Comércio Internacional

Mercados Globais Sem Direção em Dia de Expectativa por Dados dos EUA

Os principais índices globais operam sem tendência clara, reflexo dos ganhos das ações de tecnologia registrados na véspera em Wall Street e da expectativa pelos dados econômicos atrasados dos Estados Unidos.

Desempenho dos Mercados Internacionais

Na Ásia, o movimento foi moderadamente positivo. O Nikkei 225 avançou 0,07%, o Shanghai Composite subiu 0,87% e o Hang Seng ganhou 0,69%.
Na Europa, o Euro Stoxx 50 oscila próximo da estabilidade, com leve queda de 0,08%.
Já nos EUA, os futuros do S&P 500 e da Nasdaq recuam, respectivamente, 0,25% e 0,40%.

Cotações Globais

  • S&P 500 Futuro: -0,2%
  • FTSE 100: estável
  • CAC 40: -0,1%
  • MSCI World: estável
  • MSCI EM: +0,9%
  • Petróleo WTI: -0,2% (US$ 58,70)
  • Brent: -0,3% (US$ 63,17)
  • Minério de ferro em Singapura: +0,9% (US$ 106)
  • Bitcoin: -1,7% (US$ 87.224,88)

EUA e China: Aproximação Diplomática

O presidente Donald Trump afirmou ter recebido e aceitado um convite do líder chinês Xi Jinping para visitar a China em abril de 2026.

Paralelamente, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, declarou que Washington negocia com autoridades europeias um “acordo interessante” em troca de flexibilização regulatória, mas destacou que a União Europeia precisará ajustar regras digitais para viabilizar um pacto que reduza tarifas sobre aço e alumínio.

Tensões Geopolíticas: Rússia e Ucrânia

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reconheceu avanços nas negociações conduzidas em Genebra, mas afirmou que os temas mais sensíveis serão debatidos diretamente com Trump.
Os dois países buscam reduzir divergências sobre segurança, limites militares e eventuais concessões territoriais.

Mercado de Commodities em Queda

Os preços do petróleo recuam, acompanhando o movimento global de cautela. O WTI cai 0,2%, enquanto o Brent recua 0,3%. Já o minério de ferro segue em alta de 0,9% em Singapura.

Brasil: Mercado Acompanha Falas do Banco Central

O foco no Brasil está na audiência do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O senador Renan Calheiros pede esclarecimentos sobre o acordo que encerrou um processo administrativo no BC.

Antes, às 9h, o diretor de Política Monetária do BC, Nilton David, participa do evento EuroFinance, em São Paulo.

As falas recentes de Galípolo repercutem no mercado: ele afirmou que gostaria que a inflação convergisse mais rapidamente, mas reconhece haver um trade-off nesse processo.

Com a Selic em 15% ao ano, investidores questionam quando o ciclo de cortes pode começar, em meio ao avanço da desinflação.

Indicadores

  • Balanço de pagamentos de outubro.
    O BTG Pactual projeta déficit de US$ 5 bilhões em transações correntes.

Mercado Financeiro

  • Ibovespa: +0,33% (155.278 pontos)
  • Dólar: -0,11% (R$ 5,3949)

Empresas

  • Lojas Americanas, em recuperação judicial, aceitou a proposta da BrandUP! para adquirir sua unidade produtiva isolada.
  • Dois membros do Conselho da Raízen renunciaram aos cargos.
  • O investidor Silvio Tini de Araújo elevou sua participação na GPA para 5,57% do capital social.

Com informações de agências internacionais e nacionais.
Texto: Redação

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Comércio

Inter e Chainlink concluem primeiro teste de comércio entre BC e Hong Kong

Experimento permite que empresas realizem pagamentos condicionais e parcelados para importações utilizando moedas digitais ou reservas tokenizadas

O Banco Inter e a Chainlink concluíram o primeiro experimento de financiamento ao comércio internacional baseado em blockchain para o setor primário, possibilitando que pequenas e médias empresas vendam commodities no exterior. A ação foi feita em parceria com o BC (Banco Central) do Brasil e a HKMA (Autoridade Monetária de Hong Kong).

Outras instituições globais, como Standard Chartered, GSBN (Global Shipping Business Network) e 7COMm, também fizeram parte do experimento, segundo nota divulgada nesta segunda-feira (3).

O projeto, liderado pelo Inter, permitiu aos bancos centrais do Brasil e de Hong Kong utilizarem blockchain para liquidar automaticamente uma transação de comércio exterior, de forma segura e em tempo real, conforme o comunicado das instituições.

Esta é a primeira vez que um registro de títulos baseado em blockchain e uma infraestrutura de pagamentos cross-chain – ou seja, troca entre cadeias – foram conectados em um fluxo de trabalho único e automatizado. A ação estabelece um novo padrão para liquidações de comércio internacional.

Como foi realizado o experimento

Na Fase 2 da iniciativa Drex, moeda digital do Banco Central, a nova plataforma de financiamento ao comércio permitiu o teste de uma transação programável de DvP (Delivery-versus-Payment) e de uma transação entre fronteiras PvP (Payment-versus-Payment), que possibilitam desbloquear pagamentos condicionais e parcelados.

Segundo o comunicado, a plataforma simulou a liquidação de exportações pelo Drex no Brasil e pela rede Ensemble em Hong Kong. Já a Chainlink forneceu a infraestrutura para conectar os dois ambientes e coordenar a liquidação entre jurisdições de forma compatível.

Durante o processo de pagamento, o GSBN registrou a mudança no eBL (título eletrônico de conhecimento de embarque).

Comércio internacional inclusivo

Segundo as instituições envolvidas no experimento, ao viabilizar pagamentos tokenizados e automatizar transferências de títulos via contratos inteligentes, a plataforma também “reduz custos, diminui riscos e abre oportunidades nos mercados internacionais para pequenas e médias empresas.”

“Inter aposta na inovação para criar soluções que tenham impacto positivo na vida financeira dos nossos clientes e na economia como um todo”, afirmou Bruno Grossi, Head de Ativos Digitais do Inter.

“Ao utilizar a Chainlink para conectar o BCB, a HKMA e as plataformas de financiamento ao comércio, estamos construindo um ecossistema financeiro mais conectado, com capacidade de sustentar o futuro do comércio global.”, acrescenta Grossi.

Impulsionado pela Chainlink, o modelo DvP automatiza a custódia e liberação de fundos, enquanto também transfere o eBL, eliminando a necessidade de coordenação manual entre bancos, plataformas e agentes de transporte.

Para refletir as condições reais de comércio, o projeto ainda introduziu um ativo do mundo real tokenizado, lastreado em commodities, proporcionando liquidez instantânea às contrapartes e reduzindo tanto o risco de liquidação quanto o atrito operacional.

FONTE: CNN Brasil
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Economia, Informação, Tributação

Banco Central interrompe ciclo de alta dos juros e mantém Selic em 15% ao ano

Após 10 meses subindo juros, diretores do Copom decidiram, de forma unânime, encerrar ciclo; é o maior nível da Selic desde 2006.

O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu nesta quarta-feira (30), de forma unânime, manter a taxa básica de juros em 15% ao ano. Com a decisão, o BC interrompe o ciclo de sete altas consecutivas iniciado em setembro de 2024.

A expectativa predominante entre analistas financeiros indicava estabilidade no patamar atual — o maior desde 2006.

A nova taxa valerá ao menos pelos próximos 45 dias, quando os diretores do BC voltam a se reunir para discutir novamente a conjuntura econômica nacional.

Na reunião anterior, o comitê já havia demonstrado inclinação para pausar o aperto monetário. Mas reforçou o compromisso com a estabilidade dos preços.

Os diretores destacaram a necessidade de manter uma política monetária “significativamente contracionista por período prolongado”, diante da resiliência da inflação, da atividade econômica aquecida, de pressões sobre salários e expectativas desancoradas.

O que é a Selic?

A Selic é o principal instrumento de controle do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Juros mais altos encarecem o crédito, desestimulam a produção e o consumo, e podem frear o crescimento econômico.

Na prática, quando a taxa sobe, os juros cobrados em financiamentos, empréstimos e cartões de crédito aumentam, desestimulando o consumo e contribuindo para a redução da inflação.

Como você comentou sobre a taxa de juros, vamos aprofundar um pouquinho sobre isso,Play Video

Banco Central deve manter juros em 15%, e economista critica: ‘É uma taxa de agiotagem’por EconomiaPlayVoltar 10 segundosAvançar 10 segundosMudo.

Superquarta no Brasil e nos EUA

O anúncio desta quarta-feira ocorre durante a chamada “superquarta” — quando decisões sobre juros são divulgadas simultaneamente por autoridades monetárias do Brasil e dos Estados Unidos.

O Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) manteve sua taxa no intervalo entre 4,25% e 4,5%.

No final de 2024, em resposta à valorização do dólar e ao avanço inflacionário, o Banco Central brasileiro intensificou os ajustes na Selic com o objetivo de conter o consumo e pressionar os preços para baixo.

Histórico

Entre agosto de 2022 e junho de 2023, a Selic permaneceu em 13,75% ao ano. Em seguida, ocorreram seis cortes consecutivos de 0,5 ponto percentual e outro de 0,25, reduzindo a taxa para 10,5% em maio de 2024.

Esse patamar vigorou até setembro do mesmo ano, quando o Copom iniciou uma nova série de elevações, levando os juros para 10,75%.

Desde então, houve sete aumentos sucessivos, até atingir os atuais 15% — o nível mais elevado desde 2006.

Fonte: R7

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Por que forte entrada de capital estrangeiro no país surpreende analistas

O Brasil teve em fevereiro uma entrada de investimentos estrangeiros diretos bem acima do esperado por analistas, enquanto o déficit em transações correntes do país registrou alta, informou o Banco Central nesta quarta-feira, 26.

Os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram US$9,3 bilhões no mês passado, acima dos US$5,5 bilhões projetados em pesquisa da Reuters e dos US$5,332 observados em fevereiro do ano passado.

O indicador — importante sinalizador de fluxo de recursos destinados a investimentos de longo prazo, além de ajudar a compensar rombos na conta corrente do país– somou o equivalente a 3,38% do Produto Interno Bruto (PIB) em 12 meses, ante 3,18% no mês anterior e 2,89% em fevereiro de 2024.

No mês passado, foi observado saldo negativo nas transações correntes de US$8,758 bilhões, ante rombo de US$3,903 bilhões no mesmo período do ano anterior, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 3,28% do Produto Interno Bruto (PIB).

O resultado veio ligeiramente melhor do que a expectativa do mercado, conforme pesquisa da Reuters com especialistas, que apontava para um saldo negativo de US$9,104 bilhões em fevereiro.

Mesmo com o resultado forte do investimento direto até o momento, a economista da XP Luiza Pinese avaliou que o déficit em conta corrente pode superar o IDP em 2025, sob pressão de dados de importações mais persistentes do que o esperado.

“No entanto, nosso cenário base não prevê deterioração da conta corrente em 2026. Além disso, o Brasil continua se beneficiando de um sólido estoque de reservas internacionais e de uma baixa dívida em moeda estrangeira”, disse em relatório.

Ela acrescentou que o déficit do balanço de pagamentos observado em fevereiro deve ser visto com cautela tendo em vista a importação de uma plataforma de petróleo da China, avaliada em US$2,7 bilhões, e um atraso em exportações agrícolas.

Ainda assim, Pinese avaliou que as importações foram mais persistentes do que o previsto. Ela disse esperar que essa dinâmica seja mantida no primeiro semestre, aliviando apenas com a desaceleração da atividade e impactos da taxa de câmbio.

Em fevereiro, a balança comercial teve saldo negativo de US$979 milhões, contra superávit de US$4,387 bilhões no mesmo mês de 2024.

Já o rombo na conta de serviços ficou em US$3,889 bilhões, contra saldo negativo de US$3,849 bilhões em fevereiro do ano anterior.

A conta de renda primária, por sua vez, apresentou déficit de US$4,104 bilhões, ante saldo negativo de US$4,630 bilhões no mesmo período do ano anterior.

FONTE: Isto É Dinheiro
Brasil tem investimento estrangeiro muito acima do esperado em fevereiro – ISTOÉ DINHEIRO

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Juros futuros sobem com alta do dólar e expectativas por tarifas

Na quinta e na sexta as taxas futuras já haviam avançado, com investidores ajustando posições após o Copom do BC ter indicado a intenção de aplicar alta menor do que 100 pontos-base da Selic em maio

As taxas dos DIs fecharam a segunda-feira (24) em alta, pela terceira sessão consecutiva, em sintonia com o novo avanço do dólar ante o real e com a elevação dos rendimentos dos Treasuries no exterior, em meio a expectativas sobre a aplicação de tarifas comerciais pelos EUA.

No fim da tarde a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2026 — um dos mais líquidos no curto prazo — estava em 15,03%, ante o ajuste de 14,951% da sessão anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2027 marcava 14,9%, ante o ajuste de 14,766%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 14,74%, ante 14,66% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 14,74%, ante 14,672%.

Na quinta (20) e na sexta-feira (21) as taxas futuras já haviam avançado, com investidores ajustando posições após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ter indicado, na última quarta-feira (19), a intenção de aplicar alta menor do que 100 pontos-base da Selic em maio. Atualmente a Selic está em 14,25% ao ano.

Nesta segunda-feira as taxas subiram em paralelo ao novo avanço do dólar ante o real, com as cotações da moeda norte-americana impulsionadas por ruídos em torno de comentários do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Em evento organizado pelo Valor Econômico, Haddad afirmou no início do dia que quando o país tiver estabilidade da dívida pública, além de Selic e inflação comportadas, será possível mudar parâmetros que balizam o arcabouço fiscal, mas não a arquitetura baseada em limite de gasto e meta de resultado primário.

Os comentários estressaram as cotações do dólar, com parte do mercado enxergando certo risco na fala, ainda que Haddad não tenha sugerido de fato mudanças que possam enfraquecer o arcabouço. O ministro reiterou essa posição em postagem em rede social ainda pela manhã.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries tinham ganhos firmes — superior a 10 pontos-base em alguns momentos do dia –, em meio à expectativa com a aplicação de tarifas comerciais específicas pelos EUA em 2 de abril.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que em um futuro muito próximo anunciará tarifas sobre automóveis, alumínio e produtos farmacêuticos.

Ao mesmo tempo, a Bloomberg News e o The Wall Street Journal informaram que o governo Trump provavelmente adiará um conjunto de tarifas específicas para setores ao aplicar taxas recíprocas em 2 de abril.

Com o dólar e os yields em alta, a taxa do DI para janeiro de 2026 marcou a máxima de 15,03% às 15h34, em alta de 9 pontos-base ante o ajuste anterior. A taxa do vencimento para janeiro de 2031 atingiu o pico de 14,79% no mesmo horário, em alta de 13 pontos-base ante o ajuste.

Na terça-feira (25) as atenções no Brasil estarão voltadas para a divulgação da ata do último encontro do Copom, com os investidores buscando mais pistas sobre o futuro da Selic.

Na última sexta-feira o mercado de opções de Copom da B3 precificava 69,00% de probabilidade de alta de 50 pontos-base da Selic em maio, 15,00% de chances de elevação de 75 pontos-base, 10,00% de probabilidade de alta de 25 pontos-base, 3,75% de chances de manutenção e apenas 2,50% de chances de nova alta de 100 pontos-base.

Para a decisão seguinte, de junho, as apostas estão bem equilibradas: 34,42% de chances de alta de 25 pontos-base, 30,43% de possibilidade de alta de 50 pontos-base e 28,93% de chances de manutenção.

No boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, a projeção mediana para a Selic no fim de 2025 seguiu em 15,00% — o que pressupõe aumento de 75 pontos-base até o fim do ano. Já a expectativa para o IPCA, o índice oficial de inflação, em 2025 foi de 5,66% para 5,65%, na segunda queda semanal consecutiva.

“O Focus (veio) com uma pequena melhora na expectativa de inflação deste ano. Nem dá para chamar de queda — a informação é que parou de subir”, pontuou o economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala.

Às 16h34, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– subia 8 pontos-base, a 4,333%.

FONTE: CNN Brasil
Juros futuros sobem com alta do dólar e expectativas por tarifas | CNN Brasil

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Fluxo cambial total em 2025, até 14 de março, é negativo em US$ 10,649 bi, mostra BC

O canal comercial soma importações de US$ 45,875 bilhões e exportações de US$ 48,869 bilhões

O fluxo cambial do Brasil é negativo em US$ 10,649 bilhões em 2025, até o dia 14 de março, segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira, 19. O canal financeiro acumula saídas líquidas de US$ 13,643 bilhões. O comercial tem entrada líquida de US$ 2,995 bilhões.

O segmento financeiro tem compras de US$ 109,094 bilhões e vendas de US$ 122,738 bilhões no acumulado deste ano. Esse canal inclui investimentos diretos e em carteira, remessas de lucro, pagamento de juros e outras operações.

O canal comercial soma importações de US$ 45,875 bilhões e exportações de US$ 48,869 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 5,420 bilhões em adiantamento de contrato de câmbio (ACC), US$ 13,518 bilhões em pagamento antecipado (PA) e US$ 29,932 bilhões em outras operações.

Mensal
De acordo com os dados preliminares divulgados pelo Banco Central, o fluxo cambial do Brasil é negativo em US$ 3,101 bilhões no acumulado de março, até o dia 14. O canal financeiro tem saída líquida de US$ 3,316 bilhões no período. O canal comercial, entrada líquida de US$ 215 milhões.

O segmento financeiro teve compras de US$ 20,235 bilhões e vendas de US$ 23,551 bilhões no período.

O canal comercial teve importações de US$ 7,087 bilhões e exportações de US$ 7,302 bilhões. Nas exportações, estão inclusos US$ 949 milhões em adiantamento de contrato de câmbio, US$ 2,079 bilhões em pagamento antecipado e US$ 4,274 bilhões em outras operações.

Semanal
O fluxo cambial do Brasil foi negativo em US$ 2,318 bilhões na semana passada, segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central. O canal financeiro teve saída líquida de US$ 2,222 bilhões entre 10 e 14 de março. O comercial, saldo negativo de US$ 96 milhões.

O segmento financeiro teve compras de US$ 11,475 bilhões e vendas de US$ 13,697 bilhões no período.

O canal comercial teve importações de US$ 4,302 bilhões e exportações de US$ 4,205 bilhões. Nas exportações, estão inclusos US$ 527 milhões em adiantamento de contrato de câmbio, US$ 1,143 bilhão em pagamento antecipado e US$ 2,535 bilhões em outras operações.

FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO
Fluxo cambial total em 2025, até 14 de março, é negativo em US$ 10,649 bi, mostra BC – Folha PE

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Contas públicas têm superávit recorde em janeiro; dívida bruta recua

O resultado foi o maior da série histórica do BC, iniciada em 2002

O setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais, à exceção de Petrobras e Eletrobras) teve superávit primário de R$ 104,096 bilhões em janeiro, informou o Banco Central.

O resultado – que reflete a diferença entre as receitas e despesas do setor público, antes do pagamento dos juros da dívida pública – foi o maior da série histórica do BC, iniciada em 2002.

Desde 2002, o setor público tem registrado superávit primário em todos os meses de janeiro, que tem forte sazonalidade positiva para as contas públicas por ser o primeiro do trimestre e concentrar a entrada de alguns impostos nos cofres do governo.

Segundo os dados do BC, o governo central (Tesouro Nacional, BC e INSS) teve superávit de R$ 83,150 bilhões em janeiro. Estados e municípios tiveram superávit de R$ 21,952 bilhões, e as empresas estatais, déficit de R$ 1,006 bilhão.

O resultado do governo central em janeiro, que teve superávit de R$ 83,150 bilhões, também foi recorde. Estados e municípios registraram superávit de R$ 20,2 bilhões em janeiro, ligeiramente inferior ao resultado obtido no mesmo mês de 2024.

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, destacou que contribuiu para esse resultado o crescimento das receitas. Ele detalhou que as transferências da União cresceram 2,8% no mês, enquanto a arrecadação própria, com o ICMS, aumentou por volta de 4%.

Esperado

O economista da Buysidebrazil Italo Faviano afirma que o superávit do setor público consolidado em janeiro já era esperado por conta da sazonalidade, com o primeiro mês do ano tendo antecipação de créditos tributários e arrecadação historicamente elevada, e também pelo fato de que o governo tem operado sob 1/18 do Orçamento, visto que o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) para 2025 ainda não foi aprovado. “PLOA é anual e, se fosse para tocar com normalidade, o governo teria de trabalhar com 1/12 do Orçamento. Mas, como houve um cenário adverso, o governo restringiu para ser menos, 1/18”, lembra o economista. Segundo Faviano, a tendência é de que o governo siga operando sob 1/18 do Orçamento até março.

“Quando olhamos a foto de janeiro, parece um dado bastante positivo. Só que, quando olhamos o acumulado, o filme, como está andando a história do fiscal brasileiro, ainda podemos ficar bastante preocupados. Juros nominais devem subir nos próximos meses.”

Segundo cálculos da Buysidebrazil, o resultado primário do setor público deve ficar próximo de déficit de R$ 50 bilhões em 2025.

Dívida bruta cai

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) caiu pelo segundo mês consecutivo, de 76,1% em dezembro para 75,3% em janeiro, informou o BC. Em reais, a dívida passou de R$ 8,984 trilhões para R$ 8,940 trilhões.

A DBGG – que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o BC e as empresas estatais – é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.

O pico da série da dívida bruta foi alcançado em dezembro de 2020 (87,6%), devido às medidas fiscais adotadas no início da pandemia de covid-19. No melhor momento, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.

A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) – que leva em conta as reservas internacionais do Brasil – caiu de 61,2% do PIB em dezembro para 60,8% em janeiro. Em reais, atingiu R$ 7,221 trilhões.

FONTE: CNN Brasil
Contas públicas têm superávit recorde em janeiro; dívida bruta recua | CNN Brasil

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