Importação

Exclusivo: Importadores brasileiros burlam sanções dos EUA e importam ureia do Irã

A demanda cada vez maior do agronegócio por fertilizantes tem levado traders brasileiros a se lançarem em operações arriscadas envolvendo a importação de ureia diretamente do Irã, hoje o terceiro maior fornecedor do insumo ao Brasil. Este site registrou, meses atrás, o descarregamento no porto de Paranaguá de uma carga de ureia iraniana pelo navio The Strong, de bandeira panamenha. O graneleiro cumpriu um roteiro conhecido, a partir do porto de Assaluyeh (Irã), com escala no Cabo (África do Sul).

O produto foi fornecido pela Pardis Petrochemical Company (PPC), subsidiária da National Petrochemical Company (NPC), ligada ao Ministério do Petróleo e alvo de sanções dos Estados Unidos. Segundo o OFAC (escritório responsável pela administração das sanções), a estatal foi usada para financiar a Guarda Revolucionária Iraniana, designada pela Casa Branca como uma organização terrorista.

Em junho, Israel e EUA bombardearam instalações militares e nucleares para por fim ao programa militar atômico do regime do aiatolá Ali Khamenei. Toda a cúpula da Guarda Revolucionária foi eliminada, incluindo Behnam Shahriyar, chefe das forças Quds, seu batalhão especial. O governo Lula criticou a ação.

TRANSAÇÕES COMERCIAIS PROIBIDAS

De acordo com o Ofac, qualquer agente estatal ou privado que se relacione com a estatal iraniana corre o risco de ser punido com sanções secundárias. Isso vale, por exemplo, para as empresas Link Comercial Importadora e Exportadora e MMS Participações, envolvidas na importação da ureia.

As sanções também podem ser estendidas a bancos usados para as transações comerciais, aos compradores da carga no Brasil e ao próprio governo brasileiro. O caso fica ainda mais complicado devido a indícios de fraude documental por parte das empresas, a fim de ocultar a origem real da carga.

Em denúncia à Receita Federal, à Polícia Federal e a autoridades portuárias, uma operadora portuária acusou os importadores de trocarem a documentação de transporte da carga, na parada para reabastecimento na África. Se no BL original da carga trazida pelo The Strong, o exportador era a Pardis, no BL entregue em Paranaguá virou a East Oil Petroleum de Dubai, inclusive com troca do registro do porto de origem, para Khor Fakkan, em Omã. 

Outras ocorrências sugerem que não se trata de um caso isolado. Neste momento, desembarca em Paranaguá outra carga de ureia importada novamente pela Link, desta vez pelo graneleiro supermax LB ENERGE, de bandeira panamenha. Mais uma vez, há indícios de troca da documentação. O navio partiu do Irã, mas a papelada indica Omã como origem.

Também neste momento, outra carga de ureia iraniana da Pardis está a caminho de Paranaguá, no graneleiro Megeve, de bandeira da Libéria. O navio se encontra parado há alguns dias na África do Sul, aguardando autorização para zarpar para o Brasil. O produto está sendo importado pela Blacklake Ltda, subsidiária da companhia canadense de mesmo nome.

Este site obteve email enviado por uma operadora portuária ao comandante do Megeve, alertando sobre eventual troca de documentação da carga para ludibriar as autoridades nacionais. Em contato com a reportagem, a agência confirmou a autenticidade das comunicações e denúncias já realizadas.

“Nós monitoramos de perto sua embarcação no porto de carregamento de Asaluyeh, Irã, e agora entendemos que a embarcação reportou o Brasil com próximo porto de escala. O porto de carga do Irã deve ser mantido com os documentos originais a serem apresentados aos destinatários, caso contrário, a falsificação e a manipulação de documentos para fins fraudulentos serão consideradas um crime grave.”

E ainda:

“Ações ou omissões deliberadas que resultarem na alteração de documentos constituem crime previsto na legislação penal brasileira, nos termos dos artigos 29, 298 e 299 do Código Penal. Na sua qualidade de comandante da embarcação, você deve garantir a integridade das operações e também se tornou diretamente responsável por violações legais que não serão toleradas. Ressaltamos que a legislação brasileira, nos termos do artigo 29 do Código Penal, não distingue entre autores e cúmplices quando comprovada a intenção ou cumplicidade, responsabilizando igualmente todas as partes. Qualquer tentativa de ocultar, minimizar ou obstruir a investigação será considerada agravante.”

Trata-se da primeira importação de ureia iraniana por parte da Blacklake, que normalmente opera minério de ferro e outros metais ferrosos. A origem do insumo, que ultrapassa as 62 mil toneladas, também é a Pardis Petrochemical Company (PPC). Este site tentou sem sucesso contato com as importadoras citadas e permanece à disposição para incluir suas manifestações.

BOOM DE IMPORTAÇÕES

O Irã é um dos maiores exportadores regionais de ureia, com clientes na Turquia, na África e em alguns destinos na Ásia e na América. Registros do COMTRADE mostram um salto nas importações da ureia iraniana por parte do Brasil a partir de 2023, no governo Lula, representando hoje cerca de 17% do marketshare.

Neste ano, porém, o fornecimento tem sofrido oscilações, especialmente depois das operações militares contra o país, apontado como financiador de grupos terroristas como Hezbollah, Houthis e Hamas. A aplicação das sanções também se tornou mais rígida devido ao cenário geopolítico.

Fonte: Portal Claudio Dantas

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Importação

Importação russa de carne do Brasil atinge em agosto maior nível dos últimos 8 anos

Em agosto, a Rússia aumentou em 1,6 vezes as importações de carne do Brasil em comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando US$ 67,6 milhões (R$ 365,2 milhões) — o maior valor desde 2017, segundo análise da Sputnik baseada em dados do governo brasileiro.

Confira abaixo um histórico das exportações brasileiras de carne para a Rússia de janeiro a julho de 2022 a 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Carne para a Rússia | Jan 2022 a Jun 2025 | TEUs

A última vez que o volume havia sido maior foi em novembro de 2017, quando as importações atingiram US$ 105,9 milhões (R$ 572 milhões).

O salto ocorreu principalmente devido à duplicação das compras de carne bovina, que passaram de US$ 30 milhões (R$ 162 milhões) para US$ 60,7 milhões (R$ 327,9 milhões). Também houve um aumento de 28% na importação de miúdos bovinos.

Por outro lado, as compras de carne de frango caíram quase quatro vezes, chegando a US$ 2,5 milhões (R$ 13,5 milhões).

Em agosto, o maior importador de carne brasileira foi a China, seguida por México, Filipinas, Chile e Japão. A Rússia ficou em oitavo lugar.

Produção de carne em alta no Brasil

No segundo trimestre de 2025, o Brasil registrou 10,46 milhões de cabeças de bovinos abatidas, alta de 3,9% em relação ao mesmo período de 2024 e de 5,5% frente ao trimestre anterior. Por outro lado, o abate de suínos somou 15,01 milhões de cabeças, crescimento de 2,6% em comparação com o segundo trimestre de 2024 e de 4,1% em relação aos três primeiros meses deste ano.

Já o abate de frangos chegou a 1,64 bilhão de cabeças, o que representa aumento de 1,1% frente ao mesmo trimestre do ano passado, mas uma leve queda de 0,4% em comparação ao primeiro trimestre de 2025.

Fonte: Tribuna do Sertão

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Comércio Exterior

Sim, o café da manhã está mais caro

Nos últimos 12 meses, o preço do café registrou um aumento de quase 21%, reflexo direto das tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump ao Brasil e ao Vietnã.

Até recentemente, os consumidores estavam relativamente protegidos dos impactos das tarifas, já que muitas empresas preferiram arcar com os custos extras de importação em vez de repassá-los ao público. Agora, porém, o efeito começa a ser sentido diariamente, no valor de uma simples xícara de café.

Segundo dados divulgados pelo Bureau of Labor Statistics, por meio do Índice de Preços ao Consumidor, os valores do café subiram 20,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, a maior alta desde os anos 1990. Apenas em agosto, a elevação foi de 3,6%.

O movimento já era esperado. Desde que a tarifa geral de 10% sobre grãos de café verde entrou em vigor, as empresas do setor vêm enfrentando custos crescentes. O tamanho do aumento, entretanto, mostra como as taxas sobre países como Brasil e Vietnã ficaram pesadas dentro da política comercial instável de Trump.

Mesmo antes dessas tarifas mais duras, problemas no fornecimento global já pressionavam os preços, principalmente devido a secas em importantes produtores, como Brasil e Vietnã. Algumas empresas já haviam reajustado seus valores para compensar o encarecimento do café no mercado internacional.

No início, muitas companhias ainda tentaram segurar os preços, absorvendo o impacto das taxas adicionais, incluindo a alíquota de 10% aplicada aos parceiros comerciais dos EUA em abril.
Contudo, com tarifas ainda mais altas já em vigor — 50% sobre importações brasileiras, 20% sobre as vietnamitas e 19% sobre as da Indonésia —, torrefações e cafeterias acabaram sem margem para manter os preços estáveis.

Um exemplo é a Corvo Coffee, em Nova York, que anunciou recentemente um reajuste. Em comunicado aos clientes, explicou que a decisão foi motivada pelo “aumento dos custos e das tarifas”.
“Seguramos essa mudança pelo maior tempo que conseguimos”, informou a empresa. “Mas, para seguir garantindo qualidade e consistência, o ajuste se tornou inevitável.”

Na prática, o valor de um café coado simples passou de US$ 2,50 para US$ 3,75.

Fonte de informações: The New York Times

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Comércio Exterior

México propõe aumento de tarifas sobre importações com foco nos produtos chineses

O governo mexicano apresentou uma proposta para aumentar as tarifas sobre produtos de diversos países e proteger setores estratégicos de sua indústria, com taxas de até 50% e o foco em produtos chineses.

O Ministério da Economia divulgou o projeto de lei apresentado ao Congresso na quarta-feira, que visa países com os quais o México não possui acordos comerciais e surge em meio à pressão comercial dos Estados Unidos.

A China reagiu rapidamente nesta quinta-feira (11), chamando a proposta de “coerção”.

Pequim “se opõe de modo veemente a qualquer coerção de terceiros para impor restrições à China sob diferentes pretextos, o que prejudica os direitos e interesses legítimos da China”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, em uma coletiva de imprensa.

“Protegeremos os nossos interesses com determinação, de acordo com as circunstâncias atuais”, enfatizou Lin.

“A China atribui grande importância ao desenvolvimento das relações entre China e México e espera que o México avance na mesma direção com a China”, acrescentou.

Segundo a proposta, veículos leves teriam uma tarifa de 50%, em comparação com a faixa atual de 15% a 20%.

A China, que o governo diz ser o maior exportador para o México sem um acordo comercial, seria severamente afetada, especialmente no setor automotivo, cujas vendas para o país cresceram quase 10% em 2024.

– Impacto em outros setores –

Segundo dados do setor, as empresas chinesas passaram de praticamente nenhuma exportação de carros há uma década para representar 30% do mercado de veículos leves no ano passado.

Além do gigante asiático, o projeto de lei propõe tarifas sobre produtos da Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Rússia, Tailândia e Turquia, que também não possuem acordo comercial com o México.

Outros setores afetados seriam o têxtil e o de vestuário, cujas taxas poderiam chegar a 50%, o que poderia afetar as principais marcas chinesas que vendem online.

Os impostos sobre o setor siderúrgico aumentarão da faixa atual de 0% a 50% para entre 20% e 50%, de acordo com o projeto de lei.

Se a proposta for aprovada pelo Legislativo, terá impacto “em 52 bilhões de dólares (R$ 281 bilhões) em importações” e cobrirá “8,6% do total das importações nacionais”, explicou o Ministério da Economia no documento.

– Pressões dos EUA –

A iniciativa ocorre após a presidente Claudia Sheinbaum receber o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em visita oficial há uma semana, com quem discutiu segurança, combate ao tráfico de drogas e comércio.

Em meio às exigências do presidente americano, Donald Trump, para que seus parceiros comerciais aumentassem as tarifas sobre a China, a presidente mexicana já havia anunciado novas tarifas sobre países com os quais não possui acordos comerciais.

O aumento das tarifas busca “proteger a indústria nacional em setores estratégicos, substituir importações da Ásia por produção nacional” e “melhorar a balança comercial do México”, detalha o projeto divulgado pela pasta de Economia.

Segundo a iniciativa, 325 mil empregos em risco em indústrias estratégicas também serão protegidos, e espera-se que outros milhares sejam criados com o aumento da produção nacional.

O Ministério da Economia também afirmou que essas tarifas estão dentro do máximo estabelecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e que os produtos foram selecionados com o objetivo de evitar gerar pressões inflacionárias.

Gigantes do setor automotivo, como as empresas americanas General Motors e Ford, a alemã Volkswagen e as japonesas Nissan, Honda e Toyota, estão estabelecidas no México.

O governo de esquerda de Sheinbaum tem ampla maioria no Congresso bicameral para aprovar a proposta.

Fonte: Istoé Dinheiro

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ANVISA

Anvisa orienta sobre importação de insumos para canetas de GLP-1

Conheça os procedimentos necessários e as responsabilidades do importador.

A Anvisa divulgou orientações para as empresas que importam insumos farmacêuticos ativos (IFAs) agonistas de GLP-1, para fabricação de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras.

Veja abaixo as principais responsabilidades e os procedimentos necessários.

Identificação correta das substâncias

Quem for importar esses produtos precisa informar corretamente o número CAS da substância, ou seja, o número usado internacionalmente para identificar substâncias químicas. Toda a responsabilidade pelas informações corretas é do importador. Confira abaixo:

  • Liraglutida (número CAS: 204656-20-2)
  • Semaglutida (número CAS: 910463-68-2)
  • Tirzepatida (número CAS: 2023788-19-2)

Importação para fins comerciais

Importações para fins comerciais são aquelas feitas por distribuidoras, para fins de comercialização para farmácias de manipulação ou fabricantes de medicamentos.

Nesses casos, o importador deverá apresentar, além da documentação obrigatória prevista na RDC 81/2008, o TGR – Termo de Guarda e Responsabilidade.

A documentação para baixa do TGR deve ser solicitado no sistema Solicita, usando o assunto:
“70944 – GGIFS – IFAs agonistas do GLP-1 – Avaliação de documentação referente aos testes de controle de qualidade realizados no território nacional.”

Antes de liberar a importação, a Anvisa exige que os produtos passem por testes de controle de qualidade no Brasil. As regras desses testes estão na Nota Técnica 200/2025 da Agência.

Após a análise, a área técnica responsável vai emitir um parecer que deverá ser incluído no processo para dar continuidade à importação.

Amostras para controle de qualidade

O importador define quantas amostras serão retiradas para serem usadas exclusivamente nas análises em laboratório e para a elaboração do Laudo de Controle de Qualidade. As informações sobre as unidades retiradas devem ser arquivadas e devem constar no laudo. 

Consulta de insumos regularizados

Se o IFA for de origem sintética, o importador pode verificar no sistema de consultas da Anvisa se já existe algum medicamento registrado com essa substância. Se existir, a importação é permitida, desde que com a documentação correta.

Se o IFA for de origem biotecnológica, o importador precisa verificar se pode importar o insumo do mesmo fabricante do medicamento registrado, conforme definido no Despacho 97, de 22 de agosto de 2025.

A origem do IFA pode ser confirmada no certificado de análise do fabricante e essa verificação também é de responsabilidade do importador.

Mais informações

A Anvisa vai monitorar as importações desses produtos. Se houver alguma irregularidade, o caso será tratado com outros órgãos fiscalizadores, e o importador estará sujeito às sanções previstas na legislação vigente.

Para mais esclarecimentos quanto aos trâmites e ao protocolo de petições primárias e secundárias dos processos de importação, sugerimos consultar o Manual: Peticionamento de LI/LPCO com pagamento integrado PCCE.

Importação para fins industriais: enquadram-se neste caso as importações efetuadas por fabricantes de medicamentos, para uso próprio, diretamente ou de forma terceirizada (por conta e ordem de terceiro ou encomenda).

Importação para fins comerciais: enquadram-se neste caso as importações efetuadas por distribuidoras, para comercialização para farmácias de manipulação ou fabricantes de medicamentos.

Fonte: Anvisa

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Comércio Exterior

Produtores pedem que EUA suspendam importação de carne bovina do Brasil

A Associação Nacional dos Pecuaristas (National Cattlemen’s Beef Association, NCBA) dos Estados Unidos solicitou ao governo de Donald Trump que a carne brasileira seja vetada no país.

O que aconteceu
A solicitação foi exposta por Kent Bacus, diretor da NCBA, em carta ao USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA). Na quarta, dia 3, ele testemunhou em audiência pública de investigação que apura se as práticas comerciais do Brasil são prejudiciais às empresas americanas, com base na Seção 301 da legislação de comércio americana.

“A NCBA apoia fortemente o presidente Trump em responsabilizar o Brasil, impondo tarifas de até 76% sobre bens brasileiros destinados ao mercado dos EUA. Este é um bom primeiro passo, mas o governo deve continuar a responsabilizar o Brasil por suas barreiras comerciais à carne bovina dos EUA e por sua falta de transparência e responsabilidade.” Kent Bacus, diretor da NCBA

Com os 50% do tarifaço em vigor, o Brasil paga hoje uma tarifa que supera os 76% para a venda de carne para os Estados Unidos -a taxa anterior era de 26%. O país norte-americano é o segundo principal destino da carne brasileira, atrás apenas da China.

A NCBA solicita ao governo Trump suspender as importações de carne bovina do Brasil até que um processo completo de auditoria e inspeção comprove que o Brasil possa atender a um nível equivalente de segurança alimentar e saúde animal

A NCBA destacou ainda as restrições do Brasil à carne bovina dos EUA e preocupações de longa data com o histórico do governo brasileiro em segurança alimentar e saúde animal. “Nos últimos cinco anos, o Brasil vendeu US$ 4,45 bilhões em carne bovina para consumidores americanos, mas não ofereceu acesso significativo à carne bovina dos EUA, implementando barreiras técnicas onerosas”, diz a associação.

O texto também aponta uma ‘falha do Brasil em relatar casos graves de saúde animal de forma oportuna’ e diz que o país sul-americano ‘repetidamente atrasou semanas, meses ou até anos para relatar casos de encefalopatia espongiforme bovina (BSE) atípica, enquanto usava o atraso para vender mais produtos’.

A NCBA foi a primeira a alertar sobre os problemas de segurança alimentar do governo brasileiro em 2017 e seus atrasos em relatar casos de BSE atípica em 2021 e 2023. Os Estados Unidos mantêm todos os parceiros comerciais nos mais altos padrões baseados em ciência, e o Brasil não deve ser a exceção

Nos últimos 40 anos, o governo brasileiro sofreu sete investigações abertas pelo USTR sob a chamada seção 301 da Lei de Comércio. Foram alvos do escrutínio americano setores como os de software, fármacos e automóveis, entre outros.

Fonte: UOL

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ANVISA

Anvisa reforça orientações sobre importação de produtos para tratamento de saúde

Entenda os critérios e procedimentos para pessoas físicas que desejam importar medicamentos e produtos.

A Anvisa reforça as regras para importação de medicamentos e produtos para a saúde por pessoas físicas. O processo só é permitido quando o próprio paciente compra e paga o produto, destinado exclusivamente ao seu uso pessoal.

Para esse processo a Agência criou, no Portal Único de Importação, o modelo de LPCO Importação por pessoa física – Anvisa, válido apenas para importações via Licenciamento de Importação (LI). Nesses casos, o produto deve ser entregue diretamente no endereço do paciente.

Outros tipos de importação também podem ser feitos por pessoas físicas, mas precisam seguir normas específicas, com o código correto de petição e a destinação adequada do produto.

Quando a compra é feita em nome do paciente, mas paga por hospitais, planos de saúde ou instituições semelhantes, devem ser seguidos os procedimentos da RDC nº 488/2021. Essa norma define as regras para produtos registrados e também para os que ainda não têm registro na Anvisa.

É importante lembrar que a regulamentação não mudou: produtos adquiridos por planos de saúde, inclusive para uso em suas unidades, não são considerados de uso pessoal — mesmo em casos de decisão judicial.

Outro alerta: medicamentos sem registro no Brasil não tiveram sua segurança e eficácia avaliadas pela Anvisa. Seu uso é de inteira responsabilidade do paciente e do médico prescritor, além do risco de falsificação no mercado internacional.

Por isso, a Anvisa recomenda sempre dar preferência a produtos registrados no Brasil, que passam por avaliação de qualidade, segurança e eficácia, garantindo também a responsabilidade legal do fabricante.

Mais informações estão disponíveis nos manuais:

Manual Anvisa de Importação de Medicamentos e Produtos Afins

Manual: Peticionamento de LI/LPCO com pagamento integrado PCCE

Fonte: Anvisa

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Comércio Exterior, Economia, Importação

Governo Federal prorroga alíquota de importação da borracha natural até 2027

Em reunião do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex), o Governo Federal aprovou a prorrogação, por mais 24 meses (até agosto de 2027), da alíquota de 10,8% aplicada à importação de borracha natural pelo Brasil. A decisão atende a demandas de produtores e entidades representativas do setor, como a Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha Natural (APABOR) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A medida fortalece a política comercial brasileira ao proteger a indústria nacional da concorrência de países do Sudeste Asiático, reduzir impactos sobre a heveicultura e incentivar a produção interna, contribuindo para maior equilíbrio de mercado.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (SPA/Mapa), Guilherme Campos, destacou a importância da decisão para a valorização da borracha nacional promovendo o desenvolvimento e autossuficiência do setor. “Foi mantida a alíquota de 10,8% que já estava em vigor, por mais dois anos, protegendo o produtor nacional da concorrência predatória praticada, sobretudo, por países da Ásia. Essa é uma ação estratégica, que dará mais segurança e previsibilidade ao produtor brasileiro,” afirmou.

Ele ressaltou ainda os efeitos socioeconômicos da medida. “A heveicultura é uma atividade intensiva em mão de obra, que contribui para a fixação do trabalhador no campo e assegura boa remuneração. Com essa decisão, fortalecemos o setor, ampliamos as perspectivas de emprego e renda e estimulamos investimentos em plantações sustentáveis,” completou.

A prorrogação da alíquota contribui diretamente para a valorização da produção nacional, garantindo melhores condições de preço ao produtor brasileiro e estimulando a produção interna até alcançar a autossuficiência. Atualmente, ainda há uma dependência de 40% a 50% da borracha importada para atender à demanda do país.

Segundo dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa (SCRI), o Brasil produz em média mais de 370 mil toneladas anuais de borracha natural. São Paulo responde por mais de 60% desse volume, seguido por estados como Minas Gerais, Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Espírito Santo. Nos últimos cinco anos, a produção nacional supriu, em média, 57% da demanda interna. No mesmo período, os principais fornecedores externos foram Indonésia, Tailândia, Costa do Marfim e Malásia.

Com a prorrogação, o Governo Federal espera ampliar a renda dos produtores, estimular a expansão das áreas cultivadas e avançar rumo à autossuficiência. A decisão também está alinhada ao Plano Nacional de Fomento à Borracha Natural, que promove a bioeconomia, incentiva práticas sustentáveis e reforça a competitividade do setor.

Leia a deliberação em: https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/camex/outros-documentos/deliberacoes/deliberacoes-da-228a-reuniao-ordinaria-do-comite-executivo-de-gestao-gecex

Fonte: Informativo dos Portos

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Comércio Exterior

Mais de 2 toneladas de suco de SC encalham em porto após tarifas impostas por Trump

A Fischer Sucos enfrenta dificuldades para a venda de produtos nos EUA, por conta das Tarifas de Trump, porém a produção não foi afetada até o momento; empresa fica localizada no Meio-Oeste

As tarifas de Trump já se tornaram realidade, e algumas empresas brasileiras começam a sentir os efeitos da cobrança. A Fischer Sucos, localizada em Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina, enfrenta dificuldades com 2,3 mil toneladas de produto paradas no porto de Santos, em São Paulo.

O gerente da empresa, Claudinei Schweitzer, explicou em entrevista ao repórter da NDTV RECORD, Luan Turcati, que 80% da produção é destinada aos Estados Unidos, devido à cadeia logística.

Tarifas de Trump gera efeitos no mercado

“A situação do tarifaço é uma realidade e nos pegou desprevenidos. Já havíamos enviado uma boa quantidade de suco aos EUA e, de fato, parte do nosso estoque está parada no porto de Santos, aguardando uma solução”, detalhou Schweitzer.

Apesar do impasse, a produção não foi interrompida e o produto está sendo destinado ao mercado interno. “Como estamos na entressafra, conseguimos vender para o mercado brasileiro”, explica o gerente.

A preocupação maior é com a próxima safra, que terá um volume maior de produção. Uma das estratégias da empresa é buscar novos mercados internacionais para escoar o suco de maçã. “Nosso produto está qualificado para todos os mercados, sem problema. Conseguimos chegar em diversos destinos”, afirma Schweitzer.

O gerente espera que a situação seja resolvida antes da próxima safra, evitando prejuízos maiores para a empresa.

Sobre a empresa

A Fischer, localizada em Fraiburgo, Santa Catarina, foi fundada em agosto de 1985 e atua na produção e comercialização de maçãs. A empresa é referência no setor, atendendo tanto o mercado nacional quanto internacional.

Além da produção de frutas, a Fischer mantém a Fischer Sucos, em Videira (SC), considerada uma das fábricas mais modernas do país para a extração de suco e aroma de maçãs. A unidade atende à demanda de mercado com tecnologia e capacidade para processar grandes volumes de produção.

Fonte: ND+

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Importação

PMEs da Argentina sofrem pressão recorde de importações

Um novo relatório do Observatório das PMEs (OP)revela que as pequenas e médias empresas industriais da Argentina enfrentam uma pressão sem precedentes das importações, o que agrava a queda de empregos em um cenário de recessão.

O estudo, baseado em uma pesquisa com 500 Pequenas e Médias Empresas de manufatura e TI, reflete a difícil situação do setor no 2º trimestre de 2025.

Recessão e queda de confiança

A recessão na indústria transformadora é evidente. O relatório aponta que 70% das empresas estão com a produção estável ou em declínio, e a fraca demanda é a principal preocupação para 68% delas.

Para reverter a situação, as PMEs priorizam políticas de proteção contra concorrência desleal (42%), reformas no mercado de trabalho (49%), estabilidade macroeconômica (50%) e desoneração fiscal (59%).

Custo de produção e pressão de preços

As tensões sobre preços e custos se intensificam. Enquanto 74% das empresas reportaram aumento nos custos, apenas 35% conseguiram repassar esse valor para seus produtos. Isso tem levado as empresas a adotar estratégias defensivas, incluindo cortes de pessoal e o aumento do uso de componentes importados.

Pressão das importações em níveis históricos

A ameaça das importações atingiu níveis recordes: 45% das PMEs sentem a concorrência direta, e 33% já perderam participação de mercado. A China é apontada como a principal fonte dessa ameaça por 73% das empresas afetadas. No setor de madeira e móveis, 16% das empresas já substituíram insumos por produtos importados. O relatório do OP afirma que a situação é agravada pelo “descumprimento regulatório e contrabando”.

Emprego: Variável de ajuste

A queda no nível de atividade e a forte pressão das importações fizeram com que o emprego se tornasse uma variável de ajuste, revertendo a tendência histórica do setor. A queda de 4,7% no emprego industrial acumulou nove trimestres de declínio. No segmento de madeira e móveis, 17% das empresas relataram redução na folha de pagamento no último trimestre.

Fonte: Móveis de Valor

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