Comércio Internacional

Parlamento Europeu avalia congelar acordo comercial com EUA após ameaças de Trump

O Parlamento Europeu deve avançar para o congelamento do acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos, firmado no ano passado. A sinalização foi feita por líderes parlamentares europeus nesta terça-feira (20), como resposta direta às recentes declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, envolvendo a possível anexação da Groenlândia.

Consenso político para suspender acordo UE–EUA

De acordo com a presidente do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D) no Parlamento Europeu, Iratxe García Pérez, há um entendimento majoritário entre os grupos políticos da Casa para levar adiante a suspensão do tratado. A expectativa é que a votação formal ocorra na quarta-feira (21).

A medida é tratada como uma retaliação às ameaças feitas por Trump, que associou o tema da Groenlândia à imposição de tarifas comerciais contra países europeus.

Ameaças tarifárias e reação europeia

Nesta semana, Trump afirmou que pretende aplicar uma tarifa de 10% sobre produtos de oito países da Europa caso haja oposição ao plano dos Estados Unidos de adquirir o território autônomo ligado à Dinamarca.

A reação foi imediata. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, classificou a estratégia americana como “chantagem”, afirmando que Washington estaria usando ameaças econômicas para impor “concessões injustificáveis”. Segundo ele, a Comissão Europeia dispõe de instrumentos robustos para responder a esse tipo de pressão.

Termos do acordo e riscos da suspensão

O acordo comercial UE–EUA, assinado em julho do ano passado, previa a aplicação de tarifas de 15% pelos Estados Unidos sobre a maioria dos produtos europeus, enquanto a União Europeia concordou em reduzir parte das taxas sobre importações americanas.

O tratado, no entanto, ainda não havia entrado em vigor. A implementação estava prevista para os meses de março e abril deste ano, condicionada à aprovação formal do Parlamento Europeu e dos governos nacionais do bloco.

Com o congelamento, a UE volta a considerar a adoção de tarifas retaliatórias, que podem chegar a 93 bilhões de euros (aproximadamente R$ 580 bilhões), além da possibilidade de restringir o acesso de empresas americanas ao mercado europeu.

Groenlândia no centro da crise diplomática

Durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reforçou que a soberania da Groenlândia é “inegociável” e alertou que pressões comerciais entre aliados estratégicos representam um erro grave.

Trump tem intensificado declarações sobre a Groenlândia nas últimas semanas, alegando que a ilha é essencial para a segurança nacional dos EUA. Além de ser uma rota estratégica no Ártico e uma área rica em matérias-primas críticas, o território é considerado central para o chamado Domo de Ouro, um sistema de defesa antimísseis que o presidente norte-americano pretende construir.

Europa reforça segurança no Ártico

Em resposta, países europeus anunciaram o reforço da segurança no Ártico, incluindo o envio de contingentes militares à Groenlândia a pedido da Dinamarca. Em comunicado conjunto, Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda reafirmaram o compromisso com a defesa do território no âmbito da Otan.

O governo da Groenlândia agradeceu publicamente o apoio. A crise também gerou protestos populares, com manifestações registradas no último fim de semana tanto na ilha quanto em Copenhague contra a intenção de anexação anunciada por Trump.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM:  REUTERS/Evelyn Hockstein

Ler Mais
Comércio Internacional

Pré-mercado hoje: tensão nos mercados com nova escalada da guerra de tarifas

A semana começa com ritmo mais lento nos mercados globais por conta do feriado nos Estados Unidos, que celebra o Dia de Martin Luther King. As bolsas americanas não operam, mas os contratos futuros dos principais índices seguem ativos e apontam queda, refletindo a crescente apreensão dos investidores diante de uma possível intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e União Europeia.

Feriado nos EUA reduz liquidez, mas não afasta volatilidade

Com os pregões fechados em Nova York, o volume de negócios tende a ser menor, o que costuma aumentar a volatilidade. Mesmo assim, o sentimento predominante no pré-mercado é de cautela, alimentado por novas ameaças tarifárias feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no fim de semana.

Trump ameaça ampliar tarifas contra países europeus

No sábado (17), Trump declarou que pretende ampliar as tarifas comerciais aplicadas a países da União Europeia caso não haja um acordo que permita aos Estados Unidos a compra da Groenlândia. Segundo ele, taxas adicionais de 10% passariam a valer a partir de 1º de fevereiro sobre produtos importados de Alemanha, França, Reino Unido, Dinamarca, Noruega, Suécia, Holanda e Finlândia.

Ainda de acordo com o presidente americano, se não houver avanço nas negociações, as tarifas podem subir para 25% a partir de 1º de junho. A declaração surpreende, já que a UE e o Reino Unido haviam firmado acordos comerciais com os EUA no ano anterior.

União Europeia reage e estuda medidas inéditas

No domingo (18), o discurso ganhou tom mais duro. Lideranças dos principais países da UE classificaram as ameaças como chantagem econômica. A França defendeu uma resposta firme e chegou a sugerir o uso de instrumentos econômicos ainda não testados pelo bloco.

Entre as opções em estudo está a retomada de um pacote de tarifas sobre US$ 108 bilhões em exportações americanas para a Europa, que havia sido suspenso por seis meses em agosto de 2025. Também está no radar o chamado Instrumento Anticoerção, que pode atingir setores de serviços e investimentos dos Estados Unidos.

Davos deve ser palco de tensão diplomática

O aumento das ameaças comerciais ocorre às vésperas do Fórum Econômico Mundial, que começa nesta segunda-feira em Davos, na Suíça. O evento reúne líderes globais e contará com uma delegação expressiva dos EUA, liderada pelo próprio Trump, o que eleva a expectativa por novos embates diplomáticos.

Mercados reagem com cautela: câmbio, metais e petróleo

A reação inicial dos mercados financeiros foi moderada, mas indica maior desconfiança. O euro se recuperou de uma mínima de sete semanas e avançou 0,3%, sendo negociado a US$ 1,1628. Os metais preciosos também ganharam força: o ouro subiu 1,6%, alcançando US$ 4.689 por onça-troy, enquanto a prata chegou a tocar US$ 94,08.

Já o petróleo operou em leve queda, pressionado pelo temor de enfraquecimento da demanda caso a guerra comercial se intensifique. O Brent recuou 1%, para US$ 63,47 o barril, e o WTI caiu na mesma proporção, para US$ 58,86.

Perspectivas para o mercado

A tendência para o dia é de desempenho negativo nos mercados acionários, diante do aumento da tensão comercial entre Estados Unidos e União Europeia. O feriado americano, no entanto, deve limitar o volume de negociações, elevando a volatilidade, mas reduzindo o impacto imediato dos movimentos.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Forbes

Ler Mais
Comércio Internacional

Trump anuncia tarifas de 10% contra países da Europa a partir de fevereiro de 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (17) a imposição de tarifas de 10% sobre produtos importados de países da Europa a partir de 1º de fevereiro de 2026. A medida, segundo o republicano, será aplicada caso essas nações se posicionem contra o plano norte-americano de comprar a Groenlândia, território localizado no Ártico e pertencente à Dinamarca.

De acordo com Trump, a taxação permanecerá em vigor até que seja firmado um acordo para a aquisição total da Groenlândia. Desde o início de seu segundo mandato, há um ano, o presidente vem reiterando a intenção de anexar o território aos Estados Unidos.

Groenlândia é considerada estratégica para defesa dos EUA
Trump classificou a Groenlândia como um território “vital” para o projeto do Domo de Ouro, um escudo antimísseis que pretende implementar como parte da estratégia de defesa nacional dos Estados Unidos.

Segundo o presidente, a região teria importância central para o funcionamento do sistema, especialmente por questões geográficas e de posicionamento estratégico frente a ameaças globais.

Lista de países europeus que serão taxados
A tarifa anunciada por Trump deve atingir os seguintes países:
Dinamarca
Noruega
Suécia
França
Alemanha
Reino Unido
Países Baixos
Finlândia

Possível aumento da tarifa em junho
No comunicado, Trump afirmou ainda que a tarifa de 10% será elevada para 25% a partir de 1º de junho de 2026, caso não haja avanço nas negociações para a compra da Groenlândia. A cobrança incidirá sobre quaisquer bens enviados aos Estados Unidos pelos países listados.

O presidente argumenta que os EUA subsidiam há décadas países europeus ao não impor tarifas equivalentes e que a situação precisa ser revista diante do que classificou como riscos à segurança nacional e à segurança global.

Justificativas e discurso presidencial
Trump afirmou que China e Rússia demonstram interesse estratégico na Groenlândia e que a Dinamarca não teria capacidade de proteger o território de forma adequada. Segundo ele, apenas os Estados Unidos teriam condições militares e tecnológicas para garantir a segurança da região.

O republicano também criticou visitas recentes de países europeus à Groenlândia, classificando-as como uma atitude perigosa e potencialmente desestabilizadora para a ordem internacional.

Compra da Groenlândia volta ao centro da política externa dos EUA
O presidente ressaltou que os Estados Unidos tentam adquirir a Groenlândia há mais de 150 anos, mas enfrentam resistência histórica da Dinamarca. Agora, segundo Trump, o avanço de sistemas modernos de armamento e a implementação do Domo de Ouro tornariam a aquisição ainda mais estratégica.

Ele acrescentou que bilhões de dólares já estão sendo investidos em programas de segurança ligados ao projeto, que poderia incluir até mesmo a proteção do Canadá, dependendo da configuração territorial.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC Total

Ler Mais
Comércio Exterior

Comércio Brasil–China bate recorde em 2025 e supera em mais do que o dobro as trocas com os EUA

A corrente de comércio entre Brasil e China atingiu um novo recorde histórico em 2025, somando US$ 171 bilhões (cerca de R$ 918,2 bilhões), segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). O resultado representa uma alta de 8,2% em relação ao ano anterior e consolida a China como o principal parceiro comercial do país.

O volume negociado com o mercado chinês foi mais que o dobro do registrado com os Estados Unidos, que movimentaram US$ 83 bilhões (R$ 445,7 bilhões) no mesmo período.

Superávit com a China completa 17 anos consecutivos

O Brasil mantém superávits comerciais consecutivos com a China há 17 anos. Em 2025, o saldo positivo chegou a US$ 29,1 bilhões (R$ 156,2 bilhões), equivalente a 43% de todo o superávit brasileiro com o comércio global.

As exportações brasileiras para a China totalizaram US$ 100 bilhões (R$ 537 bilhões), impulsionadas principalmente pelo agronegócio e pela indústria extrativa.

Soja, petróleo e café lideram exportações

A pauta exportadora segue concentrada em soja e petróleo, que continuam como os principais pilares da relação bilateral. A China respondeu por 45% de todo o petróleo exportado pelo Brasil em 2025.

Um dos destaques do ano foi o avanço do café não torrado, cujas exportações dobraram de valor e alcançaram US$ 459 milhões (R$ 2,4 bilhões). Com isso, a China passou a ocupar a posição de segundo maior mercado asiático para o café brasileiro.

Carne bovina cresce, enquanto frango perde espaço

No segmento de proteínas animais, as exportações de carne bovina para a China atingiram um recorde histórico de US$ 8,8 bilhões (R$ 47,2 bilhões), com crescimento próximo de 48%.
Já as vendas de carne de frango recuaram, e a Arábia Saudita assumiu a liderança como principal destino desse produto.

Importações chinesas também atingem patamar histórico

As importações brasileiras da China somaram US$ 70,9 bilhões (R$ 380,7 bilhões), avanço de 11,5% em relação a 2024. O desempenho foi impulsionado, principalmente, pela aquisição de um navio-plataforma de petróleo, avaliado em US$ 2,66 bilhões, e pela forte demanda por veículos híbridos, que totalizaram US$ 1,87 bilhão.

O setor farmacêutico também ganhou destaque, com as importações de insulina crescendo 64 vezes, alcançando US$ 135 milhões.

Comércio com os EUA enfrenta entraves

Enquanto o comércio com a China avança, a relação com os Estados Unidos enfrentou dificuldades em 2025. As sobretaxas impostas durante o governo Trump impactaram cerca de 22% das exportações brasileiras para o mercado americano, o equivalente a US$ 8,9 bilhões sujeitos a tarifas adicionais.

Especialistas avaliam que, embora o Brasil busque diversificar seus parceiros comerciais, o eixo asiático tende a permanecer como destino prioritário da produção nacional. A expectativa é de continuidade da forte dependência chinesa, acompanhada por esforços para ampliar o comércio com países como Argentina e Índia.

Fonte: Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) e Times Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO TIMES BRASIL

Ler Mais
Comércio Exterior

Acordo UE-Mercosul ganha fôlego com apoio da Itália e pressão geopolítica internacional

A mudança de posição da Itália em favor da assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul pode destravar, finalmente, a conclusão de um tratado negociado há mais de duas décadas. A informação, divulgada pela Bloomberg, surge em um momento de crescente instabilidade internacional e reforça a leitura de especialistas de que o cenário geopolítico atual passou a favorecer o avanço do pacto comercial.

Além do reposicionamento italiano, analistas apontam que a atuação mais dura dos Estados Unidos na América do Sul, especialmente após ações do governo Donald Trump contra a Venezuela, tem acelerado a busca europeia por parceiros considerados mais previsíveis.

Pressão dos EUA aproxima Europa e Mercosul

Consultores em comércio exterior e direito internacional avaliam que o endurecimento da política externa americana acaba funcionando como um fator de aproximação entre europeus e sul-americanos. Em um ambiente global marcado por incertezas, a UE tende a fortalecer relações com regiões onde há maior estabilidade institucional e histórica cooperação econômica.

Nesse contexto, o Mercosul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, surge como um parceiro estratégico, sobretudo diante da crescente influência da China na região, tanto como fornecedora de produtos industriais quanto como grande compradora de commodities.

Itália recua após pressão interna na UE

Para Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil e sócio da consultoria BMJ, o apoio italiano representa um avanço relevante e reflete pressões internas dentro da própria União Europeia, que cobrava uma definição após sucessivos adiamentos liderados por Roma.

Segundo ele, o movimento também indica que a UE percebe estar perdendo espaço na América Latina e vê no acordo UE-Mercosul uma oportunidade de recuperar influência. A conjuntura envolvendo a Venezuela, afirma Barral, pode ter pesado nessa avaliação estratégica.

Acordo amplia projeção global da União Europeia

Na avaliação de Marcos Jank, professor e pesquisador sênior de agronegócio global no Insper, a assinatura do tratado ajudaria a União Europeia a manter relevância fora do continente em um mundo cada vez mais fragmentado e competitivo.

Ele destaca que o discurso recente dos Estados Unidos, ao tratar a América Latina como área de influência direta de Washington, tende a empurrar a Europa para mais perto do Mercosul, reforçando laços históricos e econômicos.

Jank ressalta ainda que, diferentemente da relação com a China, marcada por disputas hegemônicas explícitas, o acordo com o Mercosul é mais previsível, fruto de negociações longas e transparentes.

“Muito vantajoso para a Europa”, dizem diplomatas

Para Roberto Jaguaribe, conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e ex-embaixador do Brasil na Alemanha, a instabilidade do sistema internacional já vinha estimulando a Europa a buscar parceiros confiáveis, e a ofensiva americana contra a Venezuela apenas reforçou essa necessidade.

No caso italiano, Jaguaribe avalia que a primeira-ministra Giorgia Meloni sempre reconheceu a importância do acordo, mas adotou inicialmente uma postura cautelosa para administrar resistências internas e ampliar seu espaço de negociação política dentro da UE.

Segundo o diplomata, o acordo é estratégico porque oferece à Europa uma vantagem competitiva rara frente a potências como Estados Unidos e China, que não têm acesso ao mercado do Mercosul nas mesmas condições.

Jaguaribe afirma ainda que o movimento italiano tende a favorecer uma decisão mais pragmática dentro do bloco europeu, em um momento em que a UE enfrenta dificuldades para sustentar posições tradicionais no campo do direito internacional.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Nicolas Tucat/AFP

Ler Mais
Informação

Auditores da Receita Federal pedem reforço na fronteira de Roraima após ação dos EUA na Venezuela

Auditores-fiscais da Receita Federal solicitaram reforço imediato na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, em Roraima, após a operação conduzida pelos Estados Unidos que resultou na prisão do ditador Nicolás Maduro, no último fim de semana. O alerta foi formalizado nesta segunda-feira (5) pelo Sindifisco Nacional, que cobra apoio operacional e medidas de segurança diante do risco de aumento no fluxo migratório para o território brasileiro.

Sindifisco cobra apoio e segurança aos auditores

Em ofício encaminhado ao secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, o sindicato pede “máximo empenho” da instituição para garantir condições adequadas de trabalho aos servidores que atuam na linha de frente da fiscalização. O documento destaca a situação do município de Pacaraima (RR), principal ponto de entrada terrestre de venezuelanos no Brasil.

Segundo a entidade, o cenário exige atenção especial para assegurar o controle aduaneiro, a fiscalização de mercadorias e a proteção da soberania nacional.

Risco à soberania e ao controle das fronteiras

No texto assinado pelo presidente do Sindifisco, Dão Pereira dos Santos, o sindicato manifesta preocupação com os possíveis impactos da ofensiva norte-americana sobre o Brasil. Para a entidade, a instabilidade política na Venezuela pode gerar efeitos diretos sobre a segurança das fronteiras brasileiras.

O ofício reforça que os auditores-fiscais são autoridades públicas responsáveis por coordenar e presidir as atividades de fiscalização no Ponto de Fronteira Alfandegado de Pacaraima, considerado estratégico para o país.

Nota de repúdio à ação dos Estados Unidos

Além do pedido formal, o Sindifisco divulgou uma nota de repúdio à atuação dos Estados Unidos na Venezuela. O sindicato classificou a operação como um “ato injustificável de agressão internacional” e alertou para o que considera um precedente perigoso para países da América do Sul, incluindo o Brasil.

A entidade sustenta que a intervenção violaria a Carta das Nações Unidas e normas do próprio ordenamento jurídico norte-americano, afirmando ser inaceitável o uso da força militar sem autorização internacional.

Interesse econômico e alerta regional

Na avaliação do sindicato, a ofensiva teria motivações econômicas, com destaque para o petróleo venezuelano, citado em declarações públicas do presidente dos Estados Unidos. O texto também relembra a imposição de sobretaxas sobre exportações brasileiras em 2025, apontada como sinal de alerta para possíveis pressões externas.

Para o Sindifisco, países com grandes reservas minerais estratégicas, como o Brasil, devem redobrar a vigilância e fortalecer sua presença institucional nas fronteiras.

Cenário político instável na Venezuela preocupa Brasil

Após a operação, a Venezuela passou a viver um período de incerteza política, com a vice-presidente Delcy Rodríguez declarada presidente interina. As Forças Armadas seguem controlando áreas do país, enquanto os Estados Unidos articulam a formação de uma nova administração.

No cenário internacional, a China pediu a libertação imediata de Nicolás Maduro. Já o governo brasileiro manifestou preocupação com os impactos regionais da ofensiva e seus possíveis reflexos diretos nas fronteiras nacionais.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ler Mais
Exportação

Exportações brasileiras para os EUA caem 6,6% em 2025 após tarifaço de Trump

As exportações do Brasil para os Estados Unidos recuaram 6,6% em 2025, totalizando US$ 37,716 bilhões, em um ano fortemente impactado pelo tarifaço do governo Donald Trump. Em 2024, as vendas ao mercado norte-americano haviam alcançado US$ 40,368 bilhões. No sentido oposto, as importações de produtos dos EUA cresceram 11,3% e somaram US$ 45,246 bilhões, ante US$ 40,652 bilhões no ano anterior.

Com esse movimento, o Brasil fechou 2025 com déficit de US$ 7,530 bilhões na balança comercial com os Estados Unidos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Tarifas ainda atingem parte relevante das exportações

O desempenho negativo reflete os efeitos das tarifas impostas durante o governo Trump. Embora em novembro tenha sido anunciada a retirada da sobretaxa adicional de 40% sobre parte dos produtos brasileiros, 22% das exportações para os EUA, o equivalente a US$ 8,9 bilhões, continuam sujeitas às tarifas adotadas em julho, segundo cálculos do Mdic.

Dentro desse grupo, há produtos que pagam apenas a sobretaxa de 40% e outros que acumulam esse percentual com a tarifa-base de 10%. Além disso, 15% das exportações, cerca de US$ 6,2 bilhões, seguem submetidas exclusivamente à taxa de 10%.

Outro ponto de pressão vem das tarifas da Seção 232, aplicadas a produtos considerados estratégicos para a segurança nacional dos Estados Unidos. Essas medidas atingem 27% das vendas brasileiras, aproximadamente US$ 10,9 bilhões. Apenas 36% das exportações brasileiras ao mercado norte-americano estão livres de encargos adicionais.

Desempenho em dezembro mantém tendência de queda

Mesmo após a redução parcial das tarifas, as exportações brasileiras para os EUA caíram 7,2% em dezembro, somando US$ 3,449 bilhões, contra US$ 3,717 bilhões no mesmo mês de 2024. Foi a quinta retração mensal consecutiva desde a imposição da sobretaxa de 50% anunciada em julho.

As importações de produtos norte-americanos, por sua vez, tiveram queda de 1,5% em dezembro na comparação anual.

Governo aposta no diálogo com Washington

Em entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin afirmou que o governo brasileiro mantém a estratégia de negociação e diálogo com os Estados Unidos. Segundo ele, as conversas já permitiram reduzir o número de itens afetados pelas tarifas.

Alckmin ressaltou que o objetivo agora é avançar na flexibilização das tarifas que ainda atingem 22% da pauta exportadora brasileira. Ele destacou o relacionamento entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump como um fator que pode destravar novos acordos, incluindo temas como tarifas, barreiras não tarifárias, terras raras, datacenters e o regime especial para centros de dados, o Redata.

China e União Europeia compensam perdas

Enquanto o comércio com os Estados Unidos perdeu força, o Brasil ampliou as trocas com outros parceiros estratégicos. As exportações para a China cresceram 6% em 2025 e alcançaram US$ 100,021 bilhões. As importações chinesas avançaram 11,5%, somando US$ 70,930 bilhões, o que garantiu superávit de US$ 29,091 bilhões para o Brasil.

Já o comércio com a União Europeia teve crescimento mais moderado. As exportações brasileiras ao bloco subiram 3,2%, totalizando US$ 49,810 bilhões, enquanto as importações avançaram 6,4%, para US$ 50,290 bilhões, resultando em déficit de US$ 480 milhões. Em dezembro, mês marcado pelo adiamento da assinatura do acordo Mercosul–União Europeia, as vendas brasileiras ao bloco europeu registraram alta expressiva de 39% na comparação anual.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: © MAPA/Divulgação

Ler Mais
Internacional

Lake Pontchartrain Causeway: a ponte de quase 40 km sustentada por mais de 9.500 pilares sobre a água

A Lake Pontchartrain Causeway é uma das maiores pontes contínuas sobre a água já construídas no mundo. Com quase 40 quilômetros de extensão, a estrutura atravessa o lago Pontchartrain, no estado da Louisiana, nos Estados Unidos, apoiada em mais de 9.500 pilares de concreto. O que impressiona não é apenas o tamanho, mas a precisão técnica envolvida em sua construção.

Ao cruzar a ponte, muitos motoristas relatam uma sensação curiosa: em diversos trechos, não é possível ver terra em nenhuma direção. O horizonte se confunde com a água, criando a impressão de que a estrada se estende infinitamente.

Uma das maiores pontes contínuas do mundo sobre a água

A Causeway se destaca por sua extensão e pela regularidade de sua estrutura. Diferente de pontes estaiadas ou suspensas, ela apresenta um traçado reto e repetitivo, que esconde um nível elevado de complexidade técnica. Cada segmento depende de uma execução precisa para garantir estabilidade ao longo de dezenas de quilômetros.

Uma obra marcada pela repetição estrutural extrema

O grande desafio do projeto foi repetir a mesma solução estrutural milhares de vezes sem margem para erro. Cada trecho da ponte segue o mesmo padrão construtivo, exigindo alinhamento rigoroso e controle absoluto de qualidade.

Essa repetição em larga escala transformou a obra em um dos maiores exemplos de engenharia baseada em padronização e precisão.

Mais de 9.500 pilares sustentando a travessia

O verdadeiro coração da Lake Pontchartrain Causeway está abaixo da superfície. São mais de 9.500 pilares de concreto cravados no fundo do lago, formando uma base contínua e invisível para quem atravessa a ponte.

Esses pilares foram projetados para resistir à ação da água, às variações de carga e ao desgaste provocado pelo tempo, garantindo estabilidade mesmo em condições ambientais adversas.

Desafios de construir sobre um lago raso e instável

Embora o lago Pontchartrain não seja profundo, seu solo é formado por sedimentos macios, o que exige técnicas específicas de fundação. Além disso, a região sofre influência de tempestades tropicais e furacões, o que impõe esforços laterais significativos sobre a estrutura.

A solução foi distribuir o peso da ponte em milhares de pontos de apoio, reduzindo riscos localizados e aumentando a segurança estrutural.

Dois tabuleiros paralelos e décadas de expansão

A ponte é composta por dois tabuleiros paralelos, construídos em épocas diferentes. O primeiro foi inaugurado em 1956, enquanto o segundo entrou em operação em 1969 para atender ao aumento do tráfego.

Cada tabuleiro possui sua própria linha de pilares, o que dobra a complexidade tanto da construção quanto da manutenção ao longo dos anos.

Simples na aparência, complexa na execução

Visualmente, a Causeway parece apenas uma estrada reta sobre a água. No entanto, sua construção exigiu logística avançada, transporte preciso de materiais e posicionamento milimétrico de cada elemento estrutural.

Qualquer erro repetido milhares de vezes poderia comprometer toda a obra, tornando o controle de qualidade um dos fatores mais críticos do projeto.

Manutenção constante em ambiente agressivo

A exposição contínua à umidade, à salinidade e às variações climáticas exige inspeções frequentes. A integridade do concreto, a proteção contra corrosão e a estabilidade das fundações são monitoradas constantemente.

Por isso, a ponte não é apenas uma obra concluída, mas um sistema em manutenção permanente.

Uma experiência visual única para quem atravessa

Para quem dirige pela Causeway, a travessia é marcante. Em dias de céu limpo ou neblina, o encontro entre água e horizonte cria a sensação de que a estrada não tem fim.

Esse efeito visual ajudou a transformar a ponte em uma curiosidade mundial, frequentemente citada entre as obras de engenharia que parecem irreais.

Uma solução prática que virou símbolo

Antes da construção da ponte, a travessia do lago dependia de rotas longas ou balsas. A Causeway reduziu significativamente o tempo de deslocamento e se tornou essencial para a mobilidade regional, conectando comunidades ao entorno de Nova Orleans.

Mesmo sem ter sido pensada como atração turística, acabou se consolidando como um símbolo da engenharia funcional em grande escala.

Quando a repetição se transforma em grandiosidade

A Lake Pontchartrain Causeway mostra que grandiosidade não depende apenas de formas ousadas. Em muitos casos, o verdadeiro desafio está em repetir uma solução simples milhares de vezes, com precisão absoluta, em um ambiente hostil.

Essa combinação de simplicidade aparente e complexidade técnica faz da ponte uma das obras mais impressionantes já construídas sobre a água.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia

Governo encerra o ano com cortes no imposto de importação e reforço à proteção da indústria brasileira.

O governo federal fechou o ano com um conjunto de medidas voltadas ao comércio exterior, combinando redução de tarifas, ampliação de incentivos e fortalecimento de instrumentos de defesa comercial. O objetivo é proteger a indústria brasileira, garantir o abastecimento de insumos estratégicos e enfrentar práticas consideradas desleais no mercado internacional.

As decisões foram tomadas durante a 232ª reunião ordinária do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), realizada em 18 de dezembro, e envolvem cortes no imposto de importação, ampliação de Ex-tarifários, aumento temporário de tarifas e avanços na aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica.

Redução do imposto de importação assegura insumos estratégicos

Um dos principais pontos do pacote foi a diminuição temporária do Imposto de Importação para matérias-primas essenciais, por meio da Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec) e de mecanismos voltados ao combate ao desabastecimento.

A medida busca garantir previsibilidade a setores dependentes de insumos importados, reduzindo custos em momentos de escassez global. Segundo o governo, a iniciativa ajuda a evitar gargalos produtivos, preservar empregos e minimizar impactos de oscilações internacionais de preços sobre a economia doméstica.

Ampliação de Ex-tarifários estimula investimento e modernização

Outro destaque foi a liberação de um volume expressivo de Ex-tarifários, instrumento que reduz o imposto de importação quando não há produção nacional equivalente.

Ao todo, foram aprovados:

  • 1.206 Ex-tarifários para bens de capital;
  • 119 Ex-tarifários para bens de informática e telecomunicações;
  • 3 Ex-tarifários para bens de capital autopropulsados.

As concessões, que incluem novos pedidos, prorrogações e renovações, terão validade de até dois anos. A expectativa é impulsionar investimentos, ampliar a automação e elevar a produtividade industrial, fortalecendo setores estratégicos da indústria nacional.

Medidas antidumping são reforçadas contra concorrência desleal

Na área de defesa comercial, o Gecex aprovou a aplicação e a prorrogação de medidas antidumping, com base em análises técnicas do Departamento de Defesa Comercial (Decom), vinculado à Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Entre as decisões estão:

  • Aplicação de direito antidumping sobre cabos de fibras ópticas, com modulação por interesse público;
  • Imposição de medidas sobre fibras ópticas;
  • Prorrogação de ações antidumping contra fios de náilon, louças de mesa e pneus automotivos.

Por outro lado, os direitos antidumping sobre luvas para procedimentos não cirúrgicos foram suspensos, também por razões de interesse público. Segundo o governo, o equilíbrio entre proteção industrial e impacto sobre consumidores orientou as decisões.

Tarifas sobem para parafusos e produtos químicos

O pacote inclui ainda a elevação temporária do imposto de importação para parafusos e produtos químicos, no âmbito da Lista de Elevações Tarifárias por Desequilíbrios Comerciais Conjunturais (Lista DCC).

A medida responde a aumentos atípicos das importações, que pressionam a produção nacional. Com a alta das tarifas, o governo pretende conter surtos de importação, dar fôlego aos fabricantes locais e restabelecer condições mais equilibradas de concorrência.

Lei de Reciprocidade Econômica avança na relação com os EUA

No campo diplomático, o Gecex analisou um pleito relacionado à Lei de Reciprocidade Econômica em relação aos Estados Unidos. A legislação autoriza o Brasil a adotar medidas equivalentes diante de restrições impostas por outros países a produtos e empresas nacionais.

O comitê decidiu aguardar o avanço das negociações diplomáticas antes de criar o grupo de trabalho previsto em decreto. A eventual aplicação da norma pode abrir caminho para respostas simétricas às barreiras enfrentadas pela indústria brasileira no mercado norte-americano.

Estratégia combina abertura comercial e proteção à indústria

No conjunto, as decisões refletem uma estratégia que equilibra abertura comercial e proteção da produção nacional. A combinação de redução de tarifas para insumos, ampliação de Ex-tarifários, reforço do antidumping e uso de instrumentos de reciprocidade econômica busca garantir concorrência justa e segurança no abastecimento.

Ao encerrar o ano com esse pacote, o governo sinaliza que a indústria brasileira permanece no centro da política de comércio exterior, tanto no aspecto técnico quanto no diplomático.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Texto: Redação

Ler Mais
Exportação

Exportações para a China crescem 28,6% e neutralizam impacto do tarifaço dos EUA

O crescimento das exportações brasileiras para a China ajudou a compensar a forte retração nas vendas ao mercado americano após a entrada em vigor do tarifaço dos Estados Unidos, iniciado em agosto. No período entre agosto e novembro, o Brasil conseguiu equilibrar sua balança externa ao ampliar o fluxo comercial com o principal parceiro asiático.

Dados mostram que o valor exportado para a China avançou 28,6% em comparação com o mesmo intervalo de 2024. No sentido oposto, as exportações destinadas aos Estados Unidos recuaram 25,1% no mesmo período.

Volume exportado segue tendência semelhante

O comportamento se repete quando analisado o volume das exportações. As vendas brasileiras para portos e aeroportos chineses registraram alta de 30%, enquanto os embarques para os Estados Unidos caíram 23,5%. A diferença entre valor e volume está relacionada, sobretudo, à variação dos preços dos produtos exportados.

As informações constam no Indicador de Comércio Exterior (Icomex), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

China consolida liderança como principal destino das exportações

A China, responsável por cerca de 30% das exportações brasileiras, manteve a posição de principal parceiro comercial do Brasil, à frente dos Estados Unidos. Segundo o Icomex, esse peso foi decisivo para mitigar os efeitos negativos do tarifaço americano.

O relatório aponta que o governo dos EUA superestimou sua capacidade de provocar danos amplos às exportações brasileiras, ao considerar que o país possui elevada diversificação de mercados.

Setores mais afetados pelas tarifas americanas

Entre agosto e novembro, alguns segmentos registraram quedas expressivas nas vendas aos Estados Unidos, com destaque para:

Extração de minerais não metálicos, com retração de 72,9%
Fabricação de bebidas, queda de 65,7%
Fabricação de produtos do fumo, recuo de 65,7%
Extração de minerais metálicos, redução de 65,3%
Produção florestal, baixa de 60,2%
Produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, queda de 51,2%
Produtos de madeira, recuo de 49,4%

Evolução mensal das exportações em 2025

O levantamento da FGV mostra que as exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram de abril a julho, sempre na comparação anual. No entanto, após a adoção das tarifas, o país acumulou quatro meses consecutivos de retração.

Já as exportações para a China aceleraram de forma significativa a partir de agosto, com taxas mensais expressivas, impulsionadas principalmente pelo embarque de soja, concentrado no segundo semestre.

Segundo a pesquisadora do Ibre/FGV Lia Valls, o redirecionamento dos embarques teve papel relevante no desempenho global do comércio exterior brasileiro. Ela explica que o aumento das vendas à China ocorreu justamente quando as exportações aos Estados Unidos começaram a cair.

No acumulado até novembro, as exportações totais do Brasil cresceram 4,3% em relação aos mesmos 11 meses de 2024.

Argentina tem crescimento, mas impacto limitado

O Icomex também analisou o desempenho das exportações para a Argentina, terceiro maior parceiro comercial do Brasil. Entre agosto e novembro, houve crescimento de 5% em valor e 7,8% em volume.

Apesar do avanço, Lia Valls ressalta que o peso da Argentina na pauta exportadora brasileira é reduzido e não tem capacidade de compensar perdas geradas pelo tarifaço americano, sobretudo porque o comércio bilateral é concentrado no setor automotivo.

Entenda o tarifaço imposto pelos Estados Unidos

O tarifaço de Donald Trump entrou em vigor em agosto de 2025, elevando impostos sobre produtos importados com o objetivo declarado de estimular a produção interna americana. No caso do Brasil, a medida incluiu sobretaxas de até 50%, uma das mais elevadas aplicadas pelo governo dos EUA.

Além de razões econômicas, Trump chegou a justificar a medida como retaliação política ao Brasil, em meio às críticas ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, posteriormente condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Desde então, os dois países negociam ajustes no acordo comercial. No último dia 20, o governo americano retirou uma sobretaxa adicional de 40% sobre 269 produtos, principalmente do setor agropecuário, como carnes e café. Segundo o Icomex, os efeitos dessa decisão devem ser percebidos apenas a partir de dezembro e janeiro.

O vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, estima que 22% das exportações brasileiras para os Estados Unidos ainda seguem sujeitas às tarifas adicionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook