Portos

Megaleilões impulsionam expansão dos portos brasileiros com R$ 15 bilhões em investimentos

O Brasil vive um novo ciclo de megaleilões portuários. Nos últimos três anos, foram realizados 26 certames que somam mais de R$ 15 bilhões em investimentos contratados. Entre eles, quatro projetos ultrapassam individualmente a marca de R$ 1 bilhão e concentram, juntos, cerca de R$ 12 bilhões.

Os destaques incluem o ITG02, no Porto de Itaguaí, o Túnel Santos-Guarujá no Porto de Santos, além do canal de acesso e três terminais no Porto de Paranaguá.

As iniciativas, concentradas nas regiões Sul e Sudeste, integram a estratégia do Ministério de Portos e Aeroportos para modernizar a infraestrutura portuária, reduzir gargalos logísticos e fortalecer a relação entre porto e cidade.

Itaguaí consolida polo de minério no Rio

O terminal ITG02 foi o primeiro do ciclo a superar R$ 1 bilhão. Arrendado pela Cedro Participações, o projeto prevê R$ 3,5 bilhões em investimentos ao longo de 35 anos.

Com área de 348,9 mil m² e capacidade estimada em 20 milhões de toneladas por ano, o terminal reforça o papel estratégico do Porto de Itaguaí na exportação de minério de ferro. A expectativa é gerar cerca de 2.800 empregos indiretos na implantação e aproximadamente 2 mil postos diretos e indiretos na fase operacional.

Túnel Santos-Guarujá terá impacto logístico e urbano

Considerada a maior obra do Novo PAC, a ligação submersa entre Santos e Guarujá receberá R$ 6,8 bilhões em aportes, em parceria entre o governo federal e o Estado de São Paulo. O projeto será executado pela portuguesa Mota-Engil.

Primeiro túnel imerso da América Latina, a estrutura reduzirá o tempo de travessia de 50 para cinco minutos. Com seis faixas de tráfego, ciclovia, passagem de pedestres e espaço para VLT, a obra deve beneficiar mais de 720 mil pessoas e gerar cerca de 9 mil empregos. Além da mobilidade urbana, o projeto amplia a eficiência logística do maior porto da região.

Paranaguá inaugura novo modelo de concessão

O leilão do canal de acesso do Porto de Paranaguá marcou a primeira concessão de canal público no país. Realizado em outubro de 2025, o contrato prevê R$ 1,23 bilhão em investimentos por 25 anos.

A iniciativa inclui dragagem para ampliar o calado de 13,5 metros para 15,5 metros, permitindo a operação de navios de maior porte. O contrato também contempla manutenção contínua, sinalização náutica e gestão integrada do tráfego aquaviário, elevando o padrão de segurança e previsibilidade operacional.

O modelo poderá ser replicado em outros portos estratégicos, como Itajaí, Santos e unidades do Rio Grande do Sul.

Terminais ampliam escoamento agrícola

No Porto de Paranaguá, os terminais PAR14, PAR15 e PAR25 consolidaram um pacote integrado para expansão da movimentação de granéis sólidos vegetais.

O PAR14, arrematado pela BTG Pactual Commodities Sertrading, prevê R$ 1,01 bilhão em investimentos, incluindo implantação de nova área e construção do Píer em “T”, com quatro berços adicionais. O projeto também prevê integração ao Moegão, ampliando a capacidade ferroviária. A estimativa é de mais de 1,6 mil empregos diretos e 3,4 mil indiretos.

O PAR15, vencido pela Cargill Brasil, contará com R$ 604 milhões em aportes e capacidade para cerca de 4 milhões de toneladas por ano.

Já o PAR25, arrematado pelo Consórcio ALDC, formado por Louis Dreyfus Company e Amaggi, prevê R$ 565 milhões em investimentos, reforçando a infraestrutura logística e ampliando o potencial de escoamento da safra agrícola.

Planejamento de longo prazo

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a agenda coloca a infraestrutura logística no centro do desenvolvimento econômico. Já o secretário nacional de Portos, Alex Avila, afirma que os projetos consolidam um planejamento de longo prazo, com foco em eficiência operacional e modernização regulatória.

O novo ciclo de concessões sinaliza uma mudança estrutural na gestão portuária brasileira, ampliando a capacidade operacional, atraindo investimentos privados e fortalecendo a competitividade do país no comércio exterior.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves

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Portos

TCP recebe primeiro navio a operar com novo calado máximo de 13,30 metros

Navios podem transportar mais cargas por viagem após ampliação

A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, recebeu, na última semana de janeiro, o navio MSC Bianca, primeiro porta-contêineres a operar com o novo calado operacional (profundidade entre a parte mais baixa do navio a linha d’água) do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, de 13,30 metros.

Com 328 metros de comprimento (LOA), 48 metros de largura (boca) e capacidade para transportar mais de 11 mil TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés), a atracação do navio marca o início de uma nova etapa para o Terminal após a atualização dos parâmetros de profundidade.

Segundo Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores da TCP, a operação do primeiro navio sob as novas dimensões traduz, na prática, os benefícios do avanço para clientes e armadores.

“Com o novo calado, os navios podem otimizar e aumentar o volume de embarque em desembarque em nosso porto, reduzindo limitações operacionais e aumentando a previsibilidade das operações. Na prática, isso se traduz em melhor utilização da capacidade das embarcações e ganhos reais de eficiência. O resultado é mais competitividade para os armadores, exportadores e importadores que utilizam o Terminal, com potencial para redução de custos logísticos e maior segurança no planejamento das cadeias de suprimento”, explica.

Desde 2024, o calado operacional do canal de acesso ao porto vem sendo ampliado de forma gradativa, e a revisão mais recente, homologada pela Portos do Paraná e aprovada pela Marinha do Brasil e pela Praticagem, permite ganhos de capacidade conforme a janela de maré e o porte das embarcações: para navios de até 300 metros de comprimento, o calado a maré zero passa de 12,80 para 13,00 metros, podendo chegar a 13,30 metros com 30 centímetros de maré positiva.

Já os navios de 336 a 366 metros mantêm o limite de 12,80 metros em maré zero, mas passam a operar com 13,10 metros com 30 centímetros de maré positiva e com o calado máximo de 13,30 metros quando a maré alcançar 50 centímetros. Considerando esse acréscimo nas condições em que o calado máximo é aplicado, estima-se que os navios porta-contêineres possam transportar aproximadamente 400 TEUs cheios adicionais por viagem, com impacto direto na eficiência logística e no volume movimentado pelo Terminal.

De acordo com Rafael Stein Santos, superintendente institucional e jurídico da TCP, “o aprofundamento do canal de acesso é um catalisador para a economia da região e do país, porque com o ganho de capacidade operacional todas as atividades econômicas que estão ligadas ao porto, de forma direta ou indireta, também crescem no mesmo ritmo. Os esforços empregados, especialmente pela Autoridade Portuária, para a melhoria de condição de acesso ao Porto são fundamentais para que a TCP se mantenha na vanguarda das operações portuárias no Brasil”.

Pioneira na operação de embarcações de grande porte, a TCP foi o primeiro terminal portuário do Brasil a receber navios de 366 metros de comprimento. Com os novos parâmetros de calado, essas embarcações passam a utilizar o Terminal com ainda mais eficiência e capacidade, reforçando a posição de Paranaguá como um hub estratégico para rotas de longo curso.

O Terminal de Contêineres de Paranaguá é o maior concentrador de linhas marítimas da costa brasileira, com 23 escalas fixas semanais entre operações de longo curso e cabotagem.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Portos do Paraná concentram quase 50% das exportações de frango do Brasil em janeiro de 2026

Os portos do Paraná responderam por 47,6% de toda a exportação de frango brasileira em janeiro de 2026, consolidando o estado como o maior corredor mundial para o embarque da proteína. O desempenho reforça a relevância estratégica da estrutura portuária paranaense no comércio exterior.

Ao longo de 2025, o Porto de Paranaguá embarcou mais de 2,8 milhões de toneladas de frango congelado, ampliando sua liderança no setor.

Volume exportado e principais destinos

Dados do Comex Stat indicam que, apenas no primeiro mês de 2026, foram exportadas 199 mil toneladas de carne de frango congelada pelos terminais paranaenses. O montante movimentou US$ 365 milhões em valor FOB (Free on Board).

Entre os principais mercados compradores estão Emirados Árabes Unidos, África do Sul e China, destinos que mantêm forte demanda pela proteína brasileira.

O Paraná lidera a produção nacional de frango e conta com um parque industrial formado por 36 frigoríficos de abate e processamento. Segundo a Portos do Paraná, a posição geográfica estratégica e a eficiência logística permitem atender cargas oriundas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de países vizinhos.

Infraestrutura impulsiona embarques de proteína animal

Um dos diferenciais competitivos está na estrutura voltada para contêineres refrigerados (reefers), fundamentais para o transporte de carnes congeladas. O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) possui o maior pátio de armazenagem de reefers da América do Sul, com 5.268 tomadas para conexão elétrica.

A confiabilidade operacional, a capacidade de armazenagem e o calado adequado para grandes navios figuram entre os fatores que atraem exportadores ao porto paranaense.

Carne bovina também avança

Além do frango, a carne bovina teve participação expressiva nas exportações nacionais em janeiro. Os portos paranaenses ocuparam a segunda posição no ranking brasileiro, com 27,7% de participação.

Foram 122 mil toneladas embarcadas, gerando US$ 690 milhões em valor FOB. China, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos lideraram as compras.

Somando frango e bovinos, o Porto de Paranaguá movimentou 272 mil toneladas de proteínas no mês, equivalente a 37,9% do volume nacional, com receita de US$ 728 milhões.

Soja lidera entre os granéis vegetais

A movimentação total de cargas nos portos do estado atingiu 5.288.747 toneladas em janeiro, o melhor resultado da história da Portos do Paraná para o mês. O número representa alta de 12,3% em relação ao recorde anterior, registrado em 2025.

A soja em grão foi o principal destaque entre os granéis vegetais, com 811,9 mil toneladas embarcadas, avanço de 98% na comparação anual. O milho também apresentou crescimento, com 387 mil toneladas exportadas, alta de 12%.

O açúcar ensacado registrou aumento de 199%, somando 397 mil toneladas. Já as exportações de óleos vegetais mantiveram Paranaguá na liderança nacional, com crescimento de 52% e volume superior a 123,9 mil toneladas.

Importações e fertilizantes em alta

No segmento de importação, o Porto de Paranaguá recebeu 882 mil toneladas de fertilizantes em janeiro, crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2025.

Outros insumos também apresentaram avanço significativo, como malte e cevada, com aumentos de 383% e 364%, respectivamente.

Crescimento consolidado no ano anterior

Em 2025, os portos paranaenses registraram o maior crescimento percentual em movimentação de cargas entre os terminais brasileiros, com expansão de 10,1%. O volume total saltou de 66,7 milhões de toneladas, em 2024, para 73,5 milhões de toneladas.

O desempenho operacional impactou diretamente o Pátio Público de Triagem do porto, que recebeu 507.915 caminhões no ano passado — alta de 29,5%. A estrutura, com 330 mil metros quadrados e mil vagas, organiza e direciona o fluxo de granéis sólidos vegetais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cláudio Neves – Portos do Paraná

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Portos

Porto de Paranaguá inaugura modelo inédito de concessão do canal de acesso no Brasil

O Porto de Paranaguá será o primeiro do país a operar com a concessão de um canal de acesso público, iniciativa inédita no setor portuário brasileiro. A autorização para início do processo foi formalizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, marcando um novo capítulo na gestão da infraestrutura portuária nacional.

Contrato prevê investimentos bilionários e longo prazo

Pelo projeto, a empresa vencedora da licitação ficará responsável pela gestão do canal de acesso por um prazo inicial de 25 anos, com possibilidade de extensão que pode chegar a 70 anos. A estimativa é de que os investimentos superem R$ 1 bilhão, direcionados à modernização do canal, aumento da capacidade operacional e reforço da segurança da navegação.

Leilão deve ocorrer no primeiro semestre de 2025

A expectativa do governo federal é realizar a concessão ainda no primeiro semestre de 2025. De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o projeto já foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) e deve servir como referência para futuras concessões em outros portos estratégicos do país. Entre os próximos alvos estão os canais de acesso dos portos de Santos e Itajaí.

Capacidade operacional pode dobrar com novas obras

Com as intervenções previstas, a capacidade operacional do Porto de Paranaguá poderá ser duplicada. O terminal é um dos principais hubs logísticos do Brasil, com forte atuação no escoamento da produção agrícola. Para 2024, a projeção é de 67 milhões de toneladas movimentadas, o maior volume já registrado pelos portos paranaenses.

Porto é estratégico para o agronegócio brasileiro

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou a importância de Paranaguá para o agronegócio. O porto lidera a movimentação do complexo soja e responde por cerca de 25% das importações de fertilizantes do país, concentrando aproximadamente um terço do volume descarregado no Brasil.

Novo bloco de licitações amplia oportunidades no porto

Durante o mesmo evento, o ministro assinou o edital do primeiro bloco de licitações do Porto de Paranaguá, previsto para 2025. Serão ofertadas cinco áreas portuárias — PAR14, PAR15, RDJ10, RDJ11 e MCP01 — voltadas à movimentação e armazenagem de granéis sólidos e vegetais. O leilão está programado para fevereiro.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Portos

TCP lidera movimentação de contêineres no Sul do Brasil, aponta ANTAQ

A TCP, empresa responsável pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá, foi reconhecida como o maior terminal portuário do Sul do Brasil em movimentação de cargas. O dado consta na atualização mais recente do Estatístico Aquaviário, divulgada nesta terça-feira (10) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

Considerando operações de exportação, importação e transbordo, o terminal alcançou a marca de 1.535.118 TEUs (contêineres de 20 pés), volume 6% superior ao registrado pelo segundo colocado do ranking regional.

Liderança reforça papel estratégico do terminal

Segundo a TCP, o desempenho confirma a relevância do terminal na corrente de comércio exterior brasileira. Pelo segundo ano consecutivo, Paranaguá se consolida como o principal corredor logístico do Sul, apoiado por investimentos contínuos em infraestrutura portuária, tecnologia e qualificação de equipes.

De acordo com o superintendente institucional e jurídico da TCP, Rafael Stein Santos, os resultados refletem a confiança do mercado e a capacidade do terminal de manter elevados padrões de eficiência operacional e gestão portuária.

Investimentos impulsionam crescimento acima de 50%

Nos últimos cinco anos, a TCP investiu mais de R$ 500 milhões em obras estruturais e aquisição de equipamentos. Como resultado, a movimentação anual de contêineres cresceu mais de 50%, saltando de cerca de 1,1 milhão de TEUs em 2021 para mais de 1,6 milhão de TEUs em 2025.

Para 2026, a companhia projeta novos avanços, com foco na ampliação de capacidade e na descarbonização das operações, alinhando crescimento logístico e sustentabilidade ambiental.

Ampliação do calado aumenta eficiência operacional

Um dos marcos recentes foi a ampliação do calado operacional do Porto de Paranaguá, homologada em novembro de 2025 pela Portos do Paraná. A profundidade permitida para navios porta-contêineres passou de 12,80 metros para 13,30 metros, possibilitando um ganho médio de 400 TEUs por embarcação.

Desde a revisão, o terminal já recebeu 11 navios operando com calado superior ao limite anterior. Atualmente, Paranaguá possui o maior calado operacional da Região Sul, fator que amplia a competitividade do porto.

Recordes em cais, gate e ferrovia

Em 2025, a TCP atingiu um novo recorde histórico, com 1.662.549 TEUs movimentados, somando exportações, importações, transbordos e remoções. O volume representa crescimento de 7% em relação a 2024 e posiciona o terminal como o terceiro maior do Brasil e o primeiro do Sul a superar 1,6 milhão de TEUs.

No cais, o terminal registrou 1.019 atracações ao longo do ano, superando pela primeira vez a marca de mil navios. Já no ramal ferroviário, foram 1.295 trens atendidos, com mais de 103 mil contêineres movimentados, especialmente cargas de frango congelado, papel e celulose.

Nas operações rodoviárias, o gate do terminal contabilizou a passagem de mais de 597 mil contêineres transportados por caminhões, cerca de 10 mil a mais do que no ano anterior.

Exportações do agronegócio ganham destaque

A movimentação total da TCP em 2025 correspondeu a 11,5 milhões de toneladas de cargas, desconsiderando o peso dos contêineres. Desse volume, 72% foram destinados à exportação e 28% às importações.

Entre os principais destaques das exportações estão carnes e congelados (3,822 milhões de toneladas), madeira, papel e celulose e produtos do agronegócio. Nas importações, lideraram os segmentos químico e petroquímico, automotivo, eletrônicos e maquinários e construção e infraestrutura.

A TCP manteve a liderança como o maior corredor de exportação de carne de frango do Brasil, respondendo por 45% dos embarques nacionais em 2025. Também ampliou sua participação na exportação de carne bovina, que passou de 23% para 29% em um ano.

Além disso, o terminal foi responsável por mais de 70% das exportações brasileiras de feijão e gergelim, com crescimentos de 57% e 151%, respectivamente, consolidando Paranaguá como um polo estratégico do comércio exterior do agronegócio brasileiro.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Porto de Paranaguá realiza simulações de manobras para ampliar infraestrutura portuária

A expansão da infraestrutura do Porto de Paranaguá entrou em uma nova etapa com a realização de simulações de manobras de navios voltadas à análise da segurança operacional das futuras estruturas portuárias. Os testes consideraram a ampliação do píer público de granéis líquidos (PPGL), a implantação de um novo píer no Terminal de Líquidos (PAR50) e a construção do píer em formato “F” destinado ao carregamento de granéis sólidos vegetais.

As simulações foram conduzidas no Tanque de Provas Numérico da Universidade de São Paulo (TPN-USP) e reuniram práticos, comandantes de rebocadores, representantes da Capitania dos Portos e técnicos da Portos do Paraná.

Simulações analisam atracações e evolução das embarcações

Em ambiente digital, os participantes puderam acompanhar cenários de atracação, desatracação e evolução das embarcações considerando as novas configurações previstas para o porto. Os testes permitiram avaliar, em tempo real, como as futuras estruturas podem impactar as manobras dos navios.

Segundo a coordenadora de Sinalização, Balizamento e Monitoramento da Portos do Paraná, Julia Bruch, os estudos foram divididos em etapas. “No primeiro dia, analisamos os efeitos da primeira fase do píer em ‘F’, no cais oeste, sobre as manobras no PPGL. Em seguida, avaliamos o cenário com o píer em ‘F’ completo, o píer em ‘L’ do PAR50 e a ampliação da bacia de evolução”, explicou.

Dados reais da Baía de Paranaguá embasam os testes

Os cenários simulados foram construídos a partir de dados reais coletados na Baía de Paranaguá, incluindo informações sobre marés, correntes marítimas e rajadas de vento. Com base nesses parâmetros, o simulador realiza cálculos e projeta diferentes condições operacionais para navios leves e carregados, considerando calados atuais e projeções futuras.

“É como se o prático estivesse a bordo orientando o comandante. Isso permite identificar riscos operacionais e estudar formas de mitigação antes da execução das obras”, destacou Julia Bruch.

Relatório técnico irá consolidar recomendações

Ao final do processo, a equipe técnica da USP será responsável por elaborar um relatório consolidado com a análise dos dados gerados nas simulações. O documento deve reunir recomendações técnicas específicas para cada cenário, levando em conta fatores como tábua de marés, intensidade das correntes e atuação conjunta de práticos e rebocadores.

Participaram das atividades representantes da Portos do Paraná, entre eles o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira, o gerente de Engenharia Marítima, João Jardim, além de oficiais da Marinha, práticos e representantes das empresas de rebocagem.

Fonte: Com informações da Portos do Paraná.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: PORTOS DO PARANÁ

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Logística

Concessão de canais de acesso fortalece logística portuária e moderniza gestão no Brasil

O Governo Federal iniciou, em 2023, a adoção do modelo de concessão de canais de acesso aos portos brasileiros, dando um passo importante na modernização da infraestrutura portuária nacional. A iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos busca garantir investimentos contínuos, ampliar a segurança da navegação e aumentar a capacidade operacional dos portos, preparando-os para o crescimento da demanda e a operação de embarcações de maior porte.

Paranaguá como marco inicial

O leilão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, realizado em outubro de 2025, marcou o primeiro contrato desse tipo no país. Previsto para 25 anos, com possibilidade de prorrogação, o contrato envolve investimentos superiores a R$ 1 bilhão e abrange a administração, manutenção e exploração da infraestrutura aquaviária, incluindo canais, bacias de evolução e áreas de fundeio.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou a importância do projeto: “Os canais de acesso são tão estratégicos quanto os terminais portuários. Com concessões específicas, garantimos investimentos permanentes, mais segurança na navegação e melhores condições para operar navios maiores e mais modernos, fortalecendo a logística, reduzindo custos e ampliando a competitividade brasileira.”

Sinal de maturidade institucional

Para o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, a concessão de Paranaguá simboliza tanto avanço técnico quanto maturidade institucional do setor portuário. “Esse modelo traz previsibilidade, segurança jurídica e eficiência operacional. À medida que expandirmos para outros portos, a mensagem para o mundo é clara: o Brasil se prepara para o futuro, com infraestrutura planejada e capaz de atender ao crescimento do comércio marítimo internacional”, afirmou.

Próximos projetos e expansão da logística

Após Paranaguá, o Ministério de Portos e Aeroportos trabalha na estruturação de novos projetos de concessão. O canal de acesso ao Porto de Itajaí (SC) está mais avançado, com processo já submetido ao Tribunal de Contas da União (TCU) e investimentos estimados em mais de R$ 300 milhões, visando ampliar a capacidade operacional do porto.

Outros canais estratégicos, como os de Santos (SP), Rio Grande (RS) e portos sob gestão da Codeba (BA), seguem em fase de estudos, análises técnicas e articulações institucionais, ainda sem cronograma definido para leilão.

Além das dragagens, os projetos incluem manutenção contínua, sinalização náutica e gestão integrada do tráfego aquaviário, garantindo segurança operacional, previsibilidade logística e eficiência no escoamento de cargas.

O objetivo do ministério é consolidar um ambiente regulatório estável e atrativo para investimentos privados, alinhando a infraestrutura aquaviária ao crescimento da demanda, à evolução da frota marítima e às necessidades do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cláudio Neves – Portos do Paraná

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Portos

Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá recebe mais de meio milhão de caminhões em 2025

Número recorde é quase 30% maior que o registrado em 2024; aumento de calado, estratégia logística e safra recorde de soja e milho influenciaram este marco operacional

O Pátio Público de Triagem do Porto de Paranaguá atingiu um novo recorde em 2025 ao receber 507.915 caminhões, o que representa 29,5% a mais do que em 2024 (392.214). O local, que conta com 330 mil m² e mil vagas de estacionamento, é responsável pela organização, classificação e direcionamento dos granéis sólidos vegetais que são enviados aos terminais e, posteriormente, embarcados em navios.

Outro recorde atingido pela unidade no último ano foi o de movimentação diária. Em 24 horas, entre os dias 21 e 22 de julho, 2.523 caminhões carregados de grãos e farelos passaram pelo pátio, 4% a mais do que o recorde anterior, registrado em julho de 2023, quando 2.456 veículos acessaram o local. O marco superou, com sucesso, a projeção de atendimento da unidade, que é de 2.500 caminhões.

Todo esse fluxo é meticulosamente controlado pelo sistema Carga Online, que informa às empresas o dia e a janela de horário em que o caminhão poderá acessar a triagem. Isso evita que os veículos trafeguem pelas rodovias de forma antecipada, fazendo paradas desnecessárias, que podem gerar filas ou lentidão no tráfego. O mesmo sistema controla a destinação dos caminhões aos terminais exportadores, evitando impactos no trânsito da região portuária.

“Os caminhões têm um horário programado para chegar a Paranaguá, evitando o acúmulo de veículos na região portuária”, declarou o assessor especialista da Diretoria de Operações Portuárias, Alessandro Conforto. O pátio conta com estrutura de apoio aos motoristas, como banheiros com chuveiros e cantinas.

Em 2025, a commodity que mais movimentou o Pátio de Triagem foi a soja em grão. Mais de 61% dos caminhões (306.801) que acessaram a unidade estavam carregados com o produto. O farelo de soja ficou em segundo lugar, com 24,5% (122.647 caminhões), seguido pelo milho (69.978 caminhões). Os meses de março e julho registraram os maiores volumes de veículos.

“Tivemos uma safra recorde de soja e milho no país, o que aumentou a movimentação de caminhões até o porto. No entanto, foram as estratégias logísticas no Pátio de Triagem que permitiram uma operação mais ágil até o embarque das cargas”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Outro fator responsável pelo movimento mais intenso no pátio foi a maior capacidade de embarque dos navios em uma única operação, em razão do aumento do calado operacional — distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação. Em setembro de 2025, houve um aumento do calado operacional nos berços de granéis sólidos, que passou de 13,1 metros para 13,3 metros. A ampliação permitiu um crescimento médio de até 1,5 mil toneladas por navio.

Segurança

Devido ao grande fluxo de veículos carregados com diversos tipos de granéis sólidos vegetais, a Portos do Paraná investe em segurança e participa de diversas operações. A mais recente foi uma ação integrada da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Polícia Militar do Paraná (PMPR), com cães farejadores, realizada no início de dezembro.

“Nós garantimos a qualidade dos produtos, a segurança das operações e a conformidade da qualidade dos grãos, conforme normativas do Ministério da Agricultura”, afirmou o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira.

As vistorias e avaliações técnicas realizadas no Pátio de Triagem são fundamentais para garantir a qualidade dos produtos embarcados. “100% das cargas que transitaram no Pátio de Triagem e foram embarcadas estavam dentro dos padrões de qualidade requeridos pelos clientes”, pontuou Vieira.

Homenagem

Em agosto de 2025, o Pátio de Triagem recebeu a identificação com o nome oficial da unidade, que passou a ser denominada Dr. Mario Marcondes Lobo Filho, conforme a Lei Estadual nº 21.880, de 27 de fevereiro de 2024.

A homenagem é dedicada ao advogado parnanguara que ocupou cargos de destaque na administração da empresa pública Portos do Paraná. Mariozinho Lobo, como era conhecido, atuou como diretor administrativo e financeiro entre 2003 e 2007 e, posteriormente, como superintendente — função equivalente ao atual cargo de diretor-presidente — entre 2010 e 2011.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Cláudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Portos do Paraná registram recorde histórico e lideram crescimento nacional em movimentação de cargas

Os Portos do Paraná alcançaram, em 2025, o maior volume de cargas já registrado em sua história, somando 73,5 milhões de toneladas entre exportações e importações. O desempenho garantiu ao complexo portuário paranaense o maior crescimento percentual do Brasil, com alta de 10,1% em relação a 2024, segundo dados atualizados do Comex Stat, divulgados em janeiro. O Porto de Santos ficou na segunda colocação.

O avanço representa um salto significativo frente às 66,7 milhões de toneladas movimentadas no ano anterior. Ao longo de 2025, a média mensal foi superior a 6,1 milhões de toneladas, enquanto em 2024 esse número era de 5,5 milhões.

Marca histórica superou projeções oficiais

O recorde já havia sido superado no início de dezembro, quando a movimentação ultrapassou 70 milhões de toneladas. No fechamento do ano, em 31 de dezembro, o total chegou a 73.506.480 toneladas.

Estudos técnicos desenvolvidos em conjunto com o Ministério de Portos e Aeroportos indicavam que esse patamar só seria alcançado por volta de 2035. O resultado antecipado é atribuído a investimentos contínuos, planejamento estratégico e modernização da gestão portuária.

“O porto, que já foi reconhecido seis vezes consecutivas como o melhor do Brasil, reforça sua posição de referência nacional”, destacou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Crescimento acumulado supera ciclos anteriores

Nos últimos sete anos, a movimentação da Portos do Paraná cresceu 38,16%, percentual superior ao registrado entre 2011 e 2018, quando o aumento foi de 29,15%.

Para o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o resultado vai além dos números. “É uma conquista que impacta toda a cadeia econômica do Estado e mostra que estamos adequando o porto às demandas do mercado”, afirmou.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, também ressaltou o marco. Segundo ele, o desempenho consolida o Paraná entre os portos mais eficientes do mundo.

Milho, óleos vegetais e soja puxam exportações

Entre as commodities, o maior crescimento em 2025 foi registrado no milho, cuja movimentação saltou de 1,07 milhão para 5,09 milhões de toneladas, alta de 375%.

Os óleos vegetais cresceram 32%, mantendo o Porto de Paranaguá na liderança nacional desse tipo de exportação. Celulose e açúcar ensacado também avançaram, com altas de 16% e 15%, respectivamente.

A soja seguiu em trajetória positiva, com 14,6 milhões de toneladas exportadas, crescimento de 11% frente a 2024. Na safra 2024/2025, o Paraná produziu 21,4 milhões de toneladas do grão, o que ilustra a relevância do porto na logística estadual e interestadual, incluindo cargas de estados como Mato Grosso do Sul e São Paulo.

O farelo de soja fechou o ano com 6,5 milhões de toneladas, avanço de 5%.

Madeira e fertilizantes mantêm relevância estratégica

A madeira figurou entre os três principais produtos exportados, com 1,6 milhão de toneladas, ligeira alta de 0,24%. Os Estados Unidos seguem como principal destino, mesmo diante de incertezas no mercado internacional ao longo do ano.

Na importação, os fertilizantes lideraram o volume, alcançando 11,6 milhões de toneladas, crescimento de 4% e novo recorde histórico. Mais de 25% do consumo nacional entra no Brasil pelos portos de Paranaguá e Antonina. Já o grupo de cereais (trigo, malte e cevada) também bateu recorde, com 1,1 milhão de toneladas desembarcadas.

Obras estruturais ampliam eficiência logística

Além da estratégia de logística inteligente, implantada nos últimos oito anos, os portos paranaenses receberam melhorias estruturais relevantes. A conclusão da derrocagem da Pedra da Palangana, no fim de 2024, tornou o canal de acesso mais seguro e ágil.

As dragagens periódicas permitiram ampliar o calado operacional, possibilitando que os navios transportem mais carga por viagem. Em menos de um ano, duas autorizações elevaram o calado de 12,8 metros para 13,3 metros, permitindo embarques adicionais de até 3,7 mil toneladas por navio.

Esse avanço viabilizou, em dezembro, o carregamento recorde de 77 mil toneladas de milho no navio MV Minoan Pioneer, o maior volume de granel vegetal sólido já embarcado em uma única operação no Porto de Paranaguá.

Canal poderá chegar a 15,5 metros de profundidade

Com a concessão do canal de acesso, leiloada em outubro, a expectativa é que o calado chegue a 15,5 metros nos próximos anos. A ampliação permitirá embarcar até 14 mil toneladas adicionais de granéis ou cerca de mil contêineres por navio.

Garcia ressalta ainda o papel da qualificação profissional. Entre 2019 e 2025, cerca de 80% dos trabalhadores da empresa pública passaram por algum tipo de capacitação. Ele também destacou a integração da comunidade portuária, formada por operadores, empresas e trabalhadores.

Geração de empregos cresce no litoral

Dados do OGMO de Paranaguá apontam aumento no número de Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs). Em 2025, 1.849 profissionais atuaram no porto, crescimento de 12% em relação a 2024.

Investimentos bilionários impulsionam futuro do porto

O potencial de crescimento da Portos do Paraná será ampliado com novos projetos. Até fevereiro, deve ser concluído o Moegão, maior obra portuária pública do Brasil, com mais de 80% de execução. O investimento supera R$ 650 milhões e permitirá a recepção de até 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano via ferrovia.

Outro projeto estratégico é o Píer em “T”, orçado em R$ 1,2 bilhão na primeira fase, com quatro novos berços equipados com tecnologia de carregamento de alta performance. A segunda etapa prevê mais R$ 1 bilhão, marcando o primeiro grande investimento direto do Estado na área portuária em mais de cinco décadas.

Também estão previstos o Píer em “F”, no Corredor Oeste, e a expansão do píer de líquidos.

Essas iniciativas fazem parte dos nove leilões portuários realizados desde 2019, que somam R$ 5,1 bilhões em investimentos, incluindo a concessão do canal de acesso. Os prazos de execução variam entre cinco e sete anos, conforme cada contrato.

“Os arrendamentos garantem segurança jurídica, contratos equilibrados e clareza de direitos e deveres para empresas e Autoridade Portuária”, concluiu Luiz Fernando Garcia.

FONTE: Marechal News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Moegão da Portos do Paraná atinge 80% de execução e avança para a fase de conclusão

Maior obra pública portuária em andamento no Brasil vai concentrar a descarga ferroviária e interligar 11 terminais no Porto de Paranaguá

As obras do Moegão alcançaram 80,29% de execução, de acordo com as medições técnicas realizadas na primeira quinzena de dezembro. O projeto vai centralizar a recepção de trens carregados com granéis vegetais sólidos nos portos paranaenses e fará a distribuição das cargas para 11 terminais que estarão interligados ao sistema.

O Governo do Estado do Paraná, por meio da Portos do Paraná, está investindo mais de R$ 650 milhões na construção do complexo, utilizando recursos próprios e de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Até o momento, foram concluídos 87% da parte civil (estrutura física), 85,24% da mecânica e 57,81% da parte elétrica. Conforme o cronograma, a conclusão está prevista para o começo de fevereiro de 2026.

As equipes também atuam na finalização da instalação dos sistemas de Prevenção e Combate a Incêndio (SPCI) e do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA). Entre as próximas ações estão a execução da automação do complexo, a realização dos testes de segurança em todos os sistemas e a construção da subestação de energia, que será dedicada ao Moegão.

“O Moegão vai revolucionar a logística ferroviária do Paraná e beneficiar a comunidade. É um financiamento que está sendo custeado 100% pela Portos do Paraná e temos certeza, que trará importantes resultados”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Quando entrar em operação, o projeto terá capacidade para receber 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano, atendendo aos terminais do Corredor de Exportação Leste (Corex). Atualmente, cerca de 550 vagões são descarregados diariamente nos terminais de exportação. 

Com a conclusão da obra, esse processo será padronizado em um único ponto de descarga com a movimentação de 900 vagões por dia. Os granéis vegetais seguirão por correias transportadoras até 11 terminais interligados ao sistema e, de lá, para os navios.

“Isso aqui vai ser fenomenal, o Moegão terá condições de movimentar por dia até 68 mil toneladas. É uma grande recepção de produtos. A Portos do Paraná está subindo a régua em termos de movimentação de granéis no modal ferroviário”, enfatizou Diego Weber Rafaeli, gerente de contratos da Tucumann, uma das quatro empresas de engenharia que executam o projeto. As outras três são a TMSA, Zortea e Engeluz.

Além da alta na produtividade, também existirão vantagens no trânsito local. As composições férreas não precisarão mais entrar nos armazéns para descarregar e as manobras deixarão de existir. O número de cruzamentos com interrupções nas vias de acesso à área portuária cairá de 16 para cinco.

Amplo planejamento de expansão 

O Moegão não é uma estrutura isolada. O projeto integra um conjunto de obras e investimentos que estão transformando o Porto de Paranaguá, referência mundial em eficiência operacional.
Em abril deste ano, a Portos do Paraná concluiu a regularização de todas as áreas arrendáveis, por meio de leilões, garantindo segurança jurídica às parcerias público-privadas e viabilizando investimentos expressivos para a modernização e ampliação da infraestrutura portuária. No total, nove leilões já resultaram em R$ 5,7 bilhões em investimentos e mais R$ 1,1 bilhão em outorgas.

Píer em “T”

Os leilões dos PARs 14, 15 e 25 garantirão a construção do Píer em “T”. Do total de R$ 2,2 bilhões que as arrendatárias investirão, R$ 1,2 bilhão será destinado à obra, que contará com quatro novos berços de atracação. Além disso, o Governo do Estado fará um aporte adicional de R$ 1 bilhão.

O novo píer contará com um sistema ultramoderno de esteiras transportadoras, que levarão os produtos dos terminais até os porões dos navios em alta velocidade. O sistema atual movimenta cerca de 3 mil toneladas de soja por hora; com a nova estrutura, esse volume subirá para 8 mil toneladas por hora.

As embarcações também serão maiores que as atuais, permitindo ampliar a movimentação de cargas, reduzir custos operacionais e aumentar a competitividade do Porto.

Canal de acesso

A recepção de navios maiores só será possível graças à concessão do canal de acesso, realizada em 22 de outubro, por meio de leilão na B3, em São Paulo. O consórcio vencedor deverá ampliar a profundidade do canal, possibilitando o aumento do calado — a distância entre o ponto mais profundo do navio e a superfície da água — dos atuais 13,3 metros para 15,5 metros em até cinco anos.
Atualmente, os navios carregam até 78 mil toneladas de grãos ou farelos. Com o novo calado, cada embarcação poderá sair do Paraná levando até 125 mil toneladas. “É um ganho expressivo na competitividade do Porto de Paranaguá”, destaca Garcia.


Com a concessão, o acesso marítimo ao Porto também contará com o VTMIS (Vessel Traffic Management and Information System) — Sistema de Gerenciamento e Informação do Tráfego de Embarcações —, que garante mais segurança à navegação, à vida humana e ao meio ambiente.


A instalação do VTMIS também trará ganhos importantes ao trabalho dos práticos, profissionais responsáveis por conduzir os navios desde a entrada do canal até a atracação, tornando o processo ainda mais ágil e seguro.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

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