Comércio, Logística, Portos

Porto privado em SC tem avanço no movimento de cargas; quantos contêineres são transportados

Dados portuários foram atualizados até maio

O Porto Itapoá mantém o ritmo de crescimento na movimentação de cargas e chegou 337 mil contêineres no ano, até maio. O avanço é de 32,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em outra modalidade de medição, foram 6,7 milhões de toneladas movimentadas, em expansão de 26,5%, também em relação aos primeiros cinco meses do ano passado. Os dados são do painel estatístico da Antaq, a agência de regulação do setor.

O terminal de uso privado está em operação desde 2011 e faz parte do complexo portuário da baía da Babitonga, formado também pelos portos de São Francisco do Sul. Itapoá terá outro porto, também privado, a ser instalado pelo Coamo Agroindustrial Cooperativa – o empreendimento está em fase de licenciamento. No ano passado, o Porto Itapoá movimentou 13,6 milhões de toneladas, em crescimento de 16% na comparação com 2023. Em contêineres, foram 660 mil movimentados em 2024.

Conjunto de fatores explica a expansão no terminal. O porto conta com maior estrutura em tomadas reefer, usada em contêineres refrigerados. São 3.972 dispositivos em operação. A navegação de cabotagem tem ajudado na movimentação, com crescimento de 18%.  Em mais exemplos dos motivos pela expansão na movimentação, está o aumento na média de navios que utilizam o terminal, passando de 53 por mês para 60 e o avanço de 11% no indicador de movimento por hora.

Nos próximos meses, começa a obra de dragagem do canal externo da baía da Babitonga, com aumento do calado e capacidade de acesso de cargueiros de maior porte, o que também deverá ampliar a movimentação de cargas em Itapoá e São Francisco do Sul.

Fonte: NSC Total

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Comércio Exterior, Logística

Governo assina decreto que regulamenta a cabotagem no Brasil

O BR do Mar pode reduzir fretes em até 15%, gerando uma economia de até R$ 19 bi para empresas e consumidores

O presidente Lula assinou, nesta quarta-feira (16), o decreto que regulamenta o programa BR do Mar, para estimular o uso da cabotagem no transporte de cargas entre portos nacionais. A regulamentação foi elaborada pela Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, do Ministério de Portos e Aeroportos, e prevê a redução do custo do frete e do impacto ambiental do transporte de cargas no país.

Com o programa, o governo pretende ampliar a oferta de embarcações para a navegação, criar novas rotas, reduzir custos logísticos e aumentar empregos no setor. O BR do Mar também estimula o desenvolvimento e inovação da indústria naval e implementa quesitos de sustentabilidade para permitir o aluguel de embarcações estrangeiras.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, lembrou que o BR do Mar foi apresentado em 2022, mas somente agora, dois anos depois, no governo do presidente Lula, ele saiu do papel e está sendo regulamentado. “Temos hoje o privilégio de assinar esse decreto, que foi construído ao lado do setor produtivo e da indústria naval brasileira e que terá um impacto importantíssimo no fortalecimento da cabotagem no Brasil. O Programa vai fazer com que utilizemos os 8 mil quilômetros do litoral brasileiro para ampliarmos a cabotagem”, disse o ministro.

Costa Filho afirmou ainda que o BR do Mar vai fazer o setor crescer, gerar empregos e fortalecer os portos públicos brasileiros. “E ele tem o papel de reduzir os custos logísticos no país, de 20% a 60%, potencializando, ainda mais, o setor portuário brasileiro. E vai fazer com que uma carga, por exemplo, possa sair de contêineres do porto de Suape, de Pernambuco, levando para o porto de Santos, em São Paulo, reduzindo o custo, ajudando na agenda de descarbonização e ajudando na agenda da sustentabilidade.”

Durante a cerimônia de assinatura no Palácio do Planalto, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que o Brasil precisa desenvolver o transporte intermodal para continuar a crescer e levar investimentos para todo o Brasil. “E aí entram os nossos mares, rios e a cabotagem. Essa cabotagem vai unir ainda mais o Brasil. Isso significa desenvolvimento, significa justiça social e nós vamos diminuir a desigualdade com desenvolvimento social, com portos, aeroportos, hidrovias e cabotagem”.

Para o ministro da Casa Civil, Rui Costa, um país continental como o Brasil deve saber que os modais são complementares. “Estamos avançando nos investimentos em portos, nas TUPs, mas também nas vias expressas, rodovias duplicadas e estruturas capazes de suportar o aumento da produção e de cargas no país. O que nós estamos buscando aqui, portanto, é reduzir custos, tornar o Brasil mais competitivo, tornar a nossa produção, seja ela de minério, seja ela industrial, agrícola, de proteína, mais competitiva para que a gente consiga gerar emprego e atividades econômicas”, afirmou.

Empresas de navegação

Para as Empresas Brasileiras de Navegação (EBNs), o programa incentiva a formação e capacitação de marítimos nacionais, operações para novas cargas, rotas e mercados, além de otimizar emprego dos recursos do Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM).

Um dos instrumentos estipulados no decreto do BR do Mar prevê ainda que a EBN poderá ampliar em até 50% a tonelagem de sua frota própria com afretamento de embarcação estrangeira. Ou seja, se hoje tem dois navios próprios, poderá alugar mais um semelhante em capacidade. Este percentual sobe para 100%, caso a embarcação afretada seja sustentável. Se a EBN tem embarcações sustentáveis, poderá afretar o dobro de navios tradicionais com a mesma capacidade. Caso contrate embarcações estrangeiras sustentáveis, poderá afretar até três navios.

De acordo com a Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, há dois tipos básicos de contratação de embarcações previstas em lei: afretamento a casco nu, quando a empresa brasileira de navegação (EBN) aluga a embarcação sem tripulação, assumindo os custos de operação e manutenção; e o afretamento a tempo, quando o armador coloca a disposição do afretador o navio completo, com tripulação, por tempo determinado.

Cabotagem

Atualmente, a cabotagem representa 11% da carga total transportada por navios e o Plano Nacional de Logística (PNL) projeta um crescimento de 15% nos próximos 10 anos, devido à tendência de redução de custos. O valor médio do frete de uma tonelada transportada por cabotagem é 60% menor que o transporte rodoviário e 40% menor que o ferroviário.

Segundo estudos da estatal Infra SA, as modificações vão estimular a concorrência, podendo reduzir o frete em até 15%, o que pode representar uma economia de até R$ 19 bilhões anuais nos custos logísticos. A navegação também reduz em 80% a emissão de gases de efeito estufa.

Em 2024, a cabotagem movimentou 213 milhões de toneladas no Brasil. Cerca de 77% da carga transportada foi em petróleo, especialmente das plataformas offshore até o porto na costa. O BR do Mar deve estimular o transporte de carga em contêiner e carga geral, que hoje respondem por 11% e 2% respectivamente do total transportado por cabotagem.

De acordo com estimativa da Infra SA, um eventual aumento de 60% no transporte por cabotagem de carga conteinerizada pode representar uma redução de mais de 530 mil toneladas de CO2 equivalente por ano, quando comparado com o modo de transporte rodoviário.

Fonte: Modais em Foco

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Logística

GH oferece armazenamento seguro e legal de produtos controlados em todo o Brasil

O armazenamento de produtos controlados exige estruturas específicas, licenças rigorosas e total aderência às normas legais. Substâncias como armas, munições, explosivos e determinados produtos químicos com potencial de uso indevido são enquadrados nessa categoria e, por isso, sua movimentação, armazenagem e transporte são regulamentados por órgãos federais.

Na prática, apenas empresas devidamente autorizadas podem lidar com esse tipo de carga. É o caso da GH Solucionador Logístico, que se destaca ao oferecer soluções completas para o armazenamento e transporte de produtos controlados em todo o território nacional.

A empresa possui todas as licenças exigidas pelos órgãos competentes, entre elas:

  • Certificado de Registro (CR) do Exército Brasileiro – que autoriza o transporte e armazenamento de produtos controlados pelas Forças Armadas;
  • Certificado de Licença de Funcionamento (CLF) da Polícia Federal – obrigatório para atuação com produtos químicos sob controle especial;
  • Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) da Anvisa – que permite a operação com cosméticos, produtos de higiene pessoal, perfumes, saneantes, produtos médicos, medicamentos e insumos farmacêuticos.

Além da documentação, as unidades GH destinadas a esse tipo de operação contam com infraestrutura adequada, incluindo áreas exclusivas, controle de acesso, sinalização específica e rígidos protocolos de segurança operacional e ambiental.

A rastreabilidade e o monitoramento são outros diferenciais. Desde a entrada do produto até seu destino final, todo o processo é controlado por um sistema de gestão que garante conformidade, transparência e segurança — valores que sustentam o compromisso da GH com a integridade dos processos logísticos e a segurança de todos os envolvidos.

Com presença em pontos estratégicos do Brasil, a GH reafirma sua expertise e responsabilidade ao oferecer serviços de alta complexidade com eficiência e total conformidade legal.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Aeroportos, Logística, Portos

Logística brasileira avança, mas ainda enfrenta desafios estruturais

Santa Catarina se consolida como hub estratégico e o Logistique Summit debate o futuro do setor

A logística brasileira desempenha um papel estratégico no desenvolvimento econômico do país e na sua integração ao mercado global. Desde a construção das primeiras rodovias e ferrovias até a adoção de tecnologias avançadas nos centros de distribuição e portos, o setor tem buscado se modernizar para lidar com uma demanda crescente, cada vez mais complexa, e manter-se competitivo.

O Brasil conta com uma das maiores malhas rodoviárias do mundo, com mais de 1,7 milhão de quilômetros de estradas — sendo apenas 12,3% pavimentada. Esse modal ainda é responsável por cerca de 60% do transporte de cargas no país. No entanto, especialistas apontam a necessidade urgente de diversificação e maior integração entre os diversos modais de transporte.

A malha ferroviária ainda está muito aquém do ideal, enquanto portos e aeroportos ganham protagonismo. O Brasil opera mais de 36 portos públicos e terminais privados, que juntos movimentam cerca de 1,1 bilhão de toneladas de cargas por ano. Investimentos recentes em automação, ampliação de terminais e melhorias operacionais têm impulsionado a competitividade brasileira no comércio internacional.

Já o transporte aéreo representa apenas 1% do volume total de cargas, mas é responsável por 10% do valor das mercadorias transportadas, especialmente em segmentos de alto valor agregado. Com mais de 100 aeroportos com operações regulares de carga, o país vem ampliando sua conectividade com os principais mercados globais.

Desafios persistem

Apesar dos avanços, os desafios persistem. A precariedade da malha rodoviária, especialmente em regiões remotas, continua elevando os custos logísticos — que hoje representam cerca de 12% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Esse índice é superior ao observado em países desenvolvidos, comprometendo a competitividade das empresas nacionais.

Além disso, a burocracia e a lentidão nos processos aduaneiros dificultam tanto o fluxo interno quanto as operações de importação e exportação. A falta de integração entre os modais também gera gargalos operacionais e perdas econômicas. Para especialistas, o futuro da logística no Brasil passa por investimentos sustentados em infraestrutura, ampliação do transporte ferroviário e hidroviário, digitalização de processos e incentivos à intermodalidade. A eficiência logística é considerada peça-chave para a redução de custos, aumento da produtividade e conquista de novos mercados.

“Um estado com infraestrutura logística eficiente atrai investimentos, reduz os custos operacionais das empresas, melhora a competitividade de seus produtos e impulsiona setores como indústria, agronegócio, comércio e serviços. A logística também é vetor de geração de empregos, inovação tecnológica e desenvolvimento regional”, destaca o CEO da Logistique 2025, Leonardo Rinaldi.

Rumos da logística em debate

Nesse contexto, o Logistique Summit assume papel determinante nas discussões sobre o futuro da logística brasileira. O evento ocorre em paralelo à Logistique 2025, de 12 a 14 de agosto, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Consolidada como uma das principais feiras e congressos do setor no país, a Logistique reúne grandes nomes para debater também comércio exterior, relações internacionais, macroeconomia e geopolítica. O Summit já tem confirmadas as presenças de importantes nomes do mercado, entre eles, o ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Marcos Troyjo.

“Mais do que uma feira, a Logistique é uma plataforma de articulação entre o poder público, a iniciativa privada, a inovação e o conhecimento técnico. Reúne os principais players da cadeia logística para debater soluções, apresentar tecnologias, formar parcerias e criar oportunidades reais de negócios”, acrescenta Rinaldi.

Estado de excelência

O fato do evento ser realizado em Santa Catarina, um dos estados mais produtivos do Brasil, também reforça seu papel catalisador no avanço da logística nacional de forma mais integrada e eficiente. Com crescimento de 12% em 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor logístico catarinense vive um momento de expansão e consolidação. O Estado se destaca não apenas por sua localização estratégica — que facilita a conexão com os principais mercados nacionais e internacionais —, mas também por sua capacidade de inovação e investimentos contínuos em infraestrutura e tecnologia.

Em 2024, Santa Catarina movimentou mais de US$ 11,6 bilhões em exportações e US$ 33,7 bilhões em importações, consolidando-se como o segundo maior importador do país. A modernização dos portos e aeroportos, somada ao bom desempenho da indústria — que cresceu 6,3% até setembro, segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) —, reforça o papel do estado como um dos principais hubs logísticos do Brasil.

O crescimento da produção industrial, puxado por setores como metalurgia, alimentos e tecnologia, eleva ainda mais a demanda por soluções logísticas eficientes. Cidades como Joinville, Itajaí e Chapecó atraem investimentos produtivos; enquanto polos como Balneário Camboriú, Blumenau e novamente Joinville vivem um varejo aquecido, ampliando a necessidade por transporte e armazenagem qualificados.

A combinação entre localização estratégica, infraestrutura moderna, base industrial diversificada e capacidade de adaptação às demandas globais posiciona Santa Catarina como referência nacional em logística.

SAIBA MAIS EM: https://logistique.com.br/ 

TEXTO E IMAGEM: ASSESSORIA DE IMPRENSA LOGISTIQUE

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Comércio, Logística, Portos

Porto de Itajaí movimenta 1,8 milhão de toneladas no semestre e registra alta histórica de 1.686%

O Porto de Itajaí registrou um desempenho expressivo no primeiro semestre de 2025, com a movimentação de 1.859.082 toneladas em cargas gerais e contêineres. O volume representa um crescimento de 1.686% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram movimentadas 104.144 toneladas — um marco que reafirma a recuperação e a relevância do terminal no cenário portuário nacional.
Desse total, 200.090 toneladas foram destinadas à exportação e 179.331 à importação, considerando exclusivamente as operações realizadas no Cais Público e na área arrendada do porto. Somente no mês de junho, o Cais Público movimentou 147.937 toneladas, enquanto a área arrendada respondeu por 231.484 toneladas.

“O Porto de Itajaí não apenas se recuperou, como superou expectativas e ampliou significativamente sua movimentação. Crescemos 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado, e fomos destaque nacional no segmento de contêineres, especialmente na região Sul, que bateu recorde de movimentação. A tendência é de crescimento contínuo”, avaliou o superintendente João Paulo Tavares Bastos.

Complexo portuário de Itajaí supera 7 milhões de toneladas no semestre

Ao incluir todas as unidades operacionais que integram o complexo — como Teporti, Poly Terminais, Barra do Rio, Trocadeiro, Braskarne e Portonave — o volume total movimentado chegou a 7.116.922 toneladas de janeiro a junho de 2025.
Foram 3.574.635 toneladas exportadas e 3.542.287 importadas, um crescimento de 6% em relação ao ano anterior. A movimentação de 610 embarcações no acumulado do ano, sendo 101 apenas em junho, reforça a intensidade das operações e o protagonismo logístico da região.

Porto de Itajaí acompanha tendência nacional de crescimento

O desempenho do Porto de Itajaí segue a tendência registrada nos portos brasileiros. Segundo a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), o Brasil movimentou 532 milhões de toneladas de janeiro a maio deste ano — superando, em apenas cinco meses, o volume total registrado durante todo o ano de 2024. O crescimento nacional foi de 0,8% no período.

Fonte: Porto de Itajaí

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Comércio Exterior, Inovação, Logística, Tecnologia

RFID passivo amplia acesso à tecnologia de segurança logística 

A Fractal tem expandido sua oferta de lacres RFID passivos com o objetivo de democratizar o acesso à tecnologia de rastreamento e integridade no transporte. 

Os dispositivos de uso único vêm sendo apontados como soluções viáveis para empresas de diferentes portes. Segundo Elio Santos, gerente comercial da Fractal, esses dispositivos de uso único dispensam logística reversa, têm custo reduzido e podem ser implementados sem a necessidade de infraestrutura complexa — características que os tornam uma solução viável para empresas de pequeno, médio e grande porte. 

A Fractal tem expandido sua oferta de lacres RFID passivos com o objetivo de democratizar o acesso à tecnologia de rastreamento e integridade no transporte de cargas. Esses dispositivos de uso único dispensam logística reversa, têm custo reduzido e podem ser implementados sem a necessidade de infraestrutura complexa — características que os tornam uma solução viável para empresas de pequeno, médio e grande porte. 

“A solução foi desenvolvida justamente para ampliar o acesso a tecnologias de segurança que antes estavam restritas a grandes operações”, afirma Elio Santos, gerente comercial da Fractal. O foco está em operadores logísticos que buscam maior controle sobre violações, rastreabilidade contínua e integração com sistemas regulatórios. 

Os lacres são compatíveis com plataformas de monitoramento e estão em conformidade com a Resolução nº 5.232/2016 da ANTT, que estabelece os critérios para a interoperabilidade de sistemas de monitoramento eletrônico de veículos e cargas. Essa norma busca padronizar a comunicação entre dispositivos e promover maior visibilidade nas operações de transporte terrestre, com foco na prevenção de sinistros e na segurança da carga. 

No contexto da rastreabilidade e segurança, os lacres RFID têm aplicação ampliada em setores regulados. De acordo com Elio Santos, gerente comercial da Fractal, “além do setor logístico tradicional, os lacres RFID da Fractal são indicados para segmentos regulados, como farmacêutico, alimentos, bebidas, eletrônicos e automotivo. A adoção da tecnologia contribui para auditorias mais ágeis, cumprimento de exigências contratuais e atendimento a normas de segurança e compliance”. 

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO 

SAIBA MAIS EM https://www.linkedin.com/company/fractal-intelligent-security/  

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Evento, Logística

Logistique 2025 vem para atender um mercado em constante renovação

Edição deste ano de um dos maiores eventos de logística e comércio exterior do Brasil acontece de 12 a 14 de agosto, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú

O mercado se prepara para mais uma edição de um dos mais importantes eventos empresariais do Brasil, de 12 a 14 de agosto, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú. A Logistique é um evento setorial estratégico voltado para as áreas de logística, abrangendo a cadeia completa; comércio exterior e relações internacionais, já consolidado nos mercados regional e nacional.

A expectativa é reunir mais de 200 expositores e 16 mil visitantes em torno da feira de logística e do Logistique Summit, uma conferência com a abordagem de temas relacionados à macroeconomia, geopolítica, alianças econômicas, sustentabilidade, infraestrutura, inovação, entre outros estratégicos nos meios econômico e empresarial. O crescimento com relação a edição do ano passado é de 60%.

Leonardo Rinaldi, diretor geral da Logistique, destaca a importância do evento, principalmente no momento em que o comércio global e as relações internacionais enfrentam desafios devido às políticas comerciais adotadas pelos Estados Unidos, que é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. 

“A decisão do governo dos EUA em impor tarifas recíprocas reacende o debate sobre os rumos do comércio global e abre a possibilidade de parcerias bilaterais do Brasil com novos mercados emergentes, o que vai acabar favorecendo o setor produtivo interno”, pontua Leonardo. “Nesse contexto entra a Logistique Summit, fomentando debates relacionados aos setores logístico, da navegação e do comércio exterior com palestrantes altamente capacitados”, completa.

Localização estratégica

A primeira edição da Logistique foi realizada em Joinville no ano de 2019, permanecendo no Norte de Santa Catarina até 2023. A mudança estratégica ocorreu no ano passado com a transferência do evento para Balneário Camboriú, epicentro da logística no Sul do Brasil. 

O Expocentro Júlio Tedesco está localizado praticamente ao lado do maior entroncamento rodoviário do Sul do País, no raio de 200 quilômetros dos portos e terminais catarinenses [Imbituba, Itajaí, Navegantes, São Francisco do Sul e Itapoá] e dos principais aeroportos do Sul do Brasil: Florianópolis, Curitiba, Navegantes e Joinville.

Outro diferencial é que Balneário Camboriú está no centro da região Sul, que exportou mais de US$ 56,9 bilhões e registrou uma corrente de comércio de US$ 123,3 bilhões no ano passado. Para 2025 a expectativa é de que as vendas externas brasileiras cresçam até 20%. Outro fator que contribui para que a Logistique seja realizada em Santa Catarina é que a produção industrial no estado continua avançando acima da média nacional e desponta com a maior alta do país no acumulado do ano. 

A economia de Santa Catarina também cresceu 5,7% no ano passado e liderou a alta no País, segundo estatísticas do Banco Central. Esse indicador de atividade econômica do BC funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). A média brasileira foi de 3,8%. Isso impacta diretamente no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) catarinense de 2024, que tem a segunda maior projeção de crescimento da década. A estimativa é de 5,3%, ficando atrás apenas de 2021

“Com um crescimento expressivo previsto para 2025, uma nova localização já aprovada pelos mercados da logística, comércio exterior e áreas correlatas e um impacto significativo no setor, a Logistique promete ser um evento imperdível para todos os empresários e profissionais da área”, diz Leonardo. Ele acrescenta que a expectativa é de que a Logistique continue crescendo e se consolide cada vez mais entre os eventos de logística do país, impulsionando o desenvolvimento e a competitividade das empresas participantes e promovendo a infraestrutura e diferenciais logísticos do Sul do Brasil.

TEXTO E FOTOS: ASSESSORIA DE IMPRENSA

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Logística

Rota Amazônica que liga Brasil ao Pacífico será concluída em setembro, diz Tebet

Integração com portos da Colômbia, Peru e Equador pode reduzir em até 10 dias o tempo de envio à China

A Rota Amazônica, projeto de integração logística entre o Brasil e países banhados pelo Oceano Pacífico, deve ser concluída até setembro deste ano, segundo afirmou a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

O corredor rodoviário e fluvial liga Manaus e outras cidades do Amazonas a portos estratégicos na Colômbia (Tumaco), Equador (Manta) e Peru (Chancay e Paita), fazendo parte de um plano mais amplo de integração sul-americana.

Segundo Tebet, a iniciativa tem potencial para reduzir em até 10 dias o tempo de transporte de produtos brasileiros até a China, principal parceiro comercial do Brasil.

Conexão com a China

O projeto de infraestrutura ganha relevância geopolítica por incluir o porto de Chancay, no Peru, que se tornou um dos principais investimentos chineses na América Latina.

Com a nova rota, a China deve ganhar mais agilidade na importação de commodities brasileiras, especialmente grãos e proteínas.

“A integração logística é estratégica para baratear custos e ampliar o comércio com nossos parceiros no Pacífico”, afirmou Tebet.

Paralelamente, o governo brasileiro assinou, na segunda-feira (7), um memorando de entendimento com a China para realizar estudos de viabilidade de um novo corredor ferroviário bioceânico.

A proposta é ligar o porto de Ilhéus, na Bahia, ao porto de Chancay, cruzando o continente sul-americano.

Segundo Tebet, os estudos devem durar entre 18 e 20 meses. Caso a viabilidade técnica e econômica seja confirmada, a obra seria executada no próximo governo.

Fonte: InfoMoney

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Comércio, Logística, Negócios

Governador Jorginho Mello lidera criação da Ferrosul: ligação ferroviária entre os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul

O governador Jorginho Mello recebeu nesta terça-feira, 8, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex e o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul, Jaime Elias Verruck, para debater a questão das ferrovias dos quatro estados e ter uma ligação comum entre todos, a Ferrosul. O grupo decidiu criar uma comissão oficial para participar do debate nacional sobre a renovação das concessões ferroviárias e defender os interesses comuns. Cada estado vai indicar os representantes que vão trabalhar nos planos de ação.

“Foi decidido que nós vamos criar uma comissão técnica agora, formada pelos quatro estados, de forma legalizada. Baseada em uma carta, dizendo a intenção dos quatro governadores em trabalhar esse assunto de forma conjunta. Só assim nós entendemos que vamos de uma vez por todas fazer o assunto andar. Entendemos que isso é vital para a nossa economia. Por isso tomamos essa iniciativa”, resumiu o governador Jorginho Mello.

Por determinação de Jorginho Mello, Santa Catarina vai ser representada pelos secretários de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, do adjunto da mesma pasta, Ivan Amaral, e do secretário adjunto de Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando. Junto com os representantes dos outros estados eles vão trabalhar o mapa ferroviário dos quatro estados, aquilo que é convergente para a comissão e definir a espinha dorsal fundamental, a Ferrosul, para o desenvolvimento ferroviário no Sul.

“Nós temos que dar relevância aqui por esse espaço importante que o governador Jorginho conseguiu construir, sem dúvida alguma, foi o convite dele para que esses estados estivessem aqui que tornou esse momento possível. A união desses quatro estados vai mudar totalmente a nossa capacidade de negociação. Eu tenho certeza que muitos atores do setor trabalhavam com a nossa divisão e agora todos vão saber que nós temos quatro estados que são muito importantes para o país, estados que têm uma grande capacidade de desenvolvimento econômico e que vão estar unidos para discutir a malha ferroviária. A verdade é que os nossos estados não têm recebido há décadas a atenção que merece no que diz respeito a sua eficiência logística”, avaliou Beto Martins.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, mostrou a situação da malha ferroviária gaúcha e os benefícios da união em torno do tema. “Promovemos uma integração de visões entre os nossos estados, os três estados que integram a região Sul, somado o Mato Grosso do Sul. Porque infraestrutura e logística é crítico para a gente poder sustentar o desenvolvimento econômico. O Rio Grande do Sul assistiu ao longo das últimas décadas desativações de trechos da rede ferroviária, que significaram reduzir a funcionalidade desses trechos a 25% da malha originalmente estabelecida, de quase 4 mil quilômetros de rede ferroviária, menos de 900 quilômetros ali estão com capacidade operacional”, disse Leite.

Os governadores do Paraná Ratinho Junior e do Mato Grosso do Sul Eduardo Ridel estavam em viagens, por isso foram representados pelos respectivos secretários de Estado.

Também participaram da reunião o prefeito de Florianópolis e presidente da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) Topázio Neto, os secretários de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, da Comunicação, Bruno Oliveira, o adjunto da Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando, o adjunto de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral, a secretária executiva de Articulação Nacional, Vânia Franco e o presidente da Invest SC, Renato Lacerda.

Fonte: Jornal do Comércio

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Logística

“Estamos trazendo os melhores para pensar como destravar os gargalos da infraestrutura no Brasil”, diz secretário de Transporte Ferroviário

Em entrevista ao NeoFeed, Leonardo Ribeiro diz que objetivo da estatal chinesa é analisar logística multimodal do País para participar de concessões que levem exportações brasileiras para a China

O anúncio da assinatura de um memorando entre governo brasileiro e a China Railway Economic and Planning Research Institute – braço da China State Railway Group, maior empresa ferroviária pública do mundo –, agendado para esta segunda, 7 de julho, em Brasília, chamou a atenção por citar como objetivo a realização de pesquisa e planejamento sobre um “sistema de transporte integrado no Brasil”.

Desde que as primeiras negociações de uma parceria entre os dois países ganharam força, em abril, com a vinda de uma comissão chinesa para analisar algumas obras ferroviárias, a percepção entre especialistas do setor é que o objetivo do governo brasileiro era obter apoio técnico e financeiro dos chineses para viabilizar a rota bioceânica – um corredor logístico de 4.400 km que começa no porto de Ilhéus, no Atlântico, e vai até o porto de Chancay, no Pacífico.

A possível obra, criticada por especialistas pelo alto custo, na verdade é apenas uma das possibilidades que podem surgir dessa parceria.

Em entrevista ao NeoFeed, o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, principal gestor da área no Ministério dos Transportes, disse que a parceria tem planos ainda mais ousados.

“Eles querem avaliar toda a logística de cargas do País para saber qual a melhor alternativa para escoar as exportações brasileiras para a China”, diz Ribeiro. “Querem estudar todas as alternativas, inclusive a possibilidade de um sistema integrado multimodal, envolvendo ferrovia, rodovia e hidrovia.”

Ribeiro explicou que a parceria prevê confidencialidade dos dados compartilhados e será fundamental para o Brasil em dois aspectos. Por um lado, ajudará a pasta a criar um banco de informações sobre o sistema brasileiro de transporte de cargas essencial na elaboração de um planejamento estratégico ferroviário.

Por outro, vai facilitar a entrada de empresas chinesas nas concessões ferroviárias: “Todas essas informações – análise de demanda, de traçado, etc – vão fornecer subsídios para permitir que os chineses entrem em futuras concessões de ferrovias, eles precisam dessas informações, como precisaram quando entraram nas concessões de energia.”

Leia a seguir outros trechos da entrevista, na qual Ribeiro revela detalhes do Plano Nacional de Ferrovias e a estratégia da pasta para atrair o setor privado para os leilões ferroviários:

O anúncio do memorando prevê a realização de pesquisa e planejamento sobre um sistema de transporte integrado no Brasil. Há outros projetos que o governo pretende incluir nessa parceria com os chineses, além dos estudos sobre a rota bioceânica?
Essa parceria sela um acordo histórico com o instituto de pesquisa ferroviária da China Railway, que conta com engenheiros e técnicos especializados. Como esse acordo prevê uma governança de confidencialidade de dados, vamos fazer em conjunto uma ampla pesquisa sobre o sistema brasileiro de transporte de cargas focado em ferrovias, além do corredor bioceânico. Todas essas informações – análise de demanda, de traçado, etc – vão fornecer subsídios para permitir que os chineses entrem em futuras concessões de ferrovias, como entraram nas concessões de energia.

Que tipo de estudos estão previstos neste acordo?
Principalmente na área multimodal. Eles querem estudar não só o corredor bioceânico, mas como estamos escoando as cargas de ferrovias, rodovias, hidrovias e portos, a partir de Lucas do Rio Verde (MT). Querem analisar todas as rotas – subindo para o Arco Norte, em direção a Ilhéus (BA), para Santos e para Chancay. Ou seja, querem fazer um estudo integrado, pois eles estão interessados em saber da viabilidade de usar o Arco Norte; analisar o trecho de expansão da Ferrovia Norte-Sul; e o corredor FICO-FIOL, fazendo transporte do centro do País até o Atlântico. Esse corredor FICO-FIOL é o principal corredor estratégico, pois corta o País de norte a sul e de leste a oeste, e tem muitos trechos concluídos.

Os chineses já visitaram as obras da FICO e FIOL em abril quando trouxeram uma delegação. Qual a avaliação deles?
Eles ficaram impressionados com a engenharia empregada nas obras. Esse corredor pode viabilizar a carga para o porto de Chancay, levando em consideração, inclusive, um sistema integrado multimodal, sem ser apenas por ferrovia. Ou seja, pode fazer transporte de carga ferroviária até Lucas do Rio Verde e completar por rodovia ou construir uma ferrovia seguindo o traçado das BRs até Chancay. Eles querem estudar todas as possibilidades.

“Os chineses querem estudar todas as alternativas de rotas para Chancay, por ferrovia e rodovia”

A eventual construção da rota bioceânica recebeu muitas críticas de parte dos especialistas. Queria que o senhor alinhasse argumentos a favor desse projeto.
Estamos selando uma parceira com os maiores especialistas em ferrovias do mundo. A china tem a indústria ferroviária mais avançada do planeta. Estamos trazendo os melhores para pensar como destravar os gargalos da infraestrutura no Brasil. Sabemos que ferrovia transporta de forma mais eficiente, mas demanda mais custos para construção. Por isso os chineses querem avaliar a distância de transporte da carga do centro do País para os portos do Atlântico – Arco Norte, Ilhéus e Santos. A distância do Mato Grosso para o Atlântico é mais curta do que para Chancay. Mas a distância marítima de Chancay para a China é menor do que de Santos a Xangai. Isso é que precisa ser avaliado. Além dessa conta, precisamos estudar o traçado e o investimento necessário para implantar uma ferrovia, num contexto de recursos escassos.

É isso que os chineses querem estudar?
Sim, não é apenas o corredor bioceânico, mas outras saídas. Esse estudo não só vai permitir que os chineses entrem no setor de transporte com informações e segurança jurídica, como estabelecer o custo-benefício para transportar carga até Chancay.

Há críticas ao risco de a rota bioceânica levar à perda de autonomia estratégica logística do Brasil para a China. Como o senhor vê essa questão?
Há muito desconhecimento nesse quesito. O governo tem vários instrumentos para fazer política externa, tarifária e de proteção. Por exemplo, temos a Camex, que é a Câmara de Comércio Exterior, e instituições à disposição do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) que podem reduzir esse risco. Precisamos pensar de uma forma transversal. Do ponto de vista da logística do transporte, precisamos de investimento privado, de parceiros e de projetos viáveis. O meu papel aqui é fazer parcerias para atrair investidores, com estratégia de financiamento. Ou seja, é uma discussão que não é só do Ministério de Transportes, envolve visão de Estado e de governo. Fizemos apenas três leilões nos últimos 30 anos, e um deles deu errado.

Qual leilão, o da FIOL?
Isso, a FIOL 1 foi concedida em 2021 e deu errado em quatro anos. Não teve um banco de projetos, funding, planejamento, não teve nada. Tenho até um lema: a pressa é inimiga da concessão. O setor ferroviário exige muitos recursos. A estratégia de fazer obra pública para depois conceder, até funciona. Mas obras no setor ferroviário demoram muitos anos, e a eficiência da obra pública é menor em comparação com o setor privado.

Como reverter esse gargalo?
Estamos criando uma estratégia baseada no aporte de viabilidade: em vez do governo, o privado é quem faz, vai lá e constrói – e o governo concede recursos. Está funcionando na Ásia, em especial na Índia e Indonésia. Eles fazem o chamado viability gap funding (VGF). Quando você constrói uma ferrovia, não tem infraestrutura pronta. Esse tempo de construção acaba comprometendo a viabilidade do projeto do ponto de vista econômico-financeiro. Assim, o governo vai aportar recursos e o privado entra. O interessante é que esse aporte tem de ser na medida do necessário porque os recursos são finitos. Ou seja, precisa aportar da forma mais eficiente possível.

“Estamos criando uma estratégia na qual o governo aporta os recursos e o setor privado faz a obra ferroviária”

O setor privado tem demonstrado interesse?
Sim, para fundos de investimento, por exemplo, é uma boa alternativa. Porque o fundo pode participar do projeto, com funding, aproveitando essa parceria público-privada, e depois que ficar pronto pode passar para um grupo logístico. Com isso, consegue valorizar e tem um ganho.

Essa parceria com os chineses pode impulsionar o Plano Nacional de Ferrovias?
O plano já está em execução. Basicamente, é um corredor Norte-Sul e Leste-Oeste, separando o País em quatro eixos. Para cada empreendimento, estamos buscando soluções.

Qual a estratégia para viabilizar o Plano Nacional de Ferrovias?
Criamos um tripé. Assim como o governo FHC criou um tripe macroeconômico – câmbio flutuante, responsabilidade fiscal e meta de inflação -, pensamos num tripé para levantar recursos para desenvolver o setor ferroviário. Estamos criando uma estratégia de funding, pois só aportes do governo não resolvem. Criamos um banco de projetos, essencial para fazer estudos que vão indicar a engenharia e o aporte necessários para tomar decisões. Para completar esse tripé, temos um portfólio normativo, que vai tornar os projetos mais viáveis.

Do que consiste esse portfólio normativo?
O objetivo é induzir a utilização do real estate para reduzir a necessidade de aporte, usando os ativos da faixa de domínio e as receitas alternativas com o setor imobiliário, para trazer recursos para dentro dos projetos ferroviários. Vamos anunciar também uma nova política para material rodante. Até agora, locomotiva e vagão são considerados bens reversíveis. Por que o governo quer receber daqui a 30 anos uma sucata? Por que isso não fica com o privado? A ideia é induzir o operador a não comprar, mas alugar. O tripé, portanto, prevê estratégia de funding, banco de projetos e política pública para tornar esses projetos mais atrativos.

Fonte: NeoFeed

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