Internacional

Reino Unido quer acordo “forte” com Mercosul, diz ministro britânico

Sir Chris Bryant afirmou que “amaria” ver tratado de livre comércio com bloco sul-americano e que, caso Brasil sinalize apoio, negociações podem caminhar com agilidade

Reino Unido quer avançar “rapidamente” em um acordo de livre comércio com o Mercosul e pede que o Brasil, considerado pelos britânicos a “parte central” do bloco, confirme se esse interesse é mútuo.

Em entrevista à CNN, o ministro de Comércio do Reino Unido, Sir Chris Bryant, afirmou que “amaria” ver um acordo “forte” com o Mercosul. E que, caso o Brasil sinalize apoio, as negociações podem caminhar com agilidade.

“Eu amaria ver um forte acordo de livre comércio entre Mercosul e Reino Unido. Há uma parte de mim pensando: vamos lá, Brasil, você é o maior player nisso. Você realmente quer que isso aconteça? Se sim, nos diga agora, e vamos progredir rapidamente”, disse o ministro.

Bryant afirmou que alguns trâmites burocráticos e etapas naturais da negociação poderiam ser aceleradas, já que parte do processo é semelhante ao tratado comercial do Mercosul com a União Europeia, recentemente concluído.

“Não quero que isso demore 25 anos”, brincou, em referência à longa negociação entre os sul-americanos e europeus.

Autoridades brasileiras estimam que o acordo Mercosul-UE será finalmente assinado em dezembro.

O ministro também lembrou o recém-assinado tratado de livre comércio entre Mercosul e Efta – grupo formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein – como um precedente que pode facilitar as negociações.

Na avaliação de Bryant, um acordo com o bloco teria peso estratégico, dada a liderança do Brasil na América Latina e nos Brics, além da relevância britânica no mundo ocidental.

“Se pudermos firmar um acordo, isso será positivo para o mundo. O presidente Lula e o Brasil são absolutamente centrais para garantir que isso aconteça”, argumentou.

Segundo ele, não estão descartados tratados bilaterais com o Brasil caso um entendimento mais amplo com o Mercosul não avance, mas a prioridade é um acordo abrangente.

Tarifaço de Trump

Sir Chris Bryant também comentou o “tarifaço” imposto por Donald Trump aos parceiros comerciais dos Estados Unidos desde que o presidente americano voltou à Casa Branca.

Nesse ponto, Brasil e Reino Unido estão em posições opostas: os brasileiros foram sobretaxados em 50% – a maior alíquota entre todos os países –, enquanto os britânicos foram tarifados em 10%.

Londres e Washington fecharam um acordo que reduz as tarifas sobre produtos automotivos e aeroespaciais do Reino Unido.

Apesar disso, o ministro afirmou à CNN que, no cenário ideal, as tarifas deveriam ser zeradas e que alguns pontos do acordo com os Estados Unidos ainda podem ser revistos.

Bryant destacou que as tarifas impostas por Trump não estão entre os principais motivos para estreitar laços comerciais com o Brasil.

“Existem muitos argumentos sobre se deveríamos fazer um acordo com o Mercosul.  E essa (tarifas de Trump) não é a razão principal. Para mim, o principal motivo é que não fazemos comércio suficiente. Seria bom para as nossas duas economias se fizéssemos mais comercio”, disse.

Agro acompanha de perto

Em 2024, o fluxo de comércio entre Brasil e Reino Unido somou aproximadamente US$ 6,2 bilhões. Entre os principais produtos exportados pelo Brasil estão ouro, soja e café. Do lado das importações, destacam-se medicamentos, obras de ferro ou aço e bebidas alcoólicas.

Naturalmente, um dos principais interessados no acordo seria o agronegócio brasileiro, já que o Reino Unido é um grande importador de alimentos em razão de suas condições climáticas.

Adidos agrícolas frequentemente apontam novas oportunidades de mercado no país.

Hoje, devido a barreiras tarifárias e não tarifárias, alguns produtos brasileiros praticamente não conseguem competir no mercado britânico, onde a disputa muitas vezes acontece com países europeus – como Espanha e Portugal – que enfrentam poucas ou nenhuma restrição comercial.

O ministro ainda acrescentou que o Reino Unido gostaria de trabalhar com o Brasil para reformar e fortalecer a OMC (Organização Mundial do Comércio).

‘“Não sou um protecionista, sou apaixonado pelo livre comércio”, disse o ministro.

Fonte: CNN Brasil

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Exportação

Parceria Brasil–Reino Unido fortalece apoio às exportações e cooperação regulatória

Brasileira ABGF e britânica UKEF poderão compartilhar riscos de transações de bens e serviços com componentes dos dois países

Brasil e Reino Unido assinaram nessa segunda-feira (22/9) Memorando de Entendimento para impulsionar as exportações brasileiras por meio do compartilhamento de riscos entre as agências seguradoras de crédito dos dois países, a ABGF brasileira e a UKEF britânica. O mecanismo cria as bases operacionais para que bens e serviços exportados, particularmente aqueles que contenham valor adicionado tanto no Brasil quanto no Reino Unido, tenham o financiamento da operação segurado simultaneamente pelas duas agências, o que pode reduzir o custo dos empréstimos para o importador e, consequentemente, aumentar a competividade das exportações brasileiras apoiadas.

Um exemplo de operações dessa natureza é o de alguns modelos de aeronaves produzidas pela Embraer no Brasil, que utilizam motores importados do Reino Unido. Por meio dessa estrutura, exportações dessas aeronaves poderão contar com o apoio de ambos os países.

A assinatura aconteceu durante reunião entre autoridades do Brasil e do Reino Unido, liderada pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e pelo ministro britânico de Política Comercial e Segurança Econômica, Chris Bryant.

“Essa é uma parceria secular e demonstra o amadurecimento institucional do programa brasileiro do Seguro de Seguro de Crédito à Exportação (SCE), ao mesmo tempo em que amplia nossa capacidade de apoiar exportações brasileiras em parceria com uma das agências mais relevantes do mundo, a UKEF”, afirmou o secretário-executivo do MDIC.

Pelo lado brasileiro, assinaram o memorando Márcio Elias Rosa e a presidente da ABGF, Maíra Barbosa da Silva.

Os termos do acordo permitem que a UKEF seja acionada como seguradora principal das operações, com a ABGF podendo compartilhar o risco de maneira proporcional ao conteúdo brasileiro envolvido.

“Esse instrumento foi cuidadosamente estruturado durante meses de trabalho técnico e análise jurídica, garantindo segurança para que essa cooperação possa se materializar em operações concretas”, comenta Raquel Abdala, subsecretária de Crédito à Exportação do MDIC.

Boas práticas regulatórias

Outro memorando assinado na reunião desta segunda-feira diz respeito à adoção de boas práticas regulatórias, com objetivo de criar um ambiente mais eficiente e transparente para comércio e investimento entre os dois países.

Desde 2023, Brasil e Reino Unido vêm fortalecendo a cooperação nessa área. O documento busca alinhamento a padrões internacionais, promoção de cooperação técnica e institucional e geração de impactos positivos no desenvolvimento econômico.

Entre as iniciativas recentes estão workshops sobre sistemas regulatórios e estratégias nacionais de melhoria regulatória, seminários regionais para países da Ibero-América e do Caribe e reuniões sobre participação social, incluindo mecanismos digitais de engajamento com a sociedade.

Conformidade

Por fim, foi assinado também um Termo de Referência para criação de um Grupo de Trabalho sobre Avaliação de Conformidade. A finalidade é superar barreiras técnicas ao comércio bilateral e estudar a viabilidade de um Acordo de Reconhecimento Mútuo (ARM), reduzindo custos e ampliando o acesso a mercados.

Os encontros do GT promoverão troca de experiências e poderão fundamentar futuras negociações de instrumentos que facilitem o comércio, com base no fortalecimento da confiança regulatória bilateral.

Fonte: MDIC

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Sustentabilidade

Brasil e Reino Unido firmam memorando de entendimento em fertilizantes sustentáveis

Acordo prevê ações conjuntas em produção e uso sustentável de fertilizantes, inovação agrícola e segurança alimentar

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), representado pelo secretário-executivo adjunto, Cleber Soares, e pelo secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira, concluiu, entre os dias 8 e 12 de setembro, missão oficial ao Reino Unido com a assinatura de um memorando de entendimento voltado a promover a produção e o uso sustentável de fertilizantes, além de ampliar a cooperação científica entre os dois países.  

O acordo estabelece iniciativas conjuntas em pesquisa, inovação e compartilhamento de boas práticas para otimizar a gestão do nitrogênio, reduzir emissões de gases de efeito estufa e proteger os solos. O entendimento também prepara Brasil e Reino Unido para apresentar resultados durante a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, em novembro deste ano.  

O memorando foi firmado no contexto da criação do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), lançado em 2025 no âmbito do Plano Nacional de Fertilizantes. O CEFENP tem como objetivo estimular pesquisa, inovação e a troca de conhecimentos em nutrição de plantas, conectando instituições nacionais e internacionais para contribuir com a segurança alimentar e o uso sustentável de insumos agrícolas. 

Durante encontro com o Department for Environment, Food and Rural Affairs (DEFRA), foram discutidos temas como a regionalização para influenza aviária, a habilitação de ovos, lácteos e pescado, além do reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação. O governo britânico manifestou disposição em acelerar a análise dos dossiês sanitários, enquanto o Brasil ressaltou a robustez de seus controles e defendeu que a aquicultura seja avaliada separadamente da pesca extrativa. 

A agenda incluiu ainda compromissos acadêmicos e científicos. Na Universidade de Oxford, a delegação brasileira apresentou propostas ligadas ao CEFENP e debateu tecnologias voltadas à nutrição de plantas, como a produção de amônia verde e processos bioquímicos para ampliar a eficiência no uso de nutrientes. Já no Rothamsted Research, os representantes conheceram campos experimentais ativos desde 1843 e arquivos históricos de solo e plantas, reforçando a relevância de parcerias de longo prazo. 

O Reino Unido é um dos principais parceiros do Brasil na Europa. Em 2024, as importações britânicas de produtos agropecuários brasileiros somaram US$ 1,8 bilhão, com destaque para carnes, produtos florestais, soja e café. No mesmo ano, oito novos produtos brasileiros foram habilitados para o mercado britânico: feno processado, polpa cítrica desidratada, farelo de mandioca, erva-mate processada, flor seca de cravo-da-índia, fibra de coco, Dry Distillers Grains (DDG) de milho e fruto seco de macadâmia. 

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Internacional, Mercado Internacional

O acordo de Trump com o Reino Unido envia uma mensagem clara: tarifas de 10% vieram para ficar

O Reino Unido e os Estados Unidos fecharam um acordo comercial histórico na quinta-feira — mas o acordo está longe de estar livre de tarifas.

Este é o primeiro acordo feito pelos Estados Unidos desde que o presidente Donald Trump anunciou no mês passado suas chamadas tarifas recíprocas sobre diversos países ao redor do mundo.

A posição do Reino Unido como um dos poucos países com os quais os EUA têm superávit comercial em bens — ou seja, os EUA exportam mais para o Reino Unido do que importam — colocou o país no topo da lista para que autoridades negociassem com o governo Trump.

No entanto, nem mesmo o Reino Unido, com sua “relação especial” com os EUA, conseguiu convencer Trump a eliminar totalmente as tarifas durante as negociações.

Pelo acordo, o Reino Unido poderá exportar 100.000 veículos por ano com uma tarifa de 10%; veículos adicionais estarão sujeitos a uma tarifa de 25%. Já os produtores britânicos de aço e alumínio poderão exportar sem tarifas, uma redução em relação à tarifa de 25% imposta pelos EUA em fevereiro.

No entanto, todos os outros bens importados do Reino Unido pelos EUA continuarão sujeitos a uma tarifa básica de 10% — que, segundo Trump, é a menor tarifa específica por país que será aplicada aos parceiros comerciais.

Trump também sugeriu que esse acordo será raro, devido ao equilíbrio na relação comercial entre os dois países e aos laços políticos estreitos — ou seja, é improvável que algum país consiga isenção total de tarifas em um possível segundo mandato seu.

Quando questionado se a tarifa básica de 10% servirá de modelo para futuros acordos comerciais, Trump respondeu: “Esse é um número baixo.”

“Eles conseguiram um bom acordo”, acrescentou. “Outros terão tarifas muito mais altas porque têm enormes superávits comerciais.”

O que Wall Street está dizendo?
Analistas interpretaram isso como um sinal de que tarifas de pelo menos 10% são o melhor cenário que outros países ou blocos comerciais poderão alcançar.

“Os detalhes do acordo EUA-Reino Unido sugerem que a tarifa básica de 10% deve permanecer em vigor para outros parceiros comerciais, com praticamente nenhuma exceção, embora indique uma flexibilidade maior do que o esperado em tarifas setoriais”, disse Jan Hatzius, economista-chefe e chefe de pesquisa global de investimentos do Goldman Sachs.

O economista dos EUA do JPMorgan, Abiel Reinhart, também observou em um relatório a clientes que “há chances de que uma taxa de pelo menos 10% sobre a maioria dos bens de maioria dos países seja mantida neste ano.”

Acordos setoriais e impacto nos EUA
Reinhart também destacou que as exceções que o Reino Unido conseguiu para seus setores de automóveis, aço e alumínio indicam que os EUA podem estar dispostos a firmar acordos sob medida — embora mais restritos — com outras nações.

“Esse tem sido um ponto central nas negociações comerciais recentes com o Japão, dado o peso do setor automotivo japonês”, acrescentou Reinhart. “Mas também é possível que os EUA tenham estado mais dispostos a fazer concessões com o Reino Unido nesse setor, já que o país representa apenas cerca de 2,5% das importações americanas de veículos e peças. Em comparação, o Japão representa quase 12%.”

No entanto, Rella Suskin, analista de ações e especialista em automóveis da Morningstar, observou que o acordo para reduzir tarifas em apenas 100.000 carros, na prática, limita a fatia de mercado de muitos dos maiores fabricantes britânicos, incluindo a Jaguar Land Rover, pertencente ao grupo Tata Motors.

Em vez disso, quem mais se beneficia, segundo Suskin, são montadoras como a BMW, que importam algumas peças com isenção tarifária e montam veículos diretamente nos EUA.

“A limitação do benefício do Reino Unido poder exportar 100.000 carros anualmente para os EUA com uma tarifa de 10% significa que a Jaguar não consegue conquistar participação de mercado com uma tarifa ‘preferencial’ em relação às montadoras europeias,” disse Suskin.

Andrew Hood, chefe de comércio internacional do escritório de advocacia europeu Fieldfisher e ex-assessor do primeiro-ministro britânico David Cameron, afirmou que o acordo fez mais para apoiar “a relação mais ampla entre Reino Unido e EUA” do que para facilitar o comércio entre os dois países.

“É notável que o acordo seja muito mais restrito do que a maioria dos Acordos de Livre Comércio,” disse Hood. “Na verdade, o foco está em apoiar setores específicos — notadamente a indústria automotiva, os produtores de etanol e os fabricantes de aço e alumínio — onde as tarifas foram substancialmente reduzidas ou eliminadas.”

Embora as tarifas residuais de 10% possam ser prejudiciais para o Reino Unido, outros apontam que o acordo também pode afetar negativamente o crescimento econômico dos EUA.

“Embora as isenções reduzam um pouco a tarifa efetiva, com a tarifa básica de 10% permanecendo, a tarifa média dos EUA continuará em dois dígitos, o que causará uma grande redução na renda real dos americanos e fará com que o crescimento desacelere fortemente na segunda metade do ano,” afirmou Michael Pearce, economista-chefe adjunto dos EUA na Oxford Economics.

Fonte: CNBC

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Internacional, Negócios

UE e Reino Unido fecham acordos que retomam relação pós-Brexit

A União Europeia (UE) e o Reino Unido fecharam nesta segunda-feira (19) um acordo de redefinição das relações entre os dois lados, em um movimento de reaproximação pós-Brexit.

O acordo firma parcerias em áreas como defesa, comércio, pesca e saúde. Segundo o primeiro-ministro britânico,
Keir Starmer, o trato deve injetar 9 bilhões de libras esterlinas no país.

Anteriormente, o Reino Unido havia proposto uma extensão de quatro a cinco anos do acesso da UE às zonas de pesca do país. O governo britânico concordou com um acordo de longo prazo em troca da facilitação da entrada de produtos alimentícios do país no bloco europeu.

Também foi firmado um pacto de segurança e defesa, que inclui a participação do Reino Unido nas compras de equipamentos deste setor por parte da UE, em um pacote que soma 150 bilhões de euros.

A remoção da burocracia para as exportações agrícolas britânicas também foi acordada entre os dois lados.
Para a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o acordo marca uma “virada de página” na relação entre Reino Unido e UE, abalada após a saída da nação do bloco.

O premiê britânico fez coro à declaração de Leyen, afirmando que o tratado pretende superar “velhos debates e disputas políticas.” O acordo sobre pesca gerou reações nos conservadores do Reino Unido, que acusou Starmer de “vender” o setor à UE.

Ambos os lados estiveram envolvidos em intensas negociações durante a noite para acertar os detalhes da nova relação, incluindo um possível esquema de mobilidade juvenil, permitindo a livre circulação de indivíduos com idade entre 18 e 30 anos entre os dois territórios, sob algumas condições.

Embaixadores dos 27 Estados-membros se reuniram na manhã desta segunda para aprovar formalmente o pacote, enquanto os líderes das instituições da UE se dirigiam a Londres para oficializar o acordo.

Fonte: Valor Econômico

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Internacional, Negócios

Brexit: Após quase uma década, Europa e Reino Unido fazem acordo histórico

Entre as medidas, britânicos poderão agora utilizar os portões eletrônicos nos aeroportos europeus quando viajarem de férias, juntando-se aos titulares de passaportes da UE nas filas de espera simplificadas

O Reino Unido e a União Europeia chegaram a um acordo histórico com o objetivo de “reiniciar” as suas relações pós-Brexit, aliviando as restrições às viagens e ao trabalho de centenas de milhões de pessoas no continente.

O pacto, acordado numa reunião em Londres na segunda-feira (19), veio após meses de negociações entre Downing Street e Bruxelas. Inclui acordos sobre defesa, migração, trabalho e viagens – e os líderes de cada lado do Canal da Mancha esperam que os anos de tensão, fiquem no passado.

“Este é um momento histórico”, disse a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao Primeiro-Ministro do Reino Unido, Keir Starmer, aquando da apresentação do acordo na segunda-feira. “Estamos virando uma página. Estamos abrindo um novo capítulo na nossa relação única”.

“A Grã-Bretanha está de volta à cena mundial”, acrescentou Starmer após as reuniões em Lancaster House.

Mas o acordo já ameaçou abrir velhas ferida. Starmer foi criticado por líderes da direita populista ressurgente da Grã-Bretanha, que alegaram que o acordo enfraquece a soberania do Reino Unido.

Eis o que você precisa de saber.

Reduzir a “burocracia” do comércio

As duas partes chegaram a um acordo para facilitar o comércio entre os seus dois mercados – uma das áreas mais controversas das longas negociações do Brexit.

Downing Street anunciou em comunicado que concordou em reduzir a “burocracia” que atualmente sobrecarrega as empresas britânicas que exportam alimentos e bebidas para o bloco por tempo indeterminado.

Parte desse acordo incluirá a remoção completa de alguns controles de rotina de produtos de origem animal e vegetal, afirmou.

O gabinete de Starmer acrescentou que esperava que as mudanças acabassem por “baixar os preços dos alimentos e aumentar a escolha nas prateleiras dos supermercados”, mas estava determinado a não cruzar certas “linhas vermelhas” centrais para a visão do governo do Brexit, incluindo permanecer fora do mercado único da UE e da união aduaneira.

Os parceiros comerciais decidiram avançar para “uma área sanitária e fitossanitária comum”, disse von der Leyen aos jornalistas na segunda-feira. “Isso significa mais certeza, mais estabilidade para os agricultores e produtores de alimentos e para os pescadores e pescadoras de ambos os lados do Canal da Mancha”.

Em todo o caso, as alterações às regras comerciais entre as duas partes são significativas: A UE é o maior parceiro comercial do Reino Unido, tendo o bloco representado 41% das exportações britânicas e mais de metade das suas importações no ano passado, de acordo com dados oficiais que abrangem tanto bens como serviços.

O Reino Unido é também um dos principais parceiros comerciais de Bruxelas e foi o segundo maior destino das exportações de bens da UE em 2024, segundo dados do Eurostat.

O acordo inclui também compromissos no sentido de dar aos barcos de pesca da UE acesso às águas britânicas durante mais 12 anos para além do atual acordo, que expira no próximo ano.

A Europa também abrirá o seu mercado de eletricidade ao Reino Unido, uma medida que von der Leyen elogiou como um passo para aumentar a segurança energética e baixar os preços.

O acordo surge no momento em que a barragem de direitos aduaneiros do Presidente dos EUA, Donald Trump, tem causado estragos na ordem comercial mundial. Numa declaração conjunta divulgada na segunda-feira, a UE e o Reino Unido afirmaram compartilhar um “compromisso com o comércio livre, sustentável, justo e aberto”.

Um novo pacto de defesa

Desde a invasão russa da Ucrânia, as duas partes têm trabalhado de forma cada vez mais estreita no domínio da defesa, e essa unidade só tem aumentado desde que a administração Trump ameaçou retirar as suas garantias de segurança à Europa e deixar Kiev a defender-se sozinha contra Moscou.

A defesa foi um dos aspectos menos controversos das negociações, e o acordo de segunda-feira foi marcado por um aperto de mão formal sobre uma nova parceria de defesa entre o Reino Unido e a UE.

O Reino Unido terá agora acesso a um programa de defesa à escala europeia, permitindo que as empresas britânicas concorram a contratos de segurança juntamente com rivais europeus.

“Esta aquisição conjunta irá aumentar a nossa prontidão e colmatar as lacunas militares que temos”, afirmou von der Leyen.

Starmer e o Presidente francês Emmanuel Macron emergiram como as principais vozes que defendem Kiev na cena mundial, e os dois líderes pressionaram os seus homólogos europeus a aumentar as despesas militares e a juntar-se a um baluarte europeu contra os avanços de Moscou.

O que é que vai mudar para os britânicos e os europeus?

As duas partes vão trabalhar no sentido de criar um regime de mobilidade para jovens que permita aos menores de 30 anos viajar e trabalhar entre o Reino Unido e a Europa. Starmer tem insistido que não haverá um regresso à plena liberdade de circulação, um benefício de que os britânicos gozavam quando eram membros da UE, mas os funcionários europeus sublinharam que um acordo seria mutuamente benéfico.

Os estudantes britânicos deverão também voltar a ter acesso ao programa europeu Erasmus, que lhes permite estudar em outros países europeus.

As duas partes concordaram em chegar a um acordo sobre este programa. “A próxima geração poderá voltar a viver e a estudar no país do outro. Isto irá criar amizades que durarão para toda a vida”, afirmou von der Leyen.

E um impacto visível do Brexit vai desaparecer: Os britânicos poderão agora utilizar os portões eletrônicos nos aeroportos europeus quando viajarem de férias, juntando-se aos titulares de passaportes da UE nas filas de espera simplificadas.

Será que o acordo vai abrir velhas feridas?

Starmer está a fazer um acordo num ambiente político único. O sentimento público apoia-o amplamente; os britânicos lamentam cada vez mais a decisão de sair da UE e preferem um acordo com o bloco a um acordo semelhante com os EUA, segundo as pesquisas de opinião.

Mas o país continua cansado das discussões acaloradas, que duraram anos, que envolveram Westminster após a votação do Brexit em 2016, e Downing Street está agindo com cuidado para evitar reabrir essas feridas.

Pode ser uma ilusão. A primeira-ministra, cujo governo é impopular à medida que se aproxima de um ano de mandato, também está preocupada com a ameaça da direita. O partido populista Reform UK está liderando as pesquisas de opinião e o seu líder Nigel Farage – o principal arquiteto do movimento Brexit – já tentou enquadrar o acordo de segunda-feira como uma rendição a Bruxelas.

A decisão de prolongar o acesso favorável da UE às águas de pesca britânicas até 2038 – mais 12 anos do que o atual acordo – fornece a Farage e a outros críticos um amplo isco. “Estamos a tornar-nos, mais uma vez, um ditador de Bruxelas”, queixou-se a líder conservadora Kemi Badenoch.

Mas Starmer vai estar desesperado por criar outra narrativa: a de que o acordo de segunda-feira encerra finalmente um capítulo polémico da política britânica. “É altura de olhar em frente”, disse. “É altura de ultrapassar os velhos debates e lutas políticas para encontrar soluções práticas e de senso comum que tragam o melhor para o povo britânico.”

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Internacional, Negócios

Índia e Reino Unido finalizam acordo de livre comércio

Acordo reduz tarifas sobre produtos como peças de fabricação avançada e produtos alimentícios, e concorda com cotas de ambos os lados para importações de automóveis

O Reino Unido e a Índia firmaram um pacto de livre comércio nesta terça-feira (6), depois que a turbulência tarifária desencadeada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, forçou os dois lados a acelerar os esforços para aumentar seu comércio de uísque, carros e alimentos.

O acordo, entre a quinta e a sexta maiores economias do mundo, foi concluído após três anos de negociações intermitentes e visa aumentar o comércio bilateral em mais 25,5 bilhões de libras (US$ 34 bilhões) até 2040, com acesso liberal ao mercado e restrições comerciais mais brandas.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, disse que o acordo comercial era “ambicioso e mutuamente benéfico”. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o acordo fortaleceria alianças e reduziria barreiras comerciais nesta “nova era para o comércio”.

O acordo reduz tarifas sobre produtos como peças de fabricação avançada e produtos alimentícios, e concorda com cotas de ambos os lados para importações de automóveis.

Isso permitirá que mais empresas britânicas concorram por contratos na Índia e permitirá que trabalhadores indianos viajem para o Reino Unido para trabalhar, sem alterar o sistema de imigração baseado em pontos do país.

Ambos os países também buscam acordos bilaterais com os Estados Unidos para remover algumas das tarifas de Trump que perturbaram o sistema de comércio global, e a turbulência resultante aumentou o foco em Londres e Nova Déli na necessidade de fechar um acordo comercial entre o Reino Unido e a Índia.

O pacto marca a abertura dos mercados há muito tempo guardados pela Índia, incluindo o de automóveis, dando um exemplo precoce da provável abordagem da nação sul-asiática ao lidar com grandes potências ocidentais, como os EUA e a União Europeia.

Também marca o acordo comercial mais significativo do Reino Unido desde que ela deixou a União Europeia em 2020.

Histórico das negociações 

As negociações sobre um acordo de livre comércio entre a Índia e o Reino Unido foram iniciadas inicialmente em janeiro de 2022 e se tornaram um símbolo das esperanças do Reino Unido em sua política comercial independente após o Brexit.

Mas as negociações foram interrompidas, com o Reino Unido tendo quatro primeiros-ministros diferentes desde a data de lançamento e eleições em ambos os países no ano passado.

O Partido Trabalhista britânico, eleito em julho passado, agiu rapidamente para concluir um acordo após reiniciar as negociações em fevereiro, com conversas de última hora entre os ministros do comércio dos países em Londres na semana passada sendo suficientes para fechar um acordo.

As tarifas sobre uísque serão reduzidas pela metade, de 150% para 75%, antes de caírem para 40% no décimo ano do acordo.

O acordo também abrange regulamentações de regras de origem, dando aos fabricantes acesso a tarifas mais baixas, mesmo que usem insumos de outros lugares.

E inclui disposições sobre o setor de serviços e compras, permitindo que empresas britânicas concorram a mais contratos na Índia. Em relação aos vistos, há disposições sobre mobilidade empresarial para facilitar as viagens de profissionais a trabalho.

As negociações sobre um tratado bilateral de investimentos não foram concluídas juntamente com o acordo de livre comércio, embora um tratado sobre contribuições previdenciárias tenha sido firmado.

Fonte: CNN Brasil

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Economia, Informação, Internacional, Notícias

Entenda os ataques dos EUA contra os Houthis no Iêmen

Sob comando de Trump, Estados Unidos intensificam bombardeios contra rebeldes no sábado (15) mirando influência do Irã na região.

 

Os Estados Unidos iniciaram no sábado (15) uma nova onda de ataques aéreos contra os rebeldes Houthis no Iêmen. Ao menos 53 pessoas morreram, incluindo crianças, e várias outras ficaram feridas, segundo a agência de notícias AP.

A ofensiva envolve navios de guerra e jatos americanos e tem atingido alvos como radares, defesas aéreas e pontos de lançamento de drones, de acordo com o jornal Washington Post. Vídeos divulgados pelo governo dos EUA mostram explosões e caças decolando de porta-aviões em direção ao território iemenita (assista no link abaixo).

https://noticias.r7.com/internacional/video/eua-lancam-operacao-militar-contra-houthis-apoiados-pelo-ira-no-iemen-17032025/

A campanha militar, descrita por Trump como “decisiva e contundente”, busca conter os Houthis, grupo aliado do Irã que, entre novembro de 2023 e janeiro deste ano, atacou mais de 100 navios mercantes no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, afundando dois, apreendendo outro e matando quatro marinheiros.

Em uma publicação na plataforma Truth Social, Trump justificou os ataques dizendo que os Houthis conduziram uma “campanha implacável de pirataria, violência e terrorismo” que ameaça rotas cruciais de navegação global, como o Canal de Suez. “Usaremos força letal esmagadora até atingirmos nosso objetivo”, declarou o presidente.

Por que os ataques agora?

Os Houthis, que pertencem ao chamado “Eixo da Resistência” liderado pelo Irã, intensificaram suas ações no final de 2023, afirmando agir em solidariedade aos palestinos na guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza.

Recentemente, eles anunciaram planos de retomar os ataques a navios israelenses nos mares Vermelho e Arábico, encerrando uma trégua relativa iniciada em janeiro, depois do cessar-fogo em Gaza. Esses ataques afetaram o comércio global, obrigando empresas a redirecionarem rotas pelo sul da África, mais longas e custosas.

Em uma entrevista à emissora CBS News no domingo (16), o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que os EUA estão “fazendo um favor ao mundo” ao eliminar a capacidade dos Houthis de atacar o transporte marítimo. “Algumas instalações que eles usavam não existem mais, e isso continuará”, disse.

Histórico de confrontos

Não é a primeira vez que os EUA enfrentam os Houthis. Durante o governo de Joe Biden, os Estados Unidos e o Reino Unido lançaram mais de 260 ataques aéreos contra o grupo a partir de janeiro de 2024, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.

Na época, autoridades americanas evitaram alvos amplos para reduzir baixas civis e não reacender a guerra civil no Iêmen, que opõe os Houthis ao governo exilado, apoiado por Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

O papel do Irã

O Irã, principal apoiador dos Houthis, está no centro da escalada. Há anos, Teerã fornece armas ao grupo xiita, apesar de negar oficialmente, violando um embargo da ONU, segundo a AP.

Os Houthis emergiram como o braço mais forte do “Eixo da Resistência” iraniano, especialmente após o enfraquecimento de aliados como o Hezbollah, do Líbano, e o Hamas.

Por causa disso, Trump ameaçou o Irã de maneira direta, exigindo que o apoio aos rebeldes “acabe imediatamente” e alertando que, caso contrário, o país será responsabilizado. “Não seremos gentis sobre isso”, disse.

Enquanto isso, o Irã avalia como responder a uma carta de Trump sobre seu programa nuclear. No domingo (16), o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, foi a Omã, um mediador tradicional entre Teerã e o Ocidente.

Reação dos Houthis e perspectivas

O gabinete político dos Houthis classificou os ataques americanos como “crime de guerra” e prometeu retaliação. “Nossas forças estão preparadas para responder à escalada com escalada”, afirmou o grupo. Uma autoridade dos EUA, em anonimato, disse à Reuters que a operação pode durar dias ou até semanas.

Quem são os Houthis?

Originados nos anos 1990 no norte do Iêmen, os Houthis, liderados inicialmente por Houssein al Houthi, pertencem à minoria xiita zaidita. Eles ganharam força após a invasão do Iraque em 2003, adotando slogans anti-EUA e anti-Israel.

Em 2014, tomaram a capital Sanaa, iniciando a guerra civil que devastou o país e foi classificada pela ONU como a pior crise humanitária atual, com milhões de deslocados e 80% da população na pobreza.

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Economia, Industria, Informação, Internacional, Negócios, Notícias, Tributação

Reino Unido acelera consulta a siderúrgicas em resposta às tarifas dos EUA

O governo trabalhista disse anteriormente que queria investir 2,5 bilhões de libras na indústria siderúrgica

A Grã-Bretanha publicou uma importante consulta para sua indústria siderúrgica neste domingo (16), semanas antes do previsto devido ao anúncio do presidente Donald Trump de novas tarifas sobre todas as importações de aço para os Estados Unidos.

O “Plano para o Aço” analisará questões enfrentadas pela indústria do Reino Unido, como altos custos de energia e “práticas comerciais desleais” de outros países, disse o Departamento de Negócios e Comércio em comunicado.

O governo trabalhista disse anteriormente que queria investir 2,5 bilhões de libras (US$ 3,15 bilhões) na indústria siderúrgica e que publicaria uma estratégia sobre seus planos para impulsionar o setor na primavera.

“A indústria siderúrgica do Reino Unido tem um futuro de longo prazo sob este governo. Dissemos isso durante a eleição e estamos cumprindo agora”, disse o secretário de negócios e comércio Jonathan Reynolds na declaração.

Na semana passada, Reynolds afirmou que a Grã-Bretanha tentaria persuadir o governo dos EUA de que seus produtos de aço e alumínio deveriam evitar tarifas devido ao papel sensível que desempenham no setor de defesa dos EUA e em suas cadeias de suprimentos de manufatura.

Trump disse hoje que introduziria novas tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio para os EUA, além das tarifas existentes sobre metais. Ele pontuou no início de fevereiro, ao falar sobre tarifas em geral, que achava que algo poderia ser “resolvido” com a Grã-Bretanha.

Reynolds declarou às emissoras no domingo que vinha construindo relacionamentos com autoridades do governo Trump, que, segundo ele, viam a Grã-Bretanha sob uma “luz diferente” de outros países que foram alvo de tarifas.

A Grã-Bretanha e os Estados Unidos comercializam centenas de bilhões de dólares em bens e serviços anualmente. O órgão da indústria UK Steel alertou que as tarifas poderiam ser “devastadoras”, já que os EUA são o segundo maior mercado de exportação de aço do Reino Unido, valendo mais de 400 milhões de libras por ano.

FONTE: CNN Brasil
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Carros elétricos ganham destaque pela durabilidade

Nos últimos anos, os carros elétricos, especialmente os modelos movidos a baterias, têm mostrado um crescimento significativo em termos de vida útil, equiparando-se aos veículos tradicionais de combustão interna. Um estudo recente detalhou que esses veículos agora alcançam uma média de quase 18,5 anos de uso, uma marca comparável aos carros movidos a gasolina.

A investigação reuniu dados de testes extensivos realizados no Reino Unido, apontando uma significativa melhoria na confiabilidade e resistência dos modelos elétricos mais novos. Isso reflete uma transição tecnológica que está impactando positivamente a percepção e adoção desses veículos no mercado.

Fatores que contribuem para a vida útil dos elétricos

Um dos principais fatores que impulsionam a durabilidade dos carros elétricos é seu design mecânico simplificado, com menos componentes móveis em comparação aos veículos tradicionais. Isso reduz o desgaste e a necessidade frequente de manutenção, garantindo uma vida mais longa e confiável para esses automóveis.

Além disso, os avanços contínuos nas tecnologias de baterias têm sido cruciais. As baterias atuais não apenas aumentam a autonomia dos veículos elétricos, como também melhoram sua resistência a falhas. Com o tempo, a confiabilidade dessas baterias tem superado as expectativas iniciais.

Impactos ambientais e as implicações do uso prolongado

Embora a produção inicial de um carro elétrico exija mais recursos, seu uso prolongado compensa rapidamente qualquer desvantagem ambiental inicial. Em regiões que estão adotando energias renováveis, a operação dos BEVs se torna ainda mais sustentável, reduzindo consideravelmente a pegada de carbono em comparação aos veículos tradicionais.

O tempo de operação estendido também significa que os impactos ambientais são distribuídos ao longo de uma maior quilometragem, reforçando os benefícios sustentáveis desses veículos em um contexto global.

O papel dos carros elétricos na mobilidade futura

Com a tendência crescente de adoção dos veículos elétricos e as políticas voltadas para a limitação de carros a combustão dentro das próximas décadas, os BEVs estão se posicionando como uma solução essencial para o futuro do transporte. O avanço tecnológico constante e a consciência ambiental crescente entre os consumidores reforçam essa opção como uma escolha estratégica e sustentável.

Os desafios no descarte e reciclagem ao final da vida útil ainda precisam ser abordados, mas os carros elétricos já representam um passo significativo em direção a uma sociedade mais limpa e eficiente em termos de energia.

FONTE: Terra Brasil Noticia
Carros elétricos ganham destaque pela durabilidade – Terra Brasil Notícias

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