Mercado Internacional

Gasolina fica 10% mais cara que no exterior com petróleo próximo de US$ 60, aponta Abicom

A gasolina vendida no Brasil está, em média, 10% mais cara que no mercado internacional, mesmo com o petróleo cotado próximo de US$ 60 o barril, segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Já o diesel segue mais barato no país do que no exterior.
De acordo com o levantamento, para que os valores voltem à paridade de importação (PPI), a gasolina poderia cair R$ 0,28 por litro, enquanto o diesel precisaria subir R$ 0,11 nas refinarias da Petrobras.

Petrobras pratica subsídio cruzado, aponta Abicom

O presidente da Abicom, Sérgio Araújo, explica que a Petrobras adota atualmente um subsídio cruzado, compensando as perdas do diesel com os lucros obtidos na gasolina.

“Se a estatal reduzir o preço da gasolina, provavelmente terá de aumentar o do diesel”, afirmou Araújo.

O último reajuste da gasolina ocorreu em junho, com redução de R$ 0,17 por litro. Já o diesel teve o preço diminuído em R$ 0,16 por litro em maio, de acordo com os dados oficiais da estatal.

Diferença também é apontada por outros institutos

O Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) confirma a mesma tendência observada pela Abicom: os preços da gasolina no Brasil estão cerca de 10% acima do valor internacional, enquanto o diesel apresenta queda de 1,43% em relação ao mercado externo.
Essas variações refletem a política de preços da Petrobras, que vem mantendo certa estabilidade interna mesmo diante das oscilações globais no preço do barril.

Mercado internacional reage a tensões geopolíticas

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro, a queda recente nas cotações do petróleo está ligada à redução das tensões entre Rússia e Ucrânia.

“O principal fator de baixa é a confirmação de que os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia devem se reunir nas próximas semanas para discutir um novo acordo de paz entre os dois países”, explicou Cordeiro.

Para o mercado, a possibilidade de um acordo diplomático pode diminuir riscos geopolíticos e pressionar ainda mais as cotações do petróleo, afetando diretamente os preços dos combustíveis.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Exportação

Petrobras e Pluspetrol realizam primeira exportação de gás de Vaca Muerta para o Brasil

Petrobras e Pluspetrol deram um passo importante na integração energética entre Argentina e Brasil ao concretizar a primeira importação de gás natural não convencional proveniente de Vaca Muerta. A operação foi realizada na última sexta-feira, envolvendo 100.000 metros cúbicos de gás da bacia neuquina, por meio da subsidiária argentina POSA.

Transporte e logística do gás

O gás foi inicialmente transportado da Argentina para a Bolívia e, em seguida, encaminhado ao Brasil via gasoduto. A iniciativa está alinhada à estratégia do governo de Lula da Silva, que busca ampliar o fornecimento de gás natural no mercado interno e reduzir os preços para os consumidores finais.

Expansão das possibilidades de importação

Angélica Laureano, diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, ressaltou que a operação abre novas oportunidades para a importação de gás, reforçando o compromisso da companhia com o desenvolvimento sustentável do setor energético brasileiro.

O acordo vigente permite à Petrobras importar até 2 milhões de metros cúbicos de forma intermitente, dentro de um convênio entre as empresas e suas subsidiárias. Futuras importações devem ocorrer conforme surgirem novas oportunidades comerciais.

Crescente interesse pelo mercado argentino

O transporte de gás argentino via Bolívia tem sido discutido nos últimos anos, principalmente devido à redução da produção boliviana, que impactou os volumes de exportação. A participação de 33,6% da POSA no campo de Río Neuquén, localizado em Neuquén e Río Negro, reforça o interesse estratégico da Petrobras na região.

Vale lembrar que esta não é a primeira experiência com o gás de Vaca Muerta: em abril, a TotalEnergies realizou um teste piloto, enviando 500.000 m³ diários por 10 dias para o Brasil, mostrando o aumento do interesse em explorar os recursos não convencionais da Argentina para o mercado brasileiro.

FONTE: Ser Industria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

Ler Mais
Portos

Porto de Suape amplia profundidade do canal externo e recebe navio petroleiro da Transpetro

O Porto de Suape, localizado em Ipojuca (PE), concluiu nesta quinta-feira (9) a dragagem do seu canal de acesso externo, que agora possui 20 metros de profundidade. A modernização coloca o complexo entre os mais competitivos do Brasil e das Américas, ampliando sua capacidade de receber embarcações de grande porte.

Homologação e capacidade ampliada

A obra foi homologada pela Marinha do Brasil e garantiu um calado de até 17,3 metros, permitindo a atracação de navios da classe Suezmax, que transportam mais de 170 mil toneladas de porte bruto.
Para o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, a conquista representa um “divisor de águas” para a história do porto. Segundo ele, a dragagem integra um projeto estratégico de modernização que amplia o potencial logístico de Pernambuco e fortalece sua posição no cenário nacional.

Dragagem interna em andamento

Paralelamente, o porto executa a dragagem do canal interno, que deve restabelecer a profundidade para 16,2 metros, garantindo melhores condições de navegação e atracação de diferentes embarcações, como os navios da classe Panamax (com até 366 metros de comprimento).
O investimento total nas dragagens chega a R$ 217 milhões, sendo R$ 117 milhões do Governo de Pernambuco e R$ 100 milhões do Ministério de Portos e Aeroportos, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 3). O prazo de execução da obra interna é de seis meses, com a retirada estimada de 3,8 milhões de metros cúbicos de sedimentos.

Estreia com operação de grande porte

A inauguração da nova profundidade foi marcada pela chegada do navio petroleiro Romulo Almeida, da frota da Petrobras e operado pela Transpetro. A embarcação atracou no Píer de Granel Líquido 3A por volta das 9h, para embarcar 17 mil m³ de Diesel S10, produzido pela Refinaria Abreu e Lima (Rnest).
A operação contou com equipes do Porto de Suape, da Praticagem de Pernambuco e da Capitania dos Portos, garantindo eficiência e segurança em toda a manobra.

FONTE: Diário de Pernambuco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suape

Ler Mais
Importação

Petrobras realiza primeira importação de gás natural da Argentina

A Petrobras concluiu na última sexta-feira (3.out.2025) a primeira importação de gás natural proveniente da formação de Vaca Muerta, na Argentina. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (6.out) pela estatal, que firmou parceria com a Pluspetrol para viabilizar a operação.

Operação-piloto de gás natural

O transporte envolveu cerca de 100 mil m³ de gás não convencional, produzido pelas subsidiárias Petrobras Operaciones S.A. (POSA) e Pluspetrol. O objetivo do teste foi avaliar a viabilidade comercial e operacional da iniciativa.

O trajeto do combustível foi realizado por gasodutos, saindo da Argentina, passando pela Bolívia e chegando ao Brasil. Pelo contrato assinado, a Petrobras poderá importar até 2 milhões de m³ de gás na modalidade interruptível, ou seja, com fornecimento sujeito a suspensão caso a infraestrutura seja necessária para outras demandas.

Segundo a empresa, essa flexibilidade garante que o experimento ocorra sem afetar o abastecimento regular do mercado de gás natural no Brasil.

Integração de mercados de energia

Para Angélica Laureano, diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, a operação marca um avanço estratégico.

“Essa solução logística e comercial abre uma nova possibilidade para a importação de gás natural pelo Brasil, reforçando nosso compromisso com o aumento da oferta e com o desenvolvimento sustentável do mercado”, destacou.

A Petrobras mantém presença na Argentina por meio da POSA, onde detém 33,6% de participação não-operada no campo de Rio Neuquén, nas províncias de Neuquén e Rio Negro. A produção local é majoritariamente de gás não convencional (tight gas), extraído das formações geológicas Punta Rosada e Lajas.

O que é o gás de xisto?

O gás de xisto é uma forma de gás natural aprisionado em rochas densas chamadas xistos. Diferentemente do gás convencional, que se acumula em reservatórios porosos, ele exige técnicas avançadas para extração, como o fraturamento hidráulico (fracking).

Nesse método, uma mistura de água, areia e produtos químicos é injetada sob alta pressão, abrindo fissuras nas rochas e permitindo a liberação do gás. Apesar da eficiência para acessar grandes reservas, a técnica é cara, intensiva em recursos e envolve riscos ambientais.

Entre as preocupações, estão o possível contato com lençóis freáticos, o alto consumo de água, a ocorrência de abalos sísmicos e a emissão de metano, um potente gás de efeito estufa.

No Brasil, a exploração de gás de xisto por fracking não é regulamentada. Decisões judiciais já suspenderam atividades do tipo em áreas da Bahia e do Paraná, que haviam sido leiloadas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

Ler Mais
Informação

Ibama aprova resultado do simulado da Petrobras na Foz do Amazonas e solicita ajustes

O teste é considerado pela Petrobras como o último passo antes que o Ibama decida se concederá a licença de perfuração

 O órgão ambiental federal Ibama aprovou o teste de resposta a emergências realizado pela Petrobras (PETR3; PETR4) na Bacia da Foz do Amazonas, mas também solicitou ajustes antes de conceder à petroleira uma licença para perfurar na região, mostraram documentos vistos pela Reuters.

O teste, realizado em agosto, é considerado pela Petrobras como o último passo antes que o Ibama decida se concederá a licença de perfuração, em águas profundas do Amapá, buscada há anos pela empresa.

Por meio dele, a companhia precisava mostrar sua capacidade de lidar com um eventual acidente com vazamento na região, considerada sensível ambientalmente.

“Comunico à Petrobras que APO realizada foi considerada aprovada pelo Ibama, devendo a operadora apresentar os ajustes requeridos pelo Ibama, para finalização do processo de elaboração da licença de operação para a atividade proposta”, disse parecer técnico do Ibama.

O Ibama considerou, em seu parecer técnico, a robustez da estrutura apresentada, bem como o caráter inédito da atividade executada, “marcada por desafios logísticos relevantes, pela dimensão da estrutura acionada e pela amplitude das vertentes de análise”.

Além disso, destacou em sua conclusão que “um novo exercício de fauna deverá ser executado, sem prejuízo da continuidade do processo de licenciamento em curso”.

Em um comunicado, a Petrobras informou que “irá revisar o plano conforme as observações apontadas no parecer e reapresentará o documento ao Ibama até esta sexta-feira”.

“Com a aprovação da APO e o cumprimento dos demais requisitos do processo de licenciamento, a Petrobras espera receber em breve a licença ambiental para perfuração de um poço exploratório no bloco FZA-M-59, por meio do qual a companhia irá buscar informações geológicas e investigar a existência de petróleo”, acrescentou.

Procurado, o Ibama não respondeu imediatamente a pedido de comentário.

O setor petrolífero acredita que há um potencial significativo para a descoberta de grandes reservas de petróleo e gás na Foz do Amazonas, com base em grandes descobertas em regiões geologicamente semelhantes no Suriname e na Guiana.

Entretanto, há resistência por parte de segmentos da sociedade e do próprio governo, devido aos riscos socioambientais associados à exploração.

O Ibama já havia negado uma licença para a Petrobras em 2023, mas retomou o processo após um pedido de reconsideração da companhia, que veio com mudanças em seu planejamento exploratório.

Fonte: InfoMoney

Ler Mais
Tecnologia

WEG entrega aerogerador que pode atender 15 mil residências

Equipamento com 220 metros de altura foi encomendado pela Petrobras e instalado em parque eólico na região da Chapada Diamantina

Entrou em operação na cidade baiana de Brotas de Macaúbas o maior aerogerador instalado em terra firme (onshore) das Américas. O equipamento tem capacidade para gerar cerca de 2.500 MWh/mês, o equivalente ao consumo anual de cerca de 15 mil residências brasileiras.

O aerogerador tem 220 metros de altura do solo até a ponta da pá, equivalente à soma de seis estátuas do Cristo Redentor, e pesa 1830 toneladas, correspondente a cerca de 1660 carros populares.

O gerador foi desenvolvido pela WEG, multinacional de Jaraguá do Sul, à pedido da Petrobras. A encomenda deriva dos contratos de concessão para exploração e produção de petróleo e gás natural, que prevê que as empresas invistam um percentual de sua receita bruta em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.

“O desenvolvimento do aerogerador de 7 MW reflete nossa capacidade de inovação e consolida o papel da WEG como protagonista no avanço da energia eólica”, afirma João Paulo Gualberto da Silva, diretor superintendente da WEG Energia. A empresa prevê que ele poderá ser produzido em série a partir da demanda do mercado por novos projetos eólicos.

Uma das vantagens do novo aerogerador é a redução do custo da energia. Com essa capacidade, produz mais eletricidade por unidade de área ocupada, reduzindo a necessidade de instalação de múltiplos aerogeradores. Isso também otimiza o uso do terreno e tende a diminuir os custos gerais de instalação e manutenção.

O equipamento foi comprado e instalado pela norueguesa Statkraft no projeto de modernização do Parque Eólico de Seabra, localizado na região da Chapada Diamantina, interior da Bahia.

Com informações da WEG.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Ler Mais
Comércio

Petrobras reduz o preço do gás natural em 14% para distribuidoras

Para o trimestre que inicia em agosto a referência do petróleo Brent caiu 11% e o câmbio teve apreciação de 3,2%

A Petrobras informou, nesta segunda-feira (28), que reduzirá em 14%, em média, os preços do gás natural para as distribuidoras a partir de 1º de agosto.

Segundo a estatal, os contratos com as distribuidoras preveem atualizações trimestrais da parcela do preço relacionada à molécula do gás e vinculam esta variação, para cima ou para baixo, às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio do real em relação ao dólar.

“Para o trimestre que inicia em agosto de 2025, a referência do petróleo Brent caiu 11,0% e o câmbio teve apreciação de 3,2% (isto é, a quantia em reais para se converter em um dólar reduziu 3,2%)”, afirma a empresa.

A Petrobras destaca que as variações por distribuidora dependem dos produtos contratados, e que considerando os mecanismos criados pela empresa, em 2024, dos prêmios por performance e de incentivo à demanda é possível ampliar a redução no preço da molécula.

A empresa lembra que, desde dezembro de 2022, o preço médio da molécula vendido às distribuidoras acumula uma redução da ordem de 32%, incluindo o efeito da redução de agosto. Considerando a aplicação integral dos prêmios, a redução acumulada média poderia atingir mais de 33%.

A Petrobras ressalta que o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da molécula pela companhia, mas também pelo custo do transporte até a distribuidora, pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens (e, no caso do GNV – Gás Natural Veicular, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais.

Fonte: Estadão Conteúdo

Ler Mais
Investimento

Fábricas da Petrobras reduzem dependência brasileira de fertilizantes nitrogenados

Durante reunião do Confert, presidente da companhia afirma que novas unidades vão atender 35% nacional da demanda por ureia

A retomada dos investimentos da Petrobras em fábricas de fertilizantes hidrogenados deve reduzir significativamente a dependência brasileira de insumos importados nessa área. Segundo a presidente da companhia, Magda Chambriard, a entrada em operação de quatro fábricas nos estados do Paraná, Bahia, Sergipe e Mato Grosso do Sul atenderá 35% da demanda nacional por fertilizantes à base de ureia até 2028. Atualmente, quase 100% da ureia utilizada pela agricultura brasileira vem de fora do país.

Os números foram apresentados por Chambriard durante a 5ª Reunião Ordinária do Confert, o Conselho Nacional de Fertilizantes (Confert), realizada nesta terça-feira (22/7) na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A reunião foi presidida pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin.

“O agro e o setor de petróleo estão se fundindo cada vez mais. E o fertilizante é uma excelente oportunidade para a gente ampliar o nosso mercado de gás”, afirmou Chambriard. A presidente citou ainda as parcerias com a Embrapa para o desenvolvimento de fertilizantes de alta eficiência, com produção de amônia a arla, além de ureia.

Os investimentos da Petrobras somam R$ 900 milhões no período de 2025-29 nas fábricas de Araucária (Ansa), no Paraná; Fafen, na Bahia e em Sergipe; e UFN-III, em Três Lagoas (MS). Segundo Chambriard, os projetos estão gerando entre 13 mil e 15 mil postos de trabalho.

 Na abertura da reunião, Alckmin destacou a importância dos investimentos do país nesse setor. “Brasil é grande exportador, produtor e exportador de proteína animal e vegetal. Neste ano nós vamos ter uma safra recorde, 10% a mais. E a demanda por fertilizantes é crescente”.

Bioinsumos

A reunião do Confert também aprovou a inclusão de 16 novos projetos à sua Carteira de Projetos Estratégicos, sendo 14 da Embrapa, um do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e um do setor privado.

Embrapa – Dos 14 projetos da Embrapa. 11 se referem a pesquisa e desenvolvimento de soluções sustentáveis envolvendo biofertilizantes, bioinsumos, bioestimulantes e bioinoculadores. Exemplo: Desenvolvimento de bactérias promotoras de crescimento para mudas florestais de espécies importantes para o segmento industrial de celulose.

Setor privado – Projeto da Prumo Logística para estruturação de um Hub de Hidrogênio de Baixo Carbono no Porto de Açu, Rio de Janeiro, com foco na criação de um ecossistema industrial integrado para produção de hidrogênio sustentável e seus derivados, como amônia e metanol.

Mapa – Regulamentação da Lei de Bioinsumos, sancionada em dezembro de 2024. A lei dispõe sobre a produção, a importação, a exportação, o registro, a comercialização, o uso, a inspeção, a fiscalização, a pesquisa, a experimentação, a embalagem, a rotulagem, a propaganda, o transporte, o armazenamento, as taxas, a prestação de serviços, a destinação de resíduos e embalagens e os incentivos à produção de bioinsumos para uso agrícola, pecuário, aquícola e florestal, inclusive sobre a produção com objetivo de uso próprio.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Ler Mais
Comércio

Magda diz que existência de petróleo na Bacia de Pelotas pode alavancar toda região Sul

De acordo com presidente da Petrobras, a estatal tem a obrigação de garantir a segurança energética do Brasil a longo prazo e, por isso, investe em petróleo e gás

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a exploração na Bacia de Pelotas, se for encontrado petróleo e gás na região, poderá alavancar o desenvolvimento econômico da região Sul do Brasil. De acordo com ela, a estatal tem a obrigação de garantir a segurança energética do Brasil a longo prazo e, por isso, investe em petróleo e gás.

“Se nós encontrarmos petróleo e gás que estamos buscando na Bacia de Pelotas, no litoral do Rio Grande do Sul, poderemos alavancar o desenvolvimento econômico de toda a região Sul do país”, disse Magda em cerimônia de retomada das operações do Porto de Itajaí, em Santa Catarina.

De acordo com a presidente da Petrobras, a estatal pretende liderar uma transição energética justa. “Já estamos fazendo isso, adicionando novas energias e deixando nossas operações cada vez mais limpas”, comentou. “Temos obrigação de garantir a segurança energética do Brasil a longo prazo, por isso investimentos em petróleo e gás”, citou.

Magda afirmou que as demandas da Petrobras serão “cada vez menores”, pois a empresa está “muito comprometida” com o Brasil. Porém, segundo ela, não existe uma Petrobras “forte” sem o apoio da sociedade e uma cadeia de suprimentos.

A presidente da estatal avaliou que a retomada das operações o Porto de Itajaí representa o compromisso do governo Lula com o crescimento econômico nacional. Em sua avaliação, a Petrobras tem um papel fundamental no desenvolvimento do Brasil e “olha para cada porto brasileiro”.

Fonte: Valor Econômico

Ler Mais
Negócios

Exxon, Chevron e Petrobras vencem licitações de alto valor na Margem Equatorial do Brasil

Petrobras, ExxonMobil e Chevron conquistaram direitos de exploração na Margem Equatorial do Brasil, uma nova fronteira de petróleo offshore com grandes expectativas, apesar de anos de atrasos regulatórios. Dos 47 blocos ofertados na Bacia da Foz do Amazonas, 19 foram vendidos, tornando-a a área mais disputada no mais recente leilão de petróleo do país.

Petrobras e Exxon garantiram juntas 10 blocos, enquanto a Chevron, em parceria com a chinesa CNPC, levou nove — superando a Petrobras em algumas disputas. Isso representa uma forte demonstração de confiança no potencial da bacia, assim como na capacidade do Brasil de eventualmente superar a resistência ambiental.

A Petrobras ainda aguarda aprovação do Ibama para perfurar seu primeiro poço na Foz do Amazonas, localizado a cerca de 540 km da foz do Rio Amazonas. A região é vista como potencial rival do prolífico pré-sal brasileiro.

Analistas apontam que a Exxon pode aproveitar sua experiência operacional na vizinha Guiana, e sua parceria com a Petrobras ajuda a mitigar riscos regulatórios. Já os lances agressivos da Chevron, mesmo sem uma parceira brasileira, reforçam o interesse crescente em replicar o sucesso offshore da Guiana e do Suriname.

O momento do leilão — durante um período de tensões elevadas no Oriente Médio — também ressaltou a atratividade do Brasil como uma fonte de petróleo geopoliticamente mais segura.

A Shell e a Karoon atuaram na Bacia de Santos, embora apenas 11 dos 54 blocos ofertados nessa região tenham sido vendidos. A Shell optou por não participar da Margem Equatorial devido a “múltiplos riscos”, apesar de manter parcerias de exploração com a Petrobras na vizinha Bacia de Pelotas.

A oposição ambiental foi forte, especialmente em antecipação à cúpula climática COP30, que será sediada no Brasil. Críticos expressaram preocupações quanto à proximidade dos blocos com territórios indígenas e áreas de alta biodiversidade, como Fernando de Noronha.

Ainda assim, o governo considerou o leilão um sucesso, arrecadando mais de 989 milhões de reais (US$ 181 milhões) em bônus de assinatura e com previsão de atrair 1,5 bilhão de reais em investimentos para a fase de exploração.

Fonte: Oil Price

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook