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Exportações de Mato Grosso: Egito assume vice-liderança e movimenta US$ 1,3 bilhão

O Egito passou a ocupar posição de destaque nas exportações de Mato Grosso, consolidando-se como o segundo principal destino dos produtos do estado. Em apenas dois anos, o país africano saiu da 22ª colocação no ranking comercial para a vice-liderança, ficando atrás apenas da China.

Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, indicam que o volume financeiro exportado para o mercado egípcio saltou de US$ 329,1 milhões em 2023 para US$ 1,34 bilhão em 2025 — um crescimento expressivo em 24 meses.

Milho impulsiona avanço egípcio

A escalada começou a ganhar força em 2024, quando o Egito já figurava na 6ª posição entre os destinos das vendas externas mato-grossenses, somando US$ 1,07 bilhão em aquisições.

O principal motor desse avanço foi o milho, que registrou crescimento acelerado: passou de US$ 180,6 milhões em 2023 para mais de US$ 1 bilhão em 2025. A expansão reforça a importância do cereal na pauta do agronegócio de Mato Grosso.

Além do grão, houve diversificação com a entrada da soja e a consolidação do setor têxtil. O algodão atingiu US$ 110,1 milhões em vendas, ampliando a presença estadual no fornecimento de fibras ao mercado internacional. As carnes bovinas congeladas também mantiveram estabilidade, garantindo faturamento anual superior a US$ 100 milhões.

Egito supera parceiros tradicionais

Com o novo cenário, o Egito ultrapassou mercados historicamente relevantes, como Tailândia e Vietnã.

Se em 2023 o país africano importava 16 tipos de produtos de Mato Grosso, atualmente o fluxo financeiro está concentrado em 11 itens considerados estratégicos, principalmente voltados à segurança alimentar e ao fornecimento de fibras.

Diversificação fortalece balança comercial

Para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, o avanço representa mais do que um crescimento pontual nas vendas externas. A mudança amplia oportunidades de novos acordos e reduz a dependência de poucos mercados compradores.

O secretário César Miranda avalia que a ascensão egípcia demonstra a competitividade da produção estadual e sua capacidade de abastecer mercados estruturais, especialmente aqueles com alta demanda por grãos e proteínas.

Segundo ele, a consolidação do milho como carro-chefe das exportações, aliada ao avanço do algodão e à manutenção da carne bovina na pauta, indica potencial de ampliação do mix exportador. A estratégia inclui investimentos em infraestrutura logística, previsibilidade nos embarques e abertura de novos mercados para produtos de maior valor agregado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canal Rural Mato Grosso

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Brasil amplia exportações com abertura de mercado para carne moída no México e soja em grãos nas Filipinas

O governo brasileiro concluiu novas negociações sanitárias que garantem a abertura de mercado para produtos agropecuários no México e nas Filipinas. A medida fortalece o agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades de exportação para dois importantes parceiros comerciais.

México libera importação de carne moída brasileira

A autorização para exportação de carne moída ao México representa um avanço estratégico na relação bilateral. O produto, com maior nível de processamento, será destinado principalmente ao varejo e à indústria alimentícia mexicana.

Em 2025, o México importou mais de US$ 3,1 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para carnes, itens florestais e produtos do complexo soja. A nova habilitação tende a impulsionar ainda mais a presença do Brasil no mercado mexicano, agregando valor às exportações.

Filipinas ampliam compras de soja em grãos

Já nas Filipinas, a liberação para a compra de soja em grãos amplia o escoamento de um dos principais itens da pauta agrícola nacional. A medida reforça a estratégia de expansão do Brasil no mercado do Sudeste Asiático, região considerada estratégica para o crescimento das exportações.

No último ano, o país asiático adquiriu mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários do Brasil, demonstrando potencial para ampliação dos negócios bilaterais.

539 novas aberturas desde 2023

Com os novos anúncios, o Brasil alcança a marca de 539 novas aberturas de mercado desde o início de 2023, resultado de ações voltadas à ampliação do acesso internacional para produtos do campo.

O avanço é atribuído ao trabalho conjunto do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Agricultura e Pecuária, responsáveis pelas tratativas diplomáticas e sanitárias que viabilizaram as negociações.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Coreia do Sul e Brasil avançam em acordos para exportação de produtos agrícolas e carnes

A cidade de Gimcheon, na Coreia do Sul, sediou nesta terça-feira (24) uma importante reunião entre representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Agência de Quarentena Animal e Vegetal (APQA). O encontro teve como objetivo consolidar compromissos para auditorias, habilitações de produtos e abertura de mercado para itens brasileiros.

O diálogo reforça os entendimentos políticos firmados entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente sul-coreano Lee Jae-myung, bem como entre os ministros da Agricultura Carlos Fávaro e Song Mi-ryung, com foco na agenda sanitária e fitossanitária bilateral.

Memorandos e auditorias técnicas

Liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, a comitiva brasileira destacou a assinatura de dois Memorandos de Entendimento (MoUs) na área agrícola e reafirmou a disposição de receber missões técnicas sul-coreanas para auditorias no Brasil.

Entre os avanços, está confirmada a missão técnica de inspeção in loco em setembro, que visa à habilitação das uvas brasileiras para exportação ao mercado sul-coreano.

Atualizações sobre carnes e ovos

No setor de proteína animal, as 15 plantas brasileiras de carne de aves já aprovadas pelo órgão sul-coreano permanecem em análise pela APQA, com expectativa de retorno até meados de março.

Quanto a ovos e ovoprodutos, a proposta de Certificado Sanitário Internacional (CSI) enviada pelo Brasil segue em avaliação pelas autoridades coreanas.

A carne suína também foi pauta do encontro. A ampliação da habilitação para todo o território brasileiro está em análise, com possível inspeção in loco e anúncio pelo Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais da Coreia (MAFRA). Para o segundo semestre, há previsão de missão para habilitar seis estabelecimentos brasileiros, sendo três de carne suína e três de farinhas.

A carne bovina foi destacada como prioridade, com o Brasil defendendo a realização de auditoria técnica e reiterando a abertura para receber a missão coreana o mais breve possível.

Perspectivas para exportação

Os acordos e auditorias reforçam o fortalecimento do comércio entre Brasil e Coreia do Sul, com avanços significativos na abertura de mercados para produtos agrícolas e carnes brasileiras, consolidando a cooperação sanitária e fitossanitária entre os dois países.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Caio Aquino

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Exportação

Exportações do agro brasileiro diante das novas tarifas dos EUA

As exportações do agro brasileiro voltaram ao centro das atenções após a reformulação das tarifas de importação dos Estados Unidos. A mudança foi anunciada pelo presidente Donald Trump depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos suspendeu o tarifaço que vinha sendo aplicado desde abril de 2025.

Na sexta-feira (20/2), a Casa Branca confirmou o fim das cobranças anteriores e oficializou uma nova taxa global de 10%, com início para 24 de fevereiro. No dia seguinte, Trump afirmou que a alíquota subiria para 15%, justificando a decisão como forma de corrigir práticas consideradas prejudiciais à economia americana.

Novo cenário abre oportunidades para o Brasil

Mesmo com o ambiente de incerteza no comércio internacional, especialistas avaliam que o novo desenho tarifário pode gerar oportunidades ao Brasil.

Em entrevista à Globo Rural, o pesquisador Felippe Serigati, do Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), afirmou que o impacto tende a ser positivo, ainda que limitado.

Segundo ele, parte relevante dos produtos agropecuários já havia sido retirada da tarifa majorada de 40%, que chegava a 50% com acréscimos adicionais. Itens como carne bovina, suco de laranja, café em grão, papel e celulose — responsáveis por grande parcela das vendas brasileiras aos EUA — praticamente não sofrem alteração significativa com a nova taxa.

Setores que podem se beneficiar

Alguns segmentos, no entanto, enxergam possibilidade de retomada nas vendas. Entre eles estão:

  • Pescados
  • Café solúvel
  • Mel

Esses produtos não haviam sido contemplados por reduções anteriores e podem ganhar competitividade com a tarifa uniforme.

Apesar disso, o pesquisador alerta que não há expectativa de crescimento explosivo nas exportações. O efeito positivo deve ocorrer de forma gradual.

Dados do sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária, mostram que, em 2024 — antes da vigência do tarifaço — o Brasil exportou mais de 30 mil toneladas de pescado aos Estados Unidos. Em 2025, com a sobretaxa, o volume caiu para 27 mil toneladas.

Alívio pode ser temporário

Especialistas recomendam cautela. A avaliação é que o cenário pode mudar rapidamente, caso o governo americano utilize novos instrumentos legais para alterar novamente as alíquotas de importação.

A própria decisão da Suprema Corte não esgota todas as possibilidades jurídicas para futuras majorações, o que mantém o ambiente de negócios sob vigilância.

O que o Brasil mais vende aos EUA

Em 2025, os produtos florestais lideraram as exportações brasileiras para o mercado norte-americano, respondendo por mais de 26% do valor comercializado. Na sequência aparecem café e carnes.

“Taxa é igual para o mundo inteiro”, diz assessor

O assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Augustin, avalia que a nova política tarifária não deve gerar impacto relevante sobre as cadeias exportadoras do agro brasileiro.

Segundo ele, o fato de a tarifa ser aplicada de maneira uniforme reduz o risco de prejuízo competitivo ao Brasil. Augustin também classificou como bem-sucedida a atuação diplomática brasileira nas negociações que antecederam a suspensão do tarifaço.

O assessor esteve recentemente nos Estados Unidos para acompanhar a divulgação de dados do United States Department of Agriculture (USDA). Na avaliação dele, a competitividade do agronegócio brasileiro tem incomodado produtores norte-americanos, especialmente em commodities como soja, carne e algodão.

A expectativa do setor agora é acompanhar os desdobramentos políticos e comerciais para avaliar se o novo modelo tarifário se consolidará ou sofrerá novas alterações.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Brasil se prepara para exportar carne bovina à Coreia do Sul

O governo brasileiro anunciou nesta segunda-feira (23) que está pronto para avançar nos procedimentos sanitários que permitem a venda de carne ao mercado sul-coreano. A declaração foi feita durante o encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, em Seul.

Avanços nos procedimentos sanitários

Segundo o presidente, o país trabalha há 15 anos para garantir acesso à Coreia do Sul, destacando que o bulgogi, churrasco tradicional coreano, combina com a carne brasileira de qualidade. “Estamos prontos para avançar nos procedimentos sanitários necessários para que o Brasil esteja no prato do cidadão coreano”, afirmou.

Oportunidades para frigoríficos brasileiros

A medida permitirá que os maiores frigoríficos do mundo, todos brasileiros, possam se instalar na Coreia do Sul. O governo reforçou que a corrente de comércio entre os dois países ainda não atingiu seu potencial máximo e destacou acordos firmados durante a visita, incluindo cooperação comercial e fortalecimento de cadeias de suprimentos.

Comércio bilateral ainda abaixo do potencial

Atualmente, a troca comercial entre Brasil e Coreia do Sul é de cerca de US$ 11 bilhões, abaixo do recorde de quase US$ 15 bilhões registrado em 2011. Segundo o governo, esse volume não reflete a dimensão das duas economias. “O intercâmbio atual não está à altura de duas economias do tamanho do Brasil e da Coreia”, disse o presidente.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Palácio do Planalto

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Suprema Corte dos EUA pode derrubar tarifas sobre US$ 15 bilhões em exportações brasileiras

Uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos pode resultar na retirada de tarifas que atingem cerca de US$ 15 bilhões em exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano. As informações foram obtidas junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Produtos brasileiros podem ser beneficiados

Do total exportado, aproximadamente US$ 6,2 bilhões estavam submetidos a tarifas recíprocas de 10%, enquanto outros US$ 8,9 bilhões eram impactados por sobretaxas adicionais de 40%. Especialistas ouvidos pela imprensa internacional afirmam que ambas as cobranças foram invalidadas pela decisão judicial.

Entre os segmentos potencialmente favorecidos estão máquinas e equipamentos, calçados, café solúvel e outros alimentos tarifados. A medida pode aliviar a pressão sobre setores estratégicos da balança comercial brasileira.

Tarifas da Seção 232 continuam em vigor

Apesar da decisão, permanecem válidas as chamadas tarifas horizontais aplicadas com base na “Seção 232”, mecanismo utilizado para justificar medidas por razões de segurança nacional.

Essas taxas seguem incidindo sobre produtos como aço, alumínio, cobre e madeira, afetando aproximadamente US$ 10,9 bilhões em exportações brasileiras aos Estados Unidos.

Decisão representa revés para Donald Trump

A decisão foi tomada nesta sexta-feira (20) pela Suprema Corte dos Estados Unidos, que concluiu que o presidente Donald Trump ultrapassou os limites da lei federal ao impor tarifas amplas de forma unilateral.

O entendimento da Corte representa uma derrota significativa para a Casa Branca em um tema central da política externa e da agenda econômica do governo.

O parecer majoritário foi redigido pelo juiz-chefe John Roberts, e a decisão foi aprovada por 6 votos a 3. A maioria entendeu que as tarifas excederam a autoridade concedida pela legislação federal.

O tribunal, contudo, não definiu qual será o destino dos mais de US$ 130 bilhões já arrecadados em tarifas, deixando em aberto os desdobramentos financeiros da medida.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Brasil retoma exportação de sorgo para a China após mais de 10 anos

O Brasil voltou a embarcar sorgo para a China em janeiro, registrando a primeira exportação do cereal ao país asiático desde 2014. O volume, de 25,830 toneladas, é considerado pequeno e caberia em um único contêiner, segundo dados oficiais do governo brasileiro.

A operação marca a retomada das vendas após mais de uma década sem registros de embarques para o mercado chinês.

Habilitação de exportadores abriu mercado

O envio ocorreu depois que estabelecimentos brasileiros foram habilitados, em novembro do ano passado, a exportar o cereal ao mercado chinês. A liberação veio após tratativas para atender exigências fitossanitárias impostas por Pequim.

Em 2014, última vez em que a China comprou sorgo brasileiro, o volume total adquirido foi de 1.374,5 toneladas. No ano anterior, as compras haviam superado 5 mil toneladas. Desde então, não havia registros oficiais de novas vendas ao país.

China busca diversificar fornecedores

A expectativa do setor é de que os volumes avancem nos próximos meses. A China tem buscado diversificar a origem de insumos usados na produção de ração animal, especialmente após tensões comerciais com os Estados Unidos em 2025, tradicional fornecedor do grão.

O diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), Glauber Silveira, afirmou que a abertura do mercado foi resultado de inspeções realizadas por autoridades chinesas no Brasil.

Segundo ele, uma missão técnica visitou áreas produtoras para verificar requisitos sanitários. Após o cumprimento das exigências, os embarques foram autorizados.

Volume inicial é considerado teste

O carregamento de cerca de 25 toneladas é visto por fontes do setor como uma operação pontual, possivelmente destinada à avaliação da qualidade do produto ou a um importador de menor porte.

Silveira pondera que, embora a China represente oportunidade relevante, o Brasil também enfrenta forte demanda interna pelo cereal, impulsionada pela expansão da indústria de etanol de grãos.

“Não há grande excedente disponível, já que o consumo doméstico é significativo”, indicou.

Exportações ainda são modestas

O Brasil é líder global nas exportações de soja e ocupa a segunda posição no comércio de milho, tendo a China como principal parceiro comercial. No entanto, o sorgo ainda tem participação reduzida na pauta agrícola brasileira.

Em 2025, as exportações somaram apenas 105 toneladas, com o Catar como único destino. No mesmo período, os embarques de soja alcançaram 108,2 milhões de toneladas, das quais mais de 85 milhões foram destinadas ao mercado chinês.

Já em 2024, o Brasil exportou 178,4 mil toneladas de sorgo, principalmente para a África do Sul. Ainda assim, o volume ficou muito abaixo das milhões de toneladas embarcadas de soja e milho.

Safra deve crescer quase 10%

Para a temporada atual, a Companhia Nacional de Abastecimento (Companhia Nacional de Abastecimento) projeta aumento de quase 10% na produção nacional, estimada em 6,7 milhões de toneladas.

O crescimento da safra pode ampliar a oferta disponível e fortalecer a presença do Brasil no mercado internacional de exportação de sorgo, especialmente com a reabertura do canal comercial com a China.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Khaled Abdullah/Reuters

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Peru supera Argentina nas exportações ao Brasil e altera equilíbrio do Mercosul em 2025

O comércio exterior sul-americano passou por uma virada em 2025. O Peru deixou a Argentina para trás e assumiu a liderança nas exportações ao Brasil, redesenhando o equilíbrio comercial dentro do Mercosul e impactando as relações econômicas na região.

A mudança ocorre em meio à crise econômica argentina e ao avanço consistente da economia peruana, que há anos aposta em investimentos estruturais, acordos internacionais e diversificação da pauta exportadora.

Estratégia de longo prazo fortalece exportações peruanas

O crescimento do Peru não é pontual. O país vem consolidando sua posição como potência exportadora de cobre e ouro, dois produtos estratégicos no mercado global. A demanda por cobre, especialmente, tem sido impulsionada pela expansão das energias renováveis e da indústria de carros elétricos.

Além do setor mineral, o país ampliou sua presença no comércio internacional com produtos agrícolas de alto valor agregado, como mirtilo e abacate. A diversificação reduziu a dependência de um único segmento e fortaleceu sua inserção nas cadeias globais.

A política de abertura comercial também foi decisiva. O Peru mantém acordos relevantes com os Estados Unidos e integra a Aliança do Pacífico, criada em 2012, o que ampliou mercados e estimulou investimentos em infraestrutura e logística.

Crise na Argentina influencia reconfiguração do Mercosul

Enquanto o Peru colhe resultados de um planejamento econômico gradual, a Argentina enfrenta um período de transição. O país passa por reformas estruturais, incluindo medidas de liberalização e desregulamentação econômica, mas os efeitos dessas mudanças ainda são incertos no médio prazo.

A instabilidade e os ajustes recentes impactaram o desempenho comercial argentino, abrindo espaço para a ascensão peruana nas exportações ao Brasil. A diferença entre os dois países, segundo análises econômicas, está na continuidade das políticas públicas e na previsibilidade institucional.

Economias que enfrentam instabilidade prolongada tendem a apresentar maior dificuldade na diversificação da pauta exportadora, tornando-se mais vulneráveis às oscilações externas.

Impactos para o Brasil e competitividade industrial

A superação da Argentina pelo Peru altera a dinâmica do Mercosul. Historicamente, o mercado argentino é um dos principais destinos de produtos industrializados brasileiros.

Com a ampliação da abertura comercial argentina, inclusive para parceiros como a China, cresce a concorrência direta com produtos brasileiros. Esse movimento pode pressionar setores da indústria nacional e exigir ajustes estratégicos para manter competitividade no comércio intrabloco.

Especialistas apontam que o Brasil precisará reforçar políticas voltadas à competitividade industrial, inovação e diversificação de mercados para evitar perdas no novo cenário regional.

Oportunidades no mercado peruano

Apesar do avanço nas exportações de commodities, o Peru ainda possui uma estrutura industrial menos robusta que a brasileira. Isso pode abrir espaço para a expansão de produtos manufaturados do Brasil.

Setores como automóveis, eletrodomésticos e bens de tecnologia aparecem como áreas com potencial de crescimento nas exportações brasileiras ao mercado peruano.

Como o Peru não integra o Mercosul, a formalização de acordos bilaterais específicos pode garantir maior previsibilidade e segurança jurídica nas trocas comerciais entre os dois países.

Reconfiguração comercial na América do Sul

A liderança do Peru nas exportações ao Brasil em 2025 simboliza uma reconfiguração mais ampla nas relações comerciais sul-americanas. O movimento não resulta apenas de fatores conjunturais, mas de uma estratégia econômica consistente ao longo dos anos.

Para o Brasil, o novo cenário exige revisão estratégica tanto no relacionamento com a Argentina quanto na ampliação de oportunidades junto ao mercado peruano, em um ambiente de crescente competição regional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Exportações de pulses do Brasil avançam 30% em 2025 e atingem US$ 448 milhões

As exportações de pulses do Brasil cresceram 30% em 2025 na comparação com o ano anterior, somando US$ 448,1 milhões em receita. O desempenho reforça a relevância do país no comércio internacional de leguminosas, especialmente do feijão, principal item da pauta.

Feijões dominam embarques ao exterior

Os feijões secos concentraram mais de 98% do valor total exportado em 2025, consolidando a liderança do produto nas vendas externas. Em seguida aparecem as ervilhas preparadas ou conservadas, com US$ 3,9 milhões, e os feijões preparados ou conservados, que alcançaram US$ 859,9 mil.

O avanço nas exportações ocorre em um cenário de estabilidade produtiva. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, o feijão permanece como a principal pulse cultivada no país na safra 2025/26. A estimativa é de produção superior a 3 milhões de toneladas, crescimento de 0,5% em relação ao ciclo anterior.

Importância nutricional e reconhecimento internacional

As pulses — grupo que inclui feijões, ervilhas, lentilhas e grão-de-bico — têm peso significativo na alimentação global. Em 2016, a Organização das Nações Unidas instituiu 10 de fevereiro como o Dia Mundial das Pulses, com o objetivo de estimular a produção e o consumo desses alimentos ricos em proteínas e fibras.

No Brasil, o feijão ocupa lugar central na dieta da população. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, políticas públicas e incentivos ao produtor rural têm buscado fortalecer a cadeia produtiva e ampliar a presença do país no mercado externo.

Regras sanitárias e certificação para exportação

Para acessar o mercado internacional, estabelecimentos que processam, armazenam ou transportam produtos vegetais destinados ao consumo humano precisam cumprir os critérios higiênico-sanitários previstos na Instrução Normativa nº 23/2020.

O Ministério da Agricultura e Pecuária também pode fiscalizar exigências específicas estabelecidas por países importadores. Um dos requisitos centrais é a emissão do Certificado Sanitário Internacional de Produtos de Origem Vegetal (CSIV), documento que atesta conformidade com os padrões sanitários acordados.

Fiscalização garante qualidade e rastreabilidade

A Secretaria de Defesa Agropecuária acompanha inspeções higiênico-sanitárias e tecnológicas sempre que há exigência de certificação internacional. O órgão também realiza coletas de amostras em unidades de beneficiamento e empacotamento para verificar a classificação fiscal e o cumprimento dos padrões oficiais.

Entre os produtos mais fiscalizados estão o feijão-comum e o feijão-de-corda, assegurando qualidade, padronização e rastreabilidade. O controle contribui para a proteção do consumidor e para a consolidação da imagem do Brasil como fornecedor confiável de pulses no mercado global.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Exportação de carne bovina do Brasil cresce 16,4% em janeiro e amplia receitas

A exportação de carne bovina do Brasil iniciou o ano em ritmo acelerado. Em janeiro, os embarques somaram 278 mil toneladas, alta de 16,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em termos financeiros, o desempenho foi ainda mais expressivo: as vendas externas renderam US$ 1,416 bilhão, avanço de 37,9% na mesma base de comparação.

Os números têm como base dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, compilados pela Associação Brasileira dos Frigoríficos.

China lidera compras e amplia participação

Principal destino da carne bovina brasileira, a China respondeu por uma fatia significativa dos negócios no primeiro mês de 2026.

As vendas ao país asiático alcançaram US$ 650,33 milhões, crescimento de 44,9% frente a janeiro de 2025. O volume embarcado chegou a 119,96 mil toneladas, avanço de 31,6%.

Com isso, a China concentrou 43,10% do volume total exportado e 45,9% da receita gerada pelo setor no período.

Limite de cota pode restringir embarques

Apesar do bom desempenho, a Abrafrigo alerta que as exportações para a China ao longo de 2026 estarão condicionadas ao limite de 1,1 milhão de toneladas, estabelecido após a adoção de medidas de salvaguarda comercial pelo governo chinês.

Segundo a entidade, os embarques que excederem essa cota poderão ser taxados em 55%, o que tende a reduzir a competitividade da proteína brasileira acima do teto permitido.

Estados Unidos ampliam compras

Os Estados Unidos mantiveram a posição de segundo maior importador da carne bovina do Brasil e ampliaram significativamente suas aquisições em janeiro.

Considerando também os subprodutos bovinos, as vendas totalizaram US$ 193,74 milhões, alta de 39,41%.

Quando analisada apenas a carne bovina in natura, o crescimento foi ainda mais expressivo: 92,7% na comparação anual, atingindo US$ 161,6 milhões.

União Europeia registra retração na carne in natura

A União Europeia reduziu as compras de carne bovina in natura no início do ano. No entanto, a queda foi compensada por maior demanda por produtos como carne industrializada e sebo bovino fundido.

No consolidado, o bloco europeu — terceiro maior mercado da proteína brasileira — movimentou US$ 84,93 milhões em janeiro de 2026, crescimento de 26,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Outros mercados em destaque

Após China, Estados Unidos e União Europeia, aparecem como principais compradores:

  • Chile
  • Emirados Árabes Unidos
  • Egito
  • Países Baixos

De acordo com a Abrafrigo, 99 países ampliaram as compras de carne bovina brasileira em janeiro, enquanto 40 reduziram seus volumes importados.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Abiec

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