Portos

Tecon Santos entra no radar da United Ports LLC e pode ganhar novo impulso em investimentos

O Tecon Santos, maior terminal de contêineres da América Latina, passa a integrar o portfólio estratégico da recém-criada United Ports LLC, joint venture formada pela armadora francesa CMA CGM e pela gestora global de infraestrutura Stonepeak.

Operado pela Santos Brasil no Porto de Santos, o terminal é considerado um dos principais ativos da nova aliança empresarial, anunciada ao mercado há pouco mais de uma semana.

Aporte bilionário e presença global

Pelo acordo, a Stonepeak investirá cerca de R$ 12 bilhões para adquirir 25% de participação na United Ports LLC. A joint venture reúne dez terminais operados pela CMA CGM em seis países: Brasil, Estados Unidos, Espanha, Índia, Taiwan e Vietnã.

O CEO do Grupo CMA CGM, Rodolphe Saadé, afirmou que a parceria com um investidor especializado em infraestrutura amplia a capacidade de aportes nos terminais portuários sob gestão da companhia.

Já o diretor-executivo da Stonepeak, James Wyper, destacou que terminais de contêineres são ativos estratégicos e de difícil substituição no comércio global, o que torna o investimento diferenciado e alinhado a um portfólio de infraestrutura de transporte de alta qualidade.

Santos Brasil não integra operação diretamente

Em comunicado, a Santos Brasil informou que não participa diretamente da transação. Segundo a companhia, não haverá mudança no controle da Santos Brasil Participações S.A., nem impactos imediatos nas operações, na governança ou nos contratos vigentes.

A empresa acrescentou que eventuais desdobramentos da constituição da joint venture e da aquisição de participação nos ativos portuários dependerão de aprovações regulatórias aplicáveis. O mercado será informado sobre fatos relevantes relacionados ao tema.

Impactos potenciais para o Tecon Santos

Para o consultor portuário Ivam Jardim, a movimentação tende a ser positiva para o Tecon Santos sob o ponto de vista financeiro. Ele avalia que a entrada de um investidor global com foco em infraestrutura pode garantir capital de longo prazo à CMA CGM, que recentemente ampliou sua presença no Brasil e em outros mercados.

Na prática, isso pode acelerar investimentos já previstos e até viabilizar novos projetos de expansão de capacidade. Com mais recursos disponíveis, o terminal teria condições de ganhar escala operacional e aumentar sua competitividade no comércio exterior brasileiro.

O consultor Luis Claudio Montenegro vê a joint venture como parte de um movimento estrutural no setor portuário mundial. Segundo ele, grandes armadores têm avançado na integração vertical, combinando operação portuária e capital financeiro de longo prazo para buscar mais eficiência, escala e previsibilidade logística.

Relevância estratégica para o Brasil

No contexto nacional, a operação ganha peso por envolver o Porto de Santos, principal porta de entrada e saída do comércio exterior do País. Para Montenegro, em condições regulatórias adequadas, o modelo pode estimular investimentos em infraestrutura portuária, tecnologia e produtividade, com reflexos positivos sobre custos logísticos e competitividade.

Ele pondera que o maior risco não está na integração entre operadores e investidores, mas na eventual criação de barreiras regulatórias que dificultem aportes e reduzam a competição. Em um cenário de disputa global por eficiência logística, o Brasil precisaria, segundo ele, de mais escala e maior inserção nas cadeias internacionais.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alexsander Ferraz/AT

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Portos

Expansão do Porto de Santos pode viabilizar até 30 novos terminais no litoral de São Paulo

A expansão do Porto de Santos deve abrir caminho para a instalação de até 30 novos terminais e uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) no litoral paulista. A projeção é da Autoridade Portuária de Santos, que pretende iniciar as licitações das áreas recém-incorporadas a partir de 2027.

Com a atualização da poligonal, o complexo passou de 9,3 km² para 14,5 km² — um crescimento territorial de 56%, conforme portaria do Ministério de Portos e Aeroportos publicada no Diário Oficial da União.

Licitações e novos investimentos previstos

O presidente da autoridade portuária, Anderson Pomini, informou que a estratégia prevê o arrendamento das novas áreas à iniciativa privada. O objetivo é ampliar a eficiência operacional, modernizar estruturas e acompanhar o ritmo de crescimento da economia.

Atualmente, o porto mantém conexões com cerca de 600 destinos em quase 200 países. Com a ampliação, a expectativa é fortalecer ainda mais o papel do complexo como principal hub logístico da América do Sul.

Áreas prioritárias da ampliação

A APS definiu três regiões estratégicas para o avanço do projeto:

  • Largo do Caneu: aproximadamente 5 km², com potencial para novos terminais e implantação de uma ZPE;
  • Alemoa: área de cerca de 114 mil m², com acesso ao canal do porto;
  • Monte Cabrão (área continental de Santos): aproximadamente 180 mil m² disponíveis para expansão.

O pedido original encaminhado ao ministério previa ampliação da poligonal para até 20,4 km². Após consulta pública realizada em 2025, foi autorizada a expansão parcial.

Além da área terrestre, houve ampliação do trecho aquaviário, que passou de 355,2 km² para 367,2 km². Com isso, a área total sob utilização do porto saltou de 383,8 km² para 401 km².

Potencial econômico e desafios de infraestrutura

Especialistas avaliam que a oferta de áreas greenfield e a localização estratégica do complexo fortalecem o ambiente para novos investimentos em terminais portuários e na futura Zona de Processamento de Exportação.

O especialista em políticas públicas Leandro Lopes afirma que a medida pode inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento econômico, consolidando o complexo — responsável por cerca de 30% da balança comercial brasileira — como protagonista no comércio exterior da região.

Ele pondera, no entanto, que o avanço da movimentação de cargas exige melhorias em infraestrutura logística, acesso ferroviário, mobilidade urbana e integração operacional para evitar gargalos.

Segurança jurídica e conceito Porto-Indústria

Para o advogado João Paulo Braun, a redefinição da poligonal amplia a previsibilidade regulatória e reduz riscos de saturação, tornando o porto ainda mais competitivo para grandes operadores.

Na avaliação dele, a nova configuração territorial é essencial para viabilizar a ZPE e fortalecer o conceito de Porto-Indústria, modelo que prevê a instalação de fábricas e centros produtivos próximos ao cais, reduzindo custos logísticos e estimulando a presença de multinacionais exportadoras.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de Santos amplia poligonal em 17,2 milhões de m² após revisão assinada pelo Ministério

O Porto de Santos, maior complexo portuário do país, teve sua poligonal ampliada após a assinatura da Portaria GM–MPor nº 5 pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, na segunda-feira (9). A medida redefine os limites físicos e administrativos do porto organizado e acrescenta 17,2 milhões de metros quadrados à área sob jurisdição portuária.

Do total incorporado, 4,8 milhões de m² correspondem a áreas terrestres e 12,4 milhões de m² a áreas aquáticas, fortalecendo o planejamento estratégico, a integração porto-cidade e a capacidade de expansão do terminal.

Revisão da poligonal reforça planejamento e segurança jurídica

A poligonal portuária delimita oficialmente as áreas administradas pelo porto organizado. A atualização do seu traçado, solicitada pela Autoridade Portuária de Santos (APS) e aprovada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), busca tornar o planejamento mais eficiente, alinhado às diretrizes de eficiência operacional, ordenamento territorial e crescimento sustentável da atividade portuária.

A ampliação incorpora áreas consideradas estratégicas para o futuro do porto, garantindo maior segurança jurídica, melhor organização do território e condições adequadas para absorver o aumento da demanda logística.

Expansão abre caminho para novos investimentos

Segundo o ministro Silvio Costa Filho, a revisão da poligonal representa um avanço decisivo para o desenvolvimento do Porto de Santos. A avaliação é compartilhada pelo secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, que destacou o impacto positivo da medida no médio e longo prazos.

De acordo com ele, ao ampliar o perímetro do porto organizado, o poder público cria condições concretas para a implantação de novos projetos, concessões e arrendamentos, ampliando a capacidade operacional do complexo portuário.

“Estamos sinalizando ao mercado e à comunidade portuária que o Porto de Santos tem espaço para crescer. A ampliação da poligonal permite novos investimentos, expansão da infraestrutura e aumento de capacidade para atender à demanda futura”, afirmou o secretário.

Benefícios logísticos e industriais para a região

A ampliação da área traz uma série de benefícios diretos, entre eles a possibilidade de implantação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e o desenvolvimento de novas infraestruturas em áreas livres (greenfield), voltadas a atividades retroportuárias, de apoio portuário e logística integrada.

A medida também favorece a expansão das operações da APS no segmento de granéis líquidos e assegura espaço navegável em frente ao berço AL05, permitindo a realização de dragagem de manutenção sob responsabilidade da Autoridade Portuária.

Novas revisões podem ocorrer

O Ministério de Portos e Aeroportos informou que os trechos solicitados pela APS que não foram incluídos nesta etapa ainda seguem em análise. As discussões técnicas e jurídicas continuam, e uma nova revisão da poligonal poderá ser realizada após a conclusão desses estudos.

Principais áreas incorporadas ao Porto de Santos

Entre os trechos incluídos na nova poligonal estão:

  • Região do Caneu (margem esquerda), com 6,84 milhões de m², destinados à implantação de ZPE;
  • Monte Cabrão (margem esquerda), com 184,5 mil m², voltados à instalação de novas infraestruturas e atividades retroportuárias;
  • Alemoa, à montante da área SSZ 49 (margem direita), com 114 mil m² de áreas terrestres, para expansão das operações de granéis líquidos;
  • Área adjacente ao terminal STS08A (margem direita), com 95,3 mil m² de áreas aquáticas, destinadas à viabilização dos futuros berços AL05 e AL06 e à manutenção da navegabilidade.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Santos – Vosmar Rosa

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Comércio Exterior

Infraestrutura portuária impulsiona exportações e consolida Brasil como líder global da carne bovina em 2025

O Brasil encerrou 2025 consolidado como o maior produtor e exportador mundial de carne bovina, ultrapassando os Estados Unidos e alcançando um marco histórico para o agronegócio nacional. O resultado foi sustentado pela eficiência da infraestrutura portuária, que respondeu ao aumento da produção com agilidade logística e capacidade operacional.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o país exportou 3,45 milhões de toneladas de carne bovina ao longo do ano, crescimento de 20,9% em relação a 2024.

Receita recorde e integração logística

O desempenho nas exportações gerou uma receita histórica de US$ 18 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 95 bilhões, representando um avanço de 39,31% frente aos US$ 12,8 bilhões registrados no ano anterior. O resultado reflete a integração entre o aumento da produtividade no campo e os investimentos na modernização dos portos brasileiros.

Estados como Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais lideraram a produção, enquanto os terminais portuários garantiram o escoamento da carne bovina para mais de 170 países. Entre os principais destinos estão mercados de alta exigência sanitária, como China e União Europeia.

Portos ganham protagonismo no escoamento da proteína

A estrutura portuária foi decisiva para absorver o crescimento da demanda internacional. O Porto de Santos (SP) manteve a liderança nacional e movimentou 1,7 milhão de toneladas de carne bovina em 2025, alta de 13,3% em comparação com o ano anterior.

O Porto de Paranaguá (PR) se destacou como o principal corredor de exportação de proteína animal congelada do país. O terminal registrou crescimento expressivo de 46,5% na movimentação de carne bovina, totalizando 1,2 milhão de toneladas no período.

Já o Porto de São Francisco do Sul (SC) consolidou-se como a terceira principal rota logística do setor, com aumento de 20% nos embarques e volume total de 180 mil toneladas.

Infraestrutura como diferencial competitivo

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números confirmam que a infraestrutura logística se tornou um diferencial estratégico para o país. Segundo ele, o papel dos portos foi garantir que o crescimento da produção não encontrasse gargalos no escoamento.

“O agronegócio brasileiro bateu recordes de produção, e nosso desafio foi assegurar que essa mercadoria chegasse ao mercado internacional com eficiência. O desempenho de portos como Santos e Paranaguá mostra que o Brasil está preparado para sustentar o crescimento econômico”, afirmou o ministro.

Logística eficiente fortalece competitividade internacional

Além de sustentar o aumento do volume exportado, a eficiência logística também ajudou o setor a enfrentar desafios externos, como o avanço de tarifas impostas pelos Estados Unidos. A redução de custos operacionais e a agilidade nos embarques contribuíram para preservar a competitividade da carne bovina brasileira, além de viabilizar a ampliação das exportações para novos mercados na Ásia e no mundo árabe.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos / MDIC / Abiec

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: DIVULGAÇÃO MPOR

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Portos

Antaq avança no modelo de concessão da dragagem do Porto de Santos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) aprovou a realização de consulta pública e audiência pública sobre o projeto de concessão da dragagem do Porto de Santos. A iniciativa representa um avanço importante na gestão do canal de acesso do maior porto da América Latina, considerado estratégico para o comércio exterior brasileiro.

Projeto prevê aprofundamento gradual do canal
Conforme a versão mais recente dos estudos técnicos, o plano estabelece a execução das obras de dragagem em duas etapas. Na primeira fase, o canal terá a profundidade ampliada para 16 metros. Posteriormente, está prevista a continuidade das intervenções para atingir 17 metros de profundidade, ampliando a capacidade operacional do porto.

Mais segurança e eficiência para a navegação
O modelo de concessão da dragagem tem como principal objetivo garantir níveis adequados de profundidade de forma permanente, aumentando a segurança da navegação e viabilizando a operação de navios de maior porte. A expectativa é de ganhos em previsibilidade, eficiência operacional e redução de riscos logísticos para armadores e operadores portuários.

Participação social antecede próximas etapas
Com a abertura da consulta pública, o projeto será submetido à análise e às contribuições da sociedade, de agentes do setor portuário e de outros interessados. As manifestações devem subsidiar os ajustes finais antes do avanço para as próximas fases do processo de concessão.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Portos

ONE Synergy faz escala inaugural no Porto de Santos e reforça papel do maior hub logístico do país

O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, recebeu na última quarta-feira (05) o navio porta-contêineres ONE Synergy, da armadora Ocean Network Express (ONE), em sua escala inaugural no Brasil. A chegada marca um momento relevante para as operações da companhia no comércio exterior brasileiro.

Atracação ocorreu no Brasil Terminal Portuário
Inicialmente prevista para o dia 6 de janeiro, a atracação foi antecipada e ocorreu às 4h30, no Brasil Terminal Portuário (BTP), um dos terminais mais modernos e estratégicos do porto santista. A operação simboliza a consolidação de Santos como destino regular de navios de grande porte e última geração.

Embarcação integra frota moderna da ONE
Construído em 2025 e registrado sob bandeira de Singapura, o ONE Synergy faz parte da nova geração de embarcações da armadora. O navio possui 336 metros de comprimento, 51 metros de boca e capacidade aproximada de 13.700 TEU, reforçando a capacidade operacional do Porto de Santos como principal hub logístico do Brasil.

Evento simbólico reforça presença da armadora no país
A escala inaugural será acompanhada por representantes da Ocean Network Express, que participam do registro oficial da operação. A cerimônia destaca a importância estratégica do navio para as operações da ONE na América do Sul.

Conexão entre grandes rotas globais
O ONE Synergy opera em serviços globais da ONE, conectando rotas entre Ásia, América do Sul e outros mercados internacionais. A atuação do navio contribui para ampliar a eficiência das cadeias logísticas e fortalecer o fluxo de cargas entre continentes.

Eficiência energética e foco em sustentabilidade
Embora utilize atualmente propulsão convencional, a embarcação foi projetada conforme os mais recentes padrões de eficiência energética e sustentabilidade. O navio está preparado para futuras adaptações, incluindo o uso de combustíveis alternativos mais limpos, como metanol ou amônia, em linha com a estratégia da ONE de avançar rumo à meta de net-zero.

Próximo destino será Singapura
Após concluir a operação no Porto de Santos, o ONE Synergy segue sua programação internacional com destino a Singapura, onde deve atracar no terminal da PSA Corporation Limited, um dos maiores e mais relevantes complexos portuários do mundo. A escala reforça a integração do Brasil às principais rotas marítimas globais da Ocean Network Express.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Portos

Leilão do megaterminal Tecon Santos 10 pode atrasar e gera impasse no Governo Federal

O leilão do megaterminal Tecon Santos 10, previsto inicialmente para ocorrer até abril, pode não sair no prazo anunciado pelo Governo Federal. A informação foi confirmada após o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, solicitar à área técnica da pasta o adiamento do certame para maio. Desde então, divergências internas passaram a comprometer o cronograma oficial.

Debate chega ao Palácio do Planalto

O tema ganhou relevância dentro do governo e chegou ao Palácio do Planalto. Na última segunda-feira, Silvio Costa Filho participou de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Embora a pauta não tenha sido divulgada oficialmente, o Terminal de Contêineres Santos 10 (STS10) esteve no centro das discussões.

Restrição a armadores gera reação internacional

Um dos principais pontos de tensão envolve a proibição da participação de armadores no leilão, recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) que será acatada pelo ministério. A decisão desagradou a Cosco Shipping, gigante chinesa do setor marítimo interessada no ativo. A empresa é controlada pelo governo da China, maior parceiro comercial do Brasil.

Além dos armadores, o TCU também vetou a participação de empresas que já operam terminais de contêineres no Porto de Santos, o que reduz o número de potenciais concorrentes.

Governo avalia modelo de concessão

Em meio às articulações políticas para definir seu sucessor no ministério — já que precisará deixar o cargo até abril para disputar uma vaga no Senado —, Costa Filho voltou a se reunir com ministros do TCU nesta quarta-feira (4). O encontro teve como foco as divergências sobre o modelo de licitação do terminal, analisado pelo tribunal no ano passado.

As regras definitivas ainda serão formalizadas no edital do leilão, que segue sem data de lançamento. Procurado, o Ministério de Portos e Aeroportos não se manifestou.

Megaterminal prevê investimento bilionário

O Tecon Santos 10 será implantado em uma área de 621,9 mil metros quadrados, com capacidade para movimentar 3,25 milhões de TEUs por ano, além de 91 mil toneladas de carga geral. O contrato de concessão terá duração de 25 anos e prevê investimentos de R$ 6,45 bilhões.

Setor vê possível adiamento com bons olhos

Para o diretor-executivo do Centronave, Claudio Loureiro, uma eventual paralisação do cronograma pode ser positiva. Segundo ele, uma reavaliação do projeto pelo Governo Federal e pelo TCU poderia abrir caminho para um modelo de ampla concorrência.

“Nossas associadas são empresas acostumadas a operar sob risco e plenamente capacitadas. Em um ambiente competitivo, a tendência é a oferta de valores robustos de outorga, pois há confiança no negócio”, afirmou.

Loureiro ressaltou ainda que o setor não se opõe às exigências regulatórias. “As empresas seguiriam as regras estabelecidas pelo governo. O desafio atual é estrutural: o Porto de Santos precisa ampliar sua capacidade.”

Órgãos não se manifestam

Até o fechamento desta edição, o TCU não respondeu aos questionamentos. O presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, também foi procurado, mas não foi localizado.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Leilão do Tecon Santos 10 é suspenso após impasse no Ministério de Portos

O Ministério de Portos e Aeroportos decidiu interromper o cronograma do leilão do Tecon Santos 10, previsto para o Porto de Santos (SP). A paralisação ocorre em meio a divergências internas no governo sobre as restrições à participação de empresas armadoras — companhias que operam navios — no processo licitatório.

Segundo apuração do SBT News, o impasse envolve o modelo de licitação sugerido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e adotado pela pasta, que limita a entrada dessas empresas ao certame.

Modelo do TCU gera resistência no setor

A proposta aprovada pelo TCU em dezembro de 2025 prevê que as empresas armadoras só possam disputar o terminal em uma eventual segunda etapa da licitação, caso não haja propostas válidas na fase inicial. Para agentes do mercado, essa possibilidade é considerada remota.

Após o aval da Corte, o Ministério havia informado que o edital do leilão portuário seria publicado até o fim de janeiro, após um roadshow com investidores nacionais e internacionais. No entanto, nenhuma dessas etapas foi realizada até agora, e não há novas datas oficiais.

Leilão previsto para março perdeu credibilidade

Inicialmente, a expectativa era de que o leilão fosse realizado em março. Desde o anúncio, porém, o cronograma foi recebido com desconfiança por representantes do setor portuário, incluindo técnicos do próprio Ministério e da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), que avaliavam o prazo como difícil de cumprir.

O calendário também estava condicionado à permanência de Silvio Costa Filho no comando da pasta. O ministro é citado como possível candidato ao Senado por Pernambuco, e o prazo legal para desincompatibilização de cargos públicos termina em abril.

Tema chega ao Palácio do Planalto

A situação foi debatida no Palácio do Planalto em reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e Silvio Costa Filho. O encontro ocorreu diante da pressão de investidores e da ausência de avanços no maior projeto de arrendamento portuário do país.

Fontes do governo e do setor indicam que a Casa Civil defende maior abertura do certame, inclusive para empresas chinesas, como China Merchants Ports e Cosco Shipping. Esta última questionou as restrições junto ao Cade e apresentou recurso ao próprio TCU.

Críticas às restrições e risco de menor outorga

Os críticos ao modelo do leilão afirmam que a vedação à verticalização no setor portuário — quando armadores operam terminais — pode reduzir o valor da outorga sem, necessariamente, evitar concentração de mercado, riscos concorrenciais ou conflitos de interesse.

Além disso, argumentam que o formato afasta grupos com experiência consolidada na área, como Maersk, MSC e CMA CGM.

Tecon Santos 10 é considerado estratégico

O Tecon Santos 10 é o principal projeto da atual carteira de arrendamentos portuários do governo federal. Anunciado em 2012, o terminal terá área aproximada de 622 mil metros quadrados, contrato de 25 anos e investimentos estimados em R$ 6,4 bilhões. A previsão é ampliar em até 50% a capacidade de movimentação de contêineres do Porto de Santos.

A expansão é vista como urgente diante do aumento do congestionamento nos portos. Em dezembro de 2025, 52% dos navios que operaram nos principais portos do país registraram atrasos ou mudanças de escala. No Porto de Santos, o índice chegou a 65%, com espera máxima de até 82 dias, segundo o Boletim Detention Zero, da ElloX Digital em parceria com o Cecafé.

Procurado, o Ministério de Portos e Aeroportos não se manifestou até a publicação. A Casa Civil informou que o tema é de responsabilidade exclusiva da pasta.

FONTE: SBT News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Santos

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Portos

Superporto no Brasil vai receber navios gigantes e impulsionar comércio internacional

O Brasil, que perde bilhões todos os anos por gargalos de infraestrutura, dá um passo importante para o comércio exterior. As obras de ampliação em portos estratégicos, como o Porto de Itapoá (SC) e as dragagens em Santos (SP), estão sendo concluídas antes do prazo, preparando o país para receber navios gigantes de 366 metros, conhecidos como New Panamax.

A modernização desses terminais não apenas aumenta a capacidade de movimentação de cargas, como também posiciona o Brasil na rota das principais linhas de navegação global, deixando de ser apenas um destino secundário.

Navios colossais: o que são e por que importam

Um navio New Panamax de 366 metros é comparável a mais de três campos de futebol enfileirados ou a um prédio de 120 andares deitado. Cada um desses gigantes do mar pode transportar até 15.000 contêineres, aumentando significativamente a eficiência do comércio internacional.

A chegada desses navios ao litoral brasileiro representa não apenas avanço tecnológico, mas também um impacto direto na competitividade do país no mercado global, tornando exportações mais rápidas e baratas.

Dragagem e alargamento: obras essenciais para operação segura

Para que esses supernavios possam atracar, os portos precisam de calado profundo e canais de acesso mais largos. As obras de aprofundamento em Santos e ampliação em Itapoá garantem a segurança das manobras e permitem que os navios operem com carga máxima.

Além de fortalecer a logística, algumas intervenções, como a recuperação de faixas de areia, podem beneficiar o turismo local. No entanto, o foco principal continua sendo econômico: aumentar a eficiência e reduzir perdas no transporte de cargas.

Impacto econômico para produtores e consumidores

O efeito dessas obras é sentido em todo o país. Com portos capazes de receber navios maiores, o custo do frete internacional por contêiner diminui, reduzindo o chamado “Custo Brasil”. Isso torna produtos como a soja do Mato Grosso e manufaturados de São Paulo mais competitivos em mercados da Ásia e da Europa.

A ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) acompanha de perto o setor, garantindo que os ganhos logísticos se reflitam em maior eficiência e menor custo para produtores e consumidores.

Brasil preparado para o novo ciclo global

Com terminais privados entregando obras antecipadas e concessões públicas em andamento, o país demonstra preparo para um novo ciclo do comércio internacional. A capacidade de receber navios colossais não é apenas um diferencial: é uma exigência para competir globalmente.

Para acompanhar o andamento das obras, o site do Porto de Santos disponibiliza atualizações constantes sobre dragagens, ampliações e modernizações dos terminais.

FONTE: BMC News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BMC News

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Portos

Corredor verde entre Santos e Valência avança em acordo firmado no Panamá

A Autoridade Portuária de Santos (APS) avançou na agenda de sustentabilidade portuária ao tratar da criação de um corredor verde entre os portos de Santos, no Brasil, e Valência, na Espanha. O tema foi discutido durante o evento Green Shipping Corridors and Hubs, realizado na Cidade do Panamá.

Acordo fortalece rotas marítimas de baixo carbono

O encontro, promovido pela Universidade Marítima Internacional do Panamá, reuniu autoridades portuárias da América Latina, Caribe e Europa, com foco na promoção de rotas marítimas de baixo carbono e na redução das emissões no transporte marítimo.

Representando o porto santista, o diretor de Operações da APS, Beto Mendes, e o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sidnei Aranha, participaram de reunião com Mar Chao López, presidente da Autoridade Portuária de Valência. A principal pauta foi a viabilização prática de um corredor verde marítimo entre os dois complexos portuários.

Memorando prevê uso de combustíveis sem CO₂

Durante o encontro, Beto Mendes e Mar Chao López assinaram um memorando de entendimento que estabelece o compromisso mútuo de viabilizar o abastecimento de embarcações com combustíveis livres de emissões de CO₂. A iniciativa busca criar uma rota logística sustentável, alinhada às metas globais de descarbonização do setor portuário.

Projeto integra estratégia de descarbonização da APS

A proposta do corredor verde integra uma estratégia mais ampla da APS. Em 14 de outubro de 2025, a autoridade portuária já havia firmado contrato com a Fundação Valenciaport para a elaboração de um Plano de Descarbonização e de um Plano Diretor Energético (PDE).

Durante sua apresentação no evento, Mendes destacou o potencial do Porto de Santos e os programas em andamento voltados ao objetivo de neutralidade de carbono, reforçando o compromisso do complexo com a transição energética.

Cooperação internacional no transporte marítimo

O evento contou ainda com a participação do assessor da Diretoria de Operações da APS, Arcelino Tatto, além de representantes de portos da Bélgica, Chile e Equador, operadores marítimos e associações internacionais voltadas à transição energética e à sustentabilidade no transporte marítimo internacional.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Santos

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