Internacional

Guerra no Oriente Médio ameaça energia da Ásia e pressiona economias já afetadas pela guerra comercial

A escalada da guerra no Oriente Médio acendeu um novo alerta nas principais economias asiáticas, que já vinham lidando com os efeitos da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Após o presidente Donald Trump afirmar que os ataques militares contra o Irã devem continuar por várias semanas, o foco dos mercados se voltou para o risco de interrupção no fornecimento de petróleo do Oriente Médio.

O temor central envolve o Estreito de Ormuz, corredor marítimo estratégico por onde passa cerca de um quinto da oferta global de petróleo — grande parte destinada à Ásia.

Estreito de Ormuz no centro das preocupações

Governos de China, Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Índia acompanham com atenção qualquer ameaça de bloqueio da rota marítima localizada na fronteira sul do Irã.

Embora especialistas considerem improvável que Teerã feche o estreito — já que depende das exportações de energia, especialmente para a China —, os mercados reagiram imediatamente. Os preços do petróleo dispararam, navios petroleiros passaram a evitar a região e os custos de seguro aumentaram, enquanto portos registraram atrasos nas operações.

China enfrenta vulnerabilidade energética

A China importa pouco mais da metade de seu petróleo transportado por via marítima do Oriente Médio, sendo que cerca de um quarto desse volume tem origem no Irã. Um corte prolongado no fornecimento obrigaria o país a buscar novas fontes, possivelmente a preços mais altos.

Segundo dados da consultoria Kpler, a China possui reservas estratégicas suficientes para cerca de 115 dias. Além disso, conta com três grandes oleodutos, dois deles conectados à Rússia e ao Cazaquistão, o que reduz parcialmente a dependência da rota do Golfo.

Ainda assim, o momento é delicado. O país enfrenta desaceleração econômica, crise no setor imobiliário, alta no desemprego juvenil e pressões deflacionárias. A indústria manufatureira tem sido peça-chave para sustentar o crescimento e compensar tarifas impostas por Washington, que chegaram a 145% sobre produtos chineses durante a guerra comercial.

O presidente Xi Jinping deve se reunir em breve com Trump, em um encontro que tende a ocorrer sob clima ainda mais tenso diante da instabilidade geopolítica.

Japão e Coreia do Sul são altamente dependentes

Entre as economias mais expostas estão Japão e Coreia do Sul, fortemente dependentes do petróleo e gás do Oriente Médio.

O Japão importa mais de 90% de seu petróleo pelo Estreito de Ormuz, enquanto a Coreia do Sul depende da região para cerca de 70% de suas importações de petróleo bruto.

A gigante japonesa de transporte marítimo Mitsui O.S.K. Lines anunciou a suspensão de operações no Golfo Pérsico após alertas das autoridades iranianas.

Ambos os países possuem reservas estratégicas robustas: o Japão mantém estoques equivalentes a 254 dias de consumo, enquanto a Coreia do Sul dispõe de reservas para mais de 210 dias. Ainda assim, a alta persistente nos preços da energia pode agravar déficits comerciais e pressionar economias já fragilizadas pela inflação.

Taiwan e o risco para a cadeia global de semicondutores

Em Taiwan, a dependência energética é ainda mais acentuada. Mais de 96% da energia consumida na ilha é importada, principalmente do Oriente Médio. Cerca de 60% do petróleo e um terço do gás natural chegam via Estreito de Ormuz.

Uma interrupção prolongada poderia afetar diretamente a produção de semicondutores, essenciais para smartphones, veículos elétricos e sistemas de inteligência artificial.

A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, líder global na fabricação de chips avançados, conta com geradores de emergência, mas esses sistemas não substituem a rede elétrica em crises prolongadas.

Taiwan mantém reservas de petróleo para aproximadamente 120 dias, mas o estoque de gás natural duraria apenas cerca de 11 dias, segundo especialistas locais.

Índia e o dilema estratégico

A Índia vinha ampliando a compra de petróleo da Rússia, mas um acordo comercial recente com os Estados Unidos previa a substituição gradual desse fornecimento por petróleo de outras origens, sobretudo do Golfo Pérsico. A nova crise, no entanto, pode complicar essa estratégia e elevar os custos energéticos do país.

Impactos globais e alerta diplomático

Pequim pediu publicamente o cessar imediato das operações militares para evitar maior instabilidade econômica global. Analistas alertam que um bloqueio do Estreito de Ormuz teria efeitos catastróficos não apenas para a Ásia, mas para toda a economia mundial.

Mesmo que o fluxo de petróleo seja mantido, a escalada nos preços da energia pode pressionar inflação, contas públicas e crescimento econômico em diversas regiões.

Em um cenário já marcado por tensões comerciais e desaceleração econômica, a crise energética surge como um novo fator de risco para a Ásia e para o equilíbrio do comércio global.

FONTE: NY Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fadel Senna/Agence France-Presse — Getty Images

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Exportação

Japão pede suspensão de controles da China sobre exportações de terras-raras

O governo do Japão solicitou que a China suspenda o reforço nos controles de exportação sobre produtos de uso duplo, civil e militar, que podem atingir itens estratégicos como os elementos de terras-raras. O pedido foi feito após o Ministério do Comércio chinês anunciar, no mesmo dia, a adoção imediata das novas regras.

Embora Pequim não tenha detalhado quais produtos serão afetados, autoridades japonesas demonstraram preocupação com possíveis restrições ao fornecimento de minerais críticos, fundamentais para as indústrias de tecnologia, defesa e transição energética.

Temor de restrições a minerais estratégicos

Tóquio avalia que parte dos elementos de terras-raras pode estar incluída na lista chinesa de produtos classificados como de dupla utilização. Esses materiais são essenciais para a fabricação de semicondutores, equipamentos eletrônicos, baterias e sistemas militares avançados, setores nos quais o Japão tem forte dependência de importações.

A falta de clareza sobre o alcance das medidas aumentou a apreensão do governo japonês, que vê risco de impacto direto em cadeias globais de suprimentos.

Crise diplomática entre Japão e China se intensifica

O episódio amplia a tensão diplomática entre os dois países, agravada após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre a possibilidade de reação militar em caso de um ataque a Taiwan. Analistas apontam que o momento e o tom do anúncio chinês podem estar ligados a esse contexto geopolítico sensível.

O secretário-geral do Escritório de Assuntos Asiáticos e da Oceania do Ministério das Relações Exteriores do Japão, Masaaki Kanai, afirmou que apresentou um protesto formal às autoridades chinesas. Segundo comunicado oficial, Kanai “protestou veementemente e exigiu a revogação das medidas”.

Pedido formal apresentado à embaixada chinesa

A reclamação foi encaminhada diretamente a Shi Yong, vice-chefe da missão da embaixada da China no Japão, informou o ministério japonês. Para Kanai, as novas regras “se desviam significativamente da prática internacional” e são “absolutamente inaceitáveis e profundamente lamentáveis”.

Especialistas avaliam que a linguagem ambígua utilizada por Pequim pode ser uma estratégia para pressionar o governo japonês a adotar uma postura mais moderada nas relações bilaterais.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: JIJI Press/AFP

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Logística

Paraguai e Japão firmam acordo de US$ 243 milhões para corredor logístico estratégico no sul do país

O Paraguai e o Japão fecharam um acordo de US$ 243 milhões para viabilizar o corredor de integração do sudoeste, um projeto de infraestrutura que vai além da construção de uma estrada. A iniciativa representa uma transformação estrutural na logística paraguaia, ao integrar regiões produtivas do sul do país ao Brasil, aos portos do Atlântico e às principais rotas de exportação internacional.

O corredor terá mais de 150 quilômetros de obras, incluindo rodovias pavimentadas, travessias urbanas, pontes e sistemas logísticos, conectando os departamentos de Ñeembucú e Misiones a mercados externos. O acordo marca a convergência entre infraestrutura, economia e geopolítica.

Corredor integra regiões historicamente isoladas

O projeto se concentra no sul do Paraguai, área tradicionalmente considerada periférica do ponto de vista logístico. Atualmente, a produção de soja, arroz, madeira e carne depende de estradas precárias, longos desvios e altos custos de transporte, fatores que reduzem a competitividade do agronegócio e desestimulam novos investimentos.

Com o novo corredor logístico do sudoeste, esse cenário começa a mudar. O eixo rodoviário vai ligar Ñeembucú a Misiones, passando por localidades como Jabebyry, Laureles, Desmochados, Villa Oliva, Serrito e chegando a Pilar, transformando uma área marginalizada em um corredor estruturado de desenvolvimento.

De estrada regional a rota internacional de exportação

O impacto inicial será visível na infraestrutura: asfalto novo, traçados mais diretos e redução de trechos não pavimentados. Isso permitirá menor tempo de viagem, redução de custos logísticos e maior previsibilidade para produtores e empresas.

A relevância do projeto, no entanto, ultrapassa as fronteiras nacionais. A partir de Pilar, as cargas seguem até a fronteira com o Brasil, acessam a malha rodoviária brasileira pela Ponte da Integração e chegam a portos do Atlântico, como Paranaguá e Santos. Essa conexão transforma o corredor em uma rota internacional de exportação.

Na prática, produtos agrícolas do sul paraguaio poderão alcançar mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio com maior eficiência logística.

Infraestrutura planejada para longo prazo

O investimento japonês não se limita à pavimentação. O projeto foi concebido como um sistema logístico completo, preparado para décadas de operação intensa. Estão previstas:

  • Quatro novas pontes, incluindo uma estrutura de 400 metros sobre o rio Tebicuary
  • Obras extensas de drenagem
  • Recuperação de estruturas antigas
  • Contornos urbanos para desviar o tráfego pesado dos centros das cidades
  • Áreas de fiscalização, paradas de ônibus e balanças de controle de carga

A implantação de pedágios está prevista para garantir manutenção contínua e gestão eficiente do fluxo de veículos.

Conexão com o Brasil e impacto geopolítico

O acordo com o Japão ocorre em paralelo ao avanço do corredor bioceânico, no oeste do país, que liga Brasil, Paraguai, Argentina e Chile aos portos do Pacífico. Com isso, o Paraguai passa a se posicionar de forma estratégica:

  • Ao sul e sudeste, conectado aos portos atlânticos brasileiros
  • Ao oeste, integrado ao Pacífico

Embora seja historicamente classificado como país sem litoral, o Paraguai passa a atuar como ponte logística entre dois oceanos, ganhando relevância geopolítica em um cenário no qual rotas de transporte têm peso crescente nas relações internacionais.

Impactos sociais e desenvolvimento regional

Os benefícios do corredor vão além do agronegócio. Comunidades hoje isoladas terão acesso mais rápido a serviços de saúde, educação, comércio e infraestrutura pública. O sul do país deixa de ser um ponto final e passa a integrar um eixo de circulação econômica.

Para investidores, o projeto reduz riscos ao oferecer melhor acesso, logística eficiente e maior capacidade de escoamento da produção. Para a população local, significa mais oportunidades, empregos e integração com o restante do país.

Cronograma e efeitos de longo prazo

De acordo com o planejamento divulgado, os projetos executivos e os processos de licitação devem avançar nos próximos anos. O início das obras principais está previsto para 2027, com conclusão estimada entre 2030 e 2031.

Embora a transformação física seja gradual, o impacto estratégico já começou. Com o acordo firmado, produtores, transportadoras e investidores passam a incluir o corredor em seus planos de médio e longo prazo.

Paraguai assume novo papel na logística sul-americana

Com energia competitiva, localização central na América do Sul e investimentos crescentes em infraestrutura, o Paraguai avança para deixar de ser apenas uma rota informal de passagem. O acordo com o Japão sinaliza a consolidação do país como corredor logístico estruturado, conectando o interior do continente aos principais mercados globais.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Sem Categoria

Mercosul firma marco de parceria estratégica com o Japão e projeta avanço nas negociações

O Mercosul anunciou a formalização de um marco que estabelece a parceria estratégica entre o bloco e o Japão, criando as bases para o aprofundamento das relações econômicas e institucionais. De acordo com comunicado conjunto, a primeira rodada de negociações está prevista para o início de 2026, período em que o Paraguai exercerá a presidência pro tempore do bloco sul-americano.

Comércio bilateral reforça potencial do acordo

O documento destaca o peso do intercâmbio comercial entre as partes, que atingiu US$ 13 bilhões em 2024, como um indicativo do espaço existente para expansão e diversificação dos negócios. Segundo o texto, a intenção é elevar o nível de cooperação, fortalecendo as relações estratégicas sob uma visão ampla, de longo prazo, com foco em comércio e investimentos.

Foco em áreas estratégicas e inovação

Entre os principais eixos da parceria estão setores considerados prioritários para o desenvolvimento econômico contemporâneo. O acordo prevê cooperação em cadeias de suprimentos, economia digital, transições energéticas e transformação verde, áreas vistas como fundamentais para a competitividade e a sustentabilidade das economias envolvidas.

Agenda internacional do Mercosul ganha fôlego

O anúncio ocorreu durante a 67ª Cúpula do Mercosul, realizada neste sábado, 20, em Foz do Iguaçu. A iniciativa reforça a estratégia do bloco de ampliar sua inserção internacional, ao mesmo tempo em que mantém tratativas com a União Europeia. Ainda no mesmo dia, o Mercosul também deu início às negociações para um acordo comercial com o Vietnã, ampliando sua agenda de parcerias globais.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Kim Kyung-Hoon/File Photo

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Comércio Exterior

China volta a suspender importação de frutos do mar do Japão em meio à crise diplomática

A China decidiu barrar novamente as importações de frutos do mar do Japão, segundo a imprensa japonesa, em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre os dois países. A medida teria sido tomada após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, que afirmou no Parlamento, em 7 de novembro, que um eventual ataque chinês a Taiwan poderia justificar o envio de tropas japonesas para apoiar a ilha, governada democraticamente e reivindicada por Pequim.

A informação foi divulgada por veículos locais, incluindo a emissora pública NHK, que citou fontes do governo japonês sob anonimato.

Justificativa envolve águas tratadas de Fukushima
Segundo a NHK, autoridades chinesas alegaram que a suspensão das compras é necessária para controlar possíveis impactos das águas residuais tratadas de Fukushima, despejadas no oceano desde 2023. A usina sofreu um colapso nuclear após o terremoto de 2011, e o lançamento da água tratada contou com o aval da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A operadora TEPCO afirma que todos os elementos radioativos foram removidos, com exceção do trítio, mantido dentro dos limites considerados seguros.

Não houve confirmação imediata do governo chinês sobre a decisão, mas o gesto reacende críticas de Pequim, que já havia acusado Tóquio de transformar o Pacífico em um “esgoto”.

Medida ocorre após breve retomada das importações
A nova barreira comercial surge poucas semanas após a China voltar a comprar produtos marinhos japoneses, suspensos inicialmente quando o despejo de água começou em 2023. A restrição anterior afetou fortemente o setor: em 2023, as exportações japonesas de frutos do mar para o mercado chinês representaram 15,6% de um total de 390 bilhões de ienes — abaixo dos 22,5% registrados em 2022. No mesmo ano, Hong Kong respondeu por 26,1% das compras e os Estados Unidos, por 15,7%.

Crise diplomática se intensifica e afeta circulação de cidadãos
A disputa ganhou novos contornos na última semana. Após as declarações sobre Taiwan, Pequim convocou o embaixador japonês e recomendou que seus cidadãos evitem viagens ao Japão. Já o governo japonês orientou seus nacionais na China a reforçarem medidas de segurança e evitarem locais com grande concentração de pessoas.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo/AFP

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Importação

Japão faz auditoria final para liberar importação de carne bovina brasileira

O Japão enviará uma comitiva ao Brasil em novembro para realizar a auditoria final nos frigoríficos nacionais, etapa determinante para a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira. A negociação, aguardada há mais de 20 anos pelo setor agroindustrial, representa um dos maiores avanços recentes na diplomacia comercial entre os dois países.

Etapa decisiva para o acordo sanitário

Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, a visita dos técnicos japoneses deve concluir o protocolo sanitário exigido por Tóquio, abrindo caminho para que a liberação oficial das exportações ocorra já em 2025.

Inicialmente, a carne bovina brasileira será exportada pelos estados do SulSanta Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul —, que conquistaram o status de áreas livres de febre aftosa sem vacinação. A expectativa é expandir gradualmente para as demais regiões, após o reconhecimento nacional obtido no fim de maio.

A estratégia busca acelerar o processo de aprovação, evitando que o governo japonês precise repetir auditorias em todo o país, o que atrasaria a entrada do produto brasileiro no mercado.

Rigor sanitário e oportunidades comerciais

Reconhecido por seu rigor sanitário, o Japão é considerado um dos mercados mais exigentes do mundo. Atualmente, cerca de 80% da carne bovina consumida no país é importada dos Estados Unidos e da Austrália.

Com importações anuais que ultrapassam 700 mil toneladas, o mercado japonês é visto como estratégico para o Brasil, que busca diversificar seus destinos de exportação diante do aumento das tarifas norte-americanas.

Expansão das relações comerciais

As tratativas entre os dois países ganharam impulso após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Tóquio, em março deste ano. O avanço nas negociações reforça o papel do Brasil como grande fornecedor global de proteína animal e amplia a presença brasileira nos principais mercados da Ásia.

FONTE: Portal In
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Sustentabilidade

Japão realiza o primeiro teste mundial de motor marítimo movido a hidrogênio em terra

O Japão alcançou mais um marco mundial na corrida para descarbonizar o setor naval. Um consórcio formado pela Kawasaki Heavy Industries, Yanmar Power Solutions e Japan Engine Corporation realizou com sucesso a primeira operação terrestre de motores marítimos movidos a hidrogênio, representando um passo importante rumo à propulsão naval de emissão zero.

O teste foi conduzido na fábrica-sede da Japan Engine, utilizando um novo sistema de abastecimento de combustível de hidrogênio liquefeito, desenvolvido com apoio do Fundo de Inovação Verde — um programa do governo japonês vinculado ao Ministério da Economia, Comércio e Indústria. O projeto faz parte do investimento de 2 trilhões de ienes (US$ 13 bilhões) para atingir a meta de emissões líquidas zero até 2050.

A Kawasaki Heavy liderou o desenvolvimento do sistema de abastecimento de hidrogênio, projetado para fornecer hidrogênio em alta e baixa pressão a diferentes tipos de motores marítimos. Durante os testes, Kawasaki Heavy e Yanmar alcançaram combustão estável na potência nominal em motores de quatro tempos e velocidade média, operando exclusivamente com hidrogênio.

Enquanto isso, a Japan Engine está desenvolvendo um motor de dois tempos e baixa rotação movido a hidrogênio — o tipo normalmente utilizado para propulsão principal — e planeja iniciar as operações na primavera de 2026.

Cada um dos três motores também pode funcionar com combustíveis convencionais, oferecendo redundância por meio de uma configuração bicombustível, que permite alternar entre hidrogênio e diesel.

Os testes em terra deverão ser seguidos por ensaios em embarcações, em parceria com estaleiros e armadores japoneses, nos próximos anos.

“A demonstração confirma que o hidrogênio pode fornecer energia estável e sem emissões para uso marítimo”, afirmaram as empresas em comunicado conjunto, acrescentando que o objetivo é “liderar a adoção global de navios movidos a hidrogênio.”

FONTE: Splash 247
IMAGEM: Reprodução/Splash 247

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Internacional

Conservadora, nova premiê do Japão tem aprovação de 74%

Uma pesquisa da Nikkei/TV Tokyo indicou que o governo da nova primeira-ministra do Japão, a conservadora Sanae Takaichi, tem aprovação de 74% da população, o que representa 20 pontos percentuais acima que ao apoio inicial – de 51% – recebido pelo governo anterior de Shigeru Ishiba em seu começo de mandato. É também uma das classificações mais altas para qualquer novo gabinete desde 2002.

Apenas 19% dos entrevistados desaprovam o novo governo de Takaichi, que se tornou a primeira mulher primeira-ministra do país na semana passada, apoiada por uma nova coalizão de seu Partido Liberal Democrata e o menor Partido da Inovação do Japão.
Questionados sobre quais áreas de política a primeira-ministra deveria priorizar, 56% dos entrevistados disseram inflação, seguidos por crescimento econômico, com 33% e pensões com 27%.

FONTE: Pleno News

IMAGEM: EFE/EPA/YUICHI YAMAZAKI / POOL

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Exportação

Brasil amplia exportações agropecuárias com novos mercados na Ásia e África

O Governo do Brasil confirmou nesta terça-feira (21) a abertura de novos mercados internacionais para produtos agropecuários brasileiros. As novas autorizações incluem a exportação de castanha-do-Brasil para o Japão, ovos processados para Singapura, heparina purificada suína para a Coreia do Sul, carne de patos, outras aves e carne de coelho para o Egito, além de derivados de ossos bovinos, chifres e cascos para uso industrial na Índia.

Com esses avanços, o agronegócio brasileiro alcança a marca de 460 novos mercados abertos desde o início de 2023, resultado de uma ação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Segundo o governo, a conquista reforça o posicionamento do Brasil como potência global em alimentos e insumos de alto valor agregado, com destaque para sustentabilidade, qualidade e inovação.

Ásia lidera as novas oportunidades de exportação

Entre janeiro e setembro de 2025, cerca de 37% das novas aberturas comerciais ocorreram na Ásia, consolidando o continente como principal destino das exportações brasileiras.

No Japão, que possui uma população de 124 milhões de habitantes e importou mais de US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024, a castanha-do-Brasil passa a integrar o portfólio de importações. O produto é valorizado por seu alto teor de selênio e por atender à demanda japonesa por ingredientes premium usados na panificação e confeitaria.

Em Singapura, onde mais de 90% dos alimentos são importados, foi autorizada a compra de ovos processados brasileiros, reconhecidos pela maior vida útil e estabilidade operacional em redes hoteleiras e restaurantes. Já a Coreia do Sul aprovou a importação de heparina purificada suína, insumo essencial para a produção de medicamentos anticoagulantes.

Índia e Egito fortalecem parcerias estratégicas com o Brasil

Durante missão oficial do vice-presidente Geraldo Alckmin à Índia, foi firmado um acordo para exportação de derivados de ossos bovinos, chifres e cascos, produtos amplamente utilizados nas indústrias têxtil, farmacêutica e de gelatina. O governo destaca que a medida contribui para a economia circular e para o aumento do valor agregado da pecuária brasileira.

Na África, o Egito ampliou suas compras de proteína animal ao autorizar a importação de carne de patos, outras aves e carne de coelho. O país, que mantém parceria sólida com o Brasil no setor, reconhece a certificação halal e a segurança do abastecimento brasileiro, o que reforça a confiança nas relações comerciais bilaterais.

Diplomacia ativa fortalece presença brasileira no mercado asiático

O anúncio coincide com o início da viagem oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ásia, que inclui paradas na Indonésia e Malásia. Durante a missão, Lula participará da 47ª Cúpula da ASEAN e da 30ª Cúpula do Leste Asiático, além de reuniões bilaterais com o presidente indonésio Prabowo Subianto e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi.

Nas redes sociais, o presidente destacou o objetivo da viagem: “De partida para a Ásia, onde farei visita oficial à Indonésia. Na sequência, participarei da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático e da 30ª Cúpula do Leste Asiático. Com esta missão, damos mais um importante passo para consolidar a cooperação internacional.”

A missão presidencial também prevê assinatura de acordos em ciência, tecnologia e inovação, reforçando a diplomacia econômica do Brasil e a diversificação de parcerias no Sul Global, com foco em desenvolvimento sustentável e integração comercial.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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ANVISA

Anvisa fortalece cooperação internacional com Japão

Representantes da Agência tiveram agenda de reuniões, seminário e participação na Expo Osaka.

O diretor da Quarta Diretoria da Anvisa, Rômison Rodrigues Mota, e a chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais, Ana Carolina Marino, cumpriram agenda oficial no Japão, com atividades voltadas ao fortalecimento da cooperação internacional e à promoção do diálogo com autoridades regulatórias e representantes do setor produtivo japonês.

Durante a missão, a delegação da Anvisa se reuniu, em Tóquio, com representantes da Agência de Produtos Farmacêuticos e Dispositivos Médicos (Pharmaceuticals and Medical Devices Agency – PMDA) e do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar (Ministry of Health, Labour and Welfare – MHLW). O encontro teve como foco o estreitamento da cooperação regulatória e a troca de melhores práticas entre as instituições.

A Anvisa também participou de um seminário com foco na biodiversidade e nas oportunidades de parcerias no setor farmacêutico, organizado pela Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi) na Embaixada do Brasil em Tóquio. Na ocasião, a Agência apresentou sua atuação institucional e suas perspectivas estratégicas, reforçando a importância da cooperação internacional.

A missão foi concluída com a participação na Expo Osaka 2025, integrando as atividades realizadas no Pavilhão do Brasil. Nesse contexto, a Anvisa aproveitou a oportunidade para dialogar diretamente com representantes da indústria japonesa, esclarecer dúvidas e fortalecer os laços de cooperação com o setor produtivo.

Essa agenda reforça o compromisso da Anvisa em promover a convergência regulatória, impulsionar a inovação e contribuir para a ampliação das parcerias internacionais, beneficiando a regulação sanitária e o acesso a produtos seguros e eficazes.

Fonte: Anvisa

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