Agricultura

Brasil deve ter nova safra recorde de grãos em 2025/26, diz Conab

A expectativa é de um volume total de 353,8 milhões de toneladas

O recorde histórico da produção de grãos obtido em 2024/2025 deverá ser superado na próxima safra. É o que indica a 13ª edição da pesquisa “Perspectivas para a Agropecuária 2025/2026”, divulgada nesta quinta-feira (18) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com a publicação, sendo confirmadas as expectativas, o volume total a ser colhido na safra 2025/2026 será de 353,8 milhões de toneladasO resultado é 1% maior do que os 350,2 milhões de toneladas colhidas na temporada 2024/25 – volume recorde para o setor, até então.

“Na semana passada, apresentamos os dados do último levantamento da safra agrícola 24/25, quando anunciamos, com imenso orgulho, a maior safra da nossa história. Foi um aumento extraordinário e expressivo. Hoje,  vamos apresentar a perspectiva para a nova safra agrícola. Dia 14 de outubro, a Conab apresentará o primeiro dos 12 levantamentos para a próxima safra, com a possibilidade de um novo recorde”, anunciou o presidente da Conab, Edegar Pretto.

Números Conservadores

De acordo com as perspectivas divulgadas hoje, o resultado será influenciado pelo aumento na área cultivada, que deve sair de 81,74 milhões de hectares na última safra para 84,24 milhões de hectares no ciclo agrícola 2025/26.

“Já a produtividade média nacional das lavouras está projetada em 4.199 quilos por hectare na temporada 2025/26, redução de 2% se comparada com 2024/25”, detalha o levantamento.

Segundo Pretto, as estimativas da Conab são apresentadas inicialmente com “números conservadores, em função da responsabilidade que a gente precisa ter”, mas dentro de uma real possibilidade. “Nossos números estão cada vez mais assertivos”, assegurou.

Soja e algodão

Com relação ao principal produto cultivado no Brasil, a Conab projeta, para a soja, aumento de 3,6% na produção, chegando, portanto a 177,67 milhões de toneladas na próxima safra. Na última colheita, foram colhidas 171,47 milhões da oleaginosa.

O resultado, se confirmado, resultará, novamente, em recorde de produção, influenciado pelo aumento da demanda global pelo produto.

A boa rentabilidade e a possibilidade de venda antecipada da produção de algodão têm favorecido essa cultura. A expectativa para a safra 2025/2026 é de um crescimento de 3,5% na área semeada. A produção deverá crescer 0,7%, alcançando o recorde de 4,09 milhões de toneladas.

Milho

No caso do milho, há uma expectativa de redução de 1% da colheita, na comparação com a safra 2024/25, mesmo havendo aumento de área cultivada nas primeira e segunda safra.

Segundo a Conab, esse movimento se deve à expectativa de aumento no consumo interno, “impulsionado principalmente pelo aumento da demanda do grão para produção de etanol, bem como pela perspectiva de maior demanda externa, diante de um possível redirecionamento das compras asiáticas do milho norte-americano para o milho sul-americano, em resposta ao aumento de tarifas impostas por importantes países importadores na Ásia”.

Apesar da maior área semeada, a produção estimada de milho, somadas as três safras, é de 138,3 milhões de toneladas. “A queda de produtividade decorre do patamar excepcional registrado na safra 2024/25, beneficiada por condições climáticas amplamente favoráveis”, justifica a companhia.

Arroz e feijão

A safra de arroz projetada para o próximo período indica tendência de retração da área cultivada nos principais estados produtores, saindo de 1,76 milhão de hectares em 2024/25 para 1,66 milhão de hectares no ciclo 2025/26.

O resultado decorre da ampliação da produção nacional e internacional registrada em 2024/25, o que acabou por gerar excedente de oferta e desvalorização do grão. É também esperada uma redução de 4,8% na produtividade média nacional, reflexo também do patamar excepcional registrado na última safra de 2024/25

No caso do feijão, é estimada uma produção próxima a 3,1 milhões de toneladas na safra 2025/26, o que, segundo a Conab, assegura o consumo previsto no país.

Cenários adversos

Os números foram comemorados pela ministra substituta do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli.

“As perspectivas são excelentes. O Brasil terá mais uma safra recorde, em um contexto de mudanças climáticas, crises geopolíticas, guerra comercial. Em um contexto bastante adverso, nossa agricultura vai seguir vencedora, produzindo alimentos para abastecer as famílias no Brasil e garantindo oferta de alimentos para o mundo”, disse a ministra.

Na avaliação de Fernanda Machiaveli, o cenário positivo será ainda mais favorecido pela estratégia das autoridades brasileiras em tentar manter mercados mercados ao mesmo tempo em que busca “outras possibilidades internacionais” para escoar uma produção.”cada vez mais sustentável, fortalecendo os sistemas produtivos biodiversos da Agricultura Familiar”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

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Logística

Gargalos de logística desafiam safra recorde brasileira

Depois de percorrer por cinco dias a BR-163, a reportagem mostra os problemas da principal rota de escoamento da produção de Mato Grosso

A fila de caminhões bitrem descarregando milho impressiona. Com as carretas cheias, os veículos congestionam o entorno do terminal da Rumo, em Rondonópolis, no sul de Mato Grosso, à espera da transposição do grão para os trens. A cena resume a supersafra: colheita recorde, gargalos logísticos e o desafio do escoamento.

Dos 345 milhões de toneladas de grãos produzidos na safra 2024/25, o País só pode armazenar 63%. Os outros 37% não têm onde ser guardados, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Só de Mato Grosso saíram 105,6 milhões de toneladas de milho e soja – cerca de 60% vai seguir pelas rodovias.

Mato Grosso é distante dos principais portos. Parte da produção segue por rodovia e hidrovia aos portos do Norte, e outra vai de carreta até o trem em Rondonópolis.

Durante cinco dias, a reportagem percorreu a BR-163, principal rota de escoamento do Estado. Dos 655 km entre Sinop, no centro-oeste, e o terminal da Rumo, no sul, 380 km estão em duplicação. Com tráfego diário de 79 mil veículos – 60% caminhões –, conforme a concessionária Nova Rota do Oeste, os congestionamentos são quilométricos.

Construída nos anos 1970, a estrada ainda tem longos trechos em pista simples. De Diamantino a Lucas do Rio Verde já está duplicada, e a segunda pista deve chegar a 444 km até 2031.

O paranaense Paulo Vattos, caminhoneiro há 25 anos, levou oito horas para percorrer 400 km entre Diamantino e Rondonópolis com 38 toneladas de milho. No trajeto, deixou R$ 210 nos pedágios. “Já cheguei a demorar quatro dias para descarregar.”

Como alternativa, a Rumo e o governo estadual constroem a Ferrovia Estadual de Mato Grosso, entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios e com ramal até Cuiabá.

O projeto prevê 740 km de trilhos, já recebeu R$ 4 bilhões desde 2023 e deve ganhar mais R$ 1 bilhão. O trecho entre Rondonópolis e o primeiro terminal ferroviário, próximo à BR-070, deve operar em 2026 com capacidade para 10 milhões de toneladas por ano.

Aprosoja e CNA defendem a Ferrogrão, que ligaria Sinop (MT) a Miritituba (PA), com 933 km e três terminais, reduzindo em 20% o custo logístico — R$ 8 bilhões por ano — e atendendo à futura produção de 144 milhões de toneladas em 2034.

O Ministério dos Transportes enviou os estudos à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que depois seguirá ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao leilão. A pasta também aponta o Corredor Fico-Fiol, de 1.708 km, em ajustes finais para análise, mas sem prazo para funcionamento.

Fonte: Estadão

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Comércio Exterior

Com expectativa de safra maior, contratos do algodão apresentam queda em Nova York

Contratos encerram com quedas de 2,1% para dezembro de 2025 e 1,3% em 2026

A perspectiva de uma safra mundial de algodão maior pressionou os contratos em Nova York nesta semana. O contrato para dezembro de 2025 encerrou com queda de 2,1%, enquanto para 2026 de 1,3%.

As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (1º).

Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:

Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 31/jul cotado a 67,25 U$c/lp (-2,1% vs. 24/jul). O contrato Dez/26 fechou em 69,10 U$c/lp (-1,3% vs. 24/jul).

Basis Ásia – o Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 910 pts para embarque Ago/Set-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 31/jul/25.

Altistas 1 – O Produto Interno Bruto (PIB) real dos EUA cresceu a uma taxa anual de 3,0% no segundo trimestre de 2025, em comparação com uma queda de 0,5% no primeiro trimestre.

Altistas 2 – As condições da lavoura dos EUA pioraram esta semana: a classificação “boa a excelente” caiu 2 pontos percentuais, para 55%, ainda assim acima dos 49% da safra passada.

Baixistas 1 – Por outro lado, o clima quente e seco do Texas ao Delta tem favorecido o avanço da safra, embora ambas as regiões necessitam de umidade adicional neste momento.

Baixistas 2 – China e EUA não fecharam um acordo sobre produtos agrícolas e essa falta de avanço é mais um limitador para as cotações.

Oferta – A Cotlook elevou as projeções de produção global de algodão para 2024/25 (+113 mil tons) e 2025/26 (+118 mil tons), ultrapassando 26 milhões tons, maior volume desde 2017/18.

Demanda 1 – O consumo global de algodão segue pressionado pelas incertezas tarifárias. China, Paquistão e Turquia tendem a reduzir o uso, enquanto Índia, Bangladesh e Vietnã projetam alta – embora ainda insuficiente para compensar a queda geral.

Demanda 2 – A previsão do Cotlook é de consumo abaixo de 25 milhões tons em 2024/25 e 2025/26, o que resultaria em acúmulo de mais de 1 milhão tons em estoques por temporada.

Missão Compradores 1 – A Abrapa recebe de 3 a 9/ago um grupo com 20 executivos da indústria têxtil de 6 países (Bangladesh, China, Índia, Paquistão, Turquia e Vietnã) que, juntos, respondem por 84,9% das exportações brasileiras de algodão.

Missão Compradores 2 – Nesta 9ª edição da Missão Compradores, serão visitados MT, BA e GO. O objetivo é mostrar como o Brasil se tornou o maior exportador mundial a partir de boas práticas de sustentabilidade, qualidade e rastreabilidade.

Missão Compradores 3 – A delegação inclui 19 empresas têxteis diferentes que consomem, anualmente, 1,4 milhão tons. A pluma brasileira representa, em média, 35% desse consumo total.

Missão Compradores 4 – Além de visitas guiadas a fazendas, a missão passará por algodoeiras, laboratórios e terá workshops técnicos. A iniciativa integra as ações do programa Cotton Brazil.

Tarifas 1 – Nesta semana, antes do aguardado dia 1º de agosto, muitos acordos de renegociação das taxas norte-americanas foram anunciados.

Tarifas 2 – Conversas entre EUA e China mantêm um tom positivo, mas sem perspectiva de resolução rápida. O prazo de 12/ago pode ser estendido novamente.

Tarifas 3 – Há esperança de que, em algum momento da nova temporada, um acordo global estimule compras em larga escala de produtos agrícolas e industriais dos EUA (como ocorreu em 2020) e revitalize o comércio.

Paquistão – Produtores paquistaneses comemoram pausa nas chuvas de monção. A produção de algodão foi estimada em torno de 1,1 milhão tons a 1,3 milhão tons, e o desenvolvimento da safra é considerado satisfatório.

Qualidade 1 – A Abrapa é uma das organizações brasileiras a participar de treinamento sobre classificação de algodão em Memphis (EUA). O curso começou na segunda a convite do USDA e da Uster, fabricante de equipamentos HVI.

Qualidade 2 – O objetivo é qualificar a equipe técnica para dar mais transparência ao processo de classificação. Além da Abrapa, o grupo inclui representantes da Abapa, Amipa, Agopa e Embrapa.

Brasil – Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 111,7 mil tons na terceira semana de julho. A média diária de embarque é 19,1% menor que no mesmo mês em 2024.

Brasil – Colheita 2024/25 – Até o dia de ontem (31/07) foram colhidos no estado da BA (40,56%), GO (66,41%), MA (55%), MG (60%), MS (68%), MT (17%), PI (67,9%), PR (95%) e SP (95%). Total Brasil: 25,69%.

Brasil – Beneficiamento 2024/25 – Até o dia de ontem (31/07) foram beneficiados nos estados da BA (25%), GO (19,3%), MA (6%), MG (25%), MS (22%), MT (2%), PI (30,8%)  PR (90%) e SP (100%). Total Brasil: 8,46%.

Preços do Algodão – Consulte tabela abaixo:

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Comércio, Exportação

Santa Catarina lidera exportações e prevê safra recorde de banana em 2025

Entre janeiro e junho, o Brasil exportou 43,8 mil toneladas de banana, com receita de US$ 15,7 milhões

O mercado da banana em Santa Catarina enfrentou um período de desvalorização nos meses de maio e junho de 2025. A banana-caturra, por exemplo, teve queda de 25,3% nos preços pagos ao produtor, reflexo do aumento na oferta. A banana-prata também registrou recuo de 16,4%, influenciada pela concorrência com outras frutas da estação e pela redução na demanda.

Para julho, a expectativa é de recuperação nas cotações da caturra, com a redução na oferta decorrente do menor desenvolvimento das frutas. No caso da banana-prata, a tendência é de estabilidade, ainda sob influência da presença de outras frutas no mercado.

Em nível nacional, as variedades nanica e prata devem apresentar valorização, impulsionadas pela menor oferta provocada pelas baixas temperaturas que afetam o desenvolvimento dos cachos. Com isso, o preço ao consumidor deve subir um pouco.

Estimativa da safra da banana

Para a safra 2024/25, a estimativa é de aumento de 17,5% na produção estadual. Que pode chegar a 768 mil toneladas, impulsionada pela ampliação da área cultivada, que passou para 28,4 mil hectares. A produção de banana-caturra deve crescer 18%, enquanto a da banana-prata tem alta estimada de 15,2% em relação à safra anterior.

Conforme explica o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, Rogério Goulart Júnior, o setor da bananicultura catarinense tem enfrentado um cenário desafiador. Também devido as condições climáticas também foram determinantes nesse período. “Tivemos chuvas frequentes e uma geada em junho que comprometeram a qualidade dos cachos. Muitos produtores precisaram colher antes do ponto ideal de maturação, o que impactou ainda mais o mercado”, observa.

Apesar das dificuldades, Goulart destaca que o cenário tende a melhorar para os produtores a partir de julho. O que também significa preços ,mais salgados ao consumidor.  “A expectativa é de valorização nos preços devido à redução da oferta, causada pelas baixas temperaturas e pelo menor desenvolvimento dos cachos nos bananais. A banana-caturra deve ter recuperação nos preços, enquanto a banana-prata tende a se manter estável, favorecida por uma demanda mais equilibrada no período”, projeta.

Painel temático de Comércio Exterior

De acordo com o painel temático de Comércio Exterior do Observatório Agro Catarinense, Santa Catarina se mantém como o maior exportador de bananas do Brasil em 2025. Entre janeiro e junho, o Brasil exportou 43,8 mil toneladas de banana, com receita de US$ 15,7 milhões. Santa Catarina foi responsável por praticamente 50% do volume exportado, com 21,8 mil toneladas, o que representa um crescimento de 103% em relação ao mesmo período de 2024. O estado gerou US$ 7,2 milhões, equivalente a 45,9% da receita nacional com exportações de banana no primeiro semestre de 2025.

Os dados dos painéis temáticos do Observatório Agro Catarinense são atualizados mensalmente, com isso, além de permitirem o monitoramento da variação da balança comercial catarinense, é possível comparar o desempenho de Santa Catarina com o restante do país.

Os principais compradores da banana catarinense são Argentina, responsável por 62% das exportações com um faturamento de US$ 4,5 milhões, e em segundo lugar é o Uruguai, com 37,8% gerando uma receita de US$ 2,7 milhões. Conforme o analista da Epagri/Cepa, Rogério Goulart Júnior, as perspectivas do setor para o mercado internacional são positivas. “Santa Catarina teve um crescimento expressivo no primeiro semestre de 2025 nas exportações brasileiras de banana. Para o segundo semestre, a expectativa é de uma queda sazonal na oferta, mas com perspectiva de melhores valores nas exportações, em comparação com anos anteriores”, conclui o analista.

Fonte: Guararema News

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Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação, Industria, Negócios

Com exportações em alta, Brasil amplia liderança global no mercado de milho

O Brasil está consolidando sua posição de liderança nas exportações globais de milho. De acordo com análise do Agroinfo do Rabobank, o país encerrou a safra 2022/23 com exportações que somaram 56 milhões de toneladas — um aumento de 29% em relação ao ciclo anterior.

Esse avanço foi favorecido por dois fatores principais: a quebra de safra registrada nos Estados Unidos e a excelente produtividade da segunda safra brasileira, também conhecida como “safrinha”. Esses elementos colocaram o milho brasileiro em destaque no cenário internacional, abrindo caminho para que o país se tornasse o principal fornecedor mundial do grão.

A tendência de domínio deve continuar. Para a safra 2023/24, o Rabobank estima que o Brasil exporte entre 45 e 50 milhões de toneladas, mantendo-se como o maior exportador global. “Ainda que as exportações brasileiras devam recuar, principalmente por causa de uma safra menor, o país continuará sendo o maior player nas vendas externas”, destaca o relatório do Agroinfo.

Essa nova dinâmica do mercado é resultado direto da maior competitividade do milho brasileiro, que tem ganhado espaço frente aos Estados Unidos, tradicional líder nesse segmento. Com infraestrutura em expansão e maior eficiência logística, o Brasil caminha para consolidar-se como um parceiro confiável e constante nos mercados internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio
Com exportações em alta, Brasil amplia liderança global no mercado de milho – Portal do Agronegócio

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Comércio Exterior, Informação, Investimento, Notícias, Sustentabilidade

Porto de Paranaguá terá R$ 1,4 bi de investimentos para escoamento da safra

Primeiro leilão do ano contará com três unidades destinadas à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, como soja e milho

O Ministério de Portos e Aeroportos prevê que o leilão do Porto de Paranaguá deve somar R$ 1,38 bilhão em investimentos. As unidades serão destinadas à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, como soja e milho.

Previsto para 30 de abril, será o primeiro leilão de arrendamentos portuários do ano. Além dos terminais PAR14, PAR15 e PAR25, o governo federal irá leiloar o terminal RDJ11 no Rio de Janeiro e o POA26, em Porto Alegre.

A estimativa é que os investimentos dobrem a capacidade do escoamento da safra agrícola pelo porto paranaense, abrindo oportunidades para exportação de mais 20 milhões de toneladas por ano.

O Ministério de Portos e Aeroportos quer realizar neste ano o leilão de pelo menos 20 unidades portuárias, em quatro regiões do país. O governo planeja outros 40 leilões até o final de 2026.

FONTE: CNN Brasil
Porto de Paranaguá terá R$ 1,4 bi de investimentos para escoamento da safra | CNN Brasil

 

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Brasil eleva previsão recorde de safra apesar da seca no Rio Grande do Sul

Com forte produtividade da soja, CONAB eleva estimativa de safra de grãos para 328 milhões de toneladas

Com uma safra de verão mais forte do que o esperado, principalmente para a soja, a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) elevou sua previsão de produção para a safra 2024/25. A agência, que há vários meses previa safras recordes, agora espera que o Brasil produza 328,3 milhões de toneladas de grãos e fibras nesta temporada. Este número é 2,6 milhões de toneladas maior do que a estimativa anterior de fevereiro.

A previsão divulgada pela Conab nesta quinta-feira (13) é 10,3% maior, ou 30,6 milhões de toneladas a mais, do que o total colhido na safra 2023/24. O aumento reflete tanto a expansão da área plantada, que chegará a 81,6 milhões de hectares, quanto a melhora da produtividade média, estimada pela estatal em 4.023 quilos por hectare.

A produção de soja, cultura mais expressiva na safra de verão, deve crescer 13,3% em relação ao ciclo 2023/24, atingindo 167,4 milhões de toneladas. Os rendimentos da oleaginosa superaram as expectativas iniciais nos principais estados produtores, como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.

A colheita inicialmente progrediu lentamente devido a atrasos no plantio e chuvas acima da média em janeiro, observou a Conab. No entanto, as chuvas diminuíram em fevereiro, permitindo que o trabalho de campo acelerasse. Até esta semana, 60,9% da safra de soja já havia sido colhida, taxa superior à do mesmo período da temporada passada e acima da média de cinco anos.

O aumento significativo na projeção geral de safra do Brasil ocorre apesar da piora das condições nos campos de soja no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul, onde a seca afetou a produtividade. Os baixos níveis de umidade restringiram a produtividade da soja, conforme relatado pelo Valor no início desta semana.

No Rio Grande do Sul, além da falta de chuvas, os campos de soja enfrentaram ondas de calor nas últimas duas semanas, exacerbando as perdas de safra. A Conab reduziu sua estimativa de colheita de soja para o estado de 18,5 milhões de toneladas para 17 milhões de toneladas, um corte de quase 10% entre os relatórios de fevereiro e março. A produtividade estimada também foi reduzida em 7,5%, para 2.495 quilos por hectare. A nova previsão é 16,2% menor do que a projeção inicial da agência.

Para a safra nacional de milho, a Conab projeta agora 124,9 milhões de toneladas, um aumento de 8,3% em relação ao ciclo 2023/24.

A colheita da soja dita o ritmo de plantio do milho segunda safra, que já cobre 83,1% da área projetada. Embora esse número seja menor do que no mesmo período da temporada passada, ele permanece acima da média de cinco anos.

Em relação à segunda safra de milho, a CONAB espera um aumento de 1,9% na área plantada, chegando a 16,75 milhões de hectares. Com condições climáticas favoráveis, a produção deve chegar a 95,5 milhões de toneladas, um aumento de 5,8% em relação a 2023/24.

Esse forte desempenho levou a uma estimativa geral mais alta para a produção total de milho do Brasil, que também inclui uma terceira safra de 2,4 milhões de toneladas. Com isso, a produção total deve chegar a 122,8 milhões de toneladas, representando um aumento de 6,1% em relação à safra passada.

A Conab também elevou sua estimativa de produção de arroz em 14,3%, para 12,1 milhões de toneladas. Esse aumento é atribuído a uma expansão de 6,5% na área plantada, que hoje totaliza 1,7 milhão de hectares. Além disso, as condições climáticas favoráveis apoiaram a cultura, aumentando a produtividade média esperada em 7,3%, para 7.063 quilos por hectare.

“O progresso da colheita está à frente da safra passada em quase todos os principais estados produtores, com exceção do Tocantins, onde o ritmo é um pouco mais lento do que no ciclo anterior”, afirmou a CONAB em seu relatório.

Outra cultura básica, o feijão, deve ter um modesto aumento de 1,5% na produção total para a temporada 2024/25, atingindo 3,29 milhões de toneladas. Este resultado é influenciado principalmente por uma ligeira melhora na produtividade média, já que a área total destinada ao cultivo de feijão permanece quase inalterada, disse a empresa.

Para o algodão, a expansão da área plantada – estimada em cerca de 2 milhões de hectares – deve gerar um aumento de 3,3% na produção. A Conab prevê fortes rendimentos médios, potencialmente marcando a terceira maior produtividade da série histórica, atrás apenas dos dois últimos ciclos. Nesse cenário, o Brasil deve produzir 3,82 milhões de toneladas de algodão em pluma, segundo a empresa.

Quanto às safras de inverno, a Conab manteve sua estimativa de produção de trigo em 9,12 milhões de toneladas, com base apenas nas intenções de plantio dos agricultores nesta fase.

FONTE: Valor Internacional
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Seca encolhe safra de soja e tira R$ 13 bi da economia gaúcha

Calor e falta de chuvas prejudicam produtividade de soja no estado

A seca atingiu duramente os campos de Marcos Pedrotti. Produtor de grãos em Sarandi, no Rio Grande do Sul, ele deve começar a colher sua safra de soja de 85 hectares na próxima semana, mas suas perspectivas são sombrias. Pedrotti espera perder entre 35% e 40% de seu rendimento. “Em um ano normal, eu colhia entre 65 e 70 sacas por hectare”, disse ele. “Mas nesta temporada, provavelmente teremos 25 sacolas a menos.”

Sua frustração reflete a realidade mais ampla do estado. Menos de um ano depois de enfrentar inundações sem precedentes, o Rio Grande do Sul agora contabiliza suas perdas devido à seca.

Durante a feira agrícola Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, na terça-feira, a estatal Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RS) informou que a seca reduziria a produção de soja do estado em 30% em relação às estimativas iniciais de 21,6 milhões de toneladas. Apesar de quase a mesma área de plantio do ciclo anterior – 6,7 milhões de hectares –, a produção deve chegar a apenas 15 milhões de toneladas.

Na safra 2023/24, a produção de soja totalizou 18,2 milhões de toneladas. Se as últimas projeções da Emater se mantiverem, a safra desta temporada será 17,4% menor do que a do ano passado, que já havia sofrido uma queda de quase 3 milhões de toneladas devido às inundações.

A seca atrofiou as plantas de soja, especialmente no centro e norte do Rio Grande do Sul, onde estão localizadas cidades como Passo Fundo, Carazinho, Sarandi e Não-Me-Toque. Em áreas que não chovem, as plantas parecem murchas em vez de “pernas altas”, conforme descrito no jargão agrícola local. Sem água suficiente, as vagens inferiores se desenvolveram mais perto do solo, em vez de serem espaçadas mais acima no caule.

De acordo com agrônomos consultados pelo Valor na Expodireto, essas plantas mais curtas dificultam a colheita. A distância reduzida entre o solo e as vagens mais baixas impede que os agricultores ajustem adequadamente suas colheitadeiras, levando a uma perda significativa de grãos.

A falta de chuvas também significa soja de qualidade inferior. Sem água suficiente, os grãos não se desenvolvem totalmente, e as vagens que normalmente contêm quatro grãos em média agora contêm três ou, no pior dos casos, apenas dois.

“Além da falta de chuva, as lavouras também sofreram com o calor intenso, principalmente nas últimas duas semanas”, disse André Debastiani, sócio-diretor da Agroconsult, durante apresentação na Expodireto organizada pela BASF.

No mês passado, a Agroconsult previu que as fazendas de soja do Rio Grande do Sul terminariam a safra com um rendimento médio de 39 sacas por hectare – de longe o menor do país. O segundo pior rendimento é esperado no Mato Grosso do Sul, onde a consultoria projetou 49,5 sacas por hectare. No entanto, a Agroconsult deve revisar suas estimativas para baixo no final deste mês.

“Serão 39 sacas por hectare ou menos”, disse Debastiani. A Emater, em seu último relatório, projetou uma média estadual ainda menor de 37,3 sacas por hectare.

As áreas mais atingidas estão no oeste e sul do estado, disse Claudinei Baldissera, diretor técnico da Emater-RS. “No leste, onde as chuvas foram mais consistentes, algumas áreas terão rendimentos acima da média. Mas no oeste, a colheita em muitos campos tornou-se inviável “, disse ele.

Como a cultura agrícola mais importante do estado, a soja é um dos principais impulsionadores da economia do Rio Grande do Sul. O déficit induzido pela seca pode resultar em perdas de R$ 13,5 bilhões, de acordo com Baldissera. “Se incluirmos outras culturas, esse valor pode subir para R$ 14 bilhões”, acrescentou.

Em todas as safras de verão – incluindo milho, arroz e feijão – a Emater espera que a produção total de grãos na temporada 2024/25 atinja 28 milhões de toneladas, uma queda de 6,6% em relação aos 30 milhões de toneladas colhidas em 2023/24.

O período de seca também está sobrecarregando o abastecimento de água. Em algumas comunidades rurais, a água potável agora depende da entrega por caminhões-pipa. De acordo com a Defesa Civil, 211 municípios do estado já decretaram situação de emergência devido à seca.

As dificuldades econômicas enfrentadas pelos agricultores gaúchos dominaram as discussões na cerimônia de abertura da 25ª Expodireto Cotrijal, nesta segunda-feira (10). Autoridades e líderes do setor ressaltaram a necessidade urgente de reestruturar a dívida de crédito rural para agricultores e pecuaristas afetados por condições climáticas adversas.

Nei César Manica, presidente da Cotrijal, cooperativa que organiza a feira em Não-Me-Toque, lembrou aos participantes que os agricultores do estado sofreram três secas consecutivas, inundações devastadoras e agora outro período de seca nos últimos cinco anos.

“Precisamos estender os prazos de pagamento e encontrar uma solução de longo prazo para esse problema”, disse ele. “Embora o Brasil deva ter uma de suas melhores safras da história este ano, o Rio Grande do Sul enfrenta uma de suas piores.”

FONTE: Valor Internacional
Seca encolhe safras de soja e tira R$ 13 bi da economia gaúcha | Agronegócio | valorinternational

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BRF trabalha com safra recorde de soja do Brasil de 174 mi t, diz CFO

Globalmente, o CFO disse acreditar que a safra de grãos terá crescimento em 2025 em relação a 2024, o que é positivo para a companhia em termos de preços dos insumos da ração

A companhia de alimentos BRF, uma das maiores processadoras de frango e suínos, trabalha com projeções de safra de soja do Brasil em 2025 de 174 milhões de toneladas, que superam estimativas do mercado, disse o diretor financeiro da empresa nesta quinta-feira (27). Fábio Mariano também afirmou que a empresa “está bastante positiva” em relação ao tamanho da safra de milho do Brasil, concentrada na segunda safra, conhecida como “safrinha”, mas que representa por volta de 75% da produção brasileira do cereal.

Em teleconferência, ele não citou um número para a segunda safra, que está em processo de plantio e só será colhida em meados do ano. Globalmente, o CFO disse acreditar que a safra de grãos terá crescimento em 2025 versus 2024, o que é positivo para a companhia em termos de preços dos insumos da ração.

Ele disse que a estratégia da companhia será parecida com a de anos anteriores, “de se posicionar nos período de colheita”.

Mariano comentou que a BRF está otimista também com as safras na Argentina e nos Estados Unidos, com efeitos positivos para as compras de insumos da companhia.

Nesta quinta-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estimou que agricultores dos Estados Unidos plantarão mais acres de milho e menos de soja em 2025.

O USDA previu o plantio de milho dos EUA em 94,0 milhões de acres, acima dos 90,6 milhões em 2024, e apontou o plantio de soja em 84,0 milhões de acres, abaixo dos 87,1 milhões do ano passado. Os EUA são os maiores produtores e exportadores de milho do mundo, enquanto o Brasil é líder na produção e exportação de soja.

FONTE: CNN Brasil
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Economia, Industria, Informação

Café deve ficar cerca de 25% mais caro nos próximos meses, alerta Abic

Indústria cafeeira teve alta maior que registrada nas gôndolas do supermercado e deve repassar parte do aumento de 2024 ao consumidor ainda neste primeiro trimestre.

O preço do café no varejo cresceu em 110% nos últimos quatro anos, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Em 2024, o avanço no custo do grão para o consumidor foi de 37,4%, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira (5).

Segundo a Associação, a perspectiva para este ano é de alta para consumidor nos próximos meses. Desde 2021, as safras de café têm sido afetadas por fatores climáticos prejudiciais que levaram a colheitas menores que pressionaram os preços com aumento da demanda global.

Dados da Abic apontam que a indústria teve alta maior que registrada nas gôndolas do supermercado e deve repassar parte do aumento do ano passado ainda neste primeiro trimestre.

A alta no custo da matéria-prima foi de 224% entre 2021 e 2024. Pavel Cardoso, presidente da Abic, estima que mais repasses devem acontecer nos próximos dois meses.

“Devemos ter aumento adicional no preço final. A indústria não tem como evitar esse aumento e repassou os valores para os intermediários e consumidores finais. Então ainda haverá o valor pago pelo consumidor. Nos próximos dois meses devemos ter um aumento de 25%”, afirmou.

A baixa produção combinada com aumento na demanda global e fortalecimento do dólar fizeram com que um maior volume fosse escoado para mercado internacional, com menor disponibilidade para demanda interna.

A produção de café do Brasil em 2025 deve atingir 51,8 milhões de sacas de 60 kg, uma queda de 4,4% em relação a 2024, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu primeiro levantamento para a safra.

Além do ciclo de baixa bienalidade, a safra no maior produtor e exportador global de café deve ser afetada por adversidades climáticas, como restrição hídrica e altas temperaturas nas fases de floração, que impactaram a produtividade, afirmou o órgão.

Pavel prevê que os preços do mercado devem ficar voláteis até a próxima safra, em 2026, quando deve haver uma estabilidade.

Apesar do cenário inflacionário, o consumo de café torrado e moído no Brasil cresceu em 1,1% entre 2023 e 2024. Ao todo, foram 21,9 milhões de sacas de 60 quilos em 2024, equivalente de 40,4% da safra do ano passado.

Em média, a Abic calcula que o consumo de café em 2024 seja de 1.430 xícaras por pessoa.

No total faturado, o mercado interno foi responsável por R$ 36,82 bilhões em receita para a indústria cafeeira, aumento de 60,85% frente a 2023 (R$ 22,89 bilhões). Contudo, o principal destino do café é a exportação. Mais de 60% da produção é destinada ao mercado externo.

Ranking de consumo

O Brasil segue na posição de segundo maior consumidor de café do mundo, atrás dos Estados Unidos em volumes absolutos, disse a Abic, citando que o total consumido pelos norte-americanos superou o nacional em 4,1 milhões de sacas. Mas se for levado em conta o consumo per capita do Brasil com os EUA, os brasileiros levam a melhor. O consumo per capita no Brasil entre novembro de 2023 a outubro de 2024 foi de 6,26 kg por ano de café cru, ante 4,9 kg dos EUA.

FONTE: CNN Brasil
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