Internacional

China promete comprar 12 MMT de soja dos EUA, mas volume levanta dúvidas no mercado

O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que a China se comprometeu a comprar 12 MMT de soja dos EUA ainda neste ano, além de firmar um acordo mínimo de 25 MMT anuais pelos próximos três anos. A fala, porém, desses 12 MMT, não deixa claro quando os embarques ocorrerão. O anúncio de compra não significa embarque imediato: normalmente, o que a China compra entre outubro e novembro, ela vai receber somente entre janeiro e fevereiro, se for embarque imediato.

Hoje a China tem pouca necessidade de soja adicional, já que acumulou estoques elevados com embarques recordes, sobretudo entre Brasil, Argentina e outros fornecedores.

Sobre o acordo de 25 MMT mínima, este volume na verdade é bem menor do costume de compra da China dos EUA. A quantidade anunciada representa uma redução considerável em relação aos últimos anos, tanto para o lado chinês quanto para as exportações americanas:

*China (importações dos EUA)* | 🇺🇸 *Exportações totais dos EUA*
2024: 22,13 MMT | 25,97 MMT
2023: 23,45 MMT | 26,42 MMT
2022: 28,74 MMT | 30,03 MMT
2021: 31,62 MMT | 27,71 MMT

Para Ronaldo Fernandes, as falas de Bessent representam “mais do mesmo”:
Sinceramente, mais do mesmo. Agora só depois de algo concreto, assinado, ou só se a China disser. Tudo que os EUA falarem agora vai provocar uma reação do mercado, mas pontual, não firma a tendência. O mercado percebeu que os EUA são quem precisam mais do acordo, são os mais prejudicados politicamente. A China não.

O analista lembra que, na primeira guerra comercial, que começou em 2018, o acordo só saiu em janeiro de 2020, num contexto de seca no Brasil e risco de quebra de safra. “Agora o cenário é outro. A China não depende da soja americana como dependia lá atrás”, explica.

Em janeiro e fevereiro de 2025, a China desembarcou 13 MMT, sendo 9 MMT dos EUA e 5 MMT do Brasil (porque ainda aguardava a colheita brasileira). Se ela recebeu esses volumes em janeiro e fevereiro, foram compras feitas, pelo menos, em novembro e dezembro. E vale lembrar que o costume é os recebimentos da China caírem de outubro em diante e só retomarem a partir de abril. Recebimento não é compra  se a China recebeu, o embarque ou a compra foi feito pelo menos dois meses antes. Então, o mais lógico é analisar os volumes recebidos em janeiro e fevereiro para entender o que ainda precisa ser comprado em novembro e dezembro.

Por mais que o mercado reaja bem agora pela retomada das compras da China, se o acordo for oficializado com 25 MMT mínima, é sim uma garantia das compras chinesas, mas o valor mínimo representa menos do que a China já comprava dos EUA. Tudo bem, é um valor de referência, ela pode comprar mais, mas só se o preço valer a pena. A longo prazo, esse volume no acordo não é positivo para Chicago, porque sinaliza menor dependência da soja americana.

Mesmo assim, o anúncio trouxe reação imediata nos preços. A soja brasileira subiu para R$ 145 por saca, ante R$ 140 no dia anterior, como mencionado pelo Ronaldo na madrugada de hoje a falta o acordo é vitória para o brasil ” essa indecisão abre espaço pra soja brasileira, que pode ganhar fôlego nesse intervalo, mas o *relógio já tá correndo, e ninguém sabe quando vem a próxima novidade.

FONTE: Royal Rural
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Negócios

Iates de luxo acima de R$ 25 milhões dominam mercado, afirma CEO do Okean

Grupo Okean investe em verticalização e diversificação para enfrentar pressões do mercado, enquanto inovações sustentáveis ganham destaque nas embarcações

O mercado náutico brasileiro está passando por uma transformação significativa, com um aumento de 60% na demanda por iates de 70 a 100 pés desde 2024. Essa mudança reflete uma migração de consumidores para embarcações mais caras, enquanto a procura por barcos menores, até 60 pés, diminui. Roberto Paião, CEO do Grupo Okean, destaca que essa tendência é uma resposta natural à saturação do mercado de embarcações menores.

O principal modelo em vendas do estaleiro, a Ferretti 850, exemplifica essa nova demanda, com preço médio de R$ 36 milhões. Apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios, como pressões regulatórias e tarifas de importação. Paião considera a inclusão do IPVA para embarcações na reforma tributária uma ameaça significativa, citando experiências negativas em outros países que resultaram em perda de empregos.

Estratégias de Diversificação

Para enfrentar esses desafios, o Grupo Okean está adotando estratégias de diversificação e verticalização. A empresa inaugurou uma nova fábrica de móveis náuticos em Santa Catarina, que produzirá itens para substituir importações. Além disso, avalia investimentos nos Estados Unidos para montagem final de embarcações, visando evitar tarifas mais altas.

A diversificação geográfica também é uma prioridade, com exportações para países como Austrália, Japão e prospecção nos Emirados Árabes Unidos. O grupo também lançou o programa Concierge & Co, que oferece compartilhamento de embarcações menores, visando aumentar a utilização e a produção.

Inovação e Sustentabilidade

O setor está incorporando inovações tecnológicas focadas em sustentabilidade e eficiência, como propulsão elétrica e sistemas de hidrogênio. Paião observa que essas tecnologias estão se tornando cada vez mais relevantes entre consumidores de luxo. O futuro do grupo inclui a expansão para embarcações acima de 100 pés, acompanhando a tendência de crescimento do segmento ultra luxo.

Com 8.000 quilômetros de costa, o Brasil apresenta um potencial significativo para o mercado náutico, apesar dos desafios de infraestrutura. A estratégia do Grupo Okean visa aproveitar esse potencial, focando em um nicho de mercado com menor concorrência e maior margem de lucro.

Fonte: Portal Tela

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Economia

Focus: Mercado reduz expectativa para expansão do PIB em 2025 e 2026

Projeção para a inflação neste ano ficou estável após 14 semanas seguidas de queda

Economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram suas estimativas para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano e no próximo, mostrou nesta segunda-feira (8) pesquisa Focus realizada pela autoridade monetária junto a uma centena de economistas. Já a projeção para a inflação em 2025 ficou estável após 14 semanas seguidas de queda.

Os agentes estimaram a expansão econômica deste ano em 2,16%, ante uma expectativa de 2,19% apontada há uma semana, ao passo que para 2026 a previsão é de crescimento econômico de 1,85%, antes expectativa de 1,87% na semana anterior.

O cálculo para a inflação medida pelo IPCA manteve-se em 4,85% para este ano, após 14 semanas consecutivas de queda da estimativa, e foi levemente ajustado para o ano que vem, a 4,30%, ante 4,31%. A meta de inflação é de 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O Focus mostrou ainda continuação da estabilidade para as apostas na taxa básica de juros Selic, com as previsões para este ano mantendo-se em 15,00%, patamar atual da taxa, pela 11ª seguida e para 2026 ficando em 12,50% pela 32ª semana seguida.

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central volta a se reunir na próxima semana.

Os economistas também reajustaram suas estimativas para o fechamento da cotação do dólar para 2025 e 2026, para R$ 5,55, ante R$ 5,56, e para R$ 5,60, ante R$ 5,62, respectivamente.

Fonte: CNN Brasil

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Economia

Mercado mantém previsão da inflação em 4,85% após 14 cortes seguidos

Projeção ainda continua acima do teto da meta que é de 4,5%

Após 14 semanas, o mercado financeiro interrompeu a sequência de cortes nas expectativas sobre a inflação neste ano.

De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central, os analistas e economistas consultados mantiveram a previsão de 4,85%. Um pouco acima do teto da meta de inflação, que é de 4,5%.

Para o PIB, Produto Interno Bruto, que é a soma de tudo que é produzido no Brasil, uma queda na projeção, de 2,19% para 2,16% de crescimento neste ano.

Já o dólar deve terminar o ano um pouco mais barato: R$ 5,05. E, para taxa básica de juros, permaneceu a expectativa de ficar em 15% ao ano.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio

Fundos ampliam vendas de açúcar a nível recorde

O comportamento do mercado de açúcar reflete um movimento mais amplo

O mercado global de açúcar bruto vem passando por um momento de grande volatilidade, com a comunidade especulativa ampliando suas posições de venda em níveis recordes dos últimos anos. Apesar de estoques globais cada vez mais apertados, os preços têm se mantido relativamente estáveis em Nova York, refletindo uma mistura de fatores de oferta, demanda e estratégias de hedge.

De acordo com a DATAGRO, os fundos e pequenos especuladores aumentaram sua posição de venda líquida no mercado de açúcar de 125.081 lotes em 29 de julho para 151.004 lotes em 5 de agosto, a maior desde novembro de 2019. O movimento ocorre em paralelo a sinais preocupantes sobre a safra 25/26 no Centro-Sul do Brasil, como atraso na moagem, níveis de ATR abaixo do esperado e entrega de açúcar ainda lenta pelas usinas da região.

Mesmo diante de estoques globais baixos — com a relação estoque/consumo estimada em 41% no final do ano comercial 24/25, menor nível em 15 anos — o mercado segue sem direção clara em NY. A capacidade do Brasil de exportar 3 a 3,5 milhões de toneladas por mês tem mitigado a urgência dos compradores, mas prolongar a estabilidade de preços pode levar as usinas a ajustarem o mix de produção, impactando ainda mais o equilíbrio global.

O comportamento do mercado de açúcar reflete um movimento mais amplo entre commodities agrícolas. Até 5 de agosto, fundos de hedge reduziram posições compradas em cobre, petróleo e diesel diante de ajustes na oferta e tarifas internacionais. Nos grãos, clima favorável nos EUA, Europa e Mar Negro manteve expectativas de safras robustas, reforçando vendas especulativas em trigo, milho e soja. No conjunto, a posição de venda líquida em commodities agrícolas monitoradas subiu 12,4% na semana, indicando cautela generalizada entre investidores.

Fonte: Agrolink

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Agronegócio

Abertura de mercado para produtos agropecuários do Brasil na Costa Rica

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 419 aberturas desde o início de 2023 em 71 destinos

O governo brasileiro e o governo da Costa Rica concluíram negociações sanitárias e fitossanitárias para que o Brasil exporte subprodutos de origem bovina destinados à alimentação animal e milho de pipoca para aquele país.

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 272 milhões em produtos agropecuários para a Costa Rica, com destaque para cereais, farinhas e preparações, além de produtos do complexo soja.

Com este anúncio, o Brasil alcança 419 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Notícias

PL tenta proibir transporte de animais vivos e evitar tortura em mercado de R$ 2 bilhões

Projeto propõe fim da exportação de bois vivos em 5 anos e regula transporte e bem-estar animal antes de data-limite

Carcaças de bois tomaram rios do estado do Pará e impregnam comunidades pesqueiras da região com um forte odor podre. Cerca de 5 mil bovinos foram parar na água após um navio afundar no porto de Vila do Conde (PA), deixando, além do rastro de morte, manchas por aproximadamente 4 km no mar Atlântico após o derramamento de 700 toneladas de óleo diesel. O ano era 2015 e o episódio ainda é um dos exemplos mais concretos dos impactos pouco discutidos oferecidos pela exportação de animais vivos, um mercado de mais de R$ 2 bilhões anuais.

Amontoados em baias metálicas, milhares de bois viajam por até 30 dias pelos Oceanos Atlântico e o Índico, confinados, apertados entre fezes e urina. Não é incomum que alguns não resistam: morrem cozidos por dentro, vítimas de estresse térmico; outros, afetados pela concentração de amônia nos espaços, chegam ao destino sem enxergar. Parte dos corpos é jogada ao mar ou triturada na própria embarcação. Essa é a realidade de pelo menos 400 mil animais transportados por ano do Brasil para países no Oriente Médio e norte da África — em 2024 cerca de 1 milhão de animais foram exportados, um recorde.

Um destino que pode ser proibido recorrente, caso o projeto de lei 2.627/2025, proposto pela deputada Duda Salabert (PDT-MG) seja aprovado pelo Congresso Nacional. A proposta quer proibir a exportação de animais vivos dentro de cinco anos após a aprovação da lei, estabelecendo cotas anuais de redução até que a meta seja batida, além de normas que garantam o mínimo de bem-estar animal durante o período de adaptação. Além disso, estabelece limite de tempo de funcionamento das embarcações de transporte e que ele seja feito com o acompanhamento de equipes veterinárias a bordo, bem como fiscalização contínua pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Salabert argumenta que a transição para um modelo baseado na exportação de carnes, ao invés do animal vivo, pode agregar maior valor ao setor, gerar mais empregos e fortalecer os setores sem comprometer a balança comercial. “Experiências internacionais indicam que a restrição da exportação de animais vivos não prejudicou a economia dos países exportadores, mas impulsionou o crescimento da exportação de carne refrigerada e congelada”, justifica a deputada no texto do projeto de sua autoria.

“As denúncias se repetem: navios velhos e adaptados, transporte insalubre, alimentação insuficiente e risco elevado de transmissão de zoonoses. […] A exportação de animais vivos representa menos de 5% do valor da carne exportada, mas o argumento de prejuízo econômico é usado para travar avanços, quando, na verdade, o prejuízo é deixar que parte da cadeia econômica de processamento de carne seja feita fora do Brasil”, afirmou a deputada à Agência Pública. 

De acordo com o Beef Report 2024 da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), a exportação de gado vivo somou R$ 2,4 bilhões em 2023, menos da metade da exportação de couro (R$ 5,6 bilhões) ou de carne, mercado vezes maior, que representou R$ 49,9 bilhões na balança comercial há dois anos. 

A carne está entre os produtos sujeitos ao tarifaço de 50% imposto pelo governo Trump às vendas feitas aos Estados Unidos desde o início de agosto. A exportação do animal vivo, no entanto, representa um lucro que varia entre 20% e 25% em relação ao comercializado em território nacional, motivo pelo qual o mercado encontra espaço para se manter.

Propostas enfrentam resistência da bancada ruralista

O Brasil segue os requisitos mínimos previstos na Convenção Internacional de Segurança Marítima no que diz respeito à exportação de animais vivos. Países como Austrália e Irlanda restringem tempo de funcionamento, histórico e bandeira das embarcações que fazem esse tipo de transporte e servem de inspiração para propostas legislativas brasileiras. Além do PL 2.627/25, outros sete já foram propostos no Congresso Nacional para proibir ou desestimular esse tipo de exportação, sem no entanto, encontrar condições de tramitação para que ganhem força de lei. 

“É um problema intrínseco da exportação de animais vivos, porque o sucesso, o êxito econômico dessa operação depende de colocar muitos animais dentro de um navio e levar para outro lado do mundo”, afirma o diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da ONG Mercy For Animal (MFA, do inglês “Piedade para os animais”), George Sturaro, que afirma que o projeto em questão encontra mais chances de receber atenção por propor a redução gradual da atividade, em vez de apenas proibi-la. “Se reduz o número de animais [por embarcação], se melhora as condições [para o gado], a atividade não é mais economicamente rentável”.

O confinamento contínuo favorece infecções respiratórias e oculares, provocadas pela alta concentração de amônia no ar em espaços sem ventilação adequada. “São raros os navios que possuem um veterinário. Às vezes, [quando há] é um veterinário para 20 mil animais, então se o animal desenvolve uma doença, se lesiona, dependendo da gravidade, esse animal vai morrer. E esses animais que morrem são jogados ao mar”, diz Sturaro. 

Em 2018, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já havia manifestado e reconhecido a necessidade da presença de um médico veterinário como responsável técnico em empresas que comercializam animais vivos sempre que houver necessidade de intervenção ou tratamento médico nos animais.

Sturaro explica que projetos semelhantes enfrentam barreiras porque precisam passar pelas Comissões de Agricultura da Câmara e do Senado, dominadas pela bancada ruralista, que costuma votar contra iniciativas vistas como “restritivas ao agronegócio”: “Os parlamentares vinculados aos interesses do agronegócio não vão aceitar como argumento a questão do bem-estar animal, porque não tem atividade pecuária que não envolva algum nível de sofrimento”. 

Além disso, a exportação confere poder de barganha aos pecuaristas e pode ajudar a não diminuir o preço da carne. “Mesmo que ele não vá exportar, ele tem mais poder de barganha para negociar com o frigorífico porque ele pode dizer: ‘olha, se você não comprar meu boi, eu exporto’”, complementa Sturaro.

“A exportação de animais vivos representa menos de 5% do valor da carne exportada, mas o argumento de prejuízo econômico é usado para travar avanços, quando, na verdade, o prejuízo é deixar que parte da cadeia econômica de processamento de carne seja feita fora do Brasil”, complementou Salabert.

Procurado, o Ministério da Agricultura e Pecuária não respondeu sobre como são feitas as fiscalizações sobre as condições das exportações e transporte de animais vivos nem sobre a diferença entre critérios adotados e cenários encontrados quanto ao bem-estar animal. Caso haja manifestação, este espaço será atualizado. 

Senado vai debater assunto em audiência

Uma audiência pública foi convocada na Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado para o próximo dia 19 de agosto para discutir os impactos socioeconômicos, sanitários e ambientais do transporte de animais vivos para fins de exportação. O encontro, convocado pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), também deve abordar projetos de lei que estão travados nas duas Casas. 

“Não há espaço para nenhuma forma de crueldade nos tempos de hoje. Sou defensor da dignidade animal e acredito que práticas brutais, desnecessárias e economicamente questionáveis, como a exportação de animais vivos para abate no exterior, não podem ser toleradas em um país que se pretende moderno e humanitário”, afirmou em entrevista à Pública. 

Fonte: Diarinho

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Mercado Internacional

Rui Costa: Governo aumenta diálogo com China, Europa e mundo árabe para abrir mercado

“Queremos que o Brasil diversifique ainda mais suas exportações e diminua sua exposição às intempéries americanas”, afirmou o ministro

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse nesta terça-feira, 26, que o governo está respondendo com um conjunto de ações ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra o Brasil.

Entre os itens, disse que o Executivo está ajudando “fortemente” na abertura de novos mercados para as exportações brasileiras. As falas foram feitas na abertura da reunião ministerial.

“Queremos que o Brasil diversifique ainda mais suas exportações e diminua sua exposição às intempéries americanas”, afirmou Rui Costa.

Como parte dessa agenda, o ministro destacou a intensificação de diálogo com China, Europa e mundo árabe.

Fonte: InfoMoney

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Internacional

Brasileiros ampliam apoio à China e rejeição a EUA e Israel

A imagem internacional do Brasil em relação a grandes potências está passando por uma reviravolta. Segundo levantamento da Genial/Quaest, divulgado pela colunista Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo, a percepção positiva dos brasileiros sobre a China saltou de 34% em outubro de 2024 para 49% em agosto deste ano. No mesmo período, a avaliação favorável aos Estados Unidos caiu de 56% para 44%, e a de Israel despencou de 52% para 35%.

A pesquisa, realizada entre 13 e 17 de agosto com 12.150 pessoas em todo o país, mostra ainda que a imagem negativa dos EUA cresceu de 25% para 48%. Israel também registrou aumento na rejeição, passando de 27% para 50%. Esses movimentos coincidem com o tarifaço e as sanções aplicadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com a ofensiva do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para pressionar o Judiciário a livrar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da condenação e da cadeia por tentativa de golpe.

O salto da China foi mais expressivo entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, onde a avaliação positiva cresceu de 41% para 61%. Entre os que votaram em branco ou nulo, a aprovação também subiu, passando de 31% para 50%. Já no grupo de eleitores de Jair Bolsonaro, a percepção favorável ao país asiático se manteve estável em 30%.

A queda da imagem dos EUA foi mais acentuada entre os eleitores de Lula, que em março registravam 51% de aprovação e agora caíram para 23%. Entre os apoiadores de Bolsonaro, no entanto, a popularidade dos americanos segue alta, subindo de 66% para 72%.

Israel perde apoio

No caso de Israel, a rejeição avançou em quase todos os segmentos, impactada principalmente pelos desdobramentos da guerra em Gaza. Entre os bolsonaristas, o índice de aprovação caiu de 67% para 54%. A maior qued, aparece entre os católicos, que representam a maioria da população: apenas 30% avaliam positivamente o país, enquanto 52% reprovam. Já entre evangélicos, o apoio é majoritário, com 52% de avaliação favorável.

Rússia e Argentina apresentam leve melhora

O estudo também aponta crescimento na percepção sobre Rússia e Argentina. A imagem positiva de Moscou avançou de 20% para 25%, enquanto Buenos Aires subiu de 36% para 42%. Apesar disso, o governo de Vladimir Putin segue com o maior índice de rejeição entre os brasileiros, atingindo 59%.

Percepção varia conforme a renda

A pesquisa revelou ainda diferenças significativas de opinião entre faixas de renda. Entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, os EUA mantêm a liderança em imagem positiva, com 53%. Já entre os mais pobres, a China aparece em vantagem, com 45% de aprovação.

O levantamento utilizou dados da Pnad de 2024 e 2025 e do Censo de 2022, ambos do IBGE, e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Fonte: Brasil 247

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Economia

Bancos perdem quase R$ 42 bi em valor de mercado com temor de Lei Magnitsky

Movimento se dá após decisão de Dino que gera impasse sobre o cumprimento das sanções econômicas a Moraes pelas instituições financeiras

Cinco dos principais bancos do Brasil totalizaram perdas de R$ 41,98 bilhões em valor de mercado no pregão de terça-feira (19), impactados pelos receios de punições caso cumpram a Lei Magnitsky.

As ações derreteram depois da decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino de que leis ou decisões judiciais estrangeiras só podem ser cumpridas no Brasil caso sejam validadas pela Justiça brasileira.

O parecer alarmou o mercado por sinalizar que poderia haver punição aos bancos que cumprirem a determinação da Lei Magnitsky aplicada pela Casa Branca a Alexandre de Moraes que, entre outras proibições, restringe as movimentações financeiras do ministro pelas instituições financeiras.

Segundo levantamento feito por Einar Rivero, CEO da Elos Ayta Consultoria, os cinco bancos que foram mais afetados pela tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos no pregão da véspera foram Itaú Unibanco, BTG, Bradesco, Banco do Brasil e Santander. Veja abaixo:

Além dos bancos, ao ampliar o leque para todas as empresas listadas na B3, as perdas totalizaram R$ 88,44 bilhões em um único dia.

Impasse

Dino esclareceu por meio de novo despacho nesta terça-feira (19) que a regra que impede a aplicação de leis e decisões judiciais estrangeiras no Brasil não é válida para tribunais internacionais dos quais o país é signatário.

Isso significa que a validação da Justiça brasileira é exigida somente para leis e decisões tomadas por tribunais estrangeiros comuns. Ou seja, decisões de Cortes das quais o Brasil faz parte, como a Corte Interamericana de Direitos Humanos ou a Corte Internacional de Justiça (Haia), não serão afetadas.

Ainda assim, a decisão trouxe questionamentos sobre as consequências negativas para empresas brasileiras que operam nos Estados Unidos — como os bancos.

Ricardo Inglez de Souza, especialista em comércio internacional e direito econômico, alertou em entrevista ao WW para os possíveis impactos nas atividades comerciais internacionais.

Para o especialista, as empresas brasileiras se encontram em uma situação complexa: se cumprirem a decisão do STF, podem sofrer consequências nos Estados Unidos, o que impactaria suas atividades internacionais. Por outro lado, se seguirem as restrições impostas pelo governo americano, estariam descumprindo uma decisão da justiça brasileira.

O especialista ressalta que essa situação pode gerar uma crise que afetará principalmente o mercado financeiro brasileiro e outras empresas com operações internacionais, e o impacto pode ser especialmente significativo para companhias que mantêm relações comerciais regulares com os Estados Unidos.

Fonte: CNN Brasil

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