Exportação

BNDES aprova R$ 1,7 bilhão para exportação de aviões da Embraer aos Estados Unidos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta sexta-feira (17) a aprovação de um financiamento de R$ 1,7 bilhão destinado à exportação de 13 aeronaves da Embraer para a companhia aérea norte-americana SkyWest Airlines. A operação será realizada por meio da linha Exim Pós-Embarque, mecanismo voltado ao incentivo de exportações brasileiras.

Exportação fortalece balança comercial brasileira

De acordo com o BNDES, os aviões — todos do modelo E-175 — serão entregues entre o quarto trimestre de 2025 e o fim de 2026. O pagamento será feito em dólares, o que garantirá a entrada de divisas e contribuirá para o fortalecimento da balança comercial do país.

O banco informou ainda que, apenas em 2025, já desembolsou R$ 3,4 bilhões para apoiar exportações da Embraer, incluindo recursos de operações aprovadas anteriormente.

SkyWest amplia frota e reforça parceria com a Embraer

Atualmente, a SkyWest Airlines é a maior operadora mundial do modelo E-175 e deve alcançar uma frota total de 279 aeronaves até o fim de 2026. O BNDES destacou que a operação reforça a importância de políticas de financiamento à indústria aeronáutica, uma prática comum entre países que disputam espaço em um setor considerado estratégico para o desenvolvimento econômico.

Mercadante destaca papel estratégico do BNDES

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou que o apoio à Embraer demonstra o papel essencial do banco no fortalecimento da indústria nacional.

“O BNDES tem um papel fundamental na promoção da competitividade da indústria brasileira no mercado global. A Embraer é resultado direto dessa política, que permitiu à empresa conquistar presença relevante em diversos países, especialmente nos Estados Unidos”, afirmou.

Desde 1997, o BNDES já financiou US$ 26,7 bilhões em exportações de mais de 1.350 aeronaves da Embraer, consolidando-se como um dos principais instrumentos de apoio à expansão da fabricante no exterior.

Embraer celebra apoio e expansão internacional

O CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, reforçou a importância da parceria com o banco estatal para o crescimento global da companhia.

“O BNDES tem sido um parceiro fundamental no fortalecimento da Embraer no cenário internacional. Esse apoio é estratégico para ampliar nossa atuação em um mercado tão relevante quanto o dos Estados Unidos. Além disso, beneficia a aviação regional americana, segmento no qual nossas aeronaves têm forte presença e que é essencial para a conectividade do país”, declarou.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Benoit Tessier

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Exportação

Brasil amplia exportações com abertura de 8 novos mercados internacionais

O Brasil anunciou, nesta terça-feira (14), a abertura de oito novos mercados internacionais para produtos agropecuários. As autorizações foram comunicadas por autoridades sanitárias de três países ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), conforme informou o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua.

As novas habilitações incluem produtos variados — de mudas de oliveira a carnes e sementes — e refletem o esforço do governo em diversificar destinos de exportação do agronegócio brasileiro.

Novos mercados abertos pelo Brasil

De acordo com o Mapa, as novas autorizações abrangem:

  • Uruguai: mudas de oliveiras e eucaliptos, além de ora-pro-nóbis para uso farmacêutico e alimentar;
  • Santa Lúcia: carnes e derivados (como miúdos) de frango, suínos e bovinos;
  • Irã: sementes de abobrinha e melancia.

Esses acordos reforçam o papel do Brasil como grande exportador agrícola global, ampliando o leque de produtos e destinos atendidos pelo país.

Diversificação impulsiona resiliência do agronegócio brasileiro

Segundo Luis Rua, o setor agropecuário brasileiro tem mostrado resiliência diante das mudanças globais, como o aumento de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. Mesmo com as tensões no comércio internacional, as exportações do agronegócio brasileiro cresceram 6,1% em valor em setembro, primeiro mês após a adoção das novas tarifas.

O secretário destacou que a diversificação de mercados é fundamental para reduzir riscos e fortalecer o comércio exterior. “Intensificamos as aberturas de mercado diante das questões internacionais. Esse aumento mostra a força e a adaptabilidade do agro brasileiro”, afirmou.

Expansões também fortalecem o comércio exterior

Além das aberturas, Rua ressaltou que o avanço em ampliação de mercados também tem sido essencial. Desde 2023, foram registradas mais de 200 ampliações comerciais, como novas plantações de carne bovina habilitadas para a Indonésia e acordos pré-listing que simplificam processos de exportação.

O governo também tem investido na Caravana do Agro Exportador, iniciativa que percorre cidades do interior para orientar produtores e cooperativas sobre como acessar mercados externos.

“Com as aberturas, abrimos as portas dos mercados. Agora, é hora de ajudar o produtor a atravessar essas portas”, concluiu Rua.

FONTE: Estadão Agro
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportação de miúdos bovinos será ampliada com nova regra do Sisbi

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que permite às empresas inscritas no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) exportar subprodutos do abate de bovinos e bubalinos sem demanda no mercado interno. A proposta busca estimular o comércio internacional e ampliar o aproveitamento de produtos de origem animal.

Padronização e equivalência sanitária

Criado pelo governo federal, o Sisbi-POA tem como objetivo padronizar os procedimentos de inspeção sanitária em todo o país — englobando municípios, estados e o Distrito Federal. Com o projeto, empresas que atuam sob a fiscalização do Sisbi passarão a ter equivalência sanitária com as unidades registradas sob inspeção federal, o que abrirá novas oportunidades de exportação.

Projeto aprovado com ajustes de redação

O texto aprovado segue a versão analisada anteriormente pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, de autoria do ex-deputado Jerônimo Goergen (RS), com relatoria do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). A proposta faz alterações na Lei nº 1.283/1950, que regula a inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal, e determina que as exportações deverão ser realizadas por meio de estabelecimentos com fiscalização federal.

Próximos passos no Congresso

Como o projeto tramitou em caráter conclusivo, ele seguirá para o Senado Federal, a menos que haja recurso para votação no Plenário da Câmara. Para entrar em vigor, o texto precisa ser aprovado nas duas Casas Legislativas.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Exportação

Brasil responde por quase 90% da soja importada pela China em 2025

Importações chinesas atingem segundo maior volume da história e consolidam liderança do Brasil no fornecimento

A China importou 12,87 milhões de toneladas de soja em setembro de 2025, um aumento de 13% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados divulgados pela Administração Geral de Alfândegas da China. O volume é o segundo maior já registrado desde o início da série histórica, em janeiro de 2001 — ficando atrás apenas das importações de maio deste ano.

Brasil domina o fornecimento de soja à China

Entre janeiro e setembro, as importações totais de soja somaram 86,18 milhões de toneladas, alta de 5,5% em comparação ao mesmo período de 2024. Desse total, o Brasil foi responsável por cerca de 85% a 89% dos embarques, de acordo com levantamento do Commerzbank.

Nos meses de julho e agosto, os Estados Unidos responderam por uma parcela significativamente menor — pouco mais de 3% e menos de 2%, respectivamente. Embora os dados detalhados de setembro ainda não tenham sido divulgados, o banco alemão aponta que a maior parte do volume também deve ter origem brasileira.

Fatores que impulsionam a preferência pelo grão brasileiro

Segundo análise do Commerzbank, o domínio do Brasil se explica pela sazonalidade da safra americana, que ainda está em fase inicial de colheita, o que deve atrasar as exportações dos Estados Unidos em um a dois meses. Além disso, as tarifas de 10% impostas pela China sobre a soja americana desde a primavera reduziram a competitividade do produto norte-americano no maior mercado comprador do mundo.

“O momento é desfavorável para os exportadores dos EUA, especialmente diante da recente escalada nas tensões comerciais entre os dois países”, afirmou Carsten Fritsch, analista do Commerzbank, em relatório.

Perspectivas e impacto no mercado global

O conflito comercial entre Estados Unidos e China tem colocado o preço internacional da soja sob pressão. Ainda assim, a queda de preços foi considerada moderada, sinal de que o mercado mantém otimismo quanto a um possível acordo.

Com a demanda chinesa aquecida e o forte desempenho das exportações brasileiras, o Brasil consolida-se como principal fornecedor global de soja em 2025, reforçando sua posição estratégica no agronegócio mundial.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Exportação

Exportações de carne de frango mantêm ritmo forte e podem repetir desempenho de setembro

Volume exportado nas duas primeiras semanas de outubro aponta estabilidade no setor avícola

O Brasil exportou 183,2 mil toneladas de carne de frango in natura nos primeiros oito dias úteis de outubro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/MDIC). O volume representa uma média diária de 22,9 mil toneladas, crescimento de 9,6% em relação a setembro e 16% acima do mesmo período de 2024.

Projeções indicam embarques acima de 520 mil toneladas

Com base na média atual e considerando os 23 dias úteis de outubro, a projeção indica um embarque mensal superior a 525 mil toneladas. No entanto, especialistas lembram que os primeiros números do mês costumam refletir embarques remanescentes de setembro, o que tende a suavizar os resultados à medida que o período avança.

Mesmo assim, se o volume exportado até agora for redistribuído ao longo de nove dias úteis, a média diária ainda se manteria acima das 20 mil toneladas, o que resultaria em cerca de 460 mil toneladas no total — praticamente o mesmo volume registrado em setembro (459,8 mil toneladas). Esse desempenho representaria um aumento anual de aproximadamente 6%.

Meta é manter média acima de 21 mil toneladas por dia

Para alcançar um resultado ainda mais expressivo, o ideal seria manter o ritmo de exportações ligeiramente acima das 21 mil toneladas diárias. Isso permitiria fechar outubro com pelo menos 485 mil toneladas embarcadas, elevando o acumulado do ano para cerca de 4,1 milhões de toneladas — número que superaria o total registrado entre janeiro e outubro de 2024 (4,097 milhões de toneladas, segundo a SECEX/MDIC).

Desafios e perspectivas para o último trimestre

Historicamente, as exportações de carne de frango costumam recuar no último trimestre do ano, ficando abaixo dos volumes embarcados no segundo e terceiro trimestres. Entre 2007 e 2024, o quarto trimestre representou, em média, menos de 25% do total anual, contra 25,5% no segundo e mais de 26% no terceiro trimestre.

Mesmo assim, 2025 pode romper essa tendência. Com os importadores recompondo estoques e a reabertura do mercado chinês, principal destino da carne de frango brasileira, o mês de outubro tem potencial para se destacar como um dos melhores da história das exportações do setor avícola nacional.

FONTE: AviSite
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Sistema para devolução de tributos pagos por pequenos exportadores já está disponível

Pedidos poderão ser apresentados para compensar o pagamento de tributos federais ou obter o ressarcimento em dinheiro

Micro e pequenas empresas exportadoras, inclusive as optantes pelo Simples Nacional, poderão, a partir desta terça-feira (14/10), apresentar pedidos para devolução de tributos pagos na cadeia produtiva de suas vendas externas, no âmbito do Programa Acredita Exportação.

“A exportação é fundamental para que pequenas empresas cresçam mais depressa e ganhem escala. Com o Acredita Exportação, o governo devolve parte do impostos pagos na cadeia de insumos do produto exportado, aumentando a competitividade dessas empresas no mercado internacional”, garantiu o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin. 

A medida representa um passo importante na redução de custos e no estímulo à competitividade das empresas de menor porte no comércio exterior, antecipando efeitos positivos da reforma tributária sobre a desoneração das exportações.

“O objetivo do governo federal é aumentar a competitividade das micro e pequenas empresas no mercado internacional e ampliar a base exportadora do país”, afirmou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

Crescimento dos pequenos exportadores

Em 2024, o Brasil registrou 11.432 pequenas empresas exportadoras, equivalentes a 39,6% do total de empresas exportadoras do país. Em 2014, eram 5.381, representando 28,6%, o que demonstra a crescente presença dos pequenos negócios nas vendas externas.

A devolução, equivalente a 3% do valor das exportações, poderá ser utilizada para compensar tributos federais vencidos ou vincendos ou ainda obter o ressarcimento dos valores em dinheiro. O primeiro período de referência para a solicitação será composto pelas vendas externas realizadas entre 1º de agosto e 30 de setembro de 2025.

Para operacionalizar a medida, o sistema de Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação (PER/DCOMP) foi atualizado e passará a receber e processar automaticamente os pedidos de compensação ou ressarcimento.

“Não havia mecanismo de recuperação de tributos relacionados à cadeia de exportação para micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. Com a mudança, oferecemos um benefício essencial neste momento de transição para o novo modelo tributário”, destacou Renato Agostinho, diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior do MDIC.

Segurança e transparência

De acordo com a Receita Federal, a transmissão da Declaração de Compensação extingue, em princípio, o débito tributário. No entanto, para evitar fraudes, o órgão tem prazo de até cinco anos para homologar os pedidos, podendo reverter compensações que não atendam às exigências legais. A medida foi anunciada em julho de 2025 pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante a sanção do Programa Acredita Exportação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, o ministro destacou que a iniciativa corrigia uma distorção histórica e que era “mais um impulso importante para aumentar a competitividade e ampliar a base de empresas exportadoras brasileiras”.

>> Mais informações no SISCOMEX 

FONTE: MDIC
IMAGEM: Reprodução/SEBRAE

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Comércio Exterior, Exportação, Mercado Internacional

Do otimismo à cautela: comércio global deve desacelerar drasticamente em 2026, alerta OMC 

Um dos assuntos mais comentados na última semana foi a previsão da Organização Mundial do Comércio (OMC), que divulgou novas estimativas que indicam uma forte desaceleração do comércio global de mercadorias em 2026. Segundo a instituição, o crescimento será de apenas 0,5%, índice bem menor em relação à previsão anterior de 1,8%. Para 2025, no entanto, a projeção foi revista para cima: a expectativa passou de 0,9% para 2,4%, refletindo principalmente o aumento nas importações para os Estados Unidos antes da implementação de novas tarifas e o avanço do comércio de produtos ligados à inteligência artificial. 

De acordo com a diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, o cenário é preocupante. “As perspectivas para o próximo ano são mais sombrias… Estou muito preocupada”, afirmou em entrevista em Genebra. Apesar disso, ela destacou que o sistema multilateral baseado em regras tem proporcionado alguma estabilidade diante da turbulência global (Fonte: Reuters). 

Efeito pós-tarifaço dos EUA 

A queda na perspectiva de crescimento para 2026 tem como principal causa o impacto das novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos em 2025, sob o governo Donald Trump. As medidas tarifárias, que afetaram dezenas de países, aumentaram a imprevisibilidade no comércio internacional e reacenderam o debate sobre a escalada do protecionismo. Entre os países afetados, estão importantes parceiros comerciais como Brasil, Índia e Suíça. A União Europeia, por sua vez, fechou um acordo que estabeleceu tarifas de 15% sobre a maioria das importações. 

O cenário atual reforça um padrão de instabilidade já observado em anos anteriores. Em 2022, por exemplo, a OMC havia projetado crescimento de apenas 1% para 2023. Já em abril de 2025, a entidade chegou a prever queda de 0,2% no volume do comércio, mas revisou os números para cima em outubro do mesmo ano, mostrando a volatilidade das previsões diante de mudanças políticas e econômicas (Fontes: Estadão Conteúdo e UOL). 

Impactos imediatos nas exportações brasileiras 

Dados do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, com base em informações oficiais, apontam que as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 27,7% em apenas um mês, e 18,5% na comparação anual. O impacto foi ainda mais acentuado regionalmente: no Sudeste, principal polo exportador, a queda chegou a 38% no intervalo de 30 dias; no Nordeste, a retração impressiona, atingindo 52,7% entre julho e agosto. Segundo os pesquisadores, o saldo positivo no comparativo anual reflete um movimento de antecipação de embarques, realizado por empresas brasileiras em julho para escapar das sobretaxas. (Fonte: Jornal Nacional). 

Reflexos do momento político 

Para Renata Palmeira, CEO do ReConecta News, além dos reflexos das tarifas impostas pelos EUA, o comércio global reflete também o momento político previsto para o próximo ano. “Acredito que o mercado internacional terá desaceleração do crescimento global em 2026, conforme dados divulgados pela OMC, porém essa desaceleração será impulsionada principalmente por incertezas políticas que irão gerar barreiras comerciais, tendo em vista que teremos ano eleitoral no Brasil”, comenta.   

Além disso, a evolução das tecnologias mundiais tem interferido no comportamento do mercado. “Será um ano com foco em tecnologias como a Inteligência Artificial (IA) como diferencial competitivo, com empresas se adaptando para a era de maior maturidade digital. Outros fatores a serem considerados incluem a estabilização da inflação na Zona do Euro, o crescimento da China e a necessidade de políticas multilaterais para mitigar tensões comerciais”, complementa Renata, que tem mais de 25 anos de experiência em comercio exterior e logística.  

Novos mercados, relações e oportunidades 

Segundo Renata, ao analisarmos o mercado global, não tem como deixar de fora a China, considerada hoje a segunda potência comercial mundial. Dados da OMC mostram que o país asiático se mantem em crescimento com tendência de alcançar até 4,26% de crescimento. “Apesar de uma taxa moderada a China ainda continuará sendo a indústria do Mundo e continuará a ser uma das melhores oportunidades negócios. Considero que seja um momento muito interessante para quem quer conhecer mais sobre a cultura de negociação e principalmente, quem quer buscar novas oportunidades aliadas ao mercado Chines”, fala.  

Para a CEO do ReConecta News é fundamental que os governos mantenham a inflação sob controle, reforcem a posição fiscal e promovam reformas que melhorem a qualidade institucional dos seus países. “Mudanças no sistema tributário podem ser impactantes nos resultados das empresas. Um outro fator que merece sua devida atenção são as questões de conflitos geopolíticos podem aumentar a aversão ao risco no mercado financeiro, impactando a performance da Bolsa de Valores”, explica.  

O que é a OMC 

Criada em 1995 durante a Rodada Uruguai do GATT, a Organização Mundial do Comércio é responsável por administrar os acordos multilaterais de comércio, servir como fórum de negociação de novas regras, supervisionar a implementação dos acordos e gerenciar o sistema de solução de controvérsias. 

O Brasil incorporou os textos da Rodada Uruguai em 1994, por meio do Decreto nº 1.355. Já o Acordo sobre Facilitação de Comércio, concluído na Conferência Ministerial de Bali em 2013, foi internalizado em 2018, por meio do Decreto nº 9.326. Entre os princípios básicos da OMC estão a não-discriminação, a previsibilidade, a concorrência leal e o tratamento especial a países em desenvolvimento. 

Desafio e oportunidade 

As novas projeções reforçam o desafio de manter a estabilidade no comércio global em um ambiente de crescente protecionismo e tensões políticas. Apesar da revisão positiva para 2025, o alerta para 2026 mostra que a resiliência do sistema multilateral ainda é testada por medidas unilaterais que podem comprometer investimentos, previsibilidade e o crescimento sustentável. 

Para Renata Palmeira, analisar o cenário de cada empresa e as projeções mundiais fazem parte do planejamento estratégico para o próximo ano. Muitas vezes o que aprece dificuldade pode ser oportunidade. “Teremos um “ano quente”, repleto de tensões e oportunidades. “Enquanto uns choram outros vendem lenços”, então busque em 2026 impactar o mercado com ações inovadoras, por isso sempre digo: seja a solução”, finaliza Renata.  


TEXTO: REDAÇÃO

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Exportação

China anuncia controle de exportação de terras-raras e baterias

Novas regras para exportação entram em vigor em novembro

O Ministério do Comércio da China e a Administração Geral das Alfândegas anunciaram nesta quinta-feira medidas que restringem a exportação de terras-raras, baterias de lítio e materiais superduros.

A partir de 8 de novembro, itens como matérias-primas de terras-raras médias e pesadas, incluindo o hólmio, baterias de lítio e materiais de ânodo de grafite sintética, só poderão ser exportados mediante aprovação oficial do governo chinês.

Impacto nas negociações internacionais

O anúncio aumenta a tensão sobre o comércio entre China e Estados Unidos, já que a exportação de terras-raras e ímãs é um dos pontos mais sensíveis discutidos pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

O Ministério do Comércio chinês reforçou que está aberto ao diálogo bilateral para promover o comércio em conformidade, mantendo canais de comunicação sobre políticas e práticas de controle de exportação.

Justificativa do governo chinês

Segundo autoridades, as restrições se aplicam a itens de uso dual, ou seja, produtos que podem ter aplicação tanto civil quanto militar. A China afirma que as medidas estão em conformidade com leis internacionais e visam proteger a segurança nacional e cumprir compromissos globais de não proliferação.

O governo também garantiu que as medidas não têm como alvo nenhum país específico e que pedidos de exportação legais e conformes serão aprovados após análise.

Repercussão no mercado global

Especialistas alertam para o impacto das restrições na cadeia global de suprimentos. Ellie Saklatvala, da consultoria Argus, destaca:

“A expansão do controle de exportação da China para elementos de terras-raras pesadas aumenta significativamente o risco de perturbações industriais em todo o mundo. Não há produção comercial fora da China para a maioria desses elementos, e já observamos uma corrida por materiais adicionais fora do país.”

O óxido de érbio, por exemplo, já apresentava dificuldades de fornecimento antes do anúncio oficial, com embarques retidos em portos chineses e aumento de preços na Europa para cerca de US$ 50/kg. Com a inclusão oficial do érbio nas restrições, espera-se restrição ainda maior da oferta e possível alta de preços globalmente.

Rigor na fiscalização e desafios futuros

Embora a China já controlasse tecnologias relacionadas às terras-raras, a medida recente enquadra esses itens como de “uso dual”, o que indica aplicação mais rigorosa.

Ainda não está definido como o governo rastreará a exportação de produtos contendo terras-raras por entidades estrangeiras, mas fornecedores fora da China deverão se adaptar às novas regras para não comprometer relações comerciais com o país.

FONTE: Monitor Mercantil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Yang Shiyao

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Exportação

Petrobras e Pluspetrol realizam primeira exportação de gás de Vaca Muerta para o Brasil

Petrobras e Pluspetrol deram um passo importante na integração energética entre Argentina e Brasil ao concretizar a primeira importação de gás natural não convencional proveniente de Vaca Muerta. A operação foi realizada na última sexta-feira, envolvendo 100.000 metros cúbicos de gás da bacia neuquina, por meio da subsidiária argentina POSA.

Transporte e logística do gás

O gás foi inicialmente transportado da Argentina para a Bolívia e, em seguida, encaminhado ao Brasil via gasoduto. A iniciativa está alinhada à estratégia do governo de Lula da Silva, que busca ampliar o fornecimento de gás natural no mercado interno e reduzir os preços para os consumidores finais.

Expansão das possibilidades de importação

Angélica Laureano, diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, ressaltou que a operação abre novas oportunidades para a importação de gás, reforçando o compromisso da companhia com o desenvolvimento sustentável do setor energético brasileiro.

O acordo vigente permite à Petrobras importar até 2 milhões de metros cúbicos de forma intermitente, dentro de um convênio entre as empresas e suas subsidiárias. Futuras importações devem ocorrer conforme surgirem novas oportunidades comerciais.

Crescente interesse pelo mercado argentino

O transporte de gás argentino via Bolívia tem sido discutido nos últimos anos, principalmente devido à redução da produção boliviana, que impactou os volumes de exportação. A participação de 33,6% da POSA no campo de Río Neuquén, localizado em Neuquén e Río Negro, reforça o interesse estratégico da Petrobras na região.

Vale lembrar que esta não é a primeira experiência com o gás de Vaca Muerta: em abril, a TotalEnergies realizou um teste piloto, enviando 500.000 m³ diários por 10 dias para o Brasil, mostrando o aumento do interesse em explorar os recursos não convencionais da Argentina para o mercado brasileiro.

FONTE: Ser Industria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

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Exportação

Exportações de carnes de Santa Catarina batem recorde histórico de receita em setembro

Santa Catarina encerrou o mês de setembro de 2025 com resultados históricos nas exportações de carnes. O Estado exportou 197,7 mil toneladas em carnes (frango, suínos, perus, patos, marrecos, bovinos e outras) totalizando US$ 438,1 milhões em receitas — o maior valor mensal já registrado na série histórica, iniciada em 1997 e o segundo melhor desempenho em quantidade.

Na comparação com agosto deste ano, a alta foi de 29,9% na quantidade e de 29,5% no faturamento. Em relação a setembro de 2024, os embarques das carnes cresceram 14% em volume e 13,5% em receita. Os números são divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

“Eu não tenho dúvida de que o que a gente produz em Santa Catarina, todos os países do mundo querem comprar. É reflexo de todo esse trabalho de apoio que temos junto aos produtores e às agroindústrias. São centenas de milhares de catarinenses envolvidos nessa produção que começa lá em uma pequena propriedade familiar e chega a mais de 150 países”, comemora o governador Jorginho Mello.

Para o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, os números refletem a força do agronegócio catarinense.“Santa Catarina demonstra, mais uma vez, sua capacidade de reagir com agilidade aos desafios e manter a confiança dos mercados internacionais. Esses resultados comprovam o trabalho sério do setor e a eficiência da nossa sanidade animal e de toda cadeia produtiva”, destaca Chiodini.

Carne de frango

As exportações de carne de frango somaram 116,7 mil toneladas em setembro, movimentando US$ 232 milhões. Esse é o melhor desempenho mensal desde maio de 2019, tanto em volume quanto em receita. O crescimento foi de 30% em quantidade e 30,2% em valor na comparação com agosto. Em relação a setembro de 2024, os aumentos foram de 10,7% e 4%, respectivamente.

No acumulado do ano, Santa Catarina exportou 874 mil toneladas de carne de frango, com receitas de US$ 1,78 bilhão, altas de 2,1% em volume e 6,6% em valor. O analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, explica que os volumes de setembro também demonstram a gradativa recuperação das exportações brasileiras e catarinenses, após a suspensão temporária devido o foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), em granja comercial, no Rio Grande do Sul – atualmente declarado erradicado.

“Santa Catarina respondeu por 25,5% da receita e 23,3% da quantidade das exportações brasileiras de carne de frango no acumulado de janeiro a setembro, reforçando sua posição como segundo principal estado exportador do produto. A participação do estado vem crescendo ao longo deste ano, superando os patamares registrados no ano passado (23,5% da receita e 20,6% da quantidade)”, explica Giehl.

De janeiro a setembro, os principais mercados foram Arábia Saudita, Japão, Países Baixos e Emirados Árabes Unidos.

Carne suína

A carne suína catarinense alcançou em setembro o maior valor mensal de exportação já registrado: US$ 181,6 milhões, com 72,3 mil toneladas embarcadas. O volume representa um aumento de 28,3% em relação a agosto e de 17,7% frente a setembro de 2024. Em quantidade, esse foi o segundo maior volume já exportado pelo Estado, atrás apenas de julho de 2022.

De janeiro a setembro, Santa Catarina exportou 562,2 mil toneladas, gerando US$ 1,39 bilhão em receita — aumentos de 6,6% e 14%, respectivamente, comparados ao mesmo período de 2024.

Os principais mercados da carne suína catarinense no período foram: Japão, Filipinas, China, Chile e México. Santa Catarina consolidou sua liderança nacional nas exportações de carne suína, respondendo por 51,5% da quantidade e 52% da receita do país.

No acumulado do ano

No acumulado de janeiro a setembro de 2025, o Estado exportou 1,49 milhão de toneladas de carnes, com faturamento de US$ 3,30 bilhões — altas de 3,0% em volume e 9,9% em valor em comparação com o mesmo período de 2024. Esses são os melhores resultados já registrados para o período, tanto em valor quanto em quantidade, desde o início da série histórica, em 1997.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Jonatã Rocha / SECOM GOVSC

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