Logística

Notificação de contêineres perdidos no mar passa a ser obrigatória a partir de 2026

Entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 a obrigatoriedade de notificação de contêineres perdidos no mar, conforme atualização do Capítulo V da Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (Solas). A mudança tem como objetivo reforçar a segurança marítima e reduzir impactos ambientais causados por cargas à deriva, segundo informou a seguradora marítima Gard.

Perdas cresceram em meio a desvios de rotas globais

De acordo com o relatório mais recente do World Shipping Council, foram registrados 576 contêineres perdidos em 2024, número superior ao do ano anterior. O aumento ocorreu em um cenário marcado por mudanças nas rotas marítimas globais, especialmente devido ao crescimento de 191% nas travessias pelo Cabo da Boa Esperança, motivadas pelos desvios do Mar Vermelho.

A Autoridade de Segurança Marítima da África do Sul informou que quase 200 contêineres foram perdidos nessa região, o equivalente a 35% do total anual. Em 2025, no entanto, não houve repetição desse volume de ocorrências.

Regras valem para todas as embarcações com contêineres

As novas exigências foram estabelecidas pela Resolução MSC.550(108) e se aplicam a qualquer embarcação que transporte contêineres, bem como àquelas que identifiquem unidades à deriva. A partir de agora, os comandantes devem comunicar imediatamente tanto a perda quanto o avistamento de contêineres às autoridades competentes, aos Estados de bandeira e a outras embarcações na área.

A notificação deve conter informações como:

  • identificação do navio;
  • localização do incidente;
  • data e horário;
  • quantidade estimada de contêineres;
  • tipo e dimensões das unidades;
  • indicação de carga perigosa, com números da ONU, quando aplicável.

A Circular CCC.1/Circ.7 da Organização Marítima Internacional (IMO) traz modelos de formulários e orientações para padronizar os comunicados feitos pelos Estados-membros.

Atualizações podem ser exigidas após a ocorrência

A norma reconhece que nem sempre todas as informações estarão disponíveis no momento do incidente. Por isso, relatórios complementares poderão ser apresentados posteriormente. Sempre que possível, a embarcação deverá realizar inspeção detalhada para confirmar os dados.

Caso o navio não consiga se comunicar ou precise ser abandonado, caberá ao armador assumir a responsabilidade pela notificação, dentro do que for tecnicamente viável.

Setor marítimo atua para reduzir perdas

Paralelamente à nova exigência, o setor segue investindo em prevenção. O Grupo Internacional de Clubes de P&I participa do projeto TopTier, coordenado pelo Instituto de Pesquisa Marítima da Holanda, que reúne mais de 40 organizações para analisar as causas das perdas de contêineres.

O estudo, encaminhado à IMO em setembro, aponta fatores como condições meteorológicas severas, falhas operacionais, processos de carregamento e amarração, limitações estruturais e práticas de inspeção como pontos críticos a serem aprimorados.

Adequação passa a ser prioridade para armadores

Com a nova regulamentação em vigor, armadores, operadores e comandantes são orientados a revisar seus Sistemas de Gestão de Segurança, bem como os procedimentos internos de registro e comunicação, garantindo conformidade com a Solas e maior segurança na navegação internacional.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mundo Marítimo

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Informação

CMA CGM mira ter 1.000 mulheres no mar até 2030

A gigante francesa de transporte marítimo CMA CGM estabeleceu uma nova meta: alcançar 1.000 mulheres atuando no mar até 2030. O objetivo surge após o avanço expressivo do programa interno She Sails, que dobrou a presença feminina a bordo em apenas um ano.

Crescimento acelerado da participação feminina
Em 2024, a companhia contava com cerca de 200 mulheres embarcadas. Com as ações do programa, esse número saltou para 403 até o fim de 2025, e a empresa quer mais que dobrar esse total nos próximos quatro anos. A iniciativa mobilizou 42 embaixadoras em 19 países e resultou em novas parcerias com academias marítimas.

Novas parcerias e formações profissionais
Três acordos já foram firmados — um em Abu Dhabi e dois na Índia — e outros dois estão em andamento nas Filipinas e na Indonésia, reforçando o recrutamento de novas cadetes. O impulso também levou a 74 promoções internas: oito profissionais assumiram cargos de oficiais superiores, 48 passaram de cadete a oficial júnior e uma tripulante avançou de marinheira para marinheira qualificada, um feito inédito dentro da empresa.

Impacto na diversidade e desempenho
Segundo Christine Cabau Woehrel, vice-presidente executiva de operações e ativos da CMA CGM, os resultados superaram as expectativas. Para ela, o programa ampliou o acesso das mulheres a cargos estratégicos, acelerou trajetórias profissionais e fortaleceu a diversidade e a performance das equipes.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CMA CGM

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Portos

Setor de navegação recebe diagnóstico inédito sobre seguros em Terminais Portuários Autorizados

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) lançou, nesta terça-feira (2), o primeiro diagnóstico nacional sobre seguros em Terminais Portuários Autorizados. O estudo consolida, pela primeira vez, um conjunto amplo de dados estratégicos, análises e percepções que oferecem um panorama técnico até então inexistente para os Terminais de Uso Privado (TUPs). A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP).

Avanço na gestão de riscos e previsibilidade do setor
O levantamento representa um passo significativo na agenda de gestão de riscos, previsibilidade regulatória e fortalecimento da segurança jurídica no setor portuário. O material identifica desafios, práticas e lacunas ligadas aos seguros obrigatórios, incluindo aspectos regulatórios, operacionais e climáticos.
Para o ministro Silvio Costa Filho, o diagnóstico reúne informações essenciais que aumentam a previsibilidade e fortalecem o ambiente de negócios. O secretário-executivo Tomé Franca destacou que a base consolidada de dados facilita decisões estratégicas, melhora o diálogo com operadores e reforça a necessidade de regras modernas, especialmente diante do avanço das mudanças climáticas.
A diretora de Assuntos Econômicos do MPor, Helena Venceslau, reforçou que o material contribui para políticas públicas baseadas em evidências, sobretudo em temas sensíveis como riscos associados e seguros obrigatórios.

Riscos climáticos e oportunidades de aprimoramento
O diagnóstico também chama atenção para o aumento da frequência e da intensidade dos riscos climáticos, apontando a necessidade de aprimorar mecanismos de proteção, governança e eficiência regulatória. Ao organizar informações antes dispersas, o estudo amplia a capacidade de planejamento do setor e fortalece a atuação conjunta entre governo, mercado segurador e operadores portuários.

Transparência e modernização do ambiente portuário
A iniciativa reforça o compromisso com um ambiente portuário mais moderno, seguro e alinhado a boas práticas internacionais. Com mais transparência e subsídios técnicos, o diagnóstico deverá embasar futuras evoluções regulatórias e apoiar o desenvolvimento sustentável da navegação e dos terminais autorizados.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Sustentabilidade

Governo lança programa de descarbonização para preparar portos e navegação à taxação global de emissões

O Governo Federal instituiu um conjunto de medidas inéditas para descarbonização dos portos e da navegação, antecipando-se à futura taxação global de emissões prevista para entrar em vigor nos próximos anos. As ações integram os Programas Nacionais de Descarbonização de Portos e da Navegação, anunciados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) durante a COP30, em Belém.

A iniciativa alinha o país às discussões em andamento na Organização Marítima Internacional (IMO), que estuda a aplicação de taxas variando entre US$ 100 e US$ 380 por tonelada de CO₂ emitida. A previsão é que o mecanismo seja implementado em 2027, em sintonia com o compromisso global de emissões próximas ao zero até 2050.

Portos mais modernos e energia limpa nas operações

De acordo com o ministro Silvio Costa Filho, as novas diretrizes impulsionam a transição energética e modernizam toda a cadeia logística. O programa estimula desde a eletrificação de estruturas portuárias até o uso de combustíveis sustentáveis nas embarcações.

Um dos eixos centrais é a eletrificação dos portos, permitindo que navios atracados utilizem energia limpa e reduzam o consumo de combustíveis fósseis. A estratégia é considerada essencial para cortar emissões diretas. Durante a COP30, por exemplo, o uso de Gás Natural Liquefeito (GNL) no abastecimento das embarcações-hotel reduziu entre 20% e 30% das emissões quando comparado ao diesel, apesar de ainda ser um combustível fóssil.

Incentivo à sustentabilidade e boas práticas ESG

Em 2025, o MPor também lançou o Pacto pela Sustentabilidade, criado para reconhecer empresas que adotam boas práticas socioambientais e de governança. As participantes poderão receber selos ambientais, reforçando o compromisso voluntário com a agenda ESG e com a descarbonização do setor portuário e da navegação.

Navegação fluvial e cabotagem ganham protagonismo

Além das ações em infraestrutura, o governo intensifica a promoção da navegação fluvial, modal que emite cerca de cinco vezes menos que o transporte rodoviário. A Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN) conduz as primeiras concessões de hidrovias do país, aumentando a previsibilidade e a segurança jurídica para o transporte de cargas.

A SNHN também atualizou a política de estímulo à navegação de cabotagem — a BR do Mar. A partir de agora, empresas que ampliarem sua frota com novos navios deverão priorizar embarcações com menor nível de emissão, fortalecendo o papel da cabotagem na transição para uma matriz de transportes mais equilibrada e sustentável.

Redução de prazos e mais eficiência

Outro destaque é o Programa Porto Sem Papel, que reduziu de 20 para 4 dias o tempo médio de permanência dos navios nos portos ao eliminar etapas duplicadas e integrar informações de diferentes órgãos. A redução do tempo de operação diminui o consumo de combustível e contribui diretamente para as metas de descarbonização.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Portos

TCP aumenta calado operacional em Paranaguá e ganha capacidade para embarcar 400 TEUs extras por navio

A TCP – Terminal de Contêineres de Paranaguá passou a operar com calado de 13,30 metros, ampliação que permite o embarque de até 400 TEUs adicionais por navio cheio. A mudança foi oficializada pela Portos do Paraná, por meio da Portaria nº 224/2025, após aprovação da Marinha do Brasil e da Praticagem. A atualização se baseia em estudos de simulação contratados pela empresa e realizados em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), após a conclusão da última campanha de derrocagem do canal.

Novos limites variam conforme tamanho dos navios
As regras atualizadas definem dois cenários de operação — maré zero e maré positiva. Para embarcações de até 300 metros (LOA), o calado passa de 12,80 para 13,00 metros em maré zero, podendo chegar a 13,30 metros com 30 cm de maré positiva.
Navios entre 336 e 366 metros mantêm 12,80 metros em maré zero, mas passam a operar com 13,10 metros com 30 cm de maré positiva, atingindo 13,30 metros quando a maré alcança 50 cm. São índices superiores aos dos terminais catarinenses, que operam entre 11,00 m e 12,20 m, dependendo do porte das embarcações.

Ganho direto de eficiência e ampliação da capacidade
O superintendente institucional e jurídico da TCP, Rafael Stein, explica que o novo calado permite transportar mais carga por viagem, ampliando a eficiência de armadores, importadores e exportadores, sem aumento de custos operacionais. Segundo ele, a conquista é resultado de um trabalho robusto de engenharia náutica para garantir segurança nas operações.

A TCP já recebe navios de 366 metros desde janeiro de 2024, quando o MSC Natasha XIII atracou no terminal — o primeiro porta-contêineres desse porte em operação no Brasil. Com a nova profundidade autorizada, navios dessa classe passam a operar com capacidade plena e maior regularidade.

Estudos técnicos garantem precisão e segurança
A análise técnica foi conduzida pelo Centro de Simulação e Treinamento em Manobras Marítimas da USP, utilizando modelagem avançada e simuladores de alta precisão. Foram avaliados cenários de atracação e desatracação em diferentes condições de maré, vento e corrente, incluindo embarcações de até 368 metros e 51 metros de boca.

Os estudos recomendaram a instalação de um novo sensor nos marégrafos, investimento feito pela TCP em parceria com a Paranaguá Pilots. A modernização aumenta a confiabilidade dos dados e melhora a definição das janelas de atracação, ampliando a segurança da navegação. Para o presidente do Sindicato dos Práticos, Julio Verner, o avanço coloca Paranaguá na rota dos grandes navios da nova geração.

Infraestrutura ampliada sustenta avanço do calado
Desde 2024, o canal de acesso passou de 12,10 para 12,80 metros em maré zero após a remoção de 20 mil m³ de rochas na região das Pedras Palanganas. O material foi reutilizado em obras públicas da região, em um processo acompanhado por monitoramentos ambientais.

Segundo Gabriel Perdonsini Vieira, diretor de Operações da Portos do Paraná, o aumento do calado amplia a competitividade do porto e reforça o desempenho positivo na movimentação de cargas.

Concessão do canal prevê profundidade de até 15,5 metros
O avanço ocorre em meio à transformação estrutural do canal de acesso. A concessão realizada em outubro prevê ampliar a profundidade para 15,5 metros nos primeiros cinco anos, além de aprimorar a sinalização náutica, realizar novas dragagens e modernizar a infraestrutura aquaviária. O investimento total é estimado em R$ 1,23 bilhão, acompanhado de redução de 12,63% na taxa Inframar, condicionada ao cumprimento de metas contratuais.

Para Stein, o novo limite de calado já traz ganhos imediatos e prepara Paranaguá para receber navios ainda maiores, alinhando o porto às tendências globais.

TCP fecha semestre com 744 mil TEUs e reforça protagonismo regional
A TCP encerrou o primeiro semestre de 2025 com 744.650 TEUs movimentados, mantendo-se como o maior terminal de contêineres do Sul e o terceiro maior do país, segundo dados da ANTAQ. A ampliação do calado consolida sua posição como hub estratégico do comércio exterior brasileiro e fortalece sua capacidade de operar embarcações de grande porte.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Sustentabilidade

BNDES amplia apoio ao combustível sustentável para aviação e navegação

A transição para energias renováveis avança em diversas frentes, impulsionada pela necessidade global de reduzir emissões. Tecnologias como energia eólica, solar e o etanol brasileiro já atingiram maturidade comercial. Outras alternativas, porém, seguem como grandes desafios, entre elas o combustível sustentável de aviação (SAF).

Segundo a consultoria Market and Markets, o mercado global de SAF, hoje estimado em US$ 2,06 bilhões, deve saltar para US$ 25,62 bilhões nos próximos cinco anos, refletindo a crescente demanda por soluções de descarbonização no setor aéreo.

Aviação e navegação sob pressão ambiental

O transporte aéreo é essencial para a economia, mas responde por parcela significativa das emissões globais. A navegação, responsável por mais de 80% do comércio internacional, segue o mesmo caminho. Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a pressão global por emissões menores representa também uma oportunidade estratégica para o Brasil.

O diretor de Desenvolvimento Produtivo do BNDES, José Luis Gordon, destaca que aviação e navegação concentram cerca de 5% das emissões mundiais. No transporte como um todo, 20% da poluição vem desses modais. O uso de combustíveis renováveis e derivados de biomassa, resíduos e matérias-primas limpas pode reduzir essas emissões em mais de 90%. O Brasil, afirma ele, reúne condições para liderar essa transição graças ao histórico de desenvolvimento em biocombustíveis.

Papel estratégico do BNDES

Fiel à sua missão desde os anos 1950, o BNDES passou a intensificar sua atuação na agenda ambiental. Após décadas impulsionando indústria, exportações, privatizações e pequenos negócios, a instituição agora dedica parte significativa de seus esforços ao avanço da infraestrutura verde.

Chamada pública mobiliza o setor

Em 2024, o BNDES e a Finep lançaram uma chamada pública para seleção de planos de negócios voltados a combustíveis sustentáveis para aviação e navegação. A iniciativa disponibilizou R$ 6 bilhões em recursos conjuntos para empresas produtoras ou desenvolvedoras de tecnologias limpas.

O edital recebeu 76 propostas, somando potencial de R$ 167 bilhões em investimentos. Do total, 43 projetos focavam em SAF e representaram R$ 120 bilhões, enquanto 33 tinham como objetivo combustíveis marítimos, especialmente o e-metanol, somando R$ 47 bilhões. Após análise, 42 propostas foram enquadradas, prevendo R$ 133 bilhões em investimentos futuros.

Para Gordon, a iniciativa permite acelerar decisões, integrar instrumentos financeiros e incentivar fusões de projetos complementares. Ele destaca ainda o impacto econômico: a cadeia da bioenergia pode gerar até seis vezes mais empregos do que a indústria do petróleo, considerando a quantidade de energia produzida.

Brasil na dianteira da bioenergia

Para Evaristo Pinheiro, presidente da Refina Brasil, o país tem potencial para liderar o mercado global de biocombustíveis, não apenas para consumo interno. Segundo ele, o setor já nasce competitivo e internacionalizado, mas depende de três pilares: reconhecimento internacional da qualidade dos produtos, avanços na regulamentação doméstica e acesso a financiamentos competitivos.

Pinheiro afirma que o apoio do BNDES tem sido decisivo e defende que o país mantenha senso de urgência para assegurar protagonismo no setor.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Stock

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Sustentabilidade

Brasil lidera debate no Mercosul sobre transporte marítimo e descarbonização

Reunião do CETM reforça cooperação entre países do bloco

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) coordenou, no último dia 15 de outubro, a reunião semestral da Comissão de Especialistas em Transporte Marítimo (CETM), vinculada ao Subgrupo de Trabalho nº 5 (SGT-5) do Mercosul. O encontro teve formato híbrido, reunindo autoridades presencialmente em Brasília, na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e demais participantes de forma remota.

O objetivo central da reunião foi intensificar o diálogo sobre transporte marítimo entre os países-membros e associados do bloco sul-americano, buscando interesses comuns e estratégias conjuntas para impulsionar o setor na região.

Integração regional e posicionamento internacional

Representando o MPor, o chefe substituto da Assessoria Internacional, Márcio Gabardo, destacou a importância do encontro para a construção de um ambiente colaborativo.

“A reunião do CETM é importante para o intercâmbio de opiniões, o fomento à cooperação, o desenvolvimento do transporte marítimo regional e a coordenação de posições em foros internacionais”, afirmou Gabardo.

O fórum também serviu como espaço para alinhar posturas que poderão ser defendidas de maneira unificada em fóruns internacionais, fortalecendo a atuação conjunta dos países do Mercosul.

Descarbonização do transporte aquaviário ganha destaque

Um dos temas centrais da pauta foi a descarbonização do setor de transporte aquaviário, alinhando-se às diretrizes globais de sustentabilidade e redução de emissões. O coordenador de Políticas de Navegação Marítima do MPor, Eduardo da Silva Pereira, apresentou as ações do ministério voltadas à transição energética e sustentabilidade no transporte marítimo.

A programação técnica incluiu ainda:

  • Patrícia Stelling, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que apresentou um estudo sobre a descarbonização do transporte aquaviário;
  • Capitão de Mar e Guerra Mauro José Rocha de Araújo, representando a Marinha do Brasil, com uma explanação sobre a participação da instituição na Organização Marítima Internacional (OMI);
  • Luís Fernando Resano, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), que abordou os desafios e oportunidades da cabotagem brasileira frente às metas ambientais do setor marítimo.

Cooperação para um transporte marítimo sustentável no Mercosul

A reunião reforça o compromisso dos países do bloco com o desenvolvimento sustentável do transporte marítimo, promovendo parcerias estratégicas para modernizar o setor, aumentar a eficiência logística e reduzir impactos ambientais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação

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Logística

Canal do Panamá lança programa LoTSA 2.0 para modernizar alocação de slots

Novo modelo amplia flexibilidade para companhias de navegação

A Autoridade do Canal do Panamá (ACP) anunciou o lançamento do programa LoTSA 2.0 (Alocação de Slots de Longo Prazo), que traz um novo modelo de reservas para companhias de navegação. O objetivo é oferecer mais flexibilidade operacional e adaptação às dinâmicas do mercado global, facilitando o planejamento de trânsitos pelo Canal do Panamá.

Ciclos semestrais e primeiro leilão em 2025

Com a atualização, os pacotes de reserva deixam de seguir um horizonte de 12 meses e passam a ser divididos em dois ciclos de seis meses. O primeiro período vai de 4 de janeiro a 4 de julho de 2026, e o segundo de 5 de julho de 2026 a 3 de janeiro de 2027.

O primeiro leilão de cotas já tem data marcada: 28 de outubro de 2025.

Novos pacotes de serviços e ajustes na oferta

Entre as mudanças anunciadas, a ACP informou que a média de slots diários será ajustada de quatro para três, além da criação de novos pacotes de serviço, como FixContainer, FlexContainer, FixGas, FlexGas, FlexGas+ e FlexSlot+.

Essas modalidades permitirão que os clientes escolham datas com garantia confirmada ou optem por níveis maiores de flexibilidade.

Benefícios adicionais para os clientes

O LoTSA 2.0 também traz vantagens como:

  • possibilidade de reservar com até 15 dias de antecedência;
  • realização de até duas alterações de data, conforme o pacote;
  • cancelamentos com tarifa reduzida, desde que solicitados com mais de 15 dias de antecedência.

Ajustes no sistema geral de reservas

Paralelamente ao novo programa, a ACP anunciou melhorias no sistema de reservas do canal. Entre elas, o restabelecimento do acesso antecipado para navios de gás natural liquefeito (GNL) no período de reserva 1A, a partir de 4 de janeiro de 2026.

Outra mudança é a eliminação da restrição que limitava a utilização das eclusas do Neopanamax a apenas um cliente por data.

Competitividade e sustentabilidade do Canal do Panamá

Segundo a ACP, a implementação do LoTSA 2.0 busca dar maior previsibilidade às empresas de navegação, otimizar operações, reduzir emissões de gases poluentes e reforçar a competitividade do Canal do Panamá diante das transformações do comércio internacional.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Informação

11% das saídas programadas pelas companhias de navegação são canceladas

As companhias de navegação estão recorrendo intensamente a cancelamentos de itinerários (blank sailings) e à omissão de portos para sustentar um mercado fraco, com 11% das saídas programadas canceladas, o que corresponde a 81 de 720 entre as semanas 39 (22–28 de setembro) e 43 (20–26 de outubro), principalmente na rota Transpacífica (53%), seguida por Ásia–Europa/Mediterrâneo (31%) e Transatlântico Oeste (16%).

A maioria dos cortes (68%), segundo um relatório da consultoria Drewry, concentra-se em torno da Semana Dourada na China, enquanto a congestão nos principais portos chineses e europeus continua afetando os cronogramas.

Durante esse período, espera-se que 89% das saídas semanais programadas ocorram conforme previsto.

O Índice Mundial de Contêineres da Drewry caiu mais 6%, chegando a USD 1.913 por contêiner de 40 pés em 18 de setembro, marcando sua décima quarta queda semanal consecutiva. As tarifas na rota Ásia–Europa/Mediterrâneo caíram 10%, o Transpacífico caiu 5% e o Transatlântico recuou 1%.

A partir de 14 de outubro, entrarão em vigor novas tarifas portuárias nos Estados Unidos para navios construídos ou operados por empresas chinesas, afetando principalmente a Cosco, enquanto a maioria de seus concorrentes verá um impacto limitado.

Com a chegada do quarto trimestre de 2025, a demanda sazonal pode oferecer certo impulso, mas as tarifas, as pressões econômicas e a geopolítica ameaçam afetar os processos de reabastecimento. A disciplina na gestão de capacidade e a agilidade dos embarcadores serão fundamentais para enfrentar a volatilidade que se aproxima.

A Drewry recomendou que os embarcadores mantenham flexibilidade; ou seja, utilizem contratos mais curtos, monitorem de perto as tarifas e garantam capacidade com antecedência.

Fonte: Portual Portuário

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Informação, Navegação, Portos

Mar agitado fecha canal de acesso a Itajaí

Boca da barra foi considerada impraticável na noite deste domingo

O acesso ao Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes está fechado na noite deste domingo. A Marinha do Brasil bloqueou preventivamente a entrada e saída de navios por causa do mar agitado.

A movimentação foi suspensa por volta das 19h, devido à forte ondulação, que chegou a cerca de dois metros na costa de Itajaí.

De acordo com o painel de monitoramento de tráfego marítimo, não havia manobras previstas para o complexo portuário na noite de domingo. Para esta segunda-feira, estão previstas três saídas e uma entrada de navios para os portos de Navegantes e Itajaí. 

A liberação da boca da barra depende da melhora nas condições do mar.

O laboratório de Climatologia da Univali informou sobre ondas de um metro a um metro e meio nas nossas praias nesta semana, com tempo ficando nublado, mas com aberturas de sol, e temperaturas esquentando, com mínimas de 14°C e máximas perto da casa dos 30°C. A semana deve ter poucas chance de chuva.

Fonte: Diarinho

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