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Choque no Oriente Médio: O fim de uma era e o impacto direto no Brasil

Escalada no Oriente Médio: Morte de Khamenei e Ofensiva de EUA e Israel contra o Irã

Uma operação militar sem precedentes redesenhou o cenário geopolítico global neste fim de semana. Em uma ação coordenada iniciada na manhã de sábado (28), os Estados Unidos e Israel lançaram ataques massivos contra o Irã, resultando na confirmação da morte do Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, conforme anunciado pela mídia estatal iraniana no domingo (1º).

O Ataque e o Objetivo Estratégico

Diferente de ofensivas anteriores, os bombardeios começaram à luz do dia, visando instalações de alta cúpula em Teerã e outras quatro cidades. O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a operação como uma “fúria épica”, afirmando que o objetivo principal é a destruição total do programa nuclear iraniano.

“Garantiremos que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Este regime aprenderá que ninguém deve desafiar o poder das forças armadas dos Estados Unidos”, declarou Trump em vídeo.

Donald Trump – Presidente dos EUA

Impactos Imediatos sobre o ataque:

  • Alvos: Mísseis atingiram o palácio presidencial e residências oficiais. Enquanto a morte de Khamenei marca o fim de um domínio religioso de quase 40 anos.
  • Resposta do Irã: O regime lançou uma onda de ataques em todo o Oriente Médio, atingindo áreas próximas a bases americanas em países como Emirados Árabes Unidos EAU, Catar, Kuwait, Bahrein, Jordânia e Iraque.
  • Duração: Fontes militares indicam que a ofensiva pode durar vários dias, focando no desmantelamento da infraestrutura militar e logística do país.

Análise Geopolítica: Riscos Globais

A queda da liderança iraniana gera uma ruptura no equilíbrio de poder regional. Dois pontos críticos preocupam a comunidade internacional, o anúncio do fechamento do Estreito de Ormuz ameaça o fluxo de 20% do petróleo e gás mundial, o que pode disparar os preços das commodities e o mundo aguarda os posicionamentos de Rússia e China diante da intervenção direta dos EUA e de Israel.

Este evento marca, possivelmente, o colapso do eixo teocrático iraniano, mas abre caminho para uma sucessão incerta sob fogo cruzado.


Como essa instabilidade afetará o comércio mundial e a economia no Brasil?

O aumento do combustível e a volatilidade dos mercados são preocupações reais para o nosso país. O Brasil mantém uma relação comercial estratégica com o Irã, movimentando cerca de US$ 3 bilhões anuais. A desestabilização da região gera efeitos imediatos. O Irã é o 5º principal destino das exportações brasileiras no Oriente Médio. Com o país sob ataque e em luto oficial, os contratos de curto prazo podem ser suspensos ou cancelados por falta de logística e pagamentos.
O Brasil importa uréia e outros fertilizantes nitrogenados do Irã. Uma interrupção prolongada pode encarecer os custos de produção da safra brasileira de 2026/27. O fechamento do Estreito de Ormuz é o fator mais crítico. Por ali passam 20% do petróleo mundial. Se o bloqueio persistir, o preço do barril pode ultrapassar os US$ 100, forçando a Petrobras a reajustar a gasolina e o diesel, o que gera inflação em toda a cadeia de consumo no Brasil.

Para o agronegócio brasileiro é fundamental se proteger e, estrategicamente, redirecionar sua produção em um cenário de guerra prolongada e sanções severas ao Irã. Pois se esse mercado fechar, o impacto no PIB agropecuário será imediato.

Quantificação do volume de milho e soja que deixaria de embarcar para os portos iranianos (estimativa baseada nos contratos atuais). O impacto do aumento do petróleo no custo do frete interno e como isso afeta a competitividade do produtor brasileiro.

Com base nos dados de fechamento de 2025 e nos acontecimentos deste fim de semana (28/02 e 01/03/2026), segue abaixo um detalhamento do impacto por estado e as diretrizes para a diplomacia comercial brasileira.

Impacto do Agronegócio

O Irã é o 5º maior destino das exportações brasileiras no Oriente Médio, com um fluxo de US$ 2,9 bilhões em 2025. O impacto da guerra e da morte de Khamenei não será uniforme no Brasil, concentrando-se nos grandes produtores de grãos. Cerca de 22% de todo o milho exportado pelo Brasil em 2025 foi para o Irã. Se as sanções de Trump (tarifa de 25% para quem negociar com Teerã) forem aplicadas, o custo de oportunidade para o exportador brasileiro se tornará insustentável.

Posicionamento Diplomático Estratégico

O Itamaraty já condenou oficialmente a ofensiva e defende uma “solução negociada”. Para não perder outros mercados vitais no Oriente Médio (como Arábia Saudita e EAU), o Brasil pode adotar algumas estratégias, como, ser a Garantia de Segurança Alimentar. O Brasil poderá se posicionar como o “celeiro do mundo”, argumentando que sanções sobre alimentos ferem direitos humanos básicos. Isso ajuda a manter mercados em países árabes que temem a instabilidade.

O “Gargalo” dos Fertilizantes

Este é o ponto mais sensível. Em 2025, 79% do que compramos do Irã foi ureia (fertilizante).

O governo brasileiro poderá ampliar contratos com Catar e Nigéria para substituir o fornecimento iraniano, evitando que o custo do plantio da próxima safra exploda em 2026.

O Estreito de Ormuz é o gargalo por onde passam 21 milhões de barris de petróleo por dia. Com o anúncio do fechamento pelo regime iraniano em retaliação à morte de Khamenei, o mercado projeta um cenário de escassez global.

Projeção de alta no Preço do Petróleo

Levando em conta o repasse da Petrobras e a desvalorização do Real frente ao Dólar (que tende a subir com a aversão ao risco). O Diesel é o principal insumo do transporte rodoviário. Um aumento de 30% no combustível eleva o custo do frete de grãos em cerca de 15% a 20%, reduzindo a margem de lucro do produtor. O aumento dos combustíveis tem efeito cascata. Estimamos um impacto de +1,5 a 2,0 pontos percentuais na inflação brasileira nos próximos 60 dias apenas pelo canal de energia. O governo brasileiro enfrentará uma pressão política imensa para segurar os preços através da Petrobras ou por meio de novos subsídios fiscais, o que pode pressionar as contas públicas.

Este é o “efeito dominó” que mais assusta o mercado financeiro brasileiro neste domingo, 1º de março de 2026. Em momentos de guerra e incerteza sobre a sucessão de uma potência regional como o Irã, os investidores ativam o modo de “fuga para a qualidade” (flight to quality), retirando dinheiro de países emergentes (como o Brasil) para comprar títulos do Tesouro dos EUA e ouro.

Por que o Dólar sobe tanto neste caso?

Existem três vetores principais empurrando o Real para baixo, o Brasil é visto como um mercado de “risco”. Quando o mundo treme, os fundos de investimento vendem ativos brasileiros para garantir liquidez em moeda forte. Déficit de Balança Comercial, embora o preço do petróleo suba (o que teoricamente ajudaria a Petrobras), o custo de importação de insumos químicos e tecnologia dispara, pressionando o fluxo cambial. E um último ponto relevante, se o FED (Banco Central dos EUA) sinalizar que manterá juros altos para conter a inflação causada pelo petróleo, o Brasil perde atratividade para o carry trade (investidores que buscam juros altos aqui).

A Queda de Teerã e a Nova Ordem Global

A manhã de 1º de março de 2026 entra para a história como o marco de uma das maiores mudanças geopolíticas do século XXI. A confirmação da morte do Líder Supremo Ali Khamenei, em uma operação conjunta entre EUA e Israel, encerra quase quatro décadas de regime teocrático e lança o mundo em uma zona de incerteza profunda.

O que estamos presenciando não é apenas um evento militar, mas uma reconfiguração econômica mundial. Para o Brasil, o desafio é duplo: diplomaticamente, precisa equilibrar sua posição no BRICS sem sofrer sanções do governo Trump; economicamente, o país deve agir rápido para substituir o fornecimento de fertilizantes e mitigar o impacto do combustível no transporte de carga.

O cenário exige cautela máxima de investidores e produtores. A volatilidade será a regra nas próximas semanas, e a estabilidade global dependerá da rapidez com que as rotas comerciais forem reabertas e de como as potências (Rússia e China) reagirão à nova realidade iraniana.

Estamos diante de uma nova ordem global. A capacidade do Brasil de diversificar mercados e garantir insumos fertilizantes determinará o impacto no PIB agropecuário de 2026.

A cautela é a palavra de ordem.


Texto: RêConectaNews – Renata Palmeira

Pesquisa: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/opcoes-de-trump-para-o-ira-sao-limitadas-apesar-do-reforco-militar/
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/01/israel-faz-novos-ataques-contra-teera-sirenes-ataque-aereo-tel-aviv-jerusalem.ghtml
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/01/trump-ataque-sem-precedentes-retaliacao-ira.ghtml
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/28/midia-estatal-iraniana-confirma-morte-lider-supremo-ali-khamenei.ghtml

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Mercado Internacional

Acordo Mercosul-UE: atraso na ratificação cria janela estratégica para empresas brasileiras

A tramitação do acordo entre Mercosul e União Europeia avança no Brasil, mas enfrenta um novo obstáculo no continente europeu. A exigência de um parecer jurídico pelo Parlamento Europeu pode prolongar o processo de ratificação por meses — ou até anos — abrindo um intervalo que especialistas enxergam como oportunidade estratégica para o setor produtivo nacional.

Enquanto o governo brasileiro dá prioridade ao tema no Congresso, o cenário externo impõe cautela. Para empresas que miram o mercado europeu, o momento é visto como decisivo para ajustes internos e ganho de competitividade.

Parecer jurídico na Europa pode adiar ratificação

A decisão do Parlamento Europeu de solicitar uma análise formal sobre a conformidade jurídica do tratado acrescenta uma etapa ao processo de aprovação do Acordo Mercosul-UE. Esse movimento pode impactar diretamente o cronograma previsto para a ratificação do acordo comercial.

Apesar do possível atraso, especialistas avaliam que o período adicional deve ser encarado como tempo de preparação — e não como retrocesso. A abertura de mercado tende a elevar o nível de exigência competitiva, pressionando empresas brasileiras a revisar estruturas, processos e estratégias.

Competitividade e maturidade empresarial em foco

Para Waldir Bertolino, vice-presidente de vendas e country manager da Infor Brasil e South Latam, o acordo funcionará como um divisor de águas para as organizações nacionais.

Segundo ele, quando a concorrência internacional se intensifica, ineficiências operacionais deixam de ser apenas questões internas e passam a comprometer diretamente margens e participação de mercado. Nesse contexto, o tratado comercial poderá expor fragilidades que vão além dos tradicionais entraves de infraestrutura e carga tributária.

O executivo afirma que empresas preparadas terão condições de ampliar oportunidades no mercado europeu, enquanto aquelas que não se adaptarem enfrentarão riscos maiores.

Logística ganha protagonismo estratégico

A logística, historicamente tratada como centro de custo, passa a ocupar papel central na estratégia empresarial diante da possível consolidação do acordo Mercosul-UE.

A digitalização de processos, a integração de dados e a automação são apontadas como fatores-chave para elevar eficiência, reduzir retrabalho e garantir previsibilidade. Em vez de concentrar investimentos apenas na ampliação de ativos físicos, como frota ou galpões, a tendência é direcionar recursos para tecnologia e inteligência operacional.

Para competir globalmente, três pilares tornam-se fundamentais:

  • Custo competitivo
  • Alto nível de serviço
  • Previsibilidade operacional

Empresas que estruturarem governança, gestão de dados e tecnologia tendem a alcançar maior escala e consistência no desempenho.

Dados e capital humano: gargalos silenciosos

Além de desafios estruturais conhecidos, como burocracia e infraestrutura, outro obstáculo ganha destaque: a qualidade das informações corporativas.

Dados fragmentados, inconsistentes ou desatualizados comprometem iniciativas de automação e inovação. Sem bases confiáveis e integradas, o uso de ferramentas tecnológicas perde efetividade.

Outro ponto crítico é a capacitação das lideranças. A adoção de sistemas modernos, sem preparo estratégico das equipes, pode resultar em baixo impacto prático. O risco, segundo o executivo, é que empresas invistam em tecnologia, mas não extraiam ganhos reais por falta de qualificação adequada.

Com o avanço do acordo, há ainda a possibilidade de escassez de profissionais preparados para atender às novas demandas do comércio internacional.

Tempo de adaptação exige mudança cultural

Embora o acordo tenha sido negociado ao longo de 26 anos, muitas empresas brasileiras não o incorporaram ao planejamento estratégico por considerarem sua aprovação incerta.

Agora, com a tramitação mais concreta, o prazo de adaptação ganha urgência. Segundo avaliação do setor, ganhos operacionais relevantes podem surgir entre 12 e 18 meses quando há foco, execução disciplinada e investimento em tecnologia. No entanto, atingir padrões globais sustentáveis exige transformação cultural de médio e longo prazo.

Com a União Europeia como principal fator de indefinição no calendário, o setor produtivo brasileiro ganha um período adicional para ajustes estruturais — possivelmente a última oportunidade antes da abertura efetiva do mercado.

Fonte: Infomoney

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO INFOMONEY / REUTERS / Cesar Olmedo

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Mercado Internacional

Mais de 200 indústrias brasileiras migram para o Paraguai impulsionadas pela Lei de Maquila e redução de custos

Mais de 200 indústrias brasileiras passaram a operar no Paraguai nos últimos anos, atraídas pelos incentivos da Lei de Maquila, regime que oferece imposto único de 1% sobre a produção exportada, isenção de tributos na importação de insumos e redução significativa dos custos operacionais. O movimento reflete a busca das empresas por maior competitividade e pela redução do chamado “Custo Brasil”.

Levantamentos citados por entidades locais e reportagens da imprensa apontam que a migração industrial se concentra principalmente na região de Ciudad del Este, no departamento de Alto Paraná, área que vem se consolidando como um novo polo estratégico para cadeias produtivas voltadas ao Mercosul.

Lei de Maquila impulsiona produção voltada à exportação

No centro dessa estratégia está a Lei de Maquila, regime paraguaio criado para estimular a industrialização com foco no mercado externo. A legislação permite a admissão temporária de matérias-primas, insumos e máquinas com suspensão de tributos aduaneiros, desde que a produção final seja exportada.

O principal diferencial do modelo é a cobrança de um imposto único de 1%, aplicado na etapa final da operação. De acordo com o governo paraguaio, o tributo incide sobre o maior valor entre a fatura de serviços emitida pela maquiladora à matriz no exterior ou a fatura de exportação, quando a venda ocorre diretamente ao cliente final.

Como funciona o imposto único de 1% no Paraguai

Pelo desenho institucional do regime, as empresas podem atuar no Paraguai por meio de uma maquiladora local ou instalar uma unidade própria para realizar etapas de montagem, transformação ou produção industrial.

O sistema se baseia na importação de componentes e equipamentos sob condições específicas, vinculadas ao compromisso de exportar o produto final. A tributação simplificada substitui a cadeia de impostos comum em outros países, concentrando a carga fiscal no percentual único aplicado na exportação.

Exportações da maquila batem recordes históricos

Dados oficiais do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai indicam crescimento contínuo das exportações realizadas sob o regime de maquila.

Em 2024, o volume exportado alcançou US$ 1,109 bilhão, o maior já registrado até então. Em 2025, o acumulado anual chegou a US$ 1,309 bilhão, estabelecendo um novo recorde histórico.

As estatísticas também mostram que o Brasil figura entre os principais destinos dessas exportações, ao lado de outros mercados regionais, reforçando a integração produtiva entre os dois países.

Redução de custos explica migração de indústrias brasileiras

A diferença de custos tributários e operacionais aparece como o principal fator citado por empresas que decidem transferir parte da produção para o Paraguai. No Brasil, a importação de determinados insumos pode enfrentar alíquotas elevadas e uma extensa lista de obrigações acessórias.

No regime paraguaio, a tributação é concentrada no imposto único, enquanto a entrada de insumos ocorre com suspensão de tributos, dentro das regras do programa. Reportagens destacam casos em que matérias-primas importadas da Ásia, como poliéster para a indústria têxtil, entram no Paraguai com imposto zero, antes da incidência do tributo final na exportação.

Especialistas ressaltam, no entanto, que o impacto econômico varia conforme o setor, o desenho da operação e o correto enquadramento no regime de maquila.

“Custo Brasil”, burocracia e mão de obra entram na conta

Além da carga tributária, empresários apontam a burocracia, os custos administrativos e a complexidade regulatória do ambiente brasileiro como fatores que pesam na decisão de investir no exterior. Esse conjunto de entraves é frequentemente resumido pela expressão “Custo Brasil”.

A comparação também envolve regras trabalhistas e custos de mão de obra. No Paraguai, as atividades das maquiladoras seguem o Código Trabalhista local e são acompanhadas pelo Conselho Nacional das Indústrias Maquiladoras de Exportação (CNIME).

Segundo dados oficiais, em 2024 havia 29.956 empregos vinculados ao regime de maquila, número superior ao registrado no ano anterior, conforme informações do Instituto de Previsión Social.

Mercosul e regras de origem influenciam a estratégia industrial

Em muitos casos, as empresas mantêm o mercado consumidor brasileiro como destino principal, deslocando apenas parte do processo produtivo para o Paraguai. A produção retorna ao Brasil ou segue para outros países do bloco, dentro das regras do Mercosul.

Nesse fluxo, ganham importância as exigências de origem, certificações e requisitos técnicos necessários para acesso a benefícios tarifários no comércio intrabloco. Esses critérios influenciam diretamente o desenho das operações industriais na fronteira.

Alto Paraná concentra plantas industriais e reorganiza cadeias produtivas

Registros do governo paraguaio mostram concentração de empresas com programas de maquila aprovados em departamentos como Alto Paraná, Central, Capital e Amambay, com destaque para Alto Paraná, onde está localizada Ciudad del Este.

Em 2024, o Ministério da Indústria e Comércio estimou que as maquilas responderam por 66% das exportações paraguaias de manufaturas de origem industrial. Para o Brasil, o movimento é descrito como uma reorganização das cadeias produtivas na região de fronteira.

Setores como têxtil, plásticos, autopeças e bens de consumo aparecem com frequência entre as indústrias que adotaram o modelo, em busca de redução de custos, maior previsibilidade tributária e competitividade no mercado internacional.

Fonte: Com informações de reportagens da Band, Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai e órgãos oficiais paraguaios.

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução/MaratonaDoConsumidor

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Finanças, Mercado Internacional

Como blindar seu fluxo de caixa cambial diante da volatilidade global

Em um cenário internacional cada vez mais imprevisível, as oscilações cambiais tornaram-se uma das maiores ameaças ao fluxo de caixa das empresas brasileiras. Com o “reset global” impulsionado pela nova cartilha geopolítica dos Estados Unidos e a divergência nas políticas monetárias das principais economias, a volatilidade das moedas voltou ao centro do radar corporativo. Para o economista-chefe da Advanced, Guacyro Filho, os riscos de 2025 vêm justamente de fatores inesperados — os chamados “cisnes negros”. “Todos os fatores que não estavam na balança de riscos para esse ano de 2025 são aqueles que sempre têm a maior capacidade de provocar volatilidade e surpresa na precificação das moedas”, explica.

Entre os vetores já identificáveis, Guacyro aponta cinco forças com potencial de impacto direto sobre o câmbio e o caixa das empresas brasileiras: a divergência entre políticas monetárias globais, novos conflitos geopolíticos, choques nos preços de commodities, desaceleração econômica na China e crises de dívida em economias periféricas. Cada um desses movimentos, isoladamente, pode afetar o custo de insumos importados, o valor de dívidas em moeda estrangeira e até a rentabilidade de exportações.

Clusters de risco: três frentes de impacto direto no caixa

  1. Insumos importados:

Empresas que dependem de componentes do exterior sentem o câmbio como uma “faca no preço de custo”. Um aumento do dólar de R$ 4,50 para R$ 5,50 representa alta imediata de 22% em produtos cotados em moeda estrangeira. Sem proteção cambial, margens de lucro e competitividade ficam à mercê da oscilação do mercado.

  • Dívidas em moeda estrangeira:

Para quem contrata financiamentos em dólar, a desvalorização do real é o maior pesadelo. “Sua dívida de US$ 1 milhão, que um dia valia R$ 4,5 milhões, pode rapidamente virar R$ 5,5 milhões ou mais”, alerta Guacyro. A variação compromete o capital de giro e pode até gerar desequilíbrios de liquidez.

  • Receitas externas:

Já os exportadores costumam se beneficiar do real mais fraco, recebendo mais em reais pelas vendas internacionais. Mas a volatilidade também cobra seu preço: “A imprevisibilidade impede um planejamento de longo prazo consistente”, observa o economista.

Estratégias de hedge: previsibilidade e flexibilidade na medida certa

Blindar o fluxo de caixa exige mais do que acompanhar o câmbio — é preciso estruturar uma estratégia de hedge personalizada, que combine previsibilidade e liquidez operacional.

Entre os instrumentos disponíveis, Guacyro destaca quatro principais:

  • NDF (Non-Deliverable Forward): ideal para empresas com exposição financeira sem fluxo físico em dólar. “É um contrato de diferença que garante a taxa futura e preserva a flexibilidade do capital”, explica.
  • Trava cambial (FX Forward): indicada para quem já tem uma invoice de importação ou exportação. “O cliente busca previsibilidade de caixa e ‘desdolarização’ do fluxo de caixa”, afirma.
  • Opções cambiais: funcionam como um seguro. Pagando um prêmio, a empresa tem o direito — mas não a obrigação — de operar a um câmbio pré-definido.
  • Hedge natural: quando receitas e despesas ocorrem na mesma moeda. “É o ideal inatingível”, diz Guacyro, já que poucas empresas conseguem manter esse equilíbrio de forma permanente.

A escolha da ferramenta certa depende do perfil e das necessidades específicas de cada negócio. Por isso, a análise personalizada de risco cambial é considerada a pedra angular de qualquer estratégia eficaz. “O que funciona para uma empresa pode ser desastroso para outra, mesmo que atuem no mesmo setor”, reforça o economista.

Advanced: consultoria sob medida em gestão de risco cambial

Com presença ativa no mercado financeiro, a Advanced oferece uma abordagem completa e personalizada para proteger o caixa das empresas da volatilidade cambial.

O processo começa com um diagnóstico detalhado da exposição ao risco, no qual especialistas mapeiam receitas, custos, dívidas e prazos de cada operação. A partir disso, são realizadas simulações de cenários — testando o impacto de diferentes taxas de câmbio sobre margens e resultados — e definida a combinação ideal de instrumentos de hedge.

Além da recomendação técnica, a Advanced também se destaca pela educação financeira e transparência nas operações, permitindo que o cliente compreenda o custo e o benefício de cada instrumento adotado.

O acompanhamento é contínuo:

  • Monitoramento de mercado e alertas sobre movimentos relevantes;
  • Reavaliação periódica das estratégias;
  • Ajustes dinâmicos conforme o perfil de risco e o comportamento cambial.

“A Advanced não oferece apenas um produto; oferecemos uma solução completa de gestão de risco cambial. Nosso objetivo é transformar a incerteza em previsibilidade e segurança para o fluxo de caixa do cliente”, conclui Guacyro Filho.

Proteção é planejamento

Em tempos de incerteza global, blindar o fluxo de caixa cambial é uma questão de sobrevivência corporativa. Mais do que reagir à oscilação do dólar, as empresas precisam antecipar cenários, calibrar riscos e tomar decisões embasadas em dados e estratégia.

Com uma consultoria sob medida como a da Advanced, é possível transformar o câmbio — de inimigo imprevisível — em um aliado estratégico para o crescimento sustentável.

FONTE: ADVANCED

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: ILUSTRATIVA/FREEPIK

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Mercado Internacional

Gasolina fica 10% mais cara que no exterior com petróleo próximo de US$ 60, aponta Abicom

A gasolina vendida no Brasil está, em média, 10% mais cara que no mercado internacional, mesmo com o petróleo cotado próximo de US$ 60 o barril, segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Já o diesel segue mais barato no país do que no exterior.
De acordo com o levantamento, para que os valores voltem à paridade de importação (PPI), a gasolina poderia cair R$ 0,28 por litro, enquanto o diesel precisaria subir R$ 0,11 nas refinarias da Petrobras.

Petrobras pratica subsídio cruzado, aponta Abicom

O presidente da Abicom, Sérgio Araújo, explica que a Petrobras adota atualmente um subsídio cruzado, compensando as perdas do diesel com os lucros obtidos na gasolina.

“Se a estatal reduzir o preço da gasolina, provavelmente terá de aumentar o do diesel”, afirmou Araújo.

O último reajuste da gasolina ocorreu em junho, com redução de R$ 0,17 por litro. Já o diesel teve o preço diminuído em R$ 0,16 por litro em maio, de acordo com os dados oficiais da estatal.

Diferença também é apontada por outros institutos

O Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) confirma a mesma tendência observada pela Abicom: os preços da gasolina no Brasil estão cerca de 10% acima do valor internacional, enquanto o diesel apresenta queda de 1,43% em relação ao mercado externo.
Essas variações refletem a política de preços da Petrobras, que vem mantendo certa estabilidade interna mesmo diante das oscilações globais no preço do barril.

Mercado internacional reage a tensões geopolíticas

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro, a queda recente nas cotações do petróleo está ligada à redução das tensões entre Rússia e Ucrânia.

“O principal fator de baixa é a confirmação de que os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia devem se reunir nas próximas semanas para discutir um novo acordo de paz entre os dois países”, explicou Cordeiro.

Para o mercado, a possibilidade de um acordo diplomático pode diminuir riscos geopolíticos e pressionar ainda mais as cotações do petróleo, afetando diretamente os preços dos combustíveis.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior, Exportação, Mercado Internacional

Do otimismo à cautela: comércio global deve desacelerar drasticamente em 2026, alerta OMC 

Um dos assuntos mais comentados na última semana foi a previsão da Organização Mundial do Comércio (OMC), que divulgou novas estimativas que indicam uma forte desaceleração do comércio global de mercadorias em 2026. Segundo a instituição, o crescimento será de apenas 0,5%, índice bem menor em relação à previsão anterior de 1,8%. Para 2025, no entanto, a projeção foi revista para cima: a expectativa passou de 0,9% para 2,4%, refletindo principalmente o aumento nas importações para os Estados Unidos antes da implementação de novas tarifas e o avanço do comércio de produtos ligados à inteligência artificial. 

De acordo com a diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, o cenário é preocupante. “As perspectivas para o próximo ano são mais sombrias… Estou muito preocupada”, afirmou em entrevista em Genebra. Apesar disso, ela destacou que o sistema multilateral baseado em regras tem proporcionado alguma estabilidade diante da turbulência global (Fonte: Reuters). 

Efeito pós-tarifaço dos EUA 

A queda na perspectiva de crescimento para 2026 tem como principal causa o impacto das novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos em 2025, sob o governo Donald Trump. As medidas tarifárias, que afetaram dezenas de países, aumentaram a imprevisibilidade no comércio internacional e reacenderam o debate sobre a escalada do protecionismo. Entre os países afetados, estão importantes parceiros comerciais como Brasil, Índia e Suíça. A União Europeia, por sua vez, fechou um acordo que estabeleceu tarifas de 15% sobre a maioria das importações. 

O cenário atual reforça um padrão de instabilidade já observado em anos anteriores. Em 2022, por exemplo, a OMC havia projetado crescimento de apenas 1% para 2023. Já em abril de 2025, a entidade chegou a prever queda de 0,2% no volume do comércio, mas revisou os números para cima em outubro do mesmo ano, mostrando a volatilidade das previsões diante de mudanças políticas e econômicas (Fontes: Estadão Conteúdo e UOL). 

Impactos imediatos nas exportações brasileiras 

Dados do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, com base em informações oficiais, apontam que as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 27,7% em apenas um mês, e 18,5% na comparação anual. O impacto foi ainda mais acentuado regionalmente: no Sudeste, principal polo exportador, a queda chegou a 38% no intervalo de 30 dias; no Nordeste, a retração impressiona, atingindo 52,7% entre julho e agosto. Segundo os pesquisadores, o saldo positivo no comparativo anual reflete um movimento de antecipação de embarques, realizado por empresas brasileiras em julho para escapar das sobretaxas. (Fonte: Jornal Nacional). 

Reflexos do momento político 

Para Renata Palmeira, CEO do ReConecta News, além dos reflexos das tarifas impostas pelos EUA, o comércio global reflete também o momento político previsto para o próximo ano. “Acredito que o mercado internacional terá desaceleração do crescimento global em 2026, conforme dados divulgados pela OMC, porém essa desaceleração será impulsionada principalmente por incertezas políticas que irão gerar barreiras comerciais, tendo em vista que teremos ano eleitoral no Brasil”, comenta.   

Além disso, a evolução das tecnologias mundiais tem interferido no comportamento do mercado. “Será um ano com foco em tecnologias como a Inteligência Artificial (IA) como diferencial competitivo, com empresas se adaptando para a era de maior maturidade digital. Outros fatores a serem considerados incluem a estabilização da inflação na Zona do Euro, o crescimento da China e a necessidade de políticas multilaterais para mitigar tensões comerciais”, complementa Renata, que tem mais de 25 anos de experiência em comercio exterior e logística.  

Novos mercados, relações e oportunidades 

Segundo Renata, ao analisarmos o mercado global, não tem como deixar de fora a China, considerada hoje a segunda potência comercial mundial. Dados da OMC mostram que o país asiático se mantem em crescimento com tendência de alcançar até 4,26% de crescimento. “Apesar de uma taxa moderada a China ainda continuará sendo a indústria do Mundo e continuará a ser uma das melhores oportunidades negócios. Considero que seja um momento muito interessante para quem quer conhecer mais sobre a cultura de negociação e principalmente, quem quer buscar novas oportunidades aliadas ao mercado Chines”, fala.  

Para a CEO do ReConecta News é fundamental que os governos mantenham a inflação sob controle, reforcem a posição fiscal e promovam reformas que melhorem a qualidade institucional dos seus países. “Mudanças no sistema tributário podem ser impactantes nos resultados das empresas. Um outro fator que merece sua devida atenção são as questões de conflitos geopolíticos podem aumentar a aversão ao risco no mercado financeiro, impactando a performance da Bolsa de Valores”, explica.  

O que é a OMC 

Criada em 1995 durante a Rodada Uruguai do GATT, a Organização Mundial do Comércio é responsável por administrar os acordos multilaterais de comércio, servir como fórum de negociação de novas regras, supervisionar a implementação dos acordos e gerenciar o sistema de solução de controvérsias. 

O Brasil incorporou os textos da Rodada Uruguai em 1994, por meio do Decreto nº 1.355. Já o Acordo sobre Facilitação de Comércio, concluído na Conferência Ministerial de Bali em 2013, foi internalizado em 2018, por meio do Decreto nº 9.326. Entre os princípios básicos da OMC estão a não-discriminação, a previsibilidade, a concorrência leal e o tratamento especial a países em desenvolvimento. 

Desafio e oportunidade 

As novas projeções reforçam o desafio de manter a estabilidade no comércio global em um ambiente de crescente protecionismo e tensões políticas. Apesar da revisão positiva para 2025, o alerta para 2026 mostra que a resiliência do sistema multilateral ainda é testada por medidas unilaterais que podem comprometer investimentos, previsibilidade e o crescimento sustentável. 

Para Renata Palmeira, analisar o cenário de cada empresa e as projeções mundiais fazem parte do planejamento estratégico para o próximo ano. Muitas vezes o que aprece dificuldade pode ser oportunidade. “Teremos um “ano quente”, repleto de tensões e oportunidades. “Enquanto uns choram outros vendem lenços”, então busque em 2026 impactar o mercado com ações inovadoras, por isso sempre digo: seja a solução”, finaliza Renata.  


TEXTO: REDAÇÃO

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Comércio Exterior, Economia, Mercado Internacional

Tarifas dos EUA impõem novos desafios à logística do Brasil à América do Norte

Empresas do setor apontam para uma necessidade crescente de adaptação, revisão de contratos e fortalecimento do planejamento aduaneiro. 

A adoção de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos importados reacende discussões sobre os impactos na cadeia logística internacional, especialmente nas rotas entre o Brasil e a América do Norte. Empresas do setor podem sentir necessidade crescente de adaptação, revisão de contratos e fortalecimento do planejamento aduaneiro. 

“Mais do que uma questão tributária, estamos diante de uma reconfiguração da estratégia logística entre os países”, afirma Luciano Zucki, cofundador e diretor da PLEX Logistics, companhia especializada em transporte internacional com sede em Miami. Segundo ele, empresas brasileiras precisam revisar seus custos logísticos, reavaliar modais e, principalmente, investir em previsibilidade nas operações. 

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), alumínio, autopeças e têxteis são os setores mais afetados, impactando diretamente os importadores da América Latina.O Brasil figura entre os principais parceiros comerciais dos EUA no Hemisfério Sul, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o que acende o alerta para possíveis gargalos nos fluxos logísticos. 

A PLEX Logistics tem atuado no assessoramento de embarcadores e operadores logísticos para mitigar riscos, otimizar processos e identificar oportunidades em mercados alternativos. “Nosso papel é orientar os clientes com base em dados, inteligência de mercado e alternativas de transporte mais competitivas”, reforça Zucki. 

A empresa mantém operações marítimas, aéreas e rodoviárias, com foco em soluções personalizadas para importação e exportação entre os dois continentes. 

Website: https://www.linkedin.com/company/plex-international-logistics/ 

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO 

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Mercado Internacional

EUA ampliam restrições de exportação e incluem subsidiárias de empresas estrangeiras

O Departamento de Comércio dos EUA adotou medidas rigorosas nesta segunda-feira (29) contra empresas da China e de outros países que utilizam subsidiárias para contornar restrições a equipamentos de fabricação de chips e outras tecnologias sensíveis.

Expansão da Lista de Entidades restringe exportações

A nova regra publicada no Registro Federal dos EUA amplia a chamada Lista de Entidades, incluindo automaticamente subsidiárias controladas em pelo menos 50% por uma empresa já listada. Com isso, cresce significativamente o número de empresas que precisarão de licenças de exportação para receber produtos e serviços norte-americanos.

Impactos nas cadeias de suprimentos

Especialistas alertam que a medida pode desestruturar cadeias de suprimentos globais e dificultar que empresas determinem se suas exportações estão sujeitas a restrições. Algumas transações específicas poderão ser autorizadas por um período de até 60 dias, mas muitas licenças provavelmente serão negadas.

Semelhança com regras do Departamento do Tesouro

A regra das subsidiárias se assemelha à chamada “regra dos 50%” aplicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA. Segundo a norma, se uma entidade detiver 50% ou mais de uma empresa da lista, qualquer exportação para essa subsidiária exigirá licença especial, sujeita a aprovação, como ocorre com as próprias empresas sancionadas.

Essa medida reforça a estratégia dos EUA de limitar o acesso a tecnologia avançada por empresas estrangeiras e pode alterar o cenário global de exportações de chips e equipamentos estratégicos.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jeenah Moon

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Mercado Internacional

Carne de Mato Grosso conquista o Peru e abre portas para novos mercados internacionais

A qualidade da carne bovina de Mato Grosso conquistou os paladares peruanos durante uma noite de churrasco realizada na quarta-feira (24), na Expoalimentaria, maior feira da indústria alimentícia da América Latina, em Lima.

Foram servidos cortes nobres de carne produzida no estado, em uma ação que buscou destacar não apenas o sabor e a maciez da proteína, mas também seu processo de produção sustentável, baseado em uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo.

“Queremos promover a carne mato-grossense e nada melhor que poder provar da qualidade da nossa proteína. Foi um sucesso, tivemos uma grande procura pelos nossos produtos e recebemos muitos elogios”, afirma o diretor administrativo financeiro do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Henrique Prado Olvido de Miranda.

A escolha de Lima para sediar o evento não foi por acaso, pois a cidade é um polo gastronômico importante da América Latina. “Nesse evento temos a oportunidade de tornar a carne de Mato Grosso conhecida pela alta gastronomia. Temos um corte exclusivo do estado, que é o MT Steak, que resume essa qualidade que pode atender aos paladares mais exigentes”, pontua o diretor administrativo financeiro do Imac.

Além da degustação, o Imac participou na quinta-feira (25) do evento “Negócios de Fronteira”, que reuniu representantes de estados de fronteira do Brasil para promover a indústria alimentícia nacional e atrair potenciais parceiros comerciais.

Entre as ações que são estudadas é a implantação de um voo de Cuiabá para Lima, para facilitar a interação entre os dois países. “Estamos trabalhando muito aqui e não paramos de conversar com todos os atores peruanos para tentar colocar um voo internacional. É um trabalho sério, de união, que é feito por todos os órgãos de Mato Grosso, por toda a sociedade civil”, enfatiza o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Cesar Miranda.

“Para o Imac é muito importante participar da Expoalimentaria, junto com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e o Invest MT, para levar os dados técnicos da produção da carne bovina, a qualidade e o nosso sistema, que é um dos mais sustentáveis do mundo, mostrando a capacidade do nosso estado e suas potencialidades para investimento”, avalia Henrique.

Líder em produção
Mato Grosso é atualmente o maior produtor de carne bovina do Brasil e referência mundial no setor. O estado possui o maior rebanho do país, com mais de 32 milhões de cabeças de gado, e responde por aproximadamente 17% de toda a carne bovina brasileira. Grande parte dessa produção é destinada à exportação, abastecendo mercados exigentes como China, Chile, União Europeia e Oriente Médio.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Comércio Exterior, Mercado Internacional

China tenta atrair Trump para mesa de negociação, diz especialista ao WW

Dados indicam queda nas exportações chinesas para os EUA nos primeiros oito meses do ano, sugerindo tentativa de reaproximação comercial

A China demonstra sinais de buscar uma reaproximação comercial com os Estados Unidos, utilizando a compra de soja como possível instrumento de negociação. A estratégia surge em um momento em que o país asiático enfrenta significativas perdas em seu comércio exterior. Durante o WW, José Pimenta, diretor de Comércio Internacional da BMJ consultores, afirmou que a China quer chamar o presidente Donald Trump para mesa de negociação.

De acordo com dados recentes, as exportações chinesas para os Estados Unidos registraram uma queda expressiva de 15% nos primeiros oito meses deste ano. O impacto é particularmente significativo em produtos de alto valor agregado, incluindo máquinas, equipamentos eletrônicos e medicamentos.

Histórico da Relação Comercial

Entre 2000 e 2017, os Estados Unidos direcionavam 60% de suas exportações globais de soja para o mercado chinês. No entanto, esse cenário mudou drasticamente após 2018, com uma redução vertiginosa nas compras por parte da China.

Em uma demonstração de possível abertura ao diálogo, o principal negociador chinês realizou encontros com produtores do meio-oeste americano. Esta movimentação sugere uma tentativa de reavaliar as relações comerciais entre as duas nações, especialmente considerando a importância histórica do comércio de soja.

O Brasil, como um dos principais exportadores de soja para a China, que representa 35% do total das exportações brasileiras, também se encontra diretamente envolvido neste cenário de redistribuição comercial global.

Fonte: CNN Brasil

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