações sobre minerais críticos

Em paralelo, o Brasil participou de reunião nos EUA em 4 de fevereiro, na qual o vice-presidente norte-americano J.D. Vance apresentou a criação de um bloco comercial de minerais críticos. O governo brasileiro avalia se irá aderir à iniciativa, afirmando que eventuais parcerias devem gerar valor agregado e que decisões serão tomadas bilateralmente.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

Convite de Trump ao Brasil para bloco de minerais críticos expõe disputa global com a China

O convite feito pelos Estados Unidos ao Brasil para integrar um novo bloco comercial de minerais críticos revela mais do que uma iniciativa econômica. A proposta faz parte de uma estratégia geopolítica do governo de Donald Trump para reduzir a dependência americana da China em insumos essenciais para a indústria tecnológica e para a transição energética global.

A avaliação é do analista de Economia da CNN, Gabriel Monteiro, em comentário no CNN Novo Dia. Segundo ele, o movimento representa uma resposta direta à hegemonia chinesa nesse setor estratégico.

Estratégia americana e contrapeso à China

O convite foi direcionado a 54 países e tem como objetivo estruturar um grupo capaz de funcionar como contrapeso à China no mercado internacional de minerais. A ideia é estabelecer regras mínimas de produção, além de discutir preços de referência para esses materiais.

De acordo com Monteiro, trata-se de uma iniciativa que pode ser interpretada como claramente “anti-China”, ao tentar reduzir a influência de Pequim sobre cadeias produtivas consideradas vitais para o futuro da economia global.

Importância dos minerais críticos para a economia global

Recursos como lítio, manganês e cobre são indispensáveis para setores em rápida expansão, como mobilidade urbana, carros elétricos e fabricação de equipamentos eletrônicos. Atualmente, a China domina grande parte da produção mundial desses minerais, com destaque para as terras raras, o que acende alertas entre países ocidentais e seus aliados.

Impactos e dilemas para o Brasil

Para o Brasil, a adesão ao bloco traz desafios relevantes. “Se a iniciativa americana der certo, isso pode colocar o Brasil contra a parede”, avalia Monteiro. O analista lembra que o país se beneficia de uma posição de relativa neutralidade, mantendo relações comerciais estratégicas tanto com a China quanto com os Estados Unidos.

Estados Unidos, Japão e países europeus acusam a China de usar subsídios estatais para reduzir artificialmente os preços desses minerais, inviabilizando projetos privados em outras regiões. Prática semelhante é alvo de investigações no Brasil no caso do aço chinês, que estaria prejudicando a indústria siderúrgica nacional.

Oportunidades econômicas e riscos geopolíticos

Por outro lado, um cenário de maior competição internacional pode abrir oportunidades para o Brasil. O país possui reservas relevantes de minerais críticos, mas ainda depende de investimentos externos para ampliar a exploração e o processamento desses recursos.

O principal desafio, no entanto, será equilibrar os potenciais ganhos econômicos com os riscos geopolíticos de uma eventual escolha de lado na disputa entre as grandes potências globais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Rádio Pampa

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Economia, Internacional

Trump minimiza queda do dólar e diz que moeda “está indo muito bem”

O dólar intensificou sua desvalorização nesta terça-feira (27) e registrou a maior queda diária desde abril de 2025. O movimento ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que não vê excesso de enfraquecimento da moeda americana, mesmo com o câmbio atingindo o nível mais baixo em quase quatro anos.

Questionado por jornalistas em Iowa sobre a trajetória da moeda, Trump foi direto. Disse que o dólar “está ótimo” e destacou que os acordos comerciais firmados pelo país reforçam essa avaliação. Segundo ele, a moeda deve encontrar seu próprio patamar, o que classificou como algo “justo”.

Mercado reage e dólar cai frente a principais moedas

As declarações adicionaram pressão a um cenário já negativo para a moeda americana. Após os comentários do presidente, o Bloomberg Dollar Spot Index aprofundou as perdas e chegou a recuar até 1,2%, refletindo a desvalorização do dólar frente a todas as principais moedas globais.

O desempenho marca o pior momento da moeda desde o período de forte turbulência provocado, em abril, pelo anúncio de tarifas comerciais que abalou os mercados internacionais e levantou dúvidas sobre a previsibilidade da política econômica dos Estados Unidos.

Iene forte e política externa aumentam volatilidade

Parte da fraqueza do dólar está associada à recuperação do iene, que ganhou força desde a semana passada. Investidores passaram a considerar uma possível intervenção das autoridades japonesas para sustentar a moeda local, o que impactou diretamente o mercado cambial.

Além disso, a condução considerada errática da política externa americana tem pesado no sentimento dos investidores. Propostas controversas, como a ameaça de assumir o controle da Groenlândia, causaram desconforto entre aliados europeus e reacenderam especulações sobre a venda de ativos dos EUA, incluindo cerca de US$ 10 trilhões em Treasuries.

Pressão sobre o Fed e risco fiscal afetam confiança

Analistas também apontam outros fatores que contribuem para a desvalorização do dólar, como a pressão política sobre o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, o aumento do endividamento público e as incertezas fiscais de longo prazo. A crescente polarização política nos Estados Unidos reforça o clima de cautela entre investidores estrangeiros.

Esse cenário chama atenção porque a queda da moeda ocorre mesmo com a alta dos rendimentos dos títulos públicos americanos e com a expectativa de que o Fed interrompa o ciclo de cortes de juros após a reunião de quarta-feira (28), fatores que normalmente favoreceriam o dólar.

Dólar mais fraco pode favorecer exportações dos EUA

Apesar da reação negativa dos mercados, um dólar mais fraco pode ser visto com bons olhos pelo governo Trump. A desvalorização tende a tornar os produtos americanos mais competitivos no exterior, o que poderia ajudar a reduzir o déficit comercial do país.

Na mesma terça-feira, Trump afirmou que teria capacidade de influenciar diretamente a cotação da moeda, dizendo que poderia fazê-la “subir ou cair como um ioiô”. Em seguida, ponderou que esse tipo de intervenção seria indesejável e criticou países asiáticos por, segundo ele, buscarem desvalorizar artificialmente suas moedas.

Críticas à China e ao Japão

O presidente voltou a citar China e Japão, afirmando que historicamente ambos tentaram enfraquecer o iene e o yuan para ganhar competitividade. Segundo Trump, essa prática tornaria a concorrência desleal para os Estados Unidos, embora ele tenha ressaltado que agora defende que o dólar encontre seu valor de forma natural.

FONTE: Bloomberg Línea
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paul Yeung/Bloomberg

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Internacional

Lula e Trump discutem agenda internacional e articulam visita aos EUA em 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone, nesta segunda-feira, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um diálogo de aproximadamente 50 minutos. A ligação tratou de agenda internacional, relações bilaterais e da possibilidade de uma visita oficial de Lula a Washington ainda em 2026.

Segundo informações do Palácio do Planalto, o contato foi considerado produtivo e ocorreu em tom positivo, com troca de avaliações sobre temas políticos, econômicos e diplomáticos de interesse comum.

Venezuela e Gaza estiveram no centro do diálogo

Durante a conversa, os presidentes abordaram a situação na Venezuela, com ênfase na defesa da paz, da estabilidade regional e nos impactos sociais e políticos vividos pelo país vizinho.

Outro ponto relevante foi o conflito na Faixa de Gaza. Lula defendeu que eventuais iniciativas internacionais voltadas à região tenham foco direto no conflito e contem com representação palestina, como forma de ampliar a efetividade das ações diplomáticas.

Economia e cooperação contra o crime organizado

Os dois líderes também trocaram impressões sobre o cenário econômico de Brasil e Estados Unidos, classificado como positivo por ambos. A avaliação compartilhada é de que os indicadores recentes apontam perspectivas favoráveis de crescimento, com reflexos para a região e para o comércio internacional.

Além disso, houve consenso sobre a importância de ampliar a cooperação bilateral no combate ao crime organizado, incluindo o fortalecimento da troca de informações e de ações conjuntas contra o tráfico de drogas, armas e a lavagem de dinheiro.

Visita de Lula a Washington entra no radar diplomático

Ao final da ligação, ficou encaminhada a visita de Lula aos Estados Unidos nos próximos meses. A viagem deverá ocorrer após compromissos já previstos do presidente brasileiro na Índia e na Coreia do Sul.

A data oficial ainda será definida pelas equipes diplomáticas dos dois países, que darão sequência às tratativas para organizar a agenda e os encontros institucionais em Washington.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho/Redes sociais

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Comércio Internacional

China reage a ameaça de Trump e afirma que acordo com Canadá não mira terceiros

A China declarou nesta segunda-feira que seus acordos comerciais e econômicos com o Canadá não têm como objetivo atingir nenhum outro país. A manifestação ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar impor tarifas elevadas sobre produtos canadenses caso o entendimento entre Ottawa e Pequim avance.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, as cooperações firmadas são baseadas em interesses bilaterais e seguem princípios de abertura e respeito mútuo, sem direcionamento contra terceiros.

Trump ameaça tarifas de 100% sobre produtos canadenses

No sábado (24), Trump afirmou que poderá aplicar tarifas de 100% sobre todas as importações do Canadá caso o país finalize um acordo comercial com a China. A declaração foi feita após o anúncio de uma nova parceria estratégica entre Canadá e China, formalizada durante a visita do primeiro-ministro canadense Mark Carney a Pequim.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que o Canadá não pode se transformar em um “porto de descarga” para produtos chineses com destino ao mercado americano, reforçando o tom de advertência.

Visita histórica e retomada do diálogo bilateral

A viagem de Mark Carney à China foi a primeira de um líder canadense ao país em oito anos e marca uma tentativa de reconstrução dos laços diplomáticos e comerciais com o segundo maior parceiro econômico do Canadá, atrás apenas dos Estados Unidos.

Entre os principais pontos em negociação está a redução das tarifas chinesas sobre a canola canadense, além da ampliação do acesso de veículos elétricos chineses ao mercado canadense.

Canadá reduz tarifas sobre veículos elétricos chineses

De acordo com Carney, o Canadá permitirá inicialmente a entrada de até 49 mil carros elétricos chineses, com tarifa de 6,1%, dentro das regras de nação mais favorecida. O percentual é significativamente inferior à alíquota de 100% imposta em 2024 pelo ex-primeiro-ministro Justin Trudeau, em alinhamento com medidas adotadas pelos EUA.

Em 2023, a China exportou 41.678 veículos elétricos para o Canadá. A expectativa do governo canadense é elevar gradualmente a cota, chegando a cerca de 70 mil veículos em cinco anos.

Divergências internas e reação do setor automotivo

A decisão de flexibilizar as tarifas gerou críticas internas. O premiê da província de Ontário, Doug Ford, principal polo automotivo do país, afirmou que o acordo pode resultar em uma entrada massiva de veículos chineses sem garantias de investimentos equivalentes na indústria canadense e em sua cadeia de suprimentos.

Ainda assim, Carney defendeu a estratégia, afirmando que o Canadá precisa aprender com parceiros inovadores, acessar cadeias globais e estimular a demanda local para desenvolver um setor competitivo de mobilidade elétrica.

Retaliações e expectativa de alívio tarifário

Em resposta às tarifas impostas por Trudeau, a China havia aplicado, em março, sanções sobre mais de US$ 2,6 bilhões em produtos agrícolas e alimentícios canadenses, incluindo óleo, farinha e sementes de canola, além de frutos do mar. Como consequência, as importações chinesas desses produtos caíram 10,4% em 2025.

Com o novo acordo, o Canadá espera que as tarifas sobre sementes de canola sejam reduzidas para cerca de 15%, ante os atuais 84%, a partir de 1º de março. Ottawa também projeta a retirada de tarifas antidiscriminatórias sobre farinhas de canola, lagostas, caranguejos e ervilhas até o fim do ano.

Segundo Carney, os entendimentos podem destravar cerca de US$ 3 bilhões em exportações, beneficiando agricultores, pescadores e processadores canadenses.

China confirma ajustes nas medidas comerciais

Em comunicado, o Ministério do Comércio da China informou que está ajustando as medidas antidumping sobre a canola e revendo tarifas aplicadas a produtos agrícolas e aquáticos do Canadá, como resposta direta à redução das tarifas canadenses sobre veículos elétricos chineses

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Denis Balibouse

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Comércio Internacional

Trump anuncia tarifas de 10% contra países da Europa a partir de fevereiro de 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (17) a imposição de tarifas de 10% sobre produtos importados de países da Europa a partir de 1º de fevereiro de 2026. A medida, segundo o republicano, será aplicada caso essas nações se posicionem contra o plano norte-americano de comprar a Groenlândia, território localizado no Ártico e pertencente à Dinamarca.

De acordo com Trump, a taxação permanecerá em vigor até que seja firmado um acordo para a aquisição total da Groenlândia. Desde o início de seu segundo mandato, há um ano, o presidente vem reiterando a intenção de anexar o território aos Estados Unidos.

Groenlândia é considerada estratégica para defesa dos EUA
Trump classificou a Groenlândia como um território “vital” para o projeto do Domo de Ouro, um escudo antimísseis que pretende implementar como parte da estratégia de defesa nacional dos Estados Unidos.

Segundo o presidente, a região teria importância central para o funcionamento do sistema, especialmente por questões geográficas e de posicionamento estratégico frente a ameaças globais.

Lista de países europeus que serão taxados
A tarifa anunciada por Trump deve atingir os seguintes países:
Dinamarca
Noruega
Suécia
França
Alemanha
Reino Unido
Países Baixos
Finlândia

Possível aumento da tarifa em junho
No comunicado, Trump afirmou ainda que a tarifa de 10% será elevada para 25% a partir de 1º de junho de 2026, caso não haja avanço nas negociações para a compra da Groenlândia. A cobrança incidirá sobre quaisquer bens enviados aos Estados Unidos pelos países listados.

O presidente argumenta que os EUA subsidiam há décadas países europeus ao não impor tarifas equivalentes e que a situação precisa ser revista diante do que classificou como riscos à segurança nacional e à segurança global.

Justificativas e discurso presidencial
Trump afirmou que China e Rússia demonstram interesse estratégico na Groenlândia e que a Dinamarca não teria capacidade de proteger o território de forma adequada. Segundo ele, apenas os Estados Unidos teriam condições militares e tecnológicas para garantir a segurança da região.

O republicano também criticou visitas recentes de países europeus à Groenlândia, classificando-as como uma atitude perigosa e potencialmente desestabilizadora para a ordem internacional.

Compra da Groenlândia volta ao centro da política externa dos EUA
O presidente ressaltou que os Estados Unidos tentam adquirir a Groenlândia há mais de 150 anos, mas enfrentam resistência histórica da Dinamarca. Agora, segundo Trump, o avanço de sistemas modernos de armamento e a implementação do Domo de Ouro tornariam a aquisição ainda mais estratégica.

Ele acrescentou que bilhões de dólares já estão sendo investidos em programas de segurança ligados ao projeto, que poderia incluir até mesmo a proteção do Canadá, dependendo da configuração territorial.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC Total

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Internacional

Milei afirma que Trump busca redesenhar a ordem mundial, não o petróleo da Venezuela

O presidente da Argentina, Javier Milei, declarou que o governo de Donald Trump não tem como objetivo central se apropriar do petróleo da Venezuela, mas sim promover uma mudança estrutural na ordem mundial. Segundo ele, esse reposicionamento passa pelo enfrentamento ao que classificou como “socialismo assassino” em países da América Latina.

Crítica ao socialismo na América Latina

Em entrevista concedida na noite de terça-feira (6) ao canal Neura, Milei afirmou que a atual conjuntura internacional exige uma leitura mais estratégica das relações globais. Para o presidente argentino, a política externa defendida por Trump marca uma transição do foco na globalização para uma lógica baseada em geopolítica.

“Trump está redesenhando a ordem mundial. Deixamos de pensar apenas em globalização e passamos a pensar em termos geopolíticos. E parte dessa discussão é acabar com o socialismo assassino, seja na Venezuela, em Cuba ou na Nicarágua”, declarou.

Geopolítica e relações comerciais

Milei também destacou que o cenário político internacional deve ser analisado separadamente dos acordos comerciais entre os países. Nesse contexto, ele afirmou que não pretende romper as relações econômicas da Argentina com a China, apesar das diferenças ideológicas.

O presidente reforçou que sua política externa busca pragmatismo econômico, mesmo diante de posicionamentos críticos em relação a regimes socialistas e a disputas de poder no cenário global.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Gazeta do Povo

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Comércio Exterior

Lula pede a Trump revisão completa das tarifas sobre produtos brasileiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a solicitar ao governo dos Estados Unidos uma revisão ampla das tarifas aplicadas a produtos brasileiros. O pedido foi feito durante uma ligação na terça-feira (2), na qual Lula conversou diretamente com o presidente norte-americano Donald Trump.
Segundo o Palácio do Planalto, Lula reconheceu a decisão recente dos EUA de retirar a tarifa adicional de 40% para itens como carne, café e outros produtos agrícolas, mas ressaltou que ainda persistem barreiras que precisam ser eliminadas. O Brasil, afirmou, deseja “avançar rápido” nas tratativas.

Origem das tarifas e mudança no cenário político
As tarifas extras foram anunciadas por Trump em julho, justificadas por ele como resposta a uma “emergência nacional”. À época, o presidente americano alegou que políticas brasileiras prejudicavam empresas dos EUA e citou ainda uma suposta “perseguição” ao ex-presidente Jair Bolsonaro, então prestes a ser julgado pelo STF.
A tensão começou a diminuir após o encontro entre Lula e Trump em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU, quando o norte-americano afirmou ter tido uma “química excelente” com o petista.
Em outubro, no primeiro telefonema oficial entre os dois, Lula já havia solicitado a retirada das tarifas. O assunto voltou à mesa durante um novo encontro, na Malásia, quando Trump sinalizou que buscaria uma negociação rápida.

EUA retiram tarifas de 40% para parte dos produtos
Em novembro, a Casa Branca anunciou a eliminação das sobretaxas de 40% sobre alguns produtos brasileiros, incluindo café, carne bovina, frutas, petróleo e peças de aeronaves. A decisão foi vista pelo governo brasileiro como um avanço, embora ainda haja setores afetados que aguardam revisão.

Cooperação no combate ao crime organizado
Além da pauta comercial, Lula e Trump discutiram ações conjuntas de segurança pública e enfrentamento ao crime organizado. O tema ganhou força no Brasil após a megaoperação realizada em outubro no Rio de Janeiro, considerada a mais letal da história do estado, com mais de 120 mortos em ações contra o Comando Vermelho.
Nos Estados Unidos, a preocupação envolve o avanço do narcotráfico na região do Caribe, o que levou o país a enviar embarcações militares para reforçar o patrulhamento.
No telefonema, Lula defendeu ampliar a cooperação bilateral, e Trump teria demonstrado “disposição total” para trabalhar ao lado do Brasil. A expectativa é que os dois voltem a conversar “em breve” para avaliar o andamento das iniciativas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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