Sustentabilidade

Viagem histórica com biocombustível no Chile marca avanço da transição energética no transporte pesado

Rota chilena sediará a mais longa viagem com caminhão a biocombustível da América Latina
O Chile será palco do mais longo percurso já realizado na América Latina por um caminhão movido a biocombustível. A iniciativa resulta de uma parceria entre o Centro de Transporte e Logística (CTL) da Faculdade de Engenharia da Universidade Andrés Bello, a salmonicultora Cermaq Chile, a transportadora GLA e a Lipigas, responsável pelo fornecimento energético.

O projeto será colocado em prática no início de 2026, quando um trator-caminhão abastecido com bioGNL (biogás natural liquefeito) percorrerá a rota entre Chiloé e o Aeroporto de Santiago, transportando salmão fresco produzido pela Cermaq.

Parceria impulsiona transporte sustentável e redução de emissões
Segundo o CTL, o marco simboliza a consolidação de soluções energéticas sustentáveis aplicadas à logística. Para Rolando Campos, chefe de Projetos do Laboratório de Validação Tecnológica do CTL, a colaboração entre as empresas envolvidas tornou viável uma operação mais limpa, com redução de emissões e custos operacionais.

O principal objetivo da iniciativa é diversificar a matriz energética do transporte rodoviário, historicamente dependente do diesel, promovendo o uso do bioGNL na indústria salmonicultora e avançando rumo a operações com emissões zero.

Uso de bioGNL viabiliza neutralidade de carbono
Durante o trajeto, o caminhão operará com uma mistura composta por 15% de bioGNL e 85% de GNL, combinação que garante a neutralidade de carbono. De acordo com Helmuth Raddatz, engenheiro de projetos do CTL, o acordo assegura que, a partir de 2026, todas as operações da Cermaq e da GLA sejam 100% carbono neutro.

A proposta também representa um passo intermediário entre o uso de combustíveis fósseis e a futura adoção da eletromobilidade, ao utilizar energia proveniente de resíduos orgânicos.

Testes técnicos e dados reais sustentam o projeto
O acordo foi formalizado em dezembro, nas instalações da Cermaq em Quemchi, na ilha de Chiloé. O CTL ficou responsável pelo desenvolvimento de testes com metodologias robustas e dados reais de operação, avaliando desempenho energético, econômico, ambiental e operacional dos caminhões.

Essas análises deram origem a um relatório técnico que servirá de base para comparações e avaliações de mercado, criando condições para a futura ampliação do uso do bioGNL no transporte pesado.

Iniciativa cria precedente para a indústria
Para Alex Arzola, gerente de Logística e Comércio Exterior da Cermaq, o percurso representa um desafio logístico relevante e, ao mesmo tempo, estabelece um precedente para novas iniciativas sustentáveis no setor.

Na avaliação de Nicolás Hidalgo, subgerente de GNL e Biocombustíveis da Lipigas, o projeto demonstra a viabilidade de modelos logísticos mais sustentáveis, baseados em soluções energéticas limpas. Já Esteban Alveal, gerente-geral da GLA Chile, destacou o comprometimento técnico e profissional das equipes envolvidas.

Chile avança na liderança em energia limpa no transporte
Com a realização da viagem em 2026, o Chile deve se consolidar como referência regional na transição energética do transporte de cargas, especialmente no segmento de veículos pesados, segundo avaliação do CTL.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Internacional

Chile cria gigante do lítio no Deserto do Atacama para fortalecer transição energética

Nova empresa une Codelco e SQM e consolida estratégia nacional para o lítio

O Chile, segundo maior produtor mundial de lítio, deu um passo decisivo para ampliar sua presença no mercado global do mineral estratégico. A estatal Codelco e a mineradora privada SQM anunciaram a criação de uma nova empresa voltada à exploração de lítio no Deserto do Atacama, principal região produtora do país.

A iniciativa marca a formação da Nova Andino Litio SpA, companhia que ficará responsável pelas atividades de exploração, extração, produção e comercialização do lítio no Salar do Atacama até 2060. A operação foi aprovada pelos órgãos reguladores e deve gerar impacto positivo nos resultados financeiros da Codelco já a partir de 2025.

Parceria público-privada fortalece cadeia do lítio

O acordo estabelece que a nova empresa concentrará toda a gestão da produção de lítio na região, garantindo a continuidade dos contratos vigentes com a agência estatal Corfo e dos novos acordos previstos a partir de 2031. Como parte da negociação, a SQM transferiu à Codelco suas concessões de mineração no Salar de Maricunga, ampliando o controle estatal sobre áreas estratégicas.

A criação da Nova Andino Litio representa um dos principais movimentos da política mineral chilena voltada à transição energética, em um contexto de crescente demanda global por baterias para veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.

Apoio político e aval internacional

A iniciativa integra a agenda do presidente Gabriel Boric, que busca ampliar o protagonismo do Estado em setores estratégicos, sem abrir mão da participação privada. O acordo superou seu último entrave regulatório em novembro, após a aprovação da China — maior mercado consumidor de lítio do mundo.

A autorização chinesa foi concedida mediante o compromisso de manutenção dos contratos existentes e da garantia de fornecimento contínuo aos clientes do país, em condições consideradas “justas, razoáveis e não discriminatórias”.

Lítio como eixo da transição energética

O lítio é considerado um dos minerais-chave da transição energética global, sendo essencial para baterias de veículos elétricos, sistemas de armazenamento de energia e tecnologias limpas. Com a nova estrutura empresarial, o Chile reforça sua posição estratégica nesse mercado e amplia sua capacidade de atender à crescente demanda internacional.

A expectativa é que a Nova Andino Litio contribua para elevar a competitividade do país, fortalecer a cadeia produtiva local e ampliar a participação chilena no mercado global de minerais críticos.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Morten Andersen/Bloomberg

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Notícias

Vinícola Vik é eleita o melhor vinhedo do mundo em 2025

Ranking internacional destaca excelência chilena
A vinícola Vik, localizada no Vale de Millahue, no Chile, conquistou o título de melhor vinhedo do mundo em 2025. O reconhecimento foi divulgado durante a cerimônia do The World’s 50 Best Vineyards, realizada nesta quarta-feira (19) em Margaret River, na Austrália Ocidental. A lista reúne os 50 melhores vinhedos para visitar e inclui ainda uma seleção ampliada com propriedades posicionadas entre o 51º e o 100º lugar.

Premiação retorna integrada ao portfólio 50 Best
A antiga “World’s Best Vineyards” voltou neste ano como parte do portfólio global do 50 Best, que também assina rankings de restaurantes, bares e hotéis. Qualquer vinhedo aberto à visitação pode concorrer, e os votos — feitos por especialistas de diversos continentes — avaliam não apenas a qualidade dos vinhos, mas toda a experiência enoturística, incluindo degustações, atendimento e paisagem.

O que torna a Vik única
Situada a duas horas de Santiago e com mais de 4.400 hectares, a Vik se destaca pelo design futurista, práticas sustentáveis e um hotel de luxo integrado ao espaço. A região, conhecida como “Vale do Ouro” pelos Mapuche, abriga diferentes tipos de solo e pequenos microclimas, que moldam a complexidade do terroir local.
Durante a vindima, as uvas são colhidas manualmente à noite, sob baixas temperaturas. A fermentação ocorre de forma natural, sem leveduras adicionadas, e o vinho envelhece em barris de carvalho francês.

Experiência completa de enoturismo
Além da produção vitivinícola, a Vik oferece gastronomia farm to table, degustações exclusivas, passeios guiados, obras de arte e hospedagem premium — fatores que transformam a propriedade em um destino turístico por si só. A vinícola foi visitada pela apresentadora Daniela Filomeno durante a 4ª temporada do programa CNN Viagem & Gastronomia.

Top 10 dos melhores vinhedos do mundo 2025

  1. Vik (Vale de Millahue, Chile) – Melhor do mundo e da América do Sul
  2. Schloss Johannisberg (Rheingau, Alemanha) – Melhor da Europa
  3. Bodegas Ysios (Rioja, Espanha)
  4. Bodega Garzón (Maldonado, Uruguai)
  5. Château Smith Haut Lafitte (Bordeaux, França)
  6. Klein Constantia Wine Estate (Cabo Ocidental, África do Sul) – Melhor da África
  7. Creation (Hemel-en-Aarde, África do Sul)
  8. Maison Ruinart (Champagne, França)
  9. Château D’Yquem (Sauternes, França)
  10. Montes (Vale de Colchagua, Chile)

A lista completa dos 50 melhores vinhedos pode ser consultada no site oficial da premiação.

América do Sul em destaque
Dos 50 selecionados, 14 estão na América do Sul, distribuídos entre Chile, Argentina e Uruguai. No Chile, os principais polos são os Vales de Millahue, Colchagua, Maipo e Casablanca. Na Argentina, Mendoza e Salta lideram a presença nacional.
Além da Vik, a Bodega Garzón (Uruguai) assegurou o 4º lugar, enquanto a chilena Montes aparece na 10ª posição.

Também representam o Chile no ranking: Almaviva (34º), Viu Manent (40º), Viña Santa Rita (41º) e Casas del Bosque (42º). Da Argentina, marcam presença: Durigutti Family Winemakers (11º); Bodegas Salentein (12º); El Enemigo (17º); Riccitelli Wine Company (29º); Bodega Colomé (30º); Kaiken Wines (36º) e Viña Cobos (49º).

Hall da fama do 50 Best Vineyards
Quatro vinícolas já receberam o título máximo e, por isso, integram o hall da fama e deixam de concorrer nas próximas edições:

  • Bodegas de los Herederos del Marqués de Riscal (Espanha)
  • Catena Zapata (Argentina)
  • Antinori nel Chianti Classico – Marchesi Antinori (Itália)
  • Zuccardi Valle de Uco (Argentina)

Como funciona a votação
Mais de 700 especialistas em viagens e enoturismo participam da escolha. O mundo é dividido em 20 regiões, cada uma com um líder responsável por reunir 36 profissionais. Cada votante seleciona sete vinícolas abertas ao público, sem critérios predefinidos — a lista é guiada pela experiência real oferecida aos visitantes.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Investimento

BNDES financia investimento de R$ 390 milhões no Chile com equipamentos WEG

Com linha de financiamento Exim Pós-embarque, a empresa brasileira Alupar, por meio da sua subsidiária chilena Sincro Energia del Desierto, vai instalar infraestrutura de energia usando equipamentos WEG

Uma das ações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) BNDES para aquecer mais a economia brasileira é o financiamento a exportações por meio da linha Exim Pós-embarque. Nesta quarta-feira, o banco informou que aprovou financiamento de US$ 71,4 milhões (R$ 390 milhões) para a Sincro Energía del Desierto (SED), subsidiária chilena do Grupo Alupar Investimento S/A, do Brasil. Esse projeto será instalado com produtos da multinacional catarinense WEG, impulsionando assim a indústria de Jaraguá do Sul.

Para atender a esse projeto, a WEG vai exportar compensadores síncronos, transformadores de força e sistemas auxiliares para duas novas subestações de energia elétrica no país, localizadas nas províncias de Antofagasta e Atacama.

Segundo o BNDES, com esse investimento, a SED contribuirá para o fortalecimento da infraestrutura de transmissão elétrica no Chile, assegurando maior confiabilidade no fornecimento de energia em uma região estratégica para a expansão das fontes renováveis. As subestações Ana María e Illapa serão operadas pela Alupar por um período de 25 anos.

-O apoio do BNDES às exportações de empresas brasileiras para diferentes mercados internacionais é essencial para fortalecer a indústria nacional e a geração de empregos dentro do Brasil. Mas também cumpre a função, sob a condução do presidente Lula, de contribuir com o que país seja capaz de buscar cada vez mais parceiros comerciais mundo afora, evitando que medidas individuais comprometam o desempenho da economia – disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

– O apoio do BNDES reforça a estratégia de consolidar a expansão regional da Alupar, única transmissora 100% brasileira a desenvolver e operar projetos em diversos países da América Latina. Após consolidar sua presença no Brasil, a companhia expandiu sua atuação para o Peru e para a Colômbia e reforça sua posição no Chile, retornando ao país após uma experiência bem-sucedida entre 2005 e 2016 – afirmou Luiz Coimbra, diretor de Relações com Investidores da Alupar.

Esse projeto no Chile foi uma vitória da Alupar em licitação pública internacional, realizada em janeiro de 2024, para a construção e exploração de serviço complementar de controle de tensão por aportes de potência de curto-circuito, explica o banco. O projeto está alinhado ao momento de transição energética vivido pelo Chile e à crescente integração de energias renováveis em sua matriz elétrica.

Fonte: NSC Total

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Comércio Exterior

Em meio a tarifas e medidas de Trump contra o STF, Lula participa de encontro de países em defesa da democracia no Chile

Reunião terá líderes do Chile, Espanha, Colômbia e Uruguai. No início do mês, o presidente dos Estados Unidos anunciou tarifas de 50% sobre importação de produtos brasileiros.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa nesta segunda-feira (21) de uma reunião com líderes do Chile, Colômbia, Espanha e Uruguai para discutir a defesa da democracia e o combate à desinformação em Santiago, capital chilena.

O objetivo da cúpula é avançar em um posicionamento compartilhado em favor do multilateralismo, da democracia e da cooperação global baseada na justiça social.

Segundo o governo do Chile, anfitrião do encontro, a reunião terá três eixos principais:

  • fortalecimento da democracia e o multilateralismo;
  • redução das desigualdades; e
  • luta contra a desinformação e regulação de tecnologias emergentes.

O tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também deve ser um dos assuntos abordados na reunião.

No dia 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos enviou uma carta ao presidente Lula e anunciou tarifas de 50% em cima dos produtos brasileiros que são importados pelos Estados Unidos.

Entre mais de 20 países que devem enfrentar cobranças elevadas sobre importação nos EUA, a medida anunciada ao Brasil é a mais alta até agora e deve começar a valer a partir de 1º de agosto.

Em um pronunciamento à nação na quinta-feira (17), Lula afirmou que as tarifas impostas por Trump são uma ‘chantagem inaceitável’ e chamou de ‘traidores da pátria’ políticos brasileiros que tem apoiado as medidas impostas pelo presidente dos Estados Unidos.

A reunião acontece nesta segunda-feira (21) e vai contar com a presença de:

  • Gabriel Boric, presidente do Chile;
  • Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha;
  • Gustavo Petro, presidente da Colômbia; e
  • Yamandú Orsi, presidente do Uruguai.

O encontro dá continuidade aos compromissos firmados durante o lançamento da iniciativa “En Defensa de la Democracia”, voltada para fortalecer as instituições democráticas e enfrentar desafios como a desigualdade e a disseminação de informações falsas.

A agenda prevê ainda um almoço na chancelaria chilena e um evento com a sociedade civil.

As propostas originadas na reunião serão levadas para o próximo encontro, previsto para acontecer às margens da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em setembro deste ano.

Fonte: G1


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Internacional, Mercado Internacional, Portos

Chile atualizará regras portuárias para cargas a granel

O Chile implementará uma nova circular marítima com normas específicas para o manuseio seguro de graneis sólidos em seus portos.

A medida será baseada no Código IMSBC da Organização Marítima Internacional, que regula esse tipo de transporte.

O comandante Boris Abarza, chefe do Departamento de Prevenção de Riscos Marítimos da Direção do Território Marítimo (Dirsomar), confirmou a informação e explicou que a circular incluirá responsabilidades claras para os donos da carga, navios, portos e laboratórios responsáveis por analisar umidade e amostras.

Planos de emergência para incidentes com graneis no Chile

Um dos focos da nova norma será a inclusão de planos de emergência para incêndios em correias transportadoras de grãos. Esses planos respondem a incidentes registrados em 2023 e 2024 nos portos de Ventanas e Mejillones.

Além disso, será feito um esforço para integrar os protocolos à Lei de Desastres do Senapred. Abarza destacou que a meta é estabelecer um plano único e padronizado para enfrentar qualquer emergência relacionada a cargas.

Modificações no Decreto 618 e no Código IMDG

Paralelamente, será atualizado o Decreto 618, que trata do manuseio de cargas perigosas e explosivos nos portos chilenos. Também serão incorporadas modificações baseadas no Código IMDG, incluindo regras sobre tempo de permanência e retirada imediata de determinados tipos de carga.

A Dirsomar planeja avançar com essas regulamentações por meio de circulares marítimas enquanto tramita a formalização junto ao Ministério da Defesa. As medidas visam reforçar a segurança operacional e ambiental nos principais terminais marítimos do país.

Com essas mudanças, o Chile busca consolidar padrões internacionais na gestão portuária e se antecipar a riscos logísticos e de segurança.

Fonte: Todo Logística News

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Internacional, Mercado Internacional

Chile impulsiona o sistema TIR na América do Sul

Chile avança na implementação do sistema TIR, uma ferramenta fundamental para agilizar o comércio terrestre na América do Sul. A frase-chave “sistema TIR” guia esse processo que busca reduzir tempos, custos e burocracia nas passagens de fronteira.

Representantes da IRU e do governo chileno se reuniram recentemente para fortalecer a cooperação aduaneira. Participaram do encontro Lucas Lagier, da IRU, e Alejandra Arriaza, diretora da Aduana do Chile, que discutiram temas como digitalização de documentos, harmonização de normas e melhorias nos processos de fronteira.

O sistema TIR permite que caminhões atravessem várias fronteiras sem inspeções intermediárias, desde que os lacres permaneçam intactos. Essa modalidade, vigente em mais de 60 países, reduz atrasos e melhora a segurança das cadeias logísticas.

Na América do Sul, a adoção do sistema TIR facilitaria o fluxo de mercadorias em rotas chave, como as que conectam o Chile à Argentina, Bolívia e Peru. O Chile poderia se tornar um eixo bioceânico eficiente, ligando portos do Atlântico e do Pacífico e fortalecendo os corredores logísticos regionais.

Segundo a IRU, o uso do sistema TIR pode reduzir os custos logísticos em até 40%. Isso representa uma mudança significativa em regiões onde os atrasos aduaneiros ultrapassam 20 horas.

Além dos benefícios logísticos, a implementação do TIR pode impulsionar o desenvolvimento das economias regionais. Ao conectar polos produtivos do interior com portos estratégicos, criam-se novas oportunidades de exportação, emprego e investimento.

Os desafios incluem ajustes regulatórios, investimento em infraestrutura e capacitação de pessoal. No entanto, a vontade política e a articulação entre os setores público e privado podem consolidar o Chile como líder na integração logística terrestre regional.

Uma América do Sul mais conectada começa com uma logística moderna, interoperável e eficiente.

Fonte: Todo Logística News

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Comércio, Negócios

Brasil e Chile celebram acordo para facilitar comércio no setor de cosméticos

Iniciativa engloba ainda produtos de higiene pessoal e perfumaria e estabelece precedente para futuras negociações regulatórias

Brasil e Chile deram mais um passo no fortalecimento da parceria comercial. Foi assinado em Montevidéu, no Uruguai, a incorporação da Iniciativa Facilitadora de Comércio (IFC) no setor de produtos cosméticos ao Acordo de Livre Comércio Brasil-Chile. É um marco do Acordo de Complementação Econômica nº 35 (ACE 35) entre o Mercosul e o Chile.

A iniciativa representa um marco na convergência regulatória entre os dois países, promovendo maior integração econômica e abertura comercial no setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.

“A medida tem potencial para tornar o comércio bilateral mais dinâmico, previsível e transparente, promovendo o crescimento dos setores envolvidos e garantindo benefícios diretos aos consumidores dos dois países”, avalia a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres. 

O acordo promove redução de custos e prazos para a disponibilização de produtos, e estimula a produtividade e a inovação no setor, o que deve resultar em ampliação do volume de exportações de cosméticos do Brasil para o Chile, hoje em cerca de US$ 90 milhões por ano.

A negociação desse instrumento foi coordenada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e contou com a participação do setor privado, por meio da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC).

Objetivos

Simplificar regulamentações e evitar barreiras técnicas desnecessárias ao comércio no setor de cosméticos bem como assegurar padrões de qualidade e segurança dos produtos estão entre os principais objetivos da efetivação do acordo. Além disso, poderá também promover a ampliação do acesso recíproco entre os dois mercados e fortalecer a competitividade da indústria nacional.

Entre os compromissos assumidos entre os dois países estão a definição de produtos cosméticos, a não exigência de Certificado de Livre Venda, a redução de exigências sanitárias prévias, a harmonização de rotulagem e de boas práticas de fabricação, e o fortalecimento da vigilância de mercado.

Impactos esperados

Além do impacto econômico, a estimativa é que a iniciativa resulte em maior segurança jurídica nas relações comerciais bilaterais, gerando maior previsibilidade e fluidez nas operações de exportação e importação. Outro aspecto é a questão socioambiental, envolvendo redução de riscos sanitários e maior proteção da saúde pública; transparência regulatória e informação de qualidade ao consumidor e, ainda, estímulo à sustentabilidade ambiental e à qualidade dos produtos.

A IFC para o setor de cosméticos estabelece um precedente para futuras negociações regulatórias para outras áreas junto ao governo chileno e outros países da América Latina. Esse avanço representa a consolidação de um modelo eficaz de cooperação regulatória regional com foco em integração produtiva, desenvolvimento industrial e fortalecimento do comércio bilateral e da região.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Comércio, Comércio Exterior, Negócios

Corredor Bioceânico pode dobrar a corrente de comércio entre Brasil e Chile, afirma Simone Tebet

Projeto de infra que ligará sul do Brasil ao norte do Chile será fundamental para relações bilaterais e acesso a mercados do Pacífico. Ministra e presidente chileno, Gabriel Boric, discutiram iniciativa nesta quarta (23/4)

O Corredor Bioceânico, projeto que conectará o sul do Brasil ao norte do Chile por uma estrada de mais de 2,4 mil quilômetros, pode dobrar a corrente de comércio entre os países, de acordo com a ministra de Planejamento e Orçamento brasileira, Simone Tebet.

Durante mesa redonda sobre o corredor na Confederação Nacional da indústria (CNI), nesta quarta-feira (23/4), a representante do governo brasileiro e o presidente do Chile, Gabriel Boric, afirmaram que a iniciativa é prioridade e contribuirá para a redução de custos e maior integração entre os países.

A ministra Simone Tebet falou sobre os esforços do governo brasileiro para avançar com o projeto do Corredor Bioceânico, que há anos está em discussão e precisava de atenção.


“Vejo o quanto estamos de costas para a América do sul e vice-versa, e com isso temos condições de dobrar as importações e exportações. É uma pena estarmos tão atrasados nas rotas de integração, mas agora estaremos definitivamente integrados”, afirmou.


De acordo com Tebet, o projeto de integração já dá sinais de eficácia e sua conclusão promoverá mudanças significativas nas rotas de comércio, com expectativa de dobrar a corrente de comércio entre Brasil e Chile.

A ministra lembrou que o ponto pendente para a rota estratégica em construção, a Ponte da Bioceânica que liga Porto Murtinho, no Brasil, a Carmelo Peralta, no Paraguai, está quase 70% concluída e deve ser inaugurada em maio de 2026.

Já o chefe de Estado chileno ressaltou que o projeto não é de uma região ou país em particular, mas uma iniciativa estratégica para redução significativa do tempo de transporte de cargas dos trens do interior do Brasil e do Paraguai até os mercados da Ásia-Pacífico.

“Em vez de atravessar o Canal do Panamá, que sabemos estar com congestionamentos importantes — também devido à crise climática e à falta de água — vamos criar uma rota. E o que isso vai provocar? Vamos conectar o Pantanal com o deserto do Atacama, dois ecossistemas únicos no planeta. Isso não é só comércio”, explicou.

Boric afirmou o Chile vai responder o momento de instabilidade geopolítica global com mais integração.


“Vamos continuar avançando, conversando, vamos fazer isso nos integrando regionalmente, na nossa América do Sul, com as nossas regiões. Por isso, precisamos continuar trabalhando firmemente para facilitar os processos aduaneiros, promover investimentos cruzados e melhorar a logística em toda a cadeia”, disse Boric.


Para a indústria brasileira, corredor trará competitividade e desenvolvimento

Na abertura do encontro, o superintendente de Relações Internacionais da CNI, Frederico Lamego, reforçou o a relevância do Corredor Bioceânico para a indústria e citou os benefícios significativos que a iniciativa promoverá para o setor, como aumento de competitividade, redução de custos logísticos, diversificação de rotas de exportação e promoção do desenvolvimento econômico e integração regional.

“A união de esforços do setor produtivo e do poder público é essencial para a integração logística e econômica da América Latina. Estamos certos de que o Corredor Bioceânico será concluído e abrirá muitas oportunidades para as nossas empresas”, comemorou Lamego.

Confira os principais benefícios do projeto para a indústria brasileira:

  • Redução de custos logísticos: um dos principais gargalos para a indústria brasileira é o alto custo de transporte. O Corredor Bioceânico promete reduzir significativamente as distâncias e os tempos de viagem para alcançar os mercados do Pacífico, especialmente a Ásia, que são grandes consumidores de produtos brasileiros. Distâncias menores diminuem o consumo de combustível, os gastos com pedágios e outros custos operacionais;
  • Aumento da competitividade: ao diminuir os custos logísticos, o Corredor torna os produtos industriais brasileiros mais acessíveis e com preços mais competitivos nos mercados do Pacífico. Isso pode abrir novas oportunidades de exportação para diversos setores da indústria de transformação, que representam uma parcela significativa das vendas do Brasil para o Chile;
  • Diversificação das rotas de exportação: atualmente, grande parte das exportações brasileiras para a Ásia depende de percursos marítimos longos pelo Oceano Atlântico, passando pelo sul da África ou pelo Canal do Panamá. O Corredor Bioceânico oferece uma alternativa mais direta e rápida, diversificando as opções logísticas e reduzindo a dependência de caminhos tradicionais que podem estar sujeitas a congestionamentos ou instabilidades geopolíticas;
  • Integração regional e novos mercados: além de facilitar o acesso ao Pacífico, o corredor fortalece a integração econômica do Brasil com países vizinhos, como Paraguai, Argentina e Chile. Isso deve estimular o comércio bilateral e multilateral, criando possibilidades de negócios e oportunidades para o desenvolvimento de cadeias regionais de valor;
  • Desenvolvimento da infraestrutura: o Corredor Bioceânico impulsiona investimentos em infraestrutura ao longo de seu trajeto, incluindo a construção e a melhoria de estradas, pontes, portos secos e outras instalações logísticas, beneficiando as empresas exportadoras, e indústrias e comunidades localizadas nas áreas próximas;
  • Criação de empregos e renda: o dinamismo econômico promovido pelo Corredor na indústria e nos setores de transporte e logística deve criar empregos e aumentar a renda nas regiões envolvidas pelo projeto;
  • Alinhamento com a estratégia de comércio exterior: o apoio ao Corredor Bioceânico está alinhado com a estratégia da CNI de promover a internacionalização da indústria brasileira e a expansão das nossas exportações para mercados dinâmicos e em crescimento, como os asiáticos.

Mesa redonda faz parte do Fórum Empresarial Brasil-Chile

A mesa redonda sobre oportunidades de negócios e investimentos do Corredor Bioceânico é uma iniciativa dos governos brasileiro e chileno, com apoio da CNI e da Sociedad de Fomento Fabril (Sofofa). O encontro faz parte do Fórum Empresarial Brasil-Chile, que reúne desde a terça-feira (22) empresários e representantes brasileiros e chilenos para discutir prioridades do setor.

Chile é um dos principais parceiros comerciais do Brasil

O Brasil e Chile são parceiros econômicos estratégicos na América Latina e têm relação comercial sólida e em expansão: enquanto o Brasil é o principal destino das exportações chilenas na região, o Chile é o terceiro maior mercado para os produtos brasileiros. Ao longo das últimas décadas, os países aprofundaram seus vínculos por meio da modernização de acordos comerciais, criando uma base robusta para a integração econômica.

O Chile é o 7º maior parceiro comercial do Brasil e representa 2,1% da corrente de comércio brasileira. Em 2024, o intercâmbio comercial entre os dois países somou US$ 11,7 bilhões, sendo US$ 6,7 bilhões em exportações brasileiras para o Chile e US$ 5 bilhões em importações. A indústria da transformação tem papel relevante: na última década, o setor produtivo representou 69,8% das exportações do Brasil para o Chile e 64,8% das importações brasileiras de produtos chilenos. Os dados são de um levantamento feito pela CNI com base em estatísticas do Comex Stat.

Fonte: Portal da Indústria


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Comércio, Internacional, Mercado Internacional, Negócios, Notícias

Brasil e Chile podem encontrar soluções eficazes para enfrentar desafios comuns

Presidente da FIESC, e vice-presidente da CNI, Mario Cezar de Aguiar representou a entidade industrial brasileira no Fórum Empresarial Brasil-Chile, realizado em Brasília nesta terça (22)

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Sociedad de Fomento Fabril (SOFOFA) realizaram o Fórum Empresarial Brasil-Chile, em Brasília, nesta terça-feira (22/4). A iniciativa, que segue nesta quarta, conta com o apoio dos governos do Brasil e do Chile e acontece no contexto da visita oficial do presidente chileno, Gabriel Boric. O Brasil é o maior parceiro comercial do Chile na América do Sul. Bens industriais representam boa parte da pauta comercial. O Fórum contou com as presenças dos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Chile, Gabriel Boric.

O presidente da FIESC e vice-presidente da CNI, Mario Cezar de Aguiar, ressaltou que a CNI continua aberta ao diálogo e disposta a contribuir para a implementação de políticas e iniciativas que atendam às demandas do setor produtivo e promovam o desenvolvimento econômico e social das duas nações. “Com entendimento e união dos empresários e do poder público, Brasil e Chile podem encontrar soluções eficazes para enfrentar os desafios comuns e para aproveitar as oportunidades que estão se abrindo em meio ao atual cenário de incerteza”, afirmou ele, que no evento representou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o atual cenário geopolítico mundial demanda do Brasil coragem para crescer e buscar oportunidades em diferentes parceiros comerciais, como o Chile. Ele enfatizou os fatores de atração de investimento são os mesmos que compõem a competitividade de uma economia, como educação, na formação de novos pesquisadores, cientistas e de mão de obra qualificada.

Já o presidente chileno, Gabriel Boric, abordou o momento de incerteza do comércio mundial e destacou aos empresários brasileiros que o Chile oferece ao Brasil certeza e segurança. “O Chile é um parceiro confiável, um país estável e que respeita as regras do jogo; e nosso compromisso com a estabilidade socioeconômica torna o nosso país um ótimo destino para investir, especialmente neste tempo de turbulências”, disse.

Comércio: O Brasil e Chile são parceiros econômicos estratégicos na América Latina e têm relação comercial sólida e em expansão: enquanto o Brasil é o principal destino das exportações chilenas na região, o Chile é o terceiro maior mercado para os produtos brasileiros. Ao longo das últimas décadas, os países aprofundaram seus vínculos por meio da modernização de acordos comerciais, criando uma base robusta para a integração econômica.

O Chile é o 7º maior parceiro comercial do Brasil e representa 2,1% da corrente de comércio brasileira. Em 2024, o intercâmbio comercial entre os dois países somou US$ 11,7 bilhões, sendo US$ 6,7 bilhões em exportações brasileiras para o Chile e US$ 5 bilhões em importações. A indústria da transformação tem papel relevante: na última década, o setor produtivo representou 69,8% das exportações do Brasil para o Chile e 64,8% das importações brasileiras de produtos chilenos. Os dados são de um levantamento feito pela CNI com base em estatísticas do Comex Stat.

Fonte: FIESC

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