Internacional

Trem-bala mais rápido do mundo entra em fase de testes na China e pode operar a 400 km/h

O novo trem-bala CR450, desenvolvido pela China, começou a etapa de testes operacionais e pode se tornar o trem comercial mais rápido do mundo. O modelo foi projetado para atingir até 400 km/h em operação regular, superando os trens de alta velocidade atualmente em circulação no país.

Segundo informações do setor ferroviário chinês, o protótipo iniciou os testes no final de 2024 e já percorreu aproximadamente 300 mil quilômetros, o equivalente à metade da distância exigida para a certificação antes da entrada em serviço comercial.

Novo modelo supera o atual trem de alta velocidade chinês

O CR450 foi criado para substituir o atual CR400 Fuxing, que opera a 350 km/h na extensa rede de ferrovias de alta velocidade da China.

Durante testes realizados no ano passado, o novo trem alcançou 453 km/h, demonstrando capacidade superior de desempenho. Em outro ensaio técnico, dois trens passando em direções opostas registraram velocidade relativa de 896 km/h no momento do cruzamento.

Esses resultados reforçam o objetivo do país de liderar o desenvolvimento de tecnologia ferroviária de alta velocidade.

Design aerodinâmico reduz resistência do ar

Para atingir velocidades mais altas com segurança e eficiência, engenheiros realizaram diversas alterações estruturais no projeto.

Entre as mudanças está o alongamento da frente do trem, que passou de 12,5 metros para 15 metros, contribuindo para melhorar a aerodinâmica. A altura dos vagões também foi reduzida de 4.050 mm para 3.850 mm, enquanto a parte inferior recebeu uma cobertura especial para diminuir o arrasto do ar.

Com essas modificações, a resistência aerodinâmica foi reduzida em mais de 20%, fator fundamental para o desempenho em velocidades extremas.

Estrutura mais leve para circular nas linhas atuais

Outro desafio do projeto foi permitir que o novo trem utilize as linhas ferroviárias de alta velocidade já existentes no país.

Para isso, os engenheiros diminuíram o peso total da composição em cerca de 10%, o equivalente a aproximadamente 50 toneladas.

Cada vagão teve redução de 6 a 8 toneladas, resultado de melhorias na carroceria, nos sistemas de tração e nos bogies — estruturas responsáveis por sustentar as rodas do trem.

Testes avaliam desempenho, consumo e segurança

Os ensaios técnicos do CR450 também analisam diversos parâmetros essenciais para a operação comercial.

Entre os indicadores avaliados estão:

  • aceleração e frenagem
  • consumo de energia
  • níveis de ruído
  • estabilidade em alta velocidade

De acordo com os testes iniciais, o trem acelera de 0 a 350 km/h em cerca de 4 minutos e 40 segundos. Já a distância de frenagem de emergência é de aproximadamente 6,5 quilômetros.

O consumo médio de energia é de 22 kWh por quilômetro, enquanto o nível de ruído registrado é de 68 decibéis, considerado adequado para o padrão internacional de trens de alta velocidade.

Certificação exige 600 mil quilômetros de testes

Antes de entrar em operação comercial, o novo trem precisa completar 600 mil quilômetros de testes operacionais.

Até o momento, cerca de metade dessa etapa já foi concluída. Após a certificação final, o projeto deve abrir caminho para a circulação regular de trens comerciais a 400 km/h, estabelecendo um novo patamar para o transporte ferroviário de passageiros.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Internacional

Acordo de Livre Comércio MERCOSUL-Singapura entra em vigor e amplia acesso ao mercado asiático

O Acordo de Livre Comércio MERCOSUL-Singapura começou a produzir efeitos bilaterais em 1º de março para o Uruguai. O Paraguai já havia iniciado a vigência do tratado em 1º de fevereiro, após a conclusão dos procedimentos internos e o depósito dos instrumentos de ratificação exigidos pelos dois países.

A implementação do acordo representa um passo importante para o bloco sul-americano, que busca ampliar sua presença no comércio internacional e fortalecer conexões estratégicas com a região da Ásia-Pacífico.

Integração comercial e novos mercados

Considerado um marco para o bloco, o acordo comercial entre MERCOSUL e Singapura cria novas oportunidades de integração econômica. A iniciativa também reforça o papel de Singapura como parceiro estratégico e porta de entrada para mercados asiáticos.

Com a entrada em vigor do tratado, empresas dos países envolvidos passam a contar com melhores condições para ampliar negócios, exportações e cooperação comercial.

Acordo de nova geração

O tratado é classificado como um acordo de nova geração, pois vai além da redução de tarifas. O documento inclui regras modernas voltadas ao comércio de bens e serviços, além de temas como investimentos, compras públicas, propriedade intelectual, comércio eletrônico e incentivo às micro, pequenas e médias empresas.

A expectativa é que a parceria contribua para o crescimento do comércio bilateral, além de aumentar a previsibilidade regulatória e estimular novos investimentos entre os países participantes.

Aprovação do tratado

O Acordo de Livre Comércio MERCOSUL-Singapura foi aprovado pelo Conselho do Mercado Comum (CMC) por meio da Decisão nº 17/23. A formalização ocorreu durante a LXIII Cúpula de Chefes de Estado do MERCOSUL, realizada em 7 de dezembro de 2023, no Rio de Janeiro.

FONTE: Mercosul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mercosul

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Internacional

Tarifa de 10% de Trump vira alvo de ação judicial movida por 20 estados americanos

Governos estaduais dos Estados Unidos anunciaram uma ofensiva judicial contra a nova tarifa de 10% imposta pelo presidente Donald Trump sobre produtos estrangeiros. Ao todo, 20 estados — incluindo Nova York, Califórnia e Pensilvânia — informaram nesta quinta-feira (5) que irão contestar a medida na Justiça após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar parte das tarifas anteriores adotadas pela administração federal.

Os estados argumentam que a nova cobrança aduaneira foi implementada com base em uma interpretação parcial de uma lei comercial de 1974, o que, segundo os governadores e procuradores envolvidos na ação, comprometeria a validade jurídica da medida.

Estados contestam base legal da nova tarifa

De acordo com os governos estaduais, o presidente utilizou apenas parte do texto da legislação que regula medidas emergenciais no comércio exterior dos Estados Unidos, deixando de cumprir exigências previstas na própria norma.

Para os estados, essa interpretação seletiva tornaria a aplicação da nova tarifa de importação irregular, abrindo espaço para contestação judicial.

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, criticou duramente a decisão da Casa Branca e afirmou que as medidas tarifárias acabam penalizando a população.

“Trump continua adotando políticas ilegais e irresponsáveis na esperança de que permaneçam em vigor, mas quem paga a conta diariamente são os americanos”, declarou.

Suprema Corte derrubou tarifas anteriores

A disputa ocorre após uma decisão recente da Supreme Court of the United States que invalidou grande parte das tarifas comerciais impostas anteriormente pela gestão de Donald Trump contra diversos parceiros comerciais.

Como resposta à decisão judicial, o presidente anunciou uma nova taxa aduaneira de 10%, com validade temporária de 150 dias. Após esse período, a continuidade da medida dependerá de aprovação do Congresso dos Estados Unidos.

Segundo Newsom, a decisão representa uma tentativa de contornar a decisão da Suprema Corte.

“As tarifas de Trump foram rejeitadas pela Suprema Corte, e agora ele impõe novas cobranças aos californianos e a todos os americanos, como uma criança fazendo birra”, afirmou.

Lei permite tarifas apenas em casos específicos

A legislação utilizada pela Casa Branca autoriza a adoção de medidas tarifárias emergenciais apenas em situações de forte desequilíbrio na balança de pagamentos dos Estados Unidos.

Esse indicador engloba diferentes fluxos financeiros internacionais, incluindo comércio exterior, investimentos e movimentações financeiras entre países.

Para os estados que ingressarão com a ação judicial, não há evidências de que exista atualmente um desequilíbrio dessa magnitude que justifique a adoção da tarifa emergencial.

FONTE: AFP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AFP

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Internacional

Meta de crescimento da China fica entre 4,5% e 5% em meio a desafios econômicos

A meta de crescimento da China para 2026 foi definida entre 4,5% e 5%, segundo anúncio feito nesta quinta-feira (5) durante a abertura da sessão anual da Assembleia Nacional Popular (ANP). O objetivo sinaliza cautela do governo chinês diante de um cenário marcado por crise no setor imobiliário, riscos geopolíticos e incertezas no comércio internacional.

O anúncio foi realizado pelo primeiro-ministro Li Qiang ao apresentar o relatório anual de trabalho do governo ao principal órgão legislativo do país.

Governo adota meta flexível para a economia chinesa

No documento apresentado à Assembleia, o governo estabelece que a economia chinesa deverá crescer dentro do intervalo de 4,5% a 5% ao longo do ano. A estratégia busca oferecer maior flexibilidade para ajustes nas políticas econômicas da China conforme a evolução do cenário global e doméstico.

O relatório ressalta que, apesar dos avanços recentes, o país ainda enfrenta obstáculos relevantes.

“Embora reconheçamos nossas conquistas, também temos plena consciência das dificuldades e desafios que estão diante de nós”, afirma o texto.

Nos últimos três anos, Pequim vinha estabelecendo metas de crescimento em torno de 5%. Em 2025, a economia chinesa alcançou exatamente esse ritmo de expansão.

Crise imobiliária e riscos globais pressionam economia

Entre os fatores que influenciam a nova meta está a prolongada crise do setor imobiliário na China, que tem impactado investimentos e confiança no mercado interno.

O relatório também alerta para um cenário internacional mais instável. O governo destacou o aumento de tensões geopolíticas e afirmou que o comércio global e o livre comércio enfrentam fortes ameaças.

As exportações chinesas para os Estados Unidos foram afetadas por tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, embora o país tenha ampliado vendas para outros mercados internacionais.

Demanda interna ainda é desafio

No plano doméstico, o governo reconhece um desequilíbrio entre forte capacidade de oferta e demanda interna ainda fraca. O relatório também aponta a necessidade de acelerar a transição para novos motores de crescimento econômico, reduzindo a dependência de setores tradicionais.

Segundo o documento, as metas foram definidas considerando a necessidade de realizar reformas estruturais, controlar riscos e avançar nas transformações econômicas previstas para os próximos anos.

Assembleia Nacional Popular define prioridades até 2030

A sessão anual da Assembleia Nacional Popular, que reúne cerca de 3 mil delegados, é considerada o principal evento político do calendário chinês.

Durante o encontro, os legisladores também devem aprovar um novo plano quinquenal, que estabelecerá as prioridades econômicas e políticas da China até 2030.

Entre os objetivos estão o fortalecimento da economia doméstica e o avanço da estratégia do presidente Xi Jinping de posicionar o país como líder global em tecnologia e inovação.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Internacional

Israel realiza ataque aéreo em Teerã e líder do Hezbollah é morto no Líbano

As Forças Armadas de Israel realizaram, nesta quinta-feira (5), um novo ataque aéreo contra Teerã, capital do Irã, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já chega ao sexto dia. Paralelamente, o governo israelense anunciou a morte de um dos líderes do Hezbollah, grupo xiita que atua no Líbano.

De acordo com o comando militar israelense, a operação contra a capital iraniana mobilizou cerca de 90 caças da Força Aérea de Israel, que teriam atingido estruturas ligadas ao aparato de repressão interna do regime iraniano. A ofensiva também teria resultado em avanços militares israelenses em território libanês.

Irã acusa Israel de atacar civis

Autoridades da República Islâmica do Irã afirmaram que Israel tem realizado ataques deliberados contra alvos civis, em um momento em que o governo israelense não demonstra intenção de suspender as operações militares.

Segundo comunicado divulgado por Teerã, o bombardeio desta quinta-feira representou a 12ª onda de ataques contra a capital iraniana desde o início da escalada militar.

Cerca de 40 alvos foram atingidos

O relatório militar iraniano indica que aproximadamente 40 alvos estratégicos foram atingidos durante a ofensiva, incluindo o quartel-general de uma unidade especial responsável pela coordenação das forças de segurança interna do regime.

Ainda conforme o comunicado, cerca de 200 munições foram lançadas durante a operação.

O quartel-general atacado teria a função de coordenar unidades especiais ligadas ao aparato militar do país na província de Teerã, além de atuar na direção das Forças Armadas iranianas. Entre os alvos também estariam estruturas associadas à Guarda Revolucionária do Irã e à Basij, milícia ligada ao regime conhecida por atuar na repressão a opositores e dissidentes.

Israel e EUA reforçam discurso de continuidade da guerra

A intensificação das ações militares ocorre em um cenário de coordenação estratégica entre Israel e Estados Unidos. Autoridades dos dois países vêm aumentando o tom das declarações sobre o andamento da guerra.

Após conversa com o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou ter recebido do aliado americano a recomendação de manter as operações militares “até o fim ”.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Contributor/Getty Images

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Internacional

Trump anuncia escolta da Marinha dos EUA a petroleiros no Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que a Marinha dos EUA irá escoltar petroleiros e navios comerciais que atravessarem o Estreito de Ormuz, em meio ao bloqueio anunciado pelo Guarda Revolucionária do Irã.

A decisão ocorre após o Irã declarar o fechamento da rota marítima na segunda-feira (2) e ameaçar atacar embarcações que desrespeitarem a determinação.

Seguro contra riscos e garantias ao comércio marítimo

Trump também informou que determinou à Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC) a oferta de seguro contra riscos políticos e garantias de segurança financeira para operações comerciais no Golfo Pérsico.

Em publicação na rede Truth Social, o presidente declarou que os Estados Unidos assegurarão o livre fluxo de energia global, independentemente do cenário. Segundo ele, novas medidas poderão ser adotadas.

O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para o comércio internacional, já que cerca de 20% de todo o petróleo mundial transportado por via marítima passa pela região, além de volumes expressivos de gás natural.

Conflito pressiona mercado de petróleo e gás

A escalada do conflito no Oriente Médio elevou a tensão nos mercados de energia. O risco à produção e exportação de hidrocarbonetos impulsionou os preços do petróleo e do gás natural.

O barril do tipo Brent crude encerrou o dia com alta de 4,71%, cotado a US$ 81,40, após superar momentaneamente a marca de US$ 85 — patamar não visto desde julho de 2024.

Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, fechou a sessão a US$ 74,56, com avanço de 4,67%.

Catar suspende produção após ataque

O Catar anunciou a suspensão da fabricação de produtos como polímeros, metanol e alumínio, após interromper a produção de gás natural liquefeito (GNL). A decisão foi tomada depois de um ataque iraniano atingir instalações energéticas no país.

O cenário amplia as preocupações sobre o abastecimento global de energia e reforça a instabilidade na região.

FONTE: Carta Capital
TEXTO: Redação
IMAGEM: Saul Loeb/AFP

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Internacional

Emirados Árabes abrem corredores aéreos seguros para voos de evacuação em meio à crise no Oriente Médio

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a criação de corredores aéreos seguros com países vizinhos para garantir voos de evacuação e facilitar tanto o retorno de cidadãos quanto a saída de turistas diante da escalada de tensão no Oriente Médio.

A medida foi confirmada pelo ministro da Economia e Turismo, Abdulla bin Touq Al Marri, nesta terça-feira (3). Segundo ele, o país tem capacidade para operar até 48 voos de emergência por hora, número que pode ser ampliado gradualmente conforme avaliações de segurança.

Na primeira fase do plano, iniciada no domingo (1º), mais de 17 mil passageiros deixaram o território emiradense em 60 voos. A etapa seguinte prevê a realização de mais de 80 voos diários, com potencial para transportar mais de 27 mil pessoas.

Escalada militar intensifica tensão regional

A decisão ocorre após o agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

No sábado (28), Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques contra alvos iranianos, em meio a impasses relacionados ao programa nuclear iraniano. Em resposta, o regime iraniano passou a retaliar países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

A mídia estatal iraniana informou no domingo que o líder supremo do país, Ali Khamenei, teria sido morto durante os bombardeios conduzidos por forças norte-americanas e israelenses.

Ameaças de retaliação e declarações oficiais

Após o anúncio da morte de Khamenei, Teerã declarou que poderá lançar a “ofensiva mais pesada” de sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera a retaliação contra Israel e Estados Unidos um “direito e dever legítimo”.

Do lado norte-americano, o presidente Donald Trump advertiu o Irã contra novas ações militares. Segundo ele, qualquer ofensiva resultará em uma resposta “com força nunca antes vista”.

Trump já havia declarado anteriormente que os ataques contra o Irã continuarão de forma “ininterrupta” pelo tempo considerado necessário para alcançar o objetivo de garantir paz no Oriente Médio e no mundo.

O cenário mantém a região sob forte instabilidade, com reflexos diretos na aviação internacional e em planos emergenciais de retirada de civis.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Licitação da VNT enfrenta denúncias, rumores e tensão política na Argentina

A licitação para o dragado e balizamento da Vía Navegable Troncal (VNT), principal corredor de exportações da Argentina, entrou em uma fase decisiva marcada por tensões políticas, ações judiciais e especulações entre empresas interessadas em um contrato estratégico que pode durar até 30 anos.

Empresas e interesse estratégico

Com a divulgação das empresas participantes, surgiram rumores sobre alianças, possíveis desistências e acordos entre competidores. Entre os candidatos estão as belgas Jan de Nul e DEME (Dredging, Environmental and Marine Engineering NV), além da brasileira DTA Engenharia. Para o governo argentino, a apresentação dessas propostas foi interpretada como um passo positivo para a continuidade da licitação de uma infraestrutura fundamental para o comércio exterior.

A VNT concentra cerca de 80% das exportações agroindustriais do país, tornando seu manutenção e dragagem essenciais para garantir a competitividade logística. Por isso, tanto o setor privado quanto atores políticos e sindicais ligados ao sistema portuário acompanham de perto cada etapa do processo.

Judicialização e questionamentos técnicos

O avanço administrativo, no entanto, foi interrompido por uma crescente judicialização. Poucas horas antes do anúncio das empresas participantes, o presidente do Conselho Portuário Argentino, José María Lojo, apresentou denúncia penal contra o presidente Javier Milei, o ministro da Economia Luis Caputo e o chefe da Agência Nacional de Portos e Navegação (ANPyN), Iñaki Arreseigor. A ação judicial questiona possíveis irregularidades técnicas e administrativas nos documentos da licitação.

O cenário ganhou reforço parlamentar. O deputado Jorge Taiana, com apoio de outros legisladores, solicitou ao Poder Executivo informações detalhadas sobre aspectos econômicos, ambientais, técnicos e de concorrência da licitação, buscando garantir transparência e competição efetiva no processo.

Especulações empresariais

O setor empresarial também tem sido palco de especulações. A ausência de empresas estadunidenses chamou atenção, embora rumores indiquem possível apoio indireto a DEME por meio de uma parceria com a americana Great Lakes Dredge & Dock Company, incluindo eventual suporte institucional da embaixada dos EUA.

A DEME não respondeu questionamentos sobre acordos estratégicos. Caso a parceria se confirme, analistas apontam que isso poderia alterar o equilíbrio competitivo, prejudicando as chances da Jan de Nul, veterana da hidrovía e apontada como favorita para continuar à frente do serviço.

Rumores também atingiram a brasileira DTA Engenharia, sugerindo desistência ou alianças com concorrentes. A empresa, porém, negou veementemente essas informações e reafirmou seu compromisso:

“As informações sobre uma possível desistência da DTA na licitação da Hidrovía Paraná-Paraguay não são corretas. DTA está plenamente ativa e competitiva no processo. Atualmente, dois diretores e o CEO da empresa estão na Argentina, demonstrando total comprometimento e confiança na proposta.”

Impacto econômico e estratégico

A incerteza em torno da licitação reflete a importância econômica e estratégica do contrato. A concessão definirá a empresa responsável pela manutenção da hidrovía, crucial para cerca de 80% das exportações argentinas, impactando diretamente os custos logísticos do setor agroindustrial e a inserção internacional do país.

FONTE: Ser Industria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

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Internacional

MSC declara fim de viagem para cargas destinadas ao Golfo Árabe devido à situação no Oriente Médio

A MSC anunciou que, diante da instabilidade atual no Oriente Médio, será necessário declarar Fim de Viagem para todas as cargas sob sua responsabilidade, tanto em portos quanto em alto-mar, com destino a portos no Golfo Árabe.

Medida também afeta contêineres vazios

A determinação inclui todos os contêineres vazios que já foram liberados para carregamento e tinham como destino a região.

Redirecionamento e custos adicionais

As cargas em trânsito serão desviadas para o próximo porto seguro disponível. Nesse local, a mercadoria será descarregada e ficará à disposição dos clientes para retirada ou entrega local.

Um sobretaxa obrigatória de US$ 800 por contêiner será aplicada a todas as remessas afetadas, para cobrir custos do desvio. Além disso, todas as despesas relacionadas ao descarregamento — incluindo manuseio, armazenamento e taxas adicionais — serão de responsabilidade exclusiva do cliente, conforme os termos do MSC Sea Waybill / Bill of Lading, especialmente a Cláusula 13 sobre circunstâncias especiais.

Alternativas de transporte

Caso o cliente deseje enviar a carga para outro destino, será necessário reservar uma nova viagem através dos canais oficiais da MSC.

Contato e orientações

A empresa solicita que os clientes entrem em contato com o escritório local da MSC para obter detalhes sobre o porto de destino designado e confirmar as instruções de retirada local da carga.

A MSC reforça que a decisão foi tomada em função de circunstâncias excepcionais fora de seu controle e agradece a compreensão e cooperação de seus clientes neste período.

Para mais informações ou suporte, os clientes podem contatar qualquer representante da MSC na sua rede global de mais de 675 escritórios.

FONTE: MSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: O Globo

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Internacional

China pede fim imediato das operações militares no Irã e reforça defesa da paz no Oriente Médio

A China solicitou nesta quarta-feira a interrupção imediata das operações militares no Irã, reforçando a necessidade de conter a escalada de tensões na região e retomar o diálogo diplomático para preservar a paz e a estabilidade no Oriente Médio.

Posicionamento oficial de Pequim

Lou Qinjian, porta-voz da quarta sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional, afirmou em coletiva de imprensa que a China seguirá atuando como um país responsável, acompanhando de perto os desdobramentos no Irã e defendendo a retomada de negociações pacíficas.

Segundo Lou, a soberania, segurança e integridade territorial do Irã devem ser respeitadas, e qualquer ação militar unilateral compromete a estabilidade regional.

Princípios internacionais destacados

O porta-voz chinês reforçou que o respeito mútuo e a igualdade entre países, grandes ou pequenos, são fundamentais para o progresso histórico e estão previstos na Carta da ONU.

“Nenhum país tem o direito de dominar assuntos internacionais, determinar o destino de outras nações ou monopolizar vantagens de desenvolvimento”, disse Lou. “Muito menos impor suas vontades ao mundo.”

Diplomacia como caminho para estabilidade

A declaração reflete a postura contínua da China de buscar soluções diplomáticas e enfatiza seu papel na promoção de um Oriente Médio mais estável, evitando confrontos militares e incentivando negociações multilaterais.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BBC

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