Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional, Negócios, Tributação

EUA e China chegam a acordo para reduzir tarifas por 90 dias

Os Estados Unidos e a China anunciaram na segunda-feira que chegaram a um acordo para reduzir as tarifas recíprocas. Em declarações após conversas com autoridades chinesas em Genebra, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que os dois lados concordaram com uma pausa de 90 dias nas medidas.

Os Estados Unidos estão reduzindo as tarifas extras impostas à China este ano, levando a alíquota de 145% para 30%. Enquanto isso, a China está reduzindo as tarifas sobre produtos americanos de 125% para 10%.

“Ambos os países representaram muito bem seus interesses nacionais”, disse Bessent. “Ambos temos interesse em um comércio equilibrado, e os Estados Unidos continuarão caminhando nessa direção.”

Bessent discursou ao lado do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, após as negociações do fim de semana, nas quais ambos os lados elogiaram o progresso na redução das diferenças.

“O consenso de ambas as delegações neste fim de semana é que nenhum dos lados quer uma desaclopamento”, acrescentou Bessent. “O que ocorreu com essas tarifas altíssimas foi o equivalente a um embargo, e nenhum dos lados quer isso. Nós queremos comércio.”

A China afirmou que também “suspenderia ou cancelaria” medidas não tarifárias adotadas contra os EUA.

As reuniões em Genebra foram as primeiras interações presenciais entre autoridades econômicas do alto escalão dos Estados Unidos e da China desde que o presidente americano, Donald Trump, retornou ao poder e lançou uma ofensiva tarifária global, impondo tarifas particularmente pesadas à China.

Desde que assumiu o cargo em janeiro, Trump aumentou as tarifas pagas por importadores americanos sobre produtos da China para 145%, além daquelas que impôs a muitos produtos chineses durante seu primeiro mandato e às tarifas cobradas pelo governo de Joe Biden.

A China reagiu impondo restrições à exportação de alguns elementos de terras raras, vitais para os fabricantes americanos de armas e bens de consumo eletrônicos, e elevando as tarifas sobre produtos americanos para 125%.

A disputa tarifária paralisou quase US$ 600 bilhões em comércio bilateral, interrompendo as cadeias de suprimentos, gerando temores de estagflação e desencadeando algumas demissões.

Os mercados financeiros estavam atentos a sinais de redução nas tensões da guerra comercial, e os futuros de ações de Wall Street subiram e o dólar se firmou em relação a pares considerados ativos seguros na segunda-feira, com as negociações aumentando as esperanças de que uma recessão global possa ser evitada.

A consultoria Capital Economics calculou que, devido às tarifas que antecederam o retorno de Trump ao poder neste ano, as tarifas totais dos EUA sobre a China cairão para cerca de 40% após o acordo, enquanto as tarifas chinesas sobre os EUA seriam de cerca de 25%, de acordo com o “Financial Times”.

Fonte: Valor Econômico

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Internacional, Mercado Internacional, Tecnologia

Existem duas Chinas, e os Estados Unidos precisam entender ambas

O sucesso tecnológico que chamou a atenção de muitos nos Estados Unidos é um dos aspectos da economia chinesa. Há outro, mais sombrio.

Duas Chinas habitam o imaginário americano: uma é uma superpotência tecnológica e industrial pronta para liderar o mundo. A outra é uma economia à beira do colapso.
Ambas refletem aspectos reais da China.

Uma China — vamos chamá-la de China esperançosa — é representada por empresas como a startup de inteligência artificial DeepSeek, a gigante dos veículos elétricos BYD e a potência tecnológica Huawei. Todas são líderes em inovação.
Jensen Huang, CEO da gigante de chips do Vale do Silício Nvidia, disse que a China “não está atrás” dos Estados Unidos no desenvolvimento da inteligência artificial. Vários especialistas já declararam que a China dominará o século XXI.

A outra China — China sombria — conta uma história diferente: consumo estagnado, desemprego crescente, uma crise habitacional crônica e um setor empresarial que se prepara para o impacto da guerra comercial.

O presidente Trump, ao tentar negociar uma solução para essa guerra comercial, precisa lidar com ambas as versões de seu principal rival geopolítico.

Nunca foi tão importante compreender a China. Não basta temer seus sucessos ou se confortar com suas dificuldades econômicas. Conhecer o maior rival dos Estados Unidos exige entender como essas duas Chinas conseguem coexistir.

“Os americanos têm ideias muito fantasiosas sobre a China”, disse Dong Jielin, ex-executivo do Vale do Silício que recentemente voltou para São Francisco depois de passar 14 anos na China ensinando e pesquisando as políticas científicas e tecnológicas do país. “Alguns esperam resolver os problemas dos EUA com métodos chineses, mas isso claramente não vai funcionar. Eles não percebem que as soluções da China vêm acompanhadas de muita dor.”

Assim como os Estados Unidos, a China é um país gigante cheio de disparidades: litoral vs. interior, norte vs. sul, urbano vs. rural, ricos vs. pobres, setor estatal vs. setor privado, geração X vs. geração Z.
O próprio Partido Comunista que governa o país está cheio de contradições. Proclama o socialismo, mas recua quando se trata de oferecer aos cidadãos uma rede de proteção social sólida.

Os próprios chineses também enfrentam essas contradições.

Apesar da guerra comercial, os empreendedores e investidores do setor de tecnologia com quem conversei nas últimas semanas estavam mais otimistas do que em qualquer outro momento dos últimos três anos.
Essa esperança começou com o avanço da DeepSeek em janeiro. Dois capitalistas de risco me disseram que planejavam sair do período de “hibernação” iniciado após a repressão de Pequim ao setor de tecnologia em 2021. Ambos afirmaram que estavam buscando investir em aplicações chinesas de inteligência artificial e robótica.

Mas eles estão bem menos otimistas em relação à economia — a China sombria.

Dos 10 executivos, investidores e economistas que entrevistei, todos disseram acreditar que os avanços da China em tecnologia não seriam suficientes para tirar o país da sua estagnação econômica. A manufatura avançada representa apenas cerca de 6% da produção chinesa, bem menos que o setor imobiliário, que mesmo após uma forte desaceleração ainda responde por cerca de 17% do produto interno bruto (PIB).

Quando perguntei se a China poderia vencer os Estados Unidos na guerra comercial, ninguém respondeu que sim. Mas todos concordaram que o limiar de dor da China é muito mais alto.

Não é difícil entender a ansiedade dos americanos frustrados com as dificuldades de seu país em construir e fabricar. A China já construiu mais linhas de trem de alta velocidade do que o resto do mundo junto, implantou mais robôs industriais por 10.000 trabalhadores da indústria do que qualquer país — com exceção da Coreia do Sul e de Singapura — e hoje lidera globalmente em veículos elétricos, painéis solares, drones e várias outras indústrias avançadas.

Muitas das empresas chinesas mais bem-sucedidas ganharam resiliência com a desaceleração econômica e estão mais preparadas para os dias difíceis que virão.
“Elas estão fazendo DOGE-ing há muito tempo”, disse Eric Wong, fundador do fundo hedge Stillpoint, de Nova York, que visita a China a cada trimestre, referindo-se ao esforço de corte de custos do governo Trump conhecido como Departamento de Eficiência Governamental (Department of Government Efficiency).
“Em comparação, os EUA estão vivendo em excesso há muito tempo.”

Mas, enquanto admiramos os chamados milagres da China, é necessário perguntar: a que custo? Não apenas financeiro, mas humano.

O modelo de inovação de cima para baixo da China, fortemente dependente de subsídios e investimentos do governo, mostrou-se ineficiente e desperdiçador. Assim como o excesso de construção no setor imobiliário, que desencadeou uma crise e apagou boa parte da riqueza das famílias chinesas, a capacidade industrial excessiva aprofundou os desequilíbrios na economia e levantou dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo — especialmente se as condições mais amplas se deteriorarem.

A indústria de veículos elétricos exemplifica bem a força das duas Chinas. Em 2018, o país contava com quase 500 fabricantes de veículos elétricos. Em 2024, restavam cerca de 70. Entre as vítimas está a Singulato Motors, uma startup que arrecadou US$ 2,3 bilhões de investidores — incluindo governos locais de três províncias. Ao longo de oito anos, a empresa não conseguiu entregar um único carro e pediu falência em 2023.

O governo chinês tolera investimentos ineficientes em iniciativas escolhidas por ele, o que ajuda a alimentar o excesso de capacidade. No entanto, mostra-se relutante em fazer os tipos de investimentos substanciais em aposentadorias rurais e seguro de saúde que poderiam impulsionar o consumo.

“A inovação tecnológica sozinha não pode resolver os desequilíbrios estruturais da economia chinesa nem as pressões deflacionárias cíclicas”, escreveu Robin Xing, economista-chefe para a China no Morgan Stanley, em uma nota de pesquisa. “Na verdade”, continuou ele, “os avanços tecnológicos recentes podem reforçar a confiança dos formuladores de políticas no caminho atual, aumentando o risco de má alocação de recursos e capital.”

A obsessão da liderança chinesa com a autossuficiência tecnológica e a capacidade industrial não está ajudando a enfrentar seus maiores desafios: desemprego, consumo fraco e dependência das exportações — sem falar na crise imobiliária.

Oficialmente, a taxa de desemprego urbano na China está em 5%, excluindo os trabalhadores migrantes desempregados. Entre os jovens, o desemprego chega a 17%. Acredita-se que os números reais sejam muito mais altos. Só neste verão, mais de 12 milhões de formandos sairão das universidades chinesas em busca de trabalho.

Trump não estava errado ao dizer que fábricas estão fechando e pessoas estão perdendo seus empregos na China.

Em 2020, Li Keqiang, então primeiro-ministro, afirmou que o setor de comércio exterior, direta ou indiretamente, era responsável pelo emprego de 180 milhões de chineses. “Uma desaceleração no comércio exterior quase certamente afetará duramente o mercado de trabalho”, disse ele no início da pandemia. Tarifas podem ser ainda mais devastadoras.

Pequim minimiza os efeitos da guerra comercial, mas enquanto negociadores se reuniam com seus homólogos americanos no último fim de semana, o impacto era evidente. Em abril, as fábricas chinesas registraram a maior desaceleração mensal em mais de um ano, enquanto as exportações para os Estados Unidos caíram 21% em relação ao ano anterior.

Todo esse impacto econômico recairá sobre pessoas como um homem com quem conversei, de sobrenome Chen, ex-bibliotecário universitário em uma megacidade no sul da China. Ele pediu que eu não usasse seu nome completo nem dissesse onde mora, para proteger sua identidade das autoridades.

O Sr. Chen vive na China sombria. Parou de usar os famosos trens de alta velocidade porque custam cinco vezes mais do que o ônibus. Voar, muitas vezes, também sai mais barato.

Ele perdeu o emprego no ano passado porque a universidade — uma das melhores do país — estava enfrentando um déficit orçamentário. Muitas instituições estatais tiveram que demitir funcionários porque muitos governos locais, mesmo nas cidades mais ricas, estão profundamente endividados.

Como está na casa dos 30 anos, o Sr. Chen é considerado velho demais para a maioria das vagas. Ele e a esposa desistiram de comprar uma casa. Agora, com a guerra comercial, ele espera que a economia piore ainda mais e que suas perspectivas de trabalho sejam ainda mais sombrias.

“Passei a ser ainda mais cauteloso com os gastos”, disse ele. “Penso em cada centavo.”

Fonte: The New York Times




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Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Nota de crédito da Argentina sobe, e Fitch aponta avanço na estabilização do país

A pontuação de crédito da Argentina foi elevada para ‘CCC+’ pela Fitch Ratings nesta segunda-feira (12). A agência de classificação de risco citou o reflexo do lançamento “de um novo programa do FMI e a importante liberalização do mercado de câmbio que reforçaram a liquidez externa e a durabilidade do programa de estabilização econômica do presidente Javier Milei“.

Em nota, a Fitch ressaltou que a recuperação econômica argentina e a desinflação superaram as expectativas e os desenvolvimentos aumentaram a capacidade do governo Milei de efetuar os pagamentos da dívida a curto prazo.

Apesar de a inflação do país ter subido para 3,7% em março após cinco meses abaixo dos 3%, a Fitch disse que a “liberalização cambial não parece ter representado um retrocesso para a inflação, pois não implicou em uma depreciação significativa e teve repasse limitado, pois é um regime mais sustentável que ajudou a acalmar o comportamento dos agentes formadores de preços”.

É esperado que a inflação da Argentina caia para abaixo de 2% até o quarto trimestre de 2025, segundo a agência.

A Fitch ressaltou ainda que as eleições legislativas de meio de mandato em outubro serão um ponto determinante para a dinâmica das reservas internacionais e do acesso ao mercado, já que são um teste do apoio do projeto econômico de Milei.

A agência afirma que a economia argentina vem se recuperando rapidamente e aumentando a renda real. As reformas microeconômicas e os esforços de desregulamentação, além de investimentos em energia e mineração, estão melhorando as perspectivas econômicas e, portanto, é esperada uma forte recuperação do PIB de 5,6% em 2025.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio, Economia, Mercado Internacional

Mercado vê ciclo de aperto monetário encerrado, mostra Focus

Economistas consultados pelo BC também fizeram ajustes leves em suas projeções para a inflação neste ano

Analistas consultados pelo Banco Central (BC) fizeram ajustes leves em suas projeções para a inflação neste ano e no próximo e passaram a ver que o ciclo de aperto monetário se encerrou com a reunião de maio, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira (12).

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostrou que a expectativa para o IPCA é de alta de 5,51% ao fim deste ano, abaixo da previsão de avanço de 5,53% na pesquisa anterior.

Para 2026, a projeção para a inflação brasileira foi a 4,50%, de 4,51% há uma semana.

O centro da meta perseguida pelo BC é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Sobre a política monetária do Banco Central, os especialistas passaram a ver que o ciclo de aperto monetário se encerrou neste mês, quando o Copom elevou a Selic para o atual patamar de 14,75%.

Se antes a pesquisa Focus mostrava elevação da taxa básica de juros para 15% em junho e um corte de 0,25 ponto percentual em dezembro, ela agora mostra expectativa de manutenção durante o restante do ano, com a Selic terminando 2025 nos atuais 14,75%.

A mediana das projeções para a Selic ao final de 2026 é de que a taxa atinja 12,50%, no que foi a 15ª semana consecutiva de manutenção desse patamar.

A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda a previsão de que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresça 2,00% neste ano, mesma projeção da semana anterior. Em 2026, a expectativa de crescimento ficou estável em 1,70%.

O resultado vem na esteira da divulgação de dados do IPCA para abril na semana passada, com o IBGE informando que o índice teve alta de 0,43% no mês, depois de subir 0,56% em março. Em 12 meses, o IPCA subiu 5,53% em abril, de uma alta de 5,48% anteriormente.

No Focus desta segunda, houve ainda quedas ligeiras na expectativa para o preço do dólar no final de 2025, a R$ 5,85, de R$ 5,86 na pesquisa anterior, e de 2026, a R$ 5,90, ante R$ 5,91 há uma semana.

A divisa norte-americana acumula queda ante o real de 8,5% neste ano, em movimento puxado por um processo de correção de preço, após sua disparada no fim do ano passado, e maior incerteza em relação aos planos tarifários dos Estados Unidos.

Fonte: CNN Brasil

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Economia, Finanças, Internacional, Mercado Internacional

Endividamento chinês se iguala ao dos EUA e cria problema para o Brasil

Duas maiores economias têm trajetória explosiva para dívidas e pressionarão juros globais

Estados Unidos e China, as duas maiores economias do mundo, mantêm trajetórias explosivas para o aumento de suas dívidas públicas.

Os norte-americanos superam os 100% em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) e os chineses chegarão a esta marca no final deste ano. Em ambos, houve forte aceleração recente, com tendência de alta.

Para o resto do mundo e países muito endividados como o Brasil, haverá pressão para os bancos centrais manterem juros elevados a fim de atrair financiadores de suas dívidas –à medida em que os dois gigantes sugarão dinheiro do mundo para rolar débitos.

Em abril, a Fitch Ratings rebaixou de “A+” para “A” (numa escala até “AAA”) a classificação para dívidas chinesas em moeda estrangeira, o que deve encarecer o custo de rolagem dos débitos.

A China vem se endividando rapidamente. No primeiro quadrimestre, a dívida total dos emergentes (governos, empresas e famílias) aumentou US$ 3,5 trilhões. A China respondeu por US$ 2 trilhões, segundo o IIF (Instituto de Finanças Internacionais). Em 2019, a dívida pública chinesa equivalia a 60% do PIB –agora está em 93%.

Os débitos chineses ganharam ímpeto com a decisão há alguns anos de estimular a demanda doméstica. Isto foi reforçado com a guerra comercial deflagrada pelos EUA, que pode limitar o acesso da China aos EUA –destino de 15% das exportações. Outro fator foi o déficit crescente dos governos regionais.

Cerca de 80% das receitas das administrações locais vêm do aluguel de terrenos para empreendimentos imobiliários, que minguaram com uma superoferta de moradias. Para contornar, as autoridades permitiram que governos regionais emitissem títulos no mercado, ampliando o endividamento.

A China também tem déficit fiscal (receitas menos despesas) crescente. Deve chegar a 8,5% do PIB neste ano –acima dos 6,5% da média entre 2020 e 2024 e mais que o dobro dos 3% entre 2015 e 2019. Isto significa que o país, além de endividado, terá rombos maiores que ampliarão a dívida.

Nos EUA, a situação não é melhor. A promessa recém reafirmada de Donald Trump de estender cortes de impostos adotados em 2017 (em seu primeiro governo) pode elevar a dívida pública em 15 pontos percentuais nos próximos nove anos, segundo projeções do Congressional Budget Office –que calcula cenários até piores caso o presidente não consiga compensar a perda de arrecadação com mais tarifas e outras medidas.

Cálculos do IIF e da Tax Foundation sustentam que as estimativas do governo Trump para arrecadar mais com tarifas e gastar menos com o Doge (com Elon Musk à frente) são irrealistas para compensar a perda de arrecadação com os cortes de impostos.

Para financiar a perda de receitas, os EUA teriam que emitir cada vez mais títulos, elevando os juros ao redor do mundo –pois muitas economias têm de pagar um prêmio acima dos chamados T-Bonds americanos para atrair investidores a fim de rolar suas dívidas. Caso contrário, haveria preferência para os títulos americanos.

O crescimento dos EUA também está em xeque. Como o PIB é o denominador para o cálculo da relação dívida/PIB, o endividamento aumenta se o país não cresce, elevando o nível da dívida em relação ao tamanho da economia.

“Teremos sorte se os EUA chegarem ao final do ano melhores do que em uma recessão. Todos serão prejudicados pela guerra tarifária, mas os EUA são os maiores perdedores”, afirma Isabelle Mateos y Lago, economista-chefe do banco francês BNP Paribas.

Ela ressalta que o chamado “excepcionalismo americano” –o privilégio de se financiar a custo baixo no mundo e de ter a principal moeda reserva de valor, o dólar –também está ameaçado com as políticas de Trump para tarifas e a diplomacia internacional.

“Isso trará uma dinâmica mais desconfortável para os EUA, à medida que seus títulos serão cada vez mais questionados sobre se ainda são um porto seguro”, diz.

Ed Parker, diretor da Fitch Ratings, diz que o mundo está entrando em uma “nova era de endividamento global”, com pressões de gastos para defesa, aposentados e saúde. Já o crescimento americano será menor, em sua opinião, e a inflação, mais alta –com o impacto dos produtos importados tarifados.

“Isso deve levar a um aumento das taxas de juros que os EUA pagam para se financiar”, afirma. Como consequência, países como o Brasil (terceiro maior juro real do mundo) terão de manter taxas elevadas para atrair investidores que poderiam aplicar nos EUA, com risco menor.

Cathy Hepworth, diretora-geral da PGIM Fixed Income, que administra US$ 1,3 trilhão em investimentos ao redor do mundo, diz que a mudança em curso na economia global, com EUA e China à frente, trará mudanças significativas.

“Não se deve subestimar a importância crescente da China na economia mundial e as consequências do fim da excepcionalidade americana”, afirma.

Fonte: Folha de São Paulo

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Cúpula aproxima América Latina da China em meio à disputa com EUA

“Influência chinesa incomoda os Estados Unidos”, diz especialista

A Cúpula dos países latino-americanos e caribenhos com a China, nesta terça-feira (12), aproxima o gigante asiático dos países da região em meio à disputa comercial de Pequim com os Estados Unidos (EUA). Nesta segunda-feira (12), a guerra comercial teve uma trégua após acordo entre as principais potências do planeta. 

A Cúpula China-Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) terá a participação do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente da China, Xi Jinping, além dos chefes do Chile, da Colômbia, e de outros países da região.

É esperada a apresentação de um plano de ação para o triênio 2025-2027, além da publicação de declaração conjunta China-Celac. A Celac é o único fórum que reúne os 33 países da América Latina e do Caribe.

O professor de relações internacionais do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), Robson Valdez, avalia que a América Latina ganhou maior importância geopolítica por causa da disputa comercial e tecnológica travada entre China e EUA.

“A China, através da sua força econômica, acaba trazendo para perto de si atores importantes da região. E essa influência chinesa incomoda bastante os EUA. Nesses últimos 10 a 15 anos, a China tornou-se um contraponto pragmático para os países da região. Enquanto os EUA eram o principal parceiro comercial, não havia possibilidade de os latino-americanos barganharem nada a favor dos próprios interesses”, disse.

Como exemplo dessa disputa, o especialista citou as ameaças de sanções a quem usar o Porto de Chancay, no Peru, construído com capital chinês e inaugurado em novembro de 2024, com a presença de Xi Jinping.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio, Comércio Exterior, Mercado Internacional

Missão brasileira tenta conquistar mercado na China para frutas

O Brasil é o terceiro maior produtor de frutas do mundo, ficando atrás apenas de China e Índia. Só em 2024, foram exportados US$ 1,3 bilhão. Há dez anos, essa cifra foi de US$ 650 milhões. Ou seja, a capacidade de exportação de frutas nacional dobrou em uma década. Ainda assim, o país está distante dos maiores vendedores, ocupando a 23ª posição entre os exportadores. E é visando subir nesse pódio que entre os dias 12 e 19 de maio,40 empresários brasileiros vão a Xangai para aprender como exportar mais para a China.

Hoje, apenas melão e uva chegam ao maior consumidor de comida do planeta. São as únicas frutas autorizadas pelo governo asiático. “A China não é um grande importador de frutas, mas como frutas necessitam de área menor do que carne bovina e comodities, estaremos competindo com a produção interna. É um desafio”, salienta José Carlos Hausknecht, diretor da MB Agro.

A missão vai ser patrocinada pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), que tem escritório em Xangai.

De acordo com Guilherme Coelho, presidente da entidade, o objetivo é avançar nas negociações para a abertura do mercado chinês às frutas frescas brasileiras. “Vamos ver como colocam na prateleira, como os chineses gostam de comer as frutas. Vamos ter encontros empresários e atacadistas e estreitar o relacionamento institucional e comercial com o país asiático”, afirma.

A exportação de frutas tem suas especificidades e uma delas começa por ser um produto perecível. Coelho, além de presidente da associação do setor, é dono da Santa Felicidade (Sanfeli), que exporta da Bahia, na região do vale do Rio São Francisco, manga e uva para Estados Unidos, Reino unido, Noruega, França, Holanda e Argentina.

Ele conta que, no caso das exportações de uva, a temperatura nos contêineres refrigados deve ser de 0 0 C. Já o transporte de mangas exige uma temperatura na casa dos 8 0 C. Em todos os casos, um aparelho faz esse monitoramento. Além disso, é preciso agilidade e rapidez no caminho da colheita até a chegada no porto. E esse é um dos nossos principais gargalos, segundo a associação. “Nosso país é continental e nossas estradas não são das melhores”, lembra Coelho.

Além de visar a ampliação no mercado chinês, os exportadores brasileiros também estão em tratativas para melhores condições no maior mercado que há atualmente, já que 70% das exportações de frutas brasileiras vão para a Europa. Os empresários da Abrafrutas estiveram em março em Bruxelas para adereçar o acordo Mercosul – União Europeia, concluído em 2024 (o pacto ainda precisa passar processos burocráticos até ser ratificado).

“A ratificação desse acordo é fundamental para a fruticultura brasileira, especialmente com a redução das tarifas sobre as exportações das nossas frutas”, diz Coelho. Ele cita o caso da uva, cujo imposto na bloco europeu varia entre 8% e 14%. “Enquanto isso, países como Chile, Peru e África do Sul não pagam nada, o que torna a concorrência desleal”, avalia. “O acordo de livre comércio prevê a eliminação imediata dessa tarifa assim que entrar em vigor”.

Além da uva, outras frutas serão gradualmente beneficiadas com a redução tarifária prevista no acordo. O abacate, que atualmente tem uma tarifa de 4%, terá esse imposto eliminado em um período de quatro anos, com reduções progressivas a cada ciclo. O limão e as limas, sujeitos a uma tarifa de 14%, alcançarão isenção total em até sete anos. O mesmo ocorrerá com o melão e a melancia, cuja tarifa de 9% será zerada ao longo de sete anos, beneficiando diretamente polos produtores brasileiros.

Já a maçã, que hoje paga 10% de imposto para entrar no mercado europeu, terá essa tarifa totalmente eliminada em um processo escalonado de dez anos.

O Equador é o maior exportador de bananas, com cerca de 380 milhões de caixas por ano. Edson Brok, da Brok Fresh Brasil e Tropical Nordeste, conta que por o Brasil consegue produzir 1 milhão de caixas no mesmo período. “Sobretudo porque a banana começa a morrer a partir do momento em que é colhida”, diz o paulistano que mora há 27 anos na Bahia e que é o maior produtor da fruta do país.

A banana-nanica é a única variedade que consegue “sobreviver” aos desafios logísticos, e por isso a única a ser exportada – para a Europa. Além disso, é uma fruta que necessita de água o ano inteiro. “Mas nós podemos sim ser mais competitivos”, opina. “Que país tem 3 mil horas de sol por ano, o que é fundamental para qualquer cultura? Temos tudo aqui, só precisamos chegar até quem quer comprar”, afirma Brok.

Fonte: Valor 

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Exportação, Internacional, Mercado Internacional

Brasil e China Firmam Acordo para Expansão da Exportação de Etanol

A medida, que visa reforçar o comércio do biocombustível entre os dois países, ocorre em um momento de transição energética, com a China buscando alternativas aos combustíveis fósseis. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que após visitar a Rússia, chegará à China para formalizar o acordo, busca estreitar ainda mais as relações comerciais entre as duas nações.

Expansão das Exportações de Etanol

O Brasil, com uma sólida produção de etanol, vê na China uma oportunidade estratégica para expandir suas exportações. Atualmente, o país asiático importa etanol brasileiro para mistura com a gasolina, alinhando-se à sua política de transição energética, que busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

Crescimento das Exportações e Perspectivas Futuras

No primeiro semestre do ano passado, as exportações de etanol para a China totalizaram US$ 27 milhões. Embora o país asiático seja um produtor de biocombustíveis, sua crescente ênfase no desenvolvimento de energia elétrica abre um espaço considerável para a importação de etanol, especialmente do Brasil, um dos maiores produtores mundiais da commodity.

A Relação com os Estados Unidos e o Desafio das Tarifas

O etanol brasileiro também figura como um ponto central nas negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O governo de Donald Trump sinalizou a possibilidade de estabelecer cotas comerciais para alumínio e aço, desde que o Brasil reduza o imposto de importação sobre o etanol. No entanto, esse tema gera resistência no mercado interno brasileiro, que enfrenta dificuldades para se adaptar às mudanças propostas.

A assinatura do protocolo de intenções com a China reflete a crescente importância do etanol brasileiro no mercado global. O governo brasileiro, por meio dessa ação, busca não apenas aumentar suas exportações, mas também consolidar uma posição estratégica no comércio de biocombustíveis, diante das novas demandas energéticas globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Comércio, Comércio Exterior, Exportação, Mercado Internacional

Vendas brasileiras para China concentram-se em commodities

As exportações brasileiras para a China crescem de forma sólida, mas sofrem de uma espécie de maldição. Concentram-se ainda em commodities (soja, petróleo e minério de ferro). Especialistas há muito se perguntam quando o Brasil conseguirá melhorar a qualidade dessa pauta comercial, especialmente com produtos industriais. Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), é direto ao responder a essa questão.

“Sim, essa diversificação já está em curso, mas ainda há grande espaço para avançar, especialmente em produtos de maior valor agregado. Um exemplo evidente são os produtos das cadeias agroindustriais, que já são altamente competitivos e têm maior nível de complexidade tecnológica, como alimentos e bebidas, com ganhos de mercado de marcas brasileiras, produtos do complexo industrial da saúde e também outros produtos industriais”, afirma Alckmin.

O ministro argumenta que a participação dos bens de consumo duráveis e não duráveis nas exportações para a China passou de menos de 3% em 1997 para cerca de 8% em 2024. E aponta o crescimento do número de empresas brasileiras que exportam para lá. Nos últimos 16 anos, houve um aumento médio de 5% ao ano, diz. No caso das micro e pequenas empresas, esse crescimento chegou a 15% ao ano desde 2014.

Paulo Feldmann, professor de da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA-USP), tem uma visão mais matizada. Ele diz que o Brasil não está conseguindo ter vantagens competitivas em outros segmentos além do setor agrícola ou de minerais. “A gente vai continuar exportando esses mesmos produtos em que o Brasil é consagrado, mas que não são o ideal.”

Ele atribui isso a um problema de políticas públicas. “Não somos um país que planeja o futuro. O que o Mdic está fazendo é muito legal, mas política industrial não pode ter horizonte curto. Precisamos fazer como os países asiáticos, que estão adotando planos 20 anos para a frente.”

É uma questão de aproveitar melhor sinergias e oportunidades, defende o economista. “A China quer liderar o movimento dos países do sul global, região que tem a oferecer uma riqueza incrível das florestas, fundamental para a indústria farmacêutica, para produtos agrícolas, alimentos. O princípio ativo dos remédios é cada vez mais encontrado na biodiversidade das florestas tropicais. O que o Brasil está fazendo na área? Poderia ser um grande produtor de remédios. Mas essas coisas não caem do céu”, critica.

Ele também aponta a falta de mão de obra. “Você não pode avançar na área de biotecnologia se não tiver a formação de recursos humanos altamente capacitados”.

Outros especialistas apontam que o Brasil tem dificuldades para competir na exportação de produtos manufaturados para a China porque precisa concorrer com países asiáticos que recebem investimentos intensivos chineses na cadeia de suprimentos, como o Vietnã. E setores industriais apontam que ainda há barreiras para a entrada de produtos brasileiros.

Relatório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado no ano passado apontou que a China é o principal mercado a impor barreiras às exportações brasileiras, depois da Europa. Isso mostra a importância da ação comercial e diplomática, como o governo brasileiro tem tentado exercer, a exemplo da próxima viagem do presidente Lula a Pequim.

Porém, a pauta exportadora ligada ao agronegócio evolui, segundo analistas. Há um aumento na venda de café processado, por exemplo. E o avanço da exportação de carne, que afinal é indústria de transformação (crescimento de 48% em quatro anos, de US$ 4 bilhões para US$ 5,9 bilhões entre 2020 e 2024). Uma alta respeitável, ainda que não se compare à grande expansão da exportação de petróleo, por exemplo, que chegou a quase 76% no mesmo período, atingindo um volume de quase US$ 20 bilhões no último ano.

Uma segunda área em que o Brasil poderia se destacar, na opinião de Feldmann, é a de energias renováveis. “O Brasil é um dos maiores produtores de eletricidade via fontes renováveis.” Para ele, o país deveria se voltar à produção de equipamentos e produtos ligados ao setor. Inclusive para o hidrogênio verde. “O transporte do hidrogênio verde é que é um grande problema tecnológico, mas vai ser resolvido nos próximos anos. Poderá ser transportado daqui a uns cinco ou dez anos. Enquanto isso, pode ser produzido e usado no Brasil.”

Alckmin concorda que o Brasil tem um potencial competitivo relevante na agenda de sustentabilidade, o que pode se tornar um diferencial decisivo frente a outros países. E defende a política de neoindustrialização lançada pelo seu ministério, a Nova Indústria do Brasil (NIB). “Com ela, o setor avançará no adensamento das suas cadeias produtivas, alcançando maior competitividade tecnológica e maior inserção externa”, diz. Ele cita áreas como aviação, defesa, energia renovável e biocombustíveis, que têm potencial não só de exportação, mas também de parcerias com foco em sustentabilidade.

“Qualificar a pauta de exportações depende muito mais do Brasil do que da própria China”, concorda Ricardo Cappelli, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), subordinada ao MDIC. Ele lembra que investimentos em tecnologia e inovação são essenciais. “Esse é o nosso desafio, porque os investimentos da China nessas áreas são astronômicos. É um desafio não apenas do Brasil, mas global.”

O presidente da ABDI acrescenta que o Brasil tem a matriz energética mais limpa do G20, o que também abre vantagens competitivas. “Mas o hidrogênio não pode virar uma nova commodity do Brasil”, afirma. “Nosso desafio é utilizar essa vantagem estratégica energética para atrair plantas ao Brasil.”

Fonte: Valor

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Importação, Internacional, Mercado Internacional

Tarifas dos Estados Unidos sobre as importações da China cairão de 145% para 30% após acordo

Representantes das duas potências anunciaram o acordo na madrugada desta segunda-feira (12)

Os Estados Unidos e a China chegaram em um acordo para reduzir temporariamente as “tarifas recíprocas” entre os dois países durante 90 dias. Os representantes das duas potências anunciaram o acordo na madrugada desta segunda-feira (12). Eles encontraram no fim de semana em Genebra, na Suíça, para discutir as taxas sobre importações. As informações são do g1.

Segundo o anúncio dos representantes, as tarifas dos EUA sobre as importações chinesas cairão de 145% para 30%, e as taxas da China sobre os produtos americanos serão reduzidas de 125% para 10%. A redução entrará em vigor até quarta-feira (14).

— Ambos os países representaram muito bem seus interesses nacionais. Temos um interesse comum em um comércio equilibrado, e os EUA continuarão caminhando nessa direção. O consenso das delegações neste fim de semana é de que nenhum dos lados deseja um desacoplamento. E o que havia ocorrido com essas tarifas altíssimas era o equivalente a um embargo e nenhum dos lados quer isso. Queremos o comércio — afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.

Bessent explicou que o acordo não inclui tarifas específicas para cada setor e que os Estados Unidos continuarão o “reequilíbrio estratégico” em áreas como medicamentos, semicondutores e aço, onde identificaram vulnerabilidades na cadeia de suprimentos.

O secretário do Tesouro acrescentou que acredita que os negociadores dos EUA e da China se reunirão novamente nas próximas semanas para discutir um acordo comercial mais detalhado.

Como o mercado reagiu ao anúncio

No mês passado, a escalada das medidas tarifárias de Donald Trump, com o objetivo de reduzir o déficit comercial dos EUA, abalou os mercados financeiros no mundo todo.

Entretanto, após o anúncio de um acordo entre EUA e China, o dólar passou a subir em relação a outras moedas importantes e os mercados de ações se recuperaram. O cenário é positivo com a diminuição da possibilidade de recessão global por conta do tarifaço.

O acordo foi mais longe do que muitos analistas esperavam.

— Eu achava que as tarifas seriam reduzidas para algo em torno de 50%. Obviamente, essa é uma notícia muito positiva para as economias de ambos os países e para a economia global, e deixa os investidores muito menos preocupados com os danos às cadeias de suprimentos globais no curto prazo — disse Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management em Hong Kong, à Reuters.

Fonte: NSC Total

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