Exportação

Tarifa dos EUA atinge em cheio exportações de MT e preocupa indústria

Medida eleva para 50% o imposto sobre produtos brasileiros e atinge 76% da pauta de exportação mato-grossense, com impactos imediatos para a indústria local

A decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, formalizada nesta quarta-feira (30), acendeu o alerta no setor industrial de Mato Grosso. A nova taxação, que eleva para 50% o imposto de importaçãoafeta diretamente cinco dos seis principais produtos exportados pelo estado ao mercado norte-americano.

A medida prevê uma longa lista de exceções como suco de laranja, aeronaves civis, ouro, petróleo, veículos e peças, fertilizantes e produtos energéticos.

Comunicado emitido pela Casa Branca, logo após a formalização, destaca que o decreto entra em vigor no dia 6 de agosto. Ainda conforme a Casa Branca, o decreto foi adotado em resposta às ações do governo brasileiro que, na avaliação do governo americano, representaria uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”.

De acordo com a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), a medida deve ter impactos imediatos na economia estadual. Produtos como carne bovina, gelatina, gordura animal (sebo), soja e madeira perfilada — que representam parte significativa da pauta exportadora — estão entre os atingidos. Apenas o ouro, entre os principais itens enviados aos EUA, ficou de fora da taxação. Esses seis principais produtos concentram 98% das exportações.

Ao todo, Mato Grosso exporta 54 produtos para os Estados Unidos. Com a nova medida, 41 deles foram incluídos na tarifa adicional, o que corresponde a 76% do total. Em 2024, as exportações para o país somaram US$ 415 milhões, sendo que os produtos agora tarifados respondem por US$ 266 milhões — ou 65% do valor negociado.

“A medida, formalizada nesta quarta-feira (30), afeta diretamente as exportações mato-grossenses, especialmente os produtos industrializados — que representam cerca de 90% do total enviado pelo estado ao mercado norte-americano”, diz a Fiemt.

A federação ressalta ainda que “entende que medidas unilaterais comprometem a previsibilidade, a segurança jurídica e a confiança entre as nações. A indústria de Mato Grosso trabalha com base em inovação, qualidade e competitividade, e tem buscado ampliar sua presença internacional com base na sustentabilidade e na agregação de valor aos seus produtos”.

A federação informa que segue mobilizada junto à Confederação Nacional da Indústria (CNI) e autoridades brasileiras para discutir alternativas diante dos impactos da decisão unilateral dos EUA.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Comércio Exterior, Evento

FIESC faz reunião do comitê de crise do Tarifaço Trump nesta segunda, 28

Participação das indústrias exportadoras é essencial para elaboração de propostas para mitigar impactos na economia de SC; encontro ocorre via Zoom às 13h30

No próximo dia 28 de julho, às 13h30, a Federação das Indústrias de SC (FIESC) realiza a primeira reunião aberta do Comitê de Crise sobre o Tarifaço dos EUA. O evento ocorre exclusivamente online pela plataforma Zoom, com participação aberta a todas as indústrias exportadoras de Santa Catarina. Inscrições aqui

“A mobilização dos industriais exportadores e a participação na reunião e na pesquisa são essenciais para que todas as perspectivas sejam consideradas, e dados robustos e confiáveis possam embasar as demandas para mitigar os impactos na economia de SC”, avalia o presidente da Federação, Mario Cezar de Aguiar.

Durante a reunião, a FIESC vai lançar uma pesquisa para medir os impactos da entrada em vigor das tarifas de 50% sobre o setor industrial. A entidade vai ouvir os empresários e a pesquisa vai subsidiar propostas e encaminhamentos para a crise sob a perspectiva da indústria.  

SERVIÇO:
Reunião aberta Comitê de Crise – Tarifaço
Quando: segunda-feira, 28/7, às 13h30
Onde: Online, via Zoom
Inscrições aqui.

Fonte: FIESC

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Comércio Exterior

Setor de café negocia com os EUA deixar o produto fora da nova tarifa

Argumento é de que café é um produto natural não disponível nos EUA e, com isso, não faria sentido a sobretaxa norte-americana

setor de café brasileiro negocia com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, medidas para retirar o café da lista de produtos que devem ser sobretaxados em 50% a partir de 1º de agosto.

Uma fonte que acompanha as negociações disse à EXAME que, nos EUA, a National Coffee Association (NCA), entidade comercial que representa a indústria do café americana, realizará uma nova rodada de conversas com a gestão do republicano nesta semana.

A negociação entre a associação de classe e o governo americano, que começou em abril, visa incluir o café brasileiro na lista de produtos estratégicos, classificando-o como um produto natural não disponível nos Estados Unidos. Dessa forma, o produto brasileiro ficaria de fora da lista de tarifas de Trump .

Além do argumento, a NCA deve apresentar um estudo que mostra que o café gera significativa riqueza nos EUA, já que o país importa o grão e agrega valor por meio da industrialização. Cerca de 76% dos americanos consomem café.

Para cada dólar de café importado, são gerados US$ 43 na economia americana. Isso representa 2,2 milhões de empregos, o que equivale a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, segundo o estudo da NCA.

A pesquisa também destaca que a indústria de café contribui com US$ 343 bilhões para a economia norte-americana.

No Brasil, Lula se encontrará com representantes do agro

Do lado de cá, representantes do setor de café devem se reunir nesta terça-feira, 15, com o governo federal para discutir a tarifa de Trump.

Participam do encontro com a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entidades dos setores de laranja, celulose e café para definir os próximos passos nas negociações com o governo norte-americano. No domingo, 13, Luladeterminou a criação de um comitê interministerial para conversar com os setores mais afetados pela tarifa.

O encontro, marcado para as 14h, será liderado pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), e contará com a participação dos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa)Relações Exteriores e Fazenda.

Marcos Mattos, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), afirmou à EXAME que, além do governo, a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) também agendou uma reunião para esta terça-feira, com foco na tarifa dos EUA.

A intenção, diz Mattos, é “munir os parlamentares” com informações sobre o setor e os possíveis impactos caso Trump mantenha a tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil, a partir de 1º de agosto.

Além de ser o maior produtor mundial de café , o Brasil responde por 30% do market share de café nos EUA, segundo dados do Departamento de Estatísticas dos EUA, o que o posiciona como principal fornecedor do grão para o país, especialmente do tipo arábica. Em 2024, 83% do café desembarcado nos EUA era arábica.

No ano passado, os EUA representaram 16,1% de todas as exportações de café do Brasil , correspondendo, em termos de receita, a cerca de US$ 2 bilhões.

Com a taxação de Trump, países como Vietnã e Colômbia, que ocupam o segundo e o terceiro lugar, respectivamente, na produção global, não têm capacidade para oferecer uma quantidade significativa de café aos EUA, que têm uma demanda anual de 24 milhões de sacas. No caso do Vietnã, a produção é majoritariamente do tipo canéfora.

Tarifa de Trump

Analistas afirmam que, caso o Brasil deixe de exportar café para os EUA, a produção nacional poderia ser direcionada para outros mercados, especialmente os asiáticos, mas na visão do setor cafeeiro, a medida é vista como de curto prazo.

Na visão do diretor-executivo do Cecafé, sendo os Estados Unidos o principal mercado do Brasil, qualquer ação nesse sentido deve ser estruturada a longo prazo.

“Temos 30% do mercado. É preciso encontrar um meio-termo que beneficie ambas as partes”, afirma.

Celírio Inácio, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), compartilha da mesma visão e diz que, até que haja um alinhamento com novos mercados, “não há uma alternativa imediata”.

“Não podemos simplesmente substituir os 8 milhões de sacas exportadas para os Estados Unidos por outros países de forma rápida. Isso não é algo simples. Não podemos considerar a possibilidade de ficar sem os EUA”, diz.

José Pimenta Júnior, diretor de Comércio Internacional e Relações Governamentais na BMJ Associados, enfatiza que é necessário que o governo se organize com os setores agropecuários para definir os próximos passos, caso ocorram retaliações.

“Há diversas opções, que vão desde negociações de acesso a produtos americanos no mercado brasileiro, até retaliações em bens, além de possíveis retaliações cruzadas, como em Propriedade Intelectual ou Serviços”, afirma Pimenta.

Para ele, cabe ao governo brasileiro decidir quais instrumentos serão utilizados e como será feito esse processo.

“A experiência de outros países nas negociações com os americanos gira, principalmente, em torno do acesso preferencial e da melhoria do fluxo comercial. A retaliação, seja em bens ou cruzada, é uma medida arriscada e pode causar mais danos à relação bilateral”, diz.

Fonte: Exame

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Comércio, Portos

Tarifa retém em portos ou em alto-mar 30 mil t de carne destinadas aos EUA, diz Abiec

Segundo presidente da entidade, De acordo com Perosa, sobretaxa de 50% torna inviável exportação de carne bovina aos EUA

A indústria exportadora de carne bovina estima que cerca de 30 mil toneladas de mercadoria com destino aos Estados Unidos estão paradas em alto-mar após o anúncio do governo norte-americano de imposição de tarifa adicional de 50% sobre produtos importados brasileiros.

“Temos cerca de 30 mil toneladas de carne bovina produzidas que estão nos portos ou em alto-mar. A nossa preocupação é como será o desdobramento a partir de 1º de agosto”, afirmou o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, a jornalistas após reunião do setor agropecuário no âmbito do comitê interministerial do governo que discute a reação do Executivo ao tarifaço dos EUA.

“É um volume em torno de US$ 150 milhões a US$ 160 milhões que já estão produzidos e a caminho dos Estados Unidos. É uma preocupação adicional ao produtor de carne bovina”, apontou.

Fonte: Canal Rural

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Comércio Exterior

Tarifa de 50% dos EUA ameaça competitividade do suco de laranja brasileiro, alerta Cepea

Impacto da tarifa sobre o setor citrícola nacional

A imposição de uma tarifa adicional de 50% sobre as importações de suco de laranja brasileiro pelos Estados Unidos gera grande preocupação para o setor citrícola do Brasil. Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a medida compromete a sustentabilidade da cadeia produtiva nacional e ameaça o principal fluxo comercial internacional da commodity.

Brasil como líder global em exportação de suco

O país é o maior exportador mundial de suco de laranja, e essa tarifa imposta pelos EUA compromete sua competitividade no mercado externo, além de criar pressões inflacionárias para o consumidor norte-americano, que depende fortemente do fornecimento brasileiro.

Cenário de recuperação da safra paulista

O impacto da tarifa ocorre em um momento de recuperação da safra paulista de laranja. Com a combinação de maior oferta e barreiras comerciais, os pesquisadores do Cepea apontam para o provável acúmulo de estoques industriais e queda dos preços no mercado interno.

Redirecionamento das exportações e pressão sobre preços

Com a dificuldade de acesso ao mercado norte-americano, volumes que seriam exportados para os EUA podem ser redirecionados para os mercados europeu e interno. Isso tende a aumentar a oferta nesses mercados, intensificando a pressão sobre os preços internacionais e gerando efeitos negativos em toda a cadeia produtiva.

Previsões para o curto prazo

No curto prazo, o excedente de suco causado pela tarifa deve provocar desequilíbrio nos estoques e redução das margens de lucro da indústria nacional, impactando a sustentabilidade econômica do setor citrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Comércio Exterior, Economia

Tarifa de 50% dos EUA pode impactar receita da Embraer como a crise da Covid, diz CEO

Neto disse em entrevista a jornalistas que as tarifas podem causar cancelamentos de pedidos, adiamentos de entregas e diminuição de investimentos

As tarifas de 50% anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre exportações brasileiras a partir de 1º de agosto podem ter um impacto na receita da Embraer (EMBR3) semelhante ao da crise da Covid-19, disse o presidente-executivo da companhia, Francisco Gomes Neto, nesta terça-feira.

Neto disse em entrevista a jornalistas que as tarifas podem causar cancelamentos de pedidos, adiamentos de entregas e diminuição de investimentos, além de possíveis reduções na força de trabalho, gerando um custo adicional de cerca de US$9 milhões por avião exportado aos EUA.

Os Estados Unidos são o principal mercado da Embraer, a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo atrás da Airbus e da Boeing, com clientes norte-americanos representando 45% do seu negócio de jatos comerciais e 70% de sua divisão de jatos executivos.

“Pela relevância que esse mercado tem… a gente estima que, se isso for para frente, nessa magnitude, vamos ter um impacto similar ao da Covid em termos de queda de receita da companhia”, disse Neto.

Ele acrescentou que as tarifas de 50% seriam praticamente um embargo comercial sobre os jatos comerciais, especialmente os modelos E1 da Embraer, tornando “inviáveis” as exportações para os EUA.

Ainda assim, o executivo afirmou que nenhum pedido foi cancelado até o momento.

As ações da Embraer, que chegaram a subir 3% mais cedo no dia, passaram a operar de forma volátil durante as declarações de Neto, devolvendo ganhos antes de voltarem a subir cerca de 1%.

Fonte: InfoMoney

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Internacional, Mercado Internacional

Trump ameaça países que se alinhem ao Brics com tarifa de 10%

“Não haverá exceções a essa política”, disse o presidente

Em meio à reunião de cúpula do Brics, que ocorre no Rio de Janeiro, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou taxas extras a produtos de países que se alinhem ao grupo, formado por 11 nações, entre elas Brasil Rússia Índia, China e África do Sul. A publicação foi feita em seu perfil na rede Truth Social.

“Qualquer país que se alinhe às políticas antiamericanas do Brics será taxado com tarifa extra de 10%. Não haverá exceções a essa política. Obrigado pela atenção em relação a essa questão”, escreveu Trump.

Em sua declaração de líderes, divulgada no domingo (6), o Brics criticou medidas protecionistas adotadas no comércio global. 

“Reiteramos nosso apoio a um sistema multilateral de comércio baseado em regras, aberto, transparente, justo, inclusivo, equitativo, não discriminatório e consensual, com a OMC em seu núcleo, com tratamento especial e diferenciado (TED) para seus membros em desenvolvimento”, destaca a declaração do Brics.

Trump, que assumiu em janeiro deste ano, anunciou, logo no início de seu mandato, aumento de tarifas sobre produtos importados, o que gerou críticas e respostas de vários países.

Além de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, compõem o Brics a Arábia Saudita, o Irã, os Emirados Árabes, a Indonésia, o Egito e a Etiópia. Mais dez países são parceiros do grupo: Bielorrússia, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã.

Fonte: Agência Brasil

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Internacional, Mercado Internacional

EUA tem leve alta na inflação enquanto aguarda impacto das tarifas de Trump

A inflação nos Estados Unidos acelerou levemente em maio, conforme as expectativas dos analistas, segundo dados oficiais publicados nesta quarta-feira (11), embora o impacto das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump ainda não sejam sentidos na maior economia do mundo.

Os preços ao consumidor aumentaram 2,4% interanual no mês passado, frente aos 2,3% de abril, de acordo com o índice CPI (como é conhecido na sigla em inglês) divulgado pelo Departamento do Trabalho.

Toda a atenção estava voltada para esses dados após Trump ter imposto, no início de abril, uma tarifa geral de 10% sobre as importações de quase todos os seus parceiros comerciais.

O presidente também anunciou tarifas alfandegárias mais altas para dezenas de economias, incluindo Índia e União Europeia, que acabaram sendo suspensas até o início de julho para dar espaço a negociações.

Trump impôs as tarifas mais altas à China, que retaliou, mas ambas as partes temporariamente reduziram suas tarifas recíprocas em maio, enquanto negociavam como resolver sua disputa comercial.

Analistas disseram que levará meses para avaliar o impacto das tarifas de Trump sobre os preços ao consumidor.

Isso ocorre, em parte, porque as empresas se apressaram para estocar bens antes que as novas tarifas entrassem em vigor e ainda trabalham com o inventário existente.

À medida que esse estoque diminuir, “veremos um impacto maior das tarifas nos preços”, disse à AFP a economista-chefe da Nationwide, Kathy Bostjancic.

Em uma publicação na sua plataforma Truth Social nesta quarta-feira, após a divulgação dos dados de inflação, Trump insistiu que o Federal Reserve (Fed, banco central) deveria reduzir suas taxas de referência, alegando que o país “pagaria muito menos juros pela dívida vencida”.

No entanto, ele não considerou que taxas de juros mais baixas geralmente aumentam a demanda dos consumidores e alimentam a inflação.

Na variação mensal, o índice CPI desacelerou para 0,1% em maio (em comparação com 0,2% em abril), puxado pela queda nos preços da energia.

Por outro lado, o CPI subjacente, que exclui os voláteis preços de energia e alimentos, manteve o mesmo ritmo (+2,8% interanual) desde março, apesar de os analistas esperarem uma piora.

– “Sinais iniciais” –

“Muitos americanos estão desfrutando de preços mais baixos da gasolina neste verão boreal”, apontou Heather Long, analista da Navy Federal Credit Union.

“Mas há sinais iniciais do que está por vir para pequenos e médios negócios: os preços de alimentos e eletrodomésticos aumentaram em maio”, acrescentou em uma nota.

Samuel Tombs, economista da Pantheon Macroeconomics, estima que os varejistas levarão pelo menos três meses para repassar os aumentos de custos aos consumidores.

Segundo ele, se a política tarifária permanecer vigente, o aumento de preços dos “bens essenciais” ganhará força em junho e atingirá seu pico em julho, mantendo-se elevado durante o restante do ano.

Bostjancic disse que não espera que o último relatório de inflação impacte significativamente a decisão sobre as taxas de juros do Fed na próxima semana.

“Existe um grande grau de incerteza sobre como o aumento das tarifas alfandegárias afetará os preços e, em última análise, a economia”, afirmou. “É necessário ver como isso se desenrolará nos próximos meses”, acrescentou.

O Federal Reserve começou a reduzir suas taxas de juros após a pandemia de covid-19, com a meta de 2% de inflação a longo prazo.

Mas os responsáveis pela política do Fed têm sido cautelosos nos últimos meses enquanto observam como as políticas do governo Trump afetam a economia.

Fonte: MSN

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Comércio, Internacional, Tributação

A tarifa antidumping do PVC oriundo dos EUA passa para 43,7%

O Brasil aprovou ontem planos para aumentar as taxas antidumping sobre importações de cloreto de polivinila (PVC) dos EUA de 8,2% para 43,7%.

É uma das maiores tarifas do Brasil. O forte aumento nos impostos foi adotado após uma proposta apresentada em 2024 pela Braskem e pela Unipar, as principais produtoras de PVC do Brasil.

O governo brasileiro também está investigando o potencial de dumping de polietileno (PE) dos EUA, uma proposta apresentada pela Braskem.

Também está avaliando o potencial dumping de tereftalato de polietileno (PET) da Malásia e do Vietnã, seguindo propostas da Indorama e da Alpek.

Fonte: MDIC – Governo Federal

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Economia, Gestão, Informação, Negócios, Notícias, Tributação

Tarifaço de Trump: Alckmin sugere cota e diz que vai avançar nas negociações

Presidente em exercício relatou conversa com secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e embaixador

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (24) que sugeriu ao governo dos Estados Unidos a aplicação de “adensamento de cadeia”, ou seja, um agrupamento dos produtos exportados entre os países, inclusive com cotas específicas. Durante evento, afirmou que a orientação de Luiz Inácio Lula da Silva é “avançar nas negociações” e o objetivo é “ganha-ganha”.

“A relação do Brasil com os Estados Unidos tem 200 anos, é uma relação secular. O Brasil não é problema para os Estados Unidos. Os Estados Unidos têm superávit na balança comercial com o Brasil, tanto no setor de serviços como no setor de bens. Nos 10 produtos que os EUA mais exportam para nós, 8 têm tarifa zero. A tarifa final média é 2,7%. Eu tive uma conversa com o secretário [de Comércio dos EUA, Howard] Lutnick e com o embaixador, expus as questões e coloquei que deveríamos aproveitar novas oportunidades para fazer um adensamento de cadeia para fazer uma complementaridade econômica”, disse Alckmin.

“No caso do aço, os EUA aumentaram em 25% não só para o Brasil, mas para o mundo todo. No caso do aço, nós somos o terceiro comprador do carvão siderúrgico americano. Fazemos o semi-elaborado e vendemos para os EUA, que fazem o elaborado. É uma complementação de cadeia. Uma hipótese é a cota. Anteriormente o tributo era 18%, mas tinha cota. Enfim, são negociações que estão ocorrendo e nós defendemos o ganha-ganha”, completou.

As declarações foram dadas por Alckmin durante evento em que participou de forma remota. De acordo com o presidente em exercício, o “empenho é avançar nas negociações”. As conversas entre o Brasil e os Estados Unidos foram iniciadas recentemente a fim de debater a aplicação de uma tarifa de 25% na importação de aço e alumínio. A estimativa é que o Brasil perca o equivalente a US$ 1,5 bilhão nas exportações.

O governo brasileiro decidiu não retaliar de imediato os Estados Unidos após a implementação de uma tarifa de 25% sobre importações de aço e alumínio do Brasil — tarifação que entrou em vigor último dia 13. O Brasil, que é o segundo maior fornecedor de aço para o mercado americano, teve vendas de quase R$ 19 bilhões no ano passado com os produtos.

A taxação de 25% sobre importações de aço e alumínio pode gerar dificuldades para o setor siderúrgico brasileiro, já que o Brasil “não tem outro parceiro para vender” os metais — países da Europa enfrentam recessão, e a China, que tem uma grande produção de aço, exporta apenas minério de ferro do país.

As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre aço e alumínio importados devem ter pouco impacto no PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, avalia o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Entretanto, a taxa de 25% sobre os metais pode impactar o setor no país, com queda de produção de 2,19%, contração de 11,27% das exportações e redução de 1,09% das importações.

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